Formação Continuada: Um Constante Aprender
 
Formação Continuada: Um Constante Aprender
 


Resumo

A participação dos professores é de fundamental importância na consolidação de mudanças que tragam efetivamente uma melhoria da qualidade de ensino em nosso país. Neste contexto, a prática da formação continuada não pode ser encarada pelos professores como uma tapa buraco, deve ser a demonstração da crença que estudar compreender e acompanhar as transformações que ocorrem na sociedade e as constantes mudanças provocadas pela evolução da tecnologia e pelas informações é tarefa que se impõe aos profissionais da educação, os quais se situam hoje ao mesmo tempo como formadores de opinião e alvos de novos paradigmas. A formação continuada dos professores segundo Marin (2002), deveria transformar a escola em espaço de troca e de reconstrução de novos conhecimentos, deve-se partir do pressuposto da educabilidade do ser humano, numa formação que se da num continuum, em que existe um ponto que formaliza a dimensão inicial, mas não existe um ponto que possa finalizar a continuidade desse processo.

A escola brasileira e suas práticas docentes devem ser repensadas de forma urgente para que possam atender a todas as transformações que estão ocorrendo na sociedade, que atingem diretamente a escola, suas concepções e suas formas de construção do saber, pois há sem duvida alguma uma mudança de paradigma que está a exigir um novo modelo de escola, e um novo perfil de professor, que possam estar preparados para atender as novas demandas, expectativas e anseio da sociedade, que estejam a serviço de uma escolarização de qualidade social que atenda efetivamente com eficiência e eficácia, a todas as crianças, jovens e adultos.

Asproblemáticas educacionais dos nossos tempos fazem parte de um panorama mais amplo de mudanças sociais, mudanças estas que sempre geram incertezas, mas são fonte de inúmeras possibilidades para aqueles que estão abertos e preparados para quando elas ocorrerem.

A participação dos professores é de fundamental importância na consolidação de mudanças que tragam efetivamente uma melhoria da qualidade de ensino em nosso país. Sem o aval destes, mudanças educacionais não se realizam. Por isso, não é qualquer pessoa que pode ser professor, pois não é qualquer professor que consegue fazer frente, através de seu trabalho, estudo e formação pessoal a todos os desafios que se apresentam no interior das escolas.

Vivemos uma transformação considerável do sujeito cognitivo, da ciência objetiva e da cultura coletiva, motivo que faz com que se busque o aprimoramento de nossa capacidade de compreender o mundo, e a sociedade na qual estamos inseridos.

O profissional da educação precisa exercer uma docência de qualidade, que desenvolva nele uma postura de profissional reflexivo, pesquisador da própria prática, munido de formação teórica competente e praticas pedagógicas eficazes que o prepare para ver o mundo na sua globalidade, uma docência que não se esgota na formação inicial, mas que seja complementada e aprimorada através de um processo de formação permanente ao longo de sua vida profissional.

Neste contexto, a prática da formação continuada não pode ser encarada pelos professores como uma "tapa buraco", deve ser a demonstração da crença que estudar compreender e acompanhar as transformações que ocorrem na sociedade e as constantes mudanças provocadas pela evolução da tecnologia e pelas informações é tarefa que se impõe aos profissionais da educação, os quais se situam hoje ao mesmo tempo como formadores de opinião e alvos de novos paradigmas.

A formação continuada também não pode ser concebida apenas como um meio de acumulação de cursos, palestras, seminários de conhecimento ou técnicas, deve ser encarada como um trabalho de reflexibilidade crítica sobre as práticas, e de construção permanente de uma identidade pessoal e profissional.

Para Marin (2002), a formação continuada de professores deveria transformar a escola em espaço de troca e de reconstrução de novos conhecimentos, deve-se partir do pressuposto da educabilidade do ser humano, numa formação que se da num continuum, em que existe um ponto que formaliza a dimensão inicial, mas não existe um ponto que possa finalizar a continuidade desse processo.

Assim, a formação continuada deve ser um espaço de interação entre as dimensões pessoais e profissionais em que, aos professores é permitido apropriarem-se dos próprios processos de formação e dar-lhes um sentido real no quadro de suas historias de vidas.

O professor de hoje não pode abster-se de estudar, deve sim sentir prazer em fazê-lo, por saber que o aprendizado constante faz parte do trabalho docente, e, estudar propicia ao professor melhores condições de realizar um trabalho de qualidade, pois o professor que não estuda com prazer certamente não ensinará com prazer.

Professora Cleide Cristina Garcia

 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
cleide cristina professora de língua portuguesa e espanhol formada pela unversidade de varzea grande mt. UNIVAG atualmente morando em NOVA MONTE VERDE MT norte de mato grosso
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