O DESEJO SEXUAL SOB O OLHAR DA CIÊNCIA

Estamos vivendo um momento em que a palavra de comando é DESEJAR. Do latim, desiderare, que significa ter vontade, ambicionar de maneira intensa. Há, no entanto, uma condução específica voltada ao apelo sexual pela permissividade exacerbada. Isto sem levar em conta nenhum valor. É o consumismo despertado pela promíscua e absoluta propaganda do nu humano, em constante exibição do produto pronto ao consumo.

Mas há uma interrogação sobre o assunto na mente dos leigos que não entendem como e por que dispara este gatilho.
 O nome científico do desejo sexual é LIBIDO, se manifesta da mesma forma que a fome e a sede. Sofre os mesmos estímulos e as manifestações depois de acionadas são quase que incontroláveis. Convém salientar que para controle de tal impulso, seria necessária a consciência de padrões inibidores tais como valores morais, familiares, cristãos ou religiosos. Sem tais valores, desencadeia a prática incontrolável e promíscua.

Mas nosso intento é desfolhar sob a ótica científica este impulso quase incontrolável que domina 87% da nossa vida psicológica. São as manifestações dinâmicas da sexualidade e está biologicamente incorporado às ações do corpo humano. Todo ser humano levita em torno da libido e quando não satisfeita gera uma neurose.

Diante de tal descoberta pode-se verificar qual a razão de tantas pessoas apresentarem uma contínua insatisfação diante da vida. Estão em forma de choros, dores, ausências, apetite desordenado, compulsões e tantas outras manifestações visíveis apenas sob o olhar de um profissional da área. É como se faltasse algo, é imperceptível na realidade. O maior número de neuroses identificadas tem a raiz exatamente na área sexual insatisfeita ou sublimada por uma ocupação, clausura ou dedicação religiosa exacerbada.

No dia-a-dia é possível blindar-se contra as manifestações da nossa libido, basta que ocupemos a mente com as mais diversificadas informações, tais como estudos, pesquisas, diversões onde não haja o apelo sexual, jogos interativos ou ocupações salutares. Diante de tais exercícios é possível se deparar com uma perspectiva mais ampla para a vida, para o trabalho, criando estratégias que mostrem de várias maneiras que os 13% que ficaram fora do domínio libidinoso poderão atuar como se fosse um ambientalista, ferrenho defensor da sustentabilidade do ser como um todo.

A força desse impacto libidinoso se propaga de forma que a pessoa que a alimenta se torna como se fosse tomado por uma obsessão sem poder estabelecer limites. Diante destes comportamentos é possível ver o grau de imaturidade, de carência afetiva e de auto-afirmação voltados única e exclusivamente para esta fome insaciável que corrói sem que houvesse capacidade de detê-la. Quando os limites são ultrapassados vem à tona o surpreendente e visível quadro da incapacidade que surge com as patologias da sexualidade que se estendem, minando vidas que poderiam ser tratadas antes de ser estimuladas pelos apelos do pornográfico sem censura.

O nosso mundo mantém barreiras invisíveis que poderiam impedir que tais pessoas chegassem ao panlimitrofe da agonia em busca de respostas quase sempre sem eco. É o momento de difundir o conhecimento, abrindo caminhos mais saudáveis àqueles que ainda podem se libertar de pulsões mortais aprendendo a conviver com as condições especiais do limite possível.

Estabeleça um acordo entre você e seu desejo, mude sua vida, defina os parâmetros, você pode editar uma nova história.

 
Revisado por Editor do Webartigos.com
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Sobre este autor(a)
Dra. Solange Lins é Psicanalista, Sexóloga, PhD, ThD em Teologia, Autora de Vários Livros, Tradutora Literária, Professora, Autora do Programa: "Gestão de Qualidade de Vida", Conferencista Internacional, Diretora do "CENTRO ACADÊMICO DE DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL", Palestrante Empresarial e re...
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