Eu, santo ou pecador?
 
Eu, santo ou pecador?
 


Eu, santo ou pecador?

 

No meio evangélico, a resposta para essa pergunta é ambígua. Por um lado, nunca proclamamos que somos santos, mas teoricamente afirmamos que somos; por outro, alardeamos com todas as letras que somos “pecadores”, porém, Jesus nos purificou de todo pecado. Que confusão! Afinal, santos ou pecadores? O que realmente a Bíblia ensina?

Sem delongar, sabemos que a definição bíblica para santo é separado. Separado por e para Deus. Nas Escrituras, capa a capa, exaustivamente o povo de Deus é qualificado como santo. Não se vê o nascido de novo como “pecador”. Se você foi remido pelo sangue de Cristo, todos os pecados apagados, vive para Ele em santidade de vida, em comunhão com Deus, logo você está santificado. Não há outro caminho, não tem constrangimento ou engano que nos tire isso. Não é presunção, altivez, ou tolice, mas é só o que a Bíblia afirma. Se há uma carga espiritual, social/histórica, semântica que diz o contrário, que só é santo aquele que viveu piedosamente, operou maravilhas, foi canonizado, etc., isso tem que cair por terra. Vale é que o Pai diz e nos dá como mandamento: “Sede santo porque eu sou santo” (1 Pd 1: 16). Deus não nos daria uma “missão impossível”. É atingível. Real.

Nosso outro termo, pecador. O adjetivo dá uma qualidade contínua ao ser. Significa viver na prática conformista e consciente de atos pecaminosos. O crente pode vir a pecar, está sujeito, como diz em 1 Jo 2: 1  “Se, porém, alguém pecar...” dois termos de condição, possibilidade: “se”, “porém”. A redundância enfatiza. João aborda o assunto e diz que pecador é quem vive na prática do pecado, logo não é santo. Esse equívoco pode ser por conta da confusão por causa da tentação. Não confunda, tentação não é pecado e nem obrigação. A tentação nos indica que podemos estar inclinados, fracos na carne, e por isso devemos estar sempre alertas e fortalecidos em Deus. Opróprio Jesus “foi tentado em tudo, mas não pecou jamais”.

Outra pontuação relevante é que o pecado nos separa de Deus, entristece o Espírito, tira a nossa alegria. Somos convencidos disso pelo mesmo Espírito. Davi nos relata sua própria experiência com a sequidão do pecado no Salmo 32, e possivelmente já vivemos isso. Para quem nasceu de novo pecar dói. Se sentir longe de Deus dói no profundo da alma. Se você não está com estes sintomas da enfermidade do pecado então está em plenitude de santidade.

Historicamente está impregnado em nossa mente que somos pecadores e não tem jeito. Fala-se que temos uma natureza pecaminosa. Se é verdade, então não temos culpa, nascemos assim. A responsabilidade não é nossa. Não existe dolo. Pura lógica. Mas a Bíblia fala em Romanos sobre uma inclinação, e não uma obrigação natural. Também não seríamos seres morais. Pecar é uma escolha.

Ter as escamas dos olhos retiradas, os pecados purificados, viver em novidade de vida não condiz com a proclamação conformista: “somos pecadores!!”. Esta atitude é um passo largo ao inferno. É possível obedecer ao mandamento: “sede santos”. É admissível dizermos como Paulo: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo”. Somos santos procurando não pecar. Esse é o padrão!

Faço minha a saudação final de 1 Tessalonicenses 5: 27: “Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os SANTOS irmãos.”

Albanísio A. Ribeiro.

 
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