Orientações para pacientes diabético;
 
Orientações para pacientes diabético;
 


MONICA LETÍCIA

ORIENTAÇÕES PARA PACIENTES DIABÉTICO;

CIRURGIA GERAL;

ORTOPEDIA.

A falta de orientações relacionada à alimentação, uso das medicações, hábitos de higiene, cuidados com curativos, sono e repouso e muitos outros podem provocar sérios riscos após a alta hospitalar do paciente. Sabe-se que muitas vezes o paciente recebe alta hospitalar com nenhuma orientação necessária à continuidade do seu tratamento e em decorrência de vários fatores acaba ocorrendo reicindivas.

  • JUSTIFICATIVA

Podemos fazer com que a implantação do processo de Enfermagem seja uma ferramenta para melhorar a assistência e garantir uma atuação mais ativa e humanizada. Incorporar o plano de alta hospitalar no planejamento da assistência é essencial para um cuidado de enfermagem efetivo, assim como, o comprometimento do enfermeiro com esta atividade. Enquanto, não houver profissionais de enfermagem que proporcionem um atendimento sistematizado, e dirigentes que priorizem o número adequado de profissionais para uma assistência de qualidade, os pacientes continuarão sem acesso a um importante suporte para o seu preparo para alta hospitalar e provavelmente o número de reinternações por falta de adesão ao tratamento continuará onerando os serviços de cuidados à saúde.

A ocorrência de reicindivas tem relação com o trabalho do enfermeiro, uma vez que é de competência desse profissional educar o paciente para retorno de suas atividades normais o mais rápido possível, como o uso correto dos medicamentos, alimentação, higiene etc. após a alta hospitalar.

Este fato leva a uma reflexão sobre o ensino desenvolvido na formação do enfermeiro sobre o preparo do paciente para a reabilitação no seu domicílio e, sobretudo, a necessidade de sistematizar o trabalho da equipe de saúde, o que implica em mudanças de atitudes dos profissionais.

 

  • PÚBLICO ALVO

Pacientes da Clinica Cirúrgica que receberem alta hospitalar.

  • OBJETIVOS

 

Orientar cada paciente ou familiar através de folheto impresso quanto ao cuidado pós-alta para ser utilizado como guia ou lembrete dos cuidados a serem realizados na vida diária de acordo com a patologia.

Diminuir o numero de reicindivas na unidade.

 

  • EMBASAMENTO TEÓRICO

O alto custo das internações para as instituições de saúde, o avanço tecnológico e das ciências médicas têm abreviado o período de hospitalização do paciente, levando a uma alta precoce. Para assegurar a continuidade do cuidado no domicílio e evitar as re-internações, que contribuem significativamente para elevar as despesas do cuidado em saúde, é necessário que a alta hospitalar seja planejada e sistematizada, para garantir um esclarecimento maior, tanto para o paciente como para a família (ZAGO, 1993).

Acredita-se que o plano de alta é chave para garantir a continuidade do cuidado após a hospitalização. O ensino no plano de alta é parte integrante do processo educativo, incluindo orientações ao paciente e à família acerca do que necessitam saber e compreender, considerando-se os aspectos biopsicosocioespirituais.

Observa-se na prática, que a orientação da alta hospitalar é dada no momento da saída do paciente do hospital, não sendo desenvolvida durante o período de internação. Nessa ocasião são oferecidas muitas orientações ao mesmo tempo, com o agravante de não serem realizadas por escrito, dificultando a compreensão do paciente e propiciando a ocorrência de erros. Na maioria das vezes, as orientações de alta são realizadas de forma mecânica e apressada, não considerando as condições e as necessidades de cada paciente. Isto contradiz a literatura que preconiza o início do planejamento da alta hospitalar, a partir do momento em que o paciente é admitido na instituição e desenvolvido durante todo o período de internação (DANTAS, 2002).

Neste contexto, considera-se o tema ainda um grande desafio para os enfermeiros, pois entende-se que uma assistência de qualidade deve estar pautada em competências técnico-científicas e ser isenta de riscos aos pacientes, familiares, profissionais e instituições.

  • PERCURSO METODOLÓGICO

Sugerimos que cada paciente que receber alta hospitalar da Clinica Cirúrgica receba um impresso composto de orientações dos mais diversos tipos que favoreçam seu restabelecimento mais rápido e evite as reicindivas.

  • RECURSOS

Disponibilidade material (computador, impressora, tinta e papel A4), física (local apropriado para essas orientações) e humana (enfermeiros locados na Clinica Cirúrgica) serão os recursos que tornarão exeqüíveis o projeto.

  • CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

De caráter permanente na unidade da Clinica Cirúrgica do Hospital do Oeste.

 

 

“A avaliação significativa se faz no próprio processo, como parte dele, enquanto ele se desenvolve, sem que, para isto, se deva sempre realizar uma parada formal.” (Gandin, 2000).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ORIENTAÇÕES PARA PACIENTES PÓS-ALTA COM DIABÉTES

 

1.     Não fumar;

2.     Não utilizar bolsas de água quente sobre os pés;

3.     Não deixar os pés mergulhados na água;

4.     Não caminhar sobre superfícies quentes como a areia de praia ou cimento;

5.     Não andar descalço;

6.     Não utilizar agentes químicos para a remoção de calos/calosidades;

7.     Não utilizar fita adesiva nos pés;

8.     Não utilizar cinta-liga para prender meias-calças;

9.     Não usar sandálias de dedo;

10.   Não remover calos/calosidades;

11.   Fazer um auto-exame periódico dos pés;

12.   Realizar o corte das unhas apropriadamente;

13.   Usar calçados adequados;

13.   Manter um bom controle metabólico do diabetes e das comorbidades clinicas;

14.   Praticar exercícios físicos;

15.   Ter uma dieta balanceada e seguir rigorosamente as recomendações dadas pelo seu médico.

 

Coloque todas as desculpas de lado e lembre-se: Você é capaz!!!

(Zig Ziglar)

 

 

 

 

ORIENTAÇÕES PARA PACIENTES PÓS-ALTA DE CIRURGIA ORTOPÉDICA

 

  1. Sua casa deve estar preparada para recebê-lo;
  2. Retire tapetes, móveis e objetos do seu caminho;
  3. Sua dieta deverá voltar ao normal;
  4. Coloque uma cadeira alta, macia, de preferência com braços, em local agradável, para que você possa permanecer sentado durante o dia;
  5. Sua cama não deve ser muito baixa, assim como o vaso sanitário;
  6. Tenha ainda uma cadeira apropriada para banho, se não tiver solicite ajuda;
  7. Você pode usar equipamentos que auxiliam você a pegar objetos no chão, calçar sapatos, dentre outros;
  8. Você deverá realizar a higiene do local cirúrgico, lavando-o com sabonete e secando bem após o banho;
  9.  É aconselhável medir sua temperatura pelo menos 2 vezes ao dia nos primeiros dias após o retorno para casa (avise ao médico caso a mesma ultrapasse os 38º);
  10. Eleve seu membro operado colocando um rolinho sob seus pés por 15 a 20 minutos cada vez, várias vezes ao dia se necessário (O inchaço é comum nos primeiros 3 a 6 meses após a cirurgia);
  11. Tente evitar o consumo de café ou álcool;
  12. Lembre-se de cuidar do seu peso;
  13. Ao se levantar da cama, não saia de qualquer forma, solicite sempre ajuda;
  14. Certifique-se se o tipo de sua cirurgia permite que você toque o pé no chão;
  15. Utilize muletas ou andador, colocando o peso aos poucos sobre a perna operada;
  16. Abster-se do trabalho e das atividades sexuais;
  17. Procurar quando for necessário um fisioterapeuta.

 

 

Existe apenas um ponto no universo que pode ter a certeza de conseguir ser melhor, esse ponto é você mesmo!!!

(Aldous Huxley)

ORIENTAÇÕES PARA PACIENTES PÓS-ALTA DE CIRURGIA GERAL

 

  1. Alimentação e hidratação;
  2. Coma apenas o necessário para saciar a fome;
  3. Beba bastante água e suco de frutos naturais, de preferência uma hora antes e uma hora após as principais refeições;
  4. . Não use pomadas ou outros produtos;
  5. A higiene do local operado deve ser realizada com banhos diários de água e sabão neutro;
  6. O sono e o repouso são importantes para sua recuperação. Nosso organismo precisa dormir, em média, oito horas por dia;
  7. Ao deitar, procure uma posição confortável. Mude de posição a cada duas horas, caso permaneça acamado por muito tempo;
  8. Respeite suas limitações. Procure retomar suas atividades gradualmente. Evite excessos, como levantar pesos ou exercícios físicos pesados;
  9. Se for possível realize caminhadas diariamente, inspirando profundamente pelo nariz e expirando pela boca;
  10. É aconselhável medir sua temperatura pelo menos 2 vezes ao dia nos primeiros dias após o retorno para casa (avise ao médico caso a mesma ultrapasse os 38º);
  11. Utilize somente a medicação prescrita por seu médico, observando os intervalos entre as doses;
  12. Dor intensa na ferida operatória, acompanhada por vermelhidão, inchaço e calor no local, pode indicar processo inflamatório. Nesse caso, procure seu médico ou um Hospital.

 

 

“Você nasceu para vencer, mas para ser um vencedor você precisa planejar, se preparar, e esperar a vitória!!”

(Zig Ziglar) 

REFERENCIAS:

 

PACIENTES PÓS-ALTA COM PÉ DIABÉTICO Disponível em: http://www.hospitalespanhol.com.br. Acesso 23/03/2011.

PACIENTES PÓS-ALTA DE CIRURGIA ORTOPÉDICA. Disponível em: http://www.einstein.br. Acesso em 23/03/2011.

PACIENTES PÓS-ALTA DE CIRURGIA GERAL. Disponível em: http://www.hcpa.ufrgs.br. Acesso em 23/03/2011.

Pinto. Maria Helena. Atuação do enfermeiro na alta hospitalar: reflexões a partir dos relatos de pacientes. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ape/v20n3/pt_a17v20n3.pdf. Acesso em: 23/03/2011.

Zago MMF. Considerações sobre o ensino do paciente cirúrgico. Rev. Esc. Enfermagem USP. 1993; 27(1):67-71.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                  

 

 

 

FACULDADE SÃO FRANCISCO DE BARREIRAS – FASB

INSTITUTO AVANÇADO DE ENSINO SUPERIOR DE BARREIRAS- IA

 

 

 

 

 

INTERVENÇÃO

 

 

 

Projeto de intervenção na Clinica Cirúrgica do Hospital do Oeste apresentado à Faculdade São Francisco de Barreiras FASB, como forma parcial de avaliação de estágio obrigatório da grade curricular do curso de Bacharelado em Enfermagem, sob orientação da professor. Rodrigo

 

 

 

 

 

BARREIRAS.

AGOSTO. 2011.

 
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Sobre este autor(a)
Graduada em Enfermagem pela Faculdade São Francisco de Barreiras-BA
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