Obsessão Amorosa
 
Obsessão Amorosa
 


O obsessivo amoroso enxerga na pessoa amada um ideal de relacionamento que só existe para ele. Devido a isso, podemos pensar que a obsessão amorosa é diferente do amor em si.

Amor é natural, ou muito próximo disso, uma vez que, é um sentimento espontâneo. A obsessão em contrapartida vem com a força, colada a idéia de poder, onde este poder reina sobre esta pessoa, numa espécie de domínio, obrigação.

Vale a pena afirmar: "todas as compulsões são sinais de comprometimento psicológico", e desta forma, é necessário esclarecer que o compulsivo amoroso não está de fato apaixonado pelo outro, mas pelo significado que ele próprio dá a este outro. Cria-se uma imagem perfeita deste outro amado, onde se supri e desprezam-se traços reais e negativos da pessoa amada.

Fica claro que este amor é cultivado no campo da fantasia, onde o obsessivo passa a acreditar que "sem o outro é impossível viver", "sem o outro nada mais tem sentido". Trata-se então de idéias fixas, persecutórias, que atormentam a mente e dominam o amante de forma cruel.

Atendimento a obsessivos amorosos tem se tornado cada vez mais comum nos consultórios, e tal sentimento merece toda a atenção ao primeiro sinal. O obsessivo amoroso "destrói" a pessoa real, mesmo sendo em aspecto simbólico, pois o obsessivo desconsidera a vontade própria do amado, onde muitas vezes chega a pensar: "ou ela é minha (meu), ou não é de ninguém". Desconsidera-se então, totalmente a individualidade do outro, os desejos do outro e passa a constituir em seguida, uma linha de raciocínio bastante perigosa.

Esta linha de raciocínio está a margem da patologia, é neste momento que se instaura pensamentos doentios que podem levar a atitudes extremas, como por exemplo, a crimes passionais.

No entanto, é possível sim se recuperar de uma paixão obsessiva. Com freqüência é possível se deparar com pessoas que buscam atendimento psicológico por já terem sofrido deste mal. O processo terapêutico possibilita aos obsessivos a elaboração destes sentimentos tão agressivos, e depois de um tempo, aqueles que sofreram deste sentimento podem se perguntar: "meu Deus, como eu pude amar tanto esta pessoa?".

Quando isto acontece, há o questionamento: "de fato, quantas pessoas você amou assim?". O que se percebe é que tal resposta é surpreendente, onde passam a enxergar relacionamentos anteriores que já anunciavam tal obsessão. Quando se percebe isso em análise, é hora de afirmar ao obsessivo que este é um problema dele, uma tendência dele se relacionar, onde age como egoísta, não importando a outra pessoa, mas sim a satisfação dos seus desejos.

Assinalo ainda que o processo terapêutico é de extrema importância para obsessivos amorosos, e por isso, frente ao mínimo sinal, o indicado é buscar ajuda de um psicólogo o quanto antes, para que de fato, inicie-se um processo eficaz ao tratamento do obsessivo.

 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; Somos as palávras que trocamos, os enganos que cometemos,os inpulsos a que cedemos, "sem querer". (Sigmund Freud)
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