INTRODUÇÃO

Mais uma vez sou grato a Deus pela oportunidade de pregar a Sua palavra, sempre que me é dado a oportunidade, seja pelas rádios, pelos púlpitos, na igreja onde eu pastoreio, ou mesmo pela internet.

Quero compartilhar com todos uma palavra abençoada que fará a diferença para muitos, e assim quero que abram seus corações, pois bem sei que já ouviste muitos outros pregadores ministrar esta palavra, então quero ser mais um a trazer um tempero diferente.

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Gostaria de nesta mensagem observar um evento grandioso que aconteceu a muito tempo atrás, no qual a pessoa de Jesus teve inteira responsabilidade. É o momento que um jovem é ressuscitado e dado de volta a sua mãe que já era viúva. Todos nós conhecemos este evento como a viúva de Naim. Não que seu esposo se chamasse Naim, mas pelo fato de que ela residia em uma cidade chamada Naim. Por isso resolvi dar o nome dessa mensagem de "JESUS E A VIÚVA DE NAIM"

A VIUVEZ NOS TEMPOS BÍBLICOS

A cidade de fica no sopé do monte Tabor; é uma vila muito pobre, esta cidade fica a cerca de um dia de caminhada da cidade de Cafarnaum que em hebraico significa Aldeia da consolação.

Naim significa aconchego, tranqüilidade, calma, o que nos leva a crer que aquele era um bom lugar de se viver. Hoje a cidade de Nain fica situada na província Iraniana central de Esfahan, onde são produzido um dos mais finos e sofisticados tapetes do mundo.

Ser uma mulher é muito difícil ainda em nossos dias, mas uma mulher israelita do tempo de Jesus, era alvo de grande discriminação imposta pela Velha Lei. Por exemplo, no Templo não podia ir além do Pátio das mulheres. Elas não estavam de forma alguma preparadas para sobreviver economicamente sem o seu marido. As mulheres das principais famílias de Jerusalém, raramente saíam à rua antes do seu casamento e mesmo depois de casadas, quando saíam, passavam despercebidas com a cara tapada por um véu.

Quando criança, até aos doze anos e um dia, a mulher aprendia todos os trabalhos domésticos e era propriedade de seu pai. A educação da mulher era diferente da que recebiam os seus irmãos e o seu casamento era decidido por seus pais, muitas vezes sem seu conhecimento.

Ainda, em caso de falecimento do dono da casa, as mulheres não podiam herdar os bens do seu marido, pois o território de Israel estava distribuído pelas suas tribos que a Velha Lei tentou preservar e a mulher poderia ser de outra tribo diferente da de seu falecido marido. Se uma mulher pudesse herdar as terras de seu falecido marido e fosse de outra tribo, poria em risco a divisão do território pelas onze tribos de Israel, pois a tribo de Levi não tinha terras.

A viúva, se não tivesse pelo menos um filho, que pudesse herdar as terras de seu pai, continuava de certa maneira ligada ao seu falecido marido, e de acordo com o registro em Deuteronómio 25:5 a 10, deveria esperar que algum dos seus cunhados a tomasse como mais uma de suas mulheres em respeito pela memória de seu irmão. Só depois dos seus cunhados a rejeitarem e depois de cumpridos os rituais que constam do texto que mencionamos em Deuteronómio é que ela poderia tentar novo casamento.

Assim, a expressão que aparece no texto de Marcos e de Lucas "viúva pobre", nesse contexto cultural, leva-nos a imaginar uma viúva que não tivesse filhos, nem cunhados que a recebessem, nem quaisquer meios de subsistência. Então vemos que ser uma viúva naqueles tempos não era nada fácil.

O CONTEXTO

Relata-nos a bíblia que naquele dia ouve o encontro de três multidões, e isso vou lhes provar. Bom Jesus tinha consigo muitos de seus discípulos, que já não eram somente os doze, mais muitos, e junto com eles ia uma multidão de pessoas, estas eram pessoas que creio serem algumas que foram curados por Jesus, outros que criam em Jesus, e alguns curiosos, que é de se concordar que sempre tem. E a terceira multidão eram os que acompanhavam a mulher viúva da cidade de Naim.

Eu perguntei ao Senhor o que Ele foi fazer lá. Mas então aprendi que onde há alguém necessitado Jesus sempre aparecerá. E ali estava uma pessoa que com certeza necessitava da compaixão do nosso Senhor.

Creio que com toda certeza aquela mulher foi uma esposa formidável, sendo fiel, companheira, ajudadora, e presente em sua família. E em seu casamento ela teve um filho. Creio que ela uma jovem viúva, pois ter um filho apenas, me faz crer que devido a morte de seu marido ela não teve tempo de ter mais filhos. E digo mais uma vez, com certeza, ela cuidou daquele jovem com muito carinho, pois bem sabemos que o amor de mãe é o sentimento que mais se aproxima da igualdade ao amor de Deus. Mas um dia, o qual Salomão chama de o dia mau (Ec-12:01) chega em sua vida e seu filho adoece e morre.

Todas as esperanças daquela mulher se vão junto com a morte do jovem, ficando ela sozinha e desamparada. Então ela prepara o corpo do jovem para ser enterrado. Chorar e prantear só o que ela sabe fazer.

Agora sai o cortejo rumo ao cemitério. Mas ninguém sabia o que iria acontecer no momento em que as três multidões se encontrarem.

O ENCONTRO DAS TRÊS MULTIDÕES

Jesus ia seguindo pelo caminho e junto dele duas multidões, e mais a frente uma terceira. Por isso antes de finalizar quero falar um pouco dessas três multidões. Então vejamos:

- A MULTIDÃO DOS DISCÍPULOS.

Estes eu os chamo de fieis amigos. São aqueles que mesmo a meio as tempestades ficam junto de Jesus, não se afastam dele para nada. Esta é a multidão que segue sempre as palavras de Jesus, e fazem delas suas leis e delas se alimentam. Esta multidão era compostas dos doze discípulos e de muitos outros que se juntaram ao ministério de Jesus. Infelizmente é hoje esta multidão um povo que esta se afastando da unidade que Jesus tanto quis que houvesse, pois estão se separando e a cada dia se abre uma igreja firmada na rebeldia e desobediência.

- A MULTIDÃO DO POVO.

Sempre que Jesus andava uma multidão ia com Ele, e por muitas vezes Ele os alimentou, os ensinou, os orientou, e esta é multidão dos interessados em tirar alguma vantagem da ocasião. Uns interessados em alimentos, outros em vitória financeira, outros em vitória profissional. Ainda hoje vejo esta multidão por aí, pessoas que só vão a Igreja em busca de interesses pessoais e depois somem.

- A MULTIDÃO DO CORTEJO

Esta multidão era a multidão que se compadecia da viúva. Pois sendo aquela uma pequena cidade, e sendo ela uma boa mulher, com toda certeza ela era querida pela vizinhança do local. Então esta multidão era uma multidão que levava consigo a dor da perda de uma vida. Hoje ainda Jesus quer se encontrar com essas pessoas que levam dentro de si a dor da humilhação, do desprezo, da angústia, da solidão, e por que não dizer da perda, do dano.

Revisado por Editor do Webartigos.com