Perfil das Gestantes de Alto Risco no Município de Barreiras ? Ba no período de Junho a Setembr...
 
Perfil das Gestantes de Alto Risco no Município de Barreiras ? Ba no período de Junho a Setembro de 2008
 


Perfil das Gestantes de Alto Risco no Município de Barreiras ? Ba no período de Junho a Setembro de 2008

Profile of Hand High Risk in the city of barriers - Ba in the period from June to September 2008

Perfil de alto riesgo, el embarazo en el municipio de obstáculos - BA durante el mes de junio a septiembre de 2008.

Ana Paula Steffens1, Cinara Farias Bastos2, Mônica Arruda Machado3


RESUMO

Objetivo: Evidenciar o perfil das gestantes de alto risco no Município de Barreiras ? Ba durante o ano de 2008 a partir de dados coletados no período de junho a setembro de 2008. Método:Trata-se de uma pesquisa documental que se caracteriza pela fonte da coleta de dados através dos prontuários das gestantes de alto risco visando evidenciar o perfil das mesmas. Resultados: A amostra constou de 150 prontuários e cartões das gestantes. A análise dos resultados aponta que 66,67% das gestantes tinham entre 15 e 35 anos; 36% eram adolescentes e 2,66% eram crianças; 51,33% possuíam antecedentes familiares com hipertensão, 23,33% com diabetes e 25,34% com história de gemelares; No que diz respeito à situação definidora de risco encontramos como maioria 21,33% eram gestantes com idade maior de 35 anos; 18,67% tinham hipertensão; 12% tinham idade menor que 15 anos; Conclusão:O perfil da gestante de alto risco de certa forma, está relacionado principalmente às características sócio-demográficas, culturais, biofísicas e psicossociais.
Descritores: Perfil;Gestação de alto risco;Assistência pré-natal.

ABSTRACT

Goal: Focus the profile of pregnant women at high risk in the city of barriers - Ba during the year 2008 from data collected during the period from June to September 2008. Method: This is a documentary research which is characterized by the source of data collection through the medical records of pregnant women at high risk aimed at highlighting the profile of them. Results: The sample consisted of 150 medical records of pregnant women and cards. The analysis indicates that 66.67% of pregnant women were between 15 and 35 years, 36% were teenagers and children were 2.66%, 51.33% had family history with hypertension, diabetes and 23.33% with 25, 34% with a history of twins; Regarding the situation of risk are defining as majority 21.33% were women aged more than 35 years, 18.67% had hypertension, 12% were aged less than 15 years; Conclusion: The profile of pregnant women at high risk to a certain extent, is related mainly to socio-demographic characteristics, cultural, biophysical and psychosocial.
Keywords: Profile; High risk pregnancy; Prenatal care.

RESUMEN

Objetivo: Enfocar el perfil de las mujeres embarazadas en situación de alto riesgo en la ciudad de los obstáculos - Ba durante el año 2008 a partir de los datos recogidos durante el período comprendido entre junio y septiembre de 2008. Método: Se trata de una investigación documental que se caracteriza por la fuente de recopilación de datos a través de los registros médicos de mujeres embarazadas en situación de alto riesgo destinadas a poner de relieve el perfil de ellos. Resultados: La muestra consistió de 150 expedientes médicos de las mujeres embarazadas y las tarjetas. El análisis indica que el 66,67% de las mujeres embarazadas tenía entre 15 y 35 años, el 36% eran adolescentes y niños fueron 2,66%, 51,33% tenían antecedentes familiares de hipertensión, la diabetes y el 23,33%, con 25, 34% con una historia de los gemelos; En cuanto a la situación de riesgo como son la definición de mayoría 21,33% eran mujeres de edad superior a 35 años, 18,67% tenían hipertensión, 12% eran menores de 15 años; Conclusión: El perfil de las mujeres embarazadas en situación de alto riesgo en cierta medida, está relacionado principalmente a características socio-demográficas, culturales, biofísicos y psicosociales.
Palabras clave: Perfil; embarazo de alto riesgo; atención prenatal.

_____________________________________
1Mestre....,Coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade São Francisco de Barreiras ? FASB - Barreiras ( BA), Brasil.
2 Acadêmica do Curso de Enfermagem da Faculdade São Francisco de Barreiras - FASB - Barreiras (BA), Brasil.
3 Acadêmica do Curso de E.nfermagem da Faculdade São Francisco de Barreiras - FASB - Barreiras (BA), Brasil.



INTRODUÇÃO
A gestação é caracterizada por alterações fisiológicas, físicas e emocionais, vivenciadas de forma distinta por cada mulher. Essas alterações são decorrentes de fatores hormonais e mecânicos, e devem ser considerados normais durante o estado gravídico. Porém, há alguns fatores que podem ocasionar problemas mais ou menos graves: as chamadas gestações de alto risco, ou seja, aquelas que podem afetar seriamente o desenvolvimento e a saúde do feto como a saúde da mãe.
O pré-natal à gestante de alto risco prevê cuidados semelhantes àqueles a qualquer outra grávida. Têm o propósito de minimizar a mortalidade e a morbidade materna fetal e neonatal, e encorajar o crescimento e desenvolvimento ótimos tanto dos pais como do filho.
A razão significativa para realização desta pesquisa deve-se ao fato de que no seguimento das gestações de alto risco devemos levar em consideração vários fatores que tornam o pré-natal a mais valiosa arma para o melhor desfecho da gestação, fatores esses que iremos traçar ressaltando a maior incidência, a fim de melhor avaliar o perfil das gestantes e a assistência gestacional.
A avaliação cuidadosa desses fatores, auxilia a estabelecer as prioridades da assistência, construindo um novo olhar que compreenda a gestante em sua totalidade corpo/mente e considere o ambiente social, econômico, cultural e físico no qual vive, estabelecendo novas bases para o relacionamento dos diversos sujeitos envolvidos na produção de saúde construindo uma rede de saúde com atendimento organizado e de qualidade.
O presente trabalho propõe evidenciar o perfil das gestantes de alto risco no Município de Barreiras ? Ba durante o ano de 2008 a partir de dados coletados no período de junho a setembro de 2008. O propósito deste trabalho é identificar as condições de vida sócio-demográficas, principais fatores de risco materno e perinatal, hábitos de vida durante a gestação como também a situação definidora do alto risco com maior prevalência entre as gestantes no período de junho a setembro de 2008; Verificar antecedentes patológicos e história reprodutiva das gestantes e descrever as principais intercorrências clínicas pré-existentes e/ou adquiridas que podem levar a uma gestação de alto risco.
Por fim, a análise referente à importância da temática, prioriza a afirmação da hipótese de que a gestação é um fenômeno fisiológico e por isso mesmo, sua evolução se dá na maioria das vezes sem intercorrências. Apesar desse fato, há uma parcela de gestantes que, por possuírem características específicas, ou por sofrerem algum agravo, apresentam maiores probabilidades de evolução desfavorável, tanto para mãe como para o feto. Sendo assim, existem fatores gerais, mais comuns que podem levar à gestação de alto risco. Acredita-se que dentre os diversos fatores, no município de Barreiras ? Ba, o maior número encontrado será de gestantes adolescentes (menores de 15 anos) e com doenças hipertensivas.

MÉTODOS
Este estudo trata-se de uma pesquisa documental que se caracteriza pela fonte da coleta de dados contidos nos prontuários e cartões das gestantes cadastradas no CAM ? Centro de Atendimento à Mulher.
A amostra consta de 150 prontuários e cartões das gestantes que freqüentaram o referido local no período de 16 de junho a 16 de setembro de 2008 para serem assistidas no pré-natal de alto risco.
Por um período de 13 semanas freqüentamos o local para realizar coleta de dados nas terças e quintas pela manhã e nas sextas-feiras à tarde. Para tanto, utilizamos como instrumento de coleta de dados uma ficha (Apêndice A), composta dos seguintes itens: idade, estado civil, escolaridade, residência, peso, altura, antecedentes: familiares, pessoais, obstétricos, patologias na gestação.
A trajetória da análise dos dados se deu da seguinte forma: foram descritos, sistematizados, categorizados, avaliados e apresentados em forma de gráficos, os quais receberam uma análise descritiva.
Foi encaminhado para a enfermeira responsável pela instituição envolvida, um documento explicitando o principal objetivo desta pesquisa e solicitando a concessão do campo para realização da mesma, o qual foi deferido de imediato.
A pesquisa não envolveu diretamente seres humanos, mas, no entanto entramos em contato com informações pessoais dos pacientes, por isso foram consideradas as normas éticas determinadas na Resolução 196/96, do Conselho Nacional de Saúde, que apresenta as diretrizes regulamentadoras mais abrangentes acerca de pesquisas envolvendo seres humanos no Brasil, na perspectiva de garantir o anonimato dos pacientes. Esta Resolução incorpora, sob a ótica do indivíduo e da coletividade, os quatros referenciais básicos da bioética: autonomia, não maleficência, beneficência e justiça, entre outros, e visa assegurar os direitos e deveres que dizem respeito à comunidade científica, aos sujeitos da pesquisa e ao Estado (MINISTÉRIO DA SAÚDE, BRASIL, 2000b).
RESULTADOS
Na pesquisa documental, foi possível observar e captar dados, referências e informações de grande valia para o estudo, principalmente acerca do cotidiano e vida das gestantes. Tais dados serão descritos e discutidos nos gráficos abaixo.
Gráfico 1: Percentual das Gestantes segundo a Idade

Participaram do presente estudo 150 gestantes de alto risco sendo que 12% eram menores de 15 anos, 66,67% tinham idade entre 15 e 35 anos, e 21,33% tinha idade acima de 35 anos.
Gráfico 2: Percentual das Gestantes segundo a fase: Crianças e Adolescentes

Das gestantes estudadas foram constatadas que 2,66% eram crianças, 36% adolescentes e 61,34% adultas.
Gráfico 3: Percentual das Gestantes segundo os Antecedentes Familiares

Gráfico 4: Percentual das Gestantes segundo a Situação Definidora de Risco


No que diz respeito à situação definidora de risco constatou-se que: 21,33% eram gestantes com idade maior de 35 anos; 18,67% tinham hipertensão arterial sistêmica; 12% tinham idade menor que 15 anos; 10% sofreram ameaça de aborto; 9,33% possuíam outras situações de risco que somadas incluem baixo peso fetal, biometria fetal alterada, dor em baixo ventre e hiperêmese gravídica; 6,67% tinham diabetes; 5,33% tinham infecção do trato urinário; 4,67% sofreram depressão; 4,67% tinham gravidez múltipla; 4% eram gestantes Rh- e 3,33% tinham algum tipo de doença sexualmente transmissível.
DISCUSSÃO
Gestantes com idade inferior ou igual a 15 anos apresentam maior risco para desenvolverem pré-eclâmpsia e eclâmpsia, e ainda, de apresentarem recém-nascidos de baixo peso ao nascimento ou nutricionalmente deficientes (MINISTÉRIO DA SAÚDE, BRASIL 2000a).
De acordo com Lippi & Machado (2005), os extremos da vida reprodutiva sempre estiveram ligados à presença de maiores complicações maternas perinatais.
A idade ideal para procriação tem sido considerada, pela literatura, entre 20 e 29 anos, pois nessa fase são observados os melhores resultados tanto para a gestante quanto para o produto conceptual. Também é importante salientar que é nessa faixa etária onde ocorre o maior número de gestações em populações sem controle de fertilidade.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n 8.069/1990 e Lei 8.242/1991), Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos da Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.
As gestações em menores de 12 anos de idade são cercadas de complicações que envolvem muitas variáveis pertencentes às complicações da própria gravidez e incrementadas por outras de cunho psicossocial (MIYADAHIRA, 2005).
Em Gomes & Mamede (2006), características ou antecedentes familiares como história de hipertensão arterial, diabetes ou outros distúrbios hereditários na família da mãe ou do pai aumenta a probabilidade do filho apresentar o mesmo distúrbio, como também a tendência a ter gêmeos também ocorre em certas famílias.
A análise dos dados permitiu a identificação da idade materna acima de 35 anos como o maior índice entre as situações definidoras de uma gestação de risco.
Em Lippi & Machado (2005) a idade materna mais elevada é hoje uma preocupação obstétrica quanto aos resultados maternos e perinatais. Talvez a mais estudada, discutida e conhecida associação entre a idade materna avançada e os resultados perinatais seja o aparecimento de malformações congênitas. É praticamente unânime entre os autores a opinião de que tais anomalias, sobretudo as decorrentes de aberrações cromossômicas, apresentam freqüência que se eleva com a idade materna.
De acordo com Bunduki & Sapienza (2005), pacientes com hipertensão arterial devem ter seus níveis pressóricos bem controlados antes de engravidar. As complicações gestacionais são mais comuns quanto mais grave for a hipertensão, caso haja lesão de órgão alvo ou a hipertensão arterial for secundária à outra doença. O distúrbio pode ser devastador tanto para mãe quanto para seu feto, pois representa a principal causa de morte materna e é a complicação mais comum relatada durante a gravidez.
A terceira maior incidência de situações definidoras de risco na pesquisa realizada foi a de gestantes menores de 15 anos.
A gravidez precoce tem impacto negativo em termos de conseqüências de saúde e sociais. A gestação nessa fase apresenta um risco obstétrico aumentado, principalmente em relação à presença de DHEG (Doença Hipertensiva Específica da Gravidez), prematuridade, baixo peso ao nascimento, anemia e ainda complicações relativas ao parto (LIPPI & MACHADO, 2005).
A ameaça de aborto em qualquer momento durante a gravidez é séria e potencialmente fatal. Pode ocorrer no início ou no final da gravidez e decorrer de muitos distúrbios. Os distúrbios comumentes associados na primeira metade da gravidez incluem aborto espontâneo, gravidez ectópica e doença trofoblástica gestacional. Os distúrbios que em geral ocorrem após a 20º semana de gestação incluem placenta prévia e descolamento prematuro de placenta (RICCI, 2008).
Outros fatores de risco foram encontrados como baixo peso fetal, biometria fetal alterada, dor em baixo ventre e hiperêmese gravídica, sendo que a maioria constitui fatores associados a outras patologias, distúrbios preexistentes ou complicações da gravidez.
Dentre as doenças crônicas, como fatores de risco, encontramos a diabetes com uma parcela significativa de incidência.
Este distúrbio crônico ainda é uma condição de alto risco durante a gravidez podendo trazer complicações como por exemplo malformações fetais. O bom controle glicêmico é fundamental para o sucesso do desfecho gestacional e está associado à melhora dos resultados obstétricos e neonatais, como: menor período e menor número de hospitalizações maternas, menores taxas de abortamentos espontâneos, redução dos cuidados intensivos com o recém nascido e redução de anomalias congênitas (BUNDUKY & SAPIENZA, 2005).
Durante a gestação, ocorrem modificações no organismo da mulher, que são pertinentes à ação hormonal, que se somam às alterações anatômicas e funcionais que predispõe a gestante a desenvolver a ITU (Infecção do Trato Urinário).
A ITU é um dos principais fatores associados ao aborto, ao parto prematuro e a infecção ovular. Tem sido considerada como uma das complicações médicas mais freqüentes na gestação, com repercussões tanto para mãe quanto para o feto (BARROS et al, 2002).
Para Ricci (2008), as gestações múltiplas são motivos de preocupação porque essas gestantes correm maior risco de trabalho de parto pré-termo, poliidrâmnio, hiperêmese gravídica, anemia, pré-eclâmpsia e hemorragia pré-parto. Os riscos ou as complicações para o feto e o neonato inclui prematuridade, síndrome da angústia respiratória, asfixia do parto ? depressão perinatal, anomalias congênitas (defeitos no sistema nervoso central, cardiovasculares e gastrointestinais), síndrome da transfusão de gêmeo para gêmeo (transfusão de sangue de um gêmeo, ou seja, o doador, para outro gêmeo, ou seja, o receptor).
A depressão constitui um fator de risco importante durante a gestação. De acordo com Cury (2005), as vivências e respostas adaptativas da mulher a esse período crítico de sua vida, tem repercussões sobre suas relações sociais, familiares, conjugais e, principalmente sobre o desenvolvimento emocional de seu filho. Alem disso, há uma associação entre estados emocionais como ansiedade e depressão, na gravidez e intercorrências clínicas obstétricas como pré-eclâmpsia, prematuridade e crescimento uterino retardado. Admite-se que fatores biológicos, psicológicos e socioculturais influenciem a dinâmica psicológica da gestante.
A incompatibilidade do fator Rh é um distúrbio que se desenvolve quando uma mulher Rh- é exposta a hemácias Rh+ e subsequentemente desenvolve títulos circulantes de anticorpos anti Rh. O risco e a gravidade da resposta aloimune aumenta a cada gestação subseqüente que envolve um feto com sangue Rh +. Uma segunda gestação com feto Rh+ resulta frequentemente em anemia leve do mesmo ao passo que gestações subseqüentes resultam em fetos com anemia hemolítica mais séria (RICCI, 2008).
As DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), na gravidez podem causar significantes morbidade e mortalidade materna , fetal e neonatal. As grávidas adquirem essas e outras doenças infecciosas agudas ou crônicas, que afetam toda a população não grávida, de várias formas, desde o contato sexual até a exposição ocupacional. Muitas infecções podem ser transmitidas ao feto e ao recém nascido através da placenta, como infecções ascendentes ou durante o parto. Os riscos envolvidos nas infecções vão desde o câncer cervical e in fertilidade até conjuntivite, pneumonia, doenças neurológicas e morte para o feto e recém-nascido. Adquirir infecções na gravidez coloca em risco duas vidas. Os recém-nascidos morrem mais frequentemente por causa dessas infecções do que por todas as outras causas combinadas de morte neonatal (BARROS, 2006).

CONCLUSÃO
A realização da presente pesquisa abordando a temática perfil das gestantes de alto risco no município de Barreiras foi de extrema importância, pois identificou-se os principais fatores de risco entre as 150 gestantes pesquisadas. Foi possível também levantar junto à literatura especializada sobre esses fatores de risco, embasamento teórico, visando comparação com a realidade encontrada.
Na elaboração do perfil destas gestantes constatou-se que a grande maioria delas tinham idades entre 15 e 35 anos, sendo que uma parcela significativa eram de adolescentes.
Do ponto de vista dos antecedentes familiares encontramos HAS em maior incidência seguidos de gemelaridade e diabetes.
Como já demonstrado estatisticamente, podemos afirmar que diante da categoria de percentual da situação definidora de risco as três mais encontradas foram: gestantes com idade maior que 35 anos, gestantes com HAS e gestantes com idade menor que 15 anos.
Embora as hipóteses deste trabalho para o perfil das gestantes de alto risco tenha sido gestantes com idade menor de 15 anos e gestantes com HAS, a análise dos dados permitiu a identificação de que esses fatores não se apresentaram como os principais, sendo sua incidência significativa entre os que mais comumente acontecem nas gestações de alto risco.
Um dado importante refere-se ao fato de que existem ainda crianças gestantes encontradas na pesquisa mesmo representando uma minoria. Ao nosso ver a gestação nesse grupo apresenta um risco aumentado. Deve-se salientar que esse fato possivelmente relaciona-se ao tipo de população, às condições psicológicas, sociais e econômicas dessas gestantes. Ainda é muito difícil lidar com as muitas questões relacionadas com a gravidez nessa fase da vida.
Conhecer e traçar o perfil das gestantes de alto risco como principais objetivos desse estudo, foi uma das metas alcançadas, pois este trabalho possibilitou nosso crescimento pessoal e profissional cuja experiência foi muito válida proporcionando uma melhor compreensão e avaliação dos fenômenos e situações que ocorrem durante o período gestacional.
A pesquisa desenvolveu-se no Centro de Atendimento à Mulher ? CAM, onde o método utilizado na elaboração desse estudo possibilitou um resultado satisfatório evidenciando todos os fatores necessários e disponíveis no processo de coleta de dados, onde tivemos a colaboração dos profissionais da unidade para melhor desfecho dessa pesquisa.
Intervenções habilidosas de enfermagem são essenciais pra promover o melhor desfecho pra a cliente e seu bebê. Apoio oportuno e intervenções apropriadas durante o período perinatal podem ter implicações prolongadas para a mãe e seu bebê, com o objetivo final de estabilidade e integração da família como uma unidade.
Durante as consultas pré-natais de rotina, a enfermeira pode desempenhar um papel fundamental na promoção de uma gestação saudável. Fatores sociais, genéticos e ambientais que são exclusivos da gestante de alto risco, precisam ser considerados e avaliados, com o planejamento de intervenções apropriadas.
Assim diante do exposto, esperamos auxiliar na prioridade da assistência onde esses fatores possam servir como uma estrutura útil na avaliação do estado de uma mulher em particular e, até certo ponto, de sua família, estabelecendo novas bases para o a construção de uma rede de saúde com atendimento organizado e de qualidade.

REFERÊNCIAS

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual Técnico. Gestação de Alto Risco . Brasília: 2000a.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Conselho Nacional de Saúde. Resolução 196 de outubro de 1996. Brasília, 2000.b

BARROS, Sônia Maria Oliveira.; MARIN, Heimar. F.; ABRÃO, Ana. C. F.V.; Enfermagem Obstétrica e Ginecológica: guia para a prática assistencial. São Paulo: Roca, 2002.

BUNDUKI,Victor. SAPIENZA,Andréia. Cuidados Pré-Concepcionais visando à Promoção da Saúde do Embrião. In: ZUGAIB, Marcelo. RUOCCO,R.M.S.Aveiro. Pré-Natal. 3 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2005, pag 41-51.

CURY,F,Alexandre. A Saúde Emocional e a Sexualidade Durante a Gestação. In: ZUGAIB, Marcelo. RUOCCO,R.M.S.Aveiro. Pré-Natal. 3 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2005, pag 261-262.

Estatuto da criança e do adolescente: Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, Lei n. 8.242, de 12 de outubro de 1991. In Vade Mecum ? 1. ed. ? São Paulo:2006.

GOMES, F. A; MAMEDE, M. V. Modificações gerais e locais do organismo materno na gravidez. In: BARROS, S. M. O. (org). Enfermagem no ciclo gravídico ? puerperal. São Paulo: Manole, 2006, pag 19-39.

LIPPI,A.A. MACHADO,S.R.T. A Gestação nos Extremos da Idade Reprodutiva. In: ZUGAIB, Marcelo. RUOCCO,R.M.S.Aveiro. Pré-Natal. 3 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2005, pag 115-118.

MIYADAHIRA.Seizo. A Bioética e a Prática da Obstetrícia. In: ZUGAIB, Marcelo. RUOCCO,R.M.S.Aveiro. Pré-Natal. 3 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2005, pag 02-17.

RICCI, Susan Scott. Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.





APÊNDICES
APÊNDICE A: Ficha de Levantamento de Dados do Prontuário e Cartão das Gestantes
Data: ___/___/___
Idade: Menor de 15 anos Entre 15 e 35 anos Maior de 35 anos
Estado Civil: casada solteira
Escolaridade: Alfabetizada ? Sim Não Residência: Zona Rural Zona Urbana
Peso: ______Kg Altura: ______m
Antecedentes:
Familiares Pessoais Obstétricos
Diabetes Infecção Urinária Gesta ____ Abortos____Parto_____
Hipertensão Infertilidade Cesáreas____ Vaginais____
Gemelares Diabetes Algum pesou menos que 2.500g?Sim Não
Outros: ________ Hipertensão
Cirurgia Pélvica
Tagagista
Etilista
Outros: ____________
Patologias na Gestação:
IG: _____
Hemorragias
Gravidez Múltipla
Hipertensão Prévia
Pré Eclâmpsia
Elclâmpsia
Cardiopatias
Diabetes
Infecção Crônica
Parasitoses
Ameaça de Aborto
Ameaça de parto prematuro
Outros: _______________________________________
Observações: ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________
APÊNDICE ? B: Oficio de autorização para o CAM ? Centro de Atendimento à Mulher para a realização de pesquisa.

Barreiras, 16 de Junho de 2008,


Srª. Enfermeira responsável pelo CAM,


Vimos através deste solicitar autorização para realizar estudo nos prontuários e cartões de dados para identificar o perfil das gestantes de Alto Risco no município de Barreiras ? Ba no período de Junho a Setembro de 2008. Em anexo, enviaremos uma via do projeto.


Sem mais subscrevemo-nos, no aguardo de sua resposta:



Atenciosamente,



Cinara Farias Bastos Mônica Arruda Machado
Estudante de enfermagem Estudante de enfermagem



Ilma.Srª.

Enfermeira do CAM
Barreiras ? BA.
 
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