INTERAÇÃO PSICOLÓGICA: PROFESSORES E ALUNOS NO CONTEXTO EDUCACIONAL
 
INTERAÇÃO PSICOLÓGICA: PROFESSORES E ALUNOS NO CONTEXTO EDUCACIONAL
 


Acadêmico John Victor Pereira da Costa

Acadêmica Roberta Rayanne Santos de Matos

Orientação Mestre Maria José de Azevedo Araújo

RESUMO

A pesquisa bibliográfica intitulada: "Interação psicológica: professores e alunos no contexto social" está relacionada à aprendizagem do aluno e do professor na sociedade em que ele vive. Confirma-se que a boa relação entre eles é muito importante para o desenvolvimento afetivo no contexto escolar. A sociedade tem um papel importante para a efetivação da aprendizagem do professor e do aluno. Os aspectos da psicologia e da psicologia da educação esclarecem essa relação.

PALAVRAS-CHAVE

Professor, aluno, contexto social

ABSTRACTThe literature review entitled "psychological interaction: teachers and students in the social context" is related to student learning and teacher in the society in which he lives. It is confirmed that the good relationship between them is very important for the emotional development in the school context. The company has an important role for effective learning of teacher and student. Aspects of psychology and psychology of education account for this relationship.

KEYWORDSTeacher, student and social context

INTRODUÇÃO

Para compreender a "interação psicológica: professores e alunos no contexto social" precisa-se primeiro analisar o que é a psicologia e a psicologia da educação, qual a sua contribuição para a realização de um trabalho pedagógico eficiente e qual a sua importância para o trabalho do professor com o aluno e a sociedade.

Para entender as características dos alunos na infância, adolescência, idade adulta, e na velhice, teoricos estudam teorias psicólogicas, desenvolvem e aplicam as teorias do desenvolvimento humano. As teorias são expressas em fases de maturação, de desenvolvimento, e de teorias que descrevem mudanças nas habilidades mentais (cognição), papéis sociais, morais, raciocínio, e crenças sobre a natureza do conhecimento.

ENTENDENDO A PSICOLOGIA E A PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

A Psicologia é uma ciência que visa compreender as emoções, o jeito de pensar e o comportamento do ser humano, Já a Psicologia da Educação estuda como os seres humanos aprendem em ambientes educativos, a eficácia das intervenções educativas, a aplicação da psicologia no ensino e nas escolas.

Na realidade ela nos mostra os modos de ensino e a relação de professores e alunos. Pode-se dizer que a finalidade da psicologia da educação é estudar os procedimentos de mudança que se processam nas pessoas como conseqüência de sua participação em atividades educacionais.

A Psicologia da Educação por ser científica, possui exigências e definições por uma concepção determinada da educação. Ainda por ser científica, tem uma definição de proposta pedagógica. Para o estudante de nível superior ela é totalmente compreensível. A caracterização do objeto de estudo quando específico da escola permite situá-la no ramo da psicologia.

Sabe-se que: "Os professores mais eficientes são aqueles que compreendem os alunos e o processo da aprendizagem, mas tal compreensão não é adquirida nem rápida nem facilmente". Schulz, Chales M. United Feature Syndirate, inc., 1959. Visando ilustrar o que foi explanado, esta história foi criada:

A menina:

- Que historia é essa sobre você e uma tal de Rute? A final quem é Rute?

O menino:

- Ela é a minha professora, ela me compreende!

A menina:

- Ou ela é um gênio ou então é uma nova na profissão!

A partir da história, detalhamos sobre a atuação dos professores e o jeito que devem relacionar-se com os seus alunos. Devem ser modelo, conforme o exemplo citado anteriormente.

REFLETINDO SOBRE A TEORIA DE PIAGET

Os psicólogos educacionais como Jean Piaget têm pesquisado a aplicabilidade da teoria segundo a qual as crianças se desenvolvem através de quatro fases de maturidade capacidades cognitivas. Piaget elaborou hipóteses de que as crianças não são capazes de apresentarem pensamento lógico, até serem mais maduras para abstração, o que ocorre após os 11 anos de idade.

Crianças mais novas, menos maduras, precisam ser ensinadas usando objetos concretos e exemplos práticos. Mas, os pesquisadores constataram que há transições. Uma criança pode ser capaz de pensar abstratamente sobre conceitos matemáticos, mas mantém-se limitada à reflexão concreta sobre as relações humanas.

Talvez a contribuição mais valorizada de Piaget seja a visão que que as pessoas constroem ativamente a sua compreensão através de um processo de auto-regulação.

Piaget propôs uma teoria do desenvolvimento moral. O raciocínio apresentado é que nas crianças há progressos a partir de uma compreensão da moralidade ingênua, baseando-se no comportamento e de resultados para uma compreensão mais avançada, baseada em intenções.

A compreensão papel do professor e do aluno.

A compreensão tem que apresentar-se nas duas partes: no aluno, na busca do entendimento com o conteúdo apresentado e na sua tentativa de desenvolver-se a partir do modo e do jeito do professor explicar.

O professor no modo e na capacidade do aluno aprender. Entende-se que um tem que aprender com o outro, o aluno tem que se relacionar bem com o professor e o professor também tem que relacionar-se muito bem com o aluno. Deve, portanto, procurar maneiras mais eficazes para que o aluno venha a aprender com mais facilidade o conteúdo que ele estará transmitindo.

Mais a idéia que temos da escola tradicional é a de que o professor tem que ensinar e os alunos precisam aprender. Na verdade, o professor também aprende enquanto ensina e os alunos enquanto aprendem, também ensinam ao seu professor.

O professor não é o senhor absoluto, o dono da verdade, o dono dos alunos, que os manipulem a seu bel-prazer. É importante que o professor tenha consciência de que além de mero transmissor de conhecimentos, ele é mais um dos exemplos adultos que os alunos em desenvolvimento poderão vir a imitar.

Outro aspecto importante do papel do professor refere-se à sua dinâmica de ensino, à sua participação em atividades escolares extras classe. Essas atividades são responsáveis por grande parte da aprendizagem dos alunos. É sabido por todos que o relacionamento fora da sala de aula, em atividades extra classe é muito bom para o desenvolvimento das relações humanas de alunos e professores.

A participação do professor em atividades da comunidade onde se situa a escola também é importante para que ele conheça os resultados de seu trabalho e possa orientar as tarefas escolares de acordo com as necessidades e aspirações reais da população.

Torna-se evidente que a realização do professor, enquanto instrutor, orientador e exemplo, enquanto participante das atividades de seus alunos de seus alunos e da comunidade, depende também das condições objetivas de seu trabalho. Se o professor ganha pouco e seu dinheiro não dá nem pra comprar um livro ou ir a um teatro; se é obrigado a trabalhar em varias escolas para sobreviver, se a escola não lhe oferece os recursos necessários a seu trabalho educativo, dificilmente ele poderá contribuir para a realização dos alunos.

A psicologia da Educação é indispensável para que o professor tenha condições de compreender os seus alunos e desenvolver um trabalho mais eficiente. Não é a mesma coisa trabalhar com crianças de quatro anos, com as de dez ou com adolescente. Cada aluno está em etapas de desenvolvimento diferentes, com deferentes necessidades e maneiras de entender o mundo do conhecimento.

A escola geralmente da mais importância ao desenvolvimento intelectual do que aos outros aspectos. Alem dos conhecimentos ligados ao desenvolvimento afetivo e intelectual dos alunos, a psicologia da educação pode ajudar os professores a compreender os alunos em suas relações com a família, com os amigos, com a escola, com a comunidade, etc.

A relação do professor com o aluno tem que ser a melhor possível, para com isso vir a dar bons resultados na sala de aula e fora também. Acontecendo assim o aluno e o professor estarão felizes em estar ensinando e aprendendo.

O professor se sentirá mais qualificado por estar conseguindo um bom relacionamento com o aluno, saberá que suas aulas estão boas e estão fazendo com o que os alunos estejam interagindo e aprendendo com o assunto que o professor está passando. O aluno estará feliz com o comportamento do professor e irá se sentir muito bem na sala de aula.

São os principais motivos do um bom relacionamento do professor e aluno. É por isso que é papel dos dois, ter uma boa compreensão uns dos outros. Os alunos, é que são donos dos seus pensares. Os alunos são pessoas humanas, e a liberdade de manifestação, de comunicação precisa ser respeitada pelo professor.

PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO: OS OBJETIVOS NO CAMPO DA COMPREENSÃO

·Compreensão do comportamento humano, incluindo-se o do professor, como condição para a compreensão do comportamento dos alunos;

·Compreensão dos princípios da psicologia da educação, não como regras a serem utilizados para lidar mais corretamente com os alunos;

·Compreensão dos vários aspectos do crescimento e desenvolvimento e de suas inter-relações;

·Compreensão do vocabulário utilizada em psicologia da Educação

PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO: OS OBJETIVOS NO CAMPO DAS HABILIDADES

·Capacidade para utilizar os conhecimentos de psicologia da educação no trabalho escolar;

·Capacidade para compreender os alunos, suas necessidades e aspirações.

·Capacidade para manter na sala de aula uma situação favorável à realização do professor e dos alunos;

·Capacidade para motivar os alunos no sentido do aproveitamento das oportunidades que a escola oferece para os eu desenvolvimento integral.

·Capacidade para ler textos sobre o assunto e aperfeiçoar-se constantemente, melhorando seu trabalho educativo.

PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO: OS OBJETIVOS NO CAMPO DAS ATITUDES

·Respeita às crianças em geral e a cada uma em particular, sem deixar-se influenciar por preconceitos e avaliações alheias a respeito de suas capacidades;

·Senso de responsabilidade em relação ao desenvolvimento global dos alunos;

·Consciência da importância do professor como exemplo a ser imitado pelos alunos;

·Convicção de que o aluno está em primeiro lugar e é o centro de todo o processo ensino-aprendizagem;

·Interesse constante pelo próprio trabalho profissional.

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

Escolas e professores passam grande parte do tempo avaliando, julgando, classificando o aluno. Na maior parte dos casos, numerosas avaliações produzem prejuízos para a aprendizagem, pois desenvolvem no aluno o auto-conceito negativo, uma consciência de que é incapaz, quando se sabe que todas as pessoas são capazes e querem aprender sempre mais.

Avaliar não é simplesmente medir. Pode-se medir o comprimento da sala de aula, área do quadro-negro, a altura de uma pessoa etc. Mas não se pode medir objetivamente o comportamento de uma pessoa, a aprendizagem de um aluno.

Então, o que é avaliar? É muito mais do que medir, embora possa incluir a medida, mas, a medida não pode constituir "julgamento final". Se o professor avalia um aluno pelo acerto ou pelo erro numa conta de somar, por exemplo, ele estará usando o critério / medida, na qual ele errou ou acertou. Estamos falando de avaliação escolar. Avaliação escolar refere-se à aprendizagem. Isto é: o aluno aprendeu ou não aprendeu?

Como se vê, a avaliação escolar é muito limitada, restringe-se aos objetivos da escola ligados a cada uma das matérias. Entretanto, muitas vezes, a questão da avaliação vai muito além, muito longe: a partir de uma nota baixa em matemática ou em qualquer outra ciência, o aluno passa a ser considerado incapaz de aprender, passa a ser discriminado, marginalizado pelo professor e pelos colegas e, muitas vezes, é obrigado a deixar a escola e acontece a evasão.

A avaliação não é uma ocasião, no final do processo de aprendizagem. A avaliação, na realidade educativa começa na fase do planejamento, que é o momento do estabelecimento dos objetivos a serem atingidos pelos alunos.

Ao final do processo de aprendizagem devem realizar-se as atividades que podem levar os alunos a esse objetivo. Por meio de vários instrumentos de avaliação, o professor verifica se o aluno aprendeu ou não, se sabe ou não resolver os problemas do seu cotidiano.

Devem-se planejar as atividades de aprendizagem juntamente com os alunos. Deve-se discutir com eles os objetivos a que todos os alunos pretendem alcançar, e até mesmo refletir por que alguns alunos não querem alcançar esses objetivos.

Realizar juntamente com os alunos consiste em acompanhar e orientar os trabalhos, possibilitar que tomem iniciativas, que realizem espontaneamente. Se tal verificação for feita pelos alunos, juntamente com o professor, eles estarão mais dispostos a mudar o que for preciso.

Sempre alertar-se para fazer estudos de caso quando perceber problemas de aprendizagem. A criança pode ter desenvolvido certos cacoetes ou hábitos de comportamento, que a distraem das atividades escolares: coçar a cabeça, chupar o dedo, roer as unha, etc.

Às vezes, a criança não aprende porque não dorme ou não come direito. As causas desses comportamentos e dos anteriores podem estar na insegurança com que os pais educam seus filhos ou por problemas graves que a família enfrenta.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conhecer a psicologia, especialmente a psicologia da educação é uma das formas do professor compreender o aluno. Sabe-se que o comportamento do professor em relação ao aluno, deve ser de civilidade e de gentilezas recíprocas.

O professor é também um espelho para seus alunos, suas atitudes influenciam na educação deles e é importante que o professor crie atividades extras-classes pois isso os ajuda a desenvolver e a conviver melhor em sociedade.

Já a psicologia no contexto social constrói-se na vivencia do aluno, fora da sala de aula. A família é um o ponto importante na educação, pois a família é como os professores, é o espelho da criança.Os pais têm que estar sempre presentes nisso, agora se tiver uma família que não tem estrutura nenhuma isso pode atrapalhar muito na educação dentro e fora da escola.

A população e os professores devem trabalhar para que os poderes públicos tomem consciência da importância da educação para o nosso país e canalizem para o setor educação, os recursos necessários.

SOBRE OS AUTORES

Os acadêmicos John Victor Pereira da Costa e Roberta Rayanne Santos de Matos são alunos de graduação, do 2º período do Curso de Licenciatura em Matemática, curso noturno da Universidade Tiradentes, em Propriá/SE. O trabalho é resultado de prática investigativa na forma de pesquisa qualitativa do tipo pesquisa bibliográfica. Este artigo foi produzido sob orientação da professora Maria José de Azevedo Araújo, no transcurso da disciplina "Psicologia da Educação", no segundo semestre letivo de 2009. E-mail para contato: azevedo1956@bol.com.br

REFERÊNCIAS

NELSON Piletti. Psicologia da educação: desenvolvimento psicológico e educação/ organizado por COLL, César, MORCHESIE, Álvaro, PALÁCIOS Jesus; Artmed, 2004.

http://redepsicologia.com/psicologia-da-educacao

 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Especialista e Mestre em Educação. Professora universitária de cursos de graduação e de pós-graduação. Líder do grupo de estudos GEPISTAE/UNIT. Possui sete livros publicados: Estágio Supervisionado III, Estágio Supervisionado IV, Organização do Trabalho Pedagógico; Quem Tem Medo do TCC? Psicologia ...
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