Evolucionismo Social
 
Evolucionismo Social
 


O termo evolução pode ser entendido como "toda mudança com diferenciação quantitativa, ou qualitativa". Por mais que a expressão dê uma conotação de melhoria, deve-se compreendê-la sob duas vertentes: como progresso, que é uma evolução para melhor, e como regresso, uma alteração que não logrou êxito. O fato de acharmos que progredimos pelo momento que vivemos em comparação com o tempo de nossos pais, leva-nos a não enxergar a realidade que nos cerca e que está conduzindo a humanidade para uma aniquilação interna.

Faz-se necessária uma breve diferenciação entre a doutrina evolucionista e a teoria biológica da evolução. Esta última tendo como disseminador supremo Charles Darwin, acreditava nas transformações das espécies vivas, chocando-se com a teoria da imutabilidade dos seres. Na luta pela sobrevivência no mundo animal, como também no processo de adaptação ao ambiente ocorriam alterações orgânicas nos seres vivos que se transmitiam aos seus descendentes, possibilitando melhores condições de vida para aquela espécie. Basicamente, o que Darwin dizia era que a lei da sobrevivência favorecia aos mais fortes e ou mais espertos. O homem jamais foi ou será o mais forte animal da terra, mas sem dúvida é o mais esperto.

Visando entender como o homem sobrevive através de sua esperteza, poderia aqui ser simplesmente citada a famosa "lei do Gerson": "todo mundo quer levar vantagem, leve vantagem você também." No entanto é preciso ver além da intenção de sobrevivência em um mundo que não tem mais riscos físicos naturais como na Idade da Pedra ou Idade Média com suas guerras por expansão territorial. É o evolucionismo social.

Quer se trate do desenvolvimento da Terra, da vida sobre a superfície, do desenvolvimento da sociedade, do governo, da indústria, do comércio, da língua, da literatura, da ciência, da arte, no fundo de todo progresso está sempre a mesma evolução que vai do simples ao complexo, através de diferenciações sucessivas.

É perceptível que esta doutrina se aplica a tudo, seja aos seres humanos, às instituições, às sociedades, em dissonância com a teoria biológica, que engloba unicamente os seres vivos. Entretanto, a distinção mais importante a se lembrar é quanto ao conceito que as escolas atribuem à palavra evolução. O evolucionismo tem como característica precípua a definição de evolução como sinônimo de progresso, deixando à margem a vertente regressiva.

O fato é que o homem está cada vez mais buscando o progresso e esquecendo o próprio homem como objeto principal. Ter conforto é progresso. Ter dinheiro é progresso. Ter tecnologia é progresso. E a contra mão desse progresso é a "lei do Gerson". Para alcançar esse progresso, o ser humano é colocado em segundo plano como mero objeto que fica de lado enquanto a carruagem do progresso passa arrastando conceitos éticos e morais.

Se Charles Darwin elaborasse a sua teoria evolucionista em pleno século XXI diria que o homem não está em franca evolução, mas, sim, em franca "implosão social". E o primeiro segmento a implodir é sem dúvida a família. O capitalismo empurra cada vez mais pais para fora de casa por maior tempo enquanto filhos não enxergam mais os pais como autoridade e exemplo a serem seguidos. No mundo atual é cada um por e Deus por todos.

 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Professor de História em Ensino Básico e Superior, com especialização em Fislosofia e Sociologia. Colunista do Jornal Folha do Sul - Três Corações, MG - e autor do blog www.jomaralves.blogspot.com.
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