PRECONCEITO RACIAL
 
PRECONCEITO RACIAL
 


PRECONCEITO RACIAL: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DE INCLUSÃO DO NEGRO NA SOCIEDADE DE PEDRO GOMES ? MS
Lenir Duarte Pereira
Ramonete da Silva Lopes
Soniely Teodoro de Carvalho Dias
Thaiane de Morais Bispo
Welquen Carvalho de Souza


RESUMO
Considera-se como preconceito racial uma disposição (ou atitude) desfavorável, culturalmente condicionada, em relação aos membros de uma população, aos quais se têm como estigmatizados, seja devido à aparência, seja devido a toda ou parte da ascendência étnica que se lhes atribui ou reconhece. O projeto de conclusão de curso, segue uma linha de analise que irá se basear em pesquisas de campo realizada na cidade pólo (Pedro Gomes ? MS) com ênfase nos quilombolas que se encontram residentes na cidade citada. A questão racial e outras expressões das contradições da sociedade são trabalhadas pelo assistente social através de planos, projetos, programas e ações que visem à melhoria da convivência social de toda a sociedade sem distinção de raça, cor de pele, etnia, religião e opção sexual. Concluímos que o preconceito racial e a descriminação têm suas origens desde os tempos da escravidão, e que à medida que os negros sofrem a discriminação seja ela de qualquer forma, eles também aprendem a reivindicar seus direitos e lutar por políticas publicas que amparem e beneficiem a população negra.
Palavras-chave: Preconceito Racial. Descriminação. Comunidade Quilombolas. Serviço Social. Política Pública.



1. INTRODUÇÃO
A presente pesquisa social foi realizada na cidade de Pedro Gomes ? MS, localizada ao norte de Mato Grosso do Sul e localizada á 296Km da capital Campo Grande; abrange uma população de 8.646 habitantes, sendo a sua maioria trabalhadores que praticam a atividade agrícola e pecuária.
A pesquisa tem por relevância constatar os casos existentes do preconceito racial e as limitações legais presente em nossa democracia para a punição de pessoas que praticarem estas irregularidades previstas na Constituição Federal de 1988, á qual rege os direitos e deveres que cada cidadão brasileiro possui.
Devido às demandas que ocorrem na sociedade exige-se que o assistente social adquira um novo perfil profissional polivalente, que seja inovador na elaboração de projetos, programas e ações de intervenções sociais baseadas no planejamento e diagnóstico social da realidade "in loco".
O amadurecimento deste projeto profissional procura demonstrar as alterações ocorrentes na sociedade brasileira em relação ao negro, fazendo uma melhor explicitação no sentido imanente das novas leis que estão surgindo (em vigor) que tratam sobre o preconceito racial, as implicações dos princípios conquistados pelos negros através destes documentos legais, para fundar mais adequadamente os parâmetros éticos para permitir uma maior instrumentalização da prática cotidiana do exercício profissional do profissional de serviço social, juntamente com o código de ética e para fornecer subsídios para um bom desenvolvimento da prática profissional.
A questão do preconceito racial é tratada neste projeto como objeto central de investigação, uma vez que é considerado crime, sujeito a sanções legais e serve como um elemento para a compreensão das múltiplas problemáticas sociais que permeiam o âmbito social, principalmente quando estes negros são de baixa renda.
Tendo por objetivo demonstrar que o preconceito ainda existe na sociedade em que se vive; obtém como premissas demonstrar suas causas e as conseqüências na vida dos que dele são vitimizados, como por exemplo, depressão, dificuldade de relações sociais (exclusão social), isolamento social, dentre outros.
O assistente social lida com situações adversas e deve estar sempre preparado baseado teórico-metodologicamente para ampliar a qualidade do seu desempenho profissional. Partindo dessa premissa, cabe a cada profissional buscar novas referências para que este esteja sempre atualizado com as mudanças que ocorrem constantemente no mundo contemporâneo, pois esta nova perspectiva o ajudará a buscar as melhores maneiras de se adequar a situações de convivo social possibilitando o melhoramento de planejamentos a cerca das varias situações sociais, principalmente as que dizem respeito ao preconceito social.


2.1 PRECONCEITO RACIAL: SUAS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS
Considera-se como preconceito racial uma disposição (ou atitude) desfavorável, culturalmente condicionada, em relação aos membros de uma população, aos quais se têm como estigmatizados, seja devido à aparência, seja devido a toda ou parte da ascendência étnica que se lhes atribui ou reconhece. (NOGUEIRA, 2007)
Segundo Florestan Fernandes, em seu livro: A integração do negro na sociedade de classes (1965), explica a existência do preconceito racial na sociedade capitalista competitiva do Brasil por meio de dois argumentos: primeiro, ele seria um resíduo cultural da hierarquia racial da sociedade escravista, fadado a desaparecer com o tempo, ou seja, com o desenvolvimento da própria sociedade capitalista; e segundo, a discriminação ocorreria devido à inadequação do negro à sociedade competitiva, dada sua falta de preparo para as profissões que se abriram a partir do fim da escravidão e a reprodução de um ethos anômico por parte da família negra. Nas palavras do próprio autor, o preconceito e a discriminação raciais são um "atraso cultural" (1969, p. 295. Apud FERES JUNIOR, 2006).
"A discriminação e o preconceito raciais não são mantidos intactos após a abolição mas, pelo contrário, adquirem novos significados e funções dentro das novas estruturas [...]"(HASENBALG, 1979, p. 85. Apud FERES JUNIOR, 2006).

Postula que a discriminação racial é compatível com a racionalidade do sistema industrial capitalista, na medida em que o rompimento com práticas adscritivas em uma sociedade preconceituosa incorre em custos extras para a reprodução do sistema, tais como resistência maior de subordinados, pares e clientes, sem quaisquer garantias de ganho adicional. O autor centra sua análise não na mudança de significados do preconceito, mas sim na mudança de sua aplicação, ou melhor, de sua função social. (FERES JUNIOR, 2006).
O preconceito racial tem como conseqüência, segundo Brito, 2001, a recorrência da baixa auto-estima como a responsável pelas barreiras e dificuldades encontradas pelos negros, onde não se pode dizer definitivamente, porem, a julgar pelas indicativas do autor, não houve uma problematização do que significa ter auto-estima ou ser um vencedor em uma sociedade calcada na desigualdade e na injustiça. Partindo dessas premissas, o profissional de serviço social deve ter na sua intervenção profissional como foco central a ênfase na auto-estima de seus usuários.
Uma das conseqüências geradas pelo preconceito racial é além da baixa auto-estima, a dificuldade de relações sociais, o que pode causar depressão influenciando na sua vida tanto pessoal quanto profissional e familiar, deixando o individuo a mercê do mercado de trabalho e do melhoramento do convívio social. Sendo assim, o assistente social deve buscar e propor soluções através de projeto, planos, programas e ações que venham a melhorar a auto-estima destes indivíduos vulnerabilizados, não deixando de mencionar, o melhoramento da qualidade de vida e trabalho através de cursos de geração de renda.
Segundo Billig (1993) e Martínez (1996), algumas abordagens, têm enfatizado, sobretudo, as causas psicológicas do preconceito, tais como as teorias da personalidade autoritária (Adorno, Frenkel-Brunswik, Levinson & Sanford, 1950), da frustração-agressão (Dollard, Doob, Miller, Mowrer & Sears, 1939) e do espírito fechado (Rokeach, 1960). (Apud PEREIRA, 2003). Diante desses fatores, existem outros mais preponderantes, como o a situação sócio-ecomonima que aumenta a possibilidade que o individuo venha a sofrer discriminação racial.

2.2 O ASSISTENTE SOCIAL E AS POLITICAS DE MELHORAMENTO SOCIAL
O Assistente Social tem como objeto de trabalho a questão social, que é produzida pela relação capital e trabalho no sistema capitalista, onde se tem o mercado como centro norteador das estruturas políticas, sociais e econômicas. A questão social se expressa através da precarização do trabalho, do desemprego, da pobreza, da violência, enfim, coloca às margens da sociedade vários sujeitos que passarão a ser usuários das políticas públicas sociais do Estado. (ALBERNAZ & SILVA, 2009).
A questão racial e outras expressões das contradições da sociedade são trabalhadas pelo assistente social através de planos, projetos, programas e ações que visem à melhoria da convivência social de toda a sociedade sem distinção de raça, cor de pele, etnia, religião e opção sexual.
De acordo com Machado, a ABESS/CEDEPSS, comenta:
"O assistente social convive cotidianamente com as mais amplas expressões da questão social, matéria prima de seu trabalho. Confronta-se com as manifestações mais dramáticas dos processos da questão social no nível dos indivíduos sociais, seja em sua vida individual ou coletiva" (ABESS/CEDEPSS, 1996, p. 154-5. Apud MACHADO, 1999)
Por estar em contato cotidianamente com os problemas sociais de seus usuários, este deve adequar suas ações as necessidades de cada individuo ou grupo. Para que essa intervenção obtenha resultados é necessário que se tenha conhecimento da realidade social em que o individuo está inserido ou/e exclui; para isso faz-se necessário a utilização de instrumentais técnicos-teóricos-metodológicos, como a entrevista/visita social domiciliar, que fornecerá os dados necessários á constatação da realidade do individuo, ou seja, o diagnostico da realidade social.
Para CARVALHO e IAMAMOTO, (1983, p.77):
"A questão social não é senão as expressões do processo de formação e desenvolvimento da classe operária e de seu ingresso no cenário político da sociedade, exigindo seu reconhecimento como classe por parte do empresariado e do Estado. É a manifestação, no cotidiano da vida social, da contradição entre o proletariado e a burguesia, a qual passa a exigir outros tipos de intervenção mais além da caridade e repressão". (apud MACHADO, 1999).
Segundo, Faleiros (2007), o assistente social encontra um grande desafio, que se dará na reorientação de seu cotidiano, conforme as forças existentes, para que haja a facilidade do acesso da população ao saber sobre ela mesma, aos recursos que se encontram disponível e ao poder de decisão. (apud BARBOSA, 2009, p.10).
Atualmente, a cidadãos, em especial os negra e quilombolas, tem acesso ao poder de decisão e aos conhecimentos sobre políticas publicas para negros e ações que estão sendo desenvolvidas através dos conselhos federais, estaduais e municipais os quais são formados, paritariamente, por representantes de movimentos sociais da sociedade civil, das esferas publicas e privadas; podendo assim, ter conhecimento de seus direitos, que já existem, e lutar por novos direitos que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida social e familiar.

2.3 COMUNIDADE QUILOMBOLA PEDROGOMENSE
Segundo o site do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, o termo ainda é pouco conhecido por boa parte da população, mas "Quilombola" representa uma verdadeira ilha de resistência e preservação da cultura negra no Brasil. Os quilombolas são descendentes de escravos negros cujos antepassados no período da escravidão fugiram dos engenhos de cana-de-açúcar, fazendas e pequenas propriedades onde executavam diversos trabalhos braçais para formar pequenos vilarejos chamados de quilombos. Mais de duas mil comunidades quilombolas espalhadas pelo território brasileiro mantêm-se vivas e atuantes, lutando pelo direito de propriedade de suas terras consagrado pela Constituição Federal desde 1988. (Governo do Estado do RN, 2010).
A comunidade Quilombola esta localizada na cidade de Pedro Gomes ? MS á 5,5 Km (aproximadamente) do centro da cidade, esta situada em uma região rural, onde seus integrantes praticam atividade de subsistência. Possuem aproximadamente 12 famílias residindo no momento, pois de acordo com os próprios moradores viram de outras regiões mais famílias descendentes e remanescentes da família quilombola dos Quintinos para compor a comunidade quilombola.
O acesso a terra, saúde, educação, moradia e segurança alimentar é prioridade para essa população, pois esses elementos garantem uma melhora nas condições de vida de seus membros, levando à permanência dos quilombolas em seus locais de origem. Para isso o Governo Federal tem desenvolvido Políticas Públicas para os negros e quilombolas para melhorar a sua situação de vida, como por exemplo, projetos habitacionais, com construção de casas dentro dos territórios quilombolas.
Segundo, os quilombolas, o local em que vivem carece de escolas para os mais velhos e adolescentes que deixaram as escolas para ajudar no trabalho e renda da família, ambulâncias para atender as necessidades da comunidade, telefones públicos (orelhão), um microônibus para levar as crianças até o ponto de ônibus escolar, melhorias na estrada que dá acesso a comunidade.

3. RESULTADO DA PESQUISA
Para o alcance dos objetivos proposto no projeto de conclusão de curso, seguiu-se uma linha de analise que irá se basear em pesquisas de campo realizada na cidade pólo (Pedro Gomes ? MS) com ênfase nos quilombolas que se encontram residentes na cidade citada. Além de pesquisa bibliográfica e documental deste quilombo, também se realizou o questionário e entrevistas nas ruas onde abordou o preconceito racial em sociedade.
Os dados coletados resulta-se em uma tabela e gráfico para melhor análise dos fatos existentes na cidade de Pedro Gomes MS, vale lembrar que não abordou se somente valores étnicos raciais apenas desta cidade, mas uma análise teórica territorial ao longo da pesquisa do artigo, e esta coleta fornecerá uma amostra social e individual dos direitos e deveres do negro no âmbito investigativo (pesquisa social) desta cidade.
A entrevista realizada com 50 indivíduos na faixa etária de idade entre 18 á 60 anos, sem distinção de raça, cultura, religião, situação econômica, etnia e sexo, para constatar a opinião das diferentes pessoas entrevistadas sobre o preconceito racial, obedeceu as normas legais de acordo com o Código de Ética do Assistente Social, de acordo com o Estatuto da Igualdade Racial, com a Constituição Federal de 1988, Política Publicas para o negro e também de acordo com o PPA (Plano Plurianual) do Município de Pedro Gomes ? MS com data de 2010 á 2013.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A pesquisa realizada teve os seguintes resultados:
O que é preconceito racial e o direito do negro e quilombola representado no gráfico 1, a seguir representado.

Percebe-se através do gráfico 1 que o preconceito racial, de acordo com as entrevistas realizadas na população quilombola e pedrogomense, estes acreditam que seja por falta de conhecimento da cultura, ou seja, a população não tem conhecimento das culturas que á permeia e assim ocorre a discriminação racial. Além disso, observa-se que os entrevistados, na sua maioria, se vêem com os mesmo direitos que os negros e quilombolas, correspondendo 38 entrevistados, num total de 50.


Gráfico 2.

O gráfico 2 nos revela os principais motivos para a população nunca ter estudado ou ter abandonado a escola, seria não ter acesso á esta; pois a maioria era residente em zona rural, tendo como objetivo principal o trabalho pois o estudo era pouco valorizado, e a população priorizava o trabalho para subsistência das famílias. Dessa maneira, a maioria da população recebe metade de um salário mínimo, o que se percebe através da baixa escolaridade da maioria dos entrevistados.
Gráfico 3. Já sofreu ou presenciou discriminação racial

Foi observado através da pesquisa que a maioria dos entrevistados já sofreu ou presenciou discriminação racial, em sua maioria, tanto na escola quanto na rua com 16 repostas para cada uma das opções que apresentadas aos entrevistados.
Gráfico 4. O que é uma Política Pública e para que serve.

Foi constatado que a maioria dos entrevistados não conhece ou não sabe o que é uma política publica, e muito mesmo para que sirva tal política. Através destes dados os cidadãos não estão bem informados e também não participam, e se participam, não conhecem o objetivo destas políticas; as quais são de grande importância, porque são elas que garantem uma maior efetividade de direitos e acessos aos benefícios fornecidos pelos governos que podem melhorar a qualidade de vida de cada um dos indivíduos/comunidades pedrogomense e quilombola, garantindo sua cidadania.
Gráfico 5. Impacto da atuação do assistente social e as ações desenvolvidas na sociedade pedrogomense e quilombola

Através dos dados coletados foi o verificado que para a maioria dos entrevistados, que a atuação do assistente social na sociedade pedrogomense e na população quilombola foi considerada, por estes, como boa. Também foi percebido que as ações que estão ou foram desenvolvidas estão atendendo, pela sua maioria, as necessidades sociais da população pedrogomense e quilombola.
Gráfico 6. As necessidades que existem em Pedro Gomes ? MS e na população quilombola de acordo com os entrevistados

Verifica-se que através dos dados coletados com a entrevista que as necessidades que existem na sociedade pedrogomense e quilombola foram: melhoria na educação, na saúde e na geração de emprego, trabalho e renda. Esses dados nos revelam que essa população vive em situação de vulnerabilidade social, cabendo ao assistente social propor novas ações sociais que possam atender melhor as necessidades/demandas dos usuários.

5. CONCLUSÕES
Após a realização do trabalho de conclusão de curso, concluí-se que o preconceito racial e a descriminação têm suas origens desde os tempos da escravidão, e que à medida que os negros sofrem a discriminação seja ela de qualquer forma, eles também aprendem a reivindicar seus direitos e lutar por políticas publicas que amparem e beneficiem a população negra.
Muitos projetos de leis, como as cotas destinadas para negros em concursos e vestibulares, causam discussão entre as pessoas, pois muitos pensam que é uma forma de descriminação contra eles mesmos. Em entrevista feita na comunidade dos quilombolas e remanescente da família Quintino e da população pedrogomense percebemos que ao responder, em qual etnia o entrevistado se identifica; a grande maioria se considera morena isso denota que o preconceito muitas vezes parte deles mesmos, que não se vêem como negros, e desconhecem sua cultura própria.
O assistente social é um grande mediador das questões e dos conflitos sociais; pois este deve utilizar dos instrumentais teóricos-tecnicos-operativos-metodologicos para elaborar e desenvolver planos, programas, projetos e ações sociais que venham á contribuir para a melhora da qualidade de vida de toda a sociedade, adequando suas ações as necessidades de cada usuário. Atendendo assim, a demanda de pessoas vulnerabilizadas.


6. REFERÊNCIAS
ALBERNAZ, Ana Cristina Nascimento Peres & SILVA, Valéria Gonçalves da Costa. Assistente Social: Um profissional a serviço dos direitos, da cidadania e da justiça social. Revista da Católica, Uberlândia, v. 1, n. 1, p. 166-175, 2009
BARBOSA, Carmen Ferreira [et al.] Serviço Social ? Educação sem Fronteiras. Valinhos: Anhanguera Publicações, 2009, vol. 06, 240 p.
FERES JUNIOR, João. Aspectos semânticos da Discriminação Racial no Brasil: Para Além da teoria da modernidade. Rev. bras. Ci. Soc. [Online]. 2006, vol.21, n.61, pp. 163-176. ISSN 0102-6909.
Governo do Estado do Rio Grande do Norte. Governo lança projeto Vida Saudável em Comunidade Quilombola de Macaíba. http://www.rn.gov.br/imprensa/noticias/governo-lanca-projeto-vida-saudavel-em-comunidade-quilombola-de-macaiba/166/. Acessado em 28 de abril de 2010
MACHADO, Ednéia Maria. Questão Social: Objeto do Serviço Social?. http://www.ssrevista.uel.br/c_v2n1_quest.htm. Acessado em 26 de abril de 2010
NOGUEIRA, Oracy. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem: sugestão de um quadro de referência para a interpretação do material sobre relações raciais no Brasil. Rev. Tempo soc. vol.19 no.1 São Paulo June 2007.
PEREIRA, Cícero; TORRES, Ana Raquel Rosas and ALMEIDA, Saulo Teles. Um estudo do preconceito na perspectiva das representações sociais: análise da influência de um discurso justificador da discriminação no preconceito racial. Psicol. Reflex. Crit. [online]. 2003, vol.16, n.1, pp. 95-107. ISSN 0102-7972.


7. APÊNDICES

Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal Uniderp Anhanguera Interativa
TEMA: Preconceito racial: causas, conseqüências, desafios e possibilidades de inclusão do negro na sociedade de Pedro Gomes-MS.
TERMO DE CONSENTIMENTO ? LEITURA INTEGRAL OBRIGATÓRIA
Esta pesquisa é para conhecer a opinião dos brasileiros, em especial aos residentes na cidade de Pedro Gomes - MS sobre os seus direitos e outros assuntos importantes. Antes de começar eu gostaria de falar algumas coisas:
? primeiro, que as suas respostas vão ser trabalhadas junto com as respostas de pessoas da cidade de Pedro Gomes - MS, e em nenhum momento o/a sr/a. vai ser identificado/a;
? segundo que, sempre que quiser, por qualquer motivo, o/a sr/a. pode não responder as perguntas que eu vou fazer; é só me falar quando não quiser responder;
? terceiro, eu gostaria que o tempo todo o/a sr/a. lembrasse que nenhuma pergunta tem resposta certa ou errada, o que vale é a sua opinião, o que o/a sr/a. pensa sobre cada coisa. O mais importante, então, é que o/a sr/a. seja sincero/a.
O/A sr/a. aceita participar desta pesquisa?
______________________________
Participante


01.Sexo: Anote o sexo do/a entrevistado/a:
( ) Feminino ( ) Masculino

02.Qual é a sua idade?
( ) 18 a 24 anos ( ) 25 a 34 anos ( ) 35 a 44 anos
( ) 45 a 60 anos

03. Até que ano de escola o/a sr/a. estudou?
( ) Não freqüentou escola ( )Ensino Fundamental Incompleto
( ) Ensino Fundamental Completo ( ) Superior Incompleto
( ) Superior completo ( ) Pós-graduação (completa ou incompleta)

04. Quais foram os principais motivos para o/a sr/a. nunca ter estudado ou abandonado a escola?
( ) Necessidades de Trabalhar ( ) Não ter acesso á escola
( ) Outros

05. Qual sua situação socioeconômica?
( ) Metade de um salário mínimo ( ) Um salário mínimo
( ) Dois salários mínimos ( ) Passa de quatro salário mínimos

06. O Brasil e Pedro Gomes ? MS é composto por grupos de várias cores e etnias Qual é sua cor e sua etnia? Como o/a sr/a se vê?
( ) Pardo ( ) Branco ( ) Negro ( ) Índio
( ) Mulato ( )Moreno ( ) Oriental ( ) Quilombola

07. Para o/a sr/a. o que é Preconceito Racial e Discriminação? Se considerar necessário pode responder a mais de uma alternativa:
( )Superioridade de uma certa raça sob a outra
( )Falta de conhecimento da cultura
( )Ensinamentos transmitidos de geração em geração

08. Para o/a sr/a. qual é o direito do Negro e Quilombolas no Brasil e em nossa sociedade pedrogomense atualmente? Se considerar necessário pode responder a mais de uma alternativa:
( ) A mesma que a do branco, pois todos somos iguais perante a Lei
( ) Nenhuma, pois é inferior ao branco
( ) Vários, pois existem Leis especificas que regem no Brasil em relação aos negros
( ) Ou deve-se existir, em sua opinião, Leis que regem a vida em sociedade do negro e outra do branco, específicos de cada um.

09. Os negros deixaram de ser escravos no Brasil há mais de 100 anos, mas em geral a população negra e Quilombola vive em condições piores que a população branca. Na sua opinião qual destas alternativas é mais responsável pelo fato de que a população negra e Quilombola ainda viva em piores condições que a população branca?
( ) O preconceito e a discriminação que existe dos brancos contra os negros,
( ) Os negros que não aproveitam as oportunidades que têm para melhorar de vida,
( )A falta de políticas públicas com oportunidades para os negros melhorem de vida ( ) Não sabe

10. O/a sr/a já sofreu ou presenciou discriminação racial? Onde? Se considerar necessário pode responder a mais de uma alternativa.
( ) Não ( ) Sim
( ) No trabalho ( ) Na escola ( ) Órgãos públicos
( ) Órgãos Privados ( ) Na rua ( ) Em casa

11. Na sua opinião o que seria melhor para diminuir a desigualdade entre o número de negros e de brancos que chegam às faculdades. Se considerar necessário pode responder a mais de uma alternativa
( ) Melhorar a escola pública dando mais oportunidade a todos
( ) Abrir mais vagas nas faculdades pra diminuir a concorrência
( ) Oferecer cursos pré-vestibulares gratuitos para estudantes negros
( ) Reservar uma parte das vagas nas faculdades para estudantes negros
( ) Outras
( ) Não sabe

12. O/a sr/a conhece ou sabe o que é uma Política Publica?
( ) Sim ( ) Não

12.1 Para que serve uma Política Pública? Se considerar necessário pode responder a mais de uma alternativa
( ) Garantia dos direitos sociais
( )Melhoria da qualidade de vida
( ) Melhorar a convivência em sociedade
( )Garantir a cidadania, melhor distribuição de renda e inclusão social.

13. O assistente social tem um papel fundamental na sociedade, pois ele é o mediador das desigualdades sociais. Ele intervêm nas questões sociais através de planos, programas, projetos e ações sociais que são desenvolvidas afim de proporcionar melhoria de qualidade de vida das populações vulnerabilizadas. Sendo assim, qual a opinião do o/a sr/a a respeito da atuação desse profissional na sociedade Pedrogomense e na população Quilombola?
( ) Bom ( ) Excelente ( ) Ruim ( ) Péssimo

14. Os planos, projetos, programas e ações que estão ou foram desenvolvidas estão atendendo as necessidades sociais da população Pedrogomense e na população Quilombola?
( ) Sim ( ) Não ( ) Em parte ( ) Não sei/ desconheço

15. Quais são as necessidades que o/a sr/a acredita que existe em Pedro Gomes? MS e na população Quilombola?
( ) Melhoria na educação ( ) Na saúde
( ) Na assistência social ( ) Na infra-estrutura urbana/ rural
( ) Lazer ( ) Geração de emprego, trabalho e renda



Pedro Gomes ? MS, _____ de ________________________ de 2010
8. AGRADECIMENTOS
Agradecemos aos nossos pais pelo apoio e força nessa caminha, aos professores pelos ensinamentos, aos colegas pelo companheirismo e acima de tudo agradecemos a Deus por iluminar nosso caminho, nos dando força e sabedoria para conclusão desse objetivo. E a todos que de uma forma ou de outra contribuíram para nossa conquista.








 
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Sobre este autor(a)
Formada em Serviço Social pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal - UNIDERP, atualmente cursando Ciencias Biologicas na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS.
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