O ESPÍRITO DE EQUIPE COMO ALIADO À ADMINISTRAÇÃO
 
O ESPÍRITO DE EQUIPE COMO ALIADO À ADMINISTRAÇÃO
 


INSTITUTO AVANÇADO DE PESQUISAS EDUCACIONAIS
FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA SERRA
PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL E GESTÃO PÚBLICA


PATRÍCIA COSTA MAIA LORDELO




O ESPÍRITO DE EQUIPE COMO ALIADO À ADMINISTRAÇÃO






Alegre
2009




PATRÍCIA COSTA MAIA LORDELO



O ESPÍRITO DE EQUIPE COMO ALIADO À ADMINISTRAÇÃO





Monografia apresentada à FASE- Faculdade de Educação da Serra, como requisito para a conclusão do curso de Pós-Graduação em Administração Pública Municipal e Gestão Pública, orientada pelo Professor Msc Carlos Magno Ramos Oliveira.




AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus que sempre respondeu às minhas perguntas e guiou meus caminhos; aos familiares, amigos e colegas de trabalho que sempre estiveram ao meu lado nas horas em que necessitei de apoio.


dico este estudo aos que trabalham, e na sua faina diária sempre consideram a função do seu companheiro como imprescindível para complementar o exercício da sua atividade.

































"Um exemplo de espírito de equipe pode ser percebido na natureza quando as aves migratórias fazem o famoso vôo em formação, desenhando um V no céu. A estratégia torna as grandes distâncias mais suportáveis, pois os que vão atrás já tiveram a resistência do ar vencida pelos da frente. Como vão trocando de posição, ninguém se cansa tanto".
(Kesselrin)



















RESUMO

Esta monografia tem como objetivo estudar as equipes como formas mais aprimoradas dos grupos de trabalho. Possuem todas as vantagens dos grupos, além de criarem um espírito único para o trabalho coletivo. Um grupo formal significa a interação semi programada entre duas ou mais pessoas para atingir objetivos que normalmente não se alcançariam isoladamente. A designação das tarefas e as interações programadas são a parte formal do grupo, e as interações não-programadas são as informais, em que se formam alianças, apatias e rejeições. Em comparação com a individualização do trabalho, os grupos possuem as seguintes vantagens: e as habilidades individuais são variadas e se juntam quase ao acaso. Na equipe, as pessoas geram um espírito comum e positivo através de esforços coordenados. Procuram um desempenho coletivo, e o resultado é maior que a soma das partes individuais. A responsabilidade é tanto individual quanto coletiva, e as habilidades são vistas como complementa- res. A existência de uma verdadeira equipe se nota pela integração gerencial de habilidades e talentos individuais em uma habilidade coletiva para produzir serviços de maneira mais eficiente e efetiva. As equipes de trabalho geralmente são formadas por competências, levando em conta sua capacidade de união dentro de um determinado objetivo: são pessoas que, tendo em vista razões ligadas às tarefas ou finalidades de organização do trabalho, devem atuar conjuntamente. Relativamente as estruturas, as equipes se justificam pela sua flexibilidade: definições rígidas de funções contradizem a autonomia necessária para respostas imediatas. No sentido da análise funcional, pessoas de diferentes áreas, com espírito de equipe se beneficiam na troca informações, no desenvolvimento de novas idéias e na resolução de problemas. Normalmente, as equipes são fruto de intenções de uma gerência que a introduz no meio. A própria concepção de equipe antecede a de seus membros: estes são designados após exame de suas competências e habilidades. No entanto, da seleção deve fazer ainda um reconstituição de suas habilidades como membro de equipe coesa. De uma equipe unida se esperam o desempenho de funções impossíveis para indivíduos isolados e uma eficiência superior à obtida na execução individualizada.



Palavras-chave: união, equipe, trabalho, espírito, motivação









1 INTRODUÇÃO

Nunca se falou tanto em espírito de equipe como nos dias atuais. No setor empresarial, no serviço publico, é evidenciada a preferência por pessoas que tenham a habilidade para trabalhar em conjunto. Os próprios profissionais apontam esse detalhe com um fator essencial para que sobreviva a empresa ou órgão público. Aliado a isso se acrescentam experiências bem aproveitadas nas situações mais diversas do trabalho.

No entanto, há um engano quando se tem a concepção de espírito de equipe um conjunto de pessoas bem intencionadas e que atuam juntas em um local de trabalho. O significado é mais abrangente; cada integrante, para se caracterizar o espírito de equipe, deve saber qual a sua atuação no grupo de trabalho, mas considerando-o sempre como um todo, colaborando com interesse, idéias e sugestões, para que se possam descobrir soluções criativas e eficientes.

A manutenção de uma equipe bem afinada com os interesses do ambiente de trabalho não é tarefa muito fácil. Seres humanos são diferentes e difíceis de moldar ou conciliar. É importante salientar que a equipe só se aproxima da perfeição quando apresenta uma maior diversidade de características e experiências entre seus integrantes. O grupo deve se dispor a discutir assuntos diversos, capacidade de tratar as informações com racionalidade e não emocionalmente, aceitar criticas construtivas e opiniões que possam gerar conflitos.

O que se evidenciam como grandes problemas no setor público são as mentalidades de que se é concursado, dono de sua função e que o colega de trabalho faz parte da equipe, mas deve cumprir a tarefa que lhe foi destinada. Da mesma forma cumpre-se o trabalho de forma maquinal, sem criatividade com a qual haveria contribuição substanciosa para modificações que levassem a um bom termo.

Considerando como relevante o tema proposto tem-se a levar em conta: a necessidade de se ter no setor público um grupo de trabalho com evidente interesse nas suas causas; maior afinidade entre setores e entre participantes da entidade pública; motivação pelo que se executa; desvio de hostilidades, provocações entre os membros da equipe de trabalho, principalmente considerando-se que ao cidadão que busca atendimento, deve ser passada uma impressão de união.

Tem-se como objetivo da presente monografia ressaltar a importância de uma equipe de trabalho se valer do espírito solidário para o desenvolvimento das tarefas. Buscou-se salientar ainda a convivência entre os colegas de trabalho, assim como a importância dos gerentes para efetivar esse convívio.

Como objetivo específicos o tema da presente monografia buscou-se destacar:
? Um estudo visando ao melhor atendimento no setor público levado pelo espírito de equipe, pela união em torno de um propósito comum.
? Localizar os pontos negativos de cada membro do grupo, incentivando-o a tomar atitudes que o faça rever o modo de pensar e agir.
? Conscientizar em cada servidor público, que a meta é atender bem ao cidadão, sendo para isso, imprescindível que a equipe seja coesa, participativa e unida.























2 O ESPÍRITO DE EQUIPE COMO COMPLEMENTO DOS PROFISSIONAIS
Há uma cultura instaurada nos meios profissionais, em especial nas repartições publicas, que incentiva os funcionários a uma produção cada mais vez acentuada e melhor. Enquanto se restringe ao fato de competir buscando a qualidade, de demonstrar cada vez mais sua força, determinação e empenho, é recomendável.
Porém percebe-se que muitas vezes, essa busca em prol da qualidade é vista como competição entre os colegas de trabalho. Percebe-se ainda que alguns lideres de equipe, levados por simpatia pessoal de alguns, consciente apóiam esse comportamento entre os seus subordinados. Conforme destaca Bemvenutti (2000, p. 18):
O mundo já passou pela era da propriedade, do capital e da tecnologia. Hoje a humanidade depara-se com a era da competência e do comprometimento. Ou seja, o foco principal agora está nas pessoas. Elas têm que saber e querer. Qualquer organização que não tenha bem focada qual sua missão e quais são os seus valores estará vulnerável, com uma séria desvantagem competitiva.
Quando se passa a incentivar o espírito de competição, pode-se perder em qualidade no atendimento, na eficiência do trabalho, pois essas decorrem da união de forças dentro do órgão público, que de certa maneira precisa ser eficiente. Quem quiser se prestar uma um atendimento eficaz deve fortalecer de maneira sólida o espírito de equipe, internamente.
Quando um líder incentiva a competição dentro do grupo, fica estabelecido que interessa apenas quem, produz mais e aparece mais. Num ambiente onde floresce esse tipo de atitude, pode até existir a eficiência, porém há a evidência de que para se manter um grupo unido em seu ambiente de trabalho, dever haver discrição nas ações individuais. Segundo Dorin (1986, p. 96): "uma equipe de trabalho não é apenas a soma de vários indivíduos, também é um fator de interação de pessoas com emoções e desejos."

As equipes são formas mais aperfeiçoadas dos grupos de trabalhadores. Contam com todas as vantagens dos grupos, além de elaborarem um espírito verdadeiramente único para o trabalho coletivo. Um grupo formal significa a interação quase sempre programada entre dois ou mais funcionários com a finalidade de atingir objetivos que normalmente dificilmente se alcançariam de forma isolada.
O ser humano reage de modos diferentes quando isolado e quando colocado num grupo. Como ele não perde muito de suas características, quando colocado num grupo, por certo sua integração será lenta. Ele tem valores, atitudes e hábitos que muitas vezes chocam-se com os de outros membros. (DORIN, 1987, p. 96)

A distribuição das tarefas e as interações devidamente programadas são a parte formal do grupo, e os relacionamentos não programados são as informais, nas quais se formam as alianças, concretizam-se as apatias e rejeições. Em comparação com o trabalho individual, os grupos possuem as seguintes vantagens: mais apoio e menos ameaça ou falta de proteção; sentido de pertencimento, interligação social; reduz o sentimento de isolamento; maior capacidade de enfrentar situações adversas e consciência que emana da união de vontades e interesses; maior possibilidade de atingir resultados pela força coletiva.
Todo membro de grupo pode ser líder, porque não há apenas um tipo de líder ou de grupo. Como todos os componentes do grupo sugerem idéias e ações, até certo ponto cada membro tem possibilidade de, em diferentes situações, desempenhar o papel de chefe. mas um grupo tem um líder apenas, somente um coordenador que exerce influencia. (DORIN, 1987, p.86)

Em um grupo coeso, as pessoas interagem para compartilhar informações e tomar decisões, compartilhando suas tarefas individuais. É uma simples soma de esforços. A responsabilidade permanece individualizada, no entanto, as habilidades individuais se juntam quase ao acaso. Na equipe, as pessoas produzem um espírito comum e positivo através da força coordenada. Busca-se um desempenho que provém de todos e o resultado, como conseqüência, é maior que a soma das partes individuais que agem isoladamente.

As responsabilidades são tanto individuais quanto coletiva, e as habilidades se constituem como fatores que se complementam. A existência de uma equipe de verdade, percebe-se através da integração de quem comanda o grupo, de habilidades e talentos individuais, apesar dos conflitos, gerados por uma habilidade coletiva para produzir os serviços de maneira mais eficiente. Assim define Dorin (1987, p, 90):
Os lideres e os grupos tendem a resistir a mudanças. Ao administrador que procura inovar ou renovar precisa estar a par disso. Objeções de lideres aparecem imediatamente a novas instruções sobre modificações de procedimentos; os subordinados se colocam a favor dos que os comandam, mesmo que estejam em conflito, julgando boas as novas idéias e tendo que ficar ao lado do líder.

As equipes de trabalho são formadas tendo como base as competências, tendo como ponto de união um determinado objetivo: são pessoas que, por razões diversas ou motivados pela organização do trabalho em grupo, necessitam atuar em conjunto. Como se personifica a parte estrutural, as equipes se justificam levadas por sua flexibilidade onde existem regras definidas e rígidas de funções. Contradizem assim a autonomia de que é importante para respostas que não podem surgir ao longo do tempo.

A própria idéia da equipe É proveniente da designação, após exame acurado de suas competências e de suas habilidades pessoais. Espera-se que a equipe desempenhe as funções que são quase impossíveis para os funcionários de maneira isolada e uma eficiência superior à obtida na execução individualizada.

A existência de uma equipe independe das intenções particulares de qualquer dos que constituem parte do grupo. Mas o fato de fazer parte da equipe não reduz os desejos e as intenções individuais em relação ao trabalho e à carreira ou profissão. Conflitos existem em qualquer organização e podem estar presentes também nas equipes, assim como a espontaneidade de cada um, portanto, a geração de situações conflitantes podem ser imprevisíveis.
As organizações podem ser entendidas como sistemas complexos de interação humana. Participar delas é interagir com outros, também participantes. Interação, por sua vez, efetua-se por comunicação, de modo que o processo organizacional tem sua contrapartida numa teia de comunicações. os indivíduos deixam o isolamento, falando e ouvindo, escrevendo e lendo, gesticulando e lendo. (LENHARD, 1978, p.121)

Citando como exemplo, equipes que se dedicam à saúde em áreas altamente especializadas, por lógica, requerem habilidades superiores no que diz respeito a agregar as pessoas. Especialistas que tem conhecimento de seus talentos apresentam tendência ao individualismo e ao fato de ressaltar suas habilidades, diminuindo a articulação com os colegas e impedindo novas formas de cooperativo. Nesses casos, além do reconhecimento individual, é preciso que esses profissionais se voltem para o progresso coletivo e a ação em equipe.

Normalmente a designação de tarefas a uma equipe precede o que se conhece sobre as características da pessoa escolhida. Quando se tornam membros da equipe, as pessoas tendem a adaptar o que trazem de conhecimento na bagagem, e o fazem às suas características pessoais; isto reforça a diversidade e a especialização das ações de sua função. Quanto mais especializados os membros da equipe, mais individual e acomodados eles se tornam com relação às características pessoais. Conforme exemplifica Lenhard (1978, p. 31):
Pensa-se inicialmente, num grupo de amigos. Ele não é administrado. Certamente não. Não precisa disso, porque não tem objetivos definidos e permanentes. Basta, porém se imaginar que o grupo resolva construir um rancho de pescaria e surge uma nova estrutura de ação. As contribuições de cada um, em dinheiro ou em trabalho têm de ser organizado racionalmente; o que cada qual faz torna-se meio para o fim de obter cooperação.

Assim, deve-se evitar normatizar em demais as relações entre membros de uma equipe, para que exista certa flexibilidade. Normas em excesso se isolam, caem imediatamente no esquecimento e, normalmente, são reativadas apenas quando se deseja admitir um novo membro do grupo.

A experiência de uma equipe de trabalho é uma redescoberta diária das possibilidades do trabalho; uma elaboração sucessiva das tarefas e do relacionamento pessoal. Qualquer tentativa de codificação não será como a aprendizagem coletiva e periódica sobre os novos significados da equipe. Assim, é mais importante preferir construir relações mais concretas por meio de reflexões programadas, em que se convive com expectativas, esperanças e objetivos, obstáculos e possibilidades de êxito e fracasso.

A interação que se forma em torno de uma equipe de trabalho fornece informações e perspectivas que não são possíveis de serem obtidas individualmente, ressaltando as novas interpretações sobre fatos que os esquemas profissionais dos membros deixam passar despercebidos ou julgam menos relevantes. Para fortalecer o espírito de equipe, o debate, o confronto de experiências e de expectativas, é preciso sempre recorrer a propostas de cooperação e de ajuda mútua.

O homem já não pode mais ser considerado como uma engrenagem que segue os ditames da máquina e busca adaptar-se a seu ritmo. Ele tem características próprias que devem ser respeitadas, sob pena de fracassar em sua missão produtiva. A produtividade dos funcionários depende do nível de motivação de cada um deles, e para conseguir atingir um nível elevado de motivação os funcionários precisam satisfazer seus desejos, suas necessidades. (BERGAMINI, 1982, p. 127)

As organizações mais flexíveis buscam estruturar a equipe antes mesmo da própria definição de tarefas: a especialização do trabalho desenvolve logo após a organização grupal, independentemente de imposições burocráticas. A equipe se torna mais coesa e adaptada às condições da realidade. Uma equipe deve possuir como principal características um sistema social comum onde as pessoas não são vistas prioritariamente como indivíduos isolados, e sim como membros cooperadores de uma atividade comum.

A estruturação de cada equipe tem como fundamento o reconhecimento de potenciais individuais e também coletivos e na adesão incondicional ao grupo, pela possibilidade das atribuições e das habilidades individuais. Consideram-se as habilidades, os talentos e os interesses individuais na própria distribuição do trabalho.

Valoriza-se a variedade de habilidades quando um maior número de funcionários adquire as mesmas técnicas e habilidades para manter a idéia de autonomia da equipe. Assim, a maior parcela de imprevistos teria maior possibilidade de solução. Não se trata de construir um grupo simplesmente homogêneo nem de insistir na conformidade, e sim de expandir a diversidade das habilidades individuais com a finalidade de edificar uma maior parcela de alternativas em busca do objetivo coletivo.
Vale ressaltar, ainda, que uma equipe deve ser composta por pessoas com habilidades diversas, mas complementares, sendo o comprometimento mantido pelo elo de uma meta comum, por objetivos comuns e uma abordagem de trabalho bem-definida (MOSCOVICI, 2001, p. 32).

A equipe de trabalho, principalmente quando se refere a serviço publico, deve se conscientizar que trabalha no atendimento de pessoas, mesmo que não seja diretamente ligado ao público de forma direta. De qualquer modo deve se dispor a prestar seus serviços aos que procuram os setores, com condições de prestar esclarecimentos, tirar as dúvidas; e o que é mais importante fazer isso sempre com presteza, utilizando sua função como um verdadeiro refúgio seguro, um campo de se desfazer inquietações e sanar as dificuldades.
Apesar do desenvolvimento tecnológico sem precedentes, a peça central para a busca de mais competitividade das organizações está presente na produção do conhecimento e na contínua aprendizagem tidos como o insumo do futuro. Mais do que nunca, as instituições dependem dos talentos e do capital intelectual de seus profissionais para poder enfrentar um ambiente cada vez mais dinâmico e explorar com sucesso as oportunidades. (CARVALHO, 1994, p.136)

Para que se proceda a um atendimento preciso e satisfatório, independentemente da importância do setor de trabalho, é necessário que a equipe aja de forma concentrada e única. De nada vale a individualidade, os valores que não são solidários, a mentalidade de que é cada um por si e o companheiro da equipe deve, sozinho, complementar sua função.

Nada causa maior desconforto ao indivíduo que procura um setor público em busca de um atendimento de qualidade, do que deparar com funcionários discutindo entre si de maneira acintosa, divergências de assuntos de interesses próprios. Normalmente quem está nesse litígio com o colega ao lado, deixa de prestar um bom serviço ao que o procura.

Quem está sendo atendido, perdendo seu precioso tempo, fica aguardando que os ânimos se acalmem para que o atendimento seja efetivado. Enfatiza Almeida (1973, p 56): " A equipe de profissionais do setor público deve se portar de maneira que a cortesia faça parte de seu trabalho."

Quando a equipe é afinada com os valores a que se propõe, com os seus integrantes agindo de forma solidária, sensata e preocupada com o bem estar comum, esse fato é percebido pela própria pessoa que procura o setor para ser atendido. Esse ambiente onde reina o espírito de equipe não deixa dúvidas quanto à presteza com que um auxilia o outro na sua função, sendo a principal beneficiada a própria pessoa atendida.


3 A LIDERANÇA COMO AGREGADORA DE VALORES


Conhece-se o trabalho cooperativo como importante e muito mais eficiente que o trabalho competitivo, em especial no âmbito de empresa pública. Para que haja possibilidade de que isso se efetive há uma premente necessidade do trabalho em grupo ou equipe. O administrador, ou qualquer um que esteja em cargos de comando precisa ter conhecimento de que a reversão de interações negativas em positivas é de vital importância.
A liderança só se efetiva diante da capacidade que deve vir de alguém com talento para tal função. Acima de tudo, ser um líder que comanda uma equipe, ele deve ser mais que isso; um colaborador que toma a iniciativa para resolver os problemas mais reais e urgentes da equipe. O grupo de profissionais, diante dessas atitudes, cria confiança em si e nos companheiros. (FARIA, 2002, p, 49)

Chefiar é ter responsabilidade na promoção profissional dos que com ele trabalham e ficam constantemente sob sua responsabilidade funcional. Sua atuação não deve se limitar a chefia e sim liderança, cooperação, orientação e coordenação. O dinamismo de administrar deve se expandir nos sentido horizontal e não vertical; ou seja, deve ser mais um colaborador com os demais em vez de ser simplesmente o chefe.

Para que se proceda a um eficaz trabalho em equipe, não é suficiente juntar um grande número de pessoas num mesmo grupo e deixar que os resultados surjam simplesmente por conta do acaso. Regras importantes devem ser observadas para que o trabalho em conjunto seja devidamente produtivo e dê sua contribuição para o desenvolvimento da capacidade coletiva:
o Definir com clareza as metas e objetivos da equipe. Todos devem conhecer o objetivo do trabalho, para que o esforço se faça coletivamente e direcionado para o mesmo objetivo. A comunicabilidade clara é imprescindível para que se alcancem os objetivos;
o Estabelecer as funções. Se os membros de uma equipe desconhecem a função ou papel que irão desempenhar, os objetivos comuns dificilmente serão alcançados;
o Estudar como lidar com o conflito. Em um grupo, é inevitável que existam divergências de opiniões, diferenças de personalidades e vários estilos diferentes, cada um querendo sobrepor o do colega da equipe. O desafio é ter conhecimento de como valorizar a diferença e transformar os conflitos em fatores que impulsionem o crescimento e a produtividade pelo bem do atendimento;
o O monitoramento do trabalho e dos resultados efetivados é fundamental para que cada membro da equipe conheça o desenvolvimento do seu desempenho e como pode ampliá-lo.

Conforme cita Almeida (1973, p. 88): "Preocupar-se com a qualidade do trabalho em equipe é uma questão crucial para o sucesso da organização".

Entende-se que uma equipe é um conjunto de pessoas com os mesmos objetivos, quase devem ser reunidas por afinidades, porém nem sempre é o que acontece. Na maioria das vezes os participantes da equipe são recrutados de outros departamentos por necessidades do setor ou até por os mesmos se tornarem insuportáveis no local em que trabalhavam anteriormente.

O respeito e os benefícios psicológicos que esses membros passarão a ter poderão produzir resultados aceitáveis ou até surpreendentes. Conclui-se então que muitas vezes o funcionário não se dá bem em uma equipe de trabalho, no entanto, em outro grupo pode se identificar e passar a ser atuante.

Destaca ainda Almeida (1973, p, 67):
O autêntico líder não se deixa levar por simpatias pessoais dentro de uma equipe de trabalho. Observa cada um sem distinção, embora deva evidenciar sua atenção para o membro do grupo que mais se destaca, como incentivo e como exemplo para os demais.
Entende-se a liderança de uma Equipe com uma pessoa agregando um conjunto de outras pessoas com objetivos em comum, atuando no cumprimento de metas de especificidades. A formação de um líder deve considerar sua competência individual.
O respeito aos princípios da equipe, o incentivo à interação entre os participantes e especialmente o reconhecimento aos que mais se destacam favorece a união de uma equipe que se valoriza diante de um líder com bons preceitos e interesse pelos problemas que surgem no dia a dia. Este deve ainda se manter em sintonia com o rendimento e aspectos psicológicos dos comandados com a finalidade de detectar em cada um, questões familiares diversas, tais como financeira, familiares, de modo a ajudar a resolvê-las.



4 A EQUIPE DENTRO DA SUA CONCEPÇÃO

As funções de uma equipe poderão ser experimentações ricas, na medida em que a concepção da equipe conceda uma considerável diversidade de experiências entre os integrantes, desde que eles se respeitem mutuamente e considerem suas diferenças como fator positivo para o bem do exercício de suas funções dentro da instituição. Essa disposição deve quebra conceitos negativos, abrir portas para um novo raciocínio e ampliar novos horizontes de vida.

Na constituição de uma equipe de serviço público deve-se levar em conta sua composição como passo inicial para o seu sucesso. Esse processo é uma fase na qual os integrantes exploram com cautela os limites dos comportamentos aceitáveis de cada um.

Neste período é que se conhecem os novos membros de cada equipe, embora em muitos casos, quase todos já sejam conhecidos dentro da instituição do serviço público. Mas o fato de trabalharem juntos é que vai dar a cada um a condição de se conhecerem mais de perto, participarem lado a lado de questões relativas ao setor.







Apesar do desenvolvimento tecnológico de intensidade, a peça central para a busca de mais competitividade das organizações está presente na produção do conhecimento e na contínua aprendizagem Mais do que nunca, as empresas dependem dos talentos e do capital intelectual, da união de seus profissionais em torno do bem comum, para poder enfrentar um ambiente cada vez mais dinâmico. (CARVALHO, 1994, p. 79)

Como primeiro passo desse processo, juntam-se as emoções, sentimentos diversos, entusiasmo, expectativas e ansiedade que surgem diante do novo. Nessa fase, toda a força da equipe deve se concentrar na definição clara do objetivo. Grupos de pessoas sem formação se tornam equipes através de ações que se envolvem de um modo ordenado e disciplinado, com intercâmbio de conhecimentos, propósitos iguais, objetivos para o desempenho em comum, desenvolvendo aprendizados complementares e com a permanência efetiva e responsáveis pelos resultados.

Depois de constituída a equipe com suas capacidades de convivência, relações mútuas, fenômenos grupais e sociais, chegou o momento de direcionar o comportamento dos seus membros dentro da equipe, testar a capacidade de influência com a finalidade de atingir os objetivos. A partir dessa fase é que os integrantes começam a conhecer o espírito de equipe, cuja demonstração já se percebe nas primeiras semanas ou meses.
O aprendizado em equipe é a disciplina mais desafiadora ? intelectual, emocional, social e espiritualmente. O processo de aprender a aprender coletivamente não é familiar. Não tem nada a ver com o aprendizado escolar de memorizar detalhes a serem reproduzidos em testes; envolve olhar para fora de si para desenvolver o conhecimento e o alinhamento com outros na própria equipe. (SENGE, 1999, apud. CARVALHO, 1994, p. 84)

Nos detalhes mais insignificantes é que passam a ser formados os conceitos de união entre os integrantes de uma equipe. Deixar momentaneamente a sua tarefa e se dispor a colaborar com o colega em dificuldade, atrasar alguns minutos a hora da saída do expediente e ser solidário com outro integrante da equipe são fatos que demonstram quais dos indivíduos tem um espírito de equipe devidamente formado.


4.1 APRENDIZAGEM DE UMA EQUIPE

Se não for conseguido ensinar às pessoas a se relacionarem de forma mais profunda e verdadeira, não existe uma forma de como tornar o trabalho em equipe uma fonte de prazer e realização. É preciso que se estabeleçam as relações entre a instituição e funcionários, numa autêntica parceria; transformando o local de trabalho em um ambiente de aprendizagem e de inovações.

Embora existam diferenças culturais, quase todas as organizações possuem alguns pontos em comuns: dificuldade de se conseguir mudanças de comportamento de seus colaboradores que tenha efeito duradouro, dificuldade das pessoas se utilizarem dos conceitos apreendidos no seu cotidiano de trabalho; dificuldade de avaliar os resultados das ações.
Nesse ponto, surge uma questão definitiva: como devem ser feitas as programações de uma instituição para que se obtenham resultados expressivos? A questão principal do bom termo das ações que ensinam em instituição municipal não depende apenas da definição de objetivos corretos ou do conteúdo que se pretende desenvolver. A questão principal está contida na metodologia que se utiliza para a finalidade.
A metodologia tradicional, baseada em técnicas expositivas, que só valorizam os sentidos e as habilidades relacionadas ao desenvolvimento intelectual, certamente não atenderá às reais e atuais exigências do novo século que se aproxima. De acordo com pesquisas recentes, o indivíduo esquece 95% do que ouviu seis semanas depois (MOTTA, 2001, p. 88).

A forma de ensinar adultos é influenciada na responsabilidade de traçar decisões consideráveis no projeto de vida dos envolvidos. Quando as pessoas têm a oportunidade de vivenciar situações-problema e tentar resolvê-las com os recursos de que se dispõe, analisando depois, os resultados de suas decisões, torna-se infinitamente mais fácil a reformulação de procedimentos. O conceito de ensinar é bastante diferenciado do conceito de aprender: os ensinamentos são procedidos transmitindo as informações, mas só se aprende através de vivências.

A realidade demonstra que as alterações de comportamento baseiam-se nas aprendizagens efetuadas por meio das vivências e experiências. Ou seja, a aprendizagem humana é o resultado de relações entre as informações e relacionamentos entre pessoas. Para ensinar os adultos, o correto será iniciar não apenas de exemplos que são percebidos, ou motivadores, e sim apoiar-se nas experiências anteriores de quem aprende.










5 AS INSTITUIÇÕES E O PERFIL DO SERVIDOR


As organizações, sejam as privadas, sejam as do serviço público, estão sempre em busca nas características pessoais e não apenas profissionais e técnicas de funcionários, ou seja, no temperamento, nas atitudes dentro e fora da organização, na maneira de se relacionar e lidar com pessoas, tanto as que procuram atendimento como as que pertencem ao círculo de trabalho. São atualmente fatores determinantes no trabalho, a simpatia, a facilidade para se comunicar, o respeito humano, a tolerância diante de atitudes inóspitas.

As pessoas se destacam não apenas pela sua eficiência profissional, mas também pela facilidade com que se relaciona e ajuda seus colegas de trabalho, fazendo parte da união de uma equipe, uma vez que apenas desempenhar com eficácia suas tarefas não é suficiente; é fundamental ter diplomacia, bom senso nas decisões e no tratamento com as pessoas, detalhes cada vez mais importantes para sobreviver nas instituições.

As instituições devem buscar pessoas com boa educação familiar, com capacidade na resolução de questões com sensatez, sem perder a calma, onde a ética deve se destacar, em especial nos exemplos do cotidiano, uma vez que a conduta pessoal é tão importante quanto desempenho. Para que o êxito na prestação de serviços seja eficiente é importante que a organização onde se trabalha estimule os funcionários a desenvolverem suas habilidades de relacionamento pessoal, com a finalidade de compreender e conviver de maneira cordial com os demais.
Entre as empresas, quaisquer que sejam elas, devem existir relações amistosas. A competição, por exemplo, não deve ser obstáculo. [...] A agressividade contra quem compete e objetiva os mesmos cargos revela insegurança, situações defensivas. Não se pode esperar que o sucesso nasça de fracasso de nosso concorrente, mesmo porque ele trabalha em beneficio da mesma empresa ou instituição. (DORIN, 1987, p 135)

O ambiente no qual se destina à prestação do serviço deve ser harmonioso e extrema cooperação e para isso ocorra é preciso administrar as emoções; controlar os impulsos; aliviar a ansiedade; substituindo a raiva, as mágoas, as frustrações, pela vontade de vencer, galgar novos degraus e participação de objetivos do bom atendimento. É de suma importância que se estabeleçam relações de simpatia e cooperação com o colega de trabalho, colocando-se mentalmente no lugar daqueles com os quais se mantém relacionamento, entendendo seus sentimentos, intenções e seu lado desconhecido. Conforme destaca Fleury (1995, p.39):
As habilidades interpessoais são tão importantes quanto às técnicas e profissionais, por isso as organizações investem em treinamentos para o desenvolvimento das mesmas. Estes treinamentos são direcionados para profissionais das mais diversas áreas e todos aqueles que desejam desenvolver estas habilidades.

Buscar as devidas reflexões sobre o desempenho de cada um onde atuam e coopera para o aperfeiçoamento pessoal e profissional. Os recursos que serão utilizados durante a vivência de um funcionário em seu ambiente de trabalho, virá de seus próprios méritos, de sua condição de refrear seus sentimentos, desconhecer lados negativos de seus colegas, em beneficio de um atendimento a pessoas que buscam os serviços públicos.

O sucesso de uma equipe depende de outros fatores além da inteligência e boa vontade de seus funcionários e espírito de trabalho. As relações interpessoais, a capacidade de se trabalhar em grupo, a facilidade que cada um tem de ouvir e de se posicionar no lugar de outros, e vários fatores adicionais tornaram-se obrigatórios num mundo em que cada vez mais o trabalho é tarefa de uma equipe.

Para que exista dentro de cada individuo um servidor eficiente, não basta ter apenas inteligência que se refere ao intelecto, facilidade de aprender novas técnicas de trabalho e desenvolvê-la com maestria. É preciso ter também a chamada inteligência emocional. Ela se baseia na autoconsciência, ou seja, na faculdade de reconhecer um sentimento no momento de sua ocorrência.

Os sentimentos desempenham um ponto de referencia nas tomadas de decisões. Representam um sinal de alerta para o perigo que surge, entretanto, também chama a atenção para oportunidades que surgem. Segundo Goleman (1997, p.9): "a chave para tomar boas decisões pessoais é ouvir os sentimentos".

O que se torna importante e diferenciado não é que sejam suprimidos totalmente os sentimentos e sim um equilíbrio deles. Todo sentimento tem o seu significado e deve ser valorizado. Controlar eficientemente as emoções é o ponto básico para o bem estar emocional. Certos sentimentos põem em risco a estabilidade emocional das pessoas, que podem ser combatidas, com opções de entendimento entre os colegas de trabalho, agrado a pessoas que procuram atendimento, uma palavra amiga a alguém que possivelmente está em dificuldade.


5.1 A MOTIVAÇÃO PRÓPRIA NO AMBIENTE DE TRABALHO

A importância da motivação é sentida nas pessoas que se relacionam bem com seus companheiros e colegas de trabalho. É como se a motivação fosse o principal ponto de equilíbrio que faz com que um funcionário motivado intensifique suas relações de cordialidade com os demais.

Quanto mais motivadas se sente um servidor, maior capacidade esse funcionário terá para atingir objetivos da instituição a que pertence. O otimismo e persistência podem vir de seu próprio modo de ser, como um comportamento natural, como pode também ser adquirido através da experiência do dia a dia.
Motivação é um termo que engloba necessidades, desejos, interesses e propósitos de um organismo. É um dos conceitos mais importantes da Psicologia, porque é a partir da análise da motivação que se levantam as teorias da aprendizagem, do desenvolvimento e da conduta. (DORIN, 1987, p. 46)

Apenas a convicção e auto-estima, dominam os acontecimentos da própria vida e é capaz de vencer os desafios que se impõe à vida de cada um. O desenvolvimento de uma aptidão, o desenrolar de uma atividade que parecia distante, torna o individuo, além de capacitado, mais disposta a correr riscos e a procurar desafios, com um inevitável crescimento do sentimento de auto-estima.

Constata-se em qualquer instituição, ou pelo menos seria de interesses que se compreendesse que se há alguém desmotivado, é preciso identificar quem, o motivo do desânimo e o que poderia ser feito para ajudá-lo. Se a desmotivação for um ato generalizado que está afetando a maioria dos funcionários, há um instrumento de comprovada eficácia para medir e conhecer situação: as pesquisas sobre o clima no ambiente de trabalho. É uma iniciativa que proporciona o compartilhamento a todos que fazem parte da organização, das dificuldades coletivas por que passam os participantes.

Conhecer o motivo pelo qual as pessoas estão desmotivadas dentro de uma instituição pública e saber o que poderia trazer motivação, é uma informação de extrema relevância no que se refere ao futuro desempenho dessas pessoas dentro da empresa. Entre as causas mais evidentes da desmotivação estão, as condições salariais e a falta de expectativa sobre uma possível ascensão dentro da entidade. Conforme define Dorin (1987, p. 47):
A necessidade de segurança é muito importante. Dificilmente alguém aprenderá ou produzirá de acordo com suas capacidades estando em dúvida a respeito de sua situação. A instabilidade provoca um desequilíbrio emocional acentuado que é bastante prejudicial na produtividade, isso porque a pessoa terá que reduzir inicialmente os estímulos internos resultantes da ansiedade

As habilidades de reconhecer o sentimento alheio desempenham uma função fundamental nas diversas fases da vida. Provém da autoconsciência. Apenas com capacidade de reconhecer as próprias emoções se é capaz de reconhecer as de outras pessoas. As pessoas detentoras de empatia são mais sensíveis a sinais que indicam o que os outros necessitam e possuem aptidões mais acentuadas para funções que envolvem contato com outras pessoas. A arte do relacionamento com outras pessoas é também eficiência em administrar as emoções dos outros.

Administrar as emoções de outras pessoas, mesmo as que trabalham no mesmo departamento ou setor, requer duas habilidades emocionais: autocontrole e empatia. Apesar de um individuo ser dotado de capacidade funcional o que exige inteligência deve também desenvolver a inteligência interpessoal. Segundo Gardner (1999), existem quatro fatores que compõe a inteligência interpessoal: a organização grupos, a negociação de soluções, a facilidade no relacionamento pessoal e análise social.

Quando se fala em inteligência interpessoal pensa-se, obviamente, em uma equipe de pessoas onde cada um depende de outra. Uma socialização não pode acontecer onde se age individualmente. Por mais humilde que seja a função de um servidor o seu trabalho é igualmente importante, desde que feito com carinho e boa vontade. Ele é parte de uma equipe, colabora com seu quinhão de responsabilidade e, portanto, deve ser ouvido em suas ponderações, uma vez que nenhum outro funcionário vive sem sua parcela de trabalho.
Os ambientes virtuais de trabalho e de aprendizagem colaborativos, através da interconexão de máquinas e pessoas. Visam facilitar as atividades em grupo. Portanto, estes ambientes devem prover elementos de percepção de forma a permitir a coordenação em tarefas cooperativas, principalmente onde a comunicação direta não ocorre. (LUCENA, 2001, p.3)

A convivência entre seres humanos é difícil e desafiadora. As pessoas convivem e trabalham com outras, isto é, interagem e se relacionam com as pessoas utilizando-se de reações com as quais simpatizam, demonstram atrações, sentem antipatia, aproximam-se, afastam-se, entram em conflitos e desenvolvem afeto. Essas reações que nem sempre depende da vontade própria, constituem o processo de interação entre as pessoas. Ou seja, onde existe contato entre indivíduos há uma relação humana.

Por meio do processo de interação é que as relações interpessoais se desenvolvem. Sendo assim, a questão do relacionamento interpessoal passa ser o ponto principal para o sucesso de uma organização, seja ela uma empresa que visa altos lucros, seja uma instituição que se destina a atendimento ao público.

O talento do individuo passou a ser tão importante quanto o próprio negócio, pois é o elemento principal para sua preservação, é o seu funcionário. As instituições municipais, de modo generalizado, buscam um relacionamento melhor entre seus servidores, incentivando o trabalho em equipe e a coesão no grupo.
Todos os dias, no contexto organizacional, lida-se com pessoas, sejam elas nossos superiores ou subordinados. Assim, muito se tem falado sobre a importância de se ter um bom ambiente de trabalho ? principalmente no âmbito de como as pessoas se relacionam e interagem umas com as outras ? e de como este ambiente pode influenciar na qualidade de vida do trabalhador, já que é difícil, para uma organização, progredir se não há um ambiente interno que proporcione, num primeiro, momento bem-estar para seus colaboradores. (DORIN, 1987, p. 105)

Numa profunda reflexão sobre o tema enfatiza-se sobre a importância do Relacionamento Interpessoal como fator que conduz o servidor público para a qualidade de vida no trabalho, como ela se processa, tentando responder a questionamento que vão desde o relacionamento interpessoal até sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida no trabalho.



6 A INFLUÊNCIA TECNOLÓGICA NO RELACIONAMENTO PESSOAL

Durante a Revolução Industrial, as organizações se encontravam embevecida com a produção em série e as tarefas de tal modo individuais que os funcionários foram transformados simplesmente em cumpridores de pequenas funções dentro das organizações com o único objetivo de acelerar a produção e ampliar a lucratividade.

O trabalho era insalubre e penoso e as relações de trabalho entre as empresas e pessoas eram e tensas e gélidas, prestando obediência a uma áspera estrutura hierárquica, normal naquele período, que representava a forma que melhor atendia as exigências da época.

Tinha-se pouco conhecimento da função administrativa, que na época não despertava real interesse dos administradores. Os avanços da tecnologia, as novidades técnicas, a automação, a facilidade de acesso à informação, permitiram a evolução de conceitos, razões e objetivos nas organizações de trabalho. Hoje, não se permite uma administração que sirva como base os aspectos financeiros e patrimoniais.

Nos últimos anos, o tema relacionamento interpessoal, tornou-se uma constante na pauta de discussões acadêmicas e empresariais. No âmbito das empresas, esta discussão justifica-se pela crescente modificação contextual que vem ocorrendo diante dos processos de globalização e competição acirrada. Por isso, cada vez mais as organizações estão direcionando seus investimentos em desenvolvimento humano para ações que agreguem valor para as empresas e também para as pessoas.
O relacionamento interpessoal é a interação de duas ou mais pessoas e está diretamente ligado à forma como cada um percebe, sente, e se manifesta em relação à outra. No ambiente de trabalho, é importante manter contatos saudáveis, que gerem sentimentos positivos, facilitando não só a harmonia entre as pessoas, como também a produtividade e a eficácia. (DORIN, 1987, p 75)

Quando as pessoas se relacionam com harmonia, surge uma força grandiosa, que é o espírito de equipe. Para se alcançar bons resultados pessoais ou organizacionais, o interesse em atingir o mais alto nível de qualidade nos serviços oferecidos deve ser compartilhado, e isto só se consegue através do trabalho conjunto.

A interação em situações de trabalho não possui nenhum tipo de relação direta com a competência técnica de cada um, uma vez que funcionários de comprovada competência podem render muito abaixo de sua capacidade em função da influência de sua equipe.

O que acontece é que ao envolver diferenças individuais, passa a existir um clima entre as pessoas que influenciam a vida da equipe, o comportamento interpessoal pode tornar-se harmonioso, permitindo o trabalho em equipe, mas por outro lado tornar-se muito tenso, levando os participantes a dividir as energias e deteriorar o desempenho do grupo.

A percepção deve estar em constante treinamento para receber a opinião de outros participantes do grupo de trabalho, de maneira que possibilite a saída dos limites restritos da conduta diária. Constata-se assim, que a habilidade interpessoal se vincula cada vez mais estreitamente à sobrevivência do individuo na sociedade e com a perspectiva de se obter uma posição no grupo, uma vez que todos vivem em função da apreciação um do outro e estão sendo avaliados a todo tempo. É grande a importância da educação que se inicia casa nos ambientes de trabalho.

É um rito de passagem em decorrência do qual os padrões culturais são transmitidos e um padrão de comportamento é estabelecido. Para os estudiosos do assunto, a lógica da competência deve acompanhar as transformações em curso na organização do trabalho, particularmente no que se refere ao crescente uso dos trabalhos em grupo, das redes e das novas tecnologias de informação e comunicação. (OLIVEIRA, 2001, p. 112)

A tecnologia chegou para revolucionar o mundo e as pessoas que dele participam. O ser humano é receptivo às grandes novidades que lhe possam trazer facilidades no seu dia a dia. Passou a se dedicar mais ao virtuosismo das comunicações, compreendendo que o relacionamento de pessoas constantes de uma equipe, nos dias de hoje, depende de forma incondicional, dos avanços tecnológicos. Deve-se tomar cuidado para que o espírito cooperativo de uma equipe não se veja prejudicado diante do adiantamento dos novos tempos. Gardner (1999, p. 27), afirma:
Os donos do futuro são criadores de cooperação. São pessoas capazes de viver e trabalhar em equipe tanto no emprego como em casa. Abriram mão do individualismo para viver nova experiência, muito mais rica: ajudar o outro, aceitar ajuda e crescer em conjunto.

Carnegie (2003) em seu livro "Como Fazer Amigos & Influenciar Pessoas", apresenta conceitos que são de extremo fundamento para que se desenvolvam ações de um bom relacionamento interpessoal:
? Mostre interesse pelas outras pessoas;
? Sorria;
? Lembre-se do nome das pessoas;
? Seja um bom ouvinte;
? Fale sobre o que interessa à outra pessoa;
? Faça as pessoas se sentirem importantes;
? Reconheça seu erro;
? Não imponha opiniões, envolva as pessoas;
? Veja as coisas sob o ponto de vista da outra pessoa;
? Elogie as pessoas;
? Não critique os erros, valorize os acertos;
? Critique as ações, não as pessoas.




7 A EQUIPE E SEUS OBJETIVOS

Os indivíduos possuem necessidades diferenciadas, com diferentes forças para enfrentá-las. É preciso que se alimentem, necessitam de abrigo, de segurança diante das adversidades, etc. Todavia, há uma constante busca, em cada ser humano, de um relacionamento com outras pessoas, não apenas no lazer, dentro da família, ou com o grupo seleto de amigos, mas também no trabalho onde se passa a maior parte da vida. Sem que exista um relacionamento amistoso no trabalho, voltado para os efeitos maléficos do individualismo, pode se considerar a vida profissional como insuportável.
Quando se fala em trabalho de equipe, em seguida vem à cabeça ao exemplo das formigas saúva que são pequenas, irracionais e dão um exemplo ao se unirem em torno de um objetivo comum que é o de carregar folhas cortadas para seu formigueiro. As mesmas têm um líder, vivem numa sociedade organizada e não recebem ordens para executar sua função. Quem já viu de perto a ação das formigas deve ter percebido que elas andam em fileiras numa perfeita sincronia, demonstrando o que é um trabalho grupal.
Entretanto a missão das formigas com seu trabalho de correr para guardar as folhas cortadas, não é um trabalho de equipe, é uma atividade em grupo. Cada uma delas efetua seu trabalho sem se preocupar com o trabalho alheio, como numa linha de produção. Destaca Fleury (2008)
A primeira coisa que se precisa saber para se dar bem numa empresa que prioriza o coletivo é fazer uma distinção clara do que é trabalho em grupo e trabalho em equipe. Equipe quer dizer comprometimento. Trata-se de um grupo de pessoas com um objetivo comum que batalham por sua conquista e respeitam as características e competências individuais de cada um. Um não se sobrepõe ao outro. Trabalham em conjunto, aproveitam o que cada um tem a oferecer, ao contrário do que acontece em um grupo sem foco, sem objetivo.
Muitas pessoas, que atuam em instituições, especialmente nas públicas, estão trabalhando em grupo e não em equipe, onde o trabalho é individual e cada um tem a meta de realizar sua tarefa sem nenhum comprometimento com o trabalho conjunto e com o acabamento final. É comum se ouvir um funcionário dizer para uma pessoa que procura atendimento: "o colega incumbido desse trabalho não veio trabalhar hoje, o senhor vai ter que retornar amanhã, pois só ele é quem resolve."

No trabalho em equipe, cada participante sabe o que é devido fazer, o que os outros estão fazendo e a importância de todos para o sucesso do empreendimento. O objetivos comum é o de desenvolver metas coletivas que devem ir além daquilo que foi planejado. Não existe uma tarefa específica para cada um e sim uma atribuição conjunta onde o servidor que se ausentou, não tenha sua falta percebida no trabalho diário.
Grupo são todas as pessoas que vão ao cinema para assistir ao mesmo filme. Elas não se conhecem, não interagem entre si, mas o objetivo é o mesmo: assistir ao filme. Já equipe, pode ser o elenco do filme: Todos trabalham juntos para atingir uma meta específica, que é fazer um bom trabalho, um bom filme. (FLEURY, 2008, p.66)

Deve-se conscientizar que num trabalho em equipe as pessoas não são iguais. A contribuição fundamental de uma equipe reside exatamente na força das diferenças. É preciso que existam opiniões diferentes, tendo como base diferentes experiências, formações desiguais e pontos de vista divergentes. É a contribuição da diversidade. Uma equipe bem formada sobrevive também na contestação de posições estabelecidas que nem sempre são mais eficientes para o desenvolvimento do trabalho.
Uma das vantagens do trabalho em equipe é o fato de que o ponto fraco de um, em determinada área, é suprido pelo ponto forte do outro; assim, praticamente não há pontos fracos numa equipe unida em torno dos mesmos objetivos, sejam eles pessoais ou profissionais. Por outro lado existe também, outra grande vantagem, pois a soma das potencialidades das pessoas da equipe é maior que qualquer tipo de problema. Não há obstáculo que impeça uma equipe motivada de alcançar o seu objetivo. (ARANTES, 2001, p. 95)

Quem constata o poder do trabalho em equipe e aprende como se relacionar positivamente com seus membros que trabalham no mesmo grupo, descobre um novo mundo; repleto de oportunidades, entusiasmo, sucesso e felicidade pessoal. Quem trabalha em equipe aprende que a eficiência e o espírito coletivo que ele dedica se reverte em benefícios para ele próprio, em forma de sucesso e bem estar.
O trabalho em equipe é tão importante para uma instituição e demonstra resultados tão positivos que daqui a algum tempo não muito longínquo, não haverá lugar o mercado de trabalho para quem não se destacar nessa modalidade de atividade. O tempo do individualismo, da valorização daquele servidor que sabia muito, tentava resolver todas as dificuldades sozinho, centralizador de informações e serviços, não mais existe. Arantes (2001, p. 98) define:
O desafio é: como agilizar o trabalho em equipe? A resposta está em ter pessoas habilitadas para esse tipo de trabalho, pois quem sabe e gosta de trabalhar em equipe entende as outras pessoas, respeita as diferenças individuais, não se prende em coisas sem importância, e consegue unir segurança com agilidade.
A agilidade das mudanças por que passa o mundo globalizado e o grande volume de informações que estão disponíveis diariamente, provocados pela moderna tecnologia, não permitem que uma só pessoa domine totalmente as áreas do conhecimento e mesmo dentro de uma especificidade é praticamente impossível se conhecer todos os segredos de uma determinada atividade.
Em vista disso o fato reveste-se da impossibilidade de ter apenas uma pessoa envolvida em cada tarefa. Em cada decisão, em cada função, é necessário que o conhecimento seja de todos para reduzir as probabilidades de erros e com se conseguir resultados satisfatórios.
A era do individualismo se encerrou com os novos tempos. No entanto, para que se efetive a era do trabalho em equipe é preciso que os envolvidos tomem consciência de que a importância do engajamento de cada um é o principal fator de sucesso. A solidariedade entre os participantes de uma equipe é um principal foco de atenção.
Deve existir em cada personalidade uma parcela de preocupação com o bem estar do outro que trabalha ao lado, que pode estar envolvido em um problema de difícil solução e que assistência moral vai lhe fazer um bem incalculável. Ressalta Dorin (1987, p. 77): "se entre pessoas, no trabalho, não existir espírito solidário, não haverá nenhuma condição de que as pessoas se sintam felizes."
É preciso que se saiba, dentro da equipe, claramente o que proporciona prazer, o que causa estímulo, o que dá medo, quais são os anseios e planos; enfim, é preciso que se conheça uma infinidade de coisas a respeito dos integrantes de uma equipe. Os que trabalham são seres humanos e condicionados a satisfações pessoais e sujeitas a dificuldades geradas por frustrações que irão abalar toda a equipe. É preciso que cada um procure conhecer bem quais são os seus pontos fortes e fracos; a extensão de suas qualidades e de seus defeitos. Aceitar a si próprio são requisitos básicos para compreender e aceitar os outros com os quais se convive e também para ter proporcionar sucesso à equipe.
Para que se tenham amigos dentro e fora da equipe e sucesso no trabalho deve-se compreender que outras pessoas querem, como todos, sucesso e felicidade; carregam em sua bagagem cultural e psicológica. Defeitos e qualidades, são passiveis de acertos e erros, agigantam-se em alguns momentos e em outros instantes são frágeis e necessitados de apoio. Possuem necessidades momentâneas e permanentes.
O espírito de equipe deve prevalecer principalmente quando se trata de prestação de serviços públicos. Diante de dificuldades na execução de qualquer tarefa, é preciso se entender que do outro lado está uma pessoa que paga seus impostos, é um cidadão consciente de seus direitos e deveres e por isso mesmo merece ser atendido com presteza e eficiência. Acentua-se então um motivo a mais para que a equipe seja fortalecida para dissipar o obstáculo que se faz presente e consiga saná-lo. Como fortalecimento da definição do trabalho de equipe, vale descrever essa história:
Um pai, prestes a morrer, reuniu-se com os cinco filhos ensinando que se quisessem ter sucesso na vida era primordial que mantivessem sempre unidos, superando e aceitando as diferenças individuais e trabalhando em conjunto. Os filhos ouviram com atenção e o velho pai para reforçar as suas palavras, pediu que lhe trouxessem dez pequenas varas de madeira. Deu duas delas a cada filho e, em seguida, pediu que cada um quebrasse ao meio uma das varas, o que todos, facilmente fizeram. O pai, então pediu que um dos filhos pegasse a vara inteira de cada um e as juntassem num único feixe. Determinou a cada filho que tentasse quebrar o feixe ao meio. Nenhum deles conseguiu com sucesso. O pai então, concluindo ensinou que como as varas isoladamente são fracas e foram destruídas, também ocorrerá com os filhos que ficarem dispersos e agirem isoladamente em suas vidas; porém, se eles se unirem, trabalharem juntos e colaborarem uns com os outros, serão fortes, resistentes e indestrutíveis como o feixe de varas. (ARANTES, 2001, p. 81)
Para se formar uma equipe coesa e voltada para os interesses da instituição em que se trabalha é necessário reconhecer condições individuais que podem ser comuns a todos que participam da equipe e que geram a satisfação profissional:
ü Desenvolver uma atividade na qual se possa aprimorar a capacidade diariamente, executando o que sabe fazer de melhor e com a qual mais se identifica;
ü Buscar a felicidade e o bem estar. Não deixar para depois, não esconder os sentimentos. Lutar pelo que realmente acredita ser possível.
ü Se há alguma situação for desconfortável, é preciso resolvê-la o mais rapidamente possível. Manter um desconforto por muito tempo, apenas aumentará o desgaste.
ü Agir sempre com naturalidade, ser fiel a seus princípios.
ü Capacitar-se freqüentemente. Participar de cursos, palestras, treinamentos, seminários. O aprendizado é importante para atualização e melhoria da criatividade.
ü Saber tolerar quem ainda não entendeu seu temperamento ou seu estilo de viver.


7.1 A IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO DE UMA EQUIPE

O comportamento do ser humano é direcionado para a satisfação de suas vontades e necessidades próprias e sempre objetivando o alcance seus objetivos. Por este motivo, na interação em um ambiente, suas reações se voltam aos seus interesses. Essa reação pode se constituir em uma resistência, quando não existe uma concordância com os pensamentos de liderança que são adotadas..

Dentro de uma organização, alguns fatores são motivadores e em linhas gerais aparecem vinculados às tarefas realizadas, as habilidades, ao reconhecimento do trabalho e na qualidade do envolvimento com as outras pessoas do ambiente de trabalho. Diante disso, qualquer instituição, seja privada, seja prestadora de serviços públicos, precisa fazer um reconhecimento da qualidade de seus funcionários e avaliá-los como o seu grande patrimônio e seu recurso fundamental como profissionais ou pessoas com seus valores, motivações e necessidades.
Para que o individuo, na empresa, se sinta menos frustrado, precisa ter no seu ambiente de trabalho estímulos que venham de encontro às suas necessidades e provoquem um comportamento agradável. Se está descontraído o trabalho vai lhe parecer fácil.[...] quando o individuo encontra barreiras muito difíceis de serem transpostas, tende a modificar seu comportamento. E esse comportamento pode não ser o que o levará ao sucesso e que e esperado pelos seus superiores hierárquicos. (DORIN, 1987, p.48)

Ao selecionar os recursos humanos, com a finalidade de alcançar objetivos organizacionais, a empresa deve oferecer qualidade de vida no trabalho por meio de um ambiente saudável. O bom relacionamento deve ser desenvolvido e cultivado entre funcionários e empresa, de maneira cooperativa, uma vez que pessoas que passam a participar da organização vão se constituir no único recurso vivo e completamente dinâmico. Reconhecidamente, essas pessoas colocam à disposição de uma instituição, seus conhecimentos e habilidades.

As políticas que qualquer organização estabelece, refletem sua filosofia e necessidades além de serem as regras que determinam as funções com objetivo de que elas sejam desempenhadas conforme o que foi planejado. Diante disso, é necessário que a empresa tenha condições de fazer com que seus colaboradores alcancem seus objetivos individuais de realização, uma vez que este é o fator principal de motivação. Para que isso se efetive, as instituições se valem do profissional de Recursos Humanos.

Segundo Gil (1994, p.39): "o perfil do profissional especialista em Recursos Humanos na última década desse século se alterou, ele passou a ser um consultor especializado dentro da empresa, prestando serviços".

Inerentes ao profissional de Recursos Humanos são destacadas as funções de comunicador, selecionador, instrutor, avaliador, líder e gestor de qualidade. Facilitar a comunicação é uma habilidade requerida a todos os profissionais no exercício de suas funções, principalmente na área de atendimento, no entanto o profissional de Recursos Humanos, é o grande comunicador, pois ele inicia a comunicação antes mesmo de um candidato ser admitido.

O sucesso das prestadoras de serviços públicos depende da qualidade de seus servidores e da capacitação das pessoas que os executam. Para se manterem na atividade, elas devem identificam a necessidade de se auto-investir em educação e em treinamentos que agregam valores, isentando-se de demonstrar mágoas, despreparo, ambições desmedidas, desinteresse pela função que executam, provando a capacidade que todos, colegas, superiores,e pessoas que procuram os serviços, esperam dele.



















CONCLUSÃO

A interação em um ambiente provém da aceitação, desprendimento e acolhimento, e no mundo atual repleto de necessidades e sem tempo para as coisas mínimas às vezes não se dá conta disso. Relacionar-se em um ambiente de trabalho é oferecer o apoio e recebê-lo ao mesmo tempo. Passa-se mais tempo no local de trabalho do que em casa, e mesmo assim quase sempre não se percebe de como é importante conviver em um ambiente saudável, e o quanto isto depende de cada um.

Na atualidade, é bem difícil levar uma vida com qualidade. Vive-se hoje, numa época desprovida de tranqüilidade, dominada pela tensão, especialmente no trabalho. Quando se trabalha levando em equipe, as novas idéias que geram interesses e conflitos são, quase sempre, conseqüência de pontos de vista divergentes que merecem ser compartilhados.

As divergências livres e discutidas podem proporcionar uma exploração de sentimentos, de mágoas, de valores, mas delas nascem também um favorecimento à expressão individual e a busca das decisões mais acertadas. Onde se reúnem pessoas em torno de um objetivo, existe conflito de idéias, de pontos de vista que podem gerar ressentimentos. Conflitos fazem parte da vida, mas isso não significa necessariamente que tenham a função de destruir.

Procurou-se evidenciar nesta monografia a importância do trabalho em equipe, a ajuda mútua proporcionada a cada um que se dispõe a esquecer momentaneamente seus problemas, desacertos e auxiliar algum integrante da equipe que se encontra em dificuldade. Buscou-se ainda descrever os processos inerentes a um bom atendimento em se tratando de instituição de serviços públicos.

As instituições que atendem a todo o município são as pessoas que a constituem e neste caso as organizações só aprendem, se os seus funcionários aprendem. Desnecessário seria apregoar que o interesse do servidor público pelo seu trabalho faz diferença em qualquer organização. O cerne deste trabalho pretendeu responder a algumas indagações sobre o comportamento dos seres humanos nas estruturas de uma instituição. Como ponto principal achou-se por bem explicar os desvios ocasionados pelo trabalho individualista, assim como enaltecer as vantagens do trabalho em equipe.
































REFERÊNCIAS:

ARANTES, D. A. A arte de trabalhar em equipe. São Paulo: Cortez, 2001
BERGAMINI, R.T. Em busca da integração da equipe. Petrópolis: Vozes, 1982
DORIN, L. Psicologia aplicada à administração de empresas. São Paulo: Iracema, 1987.
FLEURY, M. T. L. Estratégias Empresariais e formação de competências: um quebra-cabeça da indústria brasileira. São Paulo: Atlas, 2001.
GARDNER, H.. Inteligências Múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas.1995.

CARNEGIE, D. Como fazer amigos e influenciar pessoas. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2000.

FARIA, G. M. O poder das equipes. São Paulo: Campus, 2002.

GIL, A.C. Os Recursos Humanos na vida de uma empresa. São Paulo: Cortez, 1994

LENHARD, R. Introdução à administração. São Paulo: Pioneira, 1978.

LUCENA, C. J. Os elementos facilitadores do ambiente de trabalho. Rio de Janeiro: Record. 2001.

MOSCOVICI, F.. Equipes dão certo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1996

MOTTA, P. R. Gestão contemporânea: a ciência e a arte de ser dirigente. Rio de Janeiro: Record, 2001,
OLIVEIRA, M. Energia emocional. São Paulo: Makron, 2000

VALENÇA, O.B. Equipe multifuncional: trabalho e interação. Porto Alegre: FNRS, 1
 
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