O TRATAMENTO DO LÉXICO NOS LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA
 
O TRATAMENTO DO LÉXICO NOS LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA
 


RESUMO

O ensino do léxico deve levar em conta os contextos sociais nos quais as palavras estão inseridas, pois dependendo da situação em que são empregadas apresentam sentidos diferentes. Este artigo dedica-se a investigação do tratamento dado ao léxico nos livros didáticos de Língua Portuguesa. Compreendemos que o estudo item lexical é de suma importância para o desenvolvimento da competência comunicativa, pois quanto mais aprofundado o vocabulário do falante mais facilidade terá para ler, compreender e produzir textos. Nesse contexto, buscaremos observar se as propostas apresentadas nos LDs são condizentes com o que propõem os PCNs. Para esta reflexão partiremos de uma visão de língua com atividade sócio-interativa. Palavras -chave : Léxico  livro didático  competência comunicativa

INTRODUÇÃO

 Há umas três décadas, o ensino do vocabulário na escola se limitava ao item lexical de forma isolada ou em frases curtas, calcadas na exploração de sinônimos e antônimos. Com a disseminação da Lingüística Textual e a divulgação dos PCNs, o estudo do vocabulário, embora que lentamente, começa a ser modificado, ou seja, aos poucos o item lexical vai sendo estudado baseado em textos e não mais apenas emfrases ou isoladamente. No entanto, ainda hoje encontram-se em algumas salas de aula, práticas que não atendem às novas propostas de ensino.

Além de se abordar as relações semânticas, é necessário também observar o funcionamento dos itens lexicais no texto para se construir uma unidade de sentido, fazer associações e inferências. Os exercícios puros e simples de classificação de orações, substituição de palavras não acrescentam quase nada à competência comunicativa do falante. Conhecer sim, as relações semânticas e sua função no estabelecimento da coesão do texto, é o que faz significado para a atividade discursiva. A exploração do vocabulário deve ser contextualizada, para auxiliar a compreensão do texto.

Nesse contexto, buscaremos observar o tratamento dado ao léxico em livros didáticos e analisar se as propostas apresentadas são condizentes com o que propõem os PCNs em relação ao ensino do léxico. Compreendemos que o estudo do léxico é de suma importância para a aquisição de um nível vocabular satisfatório, e que este é parte essencial para o desenvolvimento da competência comunicativa do falante.

Para a realização da análise, selecionamos o livro didático: "Português: Linguagens" de William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães do Ensino Médio, devido ao fato de ser amplamente adotado nas escolas do estado da Paraíba atualmente. O corpus da pesquisa consta de 4 (quatro) atividades que trabalham com a exploração do item lexical. O livro é organizado em três seções: Língua (Uso e Reflexão), Literatura e Produção de Texto. Trabalharemos com a primeira sessão, uma vez que o item que nos propomos analisar encontra-se nela inserido.

Desenvolvemos este estudo a partir de uma concepção de língua como atividade sócio-interativa, pois entendemos que o trabalho com o léxico deve levar em conta os contextos nos quais as palavras estão inseridas e o seu grau de formalidade ou informalidade. Diante disso, nos basearemos nas concepções apresentadas por Antunes (2007), Pauliukonis (2005), Geraldi (1994), Coracini (1999) Bezerra (2004) e Biderman (2001).

O ENSINO DO LÉXICO: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES TÉORICAS

No âmbito das discussões relacionadas à leitura e escrita se insere a questão do léxico. Os estudos relacionados a este item vêm desde a antiguidade clássica, muitos estudiosos tentaram explicar esse objeto de estudo. Sobre esta questão, Bezerra (2004, p.12) diz:

Convencionou-se chamar de léxico todo o conjunto de palavras de uma língua (dicionarizadas ou não, tidas como cultas ou não, escritas ou faladas) e de vocabulário o subconjunto que se encontra em uso efetivo, por um determinado grupo de falantes, numa determinada situação.

           Antunes (2007, p.42) ainda acrescenta que:

 O léxico é um conjunto relativamente extenso de palavras, à disposição dos falantes, as quais constituem as unidades de base com que construímos o sentido de nossos enunciados. (...) É mais do que uma lista de palavras à disposição dos falantes. É mais do que um repertório de unidades. É um depositário dos recortes  com que cada comunidade vê o mundo, as coisas que a cercam, o sentido de tudo. 

Diante dessas afirmações destes autores podemos perceber que é tarefa da escola desenvolver a competência lexical do aluno. É preciso que o discente tenha consciência de que conhecer uma palavra significa perceber a sua posição dentro da língua, associando à outras e conhecendo os seus vários significados. Nesse contexto, o vocabulário precisa ser visto como um recurso comunicativo que completaria as necessidades dos aprendizes, que irão fazer parte das suas estratégias de uso da língua para objetivos da comunicação. 

Com relação ao item lexical os Parâmetros Curriculares Nacionais(1998, p.79) sugerem que:

O ensino com o léxico não se reduz a apresentar sinônimos de um conjunto de palavras desconhecidas pelo aluno. Isolando a palavra e associando-a a outra apresentada com idêntica, acaba-se por tratar a palavra como "portadora de significado absoluto", e não como índice para a construção de sentido.

De acordo com os PCNs, a escola deve criar meios que contribuam para a expansão do repertório lexical do aluno de modo que ele seja capaz de fazer adequação de determinados termos à situação comunicativa. Em relação a isso, Antunes(apud PAULIUKONIS, 2005, p.7) diz que: "O estudo do vocabulário permite que os alunos ampliem suas opções de dizer as coisas e, dizendo-as de novo de outro modo, desenvolvam as competências comunicativas tão importantes na interação social".

Portanto, o objetivo do ensino do léxico é fazer com que o aluno possa utilizar-se adequadamente dos vários sentidos das palavras e perceber  os melhores efeitos do uso dos vocábulos em textos, fato que culminaria numa significativa comunicação textual. Diante disso, é de suma importância que o vocabulário seja apresentado num contexto lingüístico natural, pois as palavras ensinadas de forma isolada não são absorvidas.

Garcia(apud BEZERRA, 2007, p.13-14) ainda afirma que:

Dispondo de palavras suficientes e adequadas à expressão do pensamento de maneira clara, fiel e precisa, estamos em melhores condições de assimilar conceitos, de refletir, de escolher, de julgar, do que outros cujo acervo léxico seja suficiente ou medíocre para a tarefa vital da comunicação.

Com base nessa afirmação, podemos perceber que quanto mais o aluno estiver envolvido com atividades de vocabulário, mais eficiente será a sua aprendizagem. Enfim, o estudo lexical se configura com uma atividade de suma importância para a proficiência lingüística do aluno, isto é, para o domínio efetivo de ações lingüísticas em situações de uso recorrentes.

O LIVRO DIDÁTICO EM DEBATE

Embora muito criticado, o livro didático tem sido o principal material pedagógico utilizado nas escolas na transmissão do conhecimento, por isso é que há um grande esforço de autores e editoras em fazer melhorias neste material. Não se pode negar que mudanças significativas foram realizadas, principalmente após a publicação dos PCNs e do PNLD.

Segundo Coracini (1999), o uso constante do livro didático nas salas de aula é atribuída a importância que os professores lhe dão, utilizando-o como único material de apoio pedagógico. Além do mais, acredita-se que o LD seja possuidor de uma verdade inquestionável, cabendo ao professor a tarefa de transmiti-la e aos alunos assimilá-la. É comum ser negado ao aluno o direito de questionar, adotando as idéias dos LDs como verdades absolutas. Esta concepção é tão marcante que muitos professores só aceitam uma interpretação possível (a que está no manual). Esta visão reducionista de ensino neutraliza os conhecimentos dos alunos e a escola deixa de ser um espaço de produção de sentidos. O fato é que o LD acaba sendo o responsável pela seleção de textos, dos conteúdos e exercícios e conseqüentemente, determinando o certo e o errado.

A esse respeito, Souza (1999, p.59) diz que:

O livro didático estaria em última instância a serviço da relação professor-aluno-conhecimento devendo assim, orientar os professores quanto ao que ensinar e como ensinar. Ao mesmo tempo, caberia ao livro didático fornecer conteúdos previamente lecionados, fazendo recortes no que supostamente seria mais relevante no conhecimento, e indicar procedimentos metodológicos para a sua missão em sala de aula.

Outro problema relevante é que os LDs seguem uma padronização para atender todo o território nacional, ou seja, não é levado em conta a realidade do aluno, por isso, é preciso uma intervenção consciente por parte dos professores para adequar este material as necessidades de sua clientela. É imprescindível repensar o papel que este material didático vem exercendo, pois quando é utilizado sem critérios preestabelecidos e sem planejamento pode gerar uma noção equivocada do que é ler e escrever e fazer com que o aluno não estabeleça relações entre estas atividades e o contexto social em que vive. Dessa forma, deixará de ser um elemento facilitador no processo de ensino-aprendizagem para ser ditador, dizendo o que deve ou não ser seguido.

O TRABALHO COM O LÉXICO NO LIVRO DIDÁTICO

 Para a realização da nossa análise, fizemos inicialmente um levantamento das atividades que trabalham com o léxico. Para isso selecionamos a seção "Língua: uso e reflexão". As atividades apresentadas, na sua maioria, trabalham os conteúdos de morfologia, relações lexicais (sinônimos e antônimos) e significação de palavras.

As atividades apresentadas encontram-se no capítulo 17, intitulado de "Introdução a Semântica". Vejamos a atividade 01:

A questão número 1 do exercício acima, oferece um grupo de três palavras (homem, mulher, criança) e pede que o aluno associe a um outro grupo mantendo uma relação de sentido, ou seja, associando os vocábulos que apresentam o mesmo gênero do substantivo. É algo que exige do aluno um conhecimento do léxico que o possibilite fazer as relações. Percebemos que em atividades como esta, o discente será conduzido a fazer inferências, a questionar o que é mais apropriado ao contexto. Quando o falante faz associações em relação ao conteúdo semântico que as palavras desempenham terá oportunidade de construir seu conhecimento sem se preocupar em dizer se as palavras pertencem a este ou aquele gênero. Dizer se uma palavra é masculina ou feminina é uma tarefa que só leva a uma memorização e não contribui para a sua competência comunicativa.

O único problema da atividade acima é que parte-se palavras soltas para levar o aluno a construir um conceito. Mesmo apresentado uma abordagem inovadora em relação ao tratamento dado ao ensino do léxico não é utilizado situações reais de uso da língua, uma vez que o aluno é conduzido a fazer inferências a partir de situações descontextualizadas.

A questão de número 2 faz com que o aluno retome as expressões "homem e mulher" através de uma palavra que expressa plural e se refere perfeitamente as expressões pedidas. Ainda na mesma questão, na letra seguinte o autor faz uma inversão, ou seja, pergunta se "duas pessoas" indica obrigatoriamente "homem e mulher". Isso faz com que o aluno reflita sobre a posição das expressões, ou seja, trocando a ordem das expressões ele pode perceber que a oração muda totalmente de sentido. O autor parte de um exercício, algo que fez o aluno pensar e em seguida conceitua sinônimos e antônimos. Ainda na parte da explicação, o autor nos mostra um anúncio que faz um jogo com os antônimos. Vejamos o anúncio:

No anúncio, podemos perceber que a forma com o anunciante dispõe as palavras: abrir e fechar (juntas e repetidas) acabou gerando o sentido da mastigação. Trata de um texto destinado ao público adolescente e tem com intenção convencer o consumidor para que comprem o salgadinho "Doritos". Através das palavras "aberta e fechada", que comumente são utilizadas apenas como antônimas, o anunciante dá um novo sentido: o de complementaridade. As palavras são apresentadas não como opostas, mas uma completa a outra.

Atividades como esta foge a regra de algumas que com freqüência são encontradas na maioria dos livros didáticos, os quais mostravam exemplos de antônimos como palavras contrárias e que, portanto, não partiam para a questão mais ampla do sentido das expressões sinônimas e antônimas, ou seja, não faziam o aluno pensar, já que mostravam um conceito um tanto quanto insuficiente.

Em relação aos antônimos "abrir e fechar", Geraldi (1994, p.54) diz que estes termos "não se trata evidentemente de momentos necessários de um mesmo processo (pode-se abrir um buraco na parede que, nunca mais será fechado), mas de processos diferentes pela direção e pelos resultados que implicam". Diante desta afirmação do autor podemos perceber que nem sempre duas expressões, embora que aparentemente opostas, são antônimas, vai depender do contexto em que são empregadas.

Vejamos agora mais uma atividade:

Esta questão foi apresentada no mesmo exercício das questões anteriores. O autor nos mostra duas orações: uma com o verbo mandar e outra com o verbo pedir. Em seguida pergunta do aluno a diferença de sentido entre as duas, ou seja, qual expressa ordem e qual é um pedido. Nesta atividade o aluno é levado a pensar e construir um sentido. O autor do texto partiu do pensamento do aluno para levá-lo à construção do conceito em relação ao sentido do léxico. Aqui se faz pertinente uma observação de Marcuschi (20004, p.22):

A presença de itens lexicais, seja na forma de campos léxicos, repetição, sinonímia e outras, não garante o acesso direto à significação nem a continuidade tópica do texto porque eles não funcionam autonomamente e sim no processo enunciativo que se dá nas atividades de textualização. A identidade lexical, de significação e tópica não são automaticamente correlacionadas, mas enunciativamente produzidas.

Diante desta afirmação de Marcuschi, podemos perceber que o falante será responsável pela escolha do vocabulário mais adequado a cada situação. Se sua intenção for fazer um pedido ele não irá escolher a expressão 1 do texto acima e sim a 2.

Uma questão também interessante é a de número 7(sete), apresentada em outro exercício. Vejamos:

Nesta questão, o autor dá uma determinada situação de diálogo entre um aluno e um professor. O autor pergunta do aluno em relação à fala do professor o que este quis dizer ao empregar a palavra "também". Neste caso ele quis dizer que ele era um bom professor assim como o que está ensinando agora. Então essa questão de dedução é um bom exemplo de como se trabalhar o léxico, ou seja, explora o valor semântico das expressões dentro de contextos e fazer com que o aluno ative seu poder de conclusão e não apenas de memorização. Sobre esta questão, Bezerra (2004, p.28) sugere que:

A exploração do vocabulário deve ser contextualizada, para auxiliar a compreensão do texto; por isso, não é conveniente elaborar-se uma atividade específica do vocabulário, independente das questões de compreensão/interpretação que, normalmente, são feitas, além de possibilitar a compreensão do texto, o estudo contribui também para a ampliação do vocabulário ativo (conjunto de vocábulos em uso) e passivo ( vocábulos conhecidos, mas não empregados , e reconhecidos) do leitor.

Portanto, o ensino do léxico deve se dá de forma que contribua para o processo de construção de sentidos. Trabalhar com frases soltas e isoladas não conduzem o aluno a desenvolver a sua competência lexical e, conseqüentemente sua proficiência enquanto leitor e produtor de textos. O aluno deverá ser conduzido a perceber que as palavras não têm sentido único, depende do contexto em que são empregadas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A concepção de trabalho com o léxico deve levar em conta os aspectos pragmáticos e textuais da língua, uma vez que não há como se desvincular do contexto em que as palavras estão inseridas. Considerando que as atividades de Língua Portuguesa devem giram em torno da leitura/ produção e que a compreensão de um texto se dá através da relação entre os conhecimentos lingüísticos e interacionais percebemos que o reconhecimento do vocabulário tem sua contribuição nesse processo. Portanto, pudemos observar que embora o livro didático analisado traga algumas inovações em relação ao tratamento do léxico, ainda há algumas limitações nesse material.

As atividades que trabalham com o léxico se limitam ao seu aspecto semântico, na maioria das vezes, não é considerado a sua funcionalidade dentro do texto. Outro aspecto que vale a pena salientar é que os exercícios que envolvem o item lexical ainda aparecem no número muito reduzido.

Baseado na categoria de análise que nos propusemos a observar, percebemos que as tarefas apresentadas pelo livro didático embora que de uma forma lenta contribuem para o desenvolvimento lexical do falante. Nas atividades analisadas, pudemos constatar que os alunos eram conduzidos a selecionar os vocábulos mais adequados de acordo com a situação em que estavam expostos. Outro fato que pode ser constatado através dos exercícios é que os alunos puderam se apropriar dos sentidos que as palavras possuem sem haver uma preocupação com a sua classificação gramatical.

Por fim, percebemos que o trabalho com o léxico é de suma importância, uma vez que quanto mais conhecimentos lexicais o aluno possuir mais facilidade terá de ler, compreender e produzir textos. Sendo assim, é preciso que sejam desenvolvidas mais atividades relacionadas a este item no âmbito escolar, para que os educandos tenham oportunidades de refletir sobre a língua em situações reais de uso.

REFERÊNCIAS

ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.

BEZERRA, Maria Auxiliadora (org.). Estudar vocabulário: como e para quê? Campina Grande: Bagagem, 2004.

BIDERMAN, Maria Teresa Camargo. Teoria lingüística: teoria lexical e teoria computacional. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

CEREJA, Willian Roberto e MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: linguagens, Ensino Médio. São Paulo: Atual, 1999.

CORACINI, Maria José(org.). Interpretação, autoria e legitimação do livro didático. Campinas, SP: Pontes, 1999.

GERALDI, João Wanderley e ILARI, Rodolfo (orgs.). Semântica. São Paulo: Ática, 1994.

MARCUSCHI, L. A. O aspecto textual no processo de textualização. Projeto de pesquisa. UFPE/NELFE/CNPQ n°306576/2003-1. Recife , 2004

PAULIUKONIS, Maria Aparecida e GAVAZZI, Sigrid. Da língua ao discurso: reflexões para o ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.

SECRETARIA DO ENSINO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa. Brasília: MEC, 1998.

SOUZA, Maria Deusa de. Gestos de censura. In: CORACINI, Maria José(org.). Interpretação, autoria e legitimação do livro didático. Campinas, SP: Pontes, 1999, p.57- 77.

 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Graduada em Letras pela UEPB(Univesidade Estadual da Paraíba),possui Especialização em Linguistica Aplicada pela FIP(Faculdades Integradas de Patos),Especialização em Língua Portuguesa pela UEPB. Atualmente é aluna do programa de Pós-graduação em Linguagem e Ensino da UFCG(Univesidade Federal de Cam...
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