O Designer Gráfico e o Mercado de Trabalho: Oportunidades e Ameaças.
 
O Designer Gráfico e o Mercado de Trabalho: Oportunidades e Ameaças.
 


Autor: MSc. Leonardo Nunes Santana

RESUMO

Contando com um universo de possibilidades no campo profissional, o designer gráfico se depara com um universo de situações, umas complexas, outras bastante positivas. Nesta perspectiva, o presente artigo visa contextualizar a relação entre a atuação do designer gráfico e o mercado de trabalho na atualidade. Concomitantemente com as oportunidades e ameaças que são inerentes a esta área em ascensão, serão discutidos também, como os percalços influenciam na participação ativa do designer. Elencando uma visão mercadológica e a crescente mudança de postura dos empresários frente aos profissionais. Para validar tal estudo, além de pesquisa bibliográfica, foi feita uma pequena análise de trabalhos já publicados sobre a temática, assim como, depoimentos de designers em ascensão nas diversas áreas de atuação. Por fim, isso vem ratificar a quebra de paradigmas inerentes à profissão, que procura elucidar dentro de um contexto mais amplo, como os entraves poderão ser solucionados com o tempo.

Palavras-chave: Design Gráfico, Visão mercadológica, Ameaças, Oportunidades.

ABSTRACT

Counting with a wide universe of possibilities in the professional field, the graphic designer comes across an universe of situations, some complex, other quite positive. In this perspective, the present article seeks contextualizar the relationship between the performance of the graphic designer and the job market at the present time. Concomitantemente with the opportunities and threats that are inherent the this area in ascension, will also be discussed, as the profits they influence in the participation activates of the designer. Elencando a vision mercadológica and to growing change of posture of the entrepreneurs front to the professionals. To validate such study, besides bibliographical research, it was made a small analysis of works published already on the theme, as well as, designers depositions in ascension in the several areas of performance. For end, that comes to ratify the break of inherent paradigms to the profession, that tries to elucidate inside of a wider context, as the impediments they can be solved with the time.

Word-key: Graphic design, Vision mercadológica, Threats, Opportunities.

O Designer Gráfico e o Mercado de Trabalho: Oportunidades e Ameaças.

Introdução

Imersos em uma sociedade predominantemente visual, a grande parte do que direciona os nossos olhares nos trás uma informação diferenciada e nos comunica alguma coisa. Assim, grande parte dos elementos visuais e produtos que fazem parte do cotidiano, foram, de certo, elaborados através de um projeto de design .

O alicerce do design existe há anos atrás, e, embora não chamasse design, havia naquela época, uma apreensão de fazer objetos para comunicar e atingir o homem com mensagens.

Relativamente nova no Brasil, e, no que concerne a profissão, não há concordância de opinião em torno do que faz um designer, assim, em meio a uma gama distinta de possibilidades, o design esta inserido em vários contextos, que, em especial, destaca-se o design gráfico . Dentro dessa discussão, Wollner (2004) comenta que "a principio, todo mundo pode ser um designer. Isso só depende de treinamento". Atribuindo amplitude a este contexto, e com uma visão estendida deste fato, Astiz (2003) ressalta que:

Ser designer atualmente não se resume ao exercício de uma atividade técnica, não se restringe a ter competência em uma linguagem visual predeterminada e aceita, mas sim, e sobretudo, em ser capaz de imaginar soluções de forma lógica e criativa, motivadas não por modismos, mas por critérios. (ASTIZ, 2004, p.22)


Envolto em um espectro de gigantescas possibilidades, o Design Gráfico emerge como uma atividade que utiliza diferentes formas de comunicação, não podendo ser assimilada como apenas uma função, mas, como um mister de comunicação e criação.

Nesta perspectiva, o design gráfico é uma importante ferramenta de estratégia e comunicação para os negócios de muitas organizações empresariais. Deste modo, diante de tantas atribuições, o profissional de design gráfico pode ainda, determinar a visão estratégica de uma empresa e melhorar de forma estimável a sua imagem perante o mercado e a sociedade.


A visão positiva do mercado

Indubitavelmente estamos inseridos num mercado crescente, que é impulsionado por empresas de pequeno e médio porte, neste sentido, o designer esta diante de um amplo universo de possibilidades de trabalho.

Concedendo um panorama mais amplo ao entendimento, percebe-se que o mercado de design tem mudado muito nos últimos anos, isto é proveniente do papel exercido pelo design nas organizações empresariais e seus produtos oferecidos. No entanto, as empresas estão percebendo que a imagem positiva tornou-se um diferencial bastante competitivo. Face ao exposto, é notória uma grandiosa participação do designer nas empresas, desta feita, a valorização profissional é gradativamente ostensiva.

Apesar da visão animadora, o desenvolvimento e a expansão do mercado trás para este cenário, uma quantidade significativa de pessoas que utilizam o design sem embasamento teórico. Portanto, atuando junto aos verdadeiros profissionais, não fazem bem ao mercado.






Uma ameaça constante

Na contemporaneidade, o acesso a novas tecnologias e à rede mundial de computadores ampliou de forma significativa o universo de atuação do designer brasileiro. Outrossim, problemas como a falta de regulamentação e a concorrência muita vezes desleal, tumultuam o mercado de design em âmbito nacional.
Em meio a esse contexto, indivíduos sem embasamento, tornaram-se prestadores de serviço em design, com isso, trazem para os verdadeiros profissionais serias conseqüências. Assim, a tecnologia relaciona com o advento dos computadores aumentou a qualidade dos serviços e a redução dos prazos, entretanto, à competência criativa do designer está padecendo.
No tocante as perspectivas positivas inerentes à tecnologia, Tarouco (2008) ressalta que:

Tudo isto é possível graças ao desenvolvimento das novas tecnologias. Estas abriram fronteiras inacreditáveis e, portanto, não podem ser desprezadas ou ignoradas, infravalorando um dos mais promissores meios de desenvolvimento e criação no mundo digital, que se expande num ritmo veloz. As tecnologias proporcionam mais agilidade e facilidades a uma velocidade muito rápida. É importante saber utilizar esta tecnologia da melhor maneira. (TAROUCO, 2008, p.2)

De forma indubitável, a interferência dos recursos tecnológicos, inerentes ao surgimento de novos programas e ferramentas, faz emergir uma legião de pessoas não gabaritadas, que, por conseguinte, mudam a percepção que os clientes têm dos nossos serviços. Portanto, neste aspecto, alguns clientes visualizam um design banalizado e utilizado como um recurso à disposição de todos.

Não obstante a discussão, Strunck (2004) ressalta que os designers sofrem com a acirrada concorrência de "micreiros" que, sem formação acadêmica especifica na área, usam e abusam cada vez mais softwares gráficos.
Dentre alguns percalços, a mais evidente é a não regulamentação da profissão, lamentavelmente, não é propriamente reconhecida como profissão. A priori, muitos acham que a regulamentação aumente os preços e enfraqueça a concorrência, mas, isso não irá acontecer. Seguramente, o que irá ocorrer é a filtragem dos que sabem o que é trabalhar o design através de um projeto metodologicamente coerente, dos que apenas utilizam softwares de edição de imagem para criar algo que vai contra qualquer coerência do design em questão.

Oportunidades

O ensino da graduação em design gráfico interage com o mercado de trabalho, tornando-se o principal responsável pela dependência entre eles. Neste cenário, atuando como principal responsável pela formação profissional, à universidade precisa saber o que o mercado necessita, e, ao mesmo tempo, o mercado precisa estar informado sobre o que a instituição de ensino oferece. Desta feita, o desenvolvimento de um irá refletir de forma significativa no outro, fazendo com que eles possam evoluir progressivamente.

Não obstante a discussão, percebemos que é necessária uma mudança no processo metodológico aplicada na maioria das instituições de ensino superior, de certo, o embasamento teórico inerente à parte conceitual prepara melhor os alunos para o campo profissional.
Corroborando com o exposto, Cadaval (2004) comenta:

Acredito que os cursos superiores de design devam preparar o profissional na parte conceitual, informativa e histórica. E não dar ênfase a treinamento em software, mesmo porque esse é o tipo de coisa que muda a cada dia. Nesse sentido, acho que as escolas devam sim, oferecer uma formação mais generalista, mais básica e deixar aberta a possibilidade de atuação deste profissional em diversas áreas, aliás, penso que as boas escolas já fazem isso. (CADAVAL, 2004, p.45)

Hoje, o profissional de design gráfico não é privilégio das grandes organizações empresariais. Indubitavelmente ele é um elemento indissociável absorvido também pelas micro e pequenas empresas.

De forma inquestionável, percebe-se a mudança de cultura do empresariado. Hoje, ele conhece a importância do design nas organizações, e, visualiza o designer gráfico como um profissional chave para criação e consolidação da imagem positiva de sua empresa. Assim, quando o design é utilizado através de um processo metodológico, e, baseados em critérios, estabelece uma adequada comunicação da empresa com seu público e a sociedade, proporcionando grandes benefícios.

Continuando nessa discussão, mas com opinião contraria, Santos (2006) afirma que:

Ao atuar como profissional no mercado de trabalho, é possível identificar uma tendência que demonstra que ainda são muito pobres as alternativas no processo de busca, seleção e contratação de pessoal para a área do design gráfico. Percebe-se que as formas usuais empregadas em outros ofícios não são adequadas e carecem de mais informações no sentido de se avaliar um profissional quanto a sua desenvoltura nas tarefas diárias que compõem a rotina de um designer gráfico. (SANTOS, 2006, p.38)


Nesta perspectiva, discutisse ainda, a multifuncionalidade do profissional, que, apropriando-se de conhecimentos em diferentes áreas, alcança um leque maior de possibilidades. Sob tal enfoque, e, com uma visão ampliada dessa perspectiva, Leroy e Junior (2004), ressaltam:

Atualmente, existe atuação do designer em diversas áreas, sim. Na minha opinião considero isto positivo para os profissionais, pois a partir dessa especialização abrangente, eles criam outras noções e têm mais envolvimento com os outros tipos de design. Para mim, este é um tipo de integração.(LEROY, 2004, p.44)


Acho que esta atuação do designer em diversas áreas é um fato. No Brasil, os profissionais são mais dinâmicos, menos especializados. Este novo dinamismo acaba trazendo uma bagagem maior de conhecimento aos profissionais, que acaba sendo muito importante no processo de execução como um todo. (JUNIOR, 2004, p.44)


Por fim, nos deparamos com um leque de opções de trabalho no campo profissional. Gigantesco e variado, possibilita o designer principiante provar diferentes caminhos até encontrar a melhor maneira de empregar sua aptidão e habilidade.
Apesar de ser uma profissão em evidência na atualidade, o designer gráfico necessita de modernização continuada e diversificada nas áreas em que atua no mercado. Portanto, é necessária uma especialização nesta profissão considerada tão abrangente e cheia de possibilidades.

REFERÊNCIAS

STRUNCK, Gilberto. Viver de design. Rio de Janeiro 2AB, 2004 (4 edição, atualizada) 152p,:il.;14,5 cm x 21cm. ? (Série Oficina)

ADG Brasil - ASTIZ, Paula ? O valor do design ? Guia ADG Brasil de prática profissional do designer gráfico. 3 Edicao ? São Paulo: Editora Senac São Paulo.

ADG Brasil ? WOLLNER, Alexandre ? O valor do design ? Guia ADG Brasil de prática profissional do designer gráfico. 3 Edicao ? São Paulo: Editora Senac São Paulo.

SOUSA, C. S. M. ; GOUVEA, T. C. V. . ABC do Design - 313 termos técnicos em design. 01. ed. São Paulo: Sebrae, 2004.

SANTOS, Breno pessoa dos - Design e mercado local: Formação e atuação do profissional de design gráfico em Belo Horizonte - Dissertação apresentada à Coordenação do Mestrado em Educação Tecnológica, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Disponível em: www.

TAROUCO, Fabrício. O design gráfico e as novas tecnologias ? Disponível em: http://fido.palermo.edu/servicios_dyc/encuentro2007/02_auspicios_publicaciones/actas_diseno/articulos_pdf/A6016.pdf

LEROY, Jimmy, JUNIOR Sebastião P. Lago e CADAVAL, . Criação e Design ? O design gráfico necessita de uma especialização abrangente? ? Disponível em: www.profissionalpublish.com.br

http://www.telecentros.desenvolvimento.gov.br/_arquivos/capacitacao empresarial/OqueeDesign.pdf
 
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Sobre este autor(a)
É Mestre em Ciências Socias pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Pós Graduado em Marketing Empresarial e Bacharel em Design . Atualmente é Professor Adjunto l da Unit e membro do NDE - Núcleo Docente Estruturante do curso de Design da mesma instituição. Atuou durante 13 anos como desenh...
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