Leitura como construção de sentidos
 
Leitura como construção de sentidos
 


Associação de Ensino Superior da Vitória de Santo Antão
Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão
Curso de Especialização em Língua Portuguesa


LEITURA COMO CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS

Autora: Roberta Maria da silva
Orientador: José Ricardo Paes Barreto
Resumo
Esse artigo propõe a reflexão sobre as habilidades intelectuais muito importantes a serem desenvolvidas e cultivadas por qualquer pessoa, e de qualquer idade através da leitura. Nem sempre o indivíduo se desenvolve com estímulo e aprendizagem, principalmente quando se volta para o lado escolar, onde nos primeiros anos da educação fundamental, muitas crianças acabam por ficar excluídas do mundo das letras, aquele mesmo que as rodeia e que gostariam de decifrar com habilidade e fluência. Na grande maioria das escolas brasileiras o que ainda se encontra è uma prática pedagógica de ensino de língua que revela pouca ou nenhuma Influência de toda essa nova abordagem do fenômeno da linguagem, os alunos lêem rapidamente na busca de assimilar o maior número de informações possível para realizarem um exame posteriormente sem se dedicarem a uma reflexão sobre o assunto, levando a uma rotina mecânica de aprendizagem. Por isso se torna necessário a busca de condições para o desenvolvimento pleno de uma educação lingüística, fazendo com que as aulas de língua portuguesa não se reduzam em aulas de gramática, mas priorizem a leitura constante de material variado, assim como a escrita. Claro que essa responsabilidade não caberá só para a escola, pois, os pais podem e devem participar dessa construção do novo leitor, porque é com muita leitura e escrita que se aprende alcançando um verdadeiro sentido, permitindo que a criança no futuro seja uma leitora assídua, atuante e consciente do seu papel na sociedade.
Palavra chave: Reflexão, Leitura e Compreensão
Abstract
This article proposes a reflection on the skills intellectuals too important to be developed and grown by anyone and any age through reading. Not always the individual develops with stimulation and learning, especially when back to the school side, where the early years of primary education, many children end up excluded from the world of letters, even those around them and would like to read with skill and fluency. In vast majority of Brazilian schools which still is a pedagogical practice of teaching language reveals little or no influence in this whole new approach to the phenomenon of language, students read quickly assimilate the search for the greatest number of information as possible to carry out an examination later without engaging in a reflection on the subject, leading to a mechanical routine of learning. This makes it necessary to seek conditions for the full development of a linguistic education, causing the Portuguese language classes are not reduce in grammar lessons, but prioritize reading constant of various materials, as well as writing. Clear that this responsibility will not fit only for school because parents can and should participate in this construction of the new reader, because it is with a lot of reading and Writing is learned reaching a true sense, allowing the child is a reader in the future diligent, active and conscious of their role in society.

Keywords: Reflection, Reading and Understanding

Introdução

As pessoas aprendem a ler antes de serem alfabetizadas. Desde pequenas são conduzidas a entender um mundo que se transmite por meio de letras e imagens. Mesmo as crianças que vivem longe dos grandes centros urbanos ou não têm nenhuma disponibilidade de livros e impressos, conhecem o significado de certas siglas, sabendo identificar as figuras e nomes de personagens, divulgado por meio de propaganda audiovisual, da televisão, das histórias ouvidas e reproduzidas.
O universo da leitura envolve o ser humano por todos os lados, estimulando a aprendizagem. Por isso é preciso compreender que antes de analisar e refletir o processo de leitura o ser humano têm de gostar de ler. E isso só se faz de uma maneira: lendo. Porém, ninguém nasce sabendo. Compete à escola e à sociedade incentivarem a prática de leitura como um instrumento de libertação e de aprimoramento humano. Mas nem sempre esse incentivo e desenvolvimento na leitura acontecem. Os professores percebem que os alunos no decorrer dos seus estudos encontram-se cada vez mais diante de um abismo, devido a falta de prática da leitura durante as séries anteriores e o pouco estímulo familiar. O contato dos estudantes com os livros costuma seguir um roteiro no mínimo cansativo, alguns títulos quase sempre clássicos, são indicados e viram conteúdo avaliativo, perguntas de interpretação de texto com uma única resposta correta. E só. A experiência que deveria ser desafiadora vira uma tarefa burocrática e sem graça. Diante desta situação Foucambert, defende a seguinte idéia, ou seja, para ele:

O leitor não é aquele que lê o livro que lhe é proposto, mas aquele que cria seus próprios meios de escolher os livros que irá ler, que pratica uma atividade "metaléxica" nas colunas dos jornais, na livraria, na biblioteca, é aquele que conhece os meios para encontrar e diversificar os textos ligados aos seus interesses.(Foucambert,1994,p.135)

A leitura deve ser passada para os alunos de forma livre, pois, dará a oportunidade de despertar o leitor que existe em cada um. O professor de maneira interessante poderá mostrar ao aluno que a biblioteca não é considerada como um depósito ou coleção de livros, e ele poderá ver a biblioteca de um modo mais agradável fazendo dela um local de produção da leitura de uma maneira bem diversificada.
Para uma boa estratégia da leitura é interessante a presença mais frequente da literatura e da diversidade textual e que a escola esteja aberta para reconhecer as novas práticas sociais de leitura e escrita que vem surgindo na sociedade como um todo. Sem falar do apoio da família que através da integração facilitará o processo de leitura.
Não é uma tarefa fácil ter o domínio da leitura de uma forma geral no meio dos alunos, nem se faz da noite para o dia, portanto, toda a atenção voltada para a leitura é da maior importância. Pois como afirma Larrossa:
A leitura deve ser encarada como uma experiência e não como algo que tem a ver apenas com a aprendizagem ou como mera aquisição de informações. A leitura enquanto experiência é aquela que nos ocorre e, ao nos ocorrer, nos modifica (1995, p.43)

Por isso é necessário oportunizar aos alunos o acesso de obras literárias onde assim eles poderão entrar nas aventuras com os personagens, comentarem sobre o enredo, buscar textos semelhantes, conhecer mais sobre o autor, trocar indicações literárias. Tudo pelo prazer. Passando assim a terem sua própria construção argumentativa, curiosidades e desejos de ir além. Com isso, os alunos vão passar a ver a leitura não como uma tarefa escolar, mas como um hábito que vão os modificando para melhor a cada dia.
1. O leitor e a leitura
Saber ler e escrever, já entre os povos gregos e romanos, era um diferencial de classes sociais. A pessoa que dominava esses conhecimentos ganhava um lugar de destaque na sociedade, tendo condições permanentes de pertencer a um grupo de elite da minoria de homens livres; portanto, o objetivo de alfabetizar-se não visava apenas ao desenvolvimento intelectual, mas também o de ingressar mais facilmente a sociedade.
Numa visão dicionarizada, ler é "percorrer com a vista e interpretar o que está escrito" (Cunha, 1986, p.471). Nessa concepção, a relação leitor-autor não é ponto de importância, o foco está apenas no leitor, e geralmente, quando se fala em leitura, pensa-se em pessoas lendo revistas e jornais, porém o mais comum é relacionarmos o ato de ler com os livros. É inevitável não lembrar também da relação que existe entre autor e leitores que buscam constituir sentidos para o texto a partir de suas experiências de mundo, conhecimentos prévios e do contexto sócio-histórico a que pertencem. Um dos pensamentos do educador Freire (2002) sobre o processo de leitura é que "A leitura de mundo precede a leitura da palavra..."
1.1 Leitura e compreensão em três níveis básicos:
Através do canal sensorial (que representa momentos iniciais da relação da criança com o mundo); do emocional (que enfatiza as emoções do leitor misturadas às emoções do autor); e do racional (que focaliza o intelectualismo e tende a ser único). Durante a leitura, os três canais se inter-relacionam simultaneamente, podendo um ou outro ser privilegiado, ocorrendo isso a partir da aproximação do leitor ao objeto lido, suas expectativas, necessidades, seus interesses pela leitura, das condições de produção e do contexto geral de que se inserem.
A leitura se compõe em um processo amplo e gradativo que proporciona ao indivíduo o uso de suas potencialidades, enriquecendo suas próprias idéias e promovendo experiências intelectuais.

2. A leitura como construção do entendimento do texto
Compreender um texto consiste num processo gradual durante o qual o leitor procura uma configuração de esquemas que representem adequadamente cada uma das passagens que vai lendo. Estas passagens sugerem ao leitor interpretações possíveis que vão sendo avaliadas e reavaliadas em função das frases seguintes, até que uma interpretação consistente seja, por fim, encontrada (Rumelhart, 1980). Compreender a linguagem (oral ou escrita) implica decodificar uma mensagem de um modo ativo. Não se trata de completar mecanicamente a mensagem do autor nos esquemas preexistentes, acrescentando-lhes qualquer coisa. Trata-se, pelo contrário, de um processo em que é feita uma combinação entre o texto perceptivo e os esquemas (conhecimento prévio) que o sujeito traz à leitura. Os esquemas que são recebidos dependem do contexto de interpretação, onde se inclui a situação física e social do sujeito. Daí que o mesmo texto, quando lido em diferentes ocasiões e estados e espírito, resulte em aprendizagens e significados diferentes. Quantas vezes não já tivemos esta experiência ao ler pela segunda vez um livro ou rever um filme e sentir que só agora compreendemos verdadeiramente o significado das palavras. Da mesma forma, o mesmo texto lido por pessoas diferentes resulta em diferentes interpretações, já que as grelhas de leitura são distintas de sujeito para sujeito. O significado das novas informações não está no texto, mas, na interação com as informações necessárias já existentes na memória.
Alguns autores defendem que o texto não possui significado interno, pois ela é construída pelo receptor, quando compreende uma mensagem. Numa mensagem nunca estão demonstradas todas as idéias do autor. Este tem intenções acerca das quais o leitor tem que fazer algumas inferências, baseando-se no seu conhecimento prévio. Este processo inferencial ajuda o leitor a esclarecer detalhes não apresentados no texto. Ou seja,o leitor, acaba lendo nas entrelinhas.


2.1 Coesão e Coerência
Coerência e coesão textuais são dois conceitos importantes para uma melhor compreensão do texto e para a melhor escrita de trabalho de redação em qualquer área. A coesão trata basicamente das ligações gramaticais existentes entre as palavras, as orações e frases, garantindo uma boa sequenciação de eventos. A coerência, por sua vez aborda a relação lógica entre idéias, situações ou acontecimentos, sustentando-se por vezes, em mecanismos formais, de natureza gramatical ou lexical, e no compartilhado entre os usuários da língua.
Para boa compreensão de um texto, devem considerar três aspectos: pragmático, que se refere ao seu funcionamento enquanto atuação informacional e comunicativa. O Semântico-Conceitual, relativo a sua coerência. E o Formal, concernente à sua coesão.

2.2 Habilidades da Leitura

É através das habilidades da leitura que o aluno tem a possibilidade de compreender não só as tarefas em língua portuguesa,mas também em outras disciplinas. Na verdade, o aluno compreende não apenas o contexto escolar, mas o contexto de sua própria vida e do mundo contemporâneo. As habilidades de leitura vão muito além de sua simples decodificação, ou seja, vão além da própria compreensão do que foi lido. Não é apenas uma tradução de sílabas ou palavras, é muito mais que isso, a boa leitura deve passar pelas seguintes etapas: decodificar, compreender, interpretar e reter.
Na Decodificação, o aluno primeiramente decodifica os símbolos escritos, tendo uma leitura superficial;
Na Compreensão, após passar pela etapa de decodificação, o aluno deve captar o sentido do texto lido.
Na Interpretação, que é a terceira etapa da leitura, o aluno deve interpretar uma sequência de ideias ou acontecimentos que estão explícitos no texto.
E na Retenção, à última etapa, o aluno deve ser capaz de reter as informações trabalhadas nas etapas anteriores e aplicá-las.
Apesar da grande preocupação com as habilidades de leitura, na escola, ela deve ser uma aprendizagem e não uma mecanização ou receita a ser seguida. Deve ser algo onde o aluno reflita, levante hipóteses e se interaja sobre o objeto do conhecimento. Certas restrições instituídas pelo professor, que define a leitura como próprias ou impróprias, devem ser extintas da sala de aula. Para que isso aconteça é preciso estar bem atento as seguintes palavras:
Um primeiro princípio para a construção de uma nova pedagogia da leitura diz respeito ao conhecimento, pelo professor, das circunstâncias de vida dos alunos e a recuperação, como ponto de partida, das suas experiências vividas. (Silva, 1998, p.26)

Alunos e professores estão acostumados a usarem a leitura, para vários fins, menos para o que, realmente ela serve. Os alunos lêem para depois copiar o que algum personagem ou autor diz, lêem para identificar algum erro de ortografia, lêem somente para dizer que sabem ler sem se importarem o entendimento que o texto deveria passar. Mas esse não deve ser o objetivo a seguir, pois a leitura serve para formar leitores pensantes e críticos, que saibam resolver problemas novos e jamais vividos.

3. FASES DA LEITURA

1. PRÉ-LEITURA (03 a 06 anos) - pensamento pré-conceitual:
? livros com pouco texto, muitas gravuras e rimas, tratando de animais e objetos conhecidos e cenas familiares ao mundo infantil.
2. LEITURA COMPREENSIVA (06 A 08 anos) - processo de alfabetização; mentalidade mágica, adquirindo conceitos de espaço, tempo e causa:
? livros retratando histórias do cotidiano com textos curtos e ricos em ilustrações.
3. LEITURA INTERPRETATIVA (08 A 11 anos) - fluência no ato de ler, maior orientação para o mundo, e, fantasia:
? livros com textos curtos com apoio eventual na ilustração.
4. LEITURA PRÉ-CRÍTICA/LÓGICA (11 a 13 anos) - domínio das estruturas lógicas do pensamento abstrato, preocupação com a realidade e momentos de fantasia/interpreta dados, se posiciona e emite juízos de valor:
? livros com textos mais intensos e complexos em termos de conteúdo, estrutura e linguagem.
5. LEITURA CRÍTICA (13 a 15 anos) - descoberta do mundo interior, da formação de juízos de valor e da percepção de valores estéticos - exercício crítico frente aos textos, emitindo conclusões e transferindo conhecimentos para novas situações:
? livros sem textos extensos e complexos, voltados para o questionamento da justiça e da verdade, a busca da identidade individual e social.

3.1 TIPOS DE LEITURA
1. LEITURA ORAL:
? Objetivo - levar o aluno a uma leitura expressiva;
? Prepara para o exercício da fala e desinibe o aluno;
? Metodologia: individual e coletiva.


2. LEITURA SILENCIOSA ou INTERPRETATIVA:
? Objetivo- desenvolver e assegurar a compreensão do texto;
? Prepara para a interpretação da mensagem (observação/análise/crítica);
? Metodologia: livre ou dirigida.

3.2 TIPOS DE LEITURA DIDÁTICA
1. LEITURA INSPECIONAL:
? Rápida, horizontal, que se faz para tomar conhecimento do texto;
? usá-la, denuncia falta de hábito de leitura.
2. LEITURA ANALÍTICA:
? Atenta, reflexiva, vertical, pausada com possíveis releituras, que visa a aprender e criticar toda a montagem orgânica do texto, sua coerência informativa e seu valor;
? Busca a assimilação de novos conhecimentos prévios já acumulados pelo leitor.

4. O INCENTIVO DA LEITURA COMEÇANDO DE CASA
Não se pode colocar a responsabilidade de incentivo à leitura somente para os professores, pois os pais possuem um papel muito importante nesse processo. A família é decisiva para incentivar a leitura. Além do exercício intelectual partilhado a leitura entre pais e filhos, irmãos, tios e avós agrupam o comportamento afetivo de maneira muito forte, fortalecendo a ato de ler. Ler junto é também um ato de afeto. Os pais devem evitar expressões como "está errado"! Ou "está lendo mal", deve-se utilizar expressões como "Agora vamos ler juntos", e apontar para as palavras à medida que, lentamente as lê. É importante variar os gêneros propondo, leituras de livros infato-juvenis, matérias de jornal, revistas infantis, textos informativos, receitas, etc.
Falar sobre o livro que a criança irá ler é interessante, pois aumenta a curiosidade da criança em saber como a história vai acabar. Oportunizando-a no final da leitura a ter uma discussão sobre o que ela leu. Mas todo esse processo nunca deverá ser forçado, deve haver um interesse por parte da criança, para que o processo de leituralização seja prazeroso e enriquecido.
4.1 A Leitura prazerosa através de Literatura
Todos os especialistas concordam que num país como o Brasil, não só os pais como a escola tem um papel fundamental para garantir o contato com os livros desde a primeira infância, e se o indivíduo já está na adolescência ou na fase adulta deve se conscientizar que nunca é tarde para começar a ler literatura, vale apena tentar, pois o manuseio as obras, as ilustrações e o mundo das letras encantam e emocionam, levando a uma reflexão na busca de interpretações possíveis, tirando assim diversas conclusões. Se alguém contar uma obra que foi escrita durante uma guerra, por exemplo, ou chamar a atenção para a estrutura do poema e nos fizer pensar porque o autor usa cada palavra ou cada figura de linguagem, com certeza nossa visão sobre a obra vai mudar e vamos entender melhor aquele conjunto de versos. É isso que acontece quando se faz a união do ensino da literatura às práticas de leitura.
(...) A literatura pode ajudar o professor a alcançar um resultado melhor, colaborando para o sucesso do seu trabalho. (Regina Zilberman-PNBE 2008, acervo 1)

Os livros despertam o gosto pela leitura, não tem propósito pedagógico e ainda divertem. Os alunos certamente apreciarão acompanhar, nas obras, as aventuras de personagens parecidas com eles, ação que os levará a buscar mais, livros, solidificando sua competência de leitura. A primeira medida a ser tomada é, portanto, colocar os livros ao alcance dos alunos em sala de aula. Aproximação entre o leitor e o texto, na forma de livro, motivará o interesse e induzirá a leitura, mesmo no caso de pessoas que ainda não foram alfabetizadas. Pois a atração do livro impresso, com suas figuras e textos, atraem o leitor, fazendo com que ele se entregue a sedução da obra.
Um ensino que procura valorizar a compreensão da leitura faz com que surja uma importância formativa no âmbito do desenvolvimento pessoal e social dos alunos. Apesar das habilidades de decodificar palavras serem importantes, não se tornam suficientes para o progresso de compreensão textual, pois ler não é apenas identificar os sinais impressos em uma página, é antes de tudo, interagir, analisar e construir um sentido para o texto. A leitura "não é aceitação passiva, mas é construção ativa: é no processo de interação desencadeada pela leitura que o texto se constitui" (DELL? ISOLA, 2001).
Acredita-se portanto que o processo de construção de sentido da leitura se realiza através de inferências feitas a partir de pistas linguísticas, junto ao seu conhecimento de mundo, o leitor pode interpretar e construir sentido do material lido, ultrapassando assim a visão de leitura como mera retirada de informações.











REFERÊNCIAS

CUNHA, Antônio Geraldo da. Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa. 2. Ed. Rio de Janeiro :Nova Fronteira, 1986
DELL?ISOLA, R. L. P. Leitura: inferências e o contexto sociocultural. Belo Horizonte:Formato editorial, 2001.
FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler: em três artigos que se completam. 43 ed. São Paulo:Cortez, 2002.
FOUCAMBERT, Jean. A leitura em questão. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. 157p.
LARROSA, J. 1995. Tecnologias do eu e educação. In: T. T. SILVA (org.), O da educação: estudos sujeito Foucaultianos. 2ª ed., Petrópolis, Vozes.
ZILBERMAN, Regina. A leitura e o ensino da literatura.São Paulo: Ed. Contexto. 1988.
SILVA, Ezequiel Theodoro.Elementos de pedagogia da leitura. São Paulo:Ed. Martins Fontes. 1998.
SILVA, Liliam Lopes Martins da, 1986, A escolarização do leitor, Porto Alegre: Mercado Aberto
 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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