O bom senso vem da alma, não vem da relação social. Normalmente quando temos uma baixa percepção sobre o sentimento que temos por alguém, ou que alguém carrega por nós, é porque há uma baixa empatia. E se insistimos nisso é porque não estamos maduros o suficiente para avaliar que o outro não está preparado para receber, ou não quer mesmo receber o que temos para ele. Se passamos do ponto corremos o risco de sermos invasivos. Se prestarmos atenção aos pequenos movimentos da nossa alma perceberemos que ao invés de darmos o próximo passo em direção ao coração dos outros, o melhor a fazer é recuar um, dois, até três passos em direção ao nosso próprio coração. Assim poderemos viver o processo inverso e sem pressões artificiais oferecer hospitalidade verdadeira no nosso íntimo. Poderemos trazer para dentro de nós as pessoas que realmente nos iluminam e não aquelas que nos escurecem com sua negatividade. Se pensarmos bem, todos nós precisamos de pessoas na nossa vida que sejam acolhedoras e receptivas. Amorosas e livres das amarras emocionais. Há aquelas que conseguem, pelo seu jeito de ser, levar inspiração pela presença e pelos gestos que revestem os seus discursos. É a sintonização pela afetividade e pela relação carinhosa e verdadeira envolta na sensibilidade facilmente identificada naquele que chega sendo o lugar que precisamos repousar a nossa alma.   

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