GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: Desafio Social
 
GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: Desafio Social
 


GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: Desafio Social

 


Carmen Luara dos Santos Nascimento 1

Camilla Elayne Silva Ribeiro1

Izaú Nunes de Jesus Neto1

Maria Juliana dos Santos Nascimento1

Pricila Almeida de Oliveira1

Tâmara Romana Leite Silva 1

RESUMO:


O presente artigo de revisão bibliográfica tem como objetivo, um breve levantamento de referencias literárias sobre gravidez na adolescência como um desafio social, visando ainda à importância do profissional enfermeiro nesse processo. È um artigo de cunho bibliográfico, buscando referencias em livros, artigos e revistas.

Palavras-chave: Adolescência; Gravidez; Desafio.

ABSTRACT:

This literature review aims, a brief survey of literary references on teenage pregnancy as a social challenge, aiming also to the importance of the professional nurse in this process. It is an article of bibliographical, seeking references in books, articles and magazines.

Keywords: Adolescence, Pregnancy; Challenge.

Acadêmicos de Graduação em Enfermagem, da Faculdade São Francisco de Barreiras. FASB-BA.

INTRODUÇÃO

 

Adolescência procede do latim adolescere, que constitui “crescer”. Adolescência é o momento da vida humana entre a puberdade e a virilidade; mocidade; juventude. A Organização Mundial da Saúde (OMS) determina adolescência como uma fase que vai dos 10 aos 19 anos, e o Estatuto da Criança e Adolescência (ECA) a conceitua como a faixa etária de 12 a 18 anos. É uma mudança entre a fase de criança e a adulta, sendo uma ocasião de modificação profunda no corpo, na mente e na forma de relacionamento social do indivíduo (GURGEL,  et al 2008).

A vida sexual na adolescência vem se principiando cada vez mais precocemente, com implicações indesejáveis adjacentes como o acrescentamento da presença de doenças sexualmente transmissíveis (DST) nessa faixa etária; e gravidez, muitas vezes ainda indesejável e que por isso, pode concluir em aborto (PIATO, 1991).

A gravidez na adolescência tem sérias decorrências biológicas, familiares, comoveis e econômicas, além das jurídico-sociais, que abordam a pessoa solitariamente e a associação como um todo, abordando ou mesmo aprazando as probabilidades de aumento e aliciação dessas jovens na sociedade. Carecido às repercussões sobre a mãe e sobre o concepto é avaliada gestação de alto risco pela Organização Mundial da Saúde, contudo, recentemente postula-se que o risco seja mais social do que biológico (BRASIL, 1997).

A gravidez na adolescência é uma ocorrência de risco psicossocial que pode ser distinguida como uma dificuldade para os jovens que principiam uma família não planejada. O problema dissimula, principalmente, a biografia da juventude e sua probabilidade de organizar um projeto de vida estável. É notadamente traumático quando ocorre nas categorias socioeconomicamente desfavoráveis (GURGEL,  et al 2008).

O desempenho do enfermeiro, como de toda a equipe de saúde, tem as ações centradas na promoção, prevenção e assistência da saúde, constituindo as duas primeiras de máxima relevância no processo de afazeres que vai ao embate dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). As ações de promoção da saúde são analisadas de grande importância, para coresponsabilidade e fortalecimento da conexão na afinidade enfermeiro/adolescente. A ascensão da saúde permeia diretamente todas as políticas, programas e ações da saúde, com a provocação de instituir a integralidade e equidade, princípios do SUS (GURGEL,  et al 2008).

O presente artigo de revisão bibliográfica tem como objetivo, um breve levantamento de referencias literárias sobre gravidez na adolescência como um desafio social, visando ainda à importância do profissional enfermeiro nesse processo.

DESENVOLVIMENTO

 

 

Analisa-se como adolescência o período compreendido de 10 a 19 anos de idade, sendo abrangido como o período de vida a partir do qual aparecem às características sexuais secundárias e se adolescem processos psicológicos e padrões de assimilação que evoluem da fase infantil para a adulta, entre eles a mudança de um estado de vinculação para outro de relativa autonomia (BRASIL, 1997).

Trata-se de uma fase da vida em que advêm a maturação sexual, a exasperação das agitações familiares e a formação e solidificação de atitudes, valores e comportamentos que originarão sua vida e na qual se inicia a exigência de maiores cargas e definição do campo profissional. Passar por essa circunstância particular exige das equipes de saúde uma abordagem integral das dificuldades detectadas, dentre eles a gravidez na adolescência (VIEIRA et al., 2008).

A adolescente poderá desenvolver dificuldades de crescimento e desenvolvimento, emocionais e comportamentais, educacionais e de aprendizado, além de confusões da gravidez e enigmas de parto. Há inclusive quem analise a gravidez na adolescência como confusão da atividade sexual (VIEIRA et al., 2008).

Segundo Dias et al,  2000:

A gravidez na adolescência, desejada ou não, provoca um conjunto de impasses comunicativos no âmbito social, familiar e pessoal. No âmbito social, lamenta-se as falhas dos programas de educação sexual que, aparentemente, mostravam de modo claro e convincente como iniciar e usufruir com segurança a experiência da sexualidade. No âmbito familiar, a gravidez na adolescência parece indicar dificuldades nas relações entre pais e filhas e nas condições contextuais para o desenvolvimento psicológico da filha. No âmbito individual, a jovem gestante se questiona “por que isso aconteceu justamente comigo?” e “que será agora de minha vida?”. Em outras palavras, a gravidez na adolescência traz sérios problemas para programas de saúde pública, para projetos educacionais, para a vida familiar, e para o desenvolvimento pessoal, social e profissional da jovem gestante como vem sendo reconhecido pela literatura.

 

Os costumes individuais são dependentes tanto da família quanto da sociedade. A sociedade tem advindo por intensas modificações em sua composição, inclusive refugiando melhor a sexualidade na adolescência, sexo antes do casamento, igualmente a gravidez na adolescência. Assim interditos, inibições e estigmas estão amortecendo e a atividade sexual e gravidez aumentando (VIEIRA et al., 2008).

 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A temática abordada no artigo mostra a importância de proferir as reflexões e ações de anticoncepção da gravidez na adolescência com as compreensões de sujeito proativo, reflexivo, com aparências de vulnerabilidades, analisando três dimensões: individual, social e as relações sociais. Sendo as de relações sociais mais relevantes.

Por tanto esse artigo fez-se de grande relevância para nós enquanto acadêmicos de enfermagem e construtores de conhecimento, visto que essa temática tem sido bastante abordada por outros autores.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL, Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Alimentação e Nutrição.

Coordenação da Saúde da Mulher, do Adolescente e da Criança, COSAM.

Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde, 1996. Rio de Janeiro, 1997.

DIAS, A. C. G; OLIVEIRA, V. Z; GOMES, W. B; Psicol Reflex. Crit. v.13, n.1. Porto Alegre, 2000.

GURGEL, M. G. I; ALVES, M. D. S; VIEIRA, N. F. C; PINHEIRO, P. N. C; BARROSO, G. T. Gravidez na adolescência: Tendência na produção científica de enfermagem. Esc Anna Nery Rev Enferm 2008 dez; 12 (4): 799-05.

PIATO, S. Ginecologia da infância e adolescência. Rio de Janeiro, São Paulo, Livraria Atheneu Editora, 1991.

 

VIEIRA, N. F. C; GURGEL, M. C. L; PINHEIRO, P. N. C; Gravidez na adolescência: tendência na produção científica de enfermagem, 2008 disponível em http://www.eean.ufrj.br/revista_enf/20084/25 gravidez%20na%20adolescencia.pdf

 
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