O ensino de Língua Portuguesa e o encontro com os Gêneros Textuais
 
O ensino de Língua Portuguesa e o encontro com os Gêneros Textuais
 




SECRETARIA DA EDUCAÇÃO E CULTURA
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA ?UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO ? CAMPUS XIII
Rua Dr. Orman Ribeiro dos Santos, s/nº- Barro Vermelho
CEP 46.880 ? 000 ? Telefax (**75) 3251-1710 - Itaberaba-BA









O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA
E O ENCONTRO COM OS GÊNEROS TEXTUAIS




KELLY TEIXEIRA SANTOS
RAIMUNDA SAMPAIO DOS SANTOS




ITABERABA
2010




KELLY TEIXEIRA SANTOS
RAIMUNDA SAMPAIO DOS SANTOS












O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA
E O ENCONTRO COM OS GÊNEROS TEXTUAIS











ITABERABA
2010

O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E O ENCONTRO COM OS GÊNEROS TEXTUAIS


Kelly Teixeira Santos
Raimunda Sampaio dos Santos

Resumo
Este artigo trata das concepções sobre Gêneros Textuais no discurso dos professores de Língua Portuguesa na escola Municipal Nelson Alves de Guimarães Carvalho, a partir dos teóricos que abordam a presença dos Gêneros Textuais na sociedade, apresentando assim, suas funcionalidades e plasticidades. Discute algumas propostas e orientações metodológicas para o contexto do ensino de língua portuguesa na contemporaneidade. As expectativas das propostas que alguns linguistas apresentam são concretas, sobretudo significantes e inovadoras, uma vez que, eles direcionam o ensino/aprendizado de língua portuguesa a partir da inserção dos diversos Gêneros Textuais, com o propósito de desenvolver atividades contemplando a leitura, interpretação textual incluindo o estudo gramatical dando-lhes os sentidos funcionais. Ao levar em conta essa perspectiva do ensino de língua portuguesa, através dessa pesquisa, pretende-se compreender as concepções do ensino de línguas. Além disso, perceber através de entrevistas como são desenvolvidas as atividades pedagógicas dos professores entrevistados da Escola Municipal Nelson Guimarães, localizado na cidade de Itaberaba. Essa pesquisa tem sua relevância pautada na compreensão de como esses educadores estão trabalhando com os diversos Gêneros Textuais que circulam num ambiente social, nas modalidades orais e escritas de forma consciente na sala de aula. Nesse sentido se espera formar cidadãos críticos e reflexivos com a finalidade de construir uma sociedade melhor e preparada para enfrentar o futuro no mundo de constantes mudanças.


Palavras-chave: Gêneros Textuais. Língua Portuguesa. Ensino.
1 Introdução

Através de perspectivas e reflexões sobre o ensino e aprendizagem de línguas, nesse artigo apresentaremos algumas concepções sobre gêneros textuais nos discursos dos professores de português com a intenção de compreender como esses educadores atuantes no ensino fundamental desenvolvem o processo de leitura e produção textual em sala de aula.

A justificativa que sustenta a proposta do ensino de português na Educação Básica é a tentativa de garantir um ensino de qualidade nas escolas públicas, permitindo por sua vez o educando a se relacionar conscientemente com a diversidade de Gêneros Textuais que circulam diariamente na sociedade, nas modalidades orais e escritas. Tudo isso porque as orientações de autores como Irandé Antunes, Buzen e documentos como Parâmetros Curriculares Nacionais para o contexto de ensino de língua portuguesa estão centradas a partir de conteúdos que possibilitam a língua em funcionamento com a sociedade na expectativa de desenvolver neles as competências e habilidades de forma satisfatória na leitura, escrita, oralidade e interpretação de diversos textos.

A preocupação com ensino e aprendizagem nos orientou na elaboração de motivações para essa pesquisa, uma vez que através de realizações de observações nas aulas de português no período de estágio, era notória a presença do ensino tradicional nessas aulas. O ensino centrava-se nas estruturas gramaticais com o propósito de memorizações de regras e análises de frases descontextualizadas.

Dessa forma, a partir das reflexões presentes nesse artigo, espera-se contribuir significativamente com o contexto do ensino das escolas públicas brasileiras. Por isso nosso objetivo primordial foi verificar como os professores contemplam em suas aulas de português o trabalho com Gêneros Textuais. Outros fins do artigo foram observar como os professores afirmam desenvolver práticas em torno da leitura, compreensão, interpretação e produção de textos na escola Nelson Guimarães.


A execução desse artigo se deu através de dois momentos: o primeiro momento foi o estudo bibliográfico e o segundo momento um estudo de campo. O estudo bibliográfico é segundo Gil (2002), desenvolvido especialmente em livros e artigos científicos já elaborados. Por sua vez seu principal benefício é proporcionar aos investigadores um conhecimento mais amplo do que quando se pesquisa apenas diretamente. Enquanto que o estudo de campo é segundo Gil (2002, p. 53) desenvolvido através de observações diretas e de entrevistas, no âmbito de verificar as explicações e interpretações do que acontece no grupo, tendo assim o pesquisador "uma experiência direta com a situação de estudo".

Salienta-se que no decorrer do processo da pesquisa bibliográfica contamos com a leitura e contribuição dos autores: Bakhtin, Marcuschi, Koch & Elias, Antunes, Buzen e do documento PCN. E no processo da pesquisa de campo elaboramos uma entrevista constituída de cinco questões voltadas para o ensino e aprendizagem e a aplicamos com cinco professores de português da Escola Municipal Nelson Guimarães, localizada na cidade de Itaberaba.

Por conta desses procedimentos, esse artigo inicialmente apresenta a definição das plasticidades dos Gêneros Textuais; depois aborda diferenciação entre Tipologia e Gêneros Textuais; além de tecer reflexões acerca do ensino tradicional de línguas. Posteriormente apresenta propostas e orientações para o ensino de português. Ao final traz as análises das entrevistas, onde faz um paralelo entre as declarações dos autores e os professores entrevistados.




2 Gêneros textuais, funcionalidade e plasticidade

A ideia de que a comunicação verbal só é possível através de algum gênero textual nos permite afirmar que a presença dos diversos gêneros é marcante na sociedade, uma vez que são objetos históricos e tecnológicos, vinculados à vida social e cultural e desenvolvidos, entretanto, de acordo com a história e a ciência. Como diz Marcuschi (2005), os gêneros por sua vez, são artefatos culturais, construídos historicamente pelo ser humano. Por isso têm uma participação fundamental nas nossas vidas.

Os gêneros são entidades comunicativas. Em virtude disso, Bakhtin (1997) nos chama a atenção de que estes além de apresentarem características sócio-comunicativas também são defendidos por conteúdos temáticos, estilo e composição. Na perspectiva bakhtiniana esses três elementos são indissociáveis na constituição do gênero, porque todo indivíduo precisa desenvolver uma competência metagênerica para possibilitar ao autor/leitor a identificação de cada gênero. Mas o que vem a ser essa competência metagênerica? Qual é a sua funcionalidade? Segundo Koch & Elias (2006, p. 103) "a competência metagênerica orienta a produção de nossas práticas comunicativas, por outro lado, é essa mesma competência que orienta a nossa compreensão sobre os gêneros textuais efetivamente produzidos". Subentende-se assim que essa competência nada mais é do que o conhecimento prévio, conhecimento de mundo que o leitor/autor adquire no decorrer dos tempos. Portanto tal competência além de ser de suma importância para a denominação de cada gênero, também é para a produção do sentido do texto.

A partir desses pressupostos, os gêneros textuais se multiplicam em cada época, apresentando características dinâmicas, plásticas e inovadoras. Em suma "os gêneros como práticas sociocomunicativas, são dinâmicos e sofrem variações na sua constituição, que, em muitas ocasiões, resultam em outros gêneros, novos gêneros". (KOCH& ELIAS, 2006, p. 101). Portanto, os gêneros textuais não representam definição e funcionalidade unívoca: são heterogêneos, mutáveis e incontáveis.

Ao afirmar que os gêneros se multiplicam em cada época e se transformam a partir de um contexto histórico e cultural, tomaremos como base a concepção de Marcuschi, na medida em que ele afirma:

Numa primeira fase, povos de cultura essencialmente oral desenvolveram um conjunto limitado de gêneros. Após a invenção da escrita alfabética, por volta do século VII A.C., multiplicam-se os gêneros, surgindo os típicos da escrita. Numa terceira fase, a partir do século XV, os gêneros expandem-se com o florescimento da cultura impressa para, na fase intermediária de industrialização iniciada no século XVIII, dar início a uma grande ampliação. (MARCUSCHI, 2005, p. 19).


De acordo com essa abordagem, percebe-se uma constante modificação e multiplicação dos gêneros. Na contemporaneidade, houve uma ampliação imensa dos números dos gêneros porque os gêneros presenciais reproduziram novos gêneros: os virtuais. Por exemplo, a carta sofreu transmutação, gerando o e-mail (correio eletrônico). Bakhtin (1997, p.285) reforça a transmutação e a dinamicidade da língua provocando uma discussão reflexiva, acerca das funcionalidades dos gêneros, uma vez que ele afirma: "A língua escrita corresponde ao conjunto dinâmico e complexo constituído pelos estilos da língua, cujo peso respectivo e a correlação, dentro do sistema da língua escrita, se encontram num estado de continua mudança". Portanto, os gêneros nascem e se transformam constantemente, levando em consideração diversos fatores, quer seja histórico, quer seja tecnológico. São dinâmicos, plásticos, abertos, em contínuo movimento, se multiplicam em inúmeras variedades.

3 Tipos e Gêneros: noções e diferenças

É muito importante que o professor de língua portuguesa trabalhe com os diferentes gêneros textuais e com os diferentes tipos de textos nas suas aulas, mas antes é necessário ter a consciência da necessidade de apresentar algumas considerações sobre gênero textual e tipologia textual. Tal prática contribuirá de forma significativa com o ensino e aprendizagem de leitura, interpretação e escrita.

Segundo Marcuschi (2005, p. 22) "[...] é impossível se comunicar verbalmente a não ser por algum gênero, assim como é impossível se comunicar verbalmente ao não ser por algum texto [...]". Partindo desse pressuposto, a distinção entre tipo e gêneros textuais é fundamental porque envolve todo processo de leitura, compreensão e produção textual. Para mostrar essa diferença Marcuschi declara:

(...) para a noção de tipo textual predomina a identificação de sequencias linguísticas típicas como norteadoras; já para a noção de gênero textual, predominam os critérios de ação prática, circulação sócio-histórica, funcionalidade, conteúdo temático, estilo e composicionalidade, sendo que os domínios discursivos são as grandes esferas da atividade humana em que os textos circulam (...). (MARCUSCHI, 2005, p. 24 e 25)


Através dessa afirmação fica evidente, que tipologia textual é um elemento empregado para nomear uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguistica de sua composição. Para esclarecer essa sequenciação, nomearam-se os tipos textuais, abrangendo as categorias: argumentação, narração, exposição, descrição e injunção. Dessa forma os tipos são representados apenas pelos aspectos estruturais, como por exemplos: os lexicais, sintáticos, relação lógica e tempos verbais.

Enquanto Gêneros Textuais são os diversos textos que ocorrem na sociedade, encontramos-se, portanto, no nosso dia-a-dia; são textos orais e escritos que apresentam características sócio-comunicativas, ou seja, são ligados às práticas sociais. É necessário frisar que cada gênero exerce uma funcionalidade na sociedade, sendo usados em momentos específicos de interação de acordo com a sua função social. Alguns exemplos de gêneros são: carta comercial, carta pessoal, romance, notícias jornalísticas, artigo de opinião, novela, receita, fábula. Os tipos aparecem em números limitados são cinco, ao contrário dos gêneros que são inúmeros.

A diferença entre gênero textual e tipologia textual, segundo Marcuschi (2005) é exposta de forma equivocada nos livros didáticos. Nesses manuais encontram se, por exemplo, a carta pessoal como um tipo de texto e não como um gênero textual. Entretanto, a carta é um gênero porque além de apresentar característica particular, transmitir um discurso cotidiano; pode ser construída por vários tipos de textos, uma vez que, todo o gênero se realiza em um tipo de texto, podendo ocorrer, desse modo, que um gênero realize diversos tipos de texto, chamando assim, heterogeneidade tipológica nos gêneros.

4 Algumas reflexões acerca do ensino tradicional de Língua Materna

Pesquisas realizadas, no contexto do ensino de Língua Portuguesa na Educação Básica, constataram a permanência de algumas práticas tradicionais adotadas por muitos professores. São comuns as atividades pedagógicas fragmentadas, e, portanto incapazes de oferecer resultados significativos ao processo do ensino e aprendizagem escolar que não desenvolvem nos alunos as competências e habilidades necessárias a uma prática de leitura, escrita, oralidade e interpretação das diversas modalidades de Gêneros.

Segundo Irandé Antunes (2003), as aulas de língua portuguesa pautadas numa concepção tradicional de educação, centralizam-se no estudo das nomenclaturas e classificações com exemplos soltos e descontextualizados, fora da realidade do educando, ou melhor, dos usos reais da língua escrita ou falada na comunicação diariamente utilizada. Dessa forma, essas práticas, não condizentes com as mais recentes concepções de língua, contribuem para um conhecimento restrito e artificial dela, gerando nos alunos a dificuldade de refletir, compreender, interpretar os gêneros textuais diversos.

Tais práticas ignoram a modalidade oral da língua e privilegiam as técnicas das produções das narrações, das descrições e preferencialmente das dissertações. Corrigem as "palavras que o aluno fala errado" e desprezam as variedades linguísticas. Orientam os alunos a elaborar textos artificialmente, sem planejamento, sem tempo para revisão e reescrita. Atem-se apenas aos três tipos de textos: narração, descrição e dissertação, ou seja, exploram a tipologia escolar clássica e orientam somente para a produção escolar das redações.

5 A inclusão dos Gêneros Textuais: uma nova proposta para o ensino de Língua Portuguesa

Irandé Antunes relata práticas pedagógicas que não são produtivas, relevantes e significantes no que diz respeito ao trabalho com a oralidade, escrita, leitura e, sobretudo com o ensino de gramática, e elas nos chama atenção que:

Esses exercícios de formar frases soltas afastam os alunos daquilo que eles fazem naturalmente,quando interagem com os outros, que é "construir peças inteiras", ou seja, textos com unidade, com começo, meio e fim, para expressar sentidos e intenções. (ANTUNES, 2003, p. 26)


É necessário frisar que para a produção de textos adequados e também para a formação de leitores competentes, o ensino de língua exige muito mais do que práticas que têm apenas como objeto a análise sintática, em que se ensina a formar frases soltas.

É bom ficar claro, não se define aqui a exclusão do ensino da gramática, nem a existência de uma receita pronta para o ensino de língua materna. A questão é que o professor, como diz Antunes (2003, p. 64), precisa ter "o olhar para as situações de uso da língua", refletindo sobre suas práticas pedagógicas, buscando ações capazes de trabalhar os conteúdos baseados no uso funcional da língua oral e escrita e da reflexão acerca desse uso.

Atividades pedagógicas voltadas para o ensino e aprendizagem de língua portuguesa atualmente direcionam-se à perspectiva sócio-interacionista com o objetivo de proporcionar aos alunos as competências na leitura, escrita e interpretações de diversos gêneros orais e escritos.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais é um documento do Governo Federal que tem como meta uma transformação positiva no sistema educacional, através de uniformização do currículo e minimização das diferenças educacionais. Uma de suas propostas nos faz lembrar que a escola é um espaço de interação social e, por isso, deve se criar nesta, situações comunicativas entre seus participantes. Os PCNs (1998, p. 22) também afirmam que "o objeto de ensino e, portanto, de aprendizagem é o conhecimento linguístico e discursivo com o qual o sujeito opera ao participar das práticas sociais mediadas pela linguagem". Sua abordagem possibilita o professor a refletir sobre a sua prática docente, observando se as metodologias adotadas por eles têm contemplado a competência discursiva nas interlocuções dos alunos, ou seja, se os diversos textos e gêneros na modalidade oral e escrita têm sido objetos de ensino de português, sobretudo porque, a inserção dos gêneros proporciona o desenvolvimento da leitura, escrita e oralidade dos alunos.

A linguista Irandé Antunes (2003) convida os professores para uma reflexão crítica de determinadas práticas tradicionais no ensino de português e propõe que desenvolvam pesquisas e atividades pedagógicas dinâmicas, possibilitando a prática constante da leitura e escrita dos alunos. Isso porque, a discussão presente com relação à educação está direcionada a:

[...] concepção interacionista, funcional e discursiva da língua, da qual deriva o princípio geral de que a língua só se atualiza a serviço da comunicação intersubjetiva, em situações de atuação social e através de práticas discursivas materializadas em textos orais e escritos" (ANTUNES, 2002, p.42).


Propõe-se a inserção de Gêneros Textuais variados na sala de aula como: relatório, artigo de opinião, carta, requerimento, poema, resumo, entrevista, dentre outros. Evidentemente, a inclusão desses gêneros na escola, além de ampliar nos alunos a competência no uso oral e escrito da língua, proporciona também a aquisição do conhecimento de mundo, contribuindo para uma compreensão coerente dos textos nas diversas situações sociais.

Nesse processo de leitura e compreensão textual, o professor deve conscientizar os alunos de que todo gênero tem uma funcionalidade, portanto sofre variações estruturais e representa as varias funções comunicativas a depender da situação e dos interlocutores. Entretanto, como o número de gêneros textuais é quase ilimitado, o professor precisa saber que: "os textos a serem selecionados são aqueles que, por suas características e uso, podem favorecer a reflexão crítica, o exercício de formas de pensamentos mais elaboradas e abstratas." (PCNS, 1998, p. 24). Tudo isso levando em consideração também a realidade do aluno e as metas a serem alcançadas.

Vale lembrar que, as aulas de Língua Portuguesa precisam construir "uma inter-relação entre as atividades de leitura, produção de texto e análise linguística e que não fragmente a relação entre a língua e a vida" (BUNZEN, 2006, p. 159). Sendo assim, as aulas de língua materna, devem estar associadas às atividades de leitura e aos aspectos linguísticos. Relacionar esta prática significativa também é ampliá - las.

6 Perfil da escola e metodologia das entrevistas

A escola escolhida para realização desta pesquisa foi a Escola Municipal Nelson Alves de Guimarães Carvalho, localizada na Avenida Getúlio Vargas, S/N no bairro do DERBA, cidade de Itaberaba. Contém dez salas, sendo que destas, sete funcionam como sala de aula, uma como sala ambiente, uma para direção e uma para atividades pedagógicas. Além disso, há também três banheiros e uma área espaçosa onde funcionam as recreações no momento da aula de Educação Física. Nesta instituição, encontra-se na direção a Srª. Antonia Sampaio Santiago, juntamente com vinte e quatro docentes.

A escola Nelson Guimarães está inserida numa comunidade carente, onde a maioria dos alunos mora na zona rural e são de família cuja dificuldade financeira e afetiva interfere na sua aprendizagem e desempenho escolar. Diante dessa problemática, podemos perceber algumas dificuldades enfrentadas pela unidade escolar: repetência de até 44%; presença de sérias dificuldades cognitivas no que se refere à leitura e escrita; índice elevado de evasão escolar em decorrência de fatores como a violência, o trabalho, gravidez precoce e uso de drogas.

Vale salientar que a referente escola não tem uma estrutura física satisfatória nem recursos tecnológicos suficientes para programar ações didático-pedagógicas significativas e prazerosas para atender as reais necessidades dos estudantes e professores.

Para a realização da pesquisa foram entrevistadas cinco professoras de Língua Portuguesa. O instrumento continha cinco questões, tendo como finalidade identificar no discurso dos professores como se dá em suas práticas pedagógicas a inserção dos gêneros textuais diversos na modalidade oral e escrita da língua. Quatro professoras foram entrevistadas no próprio espaço educacional. Apenas uma delas, por falta de disponibilidade de tempo, concedeu a entrevista em seu outro local de trabalho, o Núcleo de Tecnologia e Educação-NTE.

A primeira entrevista foi realizada no dia 25 de novembro de 2009 às 19h20min, tendo a duração de trinta minutos com a professora R.T, 49 anos, concursada, lotada na própria escola, licenciada em Letras, pós-graduada em Psicologia Clínica Institucional e cursando atualmente a especialização em Educação a Distância. R.T afirmou que sempre está buscando aperfeiçoamento para sua prática pedagógica, pois se preocupa com a formação continuada. Ministra aulas de português há dezoito anos, sendo que dez no ensino fundamental I e oito no fundamental II. A princípio a escolha pela carreira de magistério foi por falta de opção, hoje demonstra amar a profissão.

A segunda entrevista foi realizada no dia 26 de novembro às 15h30min tendo a duração de vinte e cinco minutos com a professora A.M.S, 44 anos, concursada e lotada na própria escola, graduada em Pedagogia, pós-graduada em Língua Portuguesa, Linguística e Literatura. A referida professora declarou que está sempre participando de formação contínua, oferecida por diversas instituições. Leciona há dez anos aulas de português e ingressou na carreira por falta de opção, mas com o tempo foi aprendendo a gostar do que faz.

A terceira entrevista ocorreu no dia 30 de novembro de 2009 às 21h40min, com duração de vinte minutos com a professora S.S 39 anos, pedagoga, concursada e lotada na própria escola. Ensina há dez anos, sempre busca participar de cursos promovidos nas escolas com intuito de capacitar professores; ingressou na carreira por falta de outra oportunidade e pretende sair da profissão.

A quarta entrevistada foi realizada no dia 7 de dezembro de 2009, sendo iniciada às 8h10min, com duração de 40 minutos, com a professora N.O, 35 anos, concursada e lotada na própria escola, graduada em Pedagogia, pós-graduada em Filosofia, Estudos Culturais e Pesquisa em Educação e graduanda em Letras Vernáculas. Realiza formação continuada todo ano, ingressou na profissão por falta de opção e oportunidade e leciona há dez anos.

Finalmente a ultima entrevista foi realizada também no dia 07 de dezembro de 2009, sendo iniciada às 9h, com duração de quarenta minutos com a professora E.S, 41 anos, formada em Letras com Inglês, concursada e lotada na própria escola, realiza formação continuada durante o processo do ano letivo, ensina há seis anos língua portuguesa por gostar da profissão e ter vocação para essa escolha.

7 O discurso dos professores entrevistados sobre Gêneros Textuais

Inicialmente, perguntou-se o que as professoras destacam para o desenvolvimento pleno do aluno no momento de elaboração do projeto de Língua Portuguesa. A primeira professora nos informou que durante o seu planejamento, se preocupa em diversificar os textos, de acordo o gosto e a série do aluno. Já a segunda professora, nos revelou que antes de construir seus projetos, ela tenta diagnosticar as principais dificuldades do alunado, para a partir daí elaborar seus projetos conforme as necessidades deles. Enquanto que a terceira professora nos comunicou que acha mais importante destacar durante as aulas a leitura, escrita e oralidade e os conteúdos que são considerados importantes para o futuro desse aluno. A quarta professora, por sua vez, nos declarou que no momento da elaboração do projeto, coloca em destaque a questão da leitura, interpretação e produção textual. Finalmente a quinta professora, nos disse que nesse momento de elaboração inclui os diversos gêneros textuais, para interagir com os alunos no processo de leitura, pois esse momento de leitura pode minimizar a timidez dos alunos, além de contribuir para oralidade, interpretação e produção textual.

Diante dessas respostas, pode-se observar que todas elas, preocupam-se com a leitura na sala de aula, no entanto, das cinco entrevistadas ficou subtendido que apenas duas se preocupam em elaborar projeto para serem trabalhados no decorrer do ano. Nessa perspectiva os PCNs (1998), elencam que todo professor precisa produzir projetos voltados para o ensino e aprendizagem, abraçando a leitura, compreensão, interpretação e produção textual, ajustados no decorrer do processo de sua aplicação. Apenas uma professora afirma a inclusão dos gêneros textuais. Uma outra informa apenas "diversificar textos", mas não identifica esta opção com a questão dos gêneros textuais.

Perguntou-se na segunda questão, quais os conteúdos são priorizados nos planos diários de aula. A primeira professora nos informou que prioriza a leitura e escrita, mas não a leitura apenas de decodificação e sim a leitura no sentido da compreensão e interpretação dos textos. A segunda professora também destaca a questão da leitura e escrita, pois segundo ela a leitura possibilita a compreensão do conteúdo que está sendo trabalhado no momento, além disso, a leitura constante faz com que o individuo leia fluente. A terceira professora nos confessou que não lista conteúdos, pois não acha um conteúdo mais importante que o outro, mas o que leva em conta é a necessidade do momento. A quarta professora prioriza a leitura e escrita, tendo em vista que o aluno consegue interpretar o que lê consequentemente ele irá se sobressair em outras disciplinas. A ultima professora afirmou que em seus planos, prioriza a questão da leitura, interpretação e compreensão leitora e segue uma sequência didática, visando à questão da linguagem e que contemple com o antes, o durante e o depois. O antes a que ela se refere é a leitura permanente, ou seja, a leitura que se faz para iniciar a aula todos os dias, enquanto o durante é a leitura, interpretação e compreensão leitora de um gênero textual selecionado e finalmente o depois, é a contextualização dos aspectos gramaticais dentro do texto e conforme as necessidades do aluno onde se trabalha a questão da ortografia regular e irregular.

Essas respostas são fundamentais para nosso objeto de estudo, uma vez que das cinco professoras entrevistadas, quatro contemplam em suas práticas pedagógicas com o ensino e aprendizado da língua a partir do seu uso e sua reflexão. Entretanto, apenas uma demonstra desenvolver um trabalho contemplando os diversos Gêneros Textuais conscientemente. Todos se voltam para a questão da leitura, compreensão, interpretação e produção textual. Apenas uma das professoras justifica que, como todos os conteúdos são importantes, elas não os lista no decorrer das aulas.; levando-nos a inferir que a professora não elabora planos diários.

A terceira questão em análise buscava identificar se os professores de português pensavam que precisam incluir as múltiplas linguagens e os recursos tecnológicos na sua prática pedagógica. A primeira professora demonstrou ter uma ampla visão com relação aos recursos tecnológicos, pois nos informou que não só o professor de português, mas sim os professores de outras disciplinas também devem levar esses recursos para sala de aula e, sobretudo, saber manuseá-los. A segunda professora salientou que acha importante utilizar as tecnologias e as múltiplas linguagens durante todo processo, incluindo os conteúdos e os diversos Gêneros Textuais para se tornarem cidadãos letrados. A terceira professora também acredita ser necessário trabalhar os recursos, principalmente os que estão presentes no cotidiano dos alunos. Isso porque quando o professor leva uma música, por exemplo, o aluno cria mais interesse pelas atividades. A quarta professora afirmou que é preciso utilizar os recursos na sala de aula, pois a sociedade exige que o sujeito esteja inserido no universo tecnológico, além disso, os alunos chegam com conhecimento prévio dessas múltiplas linguagens, como a professora cita o Orkut, por exemplo, mas ressalta que na escola onde ela trabalha, não são disponibilizados tais recursos. A ultima professora mencionou que em pleno século XXI, é indispensável incluir os recursos tecnológicos e as múltiplas linguagens na sala de aula, apesar da escola não disponibilizar de tais recursos. Então ela nos contou um pouco da sua experiência de como foram trabalhados os portadores e gêneros textuais: ela apresentou os portadores textuais, como por exemplo: jornal impresso, jornal eletrônico e revista e dentro desses portadores explorou alguns gêneros.

Diante dessa questão, podemos notar de forma clara, que as professoras em análise têm convicção da importância de se trabalhar em sala de aula os recursos tecnológicos, sobretudo porque eles contribuem para o contato com as múltiplas linguagens. Nesse sentido os PCNs (1998, p. 89) salientam que "não há como negar que as novas tecnologias da informação cumprem cada vez mais o papel de mediar o que acontece no mundo editando a realidade". Além disso, a tecnologia de informação e comunicação organiza novos gêneros.

Ao levar em consideração a afirmação dos PCNS com relação à defasagem de leitura e escrita dos alunos brasileiros, perguntamos aos professores na quarta questão, quais as estratégias que eles utilizam para formar leitores e produtores de textos competentes. A primeira professora nos relatou que se preocupa em disponibilizar tipos e gêneros textuais diversificados conforme o gosto deles para favorecer o hábito pela leitura, para que o aluno possa ler pelo prazer e não por obrigação. Assim como a primeira professora, a segunda se preocupa também em diversificar os textos, levando-os para a sala constantemente. A partir do projeto desenvolvido, ela disponibiliza um tempo para que os alunos possam pesquisar de acordo com a temática. Posteriormente fazem a leitura e discussão do texto para assim produzirem textos de qualidade. A terceira professora nos relatou que acha complicado trabalhar com a leitura dentro da sala de aula, por isso cria um mecanismo em que seleciona textos para compartilhar a leitura com os alunos. Já a quarta professora afirmou que desenvolve oficinas de leitura, contemplando os gêneros textuais na perspectiva de favorecer a compreensão e interpretação do que se lê, contextualizando a gramática no texto a partir dos conteúdos que vêm traçados nos livros didáticos ou a partir das necessidades dos alunos que vêm surgindo no processo, pois ela não se preocupa que eles memorizem as regras, uma vez que, lendo e interpretando textos irão compreender o uso funcional da gramática dentro do texto que consequentemente contribuirá para a coesão e coerência textual. A quinta professora, por sua vez, declarou que segue as propostas dos PCNs de contemplar os diversos gêneros na modalidade oral e escrita na sala de aula, mostrando a importância da leitura e funcionalidade do gênero trabalhado. Esse procedimento é para que eles aprendam a produzir textos com facilidade e não apenas aprender naquele momento e com propósito avaliativo. Segundo Antunes.

A mudança no ensino do português não está nas metodologias ou nas "técnicas" usadas. Está na escolha do objeto de ensino, daquilo que fundamentalmente constitui o ponto sobre o qual lançamos sobre nossos olhares. (ANTUNES, 2003, p. 108).

Todo professor necessita, além de criar estratégias metodológicas, selecionar o objeto de ensino, estabelecendo sempre seus objetivos. Então, as professoras que nos informaram que em suas aulas de português estabelecem mecanismos favoráveis à leitura e escrita, selecionam um gênero e fazem a leitura, compreensão e interpretação dele, trabalhando a gramática de forma contextualizada, consquentemente contemplando a proposta apresentada acima. Portanto, as professoras que selecionam os diversos textos, mas não determinam a finalidade de se trabalhar, não contribuem para a formação de produtores e escritores competentes. Isso porque a sua prática é desvinculada das orientações do ensino e aprendizagem de línguas, pois o professor precisa selecionar textos levando em consideração a realidade da turma, traçando assim os objetivos a serem alcançados.

Para finalizar nossa entrevista, pensamos na proposta dos PCNs que é utilizar Tipos e Gêneros Textuais diversificados na sala de aula, não apenas por sua relevância social, mas acima de tudo favorecendo o desempenho discursivo dentro e fora da sala de aula, sendo que a escola precisa pensar nas organizações das atividades voltadas para o contexto do ensino de língua portuguesa. Então perguntamos aos professores como eles se posicionam diante desse discurso. Todas as professoras concordam com as orientações dos PCNs achando necessário disponibilizar tipos e gêneros para despertar no aluno o gosto pela leitura. A segunda professora afirmou que, quando o professor desenvolve o trabalho com foco nos Gêneros Textuais e apresenta uma proposta, o aluno terá mais habilidade na leitura, escrita e oralidade. A terceira relata que se devem trabalhar os diversos textos, não só nas aulas de português, mas sim em todas as disciplinas. A quarta professora considera interessante inserir os diversos textos que circulam na sociedade, voltados para a realidade e necessidade do aluno, para no momento em que eles os encontrarem em outros ambientes possam compreender as informações existentes, sendo assim algo significativo no processo de leitura, compreensão, interpretação e escrita. A última professora relatou que desenvolve atividades que contemplam a proposta dos PCNs, pois os diversos textos e gêneros são trabalhados a partir de determinadas propostas, para perceber de que forma o aluno está aprendendo. Então depois que leem e interpretarem o texto, ela afirma que cria estratégias de produção textual. Uma vez que, primeiro orienta os alunos a selecionar alguns pontos a serem trabalhados, depois passa para o momento de produção sem se preocupar com os aspectos gramaticais na primeira versão. Na sequência ela faz o momento da correção de forma coletiva, finalizando, no entanto, com a revisão e a reescrita. Dessa forma, a metodologia adotada pela professora é coerente com a concepção de Irandé Antunes, uma vez que ela deixou em evidencia que insere um texto, fazendo a leitura, planejamento, escrita, revisão e reescrita. Em síntese faz o aluno ampliar e desenvolver suas competências comunicativas, não se preocupando por sua vez em cobrar inúmeros textos dos alunos e sim textos de qualidade. Outra estratégia que a professora ressaltou foi a de se trabalhar a gramática dentro do gênero em análise. Além disso, cria dinâmicas na perspectiva de interagir com os alunos no processo de aprendizagem dos conteúdos trabalhados.

Apenas três professoras inserem os textos a partir de estratégias metodológicas para o ensino de português, possibilitando o desenvolvimento pleno da leitura, interpretação, oralidade e escrita. A última professora apresenta mais outras duas estratégias pedagógicas que são trabalhar a gramática dentro do texto e criar situações em que haja interação entre os alunos no momento da explanação do conteúdo.

8 Considerações Finais

Este estudo revela que a abordagem definida pelos pesquisadores, os quais discutem os Gêneros Textuais e o ensino de língua portuguesa, defende um aprendizado significativo no que se refere ao processo de leitura, compreensão, interpretação e produção textual, capaz de preparar o aluno para o mundo globalizado. Para isso, os educadores precisam refletir sobre as metodologias favoráveis aos aspectos sócio-histórico-cultural facilitando as interações reais de comunicação.

A princípio, quando decidimos por pesquisar sobre Gêneros Textuais e o ensino de língua portuguesa, constantemente ouvimos discussões sobre a necessidade de o professor contemplar os diversos Gêneros Textuais nas suas aulas, mas não tínhamos consciência dos seus reais usos, das suas funcionalidades, das suas classificações e dos objetivos que cada gênero representa para a sociedade. Ao mesmo tempo, não sabíamos quais eram as reais diferenças entre tipologia e gêneros textuais.

Assim, nesse percurso de pesquisa, tivemos grandes resultados com a temática abordada, uma vez que com base em Marcuschi (2005), Backtin (1997), Koch & Elias (2006), aprendemos satisfatoriamente que só podemos nos comunicar através de algum gênero, por isso os gêneros circulam nos ambientes sociais constantemente e por serem plásticos e dinâmicos se multiplicam no decorrer dos tempos transformando se em gêneros novos e situações novas de comunicação nas modalidades orais e escritas da língua. Além disso, conseguimos entender com facilidade as diferenças entre tipos e gêneros textuais, tendo a consciência da importância de se trabalhar nesse sentido em sala de aula.

Esse trabalho nos proporcionou, também, subsídios para nossa carreira profissional, pois através destes, teremos um olhar crítico no que se refere ao desenvolvimento das atividades pedagógicas voltadas para o ensino e o aprendizado de língua portuguesa, nos fazendo refletir que o professor precisa ser um constante pesquisador para acompanhar as mudanças que possam vir a ocorrer no mundo. Visto que não há ensino sem pesquisa, assim como não há pesquisa sem ensino. Nesta perspectiva, não podemos esquecer do grande mestre Paulo Freire na reflexão crítica de práticas educacionais, pois ele afirma que:


[...] Na formação permanente dos professores, o mundo fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática. O próprio discurso teórico, necessário à reflexão crítica, tem de ser de tão concreto que quase se confunda com a prática [...] (FREIRE, 1996, p. 39).

Diante desse discurso, o autor reforça o que foi abordado anteriormente com relação às pesquisas para as práticas docentes, visto que na trajetória de pesquisa para a realização do presente artigo, comprova que os teóricos ao discutir gêneros e o ensino tradicional de língua materna tiveram contribuições significativas para o nosso aprendizado, seja nas nossas práticas docentes, ou nas práticas discentes.

As entrevistas realizadas com os professores de Língua Portuguesa da escola Municipal Nelson Guimarães foram gratificantes também para a nossa pesquisa, uma vez que tivemos a oportunidade de desmistificar o (pré) conceito formado com relação à educação pública brasileira por conta, de observações de alguns professores no período de estágio. No entanto, diante dos discursos dos professores percebemos a repetição em relação ao trabalho com a leitura e produção de textos, sem falar que apenas uma professora demonstra conceber as diferenças entre tipos, gêneros e os suportes pedagógicos.

Como vimos os professores dominam o discurso de ensino voltado para a leitura e escrita, mas desconhecem certos pressupostos teóricos como a questão dos Gêneros Textuais, pois apesar dos discursos serem coerentes com as propostas dos teóricos e do documento PCNs, entendemos que eles não apresentam objetividade no que se refere as concepções de educação e prática pedagógicas.

REFERÊNCIAS


ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro & interação. 6. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2003. p.19-153.


BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997. P. 277-289.


BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: ensino fundamental 3º e 4º ciclos. Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998.


BUNZEN, Clecio. Da era da composição à era dos gêneros: o ensino de produção de texto no ensino médio. In: BUZEN, Clecio; MENDONÇA, Márcia. (org.). Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo: Parábola Editorial, 2006. p. 139- 161.


FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 35. ed.São Paulo: Paz e Terra, 1996. p.39.


GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. p.44-53.


KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender os sentidos dos textos. 2.ed. São Paulo: Contexto,2006. p.101-122.


MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros Textuais: definição e funcionalidade. In: DIONISIO, Ângela Paiva; MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora. (org.) Gêneros Textuais & Ensino. 4. ed.Rio de Janeiro: Lucerna, 2005. p.19-36.






 
Avalie este artigo:
 
Revisado por Editor do Webartigos.com


Talvez você goste destes artigos também
Sobre este autor(a)
Nascida em Itaberaba, graduada em Letras Vernáculas pela Uneb, especialista em estudos linguísticos e Literários pela UFBA ( concluindo)
Membro desde janeiro de 2011
Facebook
Informativo Webartigos.com
Receba novidades do webartigos.com em seu
e-mail. Cadastre-se abaixo:
Nome:
E-mail: