Infecção Hospitalar
 
Infecção Hospitalar
 


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Luceny Freitas Ferreira


Infecção Hospitalar
Resumo
A infecção hospitalar (I H) tornou-se importante complicação médico-social, gerando problemas ético-legal, causando diversos prejuízos, não só para a unidade como para o cliente. Existem dois tipos de infecção, a hospitalar e a não hospitalar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) passou a definir a IH como sendo Infecções Adquiridas em Serviços de Saúde (IASS), mas ainda não contemplando os procedimentos de assistência domiciliar.
Palavra-chave: Infecção, ético-legal, ANVISA, assistência.

Introdução
Está nítido que em nosso dia a dia, dentro do contexto da prestação de serviço à saúde, algumas perguntas são apresentadas quando o tema Infecção Hospitalar (IH) é colocado em questão: o que significa? Quais são as principais causas? Como fazer para preveni-las? A quem cabe a tarefa de prevenir e/ou controlar a infecção hospitalar? Que complicações pode ter com o processo de cuidar? Como deve ser a formação do enfermeiro para realizar o controle da infecção hospitalar?
Para responder estas perguntas será necessário compreender que a infecção hospitalar pertence a uma área de conhecimento com abordagem multidisciplinar e que a experiência acumulada ao longo dos anos tem acabado com uma série de mitos e fetiches a respeito do referido assunto.
É indiscutível que o profissional de saúde e muito menos o hospital contaminaria voluntariamente seus pacientes, mas a inobservância de alguns princípios fundamentais do controle das infecções hospitalares pode ter conseqüências drásticas. Assim, é de extrema importância ter profissionais conscientes, trabalhando em equipe, respeitando cada um dentro de suas funções, atualizando-se com freqüência e adquirindo uma capacidade de se auto-avaliarem.
A infecção hospitalar (I H) tornou-se importante complicação médico-social, gerando problema ético-legal, causando diversos prejuízos, sendo para pacientes cirúrgicos uma das causas mais frequentes de mortalidade relacionado ao processo referido. As bactérias são os principais microorganismos causadores dessa infecção, onde se podem citar patógenos como micrococus, enterobactérias, anaeróbios e outros.
O desenvolvimento dessa infecção irá depender de uma relação entre virulência do microorganismo com a resistência do infectado (KAWAMOTO, 1999, p.9-10).
Andrade e Galvão (2006, p.12) conceituam IH de acordo com a definição do Ministério da Saúde, ou seja, infecção hospitalar ou nosocomial é toda infecção que o paciente adquire após sua admissão, que venha se manifestar durante a internação ou após a alta hospitalar, quando relacionada com a hospitalização ou procedimentos diagnósticos e/ou terapêuticos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) passou a definir a IH como sendo Infecções Adquiridas em Serviços de Saúde (IASS), mas ainda não contemplando os procedimentos de assistência domiciliar (LACERDA e SILVA, 2006, p.38).
Como ressalta (Kawamoto, 1999, p.11) existem dois tipos de infecção: aquela em que o paciente já é admitido com a infecção, conhecida como não hospitalar, e outra onde o paciente contrai a infecção derivado de sua própria flora (auto infecção), ou flora de outro paciente (infecção cruzada), denominada de infecção hospitalar.


















Considerações finais
A enfermagem tem importante atuação no controle dessa infecção através da observação de técnicas assépticas gerais, respeitando classificações de riscos, considerando a equipe cirúrgica a maior fonte de contaminada de ferida, entre outros.
Pode-se concluir que a infecção hospitalar acarreta prejuízos tanto para a unidade quanto para o cliente, dessa forma torna-se necessário a notificação de todo caso suspeito à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), evitando assim maiores números de mortalidade e prejuízos.
























1.Graduada em enfermagem pela Faculdade Vale do Aporé de Cassilândia-FAVA. Especialista em Saúde Pública pelas faculdades Integradas de Cassilândia.
Referências bibliográficas

ANDRADE, D.; GALVÃO, C. M. Infecção nos serviços de saúde. In: Programa de atualização em enfermagem: Saúde do adulto ciclo 3, módulo 2. Porto Alegre: Artmed,2006.

LACERDA,R. A.; SILVA,C. P. R. Infecção hospitalar e assistência na saúde do adulto. In: Programa de atualização em enfermagem: Saúde do adulto ciclo 3, módulo 1. Porto Alegre: Artmed, 2006.

KAWAMOTO, M. M.Infecção hospitalar. In: Enfermagem em clínica cirúrgica : São Paulo: Editora pedagógica e universitária, 1999.
 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Graduada em enfermagem, pós graduada em saúde pública, enfermeira atuante em prevenção de doenças com crianças e adolescentes, vários cursos na a´rea da saúde.
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