IMPORTÂNCIA DA INFORMÁTICA NA ÁREA DA SAÚDE: FOCO EM ENFERMAGEM
 
IMPORTÂNCIA DA INFORMÁTICA NA ÁREA DA SAÚDE: FOCO EM ENFERMAGEM
 


IMPORTÂNCIA DA INFORMÁTICA NA ÁREA DA SAÚDE: FOCO EM ENFERMAGEM

 


Carmen Luara dos Santos Nascimento 1

Camilla Elayne Silva Ribeiro1

Izaú Nunes de Jesus Neto1

Maria Juliana dos Santos Nascimento1

Pricila Almeida de Oliveira1

Tâmara Romana Leite Silva 1

Resumo:

O estudo tem como objetivo verificar a importância da informática na área da saúde em especial na enfermagem, mostrando como esse recurso está inserido e aplicado nesta área. O artigo é de caráter exploratório e abordagem bibliográfica, abrangendo várias referências teóricas divulgadas recentemente tanto em âmbito bibliográfico como virtual, facilitando a compreensão da temática exposta e objetivando a real importância da informática na área de saúde, em especial para o profissional enfermeiro.

Palavras-chave: Informática; Saúde; Enfermagem.

Abstract:

The study aims to determine the importance of information technology in healthcare especially in nursing, showing how this feature is entered and applied in this area. The article is an exploratory approach and bibliographic references covering various theoretical released recently both in the literature as virtual, facilitating the understanding of the subject and aiming exposed the real importance of informatics in health care, especially for the professional nurse.

Keywords: Computers, Health, Nursing.

Acadêmicas de Graduação em Enfermagem, da Faculdade São Francisco de Barreiras. FASB-BA.

INTRODUÇÃO

 A Informática em Saúde é uma área que surge no horizonte acadêmico de maneira esperançosa e aliciando profissionais de diversos segmentos investigando em cursos de capacitação uma formação ampla e que lhe confira capacidade de desempenho (RONDON, et all, 2013).

Na atualidade, a informática é um importante instrumento para agilizar a informação, escassos são os domínios que não utilizam esse recurso. O computador compõe-se num fato na coletividade, onde desde a década de 50, está inserido na área da saúde nos Estados Unidos. Por volta da década de 60, pegaram a aparecer os primeiros aproveitamentos da informática em enfermagem no departamento de ensino, onde começaram as pesquisas na área para desenvolver e implantar sistemas que auxiliam no atendimento direto ao paciente (Nogueira e Ferreira, 2000).

Segundo Marin e Cunha, 2006, p. 1:

A Informática em Enfermagem é a área de conhecimento que estuda a aplicação dos recursos tecnológicos no ensino, na prática, na assistência e no gerenciamento da assistência e do cuidado. Recursos como reconhecimento de voz, bancos de conhecimento, projeto genoma e mesmo a Internet, têm oferecido para a Enfermagem uma gama de possibilidades para melhoria do desempenho profissional e melhoria do atendimento ao cliente/paciente.

Ainda de acordo com os autores supracitados, os computadores entraram na enfermagem, especialmente na área de máxima atuação do enfermeiro à época, ou seja, nas unidades hospitalares. No começo, o empenho pela competência do hardware e do software era o maior desafio. Estes até continham a forma de incremento das aplicações e as áreas gerenciais eram as mais beneficiadas. Hoje, conquanto não apresentemos obrigatoriamente tanta apreensão com os recursos de hardware e software, já que as alternativas são as mais variadas possíveis, tem-se que concentrar as atenções para a aplicabilidade destes numerosos recursos, de forma a trazer benefícios e progresso no desenvolvimento do enfermeiro, em qualquer campo de especialidade.

O presente trabalho de revisão bibliográfica tem como objetivo, verificar a importância da informática na área da saúde em especial na enfermagem, mostrando como esse recurso está inserido e aplicado nesta área. 

DESENVOLVIMENTO

Quando se discute tecnologias de informação e comunicação, não se pode deslembrar que estas padecem os sistemas de informação permitindo obter benefício concorrente. Porém, as novas tecnologias de informação e comunicação abrangem apenas as infra-estruturas cogentes à produção, comercialização e utilização de bens e serviços, em compensação os sistemas de informação, para além da tecnologia abrangem também as expressões organizacionais, os métodos que gerem a informação, bem como os colaboradores de organização (PINTO, 2009).

Embora nos depararmos em um momento de grandes avanços e alta tecnologia, a população especializada e não especializada em informática ainda tem muito caminho a cursar. Diversos profissionais encontram-se, ainda, apreensivos frente à tecnologia, seja por falta de conhecimento do uso dos computadores ou pelo desconhecimento de seus aditamentos. Muitas forças globais motivam a introdução dos computadores na área da saúde por meio de díspares e novos hardwares e softwares. Nota-se que os computadores estão incutindo em todos os aspectos, pretexto pelo qual um crescente número de profissionais está sendo habilitando para atender este objetivo (RODRÍGUEZ, et all. 2008).

O argumento da pesquisa em informática na enfermagem tem modificado expressivamente desde o painel articulado pelo National Institute of Nursing Research (NINR) sobre as prioridades de pesquisa em informática na enfermagem em 1993. No Brasil, apesar dos acelerados avanços da Informática em todo o mundo, no emprego deste conhecimento pela enfermagem para o acréscimo de pesquisas, tanto como probabilidade de adolescer o conhecimento nesta área, quanto como instrumento para apoio das pesquisas em enfermagem, de modo geral, ainda vem sendo pouco explorado (BARBOSA e SASSO, 2009).

Segundo Rodríguez, et all. 2008, p. 147:

Os enfermeiros utilizam os computadores na realização de diversas funções, tais como: a) documentar, armazenar e processar grande quantidade de dados; b) comunicar e recuperar dados necessários para a tomada de decisões; c) gerar informações para o controle e qualidade da assistência, controle de custos, avaliação e investigação; d) orientar alunos e enfermeiros sobre conhecimentos e habilidades em enfermagem, assim como a pacientes sobre cuidados em saúde gerais e específicos.

É importante distinguir a pesquisa em Informática na enfermagem das demais pesquisas, pois o seu foco está direcionado para a composição e a manipulação dos dados e informações; para os utensílios que promovem a manipulação exclusiva do conhecimento e sobre a aceitação e a decorrência dos sistemas na prática. Se falando em outro ângulo, na análise em enfermagem, de modo geral, o foco incide sobre o conteúdo e a essência da disciplina, mostrando como tornar o acontecimento da enfermagem explícito e sobre os testes das diferentes formas de tratamentos e cuidados clínicos (BARBOSA e SASSO, 2009).

Como todo artifício de mudança, a admissão de computadores na Enfermagem passou e ainda passa por etapas de julgamento, de tentativa, de acerto e erro. Também como todo processo de mudança, a resistência surge a toda hora. O maior benefício no emprego dos sistemas computacionais esta relacionado com a distribuição do tempo, pois traz como conseqüência maior disponibilidade para a atenção direta ao paciente (MARIN e CUNHA, 2006; RODRÍGUEZ, et all. 2008).

Ainda de acordo com Rodríguez, et all. 2008, p. 146:

Tudo indica que a enfermagem, rapidamente, adotará nova tecnologia e a utilizará no desenvolvimento de seu trabalho; já que é através da gestão do conhecimento que a enfermagem agregará valor a seu trabalho, que deverá reverter em benefícios para a atenção ao paciente, o que poderá ser feito com a “ajuda da informática”. A contribuição da informática pode ser reconhecida em vários setores profissionais, como uma prioridade. Especificamente na área de enfermagem, essa tecnologia favorece o acesso à informações do paciente, o gerenciamento do cuidado e a administração do tempo da enfermeira.

Quanto a Internet tem se tornado um instrumento de concessão para milhões de pessoas, abarcando uma abundância de usos tanto na educação, quanto na prática e na pesquisa. Apesar disso, somente na ultima década os pesquisadores em enfermagem começaram a compreender mais perfeito os diversos recursos (BARBOSA e SASSO, 2009).

Para Rodríguez, et all. 2008, p. 147:

No Brasil, existem vários programas que apoiam o desenvolvimento deste tipo de tecnologia e dentro dos principias, podemos destacar o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que se destina a apoiar financeiramente a investigação científica e tecnológica, assim como, a formação de recursos humanos para a pesquisa nacional, o SIBIS (sistema integrado de bibliotecas em saúde) o qual conta com um acervo de títulos de periódicos, livros, teses, dissertações, monografias, fitas de vídeo e CD-ROM em diversas áreas da saúde que podem ser utilizados por usuários externos através de sua rede de bibliotecas e, por usuários internos através do Sistema CARIBE (Catalogação, Recuperação e Informação Bibliográfica) e, finalmente, o DATASUS que pertence Secretaria Executiva do Ministério da Saúde e tem por objetivo recopilação, análise e disseminação de informações referentes ao Sistema Único de Saúde do país. Ainda assim, são poucas as instituições que têm como finalidade a criação de programas de treinamento e educação que capacitem os profissionais das diferentes áreas, e onde os sistemas computacionais vêm sendo introduzidos. Estas ferramentas favorecem o desempenho do enfermeiro de acordo com as necessidades dos pacientes durante todo o processo de cuidado, o qual cabe ser fundamentado na humanização e no exercício da cidadania.

Para adiantamento e gerenciamento de instrumentos de colheita de dados baseados na Internet, destacam-se como táticas fundamentais: estabelecer os objetivos do instrumento; afirmar o compromisso ao anonimato; abordar a quantidade de informações; especificar o tempo requerido para o preenchimento do instrumento e testar previamente o instrumento antes de torná-lo público (BARBOSA e SASSO, 2009).

Desta maneira, a dimensão da temática, pode ser apresentada de várias formas, tanto como área de informação que requer disciplinas para sua expansão e aplicabilidade, quanto como instrumentos para o desenvolvimento das pesquisas. Neste sentido, diante da complicação que envolve o conhecimento da informática em enfermagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A informática aplicada à enfermagem se manifesta como uma importante área para a produção de conhecimento. Em qualquer área de atuação do conhecimento, se faz indispensáveis técnicas que somente a pesquisa é capaz de ajudar a dominar, daí a relevância da informatização e da pesquisa em divergentes campos, alem da gestão do ganho de tempo com a informatização no âmbito de trabalho.

Torna-se indispensável o uso da informática na área da saúde, em especial enfermagem. Seja no ambiente de trabalho, ou no ambiente acadêmico, sendo relevante a pesquisa e a informatização dos sistemas tanto na saúde pública, quanto em hospitais.

A informática como área de conhecimento necessita ser congregada pelo sistema Brasileiro para que seja apresentada a via de domínio necessária para consolidar sua finalidade de conhecimento e intervenções práticas.

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MARIN, H. F; CUNHA, I. C. K. O.  Perspectivas atuais da Informática em Enfermagem. Rev. bras. enferm. [online]. 2006, vol.59, n.3, pp. 354-357. ISSN 0034-7167. Acesso em: 06 de Abr. 2013.

RONDON, E; NOVAIS, M; NAPPO, S. A importância da informática em saúde na educação superior nos cursos da área da saúde. Gestão e Saúde, Local de publicação (editar no plugin de tradução o arquivo da citação ABNT), 1, mar. 2013. Acesso em: 05 Abr. 2013.

NOGUEIRA L. P; FERREIRA B. A. A informática e sua aplicação na área de enfermagem. Rev Enferm UNISA 2000; 1: 114-7.  Acesso em: 05 Abr. 2013.

PINTO, L. F. B. Sistemas de Informação e Profissionais de Enfermagem. Dissertação de Mestrado em Gestão dos Serviços de Saúde. Universidade De Trás-Os-Montes e Alto Douro. Vila Real: 2009.

BARBOSA, S. F. F; SASSO, G. T. M. D. Informática na pesquisa em enfermagem. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2009; 11 (3): 724-31.

RODRÍGUEZ, E. O. L; ECHEVARRIA, G. M. E; MAGNANI, F. L; CANDUNDO, G. Informática em enfermagemfacilitador na comunicação e apoio para a prática. Invest. educ. enferm [online]. 2008, vol.26, n.2, suppl.1, pp. 144-149. ISSN 0120-5307.

 

 
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