HÁBITOS SAUDÁVEIS NA ADOLESCÊNCIA
 
HÁBITOS SAUDÁVEIS NA ADOLESCÊNCIA
 


Ianaria C. de Souza1

Danusa Brandão2

Juliana C. de C. Batista3

Karina Prado de Araújo4

Karlúcia Farias dos P. Costa5

Katrinna M. P. de Portela6

Luciana dos Santos Barreto7

Thiara B. da silva8

RESUMO

Este artigo teve como finalidade observar os hábitos alimentares nos adolescentes. Obtivemos nosso estudo, com alunos da 6ª série do colégio Municipal Padre Vieira. Os jovens estão cada vez mais trocando alimentos saudáveis, por uma alimentação rápida, rica em gordura e açucares. No estudo realizado constatou-se que apesar dos adolescentes não manterem uma dieta equilibrada, a maioria deles encontram- se em um peso ideal para sua altura e idade, dados constatados através do cálculo do IMC. Além, ressaltar os aspectos relacionados à alimentação, tentamos descobrir outros aspectos que influenciavam na sua alimentação, como a prática de exercícios físicos, o consumo de álcool e drogas.

INTRODUÇÃO

Os hábitos alimentares saudáveis devem ser discutidos com todos os adolescentes; eles precisam aprender sobre a Pirâmide de Orientação Alimentar; sobre as relações entre os lipídios na dieta o estado de peso e a saúde; e sobre as fontes alimentares de lipídios, sais e fibras. Seus hábitos alimentares devem ser considerados quando se planejam a educação e a orientação nutricionais, pois eles refletem muitas influências e condições. Para ajudar os adolescentes a selecionar uma dieta nutritiva, é melhor começar com suas dietas atuais e envolvê-los ativamente no processo (WONG, 1999).

São características de o comportamento alimentar dos adolescentes a omissão do desjejum, a substituição do almoço ou jantar por lanches, a quebra de horários convencionais e a adesão a dietas da moda. Na seleção dos alimentos muito dos preferidos por eles possuem alto conteúdo energético, são ricos em gordura, sal ou açúcar. São exemplos, a batata frita, as pizzas, as massas em geral, os refrigerantes, os alimentos refinados, os "belisquetes" ou alimentos de lanches, os fast-foods (COSTA, 2005).

Devido à facilidade em se adquirir alimentação rápida e calórica, os jovens tornam-se os principais consumidores desse tipo de alimentação. Conseqüentemente a saúde do adolescente vem a ser prejudicada. Sendo assim, desenvolvemos este estudo no intuito de conhecer os hábitos alimentares dos adolescentes, enfatizar os aspectos relacionados à alimentação, prática de exercícios físicos, o consumo de álcool e drogas.

Este artigo teve como objetivo geral Conhecer e avaliar os hábitos alimentares dos adolescentes, verificando suas necessidades nutricionais. Tendo como objetivos específicos: Descrever as alterações físicas e psicológicas decorrentes de uma deficiente alimentação na adolescência; Discutir as necessidades nutricionais na adolescência; Identificar as causas dos distúrbios alimentares; Demonstrar compreensão sobre o processo pelo qual o adolescente desenvolve carências nutricionais; Descrever os fatores de risco que predispõe à obesidade e Identificar o índice de massa corporal nos adolescentes pesquisados. Sendo os mesmos alcançados e relatados através do questionário aplicados aos alunos.

Em relação à pesquisa bibliográfica, recorremos a referências teóricas de diversos autores, dentre eles: Costa (2005); Morais (2005); e Wong (1999) entre outros. Complementando para fundamentar as análises dos dados colhidos.

REFERENCIAL TEÓRICO

A adolescência é um período de transição entre a infância e a vida adulta - um período de rápida maturação física, cognitiva, social e emocional, quando o menino se prepara para ser homem e a menina se prepara para ser mulher. Os limites exatos da adolescência são difíceis de delimitar, mais este período é comumente visto como se iniciando com o aparecimento gradativo dos caracteres sexuais secundários, em torno de 11 ou 12 anos, e terminando com a cessação do crescimento corporal, dos 18 aos 20 anos (WONG, 1999).

Os processos de crescimento e desenvolvimento do adolescente são influenciados pelo potencial genético e por vários fatores ambientais, interligados, com destaque para a nutrição. Nos países ou regiões onde os padrões de saúde são baixos e a dieta é muito deficiente em energia, proteína, cálcio, ferro e vitaminas, o estirão de crescimento do adolescente é prejudicado, podendo resultar em déficit estatural. Ao contrário, estudos apontam que a melhora no padrão alimentar, ao lado de outras importantes mudanças sócio-econômicas, vem incrementando as características biométricas de adolescentes, inclusive contribuindo com a precocidade da puberdade que está ligada a melhorias nas condições sociais, culturais e nutricionais (COSTA, 2005).

O aumento rápido e extenso na altura, no peso, na massa muscular e na maturidade sexual da adolescência é acompanhado por maiores necessidades nutricionais. Como as necessidades nutricionais estão intimamente relacionadas ao aumento na massa corporal, os requisitos máximos ocorrem anos de crescimento máximo, durante os quais a massa corporal quase duplica. Os requisitos calóricos e protéicos durante esse período são maiores que em qualquer outro período de tempo. Como conseqüência dessa necessidade anabólica aumentada, o adolescente é altamente sensível às restrições calóricas (WONG, 1999).

A ingestão dietética do adolescente deve garantir a manutenção das funções vitais, as mudanças rápidas do crescimento físico, a maturação sexual e o grau variado de atividade física. Essa ingestão ou dieta adequada pode ser traduzida por quantidade de nutrientes e de calorias necessárias para prevenir deficiências e excessos nutricionais nesse estágio de vida, com reflexos na saúde futura (COSTA, 2005).

De uma maneira geral, os adolescentes são indivíduos saudáveis. O nível de doenças é baixo durante esse período etário, mas existe preocupação aumentada em relação ao corpo. Grande parte dos problemas de saúde e as doenças mais comuns estão de algum modo, ligadas às alterações corporais da puberdade ou ao engajamento em comportamentos de alto risco. A promoção de saúde em pessoas neste grupo etário é basicamente a de ensinar e orientar no sentido da saúde. Existe um consenso crescente de que os esforços mais efetivos para a promoção da saúde no adolescente envolvem múltiplos sistemas e abordam múltiplas questões (WONG, 1999).

A criança e o adolescente por apresentarem intenso crescimento e desenvolvimento, precisam receber dieta geral, equilibrada com todos os nutrientes, porém sem excessos, especialmente de alimentos ricos em gorduras. Devem praticar regularmente algum tipo de exercício físico compatível com a idade e suas preferências, para que seja transformado em forma de lazer. A participação efetiva da família é de fundamental importância para aquisição pelo adolescente de hábitos alimentares corretos e estilo de vida mais ativo. A troca de atividades sedentárias (TV, computador, videogame) por outras mais dinâmicas, como passeios ao ar livre, caminhadas, andar de bicicleta, jogar bola, e a diminuição do uso do automóvel, ônibus e elevador, devem ser incentivadas e compartilhadas pelos pais. Distúrbios de o comportamento alimentar, assim como da dinâmica familiar necessitam ser observados, já que são fatores importantes para instalação e manutenção de uma vida saudável (MORAIS, 2005).

A alimentação e atitudes em relação aos alimentos são principalmente centrados na família durante a fase inicial e a metade da infância, os hábitos alimentares estão relacionados, em grande parte, as preferências e os padrões culturais individuais da família. Com a adolescência e o movimento em direção à independência, as influências familiares sobre a criança modificam-se. Os interesses, as atitudes e as rotinas das crianças são alterados à medida que um maior número de refeições é feita fora de casa. Estas alterações refletem, em grande parte, o resultado da grande importância que os adolescentes dão à necessidade e à sociabilidade dos colegas; portanto, seus hábitos alimentares são facilmente influenciados por seus colegas (WONG, 1999).

A educação física orientada para saúde e baseada na escola pode proporcionar tanto efeitos imediatos nas atividades com efeitos duradouros através do encorajamento dos padrões de atividade por toda vida. As práticas de esportes, jogos e até mesmo a dança contribuem significativamente para o crescimento e para o desenvolvimento, para o processo de educação e para uma saúde melhor. Essas práticas possibilitam exercícios para os músculos em crescimento interações com os colegas e o meio socialmente aceito para gerar estimulações (WONG, 1999).

O número de adolescentes com peso excessivo está aumentando juntamente com a disponibilidade aumentada de alimentos denso em energia. Embora alguns adolescentes com excesso de peso irão perder seus excessos à medida que amadurecem e se desenvolvam, muitos continuarão, transformando-se em adultos com excesso de peso. Com o tratamento da obesidade em adultos é, uma grande parte, ineficaz e o tratamento dietético de adolescentes é complicado pela possível interferência com o crescimento. A prevenção da obesidade através do encorajamento, do aumento da atividade física pode proporcionar o resultado mais promissor (WONG, 1999).

A obesidade é uma doença crônica com importantes repercussões orgânicas e psicossociais. No adolescente os prejuízos psicossociais provocados pelo estigma da obesidade são de grande relevância, além dos problemas ortopédicos e posturais, das dislipidemias, alterações dermatológicas, do desconforto respiratório e da hipertensão arterial, que ocorrem com freqüência, principalmente nos casos mais graves. As graves conseqüências da obesidade, as dificuldades para o seu controle e o alto custo para a sociedade fazem dela importante problema de saúde pública que precisa ser combatido desde idade precoce (MORAIS, 2005).

A obesidade segue nas famílias, isto pode estar relacionado às influências genéticas ou à influência de um ambiente comum, compartilhado. Os casos de obesidade "hereditária" verdadeira causa por um defeito genético simples demonstrado por indivíduos que são deficientes em leptina, são muito raros em seres humanos [4]. Outro aspecto que merece destaque em relação à prevenção da obesidade na adolescência é o da intervenção em escolas,com as seguintes vantagens: tempo de permanência na escola, estrutura já organizada; possibilidade de atingir alto potencial de adolescentes da população com baixo custo e o fato de que uma ou duas refeições são feitas na escola durante cinco dias da semana. As formas de intervenção incluem introdução, no currículo escolar, de matérias que forneçam informações sobre saúde, alimentação, nutrição, atividade física, atuação junto às lanchonetes ou merenda oferecida pela escola, aumentando a disponibilidade de alimentos mais saudáveis, com menor teor de gordura; promoção de práticas esportivas (MORAIS, 2005).

A prevenção da obesidade necessita da atuação de toda sociedade  família, escola, órgãos governamentais, mídia e indústria de alimentos, com o objetivo de modificar o ambiente "patológico" que favorece a instalação da obesidade em indivíduos geneticamente predisposto. A prevenção do excessivo ganho de peso é mais barata, mais fácil e mais eficiente do que o tratamento da obesidade e de suas comorbidades plenamente desenvolvidas (MORAIS, 2005).

Os adolescentes não respondem bem ás atividades e julgamento e não gostam de ser repreendidos, porém eles respondem quando sua independência é respeitada e eles têm a oportunidade de tomar suas próprias decisões em relação às escolhas alimentares. Em geral, os adolescentes são conscientes de seu próprio corpo e preocupam-se com suas aparências. Quando a dieta está associada à pele limpa, a músculos consistentes e a pêlos abundantes, é mais provável que os adolescentes sejam receptivos a educação nutricional. Entretanto, ajudar pessoas jovens a tomar uma decisão de mudança é mais difícil que formá-las; elas respondem melhor quando aquele que aconselha fornece informações diretas, utiliza métodos de instrução que os envolvem ativamente, conversa com eles e não sobre eles e escutam o que eles têm a dizer (WONG, 1999).

Estudar o tabagismo entre adolescentes é importante, pois a adolescência é uma fase do desenvolvimento pessoal que se caracteriza por mudanças e conflitos internos, propiciando o aparecimento de comportamentos e hábitos anti-sociais, que o indivíduo poderá levar por toda vida. Nesta fase há um aumento dos comportamentos de risco, dentre eles o consumo de substâncias psicoativas, sendo o tabaco uma das mais consumidas (MACHADO, 2008).

De acordo com o mesmo autor acima, os rapazes tendem a consumir mais que as moças, e o consumo mundial de tabaco, entre jovens, variam segundo o país. Nos EUA a faixa de consumo encontra-se entre 20 a 29%, atingindo taxas superiores a 30% na Rússia. Na União Européia esta freqüência varia segundo o país com as prevalências superiores para a França e segundo o gênero de 13% a 33% para o feminino e 17% a 35% para o masculino.

O uso de tabaco por adolescentes varia na América Latina, segundo país, gênero e ano de levantamento, sendo que os meninos tendem a fumar mais que as meninas. A prevalência variou no Chile de 10 a 64%, sendo a média de idade de início de 13,6 anos. Na Costa Rica (1987) foi de 28,4% de prevalência e na Ilha de Páscoa (1994) foi de 50% (MACHADO, 2008).

Em um levantamento populacional recentemente realizado no Brasil, foi observado que 15,7% das pessoas com 12 a 17 anos já haviam consumido tabaco na vida, variando segundo gênero e região, sendo esta diferença marcante para a região norte (24% do masculino e 5% do feminino). Na região nordeste 14,3% dos jovens abaixo de 18 anos fumava, sendo 16,2% dos rapazes e 12,6% das moças (MACHADO, 2008).

O álcool é considerado particularmente perigoso para o adolescente por motivos diversos. Em primeiro lugar, pelo fácil acesso: a lei 9.294/96 proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menos de 18 anos, mas essa é uma daquelas leis que "não pegam", por incapacidade de fiscalização das autoridades. Em segundo lugar, a bebida é tida como um elemento de socialização, de auto-afirmação e de inclusão no mundo adulto. Além do estímulo da propaganda e dos amigos, muitas vezes o contato com o álcool é propiciado pelos próprios familiares do adolescente. Os pais não têm em relação ao etanol, por exemplo, o cuidado que costumam ter com a maconha (OLIVIERI, 2008).

O problema é que a adolescência, como lembram os psicólogos, é a fase de construção da identidade. Portanto, é particularmente ruim que nessa idade o indivíduo se habitue a experimentar situações específicas sobre o efeito do álcool: festas, praias, namoros, relações sexuais ou afetivas (OLIVIERI, 2008).

METODOLOGIA

Nós, acadêmicas do sexto semestre de Bacharelado em Enfermagem pela Faculdade São Francisco de Barreiras, buscando compreender melhor os hábitos alimentares dos adolescentes realizamos um estudo, mediante abordagem exploratória, que segundo Gil (2002), tem como principal objetivo o aprimoramento de idéias ou de descobertas de intenções e uma abordagem quantitativa que é caracterizado pelo uso de quantificação, tanto nas modalidades de coleta de informação quanto no tratamento desta através de técnicas estatísticas, desde as mais simples, como percentual, mídia, desvio-padrão, a mais complexa, como coeficiente de correlação, análise de regressão, etc.

Através da pesquisa de campo, foram utilizadas como técnicas para a coleta de informações a aplicação de questionários estruturados em 13 perguntas fechadas, o que permite uma leitura mais precisa da realidade. A aplicação do questionário em um universo de 30 estudantes na faixa etária de 11 a 16 anos, da 6ª série, da Escola Municipal Padre Vieira, localizada na Rua Barão de Cotegipe, Bairro Vila Regina, da cidade de Barreiras  BA, onde atende cerca de 1.375 alunos, de dos bairros da Morada da Lua, Ribeirão, Vila Regina, Boa Sorte, Loteamento São Paulo entre outros.

Mediante a oportunidade da pesquisa e conseqüentemente a aplicação dos questionários, calculamos o índice da massa corpórea dos alunos pesquisados, através do cálculo da altura2 dividido pelo peso.

A finalidade do projeto de pesquisa foi garantir os princípios éticos como: a beneficência, o respeito e a justiça. Nesta garantia foram incluídas todas as pessoas que possam compartilhar com a pesquisa, sendo o pesquisador, o sujeito da pesquisa, e a comunidade a ser estudada, em última análise, a sociedade como um todo.

Alcançamos as nossas expectativas ao aplicar o questionário, obtendo a atenção de todos os adolescentes presentes na sala de aula no momento.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Com a mensuração dos dados recolhidos obtivemos os seguintes resultados;

Com relação ao índice de massa corpórea 53,3% dos alunos obtiveram índice normal, 33,3% estão abaixo da média aceita, 3,3% estão sobrepeso e 10% possuem valor intermediário entre peso baixo e normal. Sendo que 23,3% não consideram sua alimentação saudável, 73,4 acreditam que possuem alimentação saudável e 3,3% não responderam.

O estudo realizado por Costa et al (2007),no grupo das frutas, as mais consumidas foram a laranja e a banana, seguidas da maçã, do limão e do mamão. O consumo de suco natural apresentou freqüência de consumo diário de 36,1% e semanal de 43,4%, totalizando um consumo semanal de 79,5% entre os adolescentes, sendo mais freqüente entre as meninas. Quanto ao consumo de frutas de época, não chegam a ser consumidas a pêra (conforme relato de 70,4% dos escolares), o abacate (67,3%), a goiaba (65,1%), a manga (61,3%) e a uva (53,3%), coincidindo serem as mais caras quando adquiridas fora da época de produção. Neste grupo, reuniu-se a freqüência de consumo diário e semanal para identificar os fatores associados.

Comparando com a pesquisa realizada, 36,7% deles afirmam incluir verduras e legumes nas refeições três vezes por semana, 43,3% disseram que sempre incluem, 20% negam se alimentarem com verduras e legumes e 3,3% não responderam.

No grupo das hortaliças, com exceção do alho (46,3%) e da cebola (37,0%), que são utilizados também como tempero diariamente, as hortaliças mais consumidas em ordem decrescente de consumo foram alface, tomate, repolho, cenoura e pepino. Entre as hortaliças não eram consumidas a chicória (78,6%), o quiabo (72,7%), a abóbora (72,2%), a vagem (66,7%) e a abobrinha (62,5%). Quanto ao sexo, as meninas apresentaram maior consumo do que os meninos para repolho, pepino, cebola, beterraba, couve-flor e alho (COSTA et al, 2007).

Considerando-se todos os jovens estudados, 96% almoçavam e 86,8% jantavam todos os dias da semana, independentemente se lanche ou refeição. Foi observado que o sexo masculino fazia mais refeições no jantar do que o feminino, tendo as médias semanais, aproximadamente, uma relação 2,6:1,7 (p<0,001). As demais freqüências de lanche e refeição a ambos os sexos e às diferentes faixas etárias não apresentaram diferenças significativas. A omissão de almoço e de janta (como um todo, considerando lanche e refeição) nos 5 dias da semana foi de 0,1 e 0,4%, respectivamente, não havendo diferenças significativas entre os sexos ou idades (FEIJÓ et al, 1997).

Quanto às refeições 36,7% dos alunos responderam que realizam três refeições por dia, 13,3% fazem duas refeições por dia, 46,7% deles se alimentam quatro ou mais vezes ao dia e apenas 3,3% não responderam.

Feijó et al (1997), concluíram queentre todos os sujeitos entrevistados (n = 675), 16% sempre omitiam o café da manhã e outros 10% tomavam apenas 1 ou 2 vezes por semana.

Quando questionados sobre a inclusão de guloseimas no dia-a-dia nos responderam da seguinte forma: 6,7% que quase não ingerem doces e salgados, 16,7% alegam comer uma vez durante a semana, 30% deles comem de duas a quatro vezes por semana, 43,3% ingerem todos os dias e 3,3% não respondeu.

A ingesta de líquidos acompanhando a refeição é realizada por 97% dos entrevistados, 3,3% não consome líquido durante a alimentação, 43,3% disseram beber suco, 50,1% acompanham a alimentação com refrigerante e 3,3 disseram ingerir ou água ou suco ou refrigerante a depender da disponibilidade.

O alimento mais consumido do grupo de açúcares e doces foi o açúcar, seguido da bala/doce e do achocolatado/chocolate. O consumo semanal de refrigerante entre os estudantes foi de 79,2%, e apenas 20,4% os consumiam diariamente; já o suco artificial foi consumido diariamente por 23,6% dos escolares. O mel e a gelatina não eram consumidos por 50,1% e 45,0% dos adolescentes, respectivamente. O sorvete, por sua vez, era consumido semanalmente por 41,0% dos adolescentes. Destaca-se que para os alimentos deste grupo, as associações referem-se à freqüência diária (COSTA et al, 2007).

A prática de esportes acontece por 23,3%, sendo que 33,3% não participam das aulas de educação física e 6,7% vai apenas ás vezes.

Ao serem questionados sobre o tabaco e o álcool 90% negaram ter fumado e 70% nunca consumiram bebidas alcoólicas.

Costa et al (2007), o consumo de bebidas alcoólicas foi mais freqüente entre os meninos, sendo a cerveja consumida por 2,5% dos estudantes diariamente e 21,1% semanalmente. O vinho era consumido por 2,5% diariamente e por 13,6% semanalmente. Quanto às outras bebidas alcoólicas, o consumo semanal foi de 8,6%.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao aplicar o questionário obtemos a atenção de todos os adolescentes no momento do preenchimento, proporcionando um momento de reflexão acerca de seus hábitos alimentares e das atividades físicas por eles realizadas. Assim, pode - se abordar as alterações físicas e psicológicas decorrentes de uma deficiente alimentação na adolescência discutir e orientar sobre o tema abordado.

Entende  se, que a maioria dos jovens, têm conhecimento dos problemas relacionados a drogas, sedentários e alimentação deficiente, porém estes hábitos ainda vêm sendo mantido por eles. Portanto, medidas preventivas devem ser tomadas considerando, além dos procedimentos educacionais, promoverem uma mudança de atitudes desses jovens.

Os hábitos alimentares foram verificados, as alterações físicas e psicológicas decorrentes de uma deficiente alimentação na adolescência foram descritas os fatores de risco que predispõe à obesidade e identificamos o IMC nos adolescentes pesquisados.

Afinal, não se pode deixar de lembrar que a escola tem o papel de educar esses jovens, mas toda a comunidade, juntamente com a família e nós profissionais da saúde, que temos o dever de prevenir e tratar patologias.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COSTA, Marcia Cristina Dalla; Luiz Cordoni Júnior; Tiemi Matsuo. /Hábito alimentar de escolares adolescentes de um município do oeste do Paraná. Revista de Nutrição. Campinas vol.20, no. 5,Sept./Oct. 2007. Disponível em: www.scielo.br. Acesso em 9 novembro 2008.

COSTA, Maria C. O; SOUZA, Ronald P. Semiologia e atenção primária à criança e ao adolescente. 2ª edição, Rio de Janeiro: Revinter, 2005.

FEIJÓ Ricardo B.; Everton B. SuksterI; Luciana Friedrich; Luciana Fialho Karina S. Dziekaniak; Denise W. Christini; Letícia R. Machado; Karla V. Gomes; Isabel H. Cardoso. / Estudo de hábitos alimentares em uma amostra de estudantes secundaristas de Porto Alegre. Disponível em:<http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/html/284/body/06.htm>. Acesso em:9 novembro 2008.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ª edição, São Paulo: atlas, 2002.

MACHADO, Adelmo Souza neto. Prevalência de tabagismo na adolescência. Disponível: http://www.hospitalespanhol.com.br/clubedasaude/vivendocomsaude/prevalencia-do-tabagismo-na-adolescencia-1, acesso em 22/08/08 às 10h51min.

MORAIS, Mauro B.; CAMPOS, Sandra O. Guia de medicina ambulatorial e hospitalar  Unifesp/Escola Paulista de Medicina  Pediatria.São Paulo: Manole, 2005.

OLIVIERI, Antônio Carlos. Alcoolismo e adolescência. Disponível em: http://vestibular.uol.com.br/atualidades/ult1685u271.jhtm, acesso em 22/08/08 às 11h56min.

WONG, Donna L. Enfermagem Pediátrica  Elementos essenciais à Intervenção efetiva. 5ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999.

1Acadêmica da FASB

enfermagem, [email protected];

2Orientadora, enfermeira e professora da disciplina Cuidados de Enfermagem à Saúde do Adulto pela FASB, [email protected];

3Acadêmica da FASB, enfermagem  [email protected];

4Acadêmica da FASB, enfermagem, [email protected];

5Acadêmica da FASB, enfermagem  [email protected];

6Acadêmica da FASB, enfermagem [email protected];

7Acadêmica da FASB, enfermagem  [email protected];

8Acadêmica da FASB, enfermagem  [email protected]

 
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