INCLUSÃO DE CRIANÇAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA AUDITIVA
 
INCLUSÃO DE CRIANÇAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA AUDITIVA
 


JUSTIFICATIVA:

Proponho-me a escrever este artigo com o
tema Inclusão de Crianças Portadoras de Deficiência Auditiva em classe do Ensino Regular na Rede Municipal de Paracambi, porque como educadora ele vem de encontro aos meus questionamentos, dúvidas e anseios, de como lidar com esses alunos que necessitam tanto de ajuda.

Vontade não falta, porém ela não basta para atingir metas e traçar objetivos que levem à aprendizagem dos alunos portadores de DA, pois não sabemos como lidar com elas, seja na aprendizagem de conteúdos ou no diálogo do dia a dia. Pensando em buscar maiores esclarecimentos referentes à Inclusão destas crianças é que buscamos este estudo que, não só para mim como para outros educadores , poderá contribuir com um maior esclarecimento.
Avaliar os pós e contras da inclusão de crianças portadoras de Deficiência Auditiva em classe do Ensino Regular - como conceito e como prática - a partir dos princípios legais que a suportam e dos dilemas que produz é a proposta deste estudo.
A inclusão é uma questão que implica no aprimoramento da formação dos professores para realizar as propostas do ensino inclusivo e, também, um pretexto para que a escola se modernize, atendendo as exigências de uma sociedade que não deve admitir preconceitos, discriminação, barreiras entre seres, povos e culturas. Somente assim se poderá vislumbrar um futuro diferente para pessoas portadoras de DA e para as ditas "normais" na escola.
Na Rede de Ensino Regular de Paracambi já está sendo discutido e oferecido para alguns professores cursos de capacitação, mesmo assim ainda é pouco, ou quase nada diante das dificuldades enfrentadas.
Partimos da hipótese de que no Ensino Inclusivo a questão não é se os alunos devem ou não receber dos professores e pedagogos qualificados experiências educacionais apropriadas dos quais necessitam - e sim oferecer a eles o serviço que precisam, em ambiente integrados, e proporcionar ao professor atualização das suas habilidades. Partindo desse princípio perguntamos se é ou não possível haver aprendizagem dessas crianças em turmas regulares? E os professores estão preparados para receber esses alunos?
Foi pensando nisso que surgiu a necessidade de buscar maiores esclarecimentos sobre como esta sendo processada a inclusão desses alunos.
A modalidade da Inclusão realmente se faz necessária para o desenvolvimento das crianças portadoras de DA e de outras deficiências, pois à medida que interagem com crianças ditas normais adquirem uma confiança até então não visível.
Atendendo as exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Lei n° 9394/96 publicada em 20/12/96 no Diário Oficial da União. Em seu artigo 58. Entende-se por educação especial, para efeito desta lei, a modalidade de educação escolar, oferecida principalmente na rede regular de ensino para educandos portadores de necessidades especiais.
1° Haverá, quando necessário serviços de apoio especializados na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial.
2°O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados sempre que, em função das condições específicas dos alunos não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular.
O Portador de Deficiência também têm seus direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988, pela Constituição Estadual de 1989, e pelo artigo 54 da Lei Federal no 8069/90, garantindo esse último um atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.
A Constituição Federal, capítulo II, seção I, art 206, afirma que "a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade". O art. 208 inciso III reassegura que " o portador de deficiência tem direito ao atendimento na rede regular de ensino". Por último, a lei Federal 7853/89 dispõe sobre o apoio aos deficientes e sua integração social, definindo o preconceito como crime. Nesse sentido, nenhuma escola ou creche pode recusar, sem justa causa, o acesso de um deficiente a sua instituição. Assim se poderá vislumbrar um futuro diferente para pessoas portadoras de necessidades especiais e para as comuns, na escola. O assunto em estudo esta sendo muito discutido nas campanhas, nos rádios, TV, jornais e revistas. Mas será que as instituições escolares estão preparadas para a chegada desses alunos? E os professores como eles estão preparados para receberem esses alunos? Foi pensando nisto que surgiu a necessidade de buscar maiores esclarecimentos sobre esse tema: "Crianças Portadoras de Deficiência Auditiva".

OBJETIVO GERAL:

? Verificar os pós e contras da Inclusão de crianças com DA em turmas do Ensino Regular, através de uma fundamentação teórica que amplie a compreensão dos problemas existentes.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

? Reconhecer as dificuldades dos professores e desses alunos em turmas do ensino regular;

? Despertar professores e outros profissionais da área para a necessidade de seu aperfeiçoamento nesta questão;

? Ajudar a criança portadora dessa deficiência a interagir em turmas regulares e na sociedade em que vive;


HIPÓTESES:


? É possível haver aprendizagem dessas crianças em turmas regulares.

? Os professores não estão preparados para receber esses alunos.

? A escola não tem materiais didáticos apropriados para atender esses alunos.

? Os alunos devem receber dos professores e pedagogos experiências educativas e serviços em ambiente integrado.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS:

O trabalho será dividido em duas partes, a primeira parte pretendo discutir a educação inclusiva de portadores de D.A como conceito e prática a partir dos princípios legais que suportam e dos dilemas que produz me pautando em alguns autores e livros com referencial teórico como Cláudia Werneck, Declaração de Salamanca, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a Constituição Federal entre outros. A segunda parte será referente pesquisa de campo realizada nas escolas regulares da Rede Municipal de Educação do Município de Paracambi. Com os alunos, Portadores de D.A e com os respectivos professores.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

Constituição Federal ( 1988 )

Declaração de Salamanca ( 1994 )

LDB ? Lei de Diretrizes e Base das Educação Nacional.

WERNECK, Cláudia (1994 )

www.mec.com.br - Ninguém mais vai ser bonzinho na sociedade inclusiva, Rio de Janeiro, 1997.
 
Avalie este artigo:
 
Revisado por Editor do Webartigos.com


Talvez você goste destes artigos também
Sobre este autor(a)
Célia, professora do 1º ao 5ºano atuo como diretora da Rede Pública de Paracambi.
Membro desde outubro de 2010
Facebook
Informativo Webartigos.com
Receba novidades do webartigos.com em seu
e-mail. Cadastre-se abaixo:
Nome:
E-mail: