INFORME PSICOPEDAGÓGICO DE UM ESTUDO DECASO
 
INFORME PSICOPEDAGÓGICO DE UM ESTUDO DECASO
 


INFORME PSICOPEDAGÓGICO DE UM ESTUDO DECASO

RESUMO

O presente informe psicopedagógica relata o estudo de caso de uma criança com queixa escolar. Descreve a aplicação da avaliação psicopedagógica, a interpretação da avaliação, sugestões para os pais, para a escola e professores, de como reelaborar o processo de ensino aprendizagem da criança, como também encaminhamentos para outros profissionais.

Palavras chave: Dificuldade de: leitura,  escrita, operações matemáticas, desatenta.

IDENTIFICAÇÃO

Bruna Lopes da Silva, tem 07 (sete) anos e 04 (quatro) meses de idade, nasceu no dia 15 de maio de 2002, na cidade de Cuiabá, freqüenta o  2º ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal “Napoleão”, situada na Rua Sol Nascente, Nº. 161, bairro Jardim Marajoara, no município de Várzea Grande, no estado de Mato Grosso.

Filha do Sr. José da Silva, 42 anos de idade, mecânico e da Sra. Natalia Lopes da Silva, 39 anos, do lar, moradores na Rua Samambaia, Nº. 45,  Jardim Marajoara, no município a cidade de Várzea Grande, estado de Mato Grosso.

QUEIXAS

No dia 10 de setembro de 2009, a Sra. Natalia esteve na Escola Municipal Napoleão, município de Várzea Grande queixando-se que a sua filha Bruna está apresentando dificuldades de leitura e escrita, não sabe fazer as continhas,  não copia corretamente do  quadro e que  também mostra-se muito desatenta

A  professora Beatriz  da Silva, que leciona no 2º ano do Ensino Fundamental, foi chamada a Sala de Coordenação Pedagógica da escola.e esta informou a psicopedagoga  que a educanda Bruna não está desenvolvendo em sala de aula e apresenta dificuldades de aprendizagem: na leitura, na escrita (omite e troca letras) e na realização das  operações matemáticas; tem dificuldade para se expressar; é uma aluna introvertida, dispersa e na realização das atividades em sala de aula demonstra desatenta e lenta.

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

A avaliação diagnóstica de Bruna Lopes da Silva foi iniciada no dia 16 de setembro de 2009 e terminou no dia 05 outubro de 2009. Foram realizadas cinco sessões diagnósticas, sendo realizadas no período de 20 (vinte) dias.

Na primeira semana foi realizada a primeira sessão no dia 16 de setembro de 2009, na segunda semana foi realizada duas sessões diagnósticas nos dias 22 e 25 de setembro, na terceira semana foi realizada uma sessão no dia 30 de setembro de 2009. Na quarta e última semana foi realizada uma sessão diagnóstica no dia 05 de outubro de 2009.

INSTRUMENTOS UTILIZADOS

1ª  Sessão – Entrevista Familiar Exploratória Situacional – E. F. E.

Primeiramente foi colocado sobre o objetivo da conversa, para  deixa - la à vontade e se sentisse com liberdade de expor seus pensamentos e sentimentos sobre a criança para melhor  compreender e ajudar sobre as possíveis dificuldades  ligadas à aprendizagem de Bruna.

Segundo relato da mãe,  Bruna é a segunda filha na prole de quatro filhos, sendo dois casais.  A gestação de Bruna não foi uma gravidez  programada porque a mãe ainda estava amamentado o primeiro filho que tinha na época 01 (um) aninho e no inicio foi muito conturbada devido ao desemprego do pai. Fez acompanhamento pré - natal apenas  nos três últimos meses de gestação.

Bruna  nasceu de parto normal, demorado; não teve choro imediato, ao nascer  apresentou-se roxinha (anóxia), necessitando da encubadeira por dois dias. Amamentou no seio até 10 (dez) meses de idade, na mamadeira até três anos e sempre foi uma criança bem desenvolvida, come de tudo. Conforme relato da mãe, Bruna  andou e começou a falar as primeiras palavras com mais de 01 (um) ano de idade. Quanto ao desenvolvimento da linguagem a mãe relatou que a filha desde pequena tem problema de linguagem (omite e troca letras e silabas, ex.: bicicleta = biqueta, engraxate = gaxate). Quando menor teve as doenças de infância (catapora, sarampo e caxumba) e freqüentemente tinha infecção no ouvido e sempre a mãe a levava ao médico do posto de saúde, mas nem todas às vezes tinham condições de comprar os medicamentos e tratava com remédios caseiros. A mãe relatou que a criança nunca fez exame com otorrinolaringologista. Adquiriu controle dos esfíncteres tardiamente e até hoje de vez em quando faz xixi na cama. A mãe a coloca para lavar o lençol e algumas vezes já bateu.

Aos 02 (dois) anos de idade começou a freqüentar Creche e desde então a mãe percebeu e as professoras da creche a avisaram que Bruna era uma criança muito quieta, de pouco brincar com os colegas, sempre retraída. Bruna freqüentou a creche  até os cinco  anos e nesse período  gradativamente a mãe percebeu que ela desenvolveu mais a linguagem, a socialização e a coordenação motora.

Aos cinco anos ao freqüentar escola regular, nos primeiros dias de aula foi um pouco difícil a sua adaptação, chorava  muito. Em casa, Bruna não dá trabalho, é obediente, gosta de brincar sozinha ou com a irmã de cinco anos, assistir televisão e quando não tem pessoas estranhas dança e canta imitando os artistas da TV. É uma criança calma, independente quanto aos hábitos higiênicos, cuidados pessoais e muito organizada com os seus pertences.

Atualmente a mãe está preocupada porque a filha até o momento não sabe ler corretamente e tem muita dificuldade na escrita e segundo relato na medida do possível  sempre ajuda e ensina a filha nas atividades escolares.

2ª Sessão – Entrevista com a professora Beatriz da Silva

A entrevista com a professora da aluna Bruna foi mais especificamente um diálogo e teve como objetivo colher algumas informações sobre como se apresenta a aluna no contexto escolar em relação ao aspecto acadêmico, afetivo, social e comportamental.

A professora relatou que Bruna  é uma aluna introvertida, desatenta,  facilmente se distrai e fica nervosa (tremula) quando não consegue realizar  as atividades, especialmente quando a professora se aproxima. Tem dificuldade de se relacionar com os colegas. No inicio do ano letivo gostava mais de brincar só, não participava das brincadeiras e jogos coletivos, mas atualmente está se soltando mais. Apresenta  dificuldades  nas  áreas de: linguagem (oral e escrita), tem dificuldade lingüísticas em emitir orações longas, em expressar-se, parece não ão compreender as instruções dadas.. Copia do quadro, tem letra legível, lê soletrando com troca de fonemas de sons semelhantes: p/b, f/v, t/d. Escreve palavras, frases e textos com omissões  de letras. Conta história á vista de gravuras, produz textos oralmente com estímulos visuais e verbais.

Em relação ao conhecimento lógico matemático: não identifica os dias da semana  e nem os meses do ano, escreve e reconhece números até 100, efetua operações simples com uso de material concreto; tem dificuldade na realização de operações matemáticas complexas.

Gosta de desenhar,  pintar e ver os livros de histórias. Faz desenhos da figura humana e de casa com detalhes.

A professora  suspeita que Bruna tenha  problema auditivo porque às vezes  não compreende as ordens e é preciso falar com ela mais de perto ou em tom de voz mais alto e em que a mesma necessita de uma avaliação mais  detalhada para detectar se a aluna tem algum problema.

Segundo relato da  professora, a mesma está preocupada com o baixo rendimento da aluna e já havia entrado em contato com a mãe ainda no 1º bimestre para informá-la sobre as dificuldades que aluna vem apresentando.

Foi questionado se a professora faz registro de desempenho dos  alunos, a mesma respondeu que faz o relatório descritivo  mensal. Ao solicitar para ver, a mesma trouxe apenas um relatório da referida aluna.

3ª Sessão – Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem   (E.O.C.A)

Através da Entrevista Operativa  com a aluna Bruna foi feita uma conversação livre com a criança sobre: o que ela pensa sobre sua professora, como gostaria que ela agisse, sobre  a sua escola: se gosta  (por que), se ela sente dificuldade em aprender o que a professora ensina (que tipo de dificuldade), o que mais gosta de fazer na escola.

Após as  respostas da criança, foi solicitado que justifique o que diz, explique, diga por que,  etc. Foi seguido cada uma de suas respostas. Sempre guiado pelo avaliador, através de estímulos verbais  para que a Bruna se expresse  cada vez mais livremente.

No primeiro momento foi um pouco difícil o contato com a Bruna devido a sua timidez, mas aos poucos ela foi adquirindo confiança e se expressando.

Na sala, em várias mesas e em uma estante estavam  disponibilizados alguns brinquedos, bonecas, diversos jogos pedagógicos, livros de histórias, gibi da Mônica, papel,  caneta hidrocor, tinta guache, giz de cera, lápis de cor,  tesoura e cola.

Antes mesmo de terminarmos a conversa percebi que os brinquedos serviram de  estímulos positios  e foi colocado  que ela poderia brincar com  aqueles brinquedos. Foi observado a sua fisionomia de felicidade e a mesma perguntou se poderia mesmo brincar com a boneca. Após a resposta afirmativa, a mesma pegou a Boneca  (meu bebe) e por alguns instantes a observou e disse que é igual a um bebê de verdade. Bruna brincou com a boneca por alguns minutos e observou os outros brinquedos, mas o que mais a atraiu foi a boneca.

Aproveitando a situação foi questionada quanto ao conhecimento em relação a cores,  partes do corpo, suas funções, as quais as respostas  foram corretas, porém com falhas ao expressar algumas palavras.

Depois foi solicitado para que ela  mostrasse no papel o que  sabe fazer, o que te ensinaram e o que ela aprendeu com a professora.

Foi explicado  que:  o material seria para ela usar. Bruna desenhou figuras humanas, casa, flores e frutas. Foi perguntado quem eram as pessoas que ela desenhou, disse “tô com vergonha”, mas  respondeu: meu pai, minha mãe e minha irmãzinha,. Foi perguntado ainda  se não tinha mais pessoas que fazia parte de sua família e a mesma respondeu que tinha mais irmão. Este fato demonstra dificuldade de relacionamento e um “certo” ciúme dos irmãos.

 Foi solicitado ainda: “você já me mostrou como se desenha: agora eu gostaria que você me mostrasse outra coisa, por exemplo: escrever, fazer alguma coisa de matemática ou qualquer outra coisa que lhe venha a cabeça. “ Escreveu o seu nome completo, algumas palavras e leu: dado, uva, bola, dedo, sapo; números de 1 a 20. Disse que não sabia fazer contas. Foi mostrado uma gravura de um livro de história e solicitado que escrevesse alguma coisa relacionada a gravura, a mesma disse não saber escrever, porém com incentivo  atendeu ao pedido e escreveu frases simples e  após questionamento a descreveu oralmente várias outras frases.

Em todos os momentos foram observados: a postura corporal, modo de sentar, manipular objetos, a expressão verbal, tom de voz, os gestos, os silêncios, a linguagem oral e escrita, desenho, contas e leitura, etc. os quais foram registrados e anotados suas falas, atitude, respostas às questões, seus argumentos e como arruma o material.

No  final foi indagado  sobre o que achou, se gostou da nossa conversa e se deseja voltar para conversar outro dia. A mesma respondeu  que sim e disse que  gostou da sala, dos brinquedos e da conversa.

Bruna só parou de desenhar com a chegada da mãe e foi combinado o outro dia de retorno na sala.

4ª Sessão – Sessões Lúdicas

As sessões lúdicas centradas na aprendizagem são fundamentais para a compreensão dos processos cognitivos, afetivos e sociais.

Foi observado que a Bruna estava contente de ter voltado para visitar a sala, mas demonstrava timidez. A adentrar a sala, logo se aproximou das mesas onde estavam disponibilizados os brinquedos.

Foi explicado para ela  se sentir a vontade para escolher qualquer jogo ou brinquedo.

Em relação à escolha do material, Bruna escolheu primeiramente a tinta guache e logo desenhou e pintou uma flor. Foi feito elogios ao seu desenho e desenhou ainda frutas (cacho de uva, laranja). Depois brincou com a figura de um palhaço de encaixe, colocou algumas peças incorretamente, mas percebeu o erro e consertou. Pegou outros jogos de pareamento, de símbolos (numerais e quantidade) e um quebra cabeça e blocos lógicos.

O material bloco lógico foi explorado em relação as formas, cor, espessura, tamanho. Nesta atividade Bruna respondeu corretamente e fez  a separação e comparação quanto ao tamanho, cor, espessura e formas.

O jogo de quebra cabeça não chamou a sua atenção e ela nem terminou e logo guardou, nesta atividade não teve concentração.

Pegou a boneca (meu bebê) que brincou na sessão anterior, conversou com boneca e ficou o tempo todo com ela no braço.

Foi perguntado qual o brinquedo que mais gostou e a mesma respondeu: a boneca. Por que? “Porque é muito lindinha, é o meu bebê".

Quanto ao modo de brincar: Bruna não explorou todos os materiais, manteve centrada ao realizar as atividades e atenta aos jogos de encaixe e demonstra organização nas ações de separar e juntar e a cada material que pegava ao terminar  guardava no seu respectivo lugar.

Quanto a relação com o avaliador, solicitou ajuda com o jogo de encaixe e algumas vezes demonstrou-se insegura e sempre perguntando se estava certo.

DESCRIÇÕES DAS SESSÕES DIAGNÓSTICAS

Bruna foi encaminhada para avaliação por apresentar falta de atenção,  dificuldades: na leitura, escrita e dificuldades na matemática.

Procuramos oferecer-lhe um espaço em que ela pudesse se sentir descontraída e expressar  gestos espontâneos e interagir livremente de forma significativa e pessoal. Valorizamos essa experiência como potencialmente capaz de propiciar à criança um movimento no sentido de seu desenvolvimento e da superação da problemática em questão. Utilizamos material lúdico para  facilitar a comunicação e permitir o reconhecimento de habilidades diversas, como memória, concentração, coordenação motora e cognição.

Durante as sessões do processo avaliativo, inicialmente demonstrou-se arredia, tímida, mas aos poucos colaboradora, apesar de dispersa e com pouco interesse em algumas atividades (escrita e leitura), não foi difícil estabelecer um vínculo com a criança, fato que me deixou muito feliz.

Demonstra  ter  condições  de  alcançar  os  objetivos  da  série  que freqüenta, entretanto, suas estruturas de pensamento ainda impossibilitam de fazer uma construção do conhecimento mais criativo e independente.

Mostra-se insegura e não faz investimentos pessoais nas situações de desafio provavelmente por desconhecer suas potencialidades, não se articula melhor no relacionamento com os iguais, talvez pela timidez e introversão. Faz-se necessária também uma estimulação com relação a auto-estima da criança, pois este aspecto influencia muito no processo de ensino-aprendizagem.

Observou nas avaliações que na linguagem escrita apresentou leve tremor, lentidão motor na escrita de letras e números, tem letra legível, apresenta grande dificuldade na produção de textos e reprodução de histórias e na estruturação de seu pensamento. Seu material escolar é bem cuidado, limpo e mantido com zelo. Apresentou velocidade para escrever abaixo da média, demonstrando hipoatividade para executar tarefas de ordem escrita.

Na linguagem oral apresentou dificuldades  na emissão de fonemas com sons parecidos e troca de fonemas. Oralmente produz pequenos textos.

Na EOCA apresentou lentidão para executar as tarefas e insegurança na realização de produção de textos. Precisa de estímulos visuais e verbais.

Em relação ao ensino sistemático,  necessita desenvolver  habilidades  de memória,  raciocínio

lógico, linguagem (oral, gráfica e ortográfica)  e  concentração, a  fim  de  encontrar  um ritmo ótimo na aprendizagem que facilite a construção do seu conhecimento em geral.

Na entrevista com a mãe constatou-se que o desenvolvimento psicomotor (andar e falar) de Bruna ocorreu tardiamente, o que merece maior atenção e compreensão  para o seu ritmo de aprendizagem e aquisição de habilidades.

Há suspeitas de problemas auditivos porque algumas vezes durante as sessões, houve necessidade de falar em tom mais alto para que a mesma entendesse melhor.

Sabemos que as dificuldades enfrentadas pelas crianças na escola são fenômenos produzidos por uma rede de relações que inclui a escola, a família e a própria criança, em um contexto socioeconômico. Desta forma, todos os segmentos devem ser incluídos no processo de atendimento, apresentando sua versão sobre o problema, refletindo, contextualizando e buscando soluções diversas para cada caso.

Colocamo-nos à disposição para outros esclarecimentos.

DESCRIÇÕES DOS RESULTADOS

Hipótese Diagnóstica

Conforme avaliações aplicadas e as sessões diagnósticas, pode-se observar, nesse espaço de tempo que Bruna apresenta algumas dificuldades relacionadas a  construção de seu conhecimento, a sua autonomia de pensamento, bloqueando assim seu desenvolvimento na área afetiva, emocional e  escolar.

Problema de adaptação e amadurecimento social, gerando imaturidade e inibições no contato social.

SUGESTÕES

É importante ressaltar que todos os segmentos devem ser incluídos no processo de atendimento que visa a melhoria da construção do conhecimento no processo ensino-aprendizagem do aluno.

- Sugestões aos Pais:

Não podemos deixar de enfatizar a importância do trabalho de uma equipe multiprofissional para  melhor compreensão e desenvolvimento educacional da Bruna.

  • Necessidade de   intervenção e acompanhamento psicopedagógica para  a aluna.
  • Necessidade de uma avaliação otorrinolaringológica, neuropediátrica e psicológica.
  • Proporcionar atividades de lazer, passeios em casas de parentes parques e brincadeiras com os irmãos.
  • Propiciar para a criança oportunidade para expressar, formular e se apropriar de suas questões, falando e conversando abertamente sobre os problemas que enfrenta, sobre suas angústias, suas dificuldades.
  • Demonstrar mais afetividade para com a criança.
  • Dialogar e fazer elogios a Bruna quando ela realizar atividades ou apresentar comportamentos positivos para melhorar a sua auto-estima.

- Sugestões aos Professores e escola:

  • É necessária insistência e paciência por parte dos educadores para que haja maior envolvimento dos  pais na escola, pois alguns pais sentem dificuldade em entender o funcionamento e a organização escolar; por elas terem regras e estruturas complexas, que, no entanto aos poucos podem ser, assimiladas e os pais poderão, gradativamente, participar, de acordo com sua disponibilidade de tempo e condições pessoais, evitando assim o afastamento da família da escola ou seja, fazer gestão compartilhada escola e família visando a melhoria do processo ensino-aprendizagem da aluna.
  • Necessidade de  um trabalho articulado entre equipe técnica/professores/pais e demais  profissionais envolvidos aceitem discutir sobre diferentes formas de aprendizagem, estando assim abertos à descobertas de novos conceitos e permanentes reformulações o que, sem dúvida, irá contribuir para o desenvolvimento do  processo de aprendizagem dos alunos.
  • Como trabalho para  aprendizado da leitura, proponho a inclusão de atividades com  jogos, desenhos e uso da literatura infantil, dramatizações principalmente os contos de fada, uma vez que podem traduzir de maneira simbólica os desejos humanos.
  • Proporcionar  atividades diversificadas, materiais concretos e estímulos visuais e auditivos.
  • Respeitar o ritmo e as características individuais dos educandos.
  • Proporcionar atividades recreativas (cantos, jogos), trabalhos em grupos para estimular a participação da aluna, visando a melhoria de sua socialização.
  •  Organizar o ambiente da sala de aula (em semi-círculo) de modo que haja maior interação entre os alunos.
  • Trabalhar mais individualmente com a aluna.
  • Trabalhar o desenvolvimento da linguagem.

ENCAMINHAMENTO

A criança deve ser avaliada por  um neuropediatra, otorrinolaringologista , fonoaudiólogo e  psicólogo.

5ª Sessão – Devolutiva aos Pais

Na  entrevista devolutiva, preferencialmente, deve ser feita com todos os envolvidos (juntos ou em separado), retomando as principais questões trabalhadas, assinalando o que foi possível pensar e vivenciar.

Na devolutiva, recomendamos aos pais um investimento maior e mais real no processo de aprendizagem da filha, dando-lhe oportunidade de expressar, criticar, discordar, para que possa construir-se como sujeito, para que a criança, mesmo desenvolvendo seu senso crítico, tendo seu próprio pensamento, se submeta às regras de convivência interpessoal.

Recomendamos a equipe técnica da  escola, acompanhar a evolução do caso.solicitando que nos sejam dados retornos e colocamos nossa disponibilidade em retomar o atendimento se efeitos benéficos não se produzirem e se necessária uma reavaliação diagnóstica no final do ano letivo, para tomada de novos encaminhamentos em relação a aluna

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOSSA, Nádia e OLIVEIRA, Vera Barros de. Avaliação psicopedagógica da criança de 7 a 11 anos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.

PAIN, Sara. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Porto alegre, Artes Médicas, 1985.

WEISS, Maria Lúcia Lemme. Psicopedagogia Clínica – Uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 13 ed. Ver. E aml: RJ Lamparina.2003.

Professora: formada em pedagogia

MARIA LUCINEIDE DE SOUZA:

Especialista em Metodologia diversificada  Educação                      Infantil e Serieis Iniciais.

V. GRANDE-MT

2012

 

 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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