JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL - 2011
 
JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL - 2011
 


FACULDADE DE PINHAIS

NEUSA MARIA GONÇALVES STÜRMER

JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

BIGUAÇU
2011

NEUSA MARIA GONÇALVES STÜRMER

JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

BIGUAÇU
2011
FACULDADE DE PINHAIS
CURSO DE PEDAGOGIA.

TERMO DE APROVAÇÃO

JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

BANCA EXAMINADORA

Prof. (a)______________________________________________Data:___/___/___/
Prof. (a)______________________________________________Data:___/___/___/
Prof. (a)______________________________________________Data:___/___/___/

Dedico este trabalho a minha filha Ana Caroliny, que tão pequena soube ser paciente e compreensiva à minha ausência, sempre com suas palavrinhas ou desenhos de incentivo fundamentais para me fortalecer. Filha, você quem deu sentido a essa longa caminhada!

AGRADECIMENTOS


Agradeço a Deus pela saúde e pela força interior que me alimenta.

Um "Muito Obrigado" a minha filha Ana Caroliny e ao meu esposo Allison pela confiança e por acreditar que seria possível a realização desta etapa em minha vida.

Aos meus pais e familiares que acompanham meus passos, acreditando no meu sucesso. Foram muitos os momentos de alegrias e dificuldades, experiências que trazem importantes ensinamentos.

E as amizades muitas vezes os recadinhos somente on line, outros que ficaram sem o meu telefonema ou aquela visitinha gostosa. Mas nunca esquecidos, de coração todos estavam presente me impulsionando.

Aos professores pelo conhecimento, carinho, dedicação e entusiasmo demonstrado ao longo do curso. Em especial a professora Elisa a minha orientadora pelo carinho, dedicação e paciência com que me orientou ao longo desta pesquisa.

Aos amigos da turma de pedagogia que convivi nestes quatro anos, são pessoinhas que jamais serão esquecidas. As saidinhas na pizzaria depois da aula, as conversas pelos corredores, as panelinhas que se formavam aos poucos, as palavras JHONY que paralisavam a sala, as caras feias e os muitos sorrisos espalhados por todos os cantos fizeram parte da formação não só profissional, mas também humana.

Agradeço a você, isso você mesmo, por ter apostado suas fichas no meu desenvolvimento e crescimento profissional, pelos pensamentos positivos quando a voz se calava.


Educar é realizar a mais bela e complexa arte da inteligência. Educar é acreditar na vida e ter esperança no futuro, mesmo que os jovens nos decepcionem no presente. Educar é semear com sabedoria e colher com paciência.

Augusto Cury


RESUMO


A Educação Infantil é uma fase fundamental para o desenvolvimento emocional e cognitivo da criança. Hoje o grande desafio dos professores de Educação Infantil é proporcionar aulas interessantes e atraentes. Motivo pelo qual, procurou-se neste trabalho, mostrar a importância da inclusão de jogos e brincadeiras como estratégias pedagógicas para o professor. Pois, conforme nossos estudos, o jogo e a brincadeira favorecem a lateralidade, a psicomotricidade, a coordenação motora, a auto-estima, ou seja, envolve todo o domínio do esquema corporal. Enfim, são grandes fontes para o desenvolvimento psicomotor do aluno que conseqüentemente beneficiarão o processo de ensino-aprendizagem. Sendo assim, aplicando jogos e brincadeiras, cria-se, portanto, um espaço de interação no qual a criança experimenta o mundo e internaliza a compreensão de diversos sentimentos e conhecimentos. O brincar também contribui para a aprendizagem da linguagem, que funciona como instrumento de pensamento e ação, para ser capaz de falar sobre o mundo, a criança precisa saber brincar com o mundo com a mesma desenvoltura que caracteriza a ação lúdica.É na escola, a criança possui a capacidade de brincar em grupo, com outras, pois já opta a seguir a regras e a guardar a sua vez. Antes dessa idade, ela já brinca paralelamente com outra criança ou em grupo de no máximo três, mas não participou ainda de jogos sujeitos a regras, pois, embora possa percebê-las, mostrando-se incapaz de submeter-se a elas. De fato a criança nessa idade está ainda no estágio egocêntrico, no qual ela joga livremente, a sua maneira.

Palavras-Chaves: Jogos; Brinquedos; Brincadeiras; Educação Infantil

1 INTRODUÇÃO

Esta monografia tem como tema os jogos brinquedos e brincadeiras na educação infantil.
Diversos estudos demonstram que, por meio dos jogos, a criança vê e constrói o mundo. Em função disso, é essencial que os professores resgatem as atividades lúdicas, na educação infantil, trabalhando a diversidade cultural e desperte a vontade para o aprender.
Podemos dizer que todo ser humano pode beneficiar-se dos jogos, tanto pelo aspecto lúdico de diversão e prazer quanto pelo aspecto da aprendizagem.
A educação infantil é à base da formação do indivíduo, é também um período fundamental para o desenvolvimento da criança, tanto o lado emocional quanto o cognitivo. E toda criança ao nascer traz consigo a capacidade do desenvolvimento.
Este trabalho vem abordar a importância dos jogos e brincadeiras nesta fase (educação infantil), fator fundamental ao desenvolvimento das aptidões físicas e mentais da criança.
Sendo, portanto, um agente facilitador para que se estabeleçam vínculos sociais com seus semelhantes, descubra sua personalidade, aprenda a viver em sociedade e preparar-se para as funções que assumirá na vida adulta.
Lembrando que, o grande desafio dos professores, da educação infantil, é compreender e conhecer a criança que se encontra nesse período preparatório para o seu pleno desenvolvimento. Nesse sentido, o assunto jogos e brincadeiras não é apenas um entretenimento, mas uma atividade que possibilita a aprendizagem de várias habilidades.
Somos sabedores que o sentido da vida de uma criança é a brincadeira, pois, é através da mesma que a criança reproduz situações concretas do cotidiano de um adulto. Ao brincar e jogar, a criança fica tão envolvida com o que está fazendo que expressa todo o seu sentimento e emoção. Brincar é direito de toda criança.
Brinquedos, jogos e brincadeiras são atos indispensáveis à saúde física e intelectual e sempre estiveram presentes em qualquer povo desde muito tempo atrás. Através deles, os alunos desenvolvem a linguagem, o pensamento, a socialização, a iniciativa e a auto-estima, preparando-se para ser um cidadão capaz de enfrentar desafios e participar na construção de um mundo melhor. O jogar e o brincar, nas suas diversas formas, auxiliam no processo ensino-aprendizagem, tanto no desenvolvimento da motricidade fina e ampla, bem como no desenvolvimento de habilidades do pensamento, como a imaginação, a interpretação, a tomada de decisão, a criatividade e organização.
Jogar e brincar não devem ser explorados somente para lazer, mas também como elementos bastante enriquecedores para promover a aprendizagem, correspondem a uma profunda exigência do organismo e ocupa lugar de extraordinária importância na educação escolar. Estimula a observar e conhecer as pessoas e as coisas do ambiente em que vive. O Jogar e brincar são essenciais para que a criança manifeste sua criatividade, utilizando suas potencialidades de maneira integral. É sendo criativo que a criança descobre seu próprio eu. Através das atividades com jogos e brincadeiras as crianças desenvolvem várias capacidades, explorando e refletindo sobre a realidade, a cultura na qual estão inseridas. A incorporação das brincadeiras, jogos e brinquedos na prática pedagógica desenvolvem diferentes atividades que contribuem para inúmeras aprendizagens e capacidades indispensáveis a sua futura atuação profissional, tais como atenção, afetividade, concentração, habilidades psicomotoras e estimula a socialização. As situações imaginárias estimulam a inteligência e desenvolvem a criatividade. As crianças que se envolve com os brinquedos, jogos e brincadeiras sentem a necessidade de partilhar com o outro.

Hoje, a maioria dos filósofos, sociólogos, etólogos e antropólogos concordam em compreender o jogo como uma atividade que contém em si mesma o objetivo de desafiar os enigmas da vida e de construir um momento de entusiasmo e alegria na ridez da aprendizagem e da caminhada humana pela evolução biológica. Assim, brincar significa extrair da vida nenhuma outra finalidade que não seja ela mesma. Em síntese, o jogo é o melhor caminho de iniciação ao prazer estético, à descoberta da individualidade e a meditação individual (Antunes, apud Santos, 2000, p.38).

O objetivo geral dessa pesquisa permite estudar a importância dos jogos, brinquedos e brincadeiras no processo de aprendizagem da educação infantil.
Com isso, constam os objetivos específicos:
? Apresentar o conceito de jogos e brincadeiras, bem como os seus benefícios;
? Destacar a evolução do brincar, bem como o seu histórico;
? Destacar os jogos e as brincadeiras e a conscientização dos educadores para a necessidade de respaldar as atividades lúdicas nas salas de aula;
? Descrever a importância da família no incentivo aos jogos, brinquedos e brincadeiras.

Com tudo isso, foi levantada a problemática: Os educadores utilizam-se dos jogos e brincadeiras como recurso ensino-aprendizagem ma educação infantil?
Quanto à metodologia empregada neste trabalho será desenvolvida através de uma concepção dialética, numa abordagem qualitativa e dentro de um método dialético critico, numa metodologia própria, dos estudos interpretativos ou fenomenológicos. As técnicas empregadas serão estudo de caso, pesquisa bibliográfica e documental.



































2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA



Jean Piaget foi um psicólogo suíço, falecido em 1980. É conhecido mundialmente por suas obras e centenas de artigos publicados, reverenciando a análise a evolução do pensamento infantil. Por mais de quarenta anos, realizou pesquisas com crianças, visando conhecer melhor a evolução do pensamento até a adolescência, para que houvesse o aperfeiçoamento dos métodos educacionais.
Ele propõe que o desenvolvimento cognitivo se realiza em estágios. Portanto, isso significa que a natureza e a caracterização da inteligência mudam com o passar do tempo. Para ele os estágios e períodos do desenvolvimento caracterizam as diferentes formas do indivíduo interagir com a realidade, de organizar seus conhecimentos visando sua adaptação (Aranha, 2002).
Com isso é que o indivíduo desde criança vai construindo seu desenvolvimento mental, levando em consideração o ponto de vista motor, intelectual e afetivo. Para Piaget as atividades lúdicas são o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Esta não é apenas uma forma de passa-tempo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual (Aranha, 2002).
Ele afirma que o jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil (Aranha, 2002).
Vygotsky (1896-1934) nasceu na Rússia. Para ele o ser humano é um ser que pensa, raciocina, deduz e abstrai, deseja, imagina e se sensibiliza. Ele não separa o intelecto do afeto, porque busca uma abordagem abrangente que seja capaz de entender o ser humano como uma totalidade, as características tipicamente humanas não estão presentes desde o nascimento do indivíduo, nem são meros resultados das pressões do meio exterior. Elas resultam da interação dialética do homem e o seu meio sócio-econômico. Assim como o homem transforma o seu meio para atender suas necessidades, transforma-se a si mesmo, influenciando no seu comportamento futuro, são os desejos, necessidades, emoções, interesses, do individuo que dão origem ao pensamento, e este por sua vez exerce influência sobre o aspecto afetivo-cognitivo (Aranha, 2002).
A partir desse enfoque enfatiza que as funções psicológicas especificamente
humanas se originam nas relações do individuo e seu contexto social cultural social, ou seja, o desenvolvimento mental humano não é imutável e universal, não é passivo, nem tão pouco independente do desenvolvimento.
Para ele a brincadeira, e os jogos são atividades específicas da infância, na quais a criança recria a realidade usando sistemas simbólicos. É uma atividade social, com contexto cultural e social. Ele fala sobre a Zona de Desenvolvimento Proximal que é a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver, independentemente, um problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema, sob a orientação de um adulto. em que ela se encontra.
Ele classifica o brincar em três fases. Sendo que na primeira fase a criança inicia seu distanciamento do seu primeiro meio social, representado pela mãe, começa então, a falar, andar e movimentar-se em volta das coisas. E é nesta fase, que o ambiente a alcança por meio do adulto e pode se dizer que esse período se prolonga até que a criança atinja uma idade de mais ou menos sete (7) anos. A segunda fase é caracterizada pela imitação, a criança copia o modelo dos adultos. E a terceira fase se caracteriza pelas convenções que surgem através das regras e normas a elas associadas (Aranha, 2002).
Seguindo essa linha ele afirma que é enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento da criança. É brincando e no jogando que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva.


2.1 Conceito de Jogo e Brinquedo


Desde o século passado até os dias atuais, estudiosos têm se voltado para a necessidade de explicar os jogos, brinquedos, e as atividades lúdicas para uma melhoria no processo ensino aprendizagem das crianças. Assim, é que filósofos têm formulado teorias, explicando de diversas formas de ensinar brincando. Por que as crianças têm a necessidade de brincar.
Para Groos (1998), o brinquedo funciona como um exercício preparatório para as atividades adultas. Por isso segundo essa teoria, meninos e meninas têm necessidade de brincar durante anos, para se transformarem verdadeiramente em homens e mulheres. Também ressalta que o brinquedo corresponde a uma necessidade natural, e isso explica a alegria que caracteriza os brinquedos infantis. Para a criança, brincar é viver.
Carr (1998), admite que o brinquedo tem a função de descarregar as tendências anti-sociais que são naturais da criança, mas que se mostram incompatíveis com o estágio atual de nossa sociedade. Portanto, o brinquedo tem uma função purificadora.
Para tanto, entre os psicólogos se manifesta o interesse em explicar o brinquedo ou o jogo, que nada mais é, do que a livre expansão de tendências ocultas mais ou menos represadas. Com isso, em Londres, foi introduzido o uso do brinquedo entre os psicanalistas de crianças, com a finalidade de descobrir as causas dos distúrbios apresentados por seus pequenos pacientes e, assim curá-los.
Para os psicólogos da escola Alfred Adler (1870 ? 1937), eles vêem no brinquedo e no jogo um desejo de superioridade, de afirmação, uma tendência forte em mandar. Portanto ao brincar, reproduzem-se as atividades dos pais, a criança faz de conta que é grande e realiza seu desejo de ser grande, seu anseio de domínio. Haja vista que, por ser uma compensação de inferioridade infantil é que o brinquedo de boneca atrai tanto a menina.


2.1.1 A Criança e o Brincar

Toda criança brinca, no brinquedo, entra em ação a fantasia. O indivíduo ao brincar, transforma a realidade e a realidade o transforma; cria personagens e mundo de ilusão. Fazendo das brincadeiras uma ponte para o imaginário, muito pode ser trabalhado. Contar, ouvir histórias, dramatizar, jogar com regra, desenhar, entre outras atividades, constituem meios prazerosos de aprendizagem.
A criança expressa suas criações e emoções reflete medos e alegrias, desenvolve características importantes para a vida adulta. O raciocínio lógico, a aceitação de regras, socialização, desenvolvimento da linguagem entre as crianças são algumas importantes habilidades desenvolvidas durante as brincadeiras. Com os jogo brinquedos e as brincadeiras, a criança vivencia concretamente a elaboração e negociação de regras de convivência assim como a elaboração de um sistema de representação dos diversos sentimentos das emoções e das construções humanas. Isso ocorre porque a motivação da brincadeira é sempre individual e dependem dos recursos emocionais de cada criança que são compartilhados em situações de interação social. Por meio da repetição de determinadas ações imaginárias, que se baseiam, mas polaridades presença/ausência, bem/mal, prazer/desprazer, passividade/atividade, dentro/fora, grande/pequeno, feio/bonito, etc.; as crianças também podem internalizar e elaborar suas emoções e sentimentos, desenvolvendo um sentido próprio de moral e de justiça. Para que as crianças possam exercer sua capacidade de criar é imprescindível que haja riqueza e diversidade nas experiências que lhes são oferecidas nas instituições, sejam elas mais voltadas às brincadeiras ou às aprendizagens que ocorrem por meio de uma intervenção direta. A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vínculo essencial com aquilo que é o não brincar. Pela oportunidade de vivenciar brincadeiras imaginativas e criadas por elas mesmas, as crianças podem acionar seus pensamentos para a resolução de problemas que lhes são importantes e significativos. Proporcionando a brincadeira, portanto, cria-se um espaço no qual as crianças podem representar o mundo e internalizar uma compreensão particular sobre as pessoas, os sentimentos e os diversos conhecimentos. Para Vygotsky (1998) na situação de brincadeira a criança se projeta nas atividades adultas de sua cultura e ensaia seus futuros papéis e valores. Ela começa a adquirir motivação, as habilidades e as atitudes necessárias para a sua participação social, que só pode ser completamente atingida com a interação dos companheiros da mesma idade. Dessa forma, brincando, a criança desenvolve seu senso de companheirismo. Jogando com amigos, aprende a conviver, ganhando ou perdendo, procurando aprende regras e conseguir uma participação satisfatória. As atividades lúdicas são para as crianças elementos essenciais para suas vivências, motivos pelos quais vemos que, brincando a criança reproduz suas vivências, transformando o real de acordo com seus desejos e interesses. No brinquedo a criança assimila e constrói a sua realidade. O momento em que a criança está absorvida pelo brinquedo é um momento mágico e precioso, em que está sendo exercitada a capacidade de absorver e manter a atenção concentrada que irá contribuir de maneira eficaz na produtividade quando adulto. As relações cognitivas e afetivas da interação lúdica, propiciam amadurecimento emocional e vão pouco a pouco construindo a socialização infantil.


2.2 Histórico e Evolução do Brincar

O "brincar" está presente em todas as épocas, na Pré-história o brincar é algo natural para o ser humano. No Egito e na Grécia, até mesmo os adultos brincavam, isto é, toda a família fazia parte desse ato de brincar, na educação, no fato de ensinar os ofícios e as artes para as crianças. Foi Platão o primeiro a demonstrar interesse pelo estudo do lúdico, que aponta a importância dos jogos no desenvolvimento da aprendizagem das crianças, principalmente nas áreas exatas (matemática). Com o crescimento do Cristianismo na Idade Média, a igreja considerava o jogo como algo profano e por esse motivo na educação aconteceu um retrocesso, em relação ao lúdico. Com a metodologia usada pelos jesuítas o lúdico volta a ter um destaque importante, principalmente no estudo da gramática e da ortografia (Kishimoto, 2002). Foi entre os séculos XVII e XVIII que se fez uma diferenciação entre a fase adulta e a fase da infância, apareceram então novos conceitos a respeito do crescimento da criança, valorizando as características essenciais da infância. Alguns teóricos como Pestalozzi, Dewey, Rousseau, Fröebel e Montessori, trouxeram muitas contribuições para a educação em relação ao uso do jogo para as crianças em idade escolar. Podemos citar também duas interferências importantes para a educação, Vygotsky e Piaget com novas contribuições científicas, dando muito mais ênfase na aprendizagem. Vygotsky acredita em uma função importantíssima do faz-de-conta, do jogo que é a parte pedagógica. Já Piaget dá um sentido mais amplo para o jogo em seus estudos (Cória-Sabini, 2005).
Para Vygotsky: (1896-1934) a brincadeira, o jogo são atividades específicas da infância, na quais a criança recria a realidade usando sistemas simbólicos. É uma atividade social, com contexto cultural e social. Acredita ainda que é enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento da criança. É no brinquedo e no jogo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva (Auto, ano).
Atualmente, com a globalização e o crescimento dos meios de comunicação como a internet, e a televisão as crianças estão deixando de lado as brincadeiras de rua, de rodas, buscando o aspecto lúdico apenas nos jogos de computador, jogos eletrônico de mão, vídeos-games, dentre outros brinquedos eletrônicos. Com isso, as brincadeiras perdem sua verdadeira identidade e seu real significado, acompanhando as exigências de uma sociedade tecnológica. É necessária uma nova metodologia de educação e ensino que permite a ação do professor de educação infantil, alicerçada na interdisciplinaridade com ênfase na ludicidade.
Grande parte dos jogos e brincadeiras tradicionais que encantam e fazem parte do cotidiano de várias gerações de crianças estão desaparecendo na atualidade devido às transformações do ambiente urbano, da influência da televisão e dos jogos eletrônicos. Pesquisas atuais mostram a importância de resgatar os jogos tradicionais na educação e socialização da infância, pois brincando e jogando a criança estabelece vínculos sociais, ajusta-se ao grupo e aceita a participação de outras crianças com os mesmo direitos. Obedece às regras traçadas pelo grupo, como também propõe suas modificações, aprende a ganhar, mas também a perder (Cória-Sabini, 2005).


2.3 A Importância dos Jogos, Brinquedos e Brincadeiras no Processo de Ensino e Aprendizagem

A importância da inserção e utilização dos brinquedos, jogos e brincadeiras na prática pedagógica é uma realidade que se impõe aos professores. Brinquedos não devem ser explorados só para lazer, mas também como elementos bastantes enriquecedores para promover a aprendizagem. Através dos jogos e brincadeiras, o educando encontra apoio para superar suas dificuldades de aprendizagem, melhorando o seu relacionamento com o mundo.
Os professores precisam estar cientes de que a brincadeira é necessária e que traz enormes contribuições para o desenvolvimento da habilidade de aprender e pensar. O brincar e o jogar são atos indispensáveis à saúde física, emocional e intelectual e sempre estiveram presentes em qualquer povo desde os mais remotos tempos. Através deles, a criança desenvolve a linguagem, o pensamento, a socialização, a iniciativa e a auto-estima, preparando-se para ser um cidadão capaz de enfrentar desafios e participar na construção de um mundo melhor.

Piaget, (1896, p.63) - tanto a brincadeira como o jogo é essencial para contribuir no processo de aprendizagem. Ao lançar uma atividade desconhecida seja um jogo ou uma brincadeira, o aluno entrará em conflito. No entanto, logo ao tomar conhecimento e compreender melhor as idéias, este estará assimilando e acomodando o novo conhecimento.

Os jogos, brinquedos e brincadeiras, nas suas diversas formas, são importantes no auxílio no processo ensino-aprendizagem, tanto no desenvolvimento psicomotor, isto é, no desenvolvimento da motricidade fina e ampla, bem como no desenvolvimento de habilidades do pensamento, como a imaginação, a interpretação, a tomada de decisão, a criatividade, o levantamento de hipóteses, a obtenção e organização de dados e a aplicação dos fatos e dos princípios a novas situações que, por sua vez, acontecem quando jogamos, quando obedecemos a regras, quando vivenciamos conflitos numa competição, etc.
A situação ideal do ensino-aprendizagem é aquela em que as atividades são de tal maneira agradável e desafiadora que a criança a considere um brincar e não obrigação como se vê na aprendizagem formal. O brincar não pode ser aleatório e desprovido de regras e conteúdos.

O jogo não pode ser visto apenas como divertimento ou brincadeira para desgastar energia, pois ele favorece o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e moral". Através dele se processa a construção de conhecimento, principalmente nos períodos sensório-motor e pré-operatório. Agindo sobre os objetos, as crianças, desde pequenas, estruturam seu espaço e seu tempo, desenvolvendo a noção de casualidade, chegando à representação e, finalmente, à lógica. As crianças ficam mais motivadas para usar a inteligência, pois querem jogar bem, esforçam-se para superar obstáculos tanto cognitivos como emocionais (Piaget, 1967, p.42 ).
O jogo não é simplesmente um "passatempo" para distrair os alunos, ao contrário, corresponde a uma profunda exigência do organismo e ocupa lugar de extraordinária importância na educação escolar. Estimula o crescimento e o desenvolvimento, a coordenação muscular, as faculdades intelectuais, a iniciativa individual, favorecendo o advento e o progresso da palavra. Estimula a observar e conhecer as pessoas e as coisas do ambiente em que se vive.
Através do jogo o indivíduo pode brincar naturalmente, testar hipóteses, explorar toda a sua espontaneidade criativa. Os jogos e brincadeiras são essenciais para que a criança manifeste sua criatividade, utilizando suas potencialidades de maneira integral. É somente sendo criativo que a criança descobre seu próprio eu.
O jogo é mais importante das atividades da infância, pois a criança necessita brincar, jogar, criar e inventar para manter seu equilíbrio com o mundo.


2.3.1 O Papel do Professor na Utilização dos Jogos e Brincadeiras

O êxito do processo ensino-aprendizagem depende em grande parte da interação professor-aluno, sendo que nesse relacionamento, a atividade do professor é fundamental.
A escola deve ser um lugar onde o aluno possa investigar e construir seu próprio pensamento e dominar suas ações e é através da atividade lúdica que se produz aprendizado espontâneo. Nesse sentido, é necessário que o educador insira o brincar em um projeto educativo, que supõe intencionalidade, ou seja, ter objetivos e consciência da importância de sua ação em relação ao desenvolvimento e aprendizagem infantis.
O professor deve antes de tudo ser um facilitador da aprendizagem, criando condições para que as crianças explorem seus movimentos, manipulem materiais, interagem com seus companheiros e resolvam situações-problemas. O brincar é essencial na educação infantil, pois irá proporcionar o desenvolvimento motor e mental da criança. O professor pode utilizá-lo como recurso pedagógico (Almeida, 2011).
Nesta interação com o brincar, o professor estrutura a criança para o conhecimento físico, com o lógico, então começa a compreendê-los, incorporando-os num quadro de relação com os alunos.
Brincar é lazer, mas é simultaneamente fonte do conhecimento e é está dualidade que leva o professor a considerar o brincar como parte integrante da atividade educativa.
Para o professor a criança brincando na escola vai possibilitar o desenvolvimento do processo de aprendizagem e também uma situação em que a criança constitui tanto para a assimilação dos papéis sociais e compreensão das relações afetivas que ocorre em seu meio, como para a construção do conhecimento (Almeida, 2011).
O educador precisa estar preparado para utilizar todos os tipos de brincadeiras e todos os materiais que dispõe para ter uma gama maior de estratégias a sua disposição.
Com as brincadeiras e dinâmicas as crianças conseguem desenvolver melhor sua capacidade de aprendizagem. A criança muitas vezes vai se desinibir, caso seja uma criança tímida com dificuldades de se interagir.
A criança se empenha durante o brincar da mesma maneira que se esforça para aprender a andar, a falar, a se desinibir, a comer. Esse esforço é tão intenso que, às vezes, ela fica concentrada na atividade e não escuta quando alguém a chama (Bertoldo, 2009).
Quando se observar uma criança brincando, pode-se notar que qualquer objeto em função da utilização feita pela criança torna-se um brinquedo.
A educação infantil deve respeitar a criança como um todo e assim promover o seu desenvolvimento integral e é por isso que não se deve levar à padronização de hábitos que não são mais utilizados pelos professores.
Utilizando muitas vezes os jogos e brincadeiras, os professores poderão estimular às crianças para uma aprendizagem muito mais fácil.
O brincar é uma atividade normal do ser humano. Ao brincar a criança fica tão envolvida com que está fazendo que coloca na ação seu sentimento e emoção.
Brincando a criança ordena o mundo a sua volta, assimilando experiências, informações e sobre tudo incorporando atividades e valores (Auto, ano).
Com o ato brincar, espera-se que as relações entre as crianças possam contribuir nas atividades apresentadas pelos professores para enriquecer à dinâmica das relações sociais na sala de aula.
Cada dia na vida de uma criança é cheio de atividades e de novas situações de aprendizagem, a criança aprende vivendo, experimentando, fazendo descobertas, agindo, construindo seu conhecimento a partir da leitura que faz do mundo, ou seja, de sua realidade.
O professor tem que partir da realidade dos alunos, ver suas necessidades, buscar alternativas de interação.
Quando o professor introduz uma brincadeira no ensino, a criança passa por uma fase de adaptação e reconhecimento, sendo interessante que ela o faça livremente, explorando todas as suas possibilidades, pois o brincar implica ação.
A brincadeira é uma atividade rica em estimulação e pode conter desafio necessário para provocar uma determinada aprendizagem ao liberar um potencial existente e como conseqüência, uma situação de descoberta.
Como estratégia de ensino o brincar propicia a aprendizagem, o ensino de um conteúdo ou de uma habilidade, por isso ao escolher uma brincadeira o professor tem que ter em mente o cumprimento deste objetivo (Bertoldo, 2009).
Quando a criança vive isoladamente, as brincadeiras podem estimulá-las ao convívio do grupo, por isso é extremamente importante que as escolas e os professores saibam da importância dos jogos brinquedos e brincadeiras para o desenvolvimento da criança.
O professor deve valorizar as ações de cooperação e solidariedade, para que as brincadeiras não se tornem apenas competitivos, assim a criança desenvolverá sua auto confiança respeitando suas limitações e possibilidades.
O professor tem que ter objetivos traçados, o que espera alcançar com determinadas brincadeiras, assim ele o apresenta como a metodologia mais adequada para ajudar o desempenho de suas tarefas, pois é inútil organizar um conteúdo para crianças, levando em consideração os padrões de assimilação, pois a criança pensa diferente do adulto (Barbosa, Botelho 2008).
Os professores não podem deixar de utilizar brincadeiras pedagógicas e que estimulam a imaginação da criança.
Nos dias de hoje tem-se a informática que é essencial para facilitar o conhecimento e informação, mas esta relação entre usuário e a máquina distancia a relação entre as pessoas.
É necessário motivar os professores a participarem com mais freqüência de brincadeiras que fazem parte do desenvolvimento intelectual e imaginário das crianças.
Na educação infantil a criança consegue lidar com a representação. É neste momento que começam a aparecer às brincadeiras envolvendo o imaginário, o faz-de-conta, onde um pedaço de madeira pode ser um carrinho ou um microfone, dependendo da imaginação e da situação de brinquedo que a criança está envolvida (Barbosa e Botelho 2008).
As brincadeiras precisam ser resgatadas também pelos professores buscando as raízes, o que se tinha no passado, que foi ensinado até nos tempos dos avós, pais e que deve estar presente hoje, pois fazer as crianças brincarem é tirar muitas vezes da frente da televisão, dos vídeos games e até de computadores.
Para Ausubel (1998, p.35).
A principal tarefa do educador é então a de identificar, nos conteúdos formadores do conhecimento, os conceitos mais abrangentes, que tenham o maior poder de inclusividade, que sejam os mais amplos; e de colaborar para que o aprendiz os aprenda significativamente. Se o indivíduo aprender de forma significativa o conteúdo essencial, é bem provável que estará apto a utilizá-lo na solução de problemas e a aplicá-lo em situações novas.

Os professores precisam estar conscientes que o brincar é muitas vezes estimular àquela criança que não tem nada em casa, e que pode reviver a aprendizagem de uma maneira muito mais satisfatória. As crianças conseguem desenvolver melhor sua capacidade de aprendizagem com os brinquedos, brincadeiras e jogos.

2.4 O Papel da Família no Incentivo aos Jogos e Brincadeiras


Talvez poucos pais saibam o quanto é importante o brincar para o desenvolvimento físico e psíquico do seu filho. A idéia difundida popularmente limita o ato de brincar a um simples passatempo, sem funções mais importantes que entreter a criança em atividades divertidas.
Piaget (1975) diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Estas não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.
Ele afirma que
O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem todos que se forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil (Piaget 1975, p.160).

O papel da família no desempenho escolar das crianças é bastante rico e importante no processo de inclusão do brincar, na influência de seus valores em seu desempenho escolar.


2.5 Principais Jogos, Brinquedos e Brincadeiras

Cada jogo contém e exercita todos os aspectos (cognitivos, afetivo e social) e, de acordo com a predominância, pode ser classificado como:
? Jogos lógicos: desenvolvem o raciocínio;
? Jogos afetivos: estimulam as emoções;
? Jogos sociais: facilitam a aquisição de conhecimentos, atitudes e destrezas próprias de um determinado meio.

O brinquedo contém sempre uma referência ao tempo de infância do adulto com representações vinculadas pela memória e imaginações. O vocábulo "brinquedo" não pode ser reduzido à pluralidade de sentidos do jogo, pois conota a criança e tem uma dimensão material, cultural e técnica. Enquanto objeto, é sempre suporte de brincadeira. O brinquedo é a oportunidade de desenvolvimento. Brincando, a criança experimenta, descobre, inventa, aprende e confere habilidades.
Além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, proporcionam o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração e da atenção. O brinquedo traduz o real para a realidade infantil. Suaviza o impacto provocado pelo tamanho e pela força dos adultos, diminuindo o sentimento de impotência da criança. Brincando, sua inteligência e sua sensibilidade estão sendo desenvolvidas. A qualidade de oportunidade que estão sendo oferecidas à criança através de brincadeiras e de brinquedos garante que suas potencialidades e sua afetividade se harmonizem.
Para Vygotsky citado por OLIVEIRA, DIAS, ROAZZI (2003), o prazer não pode ser considerado a característica definidora do brinquedo, como muitos pensam. O brinquedo na verdade, preenche necessidades, entendendo-se estas necessidades como motivos que impelem a criança à ação. São exatamente estas necessidades que fazem a criança avançar em seu desenvolvimento.
A brincadeira é alguma forma de divertimento típico da infância, isto é, uma atividade natural da criança, que não implica em compromissos, planejamento e seriedade e que envolve comportamentos espontâneos e geradores de prazer. Brincando a criança se diverte, faz exercícios, constrói seu conhecimento e aprende a conviver com seus amiguinhos. A brincadeira transmitida à criança através de seus próprios familiares, de forma expressiva, de uma geração a outra, ou pode ser aprendida pela criança de forma espontânea. Para a criança, a brincadeira gira em torno da espontaneidade e da imaginação. Não depende de regras, de formas rigidamente estruturadas. Para surgir basta uma bola, um espaço para correr ou um risco no chão.
A imaginação, a imitação e a regra. Elas estão presentes em todos os tipos de brincadeiras infantis, tanto nas tradicionais, naquelas de faz-de-conta, como ainda nas que exigem regras.
Piaget (1975) ressalta a importância dos jogos não somente como fator de entretenimento, mas como meio de desenvolvimento cognitivo da criança.
Também Vygotsky (1998), valoriza os jogos realizados em grupo, sendo esta uma atividade de suma importância para o processo de aprendizagem e desenvolvimento.
O jogo pode ser visto como: resultado de um sistema lingüístico que funciona dentro de um contexto social; um sistema de regras e um objeto. O sentido do jogo depende da linguagem de cada contexto social. Enquanto fato social, o jogo assume a imagem, o sentido que cada sociedade lhe atribui. É este aspecto que nos mostra porque, dependendo do lugar e da época, os jogos assumem significações distintas.
Um sistema de regras permite identificar, em qualquer jogo, uma estrutura seqüencial que especifica sua modalidade. Tais estruturas seqüenciais de regras permitem diferenciar cada jogo, ou seja, quando alguém joga, esta executando as regras do jogo e, ao mesmo tempo, desenvolvendo uma atividade lúdica. Através do jogo a criança libera e canaliza suas energias; tem o poder de transformar uma realidade difícil; propicia condições de liberação da fantasia; é uma grande fonte de prazer. O jogo é, por excelência, integrador, há sempre um caráter de novidade, o que é fundamental para despertar o interesse da criança, e à medida em que joga ela vai conhecendo melhor, construindo interiormente o seu mundo. Esta atividade é um dos meios propícios à construção do conhecimento (Kishimoto, 1997).






















3 CONSIDERAÇÕES FINAIS


Este estudo teve por finalidade pesquisar a importância dos jogos brinquedos e brincadeiras na Educação Infantil. Nos dias de hoje o brincar vem sendo cada vez mais utilizado na Educação Infantil, sendo destacado como uma peça importantíssima para a formação da personalidade, da inteligência, na evolução do pensamento, transformando-se em um artifício mais acessível para a construção do conhecimento.
Portanto, verifica-se que, ao brincar, a criança constrói conhecimento. Com isso uma das atribuições mais importantes do jogo é a confiança que a criança tem. Confiante, ela pode chegar às suas próprias conclusões, criar seus próprios valores morais e culturais, visando sua auto-estima, o autoconhecimento, a cooperação conduzindo à imaginação, à fantasia, à criatividade, e existem algumas vantagens que facilitam suas vidas, sejam quando crianças ou como adultos.
A criança aprende enquanto brinca. De alguma forma a brincadeira se faz presente e acrescenta ingredientes, indispensáveis, ao relacionamento com outras pessoas. Pois, estabelece com os jogos e as brincadeiras, uma relação natural e consegue extravasar suas tristezas e alegrias, angústias, paixões, passividades e agressividades, por meio da brincadeira a criança envolve-se no jogo e partilha com o outro, ou seja, se conhece e conhece o outro.
Além da interação, que a brincadeira e o jogo proporcionam, são de fundamental importância como mecanismo para desenvolver a memória, a linguagem, a atenção, a percepção, a criatividade e habilidade para melhor desenvolver a aprendizagem. Brincando e jogando a criança terá oportunidade de desenvolver capacidades indispensáveis a sua futura atuação profissional, tais como atenção, afetividade, o hábito de concentrar-se, dentre outras habilidades.
Nessa perspectiva, os jogos brinquedos e brincadeiras vêm contribuir para o importante desenvolvimento das estruturas psicológicas e cognitivas do aluno. Pois a ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade, mas principalmente na infância, na qual ela deve ser vivenciada, não apenas como diversão, mas com objetivo de desenvolver as potencialidades da criança, visto que o conhecimento é construído pelas relações interpessoais e trocas recíprocas que se estabelece durante toda a formação do sujeito.
Os professores de Educação Infantil devem através do jogo, facilitar a aprendizagem e o desenvolvimento da criança nos aspectos físico, cognitivo, motor, social, político, nas idades iniciais, ou seja, inicialmente na escola, pois a Educação Infantil tem a função de promover a construção do conhecimento, assim como todos os outros níveis de educação, pois desta construção depende o próprio processo de constituição dos indivíduos que, freqüentam a escola.
Quando o professor trabalhar atividades lúdicas na educação infantil, como práticas inovadoras, maiores serão as chances, desse profissional proporcionar à criança aulas mais prazerosas e interessantes. Dando ênfase, portanto, às brincadeiras e jogos, o educador desenvolve junto ao aluno um trabalho mais envolvente.
O jogo pode ser considerado um recurso pedagógico para a Educação Infantil, uma vez que através dele a criança aprende sobre a natureza, eventos sociais, a dinâmica interna. Através dos jogos, brinquedos e brincadeiras, ela consegue também entender o funcionamento dos objetos e explorar suas características físicas. Os jogos se configuram a inúmeras brincadeiras infantis. A criança repete nos jogos e nas brincadeiras as impressões que vivência no cotidiano, é uma atividade que a criança necessita para atuar em tudo que a rodeia e desenvolve seu conhecimento.
É fundamental para o desenvolvimento infantil os jogos brinquedos e brincadeiras, pois através dele a criança passa a envolver-se com as exigências da sociedade, de forma divertida e prazerosa.
Conclui-se, então, que o desenvolvimento do aspecto lúdico, facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, facilitando os processos de socialização, comunicação, expressão e construção do conhecimento. Enfim, desenvolve o indivíduo num todo.








REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ALMEIDA, Anne. Internet. Ludicidade como Instrumento Pedagógico. Disponível em: . Acesso em: 17/04/2011.

ARANHA, Maria Lúcia Arruda. História da Educação. 2 ed. São Paulo: Moderna,
2002.
BARBOSA, S. L; BOTELHO, H. S. Jogos e Brincadeiras na Educação Infantil. 2008. 34 f. Centro Universitário de Lavras, Lavras, 2008. Internet. Disponível em: Acesso em: 23/04/2011.
BERTOLDO, Janice Vida. Jogo Brinquedo e Brincadeira. Internet. Disponível em: . Acesso em: 21/04/2011.

CÓRIA-SABINI, Maria aparecida, LUCENA, Regina Ferreira de. Jogos e Brincadeiras na Educação Infantil. 2 ed. Campinas: Papirus, 2005.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. São Paulo: 1997.
KISHIMOTO, Tizuko M. O brincar e as suas Teorias. São Paulo: Pioneira, 2002.
NOVA ESCOLA, Revista, Hora de Brincar, Editora Abril, ano 2010, edição especial.

OLIVEIRA, Sâmela Soraya Gomes de, DIAS, Maria da Graça B. B. e ROAZZI, Antonio. O lúdico e suas implicações nas estratégias de regulação das emoções em crianças hospitalizadas. Psicol. Reflex. Crit. [online]. 2003, vol.16, no.1 [cited 29 March 2006], p.1-13. Disponível em: . ISSN 0102-7972.

PIAGET, Jean. A Formação do Símbolo na Criança: Imitação, Jogo e Sonho Imagem a Representação. 2ª.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Livraria Martins Fontes Editora LTDA, 1998.



 
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