PROFESSOR DE ARTE NO SÉCULO XXI
 
PROFESSOR DE ARTE NO SÉCULO XXI
 


FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA ? Facinter

ELZA APARECIDA BUENOS LIS










PROFESSOR DE ARTE NO SÉCULO XXI


















QUEDAS DO IGUAÇU
2009

ELZA APARECIDA BUENOS LIS









PROFESSOR DE ARTE NO SÉCULO XXI




Monografia apresentada como requisito para obtenção do título de especialista no curso de Metodologia de Arte da Faculdade Internacional de Curitiba ? Facinter.




















QUEDAS DO IGUAÇU
2009


RESUMO


Este trabalho procura e analisar a história e refletir sobre o professor de Arte na Educação Brasileira. Qual o trabalho atual desses professores, suas práticas pedagógicas, dificuldades em relação ao ensino de Arte na escola pública? Quais os conhecimentos além das linguagens em Arte precisam ser dominados? Como entender a Educação de Jovens e Adultos, Educação Inclusiva, Educação Infantil, Educação do Campo e Educação de Adolescentes e Jovens, além de outros sabres. Na sua formação muitas vezes defasada, como o professor pode superar as dificuldades em seu trabalho, quais os meios utilizados para diminuir esta lacuna em sua formação. Também neste estudo há referências bibliográficas sobre o assunto, que são analisadas, para obter informações de qual é o perfil do profissional que trabalha Arte nas escolas do Paraná. Com os resultados das entrevistas, são abordadas as seguintes questões: o professor e a sua formação, como envolver as quatro linguagens artísticas, quais as dificuldades encontradas nas salas de aula, quais os critérios para selecionar os conteúdos de Arte e como fazer avaliação em Arte. Concluindo o trabalho, teremos o perfil do Professor de Arte na contemporaneidade: uma pessoa dinâmica, informada e pesquisadora, que conhece a realidade dos alunos e da escola, utilizam práticas pedagógicas inovadoras objetivando o ensino aprendizagem dos alunos. No mesmo trabalho, encontram-se alguns dados referentes à quantidade de professores concursados que atuam no Sudoeste do Paraná e quais as modalidades artísticas em que atuam quantos professores temporários (PSS) e quantos profissionais fora da área de Arte atuam na Educação Básica do Paraná.



Palavras-chaves: Professor. Perfil. Ensino Básico. Arte, Entrevista.



















SUMÁRIO


RESUMO.....................................................................................................................3
1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................5
2. ENSINO DA ARTE NO BRASIL..............................................................................6
3. ARTE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA.......................................................................8
4. A ARTE NA EDUCAÇÃO DO CAMPO.................................................................10
5. ARTE E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS..............................................11
6. A ARTE E AS TECNOLOGIAS.............................................................................13
7. A ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL.....................................................................16
8. ARTE E OS ADOLESCENTES E JOVENS...........................................................17
9. MÚSICA E DANÇA NA ESCOLA..........................................................................18
10. ARTE E A REPRESENTAÇÃO TEATRAL.........................................................21
11. PROFESSOR DE ARTE E AS ARTES VISUAIS................................................22
12. A ARTE NA VIDA E NA ESCOLA.......................................................................23
13. PROFESSORES DE ARTE E SUA FORMAÇÃO...............................................27
14. ARTE E AS QUATRO LINGUAGENS.................................................................31
15. BUSCA DE INFORMAÇÕES NA ÁREA DE ARTE.............................................32
16. ARTE E SUAS DIFICULDADES NA SALA DE AULA........................................32
17. CRITÉRIOS PARA SELECIONAR OS CONTEÚDOS DE ARTE.......................33
18. AVALIAÇÃO EM ARTE.......................................................................................35
19. PROFESSOR DE ARTE NO SÉCULO XXI.........................................................36
20. CONCLUSÃO......................................................................................................39
REFERÊNCIAS.........................................................................................................41
ANEXOS....................................................................................................................45








INTRODUÇÃO

Ao longo da história da educação brasileira, o ensino da Arte na escola pública, vem sofrendo significativas mudanças. Tendo em vista que este trabalho apresenta uma preocupação de como os profissionais formados em Arte estão atuando nas escolas paranaenses, principalmente no sudoeste do Paraná, este trabalho abordará a sua formação e a realidade encontrada na escola.
Sabe-se que o professor de Arte é graduado em uma única área artística, sendo a maioria em Artes Visuais. De que maneira estes profissionais estão trabalhando as outras áreas: Dança, Teatro e Música, sem que haja superficialidade dos conteúdos, pois todas fazem parte da vida cotidiana do aluno?
Através de entrevista aplicada aos professores, que atuam nas cidades que pertencem ao Núcleo de Educação de Laranjeiras do Sul - Paraná, para averiguar quais as formas utilizadas para sanar a defasagem na sua formação e qual a metodologia usada para solucionar as dificuldades em se trabalhar as quatro áreas de Arte, Analisaram-se os dados coletados relacionando-os com a pesquisa bibliográfica e as leis que regimentam o ensino da Arte no Brasil e no Paraná.
Porém, outro objetivo é compreender como os professores estão trabalhando com o ensino da Arte nas escolas, principalmente com a questão da influência das Artes que acontecem no cotidiano fora da escola, na vida dos alunos que fazem parte de uma educação de massa e como estes estão sendo abordados nas salas de aula.
Alguns pensadores e estudiosos se preocupam com o Ensino da Arte nas escolas. E estes estudos e práticas serão discutidos ao longo do trabalho para melhor fundamentação do tema aqui abordado.








1. ENSINO DA ARTE NO BRASIL

No Brasil o Ensino da Arte vem sofrendo várias modificações ao longo dos anos.
No início a arte enfatizava o desenho, a cópia fiel do objeto e o professor era o dono absoluto da verdade. O desenho servia como coordenação motora, precisão, para aprender técnicas que fossem úteis à vida profissional.

Na pedagogia tradicional o processo de aquisição dos conhecimentos é proposto através de elaborações intelectuais e com base nos modelos de pensamentos desenvolvidos pelos adultos... a aplicação de tais idéia reduz-se a um ensino, desvinculado dos aspectos do cotidiano e com ênfase exclusivamente no professor que passa os alunos "informações" consideradas verdades absolutas.(FUSSARI & FERRAZ,1993,p.23)

Mais tarde, nos anos 50 e 60, a arte se deu sobre a influência da Escola Nova, direcionando o ensino para a livre expressão, valorizando a criatividade no ensino da Arte sem se preocupar com o conhecimento artístico e sim valorizando uma concepção espontaneísta. Nesta visão, Romanowski comenta que o professor nesta tendência:

...é visto como mediador para promover a aprendizagem... o professor é facilitador, artista ou profissional clínico que deve empregar sua sabedoria, experiência e criatividade para agir na promoção das condições do desenvolvimento, para a aprendizagem dos seus alunos. (ROMANOWSK, 2007, p.52 e 53).

Já nos anos 70 com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n. 5692/71, onde ainda pairava a pedagogia tecnicista, o professor é considerado como técnico responsável pelo planejamento de suas aulas. Neste contexto usavam diversos materiais, tanto tecnológicos como audiovisuais, esquecendo-se dos conhecimentos artísticos, deixando seus alunos se expressarem de forma espontânea. De acordo com Ferraz & Fusari devido:

...à ausência de bases teóricas mais fundamentadas, muitos valorizam propostas e atividades dos livros didáticos, que nos anos 70/80, estão em pleno auge mercadológico, apesar de sua discutível qualidade enquanto recurso para aprimoramento dos conceitos de arte.( FERRAZ & FUSARI, 1993, p.32 e33).

Entre os anos 80 e 90, a educação escolar caminha para uma concepção histórica ? crítica, esta pedagogia se preocupa com o acesso dos conhecimentos básicos da arte, que são necessários para uma prática social transformadora, onde: "A consciência histórica é a reflexão crítica sobre os conceitos, as idéias e as ações educativas de nossa época, possibilitando nossa contribuição efetiva na construção de práticas e teorias e teorias de educação escolar em arte..." (Ferraz & Fussari, 1993, p.36).
De acordo com o Currículo Básico para a escola pública do estado do Paraná (1990, p.52), "a atividade artística não deve ser imitativa, porém uma assimilação criadora que é feita através da apropriação e da reelaboração do conhecimento artístico".
Com a Lei 9394/96 a Arte torna área do conhecimento. Nos Parâmetros Curriculares Nacionais (1998, p.30), "a manifestação artística tem em comum com as outras áreas de conhecimento um caráter de sentido, criação e inovação".
Na escola, este conhecimento em Arte, o aluno deve progressivamente entre em contato com diversas linguagens artísticas (Artes Visuais, Dança, teatro, Música). Consta nos PCNs (1998, p.46) que "a escola não dará conta de ensinar todos os conteúdos de arte, mas precisa garantir um determinado conjunto que possibilite ao aluno ter base suficiente para seguir conhecendo".
Nas Diretrizes Curriculares de Arte para os anos finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio (2009, p.62), afirma que: "A disciplina de Arte, além de promover conhecimento sobre as diversas áreas de arte, deve possibilitar ao aluno experiência de um trabalho de criação total e unitário". Também uma das preocupações das Diretrizes é de democratizar o acesso ao conhecimento e a experimentação artística. Portanto, o professor de Arte da Educação básica do Paraná tem que se preocupar com aspectos essenciais da arte, como produto de criação humana, onde a disciplina de Arte deve propiciar o conhecimento sistematizado em arte.
Propõe as Diretrizes Curriculares de Arte do Ensino Fundamental e Médio (2009, p.63) que "a organização curricular a partir dos conteúdos estruturantes que constituem uma identidade para a disciplina de Arte e possibilitam uma prática pedagógica que articula as quatro áreas de arte (Artes Visuais, Teatro, Dança e Música)".

2. ARTE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Há várias formas de mudanças na educação neste século e a educação inclusiva é uma delas. Como educadores sempre preocupados com o ser social, não devemos estar alheios às mudanças que se apresentam na atualidade. Nas instituições de nível superior não se tem uma formação de como trabalhar a inclusão. Muitos professores já formados há muito tempo, talvez discutissem a educação inclusiva no ensino regular. A inclusão é uma realidade que encontramos em vários níveis do ensino regular.
Os professores entrevistados relatam quais as deficiências encontradas no ensino regular, que são: surdo-mudo, mental leve, síndrome de DAWN, deficiência física, visual como daltonismo e transtornos de comportamento. Além de comentarem as experiências de se trabalhar com estes alunos a disciplina de Arte, concluindo que é difícil, muitas vezes quem os auxiliavam, eram os próprios colegas do aluno, que repassavam a proposta do professor. Para outros, os alunos correspondem com muito entusiasmo, pois a Arte passa a ser terapia na vida deles. Na opinião de mais um professor, trabalhar com educação inclusiva, sem conhecimento, é muito difícil, não estando preparado para este tipo de trabalho, porém é uma experiência desafiadora e muito interessante. Um professor, ao trabalhar com aluno surdo, comentou que a dificuldade foi superada com trabalho de libras e aprendeu muito com este aluno. A experiência com daltonismo foi interessante, o professor colocou etiqueta nos lápis de cor e sempre um colega da turma ou o próprio professor o auxiliava no desenvolvimento das atividades, Houve, também, aquele que agia normalmente com o aluno de inclusão durante as aulas. Outro entrevistado, porém mais reflexivo sobre suas ações, tem consciência que ficou longe de alcançar os objetivos e não estava preparado para trabalhar com criança inclusa, achando muito difícil. Alguns alunos conseguem nos dar retorno, de maneira, que o professor aprende com as falhas. Com tantas dificuldades para o professor trabalhar de forma inclusiva e é muito mais complicado para o aluno a sua inclusão.
Esta é uma realidade das escolas do sudoeste do Paraná e do Brasil.
Algumas leis e resoluções amparam o processo de inclusão na escola regular desses alunos:
A Lei Federal nº. 7853, de 24 de outubro de 1989 - dispõe sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência.
Deliberação n. 02/2003 do Conselho de Educação que estabelece Normas para a Educação Especial, modalidade da Educação Básica para os alunos com necessidades educacionais especiais, no Sistema de Ensino do Estado do Paraná.
Percebendo que são várias as leis que regimentam a educação inclusiva, o professor de Arte tem que ter a preocupação de se preparar através de cursos de formação continuada, leituras, troca de experiências e pesquisas para trabalhar com estas crianças na escola, considerando as suas especificidades e necessidades individuais na sua aprendizagem. Com estas informações, ele se posiciona de maneira mais segura para tomar decisões diante de tantas mudanças que vem ocorrendo nas escolas.
Pensando em diferentes formas que a criança ou adolescente tem de adquirir conhecimentos, principalmente os alunos de inclusão, as práticas pedagógicas devem ser diversificadas, para que realmente aconteça uma prática inclusiva, oferecendo condições adequadas de aprendizagem e não somente a socialização. Para MINUETO (2008, p.21) "O professor é o eixo principal. Ele tem em suas mãos a possibilidade ações. Ele não pode tudo, mas pode muito".
O que ocorre, muitas vezes, é que a escola não sabe lidar com crianças que fogem do padrão, pois não é só fazer adequações físicas, imaginando que está havendo a prática inclusiva. Faz-se necessário o ambiente apropriado para a locomoção desses alunos, mas a inclusão vai muito além. Mirim Pan comenta:

A escola é levada a repensar seus valores inclusivos e, assim, restabelecendo sua organização, seu currículo, seu planejamento e sua avaliação, de modo a superar suas próprias barreiras para aprender as necessidades dos alunos. (MIRIAM PAN, 2008.p.134).



O professor de Arte em suas práticas pedagógicas deve estar direcionado para atender este aluno com necessidades educativas especiais, direcionando os saberes, em arte para desenvolver o potencial destes alunos respeitando a diversidade que apresentam a diferença de tempo, para aquisição de conhecimentos que é próprio de cada um, todas as crianças podem aprender. Trabalhando de forma diferenciada, recebendo conteúdos iguais ou semelhantes à medida de suas possibilidades. Desse modo, Miriam Pan (2008, p. 136) indaga: "Não é o aluno quem deve se adaptar a escola, mas sim, esta que se presume, deve tornar-se um espaço inclusivo, a fim de cumprir seu papel social, pedagógico e político na busca pela educação na diversidade".
Sabe-se que os professores não estão preparados para trabalhar com uma prática inclusiva, e que não é uma tarefa exclusivamente do professor. É necessário, apoio da família, equipe pedagógica e profissional habilitados em educação especial.
Ao planejar suas aulas, o professor deverá se preocupar com os meios e instrumentos para que fato aconteça aprendizagem.

No que se refere às metodologias e a organização didática das aulas, podem contemplar trabalhos em grupo que despertem valores de cooperação e respeito e que possibilitam diversificadas formas de expressão, e não apenas a expressão oral e escrita. (MIRIAM PAN, 2008, p.135).


A Arte é tão importante na vida das crianças e adolescentes, que fora da escola, encontramos vários grupos sociais que trabalham com crianças excluídas pela sociedade, onde a musica, dança teatro e artes visuais são utilizados como despertar a sensibilidade, entrosamento com o grupo e as relações sociais de forma a pensar no mundo. Para Romanowski:

Na atualidade, as preposições para a prática pedagógica incluem como princípios da atividade docente o respeito ao caráter ético da atividade de ensino, assim como, a importância dos valores que regem a intencionalidade educativa apresentados durante o processo, como, por exemplo, a democratização da educação, o respeito à diversidade cultural e aos alunos portadores de necessidades especiais, etc. (ROMANOWSK, 2007, p.55).

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Uma das preocupações de escola pública é a convivência da diversidade humana, e os professores de Arte, precisam se preparar para trabalhar com esta diversidade, utilizando-se de metodologias coerentes, planejamento condizente com a realidade dos alunos.

3. A ARTE NA EDUCAÇÃO DO CAMPO

O professor deve estar preparado para trabalhar com os alunos da zona rural, ou vindo do campo para estudar na cidade, assentamentos do MST entre outros.
Ao planejar suas aulas, o professor tem que levar em conta a cultura destes alunos. Na DCE - Educação do Campo consta que:

Valorizar a cultura dos povos do campo significa criar vínculos com a comunidade e gerar um sentimento de pertença ao lugar e ao grupo social. Isso possibilita criar uma identidade sociocultural que leva o aluno compreender o mundo e transformá-lo. (DCE- EDUCAÇÃO DO CAMPO, 2006, p.33).


Em nossa região, temos escolas em assentamentos do MST e alunos filhos de pequenos produtores nas escolas da própria comunidade ou nas escolas de nossa cidade. Por isso, professores de Arte precisam estar preparados para trabalhar arte com estes alunos. Na DCE da Educação do Campo (2006, p.29) o professor deve entender que: "Os conteúdos escolares são selecionados a partir do significado que têm para determinada comunidade escolar" É preciso entender a realidade, onde estão as crianças, adolescentes e jovens e quais seus anseios com o processo educacional para suas vidas. Neste sentido, os professores devem dar oportunidades, para compreensão destes alunos, que são fazem parte de uma vida social e cultural.
Para Roseli Salete Caldart (2002, p. 155) é através de um projeto educativo a: "Educação do campo como obra dos sujeitos do campo como intencionalidade de resistência cultural de transformações culturais em vista de uma humanização mais plena".
Os professores abertos a ideias inovadoras utilizam práticas se transformam em uma atividade criadora, ampliando os conhecimentos educacionais de seus alunos, para além da escola, pois a criatividade é fundamental na vida do ser humano.

4. ARTE E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Sabe-se que os alunos do EJA trazem consigo conhecimentos ao longo da sua trajetória de vida familiar, profissional, sua vivência social e sua própria cultura. Tendo como partida esses saberes, o professor desenvolverá seu planejamento e o plano de trabalho a ser desenvolvido por estes alunos.

Quanto aos conteúdos específicos de cada disciplina, deverá estar articulados a realidade, considerando sua dimensão sócio-histórica, articulada ao mundo do trabalho ciência, as novas tecnologias, dentre outros. (DCE ? EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS, 2006, p.22)


Nas aulas de Arte se respeita e incorpora a diversidade, com propostas metodológicas significativas, utilizando de recursos e dinâmicas variadas, buscando a participação dos jovens e adultos nos processos individuais e coletivos de construção de conhecimento.
Buscar, organizar e sistematizar mecanismos que possam utilizar os movimentos culturais de rua dos jovens ? suas realizações com o corpo, com a música, com as artes plásticas, com a comunidade. (PIRES, In. MEC, p.112)
Nos estabelecimentos EJA do Paraná, os conhecimentos básicos são os mesmos do ensino regular, nos níveis, fundamental e médio, porém o encaminhamento metodológico é diferenciado, tendo em vista as histórias da vida dos educando. Não se esquecendo de repassar os conteúdos de forma integral, considerando o aluno do EJA como adulto, pois ele vem com o objetivo de saber para que e por que estudar.
No artigo 56 da LDB os conteúdos curriculares são centrados na prática social e no trabalho e metodologia de ensino-aprendizagem adequada ao amadurecimento e experiência do aluno.
No texto orientador para a construção da proposta pedagógico-curricular da Educação de Jovens e Adultos (2009):

Os docentes cabem conhecer o perfil de seus educando jovens e adultos e idosos. Utilizar adequadamente os espaços e materiais didático-pedagógicos disponíveis tormando-os meios para implementar uma metodologia de ensino que respeite o processo de aquisição do conhecimento de cada educando.


O professor ao incentivar seu aluno à busca pelos conhecimentos, e estes os utilizará como instrumentos para modificar a sua condição social, dando continuidade a seus estudos.
Para Oliveira (2004, p.105): "A idade e a vivência social e cultural dos educandos são ignoradas, mantendo-se nesses propostos a lógica infantil dos currículos destinados às crianças que freqüentam a escola regular".
Quando se trabalha com alunos da EJA o professor ao fazer seu planejamento curricular, precisa pensar a quem? Por quê? E para que?




Sabemos que cada conteúdo, cada conhecimento e competência têm seu tempo para ser ensinado. Cada professor (a) sabe que, dependendo da série ou bimestre, terá de privilegiar determinados conteúdos na hora de preparar sua aula, e dependendo da diversidade dos alunos e turma terá de programar tempos diversificados de ensino. (MIGUEL G. ARRAYO, 2004, P.210)

Assim o professor saberá quais os conteúdos, atividades artísticas que pode ser desenvolvida e aplicada a estes alunos.


5. A ARTE E AS TECNOLOGIAS

É necessário adaptar as tecnologias para diferentes usuários de deferentes faixas sociais. As tecnologias presentes nas escolas como o CD, DVD, TV Pendraive, laboratório de informática, facilitam o trabalho docente.
Em Arte, o aluno tem oportunidade de conhecer o acervo artístico de determinado autor, de épocas diferentes, reproduzindo sua própria crítica em relação às obras de arte, música, teatro ou dança. A interrelação de conteúdo ?tecnologia - aprendizagem é uma forma positiva de o professor inovar na sua prática pedagógica, fazendo com que o aluno, absorva e assimile o conhecimento.
A inclusão digital e suas tecnologias, por si, não vão mudar a realidade e a qualidade do ensino público. A formação continuada dos professores utilizando-se das tele aulas, internet, assim contribuirá para a melhora do ensino. "A educação não se reduz à técnica, mas não se faz educação sem ela. Utilizar computadores na educação, em lugar de reduzir pode expandir a capacidade dos nossos meninos e meninas, depende de quem o usa". (FREIRE: apud. ALMEIDA, 2000, p. 54).
O aluno busca informações em vários meios, mas é na escola que esta informação deve ser transmitida com eficiência, Paulo Freire (1979, apud MARIA ELIZABETH ALMEIDA; 2000 p.53) afirma:

Que o aluno deve construir seu próprio conhecimento sem se preocupar em repassar conceitos prontos, o que frequentemente ocorre na prática tradicional, que faz do aluno um ser passivo, em quem se depositam os conhecimentos para criar um banco de respostas em sua mente.


Ao transmitir conhecimentos, o professor além de utilizar várias tecnologias, deve levar sempre em conta o conhecimento que o educando já possui. Para Piaget (1972, apud MARIA ELIZABTH ALMEIDA, 2000, p.58):

"O conhecimento não é transmitido". "Ele é construído progressivamente por meio de ações e coordenações de ações, que são interiorizadas e se transformam". "A inteligência surge de um processo evolutivo nos quis muitos fatores devem ter tempo para encontrar seu equilíbrio".


O desafio atual dos professores e pais é repassar quais os valores que envolvem o uso do computador, plágio de trabalhos escolares, a infração de direitos autorais, pirataria, exposição de crianças e adolescentes na internet. Por esse motivo o processo educacional é fundamental para ampliar os horizontes e ao estímulo da criatividade que tem que estar dentro de limites éticos e legais no uso da internet. Na revista pedagógica Pátio (2007, p.30) e quem deve ensinar isso: "Uma boa parcela da responsabilidade cabe à escola e ao professor, até mesmo hoje é o ambiente educacional que o aluno tem contato com o uso da tecnologia". Contudo alguns professores estão usando a tecnologia de modo bastante criterioso e criativo. Porém na maioria dos casos, o uso da tecnologia é restrito, sem imaginação alguma e muita vezes como instrumental. Dessa maneira o professore tem que buscar se aperfeiçoar constantemente para uma permanente qualidade profissional.
O professor, hoje não é o único que transmite o conhecimento para o aluno, pois, estes têm acesso às diferentes mídias pertencem a grupos sociais, onde também se adquiri conhecimentos. Por isso, deve-se sempre levar nossos educando a sair um pouco dessa sociedade de informações exagerada e direcioná-los à sociedade do saber.
Quando o professor utiliza-se de um material didático, tanto impressão quanto multimídia, deverá pensar, quanto este envolverá seus alunos, quais conhecimentos que se pretende transmitir. Neste sentido Romanowski (2007, p. 49): "O trabalho do professor abrange funções pedagógicas, sociais e políticas, alem da transmissão de conhecimentos aos alunos".
O professor tem que ser transformador, competente e crítico. Não basta ter conhecimento em sua área, tem que saber relacioná-los com ao cotidiano dos alunos. De acordo com Romanowski o professor necessita de:


Um conjunto de conhecimentos e técnicas para o exercício da atividade docente que lhe permita o domínio da teoria pedagógica e da ciência específica, objeto do ensino e da prática docente, assim como conjuntos de valores éticos e normas autológicas que regem a função docente. (ROMANOWSKI, 2007, p.41).

Jamais o professor deverá substituir as pesquisas em livros, por somente pesquisas virtuais, sem conteúdos, sem análises em sala de aula por parte dos alunos. Acredita-se que pesquisas virtuais sem a devida orientação acabam levando ao empobrecimento cultural tanto dos alunos como do professor.
A utilização das tecnologias mais avançadas é consequência do que somos, de como nos relacionamos com os outros e com a vida. Se formos pessoas abertas, irá utilizá-las para comunicarmos mais, para interagir melhor, se somos pessoas fechadas, desconfiadas, utilizaremos as tecnologias de forma defensiva, superficial, como um substituto das relações com as outras pessoas. Se formos autoritários, manipuladores, as tecnologias servem para controlar, para aumentar o nosso poder.
O poder de interação não esta fundamentalmente nas tecnologias, mas em nossas mentes.
Com tanta inovação do uso das tecnologias nas nossas aulas, devem utilizá-las para auxiliarem na aprendizagem de nossos alunos.
Jamais poderemos abrir mão da interpretação, escrita, raciocínio e criatividade de nossos alunos, pois com estas habilidades pode-se levá-los a usar a tecnologia de forma mais consciente, usufruindo corretamente em seu beneficio.
Precisamos conhecer e saber utilizar todas as tecnologias para um resultado satisfatório em relação com as nossas aulas e na aprendizagem dos alunos para educá-los com qualidade.

Um dos grandes desafios que os professores brasileiros enfrentam está na necessidade de saber lidar pedagogicamente com alunos e situações extremas: dos alunos que já possuem conhecimentos avançados e acesso pleno às ultimas tecnologias aos que se encontra em plenas exclusões tecnológicas; das instituições de ensino equipadas com as mais modernas tecnologias digitais aos espaços educacionais precários e com recursos mínimos para o exercício da função docente. O desafio maiôs, no entanto ainda se encontra na própria formação profissional para enfrentar esses e tantos outros problemas. (KENSKI, 2007, p.103)


A tecnologia é a ferramenta que, com o passar do tempo, fica cada vez mais sofisticada. Ela evolui rapidamente, por isso parece-nos tão difícil adaptar a ela.
A oferta de cursos a distância facilita muito a vida dos professores que sempre estão buscando aprimoramento profissional, assim fazendo seu próprio horário de estudo, observando quais os cursos que se adequar melhor para seu aperfeiçoamento intelectual.
Com o professor atualizado facilitará a entrada na escola a este universo de informações e a construção do conhecimento de forma crítica e criativa.
É de suma importância o uso das tecnologias e dos audiovisuais para a educação contemporânea. Os alunos, provavelmente, usam-na como entretenimento, sem perceber a dimensão de sua influência na incorporação de novos comportamentos ou na modificação dos costumes.
O uso das tecnologias é um recurso didático, não apenas para transmitir informações, mas para criar um ambiente de ensino mais reflexivo e dinâmico, motivado, provocando uma situação em que os alunos consigam se expressar de forma mais direta e que realizem pesquisas mais inovadoras, principalmente em Arte.
Podemos utilizar as tecnologias para a produção artística nossa e de nossos alunos.

7. A ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Atividades de arte propostas para o desenvolvimento do conhecimento das crianças, precisa ser um processo ativo onde elas fazem parte estas tem significado. É através deste processo que garante a apropriação deste conhecimento.
O educador ao compartilhar o conhecimento artístico com seu aluno, possibilita a ele uma atitude ativa em relação ao seu aprendizado. De modo, que o educador não se iguale a criança no processo artístico com procedimentos didáticos, objetivos que provoquem a interação das crianças nas atividades.
É o adulto que apresenta o mundo da cultura para a criança, desde seu nascimento: primeiro os pais e parentes, mais tarde na escola o professor e os colegas, com isso ela vai se apropriando de vários saberes, contribuindo para seu desenvolvimento como ser humano.



Educar não é fazer a criança abrir os olhos para um determinado saber, pré-estabelecido pelo professor, com soluções prontas que o aluno terá forçosamente aceitar junto com todos os outros para melhor funcionamento da sociedade e para o seu próprio bem. Educar É FAZER A CRIANÇA ABRIR OS OLHOS PARA O MUNDO QUE A RODEIA e dar-lhe a possibilidade de se maravilhar com cada nova descoberta que ela mesma vai fazendo do mundo que a cerca. (MARIA CLARA MACHADO)



A escola necessita criar condições de aprendizagem, e o professor é o eixo principal de processo, partindo sempre da realidade dos alunos, estabelecendo múltiplas situações de aprendizagem, o que resultará no interesse do aluno em entender que o conhecimento faz parte da produção humana e é historicamente construída. Ferraz e Fusari (1993, p. 106) indagam que: "Análises dos conceitos, dos saberes em Arte que as crianças ainda não dominam e que são considerados essenciais para que elas possam gradualmente diversificar, aprofundar, aprender " o fazer e o entender" produções artísticas e suas histórias".
Segundo Luria (1991, p.12): "O que a criança pode fazer hoje com auxílio dos adultos, poderá fazê-lo amanhã por si só". A criança abandonada pelos adultos, sem nenhuma atenção, terá dificuldades para conseguir uma evolução do pensamento abstrato.
É na escola que através de práticas educativas, desenvolve-se o potencial da criança. De acordo com a própria teoria de Vygostsky, "as práticas educativas, formais e informais são meios sociais para organizar uma situação de vida que promova o desenvolvimento mental da criança". (DANIEL S, H, 2004, p.160)
"Cada matéria escolar tem uma relação própria com o curso do desenvolvimento da criança que muda com a passagem de uma etapa para outra". (M. LURIA, LEONTIEV, VYGOSTKY E OUTROS, 1991, Pp.17).
Pensando na disciplina de Arte, que em contado com várias situações promovidas pelo professor de ensino ? aprendizagem em Arte a criança conseguirá uma maturação para passar de um processo para outro.

8. ARTE E OS ADOLESCENTES E JOVENS

O professor precisa entender os pensamentos, angústia, anseios, valores e preferências de sues alunos adolescentes e jovens, assim conhecendo-os na sua realidade, ao planejarmos nossas aulas, com conteúdos direcionados a estes, será produtivamente absorvido e de real aprendizagem. Na opinião de Furtado:


O sujeito tem sua própria história e é a partir dela que reflete a realidade. Assim, para que ocorram mudanças, determinadas historicamente, mas como processo subjetivo, não basta o processo de assimilação através da linguagem e do pensamento (entendidos como sendo sempre mediados pelos sentimentos), seria simplista afirmar que a apropriação das determinações por parte do sujeito, a sua apreensão racional, é suficiente para a ocorrência do processo de re-significação, ou de transformação dos sentidos.(FURTADO, 2001, p.107).


A partir da vivência dos alunos jovens, que nesta fase estão construindo sua identidade pessoal e também preocupada com sua inserção na sociedade, ocorrendo, neste momento, grandes transformações, tanto física, quanto de liberdade de escolhas e a sua própria visão de mundo. Neste momento no Ensino de Arte, deve-se explorar o máximo do potencial de seus alunos adolescentes e jovens, levando-os a realizar descobertas sobre o mundo que o rodeia e a si próprio, possibilitando novas experiências, desenvolvendo aptidões onde lhe darão segurança sobre si para enfrentar o mundo dos adultos.
Entender os adolescentes e jovens no seu contexto é estar diante de vários desafios, idéia de beleza ditada pela mídia, consumismo exagerado de produtos, vícios, descriminação, necessidade de se afirmar em um grupo, de sentimentos confusos, sensibilidade aos extremos, regras a serem quebradas, questionam normas e valores.
Ao contextualizar a Arte entre adolescentes e jovens, mostrando que ela está inserida no cotidiano e faz parte do processo histórico de cada povo refletindo padrões sociais, sentimentos, informações por meio de diferentes linguagens Artísticas, resultando em trabalhos artísticos expressivos, de forma mais prazerosa e cheia de vivências pessoais, onde se posicionará de forma crítica sobre seu trabalho e de seus colegas.

9. MÚSICA E DANÇA NA ESCOLA

A música sempre esteve presente nas aulas de Arte, já a dança era contemplada no currículo de Educação Física. Só a partir de 1997 com os PCN é que passou a fazer parte da disciplina de Arte.
Os professores formados em instituições onde trabalharam os fundamentos das quatro linguagens artísticas: dança, teatro, música e artes visuais, tiveram menos dificuldades em trabalhar estas, na escola. Agora os que tiveram formação somente em uma especialidade da Arte durante todo o curso de sua formação, logo terão dificuldades em desenvolver as outras modalidades na escola.
Apesar de fazer mais de dez anos que a dança surgiu nos currículos do ensino da Arte, ainda para os professores de Arte é uma coisa nova, pois a busca de conhecimento e informações sobre esta linguagem, não acontece de um dia para outro. Portanto, com formação continuada, leituras, assistir apresentações de danças, comentários de coreógrafos e até na própria televisão temos apresentações e concursos de danças.
A dança sempre esteve presente na escola, produzida pelos professores de Educação Física ou professores do Ensino Fundamental das séries iniciais, para apresentações de festividades e datas comemorativas, sem, muitas vezes, envolver toda a turma ou passar o conhecimento básico de dança. Jorge Sergio Pérez Gallardo diz:
Conhecimento das atividades da cultura corporal (local e regional ) e participação nelas: identificação das formas das atividades mais comumente usadas; criação de variações técnicas e estéticas; combinação de coreografias envolvendo a presença de meninos e meninas; analise e discussão (beleza, estética, aproveitamento do espaço e do tempo representação do corpo em movimento, etc.), de um show ou de uma festa realizados na escola por alunos maiores, de uma propaganda de tevê ou manifestação folclórica ao ar livre(carnaval, Folia de Reis, Festa do Divino, Cavalhadas, Rodeio, entre outros exemplos) .(GALLARDO, 1998,p.101).


A dança, assim como as outras artes, tem sua linguagem de comunicação e expressão que lhes são próprias. Portanto, devem-se trabalhar esses códigos da dança na escola, de maneira que os alunos entendam e incorporem em seu dia a dia.
Todo conhecimento em arte precisa de fundamentação teórica e não somente a prática, pois ambos devem andar juntos. Para Débora Sucupira Arzua Tadra:

Não bastam termos em mãos conteúdos desconectados e aprisionados a currículos e visões de arte das instituições educacionais. É necessário, como professores, revermos as atuações que implicam uma ruptura com as práticas que não dialogam com a realidade social do educando, por que é por meio de uma profunda compreensão das relações sociais que poderemos nos aproximar do valor articulador da dança no contexto educacional. (TADRA, 2009, p.53).

Hoje é grande a preocupação dos professores de Arte em fazer a integração das quatro áreas artísticas. De modo que, não deve-se colocar os conteúdos no currículo de forma isolada e esperar que o aluno possa integrá-los na sua cabeça. Há grandes dificuldades em estabelecer uma relação mais aprofundada entre as linguagens artísticas, mas mesmo assim, o professor pode compreender os elementos básicos de cada área da Arte e a partir de seu conhecimento e experiência, proporcionar aos alunos o contato com outras linguagens, que não a de sua formação.
Os alunos em suas vidas entram em contato com estas artes e tem suas preferências. Como professores de arte devem passar os conhecimentos básicos e experiências artísticas dessas linguagens, pois os alunos têm o direito de conhecer mais profundamente todo o tipo de arte e seus códigos e com estes serem criativos, autônomos e sensíveis. De acordo com a Bernadete Zagonel (2008, p.115) " que o gosto se constrói. Por isso é preciso o contato freqüente e a familiarização com o produto artístico para que isso aconteça."
Nas Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná, o aluno da educação básica terá acesso ao conhecimento presente nessas diferentes formas de relação da arte com a sociedade, conforme a proximidade com o seu universo.
Também nas DCE (2006, p.43), recomenda-se ao professor que no seu processo pedagógico aborde as seguintes linguagens em música:
- percepção musical;
-organização dos sons no espaço e no tempo;
- registro de sons;
- produção musical;
- interpretação dos sons memorizados, organizados e registrados;
- reconhecimento e significação.
Com a interação de dança e música para o desenvolvimento das aulas Arte, será mais fácil a compreensão do aluno sobre essas linguagens.
O próprio corpo produz som, a cada movimento ou pausa muitas vezes bem acentuada ou não. O som faz parte do corpo, seja no ritmo da batida do coração, da respiração e a própria voz, no andar, sentar, tomar banho, comer, vestir-se, trabalhar, entre outros.
Portanto, é na escola que o aluno toma consciência desse corpo, através das várias atividades de integração, entre o corpo, som e artes visuais. Segundo Mirim Celeste Martins (1998, p.95), "cada movimento tem beleza e uma significação própria, sendo necessário à compreensão de tudo o que ele envolve".
O corpo é um instrumento, que tem várias posturas nas artes, seja desenvolvendo, uma pintura, uma escultura, encenando, dançando ou produzindo música. O aluno precisa ter esta noção desse processo de comunicação, também:

Ele deve observar e apreciar atividades de dança realizadas por outros (colegas e adultos), para desenvolver seu olhar, fruição, sensibilidade, a capacidade analítica, estabelecendo opiniões próprias. Essa é também uma maneira de o aluno compreender e incorporar a diversidade de expressões, de reconhecer individualidades e qualidades estéticas. (PCNs,1997, volume 6, p.69).


A música, ao ser analisada sua composição e seus signos na escola, o professor de acordo com Isis Moura Tavares (2008, p. 73): "não pode perder de vista o fato de que os alunos têm suas vivências e experiências musicais e que estas devem ser sempre levadas em consideração". E que:

Na dança, a música funciona como elemento de união e integração entre os dançarinos, que trabalharem em grupo precisa estar sincronizado. O estimulo sonoro normalmente determina o ritmo e a mudança nas seqüências de movimentos de uma dança. (ISIS MOURA TAVARES, 2006, p. 49).


Dessa maneira devemos sempre utilizar a música e sons em consonância com o movimento de dança na escola.

10. ARTE E A REPRESENTAÇÃO TEATRAL

O professor ao pesquisar alguns escritores sobre teatro na educação ou mesmo algumas metodologias desenvolvidas por estudiosos do assunto, nunca deverá aplicar as atividades e exercícios sem antes ter embasamento teórico ou analisar o pensamento de todo o processo que este desenvolve na vida dos alunos. Se apropriar de idéias soltas sem conhecer o todo, isso resultará em uma aula sem o compromisso de realmente ensinar os conteúdos propostos para o ensino do teatro na escola. Portanto na DCE de Arte:


É fundamental que os conhecimentos específicos do teatro estejam presentes nos conteúdos específicos da disciplina a fim de contribuir para a formação da consciência humana e da compreensão do mundo. Esses elementos permitem que o Ensino de Arte, por meio do teatro extrapole as práticas que restringem o teatro a apenas uma oportunidade de produção de espetáculos ou mero intreterrimento.(DCE de ARTE, 2009, p. 78)


A revista Nova Escola (março, 2004 p.38) "O contato com a linguagem teatral ajuda as crianças e adolescentes a perder continuamente a timidez, a desenvolver e priorizar a noção de trabalho em grupo, a se sair bem de situações onde é exigido o improviso e a se interessar mais por textos e autores variados".
Ensinar teatro não é apenas representar uma história para festividade como o "Dia das Mães". Vai muito além. Nos PCNs Arte:

O professor deve organizar as aulas numa seqüência, oferecendo estímulos por meio de jogos preparatórios, com o intuito de desenvolver habilidades necessárias para o teatro, como atenção, observação, concentração e preparar temas que instiguem a criação do aluno em vista de processo na aquisição e domínio da linguagem teatral. (PCNs,1997 ,volume 6, p.86).


Com vários jogos de improvisação e dramáticos aplicados na sala de aula, o professor desenvolve as expressões vocais, faciais e corporais onde mais tarde o aluno trabalha nas apresentações teatrais.

11. PROFESSOR DE ARTE E AS ARTES VISUAIS

Com relação às Artes Visuais o professor tem um papel fundamental de ampliar esteticamente o olhar dos alunos em relação à produção cultural e este compreender que a expressão artística faz parte do processo da humanização do homem. No Caderno de Arte do Projeto Correção de Fluxo consta:

Na prática, educar esteticamente é ensinar a ver, tomando como ponto de partida o estudo dos diferentes modos de compor com os elementos formais, não esquecendo que este conteúdo foi construído ao longo do tempo e sistematizado na forma de História da Arte. (SEED, 1998, p.9).


Quanto a ensinar em Arte, o papel do professor precisamente trabalha com a apropriação dos conhecimentos através dos conteúdos estruturantes das Artes Visuais, para os alunos terem possibilidades de compreensão e fruição dos saberes artísticos.
O professor também precisa saber quais os conteúdos são relevantes para desenvolver a alfabetização estética dos seus alunos. Para Luciana Estevam Barone Bueno (2008, p.106) "Os professores tem um compromisso muito sério no que diz respeito à educação do olhar dos alunos, pois estes estão constantemente em relação direta com um mundo cheio de imagens que muitas vezes não são percebidas".
Para escolher uma metodologia de leitura de imagens, o professor precisa se preocupar com vários caminhos, pois não existe uma única forma de apreciar e interpretar uma obra de arte ou imagem. Com conhecimentos básicos das Artes visuais será mais fácil a educação do olhar dos alunos.
A DCE (2009, p.72 e 73) além de estabelecer relações das Artes Visuais com outras áreas artísticas, o professor ao: "Trabalhar com Artes Visuais sob perspectiva histórica e crítica, reafirma a discussão sobre esta área como processo intelectual e sensível que permite um olhar sobre a realidade humano social, e as possibilidades de transformação desta realidade".
Como se percebe, a leitura de imagens é muito importante na vida dos alunos, mas precisa desenvolver e oportunizar-lhes as próprias produções artísticas, vivenciando, expressando suas ideias e construindo novos saberes, para transformar o seu mundo, respeitando o seu trabalho e de seus colegas e valorizando os acervos artísticos, produzidos ao longo da história da humanidade.


12. A ARTE NA VIDA E NA ESCOLA

Ao se falar em Arte temos que justificar e explicar, pois isso acontece por que as pessoas não têm o costume de parar e pensar sobre a Arte e perceber que ela está presente em nossas vidas, e também não percebendo que necessitamos de Arte, inclusive para viver e viver melhor, pois a arte está em todos os lugares, em nossa vida, em nosso dia-a-dia.
O trabalho com arte na escola, muitas vezes é confundido com o fazer atividades de pintura ou ainda desenhar e pintar. A escola tem como finalidade preparar o cidadão para a vida profissional e para viver em sociedade que é uma das funções mais importantes do freqüentar escola.
Uma poluição visual bombardeia-nos com imagens, de propagandas, nas ruas, lojas, panfletagens, televisão, outdoors... Nem sempre o educando faz uma leitura crítica dessas imagens. E é na escola mais precisamente nas aulas de Arte que o educador deve estimular estes conhecimentos no aluno, ou seja, despertar nele uma visão crítica das imagens que o cercam, para que ele não seja mais um alienado ao consumismo selvagem.
Mas sabe-se que para ler uma imagem precisamos ter domínio da linguagem visual ou do vocabulário próprio desta mensagem. No processo de leitura de imagem, precisamos de informações visuais e do conhecimento artístico, essas informações são obtidas diretamente de nossas experiências do ato de ver, mas é intermediada com o conhecimento que o aluno traz. Segundo Kátia Helena Pereira:

Historicamente, a criação em sala de aula privilegia o desenho e a pintura. As formas contemporâneas que saem do papel ? tais como objetos, instalações, assemblages ? também fazem parte da grande área das visualidades e possibilitam uma maior liberdade de criação. (PEREIRA, 2007, p.09).

Entendemos que nosso aluno não percebe que dança, música e canto são grandes expressões artísticas e, na maioria das vezes, vem de uma educação de massa, mas devem ser contempladas no ensino da Arte, e o próprio aluno trata essas formas de expressão como lazer e não como arte.
A história da humanidade sempre contemplou a dança. O homem pré-histórico já praticava a dança e o canto e documentou através de desenhos nas paredes da caverna os nossos ancestrais em posição de canto e dança. Bernadete Zagonel fala que os PCNs hoje:

...começam enfatizando a presença da dança na vida humana, para chegar à dança na escola como uma atividade que pode desenvolver na criança a compreensão de sua capacidade de movimento, mediante um maior entendimento de como seu corpo funciona. Assim, poderá usá-lo expressivamente com maior inteligência, autonomia, responsabilidade e sensibilidade. (ZAGONEL, 2008, p.64).

Percebe-se que a realidade cultural da escola ainda não corresponde ao interesse cultural do aluno, pois eles não têm acesso a instituições culturais, como cinema, teatro, apresentações de danças e concertos musicais, museus, teatros. A arte que eles têm acesso é o que o professor leva até eles, através do uso de algumas tecnologias como: TV, Pen-Drive, DVDs, CDs...., e também Festival de Arte da Rede Estudantil do Paraná ? FERA, mas que contempla menos de 10% dos alunos. Para se ter um bom ensino da Arte que é de ter espaço próprio para se expressar artisticamente na escola além de professores formados, com aulas bem preparadas.
Nas Artes Visuais, os conteúdos são bem mais amplos do que pintar e desenhar. Além de trabalhar com Artes Visuais, os professores se preocupam em levar para sala de aula outras linguagens artísticas, como: o teatro, a dança e a música, mesmo com pouco conhecimento dessas linguagens. Em suas aulas muitas vezes competindo com a mídia e, principalmente, pela falta de um espaço adequado, eles valorizam o trabalho e a expressão artística do aluno, desenvolvido dentro dos recursos disponíveis, pois são grandes construtores de um aprendizado de múltiplas expressões artísticas, envolvendo a busca por uma vida melhor, tanto no aspecto social quanto no humano.
Professores devem rever seus conceitos de que os alunos através das aulas de artes com desenhos, pinturas, música, encenações e danças, estão se distraindo que não há aprendizagem. Na Revista Nova Escola encontramos um comentário sobre:

A melhor maneira de tornar a Arte uma disciplina tão consistente como qualquer outra é indicar como as manifestações artísticas estão presentes no cotidiano. Como a Arte está também nas ruas, vitrines, roupas ou fachadas das casas, os conceitos e habilidades desenvolvidas nas aulas de educação artística são necessários para entender e usufruir o mundo que nos cerca. (Edição Especial, PCN ª a 4ª série, p. 64).

A arte, em nosso meio, está presente tanto na forma popular como nas manifestações folclóricas, ritualísticas, artesanato e festas populares, como na forma erudita, pinturas, esculturas, teatro, dança, música, nos meios de comunicação, atuação de atores em filmes, novelas programas humorísticos, trilhas sonoras, imagem, música..., tudo isso faz parte da vida de nossos alunos e precisamos estar atentos como professores de arte, para aproveitar esta arte consumida pelos alunos fora da escola, relacionando, integrando com os conteúdos básicos do ensino da arte na Educação Básica. A arte não acontece somente na escola como disciplina curricular, mas também fora dela. Portanto:



O grande desafio do ensino da arte, atualmente, é o de contribuir para construção crítica da realidade através da liberdade pessoal. Precisamos de um ensino de arte por meio do quais as diferenças culturais sejam vistas como recursos que permitem ao indivíduo desenvolver seu próprio potencial humano e criativo, diminuindo o distanciamento existente entre a vida e a arte. (RICHTER, 2003, p. 51).

A função da arte hoje é de analisar, criticar, refletir a realidade humana social. Dessa maneira, os professores precisam ter cuidado ao planejar suas aulas, percebendo a arte como proposta na sua escola e fora dela. De acordo com o caderno da TV Escola Projetos e Trabalhos (1998, p.58): "deve-se repensar escola, seu tempo, seu espaço, sua forma de lidar com os conteúdos das áreas e com o mundo da informação". Por isso, o professor precisa saber quais conteúdos se encaixam com a fase de desenvolvimento da turma. Nem tudo que está acontecendo ao alcance dos nossos alunos é pertinente a ser estudado e analisado em sala de aula. Sempre ter o cuidado de respeitar a faixa etária da turma.
Nos meios de comunicação, a televisão é um exemplo que está inserido em todas as casas, tem o poder de influenciar o comportamento dos nossos adolescentes. De modo que eles têm acesso a variados tipos de programas ao longo do dia, uma vez que na sociedade atual os pais não estão ao lado dos filhos para eleger o que pode ou não assistir. Mesmo assim alguns programas, "podem ser usados para introduzir conteúdos, aprofundá-los ou ilustrá-los ou para debate sobre comportamento e ética". Nunca devemos usar a TV sem critérios e objetivos claros.
Mas mesmo assim graças a estas tecnologias nós professores temos ao nosso alcance muitas informações que as instituições deixaram de apresentarem nossa formação acadêmica, e que hoje podemos absorver e aproveitar com os nossos alunos.

As linguagens da arte, da literatura, do lúdico e das mídias na escola podem e devem estar articuladas à produção de conhecimentos como processo criador, buscando a poética do cotidiano e a beleza nas pequenas coisas a fim de transformar os modos de interagir com a cultura.(CELDON E MOREIRA, 2008, p.63).

A dança e a música que os alunos muitas vezes têm acesso, possivelmente são influências da mídia. Quando o professor trabalhar com estas linguagens em sala de aula, deverá escolher as que possam ser vistas e discutidas pela turma. A leitura estética destas manifestações levará o nosso aluno a ser mais critico diante de tais obras, deixando de ser um mero consumidor, com um conhecimento mais profundo de como os artistas produzem essas composições musicais e coreográficas. Também é fundamental a ser trabalhado em sala de aula, pois auxilia os alunos a aumentar capacidade de expressar sentimentos e interagir o corpo e a mente, assim adquirir liberdade e segurança de se relacionar com os seus colegas e na sociedade.

13. PROFESSORES DE ARTE E SUA FORMAÇÃO

Dentre os professores entrevistados no Núcleo Regional de Laranjeiras do Sul temos:

Concursados:
Artes Visuais Música Teatro Dança Outra área
10 02 00 00 08


Acadêmicos:
Artes Visuais música teatro dança Outra área
02 01 00 00 00

No estado do Paraná, além de professores concursados, também há os acadêmicos de Arte que entram para ministrarem aulas de forma temporária e há também professores de outra área que tem em sua formação uma carga horária mínima de 120 horas de Arte.
Apesar de a maioria ter formação em arte tem um número significativo de professores de outras áreas trabalhando com Arte em nossas escolas.
Há faculdades e universidades mais próximas de nossa região onde oferecem ensino superior de Arte: Dois Vizinhos, a VIZIVALE Artes Visuais; Cascavel UNIPAN, Artes Visuais e Guarapuava UNICENTRO, Arte-Educação; Curitiba, UFPR, Artes Visuais e Música e FAP com Artes Cênicas, Cinema e Vídeo, Música, Musicoterapia, teatro e Dança, Uberaba, MG, CESUBE com Educação Artística e Artes Visuais, UNIJUÍ, RS com Artes Visuais.
Outro item observado, que a especialização de quem fez, a maioria é fora de área de Arte.
Muitos profissionais trabalham com as fundamentais séries finais e Ensino Médio.
Quando foi perguntado sobre envolver as quatro linguagens de Arte e sobre o ensino de Música especificamente, que agora é obrigatório, eis algumas opiniões:
"De certa forma nós já trabalhamos em sala de aula os elementos formais de cada área".
"É muito delicado, quando se tem formação em Artes Visuais, o professor ao envolver outras linguagens é necessário um aprofundamento no assunto da linguagem escolhida, para que o professor possa trabalhar com segurança em sala de aula".
"Em minha opinião é necessário, desde que trabalhadas de maneira correta, e aproximando-se da realidade do aluno, levando em conta a realidade da escola".
"Acho que grande parte dos professores encontra dificuldade ou insegurança em trabalhar as áreas que não são de sua formação e por isso acabam deixando de lado ou trabalhando pouco. Porém, acho necessário que se trabalhem as quatro. Quanto à música, acredito que será difícil encontrar quem se proponha a desenvolver um bom trabalho nessa área, visto que a grande maioria é formada em Artes Visuais".
"Acho muito bom trabalhar as quatro áreas, pois todas são bem importantes para o desenvolvimento humano. Não acho que deveria ser obrigatória essa uma aula de Música, pois já trabalhamos e assim seria priorizar mais esta área".
"O correto seria um professor para cada linguagem, mas a Instituição que forma o docente deve rever o seu currículo e formá-lo para atuar nestas linguagens. E quanto à música, acho uma idéia excelente, pois vai ampliar o conhecimento do aluno".
"Acho que temos o dever de permitir ao aluno o acesso ao maior número possível de linguagem e fazer artístico, sem favorecer uma linguagem em detrimento da outra".
"Acho muito importante para o estudante, mas para os professores é bastante complicado, pois nossa formação não é suficiente para trabalhar esses conteúdos, especialmente a Música que é linguagem onde a maioria de nós, encontra muita dificuldade e na qual temos pouco acesso".
"Gosto desse envolvimento das quatro linguagens, já que Artes Visuais não é a única manifestação artística. Além disso, acredito que quando há o envolvimento das quatro, inclusive Música, as aulas se tornaram mais envolventes, mais atraentes".
Para os professores, o ensino de Arte envolvendo as quatro linguagens, é correto para aprendizagem efetiva de seus educando, mas, a sua formação, muitas vezes, não é o suficiente, não dando segurança para se trabalhar com estas linguagens.
Sobre o ensino da Música que é obrigatória na escola alguns professores comentam que será ótimo para o desenvolvimento de suas aulas. Outros falam que já trabalham com Música, muitos não estão preparados. Além de manifestarem que uma área sobressair em detrimento as outras não seria o correto.
Através de pesquisa junto aos Núcleos Regional de Educação do sudoeste do Paraná temos a seguintes informações sobre os professores de Arte que trabalham na Educação Básica.

NRE Pato Branco:
Concursados:
Artes visuais Música Teatro Dança Outra área
43 03 00 00 00

PSS:
Artes visuais Música Teatro Dança Outra área
32 00 00 00 02

NRE Francisco Beltrão:
Concursados:
Artes visuais Música Teatro Dança Outra área
49 00 00 00 02

PSS:
Artes visuais Música Teatro Dança Outra área
42 00 00 00 00

NRE Cascavel:
Concursados:
Artes visuais Música Teatro Dança Outra área
100 03 01 01 00

PSS:
Artes visuais Música Teatro Dança Outra área
52 Não sabiam Não sabiam Não sabiam 52

NRE Laranjeiras do Sul:
Concursados:
Artes visuais Música Teatro Dança Outra área
23 01 00 00 00

PSS:
Artes visuais Música Teatro Dança Outra área
10 01 00 00 10

NRE Dois Vizinhos:
Concursados:
Artes visuais Música Teatro Dança Outra área
17 01 00 00 00

PSS:
Artes visuais Música Teatro Dança Outra área
05 00 00 00 06

NRE Foz do Iguaçu:
Concursados:
Artes visuais Música Teatro Dança Outra área
57 01 02 00 00



PSS:
Artes visuais Música Teatro Dança Outra área
16 00 00 00 04

Com estas informações conclui que em nossa região há poucos professores fora de área de Arte, atuando em nossas escolas.

14. ARTE E AS QUATRO LINGUAGENS

O professor que está cursando o curso de Arte-Educação na UNICENTRO em Guarapuava, diz que as quatro linguagens são trabalhadas por semestre, tanto como disciplinas obrigatórias, quanto nas optativas, o que possibilita um conhecimento holístico da Arte.
Outros professores tiveram, superficialmente, onde se enfatizava as Artes Visuais.
Também foi citado que quando as tiveram nos primeiros anos do curso e faziam a integração das quatro áreas, sempre era na forma de espetáculo.
Em algumas universidades foi trabalhado com bastante teoria e pouca prática. Quando foram trabalhadas em outras não eram direcionadas a sala de aula.
A partir desses fatos, entende-se que o professor, seja por falta de experiência e com a formação fora de área ou com pouco conhecimento em arte, desenvolva uma arte sem a devida importância, repassa somente o que lê em livros, seguindo a opinião de seus autores, sem se preocupar com o fazer artístico e este tem uma grande relação com o meio em que vive.
O professor deve sempre trabalhar com aquilo que tem conhecimento e, acima de tudo domínio, para facilitar o ensino aprendizagem, buscando estes conhecimentos através de pesquisas, cursos de formação continuada, experiências artísticas, assim facilitando o desenvolvimento e o planejamento de suas aulas, de forma incentivadora e instigante para que seus alunos de beneficiem destes conhecimentos, sempre partindo do seu cotidiano, analisando, refletindo e valorizando a arte em sua vida.


15. BUSCA DE INFORMAÇÕES NA ÁREA DE ARTE

Os professores entrevistados buscam informações nos livros, pesquisa na internet, contato direto com acadêmicos do curso ou de profissão, filmes, músicas, revistas específicas, trabalhos e apostilas da faculdade, no portal dia a dia, com docentes do ensino superior, nos Núcleos Regionais de Educação.
O interessante é que as entrevistas feitas aos professores aconteceram em um curso de aperfeiçoamento proporcionado pela SEED, através dos NRE Itinerante, e nenhum entrevistado citou que as informações sobre Arte, são adquiridas também pelos cursos ofertados pela Secretaria de Educação do Estado do Paraná.

16. ARTE E SUAS DIFICULDADES NA SALA DE AULA

De acordo com as respostas dos professores entrevistados, as dificuldades encontradas na escola para desenvolver seu trabalho com o ensino da Arte são:
- Falta de espaço adequado;
- Falta de materiais didáticos e pedagógicos;
- Número grande de alunos na sala de aula;
- Falta de apoio;
- Falta de interesse de alguns alunos pela aula de Arte, ou seja, uma visão distorcida do que seria uma aula de Arte (só desenhos ou filmes);
- Indisciplina dos alunos, impedindo o trabalho do professor com os outros colegas;
-Falta de reconhecimento da disciplina e compreensão da importância da disciplina pelos professores de outras disciplinas;
- Resistência de alguns alunos participarem das atividades artísticas;
- Agitação que os alunos fazem durante o desenvolvimento dos trabalhos.
Para Vasconcelos (1995, p. 44): "Muitas vezes o professor não consegue disciplina porque não tem autoridade diante dos alunos" e para o professor exercer sua autoridade precisa de domínios:


Intelectual ? ser capaz de refletir, não ser dogmático, nem fechado; ser capaz de rever os pontos de vista; demonstrar inteligência no trato com a realidade, aprender seu movimento, ir além do senso comum;
Ético ? ter princípios, estabelecer parâmetros e ser coerente; revelar senso de justiça; apresentar traços de firmeza de caráter; ter compromisso com o bem comum;
Profissional - ser competente; ter domínio da matéria e da metodologia de trabalho; empregar com segurança os conceitos e técnicas; ser interessado; demonstrar ânimo no que faz; preparar muito bem suas aulas; estar atualizado;
Humano ? ser capaz de perceber e respeitar o outro como pessoa. (VASCONSELOS; 1995, p.45)


Aprendizagem ocorre em ambientes favoráveis e com materiais necessários, que facilitam e estimulam a produção artística do aluno.
No seu livro "A Arte de Educar" Flávio Gikovate fala do papel do professor:

Dentre todos os personagens que integram uma instituição educacional, o professor fica o papel principal. Cabe-lhe a tarefa crucial de se apresentar várias horas por dia perante uma ou mais platéias heterogêneas é nada fácil de cativar. Os estudantes são crianças
, adolescentes ou adultos jovens e nem sempre estão espontaneamente interessados nos temas que são objetos das aulas que têm que assistir. ( GIKOVATE, 2001, p.49)


O professor deverá descobrir métodos para propiciar conhecimentos para aprimorar a capacidade criadora dos alunos.

O professor tem como primeiro desafio em seu trabalho conseguir que o ambiente de aula funcione que o faça com fluidez, com atritos interpessoais mínimos, que os alunos se envolvam neste funcionamento e a medida do possível, conseguir que os currículos, por meio de práticas concretas de ensino ? aprendizagens sejam assimiladas com alguma eficácia por parte dos alunos. (SACRISTAM, 1998, p.275)

Ao planejar suas aulas, elaborar conteúdos e atividades que ocupem o tempo todo disponível para a realização desta aula. Assim os alunos estarão envolvidos e procurar manter a atenção e a cooperação destes no desenvolvimento dos trabalhos.


17. CRITÉRIOS PARA SELECIONAR OS CONTEÚDOS DE ARTE

Ao selecionar os conteúdos os professores entrevistados observam alguns critérios:
- Depende do desempenho da turma;
-Observar a realidade do aluno, se tem a ver com o contexto e interessa a eles.
- A realidade escolar e social dos alunos;
- Analisar a faixa etária dos alunos;
-Seguir as DCEs;
- Através da observação durante as aulas e os comentários dos alunos.
- Dar seqüências aos conteúdos trabalhados nas séries anteriores.
- Cuidar ao planejar, se a escola é da cidade ou do interior;
- O conhecimento que os alunos já possuam;
- A participação da turma;
- Através do planejamento escolar;
- Nos livros de coleções, os quais já trazem por séries.
- Análise de avaliações teóricas e práticas.
Não se podem pensar os conteúdos, que estão abordados nos livros didáticos são os únicos, para ser incorporados nas aulas de Arte. Precisa analisar quais conteúdos são viáveis, o que realmente são importantes para o desenvolvimento do ensino de Arte na vida dos alunos.
Para definir quais conteúdos a serem ensinados na Educação Básica do Paraná a DCE de Arte propõe:

Nas aulas de Arte é necessária a unidade de abordagem dos conteúdos estruturantes, em um encaminhamento metodológico orgânico, onde o conhecimento, as práticas e a fruição artística estejam presentes em todos os momentos da prática pedagógica, em todas as séries da Educação Básica. (DCE de ARTE, 2009, p.69).


Hoje a escola apresenta variadas questões para ser repensada, uma delas são a respeito das práticas pedagógicas desenvolvida pelos professores, quais os conteúdos que tem significado e qual a função social da escola na formação humana.
Os professores têm o compromisso de ampliar o conhecimento, que muitas vezes são tratados de forma limitada, à simples transmissão e reprodução.
18. AVALIAÇÃO EM ARTE

Para os professores entrevistados, a avaliação em Arte tem que ocorrer da seguinte forma:
- O progresso do aluno;
- Através da dificuldade do aluno, quanto o seu sucesso;
- De modo contínuo, a cada atividade;
- Através do desempenho e participação;
- A progressão do aluno, a sua criatividade;
- Vários aspectos ? o fazer ? participar ?agir ? produzir ? compartilhar ? dedicação;
- O produto artístico realizado;
- Deve ser diagnóstica e processual, avaliando o processo, não somente o resultado, sem parâmetro comparativo;
- Avaliar o crescimento e a aprendizagem do aluno;
- Diariamente (aula a aula);
- De forma qualitativa, uma construção com o trabalho proposto.
- Analisando individualmente cada um, sua produção, progresso e participação.
Uma avaliação adequada é quando respeitando as individualidades de aprendizagem de cada criança. Segundo Lakomy :

A avaliação escolar compreender a avaliação do aluno em processo-as perguntas que faz, a identificação das competências mais desenvolvidas, a reflexão sobre como melhorar as menos desenvolvidas. Ela também requer um desenvolvimento profissional do professor, pois a avaliação permite que ele decida como agir em relação a cada aluno. (LAKOMY, 2008, p.80).


Uma avaliação consistente e fundamentada permite ao aluno posicionar-se em relação aos trabalhos artísticos estudados e produzidos. Em uma avaliação significativa, é preciso também que o professor tenha conhecimento das linguagens artísticas, bem como a relação entre quem cria e o que foi criado.
Sobre avaliação diz Martins,Piscoque e Guerra:

Avaliação é uma bússola de excelente qualidade para o professor se orientar. Ela é um diagnóstico dos alunos, do professor e do assunto tratado, fornecendo um mapa claríssimo dos interesses e necessidades da turma. É ponto de chegada e de partida; é meio, começo, fim e reinício.(MARTINS< PISCOQUE E GUERRA, 1989, p.144).


A avaliação acompanha todo o processo de construção e deve partir da organização dos conteúdos, da reelaboração do conhecimento adquirido, da ampliação dos sentidos e da percepção na resolução de uma leitura e de representação artística, ou seja, a criatividade.
Enfim, o aluno deverá ser avaliado diariamente de forma contínua, bem como de acordo com as suas mudanças e transformações diante das atividades propostas pelo professor.
Na DCE de Arte analisa que:

A avaliação em Arte supera o papel de mero instrumento de mediação da apreensão de conteúdos e busca propiciar aprendizagens socialmente significativas para o aluno. Ao ser processual e não estabelecer parâmetros comparativos entre os alunos discute dificuldades e progresso de cada um a partir da própria produção, de modo que leva em conta a sistematização dos conhecimentos para a compreensão mais efetiva da realidade. (DCE de ARTE, 2009, p.81).


Ainda nos PCNs (1997, p.103) que:" é fundamental que o professor discuta seus instrumentos, métodos e procedimentos de avaliação junto com a equipe da escola".Além da equipe da escola, principalmente os alunos necessitam saber quais os critérios que serão realizados para avaliar sua aprendizagem.

19. PROFESSOR DE ARTE NO SÉCULO XXI

Ele precisa estar bem preparado e motivado para dar boas aulas. Dar aulas não é tão simples. Por isso ele deve se preparar, ter conteúdo. Quem estuda, aprende a superar os desafios do dia-a-dia com mais segurança.
Na revista Nova Escola (maio, 2002, p. 44) "Ensinar é uma tarefa mágica, capaz de mudar a cabeça das pessoas, bem diferente de apenas dar aulas" RUBENS ALVES.
É de suma importância a reflexão na construção do processo pedagógico. Uma metodologia não é algo fechado, e não deve impor limites ao professor. Muitas vezes é necessário recuar, refazer, rever e retomar o processo.
Precisa construir um planejamento com conteúdos significativo e com abordagens integrados em todas as áreas da Arte, porque muitos planejamentos são feitos de forma fragmentada. O professor precisa estar bem seguro e ter clareza sobre o que e com ensinar. O objetivo de se planejar é ter um ensino de Arte bem orientado.
Quando sai das universidades, a formação é insuficiente para saber como trabalhar com tanta diversidade. Ao planejar as aulas de Arte, pensar se o que está sendo proposto em arte é relevante para o aluno, para sua vida e para o futuro. Ter sempre o cuidado de não utilizar métodos ultrapassados.
Há professores dando aula de arte, que nunca leram um livro de arte-educação ou, pior, que não possuem nenhuma habilidade artística. Consta na revista Nova Escola (Edição Especial PCNs de 1ª a 4ª série, p.64):
Como alguém que nunca fez arte pode se preparar para ser professor na área de Arte? E em resposta a esta pergunta na mesma revista: "é importante o professor através de bons cursos tenham experimentação e criação artística, além de conhecer a história da arte, da musica, da dança e do teatro. E obter informações atuais sobre a produção artística, para participar da sociedade como cidadão cultivando, ampliando o próprio horizonte e os dos alunos".
O professor de Arte precisa entender e saber fazer arte para poder ensinar seus alunos os conteúdos do ensino de arte, escolhendo metodologias que correspondam à realidade escolar.
Na Proposta Curricular para o ensino de Educação Artística (1989, p.41): "O professor precisa desenvolver um processo expressivo próprio, o que não implica em ser artista no sentido corrente do termo, mas sim apoderar-se de sua própria expressão, exercitar sua possibilidade criadora".
O papel fundamental do professor de arte na escola é proporcionar experiências artísticas, fazendo com que o aluno tenha contato com a dança, teatro, artes visuais e a música, envolvendo-as de maneira integrada, associando, tanto os aspectos formais, quanto aqueles relativos aos conteúdos e, assim, estarão desenvolvendo uma aula de arte significativa.
O professor de Arte, segundo a DCE de Arte (2009, p.45): "é um sujeito epistêmico (aquele que tem conhecimento e divide este conhecimento), pesquisa sua disciplina, reflete sobre sua prática e registrar sua práxis".
Quando se planeja as aulas, deve-se levar em conta a faixa etária, conhecimento trazido pelo aluno, local a ser aplicada, disposição de tempo, materiais e recursos tecnológicos. Escolher uma metodologia condizente a experiências artística, a ser trabalhada de forma dinâmica, criativa, envolvente e incentivadora, onde todos os alunos com suas capacidades individuais possam participar.
As mudanças ocorridas a todo instante nas escolas apresentam novos desafios aos professores, exigindo cada vez mais novas habilidades e recursos. Por isso, o conhecimento não adquirido na sua formação acadêmica, deverá ser buscado através de leituras, pesquisas, participação em eventos artísticos, cursos de formação continuada, trazendo conhecimento profissional e a mudança da prática docente, pois os alunos têm o direito de ter conhecimento básico das áreas artísticas de teatro, dança, música e artes visuais.
O que faltou de informações na sua formação para ser um bom professor de Arte, não deve ser usado como desculpa para não fazer nada em suas aulas. Sempre precisamos ser um professor atualizado. Não desistir nas dificuldades, fazer reformulações necessárias e reconstruir uma nova metodologia para a compreensão do Ensino de Arte.
O professor pode aproveitar suas habilidades artísticas para contribuir com a escola, não desviando sua atenção dedicada as aulas de Arte.
Na escola, os professores têm poucos espaços para refletir, discutir e debater a própria prática, com o objetivo de aperfeiçoá-la. Na escola se ele não o único professor de Arte, eles são em número bastante reduzido.
Na atualidade o professor de Arte tem que ter domínio de conteúdo, habilidade artística, usar métodos variados e propostas desafiadoras e instigantes, buscando a cada aula refletir sobre suas propostas de ensino-aprendizagem onde contribuem para o crescimento individual de seus alunos, onde possibilite novas formas de olhar e pensar o mundo.









CONCLUSÃO

Conclui-se que a Arte está inserida na vivência dos professores e alunos que formam a sociedade. Por isso, essa arte vivenciada deve ser considerada como ponto de partida no planejamento das aulas de Arte.
O educador deve estar atento ao conhecimento que os alunos já possuem em Arte, e as manifestações artísticas locais que fazem parte, para aumentar o seu repertório artístico e valorizar a cultura local.
Os profissionais de educação que trabalham com o ensino de Arte, muitas vezes, não fazem a interrelação da Arte na escola com o que acontece fora dela, por falta de formação na área ou pouco conhecimento sobre as linguagens artísticas e seus signos. Mas, mesmo assim, há um grande esforço para que o ensino de Arte aconteça de forma positiva, na vida do educando.
Quando não possuem conhecimentos suficientes, os profissionais de Arte precisam ir à busca destes conhecimentos, através de pesquisas, cursos de aperfeiçoamento, leituras, experiências artísticas... Não devem se acomodar e repassar somente os conteúdos nos livros, que às vezes não são atrativos para os alunos.
As tecnologias mal utilizadas afastam o espírito criativo e o imaginário das pessoas. A falta de autoconfiança, coragem de deixar acontecer sua expressão artística, faz com que dificulte o desabrochar de sua Arte e o professor instigar continuamente, e o aluno busca sempre uma semelhança naquilo que já está pronto, faz isso porque os seus caminhos ainda não estão definidos.
O ensino de Arte tem a função de desenvolver uma reflexão sobre a existência e o valor da Arte, o poder do ser humano em criar e transformar os objetos que facilitam a sua vida. Esta capacidade surgiu com o homem que, graças a sua criatividade, dominou o mundo e tentou explicar a realidade na qual vivia.
O homem é um ser rico em necessidades e capacidades emocionais, culturais e a dança, a música, o teatro. O cinema e outras expressões artísticas servem para transformar o meio no qual está inserido e enriquecer o seu universo de conhecimentos, e todas essas experiências e conhecimentos devem ter uma razão de ser: buscar construir um mundo melhor, pessoas, melhores, mais justas e felizes.
Além disso, há grande interesse por parte do Governo e da Secretaria de Educação Básica do Paraná pela qualidade do ensino da Arte e que os profissionais da educação que atuam nas escolas, estejam bem preparados e formados na área, que terão de trabalhar de forma a garantir aos alunos um ensino - aprendizagem coerente e eficiente, voltado ao conhecimento e à relação com que este faz na sua vida.

























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Sobre este autor(a)
Professora da rede pública há vinte anos.Graduada em Educação Artística/Artes Pásticas, pós graduada em Orientação Educacional e especialista em Metodologia do Ensino de Arte, PDE/2008. Atualmente estou lecionando no CEEBJA de Quedas do Iguaçu e no Colégio Padre Sigismundo no 6° ano do Fundamental S...
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