O PAPEL DIFERENCIADO DA ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR A CLIENTES VÍTIMAS DE TRAUMA
 
O PAPEL DIFERENCIADO DA ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR A CLIENTES VÍTIMAS DE TRAUMA
 


O PAPEL DIFERENCIADO DA ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR A CLIENTES VÍTIMAS DE TRAUMA 

Natália Garcia Pires *

Dayana Barradas ** 

RESUMO

Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de informar ao leitor a importância da atuação do profissional enfermeiro durante o atendimento pré-hospitalar aos clientes vítimas de trauma. Trata-se de um estudo realizado através da metodologia de revisão bibliográfica, onde o material adquirido foi analisado por meio de uma leitura atenta sendo anotadas as informações consideradas mais importantes. No decorrer de tal trabalho, torna-se evidente a fundamental importância do papel desenvolvido pelo enfermeiro durante o atendimento pré-hospitalar, visto que ele executa não somente atividades relacionadas ao suporte de vida ao cliente, mas também ações administrativas que contribuem para que o atendimento seja prestado com segurança e qualidade. Após a realização deste trabalho é possível concluir que a presença do profissional enfermeiro na equipe de atendimento pré-hospitalar destinado às vítimas de trauma é de suma importância, pois o enfermeiro contribui para a manutenção da vida do cliente depois de ocorrido um agravo à sua saúde. 

Palavras-chave: Atendimento Pré-Hospitalar. Enfermagem. Trauma. 

INTRODUÇÃO 

 A grande maioria dos acidentes e inúmeros agravos à saúde ocorrem, em geral, fora do ambiente hospitalar. Tal fato exige que a sociedade e os profissionais da saúde disponham dos recursos apropriados e criem condições para o atendimento ao indivíduo o mais precocemente possível e no próprio local do acidente ou no local onde se encontra a pessoa com a sua saúde agravada. Com isso, objetiva-se minimizar letalidades, seqüelas e outros eventos adversos que possam decorrer tanto do próprio acidente como de uma intervenção inadequada (1).

Diante de tal situação, a atuação do profissional enfermeiro no atendimento primário a uma pessoa que sofreu algum tipo de agravo à sua saúde é de suma importância, visto que além de o enfermeiro tomar decisões imediatas definindo as prioridades do cliente frente à situação em que ele se encontra, o enfermeiro também participa ativamente de procedimentos que visam a estabilização do quadro de saúde do paciente no momento do agravo; reavaliando o seu estado geral e realizando o seu transporte para que receba um tratamento definitivo. Estas e várias outras ações são executadas pelo profissional enfermeiro com o objetivo de minimizar possíveis seqüelas do cliente advindas devido à ocorrência do trauma.

No Brasil e na quase totalidade dos outros países, o trauma é a principal causa de morte do indivíduo jovem. Cerca de 100 mil brasileiros morrem por ano em conseqüência de acidentes, e estima-se de quatro a cinco vítimas com seqüelas permanentes para cada óbito (2).

A palavra trauma é definida como lesão de extensão, intensidade e gravidade variáveis, que pode ser produzida por agentes diversos (físicos, químicos, etc.) de forma acidental (3). O cliente vítima de trauma possui em qualquer parte do seu corpo diferentes tipos de lesões como, por exemplo, lesão na coluna vertebral ou no crânio, as quais resultaram das forças e movimentos envolvidos durante o incidente.

O trauma, como já foi dito, é a principal causa de morte na população jovem e a terceira causa geral de morte (4). Diante deste fato, o atendimento realizado imediatamente após o indivíduo ter sofrido o agravo é essencial para que ele tenha maiores chances de vida e de recuperar-se posteriormente ao receber o tratamento definitivo. Desta maneira, viabilizar o atendimento no menor tempo possível é um diferencial para melhor prognóstico da vítima.

O atendimento pré-hospitalar (APH) caracteriza-se como o conjunto de medidas e procedimentos técnicos que objetivam o suporte de vida à vítima, podendo ser básico ou avançado, estabelecendo-se padrão vital que mais se assemelhe à normalidade, tendo como conceito supremo não agravar lesões já existentes ou gerar lesões que não existiam, bem como transportar a vítima/paciente/cliente para o centro hospitalar terciário apropriado ou centro de trauma credenciado (4).

Os serviços de atendimento pré-hospitalar devem contar com a equipe de profissionais oriundos da área da saúde e não oriundos da área da saúde. A equipe de profissionais oriundos da área da saúde deve ser composta por coordenador do serviço, responsável técnico (médico), responsável de enfermagem, médicos reguladores, médicos intervencionistas, enfermeiros assistenciais, auxiliares e técnicos de enfermagem (5).

As atividades de enfermagem no APH foram regulamentadas pelo Conselho Regional de Enfermagem (COREN) do estado de São Paulo através da Decisão 001/2001 de 22 de março de 2001. Somente em 2002, através da Portaria nº 2048 do Ministério da Saúde, de 05 de novembro de 2002, que regulamenta e normatiza o atendimento pré-hospitalar, são definidas as funções do enfermeiro, o perfil desse profissional bem como de toda a equipe que deve atuar nesse serviço (6).

A partir de então, o enfermeiro é participante ativo da equipe de atendimento pré-hospitalar e assume em conjunto com a equipe a responsabilidade pela assistência prestada às vítimas. Atua onde há restrição de espaço físico e em ambientes diversos, em situações limite de tempo, da vítima e da cena, portanto, são necessárias decisões imediatas, baseadas em conhecimento e rápida avaliação (7).

Dentre as várias atividades que o enfermeiro deve realizar no atendimento pré-hospitalar, encontram-se as que devem ser feitas antes do atendimento, durante o atendimento e após o atendimento.

Nas atividades que antecedem o atendimento ao cliente, o enfermeiro prepara e organiza o seu material de bolso e de biossegurança além de preparar os equipamentos, materiais e medicações a serem utilizados na atividade em si. O enfermeiro faz a checagem e reposição do material padronizado dentro do veículo de emergência; realiza a manutenção da padronização dos kits de atendimento, acesso venoso, vias aéreas; checa e repõe a caixa de medicamentos portátil; verifica o bom funcionamento de equipamentos como, por exemplo, oxímetro de pulso; verifica o volume de oxigênio existente no cilindro. Tanto as mochilas quanto a caixa de medicamentos são padronizadas para facilitar a sua utilização na assistência ao cliente (7).

No atendimento propriamente dito, o enfermeiro juntamente com sua equipe desloca-se até o local da ocorrência avaliando a cinemática do trauma e tendo acesso ao paciente com segurança. Em caso de múltiplas vítimas, é preciso realizar a triagem priorizando o atendimento a determinados clientes. É realizada a abordagem primária, onde é detectado se há algum risco iminente à vida da pessoa. Esta abordagem consiste na avaliação das vias aéreas, respiração, pulso, presença de hemorragias e nível de consciência. Cada alteração é tratada imediatamente e, se possível, deve-se estabilizar o indivíduo antes de transportá-lo. O enfermeiro realiza também a abordagem secundária, a qual consiste em uma pesquisa detalhada do corpo do paciente em busca de lesões que não foram identificadas durante a abordagem primária. Durante o transporte do cliente, o enfermeiro deve assegurar a manutenção dos cuidados e evolução dos sinais e sintomas, transmitindo as informações a respeito do caso à equipe do pronto-socorro.

Depois de realizado o atendimento, o enfermeiro deve repor o material utilizado na ocorrência, colocar os equipamentos com bateria para recarregar, fazer a limpeza e desinfecção dos equipamentos e veículo de emergência, registrar a ocorrência em impresso próprio e fazer relatório em livro de ocorrência de enfermagem (7).

Como já foi dito, o atendimento pré-hospitalar fornece suporte de vida à vítima e, tal suporte, pode ser dividido em procedimentos básicos e avançados. O Suporte Básico de Vida caracteriza-se como o conjunto de procedimentos de emergência não invasivos que podem ser executados tanto por profissionais de saúde como por leigos treinados (4). O enfermeiro atende o paciente desenvolvendo a sequência do ABCD, ou seja, realiza o controle cervical e verifica se as vias aéreas do cliente estão pérveas (A); checa se a respiração está presente e efetiva através do “ver, ouvir, e sentir” (B); verifica a presença de pulso, enchimento capilar, coloração, temperatura e umidade da pele, e se há presença de hemorragias (C); e, se o cliente encontrar-se em parada cardíaca, realiza a desfibrilação (D). É importante lembrar que cada etapa do atendimento primário ao paciente deve ser resolvida antes de ser iniciada a seguinte. Em suma, o suporte básico de vida visa a manutenção da vida do cliente através do reconhecimento de obstrução das vias aéreas, paradas respiratória e cardíaca e, quando esta estiver presente, aplicação da ressuscitação cardiopulmonar (RCP) como forma de manutenção do débito cardíaco e suprimento de sangue oxigenado aos órgãos vitais.  

O Suporte Avançado de Vida consiste na ressuscitação com uso de equipamento adicional ao usado no suporte básico. Inclui desfibrilação e monitorização, marcapasso, equipamentos e técnicas para obtenção das vias aéreas e ventilação, obtenção de via venosa, e administração de medicamentos e cuidados pós-ressuscitação (8). Devido os procedimentos realizados serem do tipo invasivo, o enfermeiro atua juntamente com o médico na execução de tais procedimentos.

A sequência do atendimento realizada pelo enfermeiro no suporte avançado é a mesma seguida no suporte básico, ou seja, o ABC (manutenção das vias aéreas pérveas juntamente com o estabelecimento definitivo da via aérea e da circulação). Quando as técnicas utilizadas pelo enfermeiro e sua equipe, no suporte básico de vida, para restaurar a ventilação do cliente (por exemplo, ventilação bolsa-valva-máscara) não obtiveram sucesso, é indicada a realização da entubação endotraqueal, pois, segundo o Consenso Nacional de Ressuscitação Cardiorrespiratória, é o método ideal para o controle da via respiratória durante a ressuscitação. O enfermeiro atua juntamente com o médico neste procedimento ao organizar o material necessário para a entubação, ao posicionar corretamente o paciente e oxigená-lo antes do procedimento e, após a entubação, ao confirmar as condições de ventilação pulmonar (através da ausculta de campos pulmonares, por exemplo) do cliente e estabelecer ventilação com oxigênio a 100%. O enfermeiro monitora o paciente através do oxímetro de pulso para verificar a saturação de oxigênio arterial comprovando desta maneira a eficácia da entubação endotraqueal. Caso a desfibrilação do paciente não tenha sido realizada no suporte básico de vida devido à ausência de um desfibrilador no local, o enfermeiro pode utilizar o desfibrilador externo automático (DEA) para reverter este quadro. Após restabelecer a função cardíaca, o enfermeiro deve conectar o monitor cardíaco para interpretar o ritmo, e obter acesso endovenoso para infundir os medicamentos prescritos. Assim que realizado todos os procedimentos para estabilização do quadro clínico do paciente, o enfermeiro realiza a sua monitorização durante todo o percurso para que suas funções vitais sejam preservadas até o centro hospitalar de destino, onde o cliente receberá o tratamento definitivo.     

A área de urgência e emergência constitui-se em um importante componente da assistência à saúde. A crescente demanda por serviços nesta área nos últimos anos, devida ao crescimento do número de acidentes e da violência urbana e à insuficiente estruturação da rede assistencial são fatores que tem contribuído decisivamente para a sobrecarga de serviços de urgência e emergência disponibilizados para o atendimento da população (5).

A implantação de redes regionalizadas e hierarquizadas de atendimento, além de permitir uma melhor organização da assistência, articular os serviços, definir fluxos e referências resolutivas é elemento indispensável para que se promova a universalidade do acesso, a equidade na alocação de recursos e a integralidade na atenção prestada (5).

A Regulação Médica das Urgências, baseada na implantação de suas Centrais de Regulação, é o elemento ordenador e orientador dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência. As Centrais, estruturadas nos níveis estadual, regional e/ou municipal, organizam a relação entre os vários serviços, qualificando o fluxo dos pacientes no sistema e gerando uma porta de comunicação aberta ao público em geral, através da qual os pedidos de socorro são recebidos, avaliados e hierarquizados (5). 

Então, o sistema deve ser capaz de acolher a clientela, prestando-lhe atendimento e redirecionando-a para os locais adequados à continuidade do tratamento, através do trabalho integrado das Centrais de Regulação Médica de Urgência (CRMU) com outras Centrais de Regulação (5) como, por exemplo, instituições que realizem procedimentos de alta complexidade. Com a interligação das Centrais, a ordem dos fluxos de atendimento aos clientes é garantida objetivando suprir as suas necessidades de saúde.

Os serviços realizados pelo profissional enfermeiro dentro deste sistema não se restringe somente no atendimento da urgência/emergência, engloba também os procedimentos administrativos e operacionais, pois a realização de um atendimento de qualidade ao cliente depende da organização de todos os materiais, equipamentos e documentações utilizados pela equipe de atendimento.

Anterior ao atendimento compete ao enfermeiro realizar check-list diário da unidade móvel, para ter certeza de que não está faltando nenhum material e que os equipamentos estejam funcionando de forma correta; realizar o controle da validade de todos os medicamentos da unidade móvel e almoxarifado; anotar na folha de gastos o material que estiver faltando para reposição deste material; repor o material na unidade móvel dando baixa quando este for retirado do almoxarifado para posterior reposição; arquivar as folhas de gasto para o controle do consumo mensal de material e posterior pedido mensal à Coordenação Estadual; registrar a entrada dos materiais no almoxarifado para ter o controle de estoque (9).

No atendimento propriamente dito, o enfermeiro deve realizar assistência ao paciente de acordo com suas atribuições e competência profissional no que se refere ao suporte básico e avançado de vida; transportar a vítima para o destino conforme a orientação da Central de Regulação, anotando na ficha de atendimento o nome do hospital e do médico receptor; entregar o paciente para a equipe do hospital passando a ela os procedimentos realizados no paciente e o quadro do mesmo (9).

Após o término do atendimento, o enfermeiro deve preencher a ficha de atendimento da ocorrência e, nesta ficha, anotar todo material que precisou ser deixado junto ao paciente, comunicando isso à Central de Regulação; além de anotar na folha de gasto todo material utilizado na ocorrência. Deve também realizar a limpeza e desinfecção interna da unidade móvel e dos materiais, providenciando a reposição do material utilizado no atendimento (9).

A prática da enfermagem no ambiente pré-hospitalar requer, além de todas as competências atribuídas ao enfermeiro, alguns requisitos para que ele atue de maneira satisfatória durante o atendimento. O equilíbrio emocional e autocontrole, ter iniciativa e capacidade para trabalhar em equipe são algumas das características principais observadas no enfermeiro que exerce sua função no atendimento pré-hospitalar.

 

 

METODOLOGIA

 

Os dados deste trabalho são provenientes de consultas a obras clássicas que dispõem sobre o tema de atendimento pré-hospitalar no Brasil aliada a uma busca por artigos científicos nas plataformas de dados on-line e também às leis pertinentes ao tema em questão.

O presente artigo científico foi desenvolvido através da metodologia de revisão bibliográfica. As revisões bibliográficas, normalmente apresentadas na forma de artigos longos, trazem um resumo da literatura especializada sobre determinado tema. Dão, portanto, visão abrangente de achados relevantes, coisa que os estudos empíricos não fazem. Uma revisão bibliográfica deve, então, mostrar a evolução de conhecimentos sobre o tema, apontando falhas e acertos, fazendo críticas e elogios e resumindo o que é, realmente, de interesse(10). 

O material adquirido foi analisado por meio de uma leitura atenta, após a qual se realizou o registro e as anotações das informações mais relevantes. Ressalta-se, quanto às questões éticas, que as obras utilizadas tiveram seus autores citados e referenciados.

 

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

 

O exercício da enfermagem no atendimento pré-hospitalar é de fundamental importância, visto que o profissional enfermeiro além de atuar no atendimento primário à pessoa vítima de trauma através da estabilização de seus parâmetros vitais, realização de determinadas manobras e transporte seguro do cliente até o centro hospitalar, também executa ações administrativas as quais contribuem para que o atendimento oferecido ao cliente seja desenvolvido com segurança e qualidade favorecendo, deste modo, um melhor prognóstico à vítima.

            Para que o enfermeiro realize suas atividades neste tipo de atendimento, é necessário que ele tenha um perfil diferenciado de outros profissionais que não atuam no ambiente pré- hospitalar. Características como ter conhecimentos científicos adequados, capacidade de tomar decisões imediatas, equilíbrio emocional e autocontrole, capacidade física e mental para a atividade, iniciativa e facilidade de comunicação e capacidade para trabalhar em equipe (5), são traços essenciais observados no enfermeiro que atua no atendimento pré-hospitalar pois, muitas vezes, o atendimento à vítima requer improvisações para adaptar as técnicas a serem utilizadas naquele momento, o que torna o trabalho mais complexo e difícil.

            Em sua formação, o enfermeiro aprende a desenvolver atividades que normalmente são exercidas em um contexto organizado de instituição de saúde. Porém, no trabalho em atendimento pré-hospitalar há necessidade de se adaptar conhecimentos e habilidades técnicas para uma situação que demanda improvisações; isso que exige criatividade, iniciativa e consciência profissional para não exceder determinados limites e nem deixar de prestar o atendimento requerido (1). Sendo assim, seria de grande importância que os cursos de graduação em Enfermagem oferecessem aos seus alunos uma disciplina específica sobre atendimento pré-hospitalar e as atribuições do enfermeiro neste tipo de atendimento, pois são encontrados muitos profissionais com dificuldades nesta área no início de suas carreiras, e isso implica diretamente na qualidade e segurança do atendimento prestado ao cliente.

            É um privilégio para o enfermeiro atuar na área pré-hospitalar, visto que as ações desenvolvidas por ele e sua equipe contribuem para que as mortes ocorridas pelo atendimento inadequado às vítimas de trauma sejam evitadas. O enfermeiro é desafiado a ter um contínuo aprimoramento na arte de cuidar dos pacientes com risco iminente de vida, visando a manutenção da vida deste cliente para que após a recuperação do trauma ocorrido ele volte a ter uma vida saudável.   

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

            Diante das inúmeras atividades executadas pelo enfermeiro durante o atendimento pré-hospitalar, torna-se evidente que a atuação deste profissional juntamente com a equipe de emergência no atendimento inicial ao cliente vítima de trauma é de suma importância para que seja desenvolvido um atendimento imediato, eficiente e integrado.

            Segundo a Portaria n° 2048, o enfermeiro é responsável pelo atendimento de enfermagem necessário para a reanimação e estabilização do paciente no local do evento e durante o transporte. Cabe também ao enfermeiro prestar serviços administrativos e operacionais, supervisionar e avaliar as ações da equipe de enfermagem, dentre outras funções.

            Sendo assim, o profissional enfermeiro é capacitado para realizar um atendimento adequado e rápido no local do incidente, fornecendo ao cliente uma chance de sobrevivência para que posteriormente ele se recupere do agravo ocorrido e retorne às suas atividades diárias com sua saúde restabelecida.

THE UNIQUE ROLE OF NURSING IN PRÉ-HOSPITAL CARE TO CUSTOMERS EXPERIENCING TRAUMA

 

ABSTRACT

This work was developed with the aim of informing the reader the importance of the professional practice of Nursing during the pre-hospital care to clients who are victims of trauma. This is a study using the methodology of literature review, where the material obtained was analyzed by means of a careful reading and noted the information considered most important. During such work, it is clear the fundamental importance of the role played by the nurse during the pre-hospital care, since it not only performs activities related to life support to customers, but also administrative actions that contribute to the care be provided with safety and quality. Upon completion of such work, it is concluded that the presence of the nurse's professional team of pre-hospital care for victims of trauma is of utmost importance, as the nurse helps to maintain the client's life after an injury occurred to health.

Keywords: Prehospital Care. Nursing. Trauma.

 

EL PAPEL ÚNICO DE ENFERMERÍA EN PRE-HOSPITAL DE ATENCION AL CLIENTE EXPERIMENTAR UM TRAUMA

 

RESUMEN
Este trabajo se llevó a cabo para informar al lector de la importancia de las actividades profesionales de enfermería durante la atención pre-hospitalaria a los clientes que son víctimas de trauma. Este es un estudio con la metodología de revisión de la literatura, donde el material obtenido fue analizado por medio de una lectura cuidadosa y tomó nota de la información que se considere más importante. Durante dichos trabajos, es evidente la importancia fundamental del papel que desempeñan las enfermeras en la atención pre-hospitalaria, ya que no sólo realiza actividades relacionadas con la vida de los clientes, sino también las acciones administrativas que contribuyan a la atención de contar con la seguridad y calidad. Al finalizar el trabajo, podemos concluir que la presencia de una enfermera profesional en el equipo de pre-hospitalaria a las víctimas de trauma es de suma importancia, porque la enfermera contribuye al mantenimiento de la vida del paciente después de una lesión se produjo a su salud.

Palabras clave: Atención Pre-Hospitalaria. Enfermería. Trauma.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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  1. VIEIRA, S; HOSSNE, W.S. Revisão Bibliográfica e Meta-análise. In VIEIRA, S; HOSSNE, W.S; Metodologia Científica para a Área de Saúde. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2001, p 135.

 

Endereço para correspondência: Natália Garcia Pires. Avenida Presidente Getúlio Vargas, 2260. Jardim Panorama, Loanda – PR. CEP: 87900-000. Email: [email protected]

 
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