FATORES QUE AFETAM A QUALIDADE DE VIDA NA ADOLESCÊNCIA
 
FATORES QUE AFETAM A QUALIDADE DE VIDA NA ADOLESCÊNCIA
 


Élbeti Cristian Neris Silva1.

Èrica Aline do Amara1.

Eumilécia Alves de Brito1.

Mirtes Catarina G. Udaeta1.

Tamires Raquel Araújo1.

RESUMO: Sabe-se quea adolescência é uma etapa do desenvolvimento humano caracterizado por alterações físicas, psíquicas e sociais. Sendo uma das mais ricas e plenas das variantes e condicionantes etapas da vida pelas quais passa o ser humano antes de atingir a fase adulta. Durante essa fase ocorrem alterações dinâmicas, envolvendo tanto o crescimento biológico como o emocional; e também é o ponto final das transformações físicas, sexuais, intelectuais, emocionais e sociais que preparam os adolescentes para a vida adulta. A ênfase deste artigo cientifico é demonstrar quais os fatores que mais afetam a qualidade de vida na adolescência. Utilizou-se como marco metodológico um levantamento bibliográfico em livros, artigos científicos e revistas específicos da enfermagem, em português, que discorressem sobre a temática adolescência, enfatizando a importância da compreensão por parte da enfermagem a cerca das necessidades de implementação de um plano de educação continuada que vise atender as necessidades biopsicossociais dos jovens.

Palavras-chave: Adolescentes, Qualidade de Vida, Enfermagem, Educação Continuada.

ABSTRACT:Sabe that the adolescence is a stage of the human development characterized by physical alterations, psychic and social. Being one of richest and full of the variants and condicionantes stages of the life for which it passes the human being before reaching the adult phase. During this phase dynamic alterations occur, involving in such a way the biological growth as the emotional one; e also is the end point of physical, sexual, intellectual, emotional and social the transformations that prepare the adolescents for the adult life. The emphasis of this scientific article is to demonstrate to which the factors that more affect the quality of life in the adolescence. A bibliographical survey in scientific books, articles and specific magazines of the nursing was used as metodológico landmark, in Portuguese, who discoursed on the thematic adolescence, emphasizing the importance of the understanding on the part of the nursing about the necessities of implementation of a plan of continued education that it aims at to take care of the biopsicossociais necessities of the young.

Keywords: Adolescents, Quality of Life, Nursing, Continued Education.

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1 Graduandos em Enfermagem na Faculdade São Francisco de Barreiras  FASB

2 Docente da Disciplina Saúde do Adolescente da Faculdade São Francisco de Barreiras _ FASB

INTRODUÇÃO

A adolescência é uma etapa do desenvolvimento humano caracterizado por alterações físicas, psíquicas e sociais. Sendo uma das mais ricas e plenas das variantes e condicionantes etapas da vida pelas quais passa o ser humano antes de atingir a fase adulta. Durante essa fase ocorrem alterações dinâmicas, envolvendo tanto o crescimento biológico como o emocional; e também é o ponto final das transformações físicas, sexuais, intelectuais, emocionais e sociais que preparam os adolescentes para a vida adulta (FRANÇA; KNEUBE; KANESHIMA apud NÒBREGA, 1998).

Esse período é marcado com muita ansiedade, apreensão, agressividade e muitas dúvidas, sendo estes reflexos da incompreensão sobre si próprio, seu corpo, do que dizem sobre ele e do que ele próprio sente (GÀSPARI; SCHUWARTZ apud KALINA E GRYNBERG, 1985).

Tal fase turbulenta por vezes é caracterizada por crises religiosas, conflitos familiares, principalmente no que refere-se às questões relacionadas à imposição de limites, agressividade, introspecção e dificuldades sexuais (CIULLA, 1976).

Gata (2004) afirma que a modernidade trouxe muitos benefícios e avanços para a sociedade, mas junto com eles, vieram uma série de pressões, vida acelerada, tensão constante, desafios, competições e a violência. Não é de hoje que a adolescência é reconhecida por ser caótica, rebelde e inovadora, porém é necessário considerar que ao fazer parte de uma sociedade que estar em constante transformação, todos os seus integrantes, inclusive os adolescentes, sofrem com as conseqüências desse estado.

È sabido que as mudanças drásticas que vêm ocorrendo em diversos setores, valores éticos, econômicos e políticos, e o crescente fenômeno da globalização, que alastra-se através do mundo todo, tem um papel determinante na evolução entre todos os indivíduos, inclusive nos adolescentes. Visto que nesta fase existe uma predisposição ao desenvolvimento de quadros patológicos, os fatores ambientais desfavoráveis podem ser responsáveis por desencadear alguns desses processos, manifestados por estados depressivos, fobias, comportamentos obsessivos - compulsivos, consumo de bebidas alcoólicas, violência, miséria e uso de drogas (ZAGURY, 2000).

Dessa forma, dada à importância indiscutível da qualidade de vida na adolescência. Achamos relevante investigar os fatores que interferem diretamente na qualidade de vida dos adolescentes, do 2° grau do Colégio Estadual Modelo Luís Eduardo Magalhães, de Barreiras-Bahia.

MARCO TEÓRICO

Hábitos saudáveis são definidos por Nahas (2003, p.19) sendo "um conjunto de ações habituais que refletem as atitudes, os valores e as oportunidades na vida das pessoas". Pressupõe-se que os adolescentes terão mais saúde e bem-estar, quando eles equilibrarem seus estilos de vida: realizando atividades físicas variadas e regulares; cuidado multiprofissional com a equipe de saúde; nutrição adequada com qualidade; controlando o estresse; mantendo relacionamentos positivos e estáveis; um ambiente familiar seguro e estimulante; mantendo comportamentos preventivos como o não uso de drogas, evitando o tabagismo e fazendo sexo com camisinha.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece no artigo 2º o seguinte "... o adolescente é o indivíduo entre os doze e dezoito anos idade...". Mesmo com a vasta gama de abordagem a respeito da temática adolescente que, do latim adolescere, significa crescer, tornar-se jovem, muito ainda há a ser desvendado sobre essa fase da vida humana. (GASPARI; SCHWARTZ apud TIBA 1998).

A adolescência é uma fase de rara beleza, nela tudo floresce o corpo, as possibilidades intelectuais, o sexo e a vida nessa etapa são experimentados de forma urgente e intensa. Minayo (1994) afirma que a adolescência por representar um período crítico na formação do indivíduo, sofrem influência de fatores como violência, álcool, drogas, miséria, sedentarismo, comportamento familiar, saúde precária, educação e gravidez na adolescência que afetam diretamente a qualidade de vida nesta fase.

Do ponto de vista nutricional, Nóbrega (1998) relata que a nutrição é essencial para a saúde do adolescente. Uma alimentação adequada e hábitos alimentares saudáveis desempenham importante papel no processo de crescimento, pois contribuem para o desenvolvimento de todo seu potencial. Durante a adolescência podem-se estabelecer os precursores de doenças nutricionais, daí a necessidade de uma boa nutrição para a prevenção de doenças na vida adulta. Apesar do pouco interesse demonstrado pelos adolescentes pela saúde e alimentação, eles necessitam ser atraídos a temas que enfatizem os efeitos benéficos de uma boa nutrição.

A obesidade tem avançado assustadoramente entre a população de todo o mundo, em particular nos países industrializados e, especificamente no Brasil o índice de obesidade tem atingido números alarmantes. O acúmulo de peso e de gordura corporal na adolescência é acompanhado por importantes alterações metabólicas, funcionais, ortopédicas e psicoemocionais. Estudos têm revelado que o consumo alimentar dos adolescentes está longe do recomendado, geralmente, com uma ingestão de gordura total e saturada acima da recomendação, e ingestão deficiente de certas vitaminas e minerais (VEIGA, 1997).

A prática esportiva tem na cooperação possibilidades de formação de seres íntegros, equilibrados, alegres, solidários, criativos, críticos, cientes de suas qualidades e dificuldades, respeitadores dos menos habilidosos, sensíveis, com identidade pessoal preservada e cooperativa no coletivo, entre outras (GÁSPARI; SCHWARTZ apud CSIKSZENTMIHALYI, 1992).

Pois, a atividade física, na ação, quando realizada ludicamente, pode ocorre o estado de fluxo, o qual permite às pessoas experimentarem a sensação de prazer total, uma vez que estas proporcionam ao indivíduo mais alegria e satisfação. Ao comentar sobre aos parâmetros lúdicos, da alegria e do prazer nas atividades e exercícios, evidencia-se a perspectiva do jogo encontrando um corpo para encarnar-se e tornar-se mais humano e a do corpo que procura encontrar no jogo a possibilidade de relacionar-se consigo próprio e com o outro, de conhecer melhor, levando à auto-realização. A competição, a arte e o jogo são apontados como evidências dessa busca de si próprio (GÁSPARI; SCHWARTZ apud LORENZETTO, 1991).

A educação, que visa à promoção do homem e da vida humana tem na adolescência aliados eficazes para exercitar a participação crítica na vida da sociedade, lembrando que "qualidade começa com educação e termina com educação". Os educadores devem mediar nesse processo a introjeção de princípios fundamentais à vida em sociedade, tais como a participação crítica, a solidariedade, o respeito mútuo, a igualdade, a cooperação, princípios esses fundamentais aos quais darão sustentação e humanização a estrutura social dos adolescentes (GÁSPARI; SCHWARTZ, 2000).

Carneiro (1992) ressaltar que a família facilitadora do crescimento emocional e promotora de saúde, não é aquela com ausência de conflitos. O potencial de saúde centrar-se na possibilidade que o sistema familiar tem de encontrar alternativas para a solução dos seus problemas e conseguir conter os efeitos destrutivos desses. Bons níveis de saúde familiar, muitas vezes, encontram-se associados a núcleos que favorecem tanto a expressão de agressividade, de raiva e hostilidade, quanto ao carinho, ternura e afeto. A partir do pressuposto, constata-se que os aspectos relacionados ao bem-estar psicológico do adolescente sofrem, invariavelmente, e de forma preponderante, influências das diversas situações que o indivíduo vivencia na sua família.

Nesse sentido, o bem-estar dos adolescentes fica, muitas vezes, prejudicado devido à falta de compreensão e problemas de comunicação com os pais. Em outra dimensão, a percepção que o adolescente tem do relacionamento parental também encontrar-se associada a um melhor ou pior nível de bem-estar (WAGNER et al., apud GROSSMAN; ROWAT, 1995).

O aumento da gravidez na adolescência em países em desenvolvimentos tem despertado o interesse dos profissionais da saúde, tendo em vista a associação desse evento com a pobreza, a baixa escolaridade e os piores resultados perinatais. No âmbito da psicologia tradicional, o diagnóstico do risco psicossocial que adquire ênfase seria a imaturidade psicológica dos jovens. Vista como precoce, a gravidez nessa ótica emerge como causa de problemas psíquicos e sociais vários para as adolescentes e seus filhos. Esse discurso assume "oscilação que vai da condenação e o apelo ao apoio moral aos adolescentes" (PANTOJA apud BOZON, 2001).

O uso de drogas na adolescência é uma questão que preocupa cada vez mais os profissionais da saúde e da educação, pois trata-se de hábitos de vida não saudáveis para esta fase. A identidade social e psíquica constitui-se através dos conflitos entre a necessidade de independência dos pais, por um lado, e a aproximação e dependência do grupo de amigos, por outro. Pais e amigos têm uma grande importância para a formação de um código de valores próprios dos adolescentes, esse será constituído a partir da interação social e da escolha de elementos adquiridos na infância, tornando-se parte de sua identidade adulta (RIBEIRO; PERGHER; TOROSSIAN apud CARLINI, 1990).

Ainda sobre a qualidade de vida na adolescência, pode-se afirmar que a violência decorre de uma rede de fatores socioeconômicos, políticos e culturais. Que articulam-se, interagem e concretizam-se nas condições de vida de grupos sociais. No Brasil, as causas externas de morte, englobam acidentes e eventos violentos e ocupam o primeiro lugar entre a faixa etária de 11 a 19 anos (MS. 2001).

A agressividade entre adolescentes está aumentando, tal comportamento pode ser resultado de uma conduta menos repressiva em relação a este fenômeno. Por outro lado, os adolescentes podem estar mais violentos como resposta à violência estrutural da sociedade. As formas como os adolescentes vêem a si próprio, seus valores, sua competência e o mundo que os cerca pode ser afetada pelo grau de violência a que é submetido ao longo de sua vida (MENEGHEL; GIUGLIANI; FALCETO apud PELTON, 1980).

Outro aspecto submetido a controvérsias refere-se à distribuição socioeconômica da violência. Porém, a maior prevalência do problema pode esta entre as classes menos favorecida, visto, que pessoas de qualquer classe social podem apresentar condutas violentas e que os mais favorecidos socialmente podem esconder seus comportamentos abusivos (IDEM).

A cerca de hábitos saudáveis, podemos correlacionar à prática sexual quando realizada de forma consciente das modificações anatomofisiológicas transformadas na adolescência, prazerosa e segura como fator que contribui para a auto-estima e bem-estar do indivíduo. Entre os adolescentes o uso de preservativo é baixo e a atividade sexual geralmente não é programada sendo que as relações têm iniciado cada vez mais cedo e com um maior número de parceiros, fator que tem contribuído para o aumento e a ocorrência das DST's (Doenças Sexualmente Transmissíveis), bem como, para a mortalidade e morbidade dos adolescentes (TAQUETTE; VILHERNA; PAULA, 2008).

Nesse sentido, consideramos que existem fatores positivos e negativos no comportamento dos adolescentes, em seu estilo de vida, que podem manter promover ou melhorar a saúde, como também prejudicá-la ou diminuí-la, destacando a importância da aquisição e da manutenção de hábitos saudáveis que visam à melhoria da qualidade de vida (BIAZUSSI apud GUEDES; GRONDIN, 2002).

METODOLOGIA

Esse estudo foi realizado segundo pesquisa quantitativa, com a cooperação dos alunos do 2°grau do Colégio Modelo da rede estadual de ensino Luis Eduardo Magalhães, englobando todos os níveis socioeconômicos, situado na BR 242, km 01, nº 3518, saída para Salvador, na cidade de Barreiras-Bahia, com o intuito de buscar e simultaneamente conhecer os fatores, que para os adolescentes afetam a sua qualidade de vida.

A pesquisa procedeu através do questionário de auto-avaliação composto com 10 (dez) perguntas simples, fechadas e previamente estabelecida, as quais foram aplicadas a uma amostra de 10% (115,6=116) da população de estudantes, no período diurno. Visto que o universo correspondeu a 1.156 alunos de ambos os sexos, na faixa etária de 15 á 18 anos, aos quais foram distribuídos da seguinte forma:

·1° ano: 11 turmas com 471 alunos;

·2º ano: 10 turmas com 350 alunos;

·3° ano: 08 turmas com 335 alunos.

A partir da aplicabilidade do questionário que seguiu uma freqüência aleatória, os resultados foram tabulados e analisados, fornecendo elementos para traçarmos parâmetros entre os sexos e a faixa etária dos adolescentes, evidenciando os fatores mais incidentes e correlacionado-os ao sexo ou a idade.

Após submissão e aprovação do projeto pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade São Francisco de Barreiras-Bahia, aplicamos o instrumento em sala e horário de aula, conforme assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pela diretora Lucy Teixeira da Silva Santana, sobre o qual foi esclarecido pelos acadêmicos do 6° semestre do curso de enfermagem, a cerca da garantia absoluta de total sigilo, bem como, a liberdade de desistência em qualquer momento da pesquisa.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Afirmando, que a adolescência é um processo biopsicossocial durante o qual a personalidade é estruturada e sofre influências dos fatores intrínsecos e extrínsecos. Estes fornecerão subsídios para a vida adulta dos adolescentes.

Quando questionado aos adolescentes a cerca dos fatores que mais interferem na sua qualidade de vida. Os resultados obtidos foram:

Fonte: Excel, 2008

É importante ressaltar que uma família facilitadora do crescimento emocional e promotora de saúde, não é aquela com ausência de conflitos. O potencial de saúde centrar-se na possibilidade que o sistema familiar tem de encontrar alternativas para a solução dos seus problemas e conseguir conter os efeitos destrutivos desses. Bons níveis de saúde familiar, muitas vezes, encontram-se associados a núcleos que favorecem tanto a expressão de agressividade, de raiva e hostilidade, quanto ao carinho, ternura e afeto. A partir do pressuposto, constata-se que os aspectos relacionados ao bem-estar psicológico do adolescente sofrem, invariavelmente, e de forma preponderante, influências das diversas situações que o indivíduo vivencia na sua família (CARNEIRO, 1992).

O uso de drogas na adolescência é uma questão que preocupa cada vez mais os profissionais da saúde e da educação, pois trata-se de hábitos de vida não saudáveis para esta fase. É sabido que o uso e o abuso de drogas aumentam em ritmo acelerado, e que é na adolescência que, em geral, inicia-se o consumo. Ao mesmo tempo observa-se que o tema das drogas é freqüente na mídia (RIBEIRO; PERGHER; TOROSSIAN apud CARLINI, 1990).

A identidade social e psíquica constitui-se através dos conflitos entre a necessidade de independência dos pais, por um lado, e a aproximação e dependência do grupo de amigos, por outro. Pais e amigos têm uma grande importância para a formação de um código de valores próprios dos adolescentes, esse será constituído a partir da interação social e da escolha de elementos adquiridos na infância, tornando-se parte de sua identidade adulta (IDEM, 1990).

Quando entrevistados, os adolescentes responderam se os compromissos escolares afetam ou não sua qualidade de vida. Os resultados foram:

Fonte: Excel, 2008

Entre as atividades que o adolescente realizam no tempo livre, a saber:

Fonte: Excel, 2008

A atividade física, na ação, quando realizada ludicamente, pode ocorre o estado de fluxo, o qual permite às pessoas experimentarem a sensação de prazer total, uma vez que estas proporcionam ao indivíduo mais alegria e satisfação. Ao comentar sobre aos parâmetros lúdicos, da alegria e do prazer nas atividades e exercícios, evidencia-se a perspectiva do jogo encontrando um corpo para encarnar-se e tornar-se mais humano e a do corpo que procura encontrar no jogo a possibilidade de relacionar-se consigo próprio e com o outro, de conhecer melhor, levando à auto-realização. A competição, a arte e o jogo são apontados como evidências dessa busca de si próprio (GÁSPARI; SCHWARTZ apud LORENZETTO, 1991).

Com relação aos métodos para evitar gravidez e DST's/AIDS, os mais prevalentes entre os adolescentes foram:

Fonte: Excel, 2008

No Brasil não há informação sobre prevalência de DST's entre adolescentes, as únicas DST's de notificação compulsória são as sífilis e a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), que de acordo o MS (Ministério da Saúde) o maior índice da infecção concentra-se entre 15 e 24 anos. Como o tempo de latência da doença é longo, chegando até 11 anos podemos inferir que grande parte destes deve ter sido contaminado na adolescência, além disso, cerca de 70% das pessoas com Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's) buscam tratamento em farmácias o que faz com que o número de casos notificados não seja preciso (TAQUETTE; VILHERNA; PAULA, 2008).

A respeito da violência na adolescência, quando interrogados, se o jovem esta mais violento? O resultado a ser apresentado é:

Fonte: Excel, 2008

A agressividade entre adolescentes está aumentando, tal comportamento pode ser resultado de uma conduta menos repressiva em relação a este fenômeno. Por outro lado, os adolescentes podem estar mais violentos como resposta à violência estrutural da sociedade. A forma como os adolescentes vêem a si próprio, seus valores, sua competência e o mundo que o cerca pode ser afetada pelo grau de violência a que é submetido ao longo de sua vida (MENEGHEL; GIUGLIANI; FALCETO apud PELTON, 1980).

O tempo livre muitas vezes fez com que os jovens tornem-se ociosos, e diante de algumas situações inclinen-se para fatores que podem afetar a sua qualidade de vida futura. Portanto direcionamos a pergunta aos adolescentes, se os mesmo possuíam outras atividades além da escola?

Fonte: Excel, 2008

Com relação à hipótese de que as escolhas na adolescência podem refletir na sua fase adulta, direcionamos os seguintes questionamentos: suas escolhas atuais afetaram ou não sua vida enquanto adulto?

Fonte: Excel, 2008

CONCLUSÃO

A busca do equilíbrio entre o desejado e o possível é o que movimenta e desenvolve a capacidade de superar situações e manter-se saudável, assim, fatores como drogas, violência, gravidez na adolescência, comportamento familiar, miséria, alimentação desequilibrada, sedentarismo, educação precária e saúde inadequada, entre outros, podem influenciar o bem-estar dos adolescentes.

Observa-se que os resultados obtidos na pesquisa quantitativa veio de encontro à hipótese levantada no marco bibliográfico, como sendo os fatores que mais corroboram na qualidade de vida dos adolescentes.

Dessa forma, identifica-se como fundamental o trabalho dos profissionais de todas as categorias da área da saúde, de forma interdisciplinar, no que diz respeito ao modelo de atenção ao adolescente. Contudo, a enfermeira poderá assumir o papel que lhe é de direito num cenário onde seu espaço é garantido para desenvolver ações de educação continuada voltada para melhorar a qualidade de vida dos jovens.

Portanto, a enfermagem brasileira precisa posicionar-se frente as atuais tendências do conhecimento científico a cerca do evento da adolescência comunicando, testando e ampliando novos estudos, replicando seus resultados, em fim, sugerindo novos caminhos.

REFERÊNCIAS

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