Na noite escura, sem sono,

por ti, meu amor, suspiro.

Quanto tempo valerás este pranto?

Quanto tempo velarás por mim?

 

A paz que eu tinha já não tenho mais.

A paz que enfim terei, fico a pensar.

Inundo-me nas lágrimas, enfim.

 

Tu, amor, és o meu jardim.

Jardim florido, em que poucos podem adentrar.

Sou tua fonte, no teu centro irei estar,

mas não jorro, pois ainda estou sem Ti.

Ó Amado de minh'alma, 

sei onde repousas.

Mas ainda vago perdida,

neste meu deserto.

 

Vem, ó Tu que és vida!

Vem dar vida a esta fonte,

de onde jorrará água

a todos os homens.

Caminho como noiva

em Tua direção.

Vem desposar-me,

já estou enferma de amor!

Revisado por Editor do Webartigos.com