Estágio Supervisionado
 
Estágio Supervisionado
 


UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE INHUMAS








ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM DOCÊNCIA NA
EDUCAÇÃO INFANTIL I





Dariene Fernandes Justiniano
Esthefany Abadia Borges
Gercilene dos Reis
Luana Martins
Reigimar Cristina Rodrigues

JUNHO
2010
DARIENE FERNANDES JUSTINIANO
ESTHEFANY ABADIA BORGES
GERCILENE DOS REIS
LUANA MARTINS
REIGIMAR CRISTINA RODRIGUES



ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM DOCÊNCIA NA
EDUCAÇÃO INFANTIL I






Trabalho de conclusão do Estagio I apresentado como
requisito avaliativo da disciplina Estágio Supervisionado na
Docência na Educação Infantil I do curso de Pedagogia da
Universidade Estadual de Goiás, Unidade Universitária de
Inhumas, sob orientação das professoras Lindalva Pessoni
Santos e Viviane Arantes de Andrade.


JUNHO
2010





















"Quanto mais rica a experiência humana, tanto maior será o material disponível para a imaginação e a criatividade."
Vygotsky





















A todos os funcionários da Creche Maria Caetano, Escola Municipal Peralta, Creche do Poder Judiciário, Centro Educacional Balão Mágico, Centro Educacional Mabel, em especial as professoras Viviane Arantes de Andrade e Lindalva Pessoni Santos.






















Aos nossos familiares que nos ajudou na construção de nossas vidas.
A professora Viviane Arantes de Andrade, amiga das primeiras horas, nossa orientadora, que no momento oportuno nos chamou, orientou e nos deu apoio, reforçando assim, os sentidos de nossa vida.

SUMARIO

LISTA DE ABREVIATURAS.................................................................
RESUMO.................................................................................................
APRESENTAÇÃO .................................................................................
PROJETO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
RELATÓRIO DE OBSEVAÇÃO BERÇARIO PÚBLICO (0 A 1 ANO)..........
RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO BERÇARIO PRIVADO (0 A 1 ANO) .........
RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO MATERNAL PÚBLICO (2 A 3 ANOS) .......
RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO MATERNAL PRIVADO (2 A 3 ANOS) .......
RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO PRÉ-ESCOLA PÚBLICO (4 A 5 ANOS) ......
RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO PRÉ-ESCOLA PRIVADO (4 A 5 ANOS).......
RELATÓRIO DE PARTICIPAÇÃO DA X SEMANA DE PEDAGOGIA.......
RELATÓRIO DE PARTICIPAÇÃO DO TEATRO: A BELA E A FERA........
PROJETO PEDAGÓGICO ..................................................................................
RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO..........................................................................
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS .......................................................................
ANEXOS.........................................................................................................................









LISTA DE ABREVIATURAS

LDB ? Lei de Diretrizes e Bases da Educação
SME ? Secretaria Municipal de Educação
UEG ? Universidade Estadual de Goiás
PPP - Projeto Político Pedagógico




















RESUMO: O presente trabalho tem por objetivo apresentar o estudo teórico-prático acerca da organização da dinâmica do trabalho pedagógico na Educação Infantil. Para tanto se fez necessário embasamento teórico, momentos de observação, analise e reflexão critica da prática pedagógica nas instituições como creches e pré-escolas e elaboração de projetos de ensino e aprendizagem.

PALAVRAS-CHAVE: educação infantil, creches, pré-escolas.




















APRESENTACAO

A última década do século XX tem sido marcada pela discussão sobre a qualidade da educação e sobre as condições necessárias para assegurar os direitos da criança na Educação Infantil e para o desenvolvimento de suas capacidades. Entende-se que a escola não é unicamente em instância responsável pela a educação, mas por ser uma instituição de ensino, deve-se desenvolver uma prática educativa planejada e sistemática durante um período contínuo e extenso da vida da criança.
A proposta de estágio que nos foi apresentada tem como objetivo criar espaço para a consolidação da formação docente com competências para desenvolver propostas pedagógicas, observando a teoria-prática, organização, gestão, sócio-cultural nos possibilitando exercer um papel-observador no campo de estágio.
O trabalho a ser apresentado se dividiu na elaboração do projeto de estágio; elaboração do projeto pedagógico orientado pela professora Júlia Leão; relatório de observação do berçário (0 a 1 ano): público e privado; relatório de observação do maternal (2 a 3 anos): público e privado; relatório de observação pré ?escola ( 4 a 5 anos): público e privado; relatório de participação em eventos: X Semana de Pedagogia e teatro infantil a "Bela e a Fera". Esses relatórios foram elaborados coletivamente por meio de vivências em instituições públicas e privadas nas cidades de Inhumas e Goiânia.
O conteúdo apresentado na seguinte pasta, visa refletir sobra a prática pedagógica e docente, em que, ocorre dentro do ambiente escolar e propriamente dentro da sala de aula.
A princípio o estágio nos proporcionou observara organização dos espaços nas instituições (creche e pré-escola) como: infra-estrutura, rotina, intencionalidade educativa de cada profissional, cultura dos alunos, classe social até a relação família-instituição.
O momento em que observamos as creches municipais e privadas foi possível vivenciar a prática docente dos educadores e a reação dos bebês nas seguintes etapas: alimentando,manipulando,embalando banhando e nomeando. Assim, foi possível compreender a importância na formação dos professores para a atuação na relação ensino - aprendizagem exercida pelo educador.
Na segunda fase do estágio, vivenciamos a rotina da pré-escola podendo observar a prática pedagógica dentro da sala de aula como: a realização das atividades propostas pela a educadora, a organização do ambiente (sala de aula), e a viabilização das atividades.
Observando ambientes públicos e privados (creche e pré-escola), podemos compreender que existe uma diferença visível, tanto no ambiente escolar,quanto nas funções distintas a cada funcionário, isso não justifica a prática pedagógica do educador, mas, tem tido reflexo em alguns ambientes escolares.
Sendo assim, durante o estágio foram utilizadas pesquisas bibliográficas embasados em textos de Oliveira (2002), Documento da Secretária Municipal de Educação de Goiânia (2004), Antunes (2004), Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil (Volume 1, 1998),Schultz(1997),Lima (2002),Osteto (2002),PPP (2010),Kramer (1994),Garcia (1993),Freint(1993).
Nesse sentido, esperamos que essa pasta possa contribuir para que o profissional da educação possa ter um ponto de partida para compreender como ocorre a prática pedagógica na Educação Infantil,afim de promover o desenvolvimento da criança.










UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE INHUMAS








PROJETO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM DOCÊNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL




Lindalva Pessoni
Viviane Arantes de Andrade






INHUMAS
2010
I. Identificação

1. Curso: Pedagogia
2. Período: março a dezembro
3. Carga Horária: 300 horas
4. Professoras: Lindalva Pessoni
Viviane Arantes de Andrade

II. Apresentação
A disciplina Estágio Supervisionado em Docência da Educação Infantil, inserida na matriz curricular do Curso de Pedagogia tem como objetivo o estudo teórico - prático acerca da organização da dinâmica do trabalho pedagógico na Educação Infantil. Para o desenvolvimento crítico faz-se necessário embasamento teórico, momentos de observação e reflexão da pratica pedagógica nas instituições como creches e pré-escolas, como também a elaboração de projetos de ensino aprendizagem.
Nesse sentido, o embasamento teórico e a vivência em lócus saem imprescindível para que os profissionais compreendam e proponham encaminhamentos criativos para essa etapa tão importante que e a Educação Infantil.

A profissionalização do educador infantil, todavia, não esta ligado somente a formação, mas ocorre também com a experiência, com as interações construídas com diferentes atores e que conduzem as formas de intervenção em situações especificas (Oliveira, p 30, 2002).

A proposta do Estágio e criar espaço para a consolidação de formação docente com competências para desenvolver propostas pedagógicas de qualidade em creches e pré-escolas.

III. Justificativa

Nas exigências legais, por meio da Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional n 9394/96, a Educação Infantil representa a primeira etapa da Educação Básica que visa primordialmente, o desenvolvimento integral da criança através de um trabalho conjunto da escola, da família e da comunidade.
Sendo assim, a disciplina de Estágio Supervisionado em Docência da Educação Infantil oportunizará ao profissional em formação investigações teórico ? prática inerentes a organização e a gestão do bom ensino, bem como a proposta político-pedagogica visto que tais aspectos interferem no processo educativo da criança de 0 a 5 anos.
Nesse período, as acadêmicas terão a oportunidade de construir e reconstruir as suas ações diante das exigências de uma formação ética baseada nos pressupostos teórico-prático que envolvam as dimensões administrativas, pedagógicas e sócio-cultural do cotidiano escolar, o respeito pelo desenvolvimento infantil e suas implicações nos processos de ensino e de aprendizagem.
Acreditamos que cabe a educação preparar cidadãos críticos, criativos, sujeitos capazes de enfrentar os desafios que a vida exige. Em outras palavras, a escola além de ter a função social, cultural, deve trabalhar para formação integral do sujeito.
O espaço escolar, desde seu momento inicial, ou seja, a educação infantil deve ser visto como um espaço rico, onde promova experiências e situações intencionalmente planejadas, de modo a democratizar o acesso aos bens culturais que proporcionam uma qualidade de vida mais justa.
A educação infantil deve estar voltada para os interesses do educando, como também propiciar a conquista da cidadania. Nesse sentido a educação infantil deve se libertar de seu caráter assistencialista, profilático e compensatório para assumir um novo perfil: um espaço de aprendizagem significativa, onde as crianças possam se desenvolver como sujeitos ativos e criativos. Esta etapa da educação deve ser reconhecida com sua dignidade própria e especifica e não algo que prepara para vir-a-se.
E importante entendermos o mundo infantil, que mescla fantasia e realidade, fatos reais com situações imaginárias, resgatar a importância das brincadeiras, da ludicidade, dos jogos, como também acreditar que são as situações de jogos e brincadeiras que proporcionam a aprendizagem.
Estes argumentos se fortalecem a medida que entramos em contato com pressupostos de vários teóricos como: Rousseou, Pestalozzi, Decroly, Froebel, Montessori, Wallon, Freinet, Piaget, Vygotsky e outros que defendem a importância dos jogos, brincadeiras, do fantasiar, dos desafios, não como algo que se contrapõe a realidade, mas ao contrário, como um momento de recriar esta realidade progressivamente. Embora com ênfase diferentes entre si, as propostas de ensino desses autores reconheciam que as crianças tinham necessidades próprias e características diversas dos adultos, como o interesse pelo jogo (Oliveira p.63, 2002). Nesse sentido as brincadeiras e os jogos são espaços privilegiados para a promoção do desenvolvimento e da aprendizagem.
Esse projeto visa enriquecer a Educação Infantil, apoiada em seus precursores, nos teóricos contemporâneos e na própria reorientação dada pela nova LDB, com a lei 9.394 de 1996.
Dessa forma, o Estágio Supervisionado em docência na Educação Infantil I e II representa o momento de sustentabilidade a construção de conhecimentos básicos, enriquecendo o processo de ação-reflexão-ação e de análise critica por meio de intervenções realizadas pelo professor/aluno na Instituição de Educação Infantil.

IV. Objetivos

Gerais
ü Repensar a profissionalização dos educadores que trabalham com a educação infantil;
ü Desenvolver competências pedagógicas para criar na sua prática cotidiana, alternativas inovadoras;
ü Considerar a atividade educativa como ação intencional orientada para a ampliação do universo cultural das crianças.

Objetivos Específicos

ü Aprender conhecimento mais elaborado acerca das funções da educação infantil e das características sócio históricas do desenvolvimento das crianças;
ü Compreender a importância das interações entre professor-aluno-conehciemento-família;
ü Refletir sobre a prática desenvolvida e sistematizar ações (coerentes) pertinentes ao contexto vivenciado;
ü Elaborar e desenvolver projetos pedagógicos inovadores e diversificados;
ü Compreender o universo infantil nos diferentes contextos e períodos históricos;
ü Evidenciar a importância dos jogos e brincadeiras para o desenvolvimento infantil;
ü Compreender as relações entre cuidar e educar;
ü Entender a avaliação como registros positivos no desenvolvimento da criança;
ü Possibilitar atividades que propiciem as capacidades de imaginação, curiosidade, expressão e múltiplas linguagens;
ü Possibilitar oportunidades iguais a meninos e meninas sem discriminação de etnia, opção religiosa ou das crianças com necessidades educacionais especiais;
V. Metodologia

ü O Estagio Supervisionado em Educação Infantil I e II e dividido em três etapas: Observação ? que consiste na análise reflexiva das instituições através de roteiros previamente elaborados e orientados pelas professoras supervisoras.
ü Elaboração de um Projeto Pedagógico de intervenção baseado em propostas inovadoras e diversificadas de acordo com a especificidade do campo de estágio.
ü Desenvolvimento do projeto ensino-aprendizagem.


v Observação: todas as etapas deverão ser sistematizadas e apresentadas em forma de relatório das atividades desenvolvidas no campo. Os relatórios deverão ser fundamentados com referênciais indicados.
VI . Cronograma das Atividades de Estágio em Docência da Educação Infantil
(em anexo)
VII. Operacionalização da Prática Pedagógica na Instituição de Educação Infantil
As 300 horas desenvolvidas no campo de atuação deverão ser comprovadas, através dos seguintes documentos:
ü Declarações das Instituições em que o professor/alunos atuam e/ou realizam a Prática Pedagógica, assinada pela Direção
ü Fichas de Freqüência, destacando as atividades práticas realizadas, datas e períodos, assinadas pela Diretora, Secretaria, coordenadoras e responsável pelas atividades de Estágio
ü Portfólio ; pastas relatórios, coletas e análise de dados, produção de texto, atividades e outros.

VIII. Avaliação
A avaliação será continua, cumulativa e processual, prevalecendo os aspectos qualitativos sobre os quantitativos, e orientado pela aquisição de competências, habilidades e atitudes necessárias ao bom desempenho da pratica profissional.
Os critérios para avaliação no campo são:
Pontualidade (1,0)
Interação com a equipe de instituição (1,0)
Interação com o grupo de estágio (1,0)
Interação com os educando (1,0)
Interesse em promover analise critica pautada em princípios éticos (1,0)
VII. Cronograma

Atividades Março Abril Maio Junho Carga horária
***Projeto de estágio X 05
*Apresentação do Projeto na Creche X 05
*Observação do Berçário (o a 1) X 10
*Observação maternal (2 a 3 anos) X 20
*Apresentação do Projeto Pré-escola X 05
*Observação Pré-escola X X 20
***Elaboração de relatório-Creche X 10
***Elaboração de relatórios Pré-escola X 10
***Participação em eventos: X Semana de Pedagogia, e teatro X X X 20
**Participação evento Pré-escola X X 05
**Vivência a instituição privada ( 0 a 3 anos) X X 10
**Vivencia a instituição privada (4 a 5 anos) X X 10
***Preparação / planejamento das oficinas na atividade orientada na Educação Infantil X X X X 20
TOTAL 150

Anexo: 01
*Campo de Estágio instituído pela UEG
**Campo de Estágio (escolha do aluno)
*** Atividades extra-curriculares
v Observação:
*O cronograma apresentando poderá sofrer alterações ao longo do I semestre.
*O cronograma do Estagio II será informado no II semestre
XI.Bibliografia Básica
ANDRADE, Luiza, SANTAMOURO, Beatriz. O que não pode faltar na creche e na pré-escola. Revista Nova Escola, São Paulo, n° 217, p. 48-57, novembro, 2008

ANDRADE, Luiza. Brincar para conhecer. Revista Nova Escola, São Paulo, 218, p.52-57, dezembro, 2008.
ANTUNES, Celso Educação Infantil prioridade imprescindível. Petrópolis: Vozes, 2004. BENCINI, Roberta. Brincadeiras não tem sexo. Revista Nova Escola, São Paulo, n° 203 p.104-108, junho/julho, 2007.
BRASIL, Ministério da Educação. Paramentos Nacionais de Qualidade para Educação Infantil ? Brasília, 2006
C. PARRA. Didática da matemática; reflexões psicopedagogicas. Porto Alegre: Artes Medicas, 1996.
ESTEBAN, Maria Teresa (Org.). Avaliação: uma pratica em busca de novos sentidos. Rio de Janeiro. DPeA, 2000.
GARCIA, Regina Leite (Org.) Revisitando a pré-escola. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1993
HOFFMANN, Jussara. Avaliação na Pré-Escola: um olhar reflexivo sobre a criança. Porto Alegre: Mediação, 2000
KRAMER, Sonia (Coord.) Com a Pré-Escola nas mãos. Ed. Ática. São Paulo, 1994.
LIMA, E. S. Conhecendo a criança pequena. São Paulo: Sobradinho, 2002.
___________. Como a criança Pequena se desenvolve. São Paulo, Sobradinho, 2001.
OLIVEIRA, Zilma Ramos de Educação Infantil: fundamentos métodos ? São Paulo: Cortes, 2002.
OSTETTO, Luciana Esmeralda. Deixando Marcas... A prática do registro no cotidiano da educação infantil. Florianópolis: Cidade Futura, 2001.
_____________. Encontro e encantamento na educação infantil: partilhando experiências de estagio. Campinas: Papirus, 2002
POLATO. Amanda. Um banho de atenção. Revista Nova Escola. São Paulo, n° 203 p. 112-113, junho/ julho, 2007.
SCHULTZ, Lenita Maria J. Professores para Bebê. In: Educativa Goiânia: Departamento de Educação UCG. 1997, p. 335-348.
SECRETARIA MUNICIPAL EDUCACIONAL Saberes sobre a infância ? A construção de uma Política de Educação Infantil. Goiânia, 2004.
WARSCHAUER, Cecília,. A roda e o Registro: uma parceria entre professor, alunos e conhecimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.

Bibliografia Complementar
AEBLI, Hans. Práticas de Ensino. São Paulo: EPU, 2005.
ANDRE, Marli E. D. A. Etnografia da Prática Escolar. Campinas, SP: Papirus, 1995.
BIANCHI, Roberto: ALBARENGA, Mariana. Manual de Orientações em Estágio Supervisionado. 3. Ed. São Paulo: Thomson Pioneira, 2004.
BRASIL, Ministério da Educação. Professores da Pré-escola. Brasília: FAE, 1991
BUZATO, Zelir Salete. Avaliações nas Práticas de Ensino de Estágio. São Paulo: Medição 2005.
CRUZ, Therezinha M. L. Didática do Ensino Religioso: estradas da vida. São Paulo FTD 1997.
FARIA, A. L. G. PALHARES, M. S. (orgs.) Educação Infantil Pós-LDB: rumos e desafios. Campinas: Autores Associados, 1999.
FERREIRA, M. C. R. MELLO, A. M. VITORIA, T. GOSUEM. A CHAGURI, A. C. (Org.) Os fazeres da Educação Infantil. São Paulo: Cortez, 2002.
KAUFMAN, A. M. Letras y Números: alternativas didáticas para jardin de infantes y primer ciclo da La EGB. Buenos Aires: Santillana, 2000.
PELLEGRINI, Denise. A vez da creche. Revista Nova Escola. São Paulo, n 132, p.18-24, maio, 2000.
PIMENTA, Selma Garrido. Estágio na Formação de Professores: unidade teoria ou prática 3. Ed. São Paulo: Cortez, 1997.



UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE INHUMAS








PROJETO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM DOCÊNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL





Dariene Fernandes Justiniano
Esthefany Abadia Borges
Gercilene dos Reis
Luana Martins
Reigimar Cristina Rodrigues

JUNHO
2010

I. Identificação
1. Curso: Pedagogia/ 3° ano
2. Período: março a dezembro
3. Carga horária: 150 horas
4 Professoras: Lindalva Pessoni Santos
Viviane Arantes De Andrade

II. Apresentação

O estágio no curso de pedagogia da Universidade Estadual e uma exigência legal tendo início no 5 período, no qual o aluno deverá cumprir 150 horas de observação,executando assim uma análise reflexiva sobre creche e pré-escola, no período de março a junho na Creche Licovina e Maria Caetana com Orientação das professoras Lindalva Pessoni Santos e Viviane Arantes de Andrade.

III. Justificativa
O estágio é de grande importância para o acadêmico, pois é um momento específico de aprendizagem, portanto experimenta o fazer pedagógico, executando assim uma reflexão sobre a ação deste profissional, tendo em vista a elaboração de novos conhecimentos sobre a educação Infantil.
Segundo a autora Marta Buriolla o estágio
" é o Logus onde a atividade profissional do aluno e gerada, construída e referida; volta-se para o desenvolvimento de uma ação vivenciada, reflexiva e crítica. ( Buriolla, 1999).
Ou seja, o estágio é uma vivencia concreta, no qual os estagiários têm o desejo de realizar a sua experiência prática, refletindo sobre a teoria abordada em sala de aula.



IV. Objetivos

Gerais
ü Qualificar profissionalmente
ü Desenvolver habilidades e competências na educação infantil.
ü Permitir a compreensão e funcionamento da Creche e Pré-escola.
ü Reconhecer a importância o Estágio Supervisionado

Específicos
ü Adquirir novos conhecimentos sobre a Educação Infantil.
ü Compreender a prática pedagógica.
ü Compreender o universo infantil nos diferentes contextos e períodos.
ü Conhecer e trabalhar na creche e pré-escola.
ü Apresentar uma pasta de relatórios, com coleta e análise de dados.

V. Metodologia
Observação e vivencia na creche e pré-escola consistindo na análise reflexiva da instituição por meio de roteiros previamente elaborados e orientados pelas professoras supervisoras, para produção de um relatório final defrontando teoria e prática.

VI. Avaliação

A avaliação será desenvolvida durante as aulas que acontecerão na Universidade Estadual de Goiás, na qual adquirimos e discutimos conhecimentos teóricos sobre o estágio supervisionado e no final apresentar um relatório final.
VII. Cronograma

Atividades Março Abril Maio Junho Carga horária
***Projeto de estágio X 05
*Apresentação do Projeto na Creche X 05
*Observação do Berçário (o a 1) X 10
*Observação maternal (2 a 3 anos) X 20
*Apresentação do Projeto Pré-escola X 05
*Observação Pré-escola X X 20
***Elaboração de relatório-Creche X 10
***Elaboração de relatórios Pré-escola X 10
***Participação em eventos: X Semana de Pedagogia, e teatro X X X 20
**Participação evento Pré-escola X X 05
**Vivência a instituição privada ( 0 a 3 anos) X X 10
**Vivencia a instituição privada (4 a 5 anos) X X 10
***Preparação / planejamento das oficinas na atividade orientada na Educação Infantil X X X X 20
TOTAL 150

Anexo: 01
*Campo de Estágio instituído pela UEG
**Campo de Estágio (escolha do aluno)
*** Atividades extra-curriculares
v Observação:
*O cronograma apresentando poderá sofrer alterações ao longo do I semestre.
*O cronograma do Estágio II será informado no II semestre
XI.Bibliografia Básica
ANDRADE, Luiza, SANTAMOURO, Beatriz. O que não pode faltar na creche e na pré-escola. Revista Nova Escola, São Paulo, n° 217, p. 48-57, novembro, 2008

ANDRADE, Luiza. Brincar para conhecer. Revista Nova Escola, São Paulo, 218, p.52-57, dezembro, 2008.
ANTUNES, Celso Educação Infantil prioridade imprescindível. Petrópolis: Vozes, 2004. BENCINI, Roberta. Brincadeiras não tem sexo. Revista Nova Escola, São Paulo, n° 203 p.104-108, junho/julho, 2007.
BRASIL, Ministério da Educação. Paramentos Nacionais de Qualidade para Educação Infantil ? Brasília, 2006
C. PARRA. Didática da matemática; reflexões psicopedagogicas. Porto Alegre: Artes Medicas, 1996.
ESTEBAN, Maria Teresa (Org.). Avaliação: uma pratica em busca de novos sentidos. Rio de Janeiro. DPeA, 2000.
GARCIA, Regina Leite (Org.) Revisitando a pré-escola. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1993
HOFFMANN, Jussara. Avaliação na Pré-Escola: um olhar reflexivo sobre a criança. Porto Alegre: Mediação, 2000
KRAMER, Sonia (Coord.) Com a Pré-Escola nas mãos. Ed. Ática. São Paulo, 1994.
LIMA, E. S. Conhecendo a criança pequena. São Paulo: Sobradinho, 2002.
___________. Como a criança Pequena se desenvolve. São Paulo, Sobradinho, 2001.
OLIVEIRA, Zilma Ramos de Educação Infantil: fundamentos métodos ? São Paulo: Cortes, 2002.
OSTETTO, Luciana Esmeralda. Deixando Marcas... A prática do registro no cotidiano da educação infantil. Florianópolis: Cidade Futura, 2001.
_____________. Encontro e encantamento na educação infantil: partilhando experiências de estagio. Campinas: Papirus, 2002
POLATO. Amanda. Um banho de atenção. Revista Nova Escola. São Paulo, n° 203 p. 112-113, junho/ julho, 2007.
SCHULTZ, Lenita Maria J. Professores para Bebê. In: Educativa Goiânia: Departamento de Educação UCG. 1997, p. 335-348.
SECRETARIA MUNICIPAL EDUCACIONAL Saberes sobre a infância ? A construção de uma Política de Educação Infantil. Goiânia, 2004.
WARSCHAUER, Cecília,. A roda e o Registro: uma parceria entre professor, alunos e conhecimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.

Bibliografia Complementar
AEBLI, Hans. Práticas de Ensino. São Paulo: EPU, 2005.
ANDRE, Marli E. D. A. Etnografia da Prática Escolar. Campinas, SP: Papirus, 1995.
BIANCHI, Roberto: ALBARENGA, Mariana. Manual de Orientações em Estágio Supervisionado. 3. Ed. São Paulo: Thomson Pioneira, 2004.
BRASIL, Ministério da Educação. Professores da Pré-escola. Brasília: FAE, 1991
BUZATO, Zelir Salete. Avaliações nas Práticas de Ensino de Estágio. São Paulo: Medição 2005.
CRUZ, Therezinha M. L. Didática do Ensino Religioso: estradas da vida. São Paulo FTD 1997.
FARIA, A. L. G. PALHARES, M. S. (orgs.) Educação Infantil Pós-LDB: rumos e desafios. Campinas: Autores Associados, 1999.
FERREIRA, M. C. R. MELLO, A. M. VITORIA, T. GOSUEM. A CHAGURI, A. C. (Org.) Os fazeres da Educação Infantil. São Paulo: Cortez, 2002.
KAUFMAN, A. M. Letras y Números: alternativas didáticas para jardin de infantes y primer ciclo da La EGB. Buenos Aires: Santillana, 2000.
PELLEGRINI, Denise. A vez da creche. Revista Nova Escola. São Paulo, n 132, p.18-24, maio, 2000.
PIMENTA, Selma Garrido. Estágio na Formação de Professores: unidade teoria ou prática 3. Ed. São Paulo: Cortez, 1997.














RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO BERÇARIO ? PÚBLICO

Alguns fatores importantes provocaram mudanças na concepção relacionadas à educação infantil, tais como a expansão da educação infantil no Brasil e no mundo; a sociedade mais consciente da importância de se cuidar da infância e das influências que as experiências de uma pessoa entre o nascimento até os seis anos de idade podem ter sobre o cidadão adulto; as mudanças na organização e nas estruturas das famílias, que deixaram de ser patriarcas e passaram a importar-se mais com o bem estar das crianças e com a presença cada vez mais forte da mulher no mercado de trabalho.
A conjunção destes fatores gerou movimentos da sociedade civil e órgãos governamentais em função da necessidade de atendimento adequado as crianças em instituições apropriadas. Como resultado houve o reconhecimento da necessidade de atendimento a crianças de zero a seis anos na Constituição Federal (1988); a elaboração da Lei 9394, que estabelece o vinculo entre o atendimento as crianças e a educação; e a definição da educação como primeira etapa da educação básica.
Sendo assim, iniciamos nosso estágio na Creche Municipal Maria Caetano Silva Ferreira, localizada na Rua 19 de Julho, lote 06/07, Qd. 32, Setor Santa Marta Inhumas ? Goiás, com o intuito de observar, como é realizado o atendimento as crianças e a educação básica a elas oferecido.
A Instituição de Educação tem como clientela uma comunidade carente, com dificuldades financeiras e com o mínimo de instrução escolar. A maioria das famílias vem de uma invasão e deixam seus filhos neste local para trabalharem. Exercem certa participação na adaptação e entrega e busca das crianças.
Segundo a estudiosa OLIVEIRA (2002, p. 341)

.... Os pais precisam conhecer e discutir os objetivos da proposta pedagógica e os meios organizados para atingi-los, além de trocar opiniões sobre o cotidiano escolar que se liga a este plano.

No berçário encontra-se matriculados 18 crianças, com idade entre 4 meses a 2 anos. Pode-se perceber que a mobília (berço, armário, mesa com filtro e cadeiras) do local é bastante velha, possuindo 17 berços, bastante limpos. Em cima do armário são colocadas caixas com as mochilas das crianças.
Nossa observação ocorreu no turno vespertino. Encontramos as crianças no tempo do sono e repouso, este ocorre até as 12:0 horas, em seguida mamam as 13:00 horas, momento este, em que as professoras entregam a mamadeira para as crianças no berço e colocam a mãozinha delas para segurar, mesmo que não tenham condições motoras para fazê-lo.
Segundo o documento entregue as instituições de Ensino da Educação Infantil RCNEI (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil) quando o bebê demonstra interesse em mamar sozinho e apresenta condições motoras para fazê-lo, é importante que o professor providencie um local adequado para que ele possa apoiar-se. Aconselha-se evitar que o bebê tome a mamadeira em posição horizontal, pois isso aumenta o risco de acidentes com engasgo e de otites (infecções de ouvido), no local observado as crianças tomam a mamadeira deitadas dentro do berço.
Das 14:00 as 15:00 horas seguindo a rotina, são feitas atividades dirigidas e planejadas aos bebês, segundo as professoras. Vivenciamos apenas a entrega do material-pedagógico disponível na instituição: garrafas descartáveis, latinhas com grãos de feijão, bonecas sem partes do corpo, tampas de amaciante, ursinho de pelúcia e bolas, ou como no dia 9, em que a professora apenas colocou uma música do Cd Xuxa Só para baixinhos e encostou-se em um dos berços, e foi conversar com outras monitoras.
Este é um momento em que percebemos não haver um grande envolvimento das monitoras, pois tinham o material pedagógico, mas não realizaram nenhum tipo de atividade com intencionalidade. Segundo o documento da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia este e um dos direitos da criança garantido:

quando os adultos, além de observarem e participarem de suas brincadeiras; propõem novas, que ampliem experiências da criança; quando os espaços e o tempo na instituição são organizados a favorecer o brincar. (SME, 2004 p.24).

Segundo Antunes (2004), o desenvolvimento de atividades produtivas no berçário não se deve resumir à condições materiais de trabalho mas à qualidade dos professores em saber trabalhar com o que se tem de forma proveitosa atendendo a todas as crianças de forma única.
O berçário, possui um espaço extremamente restrito, pois não oferece à criança a oportunidade de movimentar-se, correndo, pulando, saltando engatinhando, subindo, puxando e empurrando os objetos, pois segundo as monitoras o espaço externo e utilizado apenas para as crianças com mais de 2 anos.
As 15:00 foi servido biscoito de queijo e no outro dia sopa de carne moída com macarrão, que apesar de não ser elaborado por uma nutricionista é bastante saudável e higienizado. No momento de servir a monitora colocava na boca das crianças o alimento e estabelecia certa conversa, caso derrubasse em seu corpo ou no chão.
A alimentação segundo o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil deve acontecer de forma tranqüila num ambiente aconchegante onde o adulto conversa com a criança demonstrando a importância do momento, porém, o que observamos no berçário foi um momento de pouca aproximação das monitoras com os bebês e um local extremamente restrito.
As 16:00 exatamente, as monitoras colocaram todas as crianças no berço, e pegavam para o banho conforme vão terminando de trocar. Assim retiravam rapidamente as roupas e levando para debaixo do chuveiro, levam com certa indiferença e falam poucas palavras com elas (conversam mais entre si), entregam para outra monitora colocar no berço e vestir. Neste momento podemos perceber que é utilizado o mesmo sabonete e toalha para o banho em todos os bebês.
O banho segundo a estudiosa SCHULTZ (1997, p. 342):

Deve ser um momento mágico e prazeroso para a criança e o adulto que o proporciona. Deve transcorrer no tempo que for necessário, sem recomendações de não molhar o chão, sobretudo nos berçários das creches em que as oportunidades lúdicas, para os bebês de até um ano e pouco são limitados.

Quanto aos profissionais de trabalho, atualmente estão inseridas 10 monitoras, sendo que 5 ainda cursam pedagogia; 1 diretora graduada; 1 coordenadora graduada; 1 secretária geral; 4 merendeiras; 3 auxiliares de limpeza, 1 porteiro e 6 auxiliares de lavanderia.
A instituição infelizmente não conta com uma equipe multiprofissional que apóie e complemente o trabalho do educador do bebê, como psicólogos, assistente social, fonoaudiólogo e nutricionistas, caso seja necessário a secretária geral procura nos postos de saúde esta equipe que se prontifica a auxiliar estes profissionais da Educação.
É perceptível que na Creche Maria Caetano a equipe de professores do berçário não possui um trabalho completamente competente, pois as monitoras desenvolvem a rotina de forma bem mecânica, as atividades pedagógicas foram realizadas sem se explorar o sentido das mesmas, percebemos isso no decorrer dos dias em que tivemos observando.
De acordo com os estudos bibliográficos que realizamos é grande o desenvolvimento das crianças até os seis anos de idade. Nesse período ocorrem avanços muito significativos na linguagem, nos movimentos, na socialização, entre tanto outros e não se pode tratar de forma displicente o trabalho educativo com essas crianças.
Segundo Lima (2002 p. 9),
o desenvolvimento da criança dependerá, igualmente, da possibilidade que ela tenha de explorar seu ambiente, expressar suas emoções, ter contato com várias coisas e pessoas estabelecer relações afetivas. Dependerá, em suma, de executar e exercitar tudo que é próprio de seu período de desenvolvimento, o que lhe permitirá sentir-se segura, desenvolver sua autonomia, constituindo-se como indivíduo.
Alguns funcionários como a diretora e a auxiliar administrativa, demonstraram competência ao realizar seu trabalho. Ao entrar na sala do berçário estabeleceu um diálogo bastante carinhoso e atencioso com os bebês, inclusive pegando-os no colo e relatou histórias de vida daqueles pequenos que precisam ser respeitados e valorizados.




RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO BERÇARIO ? PRIVADO

No dia 05 de Maio de 2010, as acadêmicas Dariene Fernandes Justiniano, Luana Silva Martins, Esthéfany Abadia Borges, Reigimar Cristina Rodrigues de Morais da Silva e Gercilene, da Universidade Estadual de Goiás ? Unidade Universitária de Inhumas, foram realizar o estágio na Creche particular, com o objetivo de conhecer e analisar a estrutura e a proposta pedagógica do berçário na Educação Infantil.
Fomos recebidas pela Coordenadora Pedagógica Ana Paula V. Leite as 13:30 horas, na Creche do Poder Judiciário de Goiânia, localizada na rua 101A, qd 17, lt 4. Bairro: Setor Sul. CEP: 74080-160. Cidade: GOIANIA ? GO.
A instituição atualmente está recebendo 65 crianças (32 no matutino e 33 no vespertino), mas tem capacidade para atender 100 crianças. Segundo a coordenadora pedagógica, estão divididos entre: Infantil composto de crianças de 6 meses a 12 meses de idade, Infantil 1A crianças de 1 ano a 11 meses, Infantil 2A crianças de 2 anos e 6 meses a 2 anos e 11 meses, Infantil 3 crianças de 3 anos a 3 e 11 meses, ou seja atende crianças de 6 meses até 3 anos e 11 meses.
Das 64 famílias atendidas, a idade dos responsáveis varia entre 25 a 60 anos, sendo 58% entre 31 a 40 anos. A profissão dos pais (homens) é variada sendo estes advogados, administrador, auxiliar judiciário, arquiteto, empresário, engenheiro, médico, escrevente, oficial de justiça, etc. Em relação às mães, 37% são escreventes, 12% técnico judiciário 7% auxiliar judiciário e as demais 44% exercem atividades variadas (assistente de desembargador, telefonista, autônoma, assistente de juiz, etc.)
A creche localiza-se numa região em que o nível sócio econômico é considerado médio ou alto, mesclando-se pessoas de classe média ou alta. Tal constatação pode ser feita a partir das observações das edificações que vão desde edifício até casas de alto padrão.
O corpo técnico (coordenação Pedagógica, Psicológica, Fonoaudióloga, Nutrição e Pediatria) é composto por servidores concursados e o corpo docente (professores e agentes) constituído por estagiários de Pedagogia, que estão regularmente matriculados em instituição de ensino superior e que cursam a partir do 3 ano. A relação do corpo docente é composto por 1 diretora administrativa, 1 assessora administrativa, 2 coordenadoras Pedagógicos, 1 médica-pediatra, 1 nutricionista, 1 psicóloga, 1 fonoaudióloga, 1 secretaria e 2 técnicas de enfermagem.
As atividades educacionais entre as crianças e os adultos são elaboradas através de eixos temáticos, desenvolvidos através da idade das crianças. No berçário o eixo temático é: Brinquedos, brincadeiras e histórias, divididos da seguinte maneira: O brinquedo cantado encantado (Março e Abril), Cantando e aprendendo com músicas infantis que meus pais cantam (Maio / Junho), Cantando com o Corpo (Agosto/Setembro) e Conhecendo diferentes estilos Musicais: aprendendo com sons e Ritmos (Outubro / Novembro).
Na data do presente estágio as agentes, como são chamadas, iniciaram a aula no pátio externo com a Roda Musical para acolhida das crianças e dos seis bebês, que atualmente estão freqüentando o berçário, com músicas como Se eu fosse um peixinho, tocadas no violão por uma delas que cantavam e nomeavam um bebe para tirar do fundo do mar, foi muito importante, pois podemos observar que a uma grande interação com crianças de diferentes idades nesta situação vivenciada, propiciando aos bebes a capacidade de desenvolver e relacionar-se com crianças de outra idade.
Em seguida os bebês foram levados, pelas agentes para o segundo andar do prédio, destinado somente ao berçário. No local existem três pátios laterais, sendo 1 pátio com cobertura, 1 ludoteca, 1 solarium, 1 sala de estimulação, lactário, quarto do soninho com 10 berços identificados através do nome de cada bebê e inclinados para melhor conforto.
Podemos observar o momento do banho que na qual uma das monitoras propiciou a um bebe que fez coco na fralda. Primeiro a agente retirou a fralda plástica e anunciou: Pedro vamos tomar banho! Vamos ver se a água esta quente! Colocou-o dentro de uma banheira que é da altura da monitora e começou a passar o sabonete pelo corpo falando: vamos lavar a cabecinha, as orelhinhas, os ombrinhos, os braços, essa mãozinha linda, a barriguinha, as pernas, o joelho. Depois do banho a mesma monitora enrolou-o na toalha e trouxe para o trocador, sempre conversando e olhando-a nos olhos, penteou o cabelo e colocou a fralda, enquanto isso, outra monitora retirava a água da banheira e passava o álcool gel para esterilizar a banheira e o local.
Enquanto este fato acontecia às outras monitoras brincavam com os outros cincos bebês no pátio externo com alguns meios de transporte como: carrinhos, aviões, bicicletas, ônibus, tentando executar o barulho que cada um faz para chamar a atenção.
Após esta atividade as agentes esquentaram as mamadeiras e deram para os bebês separadamente, na forma que alguns estavam brincando e outros nos braços das monitoras, que após tomar a mamadeira colocavam no carrinho e passeavam pelo do berçário até que iam dormindo e colocados no berço. No momento que todos dormiam as monitoras ficaram escrevendo nas agendas, pois as mesmas fazem um relatório, contando o dia de cada bebê para ser enviado aos pais, ou seja, eles têm conhecimento da rotina de seus filhos.
Pode-se observar que a estruturação do espaço foi pensado e rearranjado, considerando as diferentes necessidades da faixa etária e as atividades que são desenvolvidas dentro da instituição. Foi realizada antes do banho e após os alunos acordarem a segunda atividade, na qual as monitoras faziam bolhinhas de sabão e deixava que os bebês tentassem pegar para sentir a textura, para tanto existia um local bem amplo e seguro.
Presenciamos o caso de um bebê que no momento do lanche as auxiliares de cozinha levaram bolacha e pão para os bebes comerem, mas um deles ficou insatisfeito e chorou, a agente ligou pelo telefone que existe na sala e pediu que a coopera levasse bolacha. O local e bastante limpo e os moveis de excelente qualidade.
No local, existe uma equipe multiprofissional que apóia e complementa o trabalho da educadora de bebê, sendo uma nutricionista que tem como função a confecção do cardápio, orientação a equipe de cozinha, acompanhamento de prazo de validade dos produtos e armazenamento, uma Pediatra que estabelece medidas para prevenir e afastar focos de doenças, socializar conhecimentos de pais, crianças e funcionários, é realizar um atendimento individual quando ingresso da mesma, emitindo parecer médico, Psicóloga com os bebês (4 meses á aproximadamente 1 anos de idade), para intervenção e observação semanalmente das atividades, brincadeiras propostas pelos agentes educacionais, para o melhor desenvolvimento nesta faixa etária. Acolhimento para formação do vínculo, confiança e segurança, desenvolvimento, adaptação, afetividade, interação e estimulação, fonoaudióloga, com o objetivo de desenvolver um trabalho preventivo na área de comunicação humana (linguagem, voz, audição e motricidade oral).
No dia em que visitamos o local as agentes estavam terminando de organizar a apresentação do dia da Mães e mostravam a coordenadora os slides que fizeram. Em um determinado momento elas sentaram na coordenação e discutiram tranquilamente os horários para ocorrer as apresentações.
A relação Creche/família tanto se dará num processo contínuo, quanto com o surgimento de novas necessidades e, portanto, novas maneiras de participação e envolvimento.
Sendo assim, o sucesso da instituição observada esta ligado à qualidade de sua equipe. Por que apesar de ter os equipamentos modernos, instalações sofisticadas se não tivesse pessoas qualificadas para esse trabalho de nada adiantaria. Diretora, psicóloga, pedagogas, medica, nutricionistas e outros profissionais, observamos a mesma preocupação em estudar muito e aprender sempre, consciente de que sua ação de todo dia jamais dispensa carinho e momentos de aprendizagem. A higiene no local é absoluta, as atividades forma realizadas com interdisciplinaridade, com toda a equipe voltada para o mesmo objetivo: bebê.










RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO MATERNAL ? PÚBLICO

O documento Critérios para um atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças produzido pela Coordenadoria de Educação Infantil (COEDI) do Ministério da Educação (MEC), no período de 1994 a 1996, focaliza o atendimento em creche, para crianças entre 0 a 6 anos. Na maior parte das creches, as crianças permanecem o tempo integral, voltando para as suas casas diariamente.
A Creche, assim, caracteriza-se, quase sempre, pela presença de crianças menores de 4 anos e pelas longas horas que ali permanecem diariamente. Embora muito dos itens incluídos apliquem-se também a outras modalidades de atendimento, como a pré-escola, a qualidade da educação e do cuidado em creches constitui o objeto principal do documento a atingir, concreta e objetivamente, um patamar mínimo de qualidade que respeite a dignidade e os direitos básicos das crianças, nas instituições onde muitas delas vivem a maior parte da sua infância, nos parece, nesse momento, o objetivo mais urgente.
Sendo assim, iniciamos nosso estágio na Creche Maria Caetano, no dia 23 de Março de 2010, a fim de observar a efetivação de alguns direitos à crianças de 2 a 3 anos na prática educativa desta instituição de ensino.
Foi observado na presente data, a realização de uma atividade planejada por uma das professoras. Segundo a estudiosa OSTETO (2002)
Planejar é essa atitude de traçar, projetar, programar, elaborar um roteiro para empreender uma viagem do conhecimento, de interação, de experiências múltiplas e significativas para/com o grupo de crianças. Planejamento pedagógico é atitude crítica do educador diante do seu trabalho docente. Por isso não é forma! Ao contrário, é flexível e, como tal, permite ao educador repensar, revisando, buscando novos significados para a sua prática pedagógica.

A mesma levou todas as crianças de sua turma para um dos canteiros disponíveis no parque. No local, havia uma grama baixa e então ela sentou-se com todos os alunos e colocou cola na mãozinha de cada um deles para que fosse feito um experimento: todos deveriam tentar tirar por inteiro toda a cola que a professora havia passado em suas mãos individualmente. No entanto algumas crianças começaram a puxar a grama, e a professora pediu para que observassem como estava ficando o local, e solicitou que não retirassem mais.
Neste momento podemos perceber o cumprimento do direito ao contato com a natureza, pois a professora levou as crianças para este local e ensinou-os a observar e preservar a natureza, a partir de um problema que surgiu no momento da explicação e realização da atividade.
Tiveram também o direito a desenvolver sua curiosidade, pois todos colocaram a cola na sua mão e contaram ao grupo como foi à experiência, em seguida a professora permitiu que as crianças lavassem as mãos.
Às 15 horas levou-os para o refeitório da instituição. Neste momento as educadoras estavam organizando suas turmas, enquanto outras passavam gel nas mãos de todos os alunos para receberem o lanche do dia: biscoito de queijo e suco. Observamos que todos tiveram a oportunidade de repetir o alimento oferecido.
Ou seja, o direito à alimentação sadia é respeitada segundo o poder aquisitivo da instituição, pois os alimentos são saudáveis e de qualidade, preparados em um ambiente limpo e organizado.
As 16:00 horas as professoras levaram os alunos para a sala de vídeo e em seguida ligou o aparelho de DVD para assistir Xuxa Só para baixinhos, neste espaço de tempo observamos que as crianças estabelecem um grande interação entre elas. Não observamos nenhum momento em que as crianças estavam brigando. Enquanto isso a professora retirava a roupa de todas as meninas e pedia para que ficassem encostadas na parede do banheiro, no instante em que estava dando o banho estabelecia um diálogo bastante carinhoso lidando com as emoções das crianças, ou seja, demonstrando grande afeto a elas.
Neste momento podemos notar que infelizmente a segurança das crianças estava comprometida, pois as mesmas corriam serio risco de escorregar e cair no banheiro, e utilizavam o mesmo sabonete e toalha todas para as crianças, ou seja, o direito a higiene estava afetado.
Apesar de algumas turmas terem muitas crianças para uma única professora, observamos na presente data a atenção individual, no momento da atividade, do lanche, e o banho, e na hora de ir embora, pois as professoras dialogaram com os alunos chamando pelo seu nome, abraçando e as crianças retribuem de forma gratificante.
Quanto à rotina, o tempo em que as crianças estão na instituição é bem organizado e os momentos bem divididos, pois as crianças, já conseguem reconhecer a sequencia de atividades.
O Planejamento semanal e coletivo na instituição não se institui como momento de troca, discussão, de expressão dos diferentes sujeitos, da definição da identidade do grupo, pois segundo as professoras eles são realizados individualmente nos finais de semana.
Segundo o documento RCNEI a construção da identidade e a conquista da autonomia pelas crianças são processos que demandam tempo e respeito às suas características individuais. Nessa medida algumas atividades propostas de forma seqüenciada podem ajudá-las nesse processo.
No que se trata a brincadeira, olhamos atentamente em um dos dias de estágio, uma professora realizando uma brincadeira dirigida com as crianças, em que levou para o espaço de fora da creche duas cadeiras e deito-as para fazer de gol, em seguida pediu para que uma das crianças fosse o goleiro. Enquanto as outras chutavam em direção ao gol a professora dialogava com todas as crianças chamando-as pelo nome e incentivado-as a jogar, enquanto outras conversavam entre si, interagindo umas com as outras.
Segundo o documento RCNEI (1998)

Para se desenvolver, portanto, as crianças precisam aprender com os outros, por meio dos vínculos que se estabelece. Se as aprendizagens acontecem na interação com as outras pessoas, sejam elas adultas ou crianças, elas também dependem do recurso de cada criança.

A organização do ambiente com relação a transformação e polivalência na instituição possibilita a utilização de um mesmo espaço com diferentes objetivos. Foi observado uma professora utilizando o refeitório para realização de uma atividade em que ela trouxe uma folha com o numeral 1 para os alunos colocarem bolinha de papel crepom em cima dele e expôs na parede a atividade realizada.
Infelizmente a estética do ambiente em relação às cores, formas, sons, iluminações, distribuição dos espaços oferece poucas oportunidades de sensibilização estética, visto que no local não existem desenhos infantis que agradam a criança.
A organização de objetos e mobiliários não são organizados de forma a facilitar a própria criança tenha o controle sobres ele sem precisar constantemente de ajuda do adulto para beber água, pegar um brinquedo, guardar seus objetos pessoais, pois estes ficam fora do alcance das crianças.
Na educação infantil, segundo OLIVEIRA (2002), a relação professor-criança é fator complexo, embora fundamental, e tem desafios próprios. Do ponto de vista sócio-histórico de desenvolvimento, em que este trabalho esta baseado, as interações com parceiros constituem o individuo dentro de sua cultura, ou seja, levam as crianças a dominar formas de agir, pensar e sentir presentes em seu meio cultural, resultando disso um constante processo de elaboração de identidade.
Ou seja, os professores devem reconhecer sempre o significado da sua intervenção educacional nesse nível de ensino, e não nos determos apenas a belas paredes, piscinas e brinquedos, pois somente isso não efetiva o conhecimento dos alunos. Enfim devemos propor atividades que sejam adequados e aguçam o direito a desenvolver sua curiosidade, imaginação e capacidade de expressão, aliadas ao contexto cultural e econômico do qual ela faz parte.











RELATORIO MATERNAL ? PRIVADO










































































































RELATORIO DE OBSERVAÇÃO PRÉ-ESCOLA ? PÚBLICO

Segundo o projeto Político Pedagógico da Escola Municipal Peralta, que se localiza na Rua Nagasaki com a rua D e sua Osaka ? Setor Nipo Brasileiro, S/N, "a educação deve oferecer as crianças condições para que a aprendizagem ocorra em atividades cotidianas, com brincadeiras e situações pedagógicas, orientadas e mediadas pelo professor, tornando-as significativas. A orientação é que para que as crianças se tornem líderes e sujeitos ativos de suas ações" (PPP 2010).
Toda proposta pedagógica segundo Kramer (1994), deve ser sempre orientada por pressupostos teóricos que explicitam as concepções de criança, de educação e de sociedade.
Sendo assim, iniciamos nossa observação nesta instituição, a fim de conhecer os fundamentos teóricos da proposta, pois para Kramer (1994)
"Nenhuma prática e neutra: ao contrário, ela está sempre referenciada em alguns princípios e se volta a certos objetivos, mesmo não formulados explicitamente. É nesse sentido ? percebendo os limites de uma classificação e, ao mesmo tempo, o sentido político e social de toda prática pedagógica - que identificamos as tendências predominantes no Brasil, e em programas educacionais dirigidos as crianças menores de 6 anos" (p. 23).
Após analise de cada tendência identificamos a que, mas condiz com o objetivo da instituição e a tendência crítica, segundo a qual pré-escola é lugar de trabalho, a criança, e o professor são cidadãos, sujeitos ativos, cooperativos e responsáveis ? A educação deve favorecer a transformação do contexto social.
Os alunos foram recebidos no portão de entrada da instituição pela Diretora Solimar Aparecida dos Reis Qualhato, com um grande sorriso e uma saudação de boa tarde, em seguida deslocaram para a sua sala. Na porta de entrada de uma das salas a professora estava esperando seus alunos, com um beijo no rosto e uma boa tarde. No rosto das crianças apresentavam grande satisfação pelo afeto e carinho proporcionado pelas educadoras da instituição.
Após a recepção e acomodação das crianças, a professora cantou várias músicas com as crianças e deixou que elas fossem à frente para apresentar ao grupo uma de seu gosto.
Neste momento observamos que o eixo de trabalho Formação Social e Pessoal / Conhecimento de Mundo estava sendo realizada de forma interdisciplinar, pois, envolvia o Movimento: exploração dos gestos, postura e ritmos dos alunos, Música: desenvolvimento a capacidade de ouvir, pois muitos queriam interferir mais a professora, pediu que respeitassem o colega, fato que aconteceu tranquilamente, diferentes gêneros, estilos e ritmos musicais foram apresentados, Linguagem Oral: ampliou a capacidade de comunicação, trabalhou a oralidade de forma integrada, estabelecendo vínculos afetivos com os colegas, pois estes ajudavam outro a cantar a música.
Em seguida, pediu para que os alunos organizassem o seu material em cima da mesa, para que ela recolhesse as tarefas que foram enviadas para casa.
Para Garcia (1993)
"O espaço é retrato da relação pedagógica. Nele é que o nosso conviver vai sendo registrado, marcando nossas descobertas, nosso crescimento, nossas dúvidas. O espaço é retrato da relação pedagógica por que registra, concretamente, através de sua arrumação (dos móveis....) e organização (dos materiais...) a nossa maneira de viver a relação" (p.96).

A sala observada possui uma área de 42 m, com capacidade para 20 alunos, na presente data encontravam-se 18 alunos. Apesar de bastante pequena a professora organiza a sua mesa, os armários e as seis prateleiras fixas de madeira, de maneira bastante ordenada, bem como a caixa com os materiais encapadas com o mesmo plano de fundo. Notamos, que em todos os momentos que a professora pede para os alunos não deixem mochilas e materiais jogados no chão.
Logo após a educadora marcou o dia no calendário e mostrou o dia da semana que estavam e o mês, trabalhando assim os conceitos matemáticos: ontem, hoje, amanha, pois a maior parte dos alunos ainda não consegue fazer esta relação temporal.
A chamada foi feita com os alunos, de forma bastante interativa e organizada, pois todos respondiam sentados em seus lugares e falavam o nome dos amigos que não estavam presentes, ou seja, neste momento a professora trabalhou o nome com eles, para que seja construída a própria identidade.
Em dois dias de estágio diferentes, observamos a prática de duas professoras que ministram aula no 2 período. A disciplina que estava sendo aplicada por elas era Linguagem Oral e Escrita e conteúdo explicado era o alfabeto, com ênfase na letra G, para tanto uma delas levou os alunos para um dos espaços laterais disponíveis na instituição e pediu para que cada um pisasse com um dos pés na letra, em seguida levou-os para a sala de aula e apresentou através do quadro negro a família silábica GA, GE, GI, GO, GU, depois entregou uma atividade mimeografada para cada, na qual os alunos deveriam completar com a família silábica e depois desenhar um gato, após a explicação uma delas começou a olhar e a falar nossa esse desenho esta feio demais, pode apagar, se não você vai ficar sem ir para o recreio.
Segundo Oliveira (2002)
"Nas creches e pré-escolas, o parceiro da criança em seu processo de desenvolvimento é o professor. Sua função é a de ser uma pessoa verdadeira, que relacione afetivamente com a criança, garantindo-lhe a expressão de si, visto que ela precisa de alguém que acolha suas emoções e, assim, lhe permita estruturar seu pensamento. Ao responder à criança, ampliando, redefinindo e esclarecendo seus comentários, confusões e ações, o professor alimenta o pensamento infantil, propondo-lhe questões que ajudem a consolidar as idéias que já possui e a construir hipóteses"(p. 204).
Ou seja, as interações criadas pela professora, no entanto não levam apenas a construções de informações, habilidades e conhecimentos sobre objetos do mundo, mas também à construção de uma ética, estética, uma noção política e uma identidade, ou seja, neste momento a professora estava construindo um estereótipo de feio e bonito e utilizando da pressão psicológica para realização da atividade.
Na outra turma observada, muitas crianças faziam o gatinho e a galinha parecendo que iam voar, no entanto a professora falou: - Vamos fazer um matinho ou um chão, para que o seu animal não fique voando. Neste momento muitos alunos mostraram o seu desenho: uns haviam feito a galinha comendo minhoca, outros o gatinho preso, e mesmo assim a professora disse a todos que estava muito bonito.
Para Oliveira (2002)
O incremento da participação ativa e autônoma das crianças é favorecido pelas pistas que o professor lhes fornece sobre como aprendem, trabalham e se relacionam pistas essas construídas à medida que ele percebe cada criança e conhece seus sentimentos, os sentidos que determinados objetos e situações tem para ela, sua forma de raciocinar e agir em determinada situação. O professor estimula as crianças a construir novas significações e construir novas significações. (p. 204)

Na hora do lanche, ambas as professoras fazem uma oração, cantam uma musica conhecida, e em seguida as merendeiras servem o lanche. Neste momento observamos que o alimento oferecido pela instituição e de bastante qualidade e diversificado, bem como a maior parte dos alunos antes mesmo de receber o lanche colocam sobre a sua mesa de forma bastante autônoma a toalha.
No momento que toca o sino os alunos apresentaram bastante autonomia para ir para o recreio e levar seu estojo com o seu kit de higiene. Neste instante a maior parte das crianças interagiam entre si, realizando brincadeiras como faz de conta, corre-cutia, pique ? esconde, pois na escola não existe nenhum brinquedo como escorregador, balanço e gangorra, mas segundo estudos nesta idade e de grande destaque realmente jogos de regras ? que exigem cumprimento de normas, concentração e raciocínio ? e, principalmente os simbólicos que assumem papeis.
A instituição conta com um espaço físico bastante pequeno, porém as salas de aula são bastante coloridas inclusive com desenhos de palhaços e murais como o da quadrilha e dia das Mães. Podemos perceber que os funcionários da instituição assumem um papel bastante importante no que tange a estética do lugar, inclusive a diretora, que auxilia na construção dos mesmos e na observação do planejamento semanal, visto que no local não existe o cargo de coordenadora.
Após o Recreio, na instituição estava acontecendo os ensaios da Quadrilha, momento este que podemos observar o trabalho com os diversos eixos Movimento, Música, Artes, Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade, Matemática e Identidade e Autonomia, pois explorava os gestos, ritmos, a capacidade de ouvir, conhecer e respeitar um tipo de gênero artístico, bem como manifestação cultural, para valorizar e respeitar a diversidade estabelecendo vínculos afetivos, inclusive com os alunos de outras salas, pois da apresentação da dança ocorrera com todos os alunos da instituição em uma única música.
No final da aula, as professoras entregaram as pastas com as tarefas mimeografadas e aguardaram os pais ou responsáveis pelos alunos. Observamos que os pais possuem acesso disponível na escola, inclusive, vivenciamos uma reunião de pais, na qual a diretora com grande prazer levou os pais para uma área da escola onde tinha uma sombra para falar sobre assuntos comuns e em seguida foram para a sala dos seus filhos para conversar com os professores sobre o cotidiano das crianças.
Segundo Oliveira (2002)

Os pais precisam conhecer e discutir os objetivos da proposta pedagógica e os meios organizados para atingir, além de trocar opiniões sobre o cotidiano escolar se liga a esse plano. Posteriormente, a prática de reunir pais periodicamente, para informá-los e discutir algumas mudanças a serem feitas no cotidiano das crianças, pode garantir que as famílias apóiem seus filhos de forma bastante tranquila (p. 181).
A prática pedagógica desenvolvida na Escola Municipal Peralta, apresentou uma educação a favorecer as crianças condições para que a aprendizagem ocorresse de forma lúdica através, da música, arte, linguagem para criação da identidade e autonomia, baseadas em situações pedagógicas orientadas pelos professores, tornando-as significativas.
Enfim, foi de grande relevância para nós vivenciar uma mesma atividade por mais de um professor, pois Segundo Oliveira (2002)

Alguns procedimentos fundamentais para o professor coordenar a criação de um ambiente produtivo de convivência são: fornecer ambiente organizado e tranqüilo, compreender a movimentação das crianças, estabelecer limites e estabelecer limites e apresentar regras com clareza, justificar proibições, ajudar as crianças a fazer acordos e lembrá-las desses acordos, quando necessário.

Ou seja, a professora que utilizou de um ambiente produtivo como acima citado, construiu em sua sala um laboratório da aprendizagem com grandes vínculos afetivos para formar sujeitos ativos, já a professora que gritou o tempo todo para os alunos sentarem e manteve uma pratica autoritária não construiu totalmente um ambiente produtivo, pois segundo Freinet (1993),a disciplina e a autoridade são frutos do trabalho em conjunto organizado.





PLANTA BAIXA

Sala de aula I período-Professora Geane













Sala de aula II período-Professora Suzy
















Sala de aula II período-Professora Valdete

























RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO PRÉ-ESCOLA ? PRIVADO


As observações foram realizadas na escola Centro Educacional Mabel, localizado na Rua 52 B-28 Lotes 28/29, Jardim Goiás, Goiânia-Go, no período matutino, a fim de conhecer e analisar a estrutura organizacional e a proposta pedagógica da pré-escola, chamada no local de Infantil III.
Todos os alunos da escola foram recebidos no parquinho em que existem um escorregador, gangorra, tambor, balanço, bancos, as 7:00 hs da manhã por nove professoras regentes que os receberam com um abraço e bom dia. As 7:30 uma das colaboradoras tocaram o sino para que as crianças fossem para o pátio interno. Momento este em que uma das educadoras designadas através de um rodízio fez a chamada Hora da Alegria: oração do bom aluno, música de relaxamento, e as palavras de gratidão: Obrigada Deus, Obrigada Papai, Obrigada Mamãe, Obrigada a todos os meus familiares, Obrigada Professora, Obrigada Coleguinhas e graças a todos vocês que eu aprendo cada dia mais. Palavras de afirmação: Sou Alegre, Sou Feliz, Sou inteligente, Sou Capaz, Sou bonito eu amo todas as pessoas e todas as pessoas me amam.
Segundo a estudiosa Oliveira (2002)

Todos os espaços da Creche e da pré-escola, e não apenas as salas de atividades, devem ser planejados pela equipe de professores. Assim, ao existirem áreas para atividades de manuseio de argila, para pintura, para subir, trepar, escorregar e andar de velocípedes, surge para os educadores a possibilidade de interagir com pequenos grupos da crianças, garantindo um clima emocional de apego e segurança. (p. 197).
As 7:45 hs os 16 alunos presentes, foram levados para o banheiro para que pudessem lavar as mãos para iniciar as atividades. Em sala de aula a professora da às boas vindas individualmente e coletivamente. Marcou com o lápis colorido o calendário presente no mural e mostrou o dia em que os jogos da Copa do Mundo teriam inicio, apresentou através de uma lista todos os nomes e o ajudante do dia e fez a chamada, com bastante entusiasmo.
Em seguida, perguntou aos alunos o que iriam fazer. A maior parte deles começaram a descrever a seguinte rotina enquanto a professora coloca os papeis coloridos: Guardar na geladeira os possíveis lanches; Recolher as agendas e as atividades de casa; Tempo da Roda; Atividade; Lanche; Parquinho; Escovação; Atividade; Educação Física; Parquinho. Segundo Lima (2002), Educar é ensinar a criança a conhecer e a cuidar de seu corpo, de sua saúde, formar hábitos e, nesse sentido, a rotina é bastante valiosa.
Segundo Oliveira (2002)

As salas devem ser estruturadas de modo que facilitem a orientação das crianças sobre a rotina cotidiana. Para tanto, podem-se utilizar cartazes com os dias da semana, nome dos alunos presentes, nome dos ajudantes do dia, alfabeto, desenho dos relógios, cenas de historias conhecidas. (p.197).

A professora perguntou se alguém tinha algum lanche para guardar na geladeira, neste momento percebemos que as próprias crianças responderam e pegaram o seu lanche para entregar para a professora que colocou dentro de uma bacia e levou para a geladeira. Segundo Lima ( 2002):
A autonomia da criança é estimulada se se permite a ela tomar a iniciativa de realizar determinadas coisas em situações específicas, se permitimos que ela própria vá realizando, na medida em que já tem condições, esta ou aquela atividade, como os hábitos de higiene, pegar e guardar materiais, propor brincadeiras a seus amiguinhos. (p. 23).
No tempo da roda a professora levou um globo e a imagem do Planeta Terra. Explicou aos alunos que o que se pode ver nele em azul representa a água dos mares, rios, lagos. Mostrou a imagem da página 67 do livro Buriti Mirim 3. Apresentou um rio que estava totalmente poluído e perguntou: O que aconteceu neste local? O que as pessoas fizeram? O que nós podemos fazer para preservar as águas? Em seguida deixou que cada aluno falasse suas idéias, foi bastante interessante, pois a maior parte das crianças falaram que estava cheio de garrafas, sujo, feio e contaram fatos vivenciados como o pai que jogou lixo na rua. Segundo Lima (2002)
Educar é colaborar com a criança na aprendizagem e domínio da linguagem falada e escrita, ouvindo-a, estimulando-a a contar histórias e fatos que ela vivencia, mostrando-lhe os usos da escrita, como letreiros de ônibus, indicações de trânsito, cartas, bilhetes, cartazes e informações. ( p. 18)

Em seguida ligou o som é colocou o Cd "Fé na Vida", faixa 14 e cantou com os alunos a música: "Onde eu quero Viver" da autora Mailza Barbosa. Depois questionou os alunos: O que vocês entenderam sobre a música? Como nós podemos cuidar da natureza? Será que quando jogamos o saquinho da balinha ou uma folha que desenhamos no chão estamos ajudando na preservação do meio ambiente? Entregou a letra da música e pediu para que acompanhassem a leitura com o dedinho e depois pintassem as palavras: árvores, plantas, animais, natureza, mata, água e cachoeira da cor azul. Colou no caderno de desenho e pediu para que fizessem um desenho que o representassem. No final mostrou cada um dos desenhos dos alunos e colocou no varal da sala de aula.
O professor deve documentar o trabalho das crianças desde as menores, para tornar tais experiências legíveis e partilhadas com os outros educadores, pais e visitantes. E deve expô-los pelas salas não porque são bonitos, mas porque as crianças precisam ver "fora de si" o que pensam para poderem modificar seus trabalhos novamente "dentro de si". (p.199).

Neste momento, podemos perceber que a professora trabalhou os conteúdos de Linguagem Oral e Escrita, pois escutou as crianças e deu atenção ao que elas estavam falando, atribuindo sentido, reconhecendo que queriam falar algo e utilizou como apoio o material didático: som.
Segundo o documento Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) Volume 3:
A criança ainda que não saiba ler convencionalmente pode fazê-lo por meio da escuta da leitura do professor, ainda que não possa decifrar todas e cada uma das palavras. Ouvir já é um texto já é uma forma de leitura. (p.141).
Foi feito a abordagem do conteúdo de Natureza e Sociedade, através da observação de uma paisagem e utilização com a mediação do professor de fatos e questionamentos, afim da valorização de atitudes de manutenção e preservação dos espaços coletivos e do meio ambiente. Sendo este um dos objetivos do RCNEI.
Antes de dar o sinal para que os alunos fizessem a fila para ir para o refeitório, a mesma pediu para que as crianças organizassem as mochilas, os materiais em baixo da mesa, e as cadeiras, enquanto ela também organizava seus materiais. Segundo Garcia (1993)
O espaço é retrato da relação pedagógica. Nele é que o nosso conviver vai sendo registrado, marcando nossas descobertas, nosso crescimento, nossas duvidas. O espaço da relação pedagógica por que registra, concretamente, através de sua arrumação (dos móveis...) e organização (dos materiais...) a nossa maneira de viver a relação. (p.96)

No momento do lanche a professora pediu para os alunos lavassem as mãos. Enquanto isso ela pegava os alimentos na geladeira para ser entregue. Para concluir pediu que recolhessem o lixo que foi produzido e jogassem na lixeira.
Neste dia não foi observado o parquinho, pois os alunos foram para a Educação Física, momento este em que outra professora levou-os para a tenda e brincou de pular corda, enquanto isso as crianças cantavam a música "Salada Saladinha". Em seguida levou os alunos para tomar água e lavar as mãos. Segundo Lima (2001),
A brincadeira também é uma atividade de que se tem na execução dos movimentos seqüenciais ou repetidos um dos atrativos centrais para a criança pequena. Chamamos de jogos uma atividade que é organizada em torno de um tema central, que pode ser explicito pelo movimento, por cantigas pelo ritmo ou pela cadência pela vocalização (p.19).
Nesta atividade a professora trabalhou diversos conceitos matemáticos como a contagem oral, através da musica, comunicação de quantidades e exploração deste procedimento para comparar as grandezas e utilizou de grande afeto com os alunos e criou uma imagem positiva de si, pois incentivou todos a irem pular e os parabenizou no momento em que erravam, com incentivos para continuarem.
Após a atividade levou os alunos para a sala de aula e pediu para que sentassem e observassem os dez dados que havia trazido, perguntou se alguém sabia o nome ou se já haviam usado em alguma brincadeira. Em seguida solicitou a dois colegas que viessem a frente para jogar um dado, em seguida mostrou o numeral representado pela quantidade e escreveu no quadro o resultado de cada um dos alunos e somou. Depois dividiu e ajudou a organizar a sala em duplas para que cada uma das crianças pudesse fazer o jogo com outro amigo e registrassem a jogada através de uma folha dividida em quadros. Segundo RCNEI (2002)

Diversas ações intervém na construção dos conhecimentos matemáticos, como a recitar a seu modo a sequencia numérica, fazer comparações entre quantidades e entre notações numéricas e localizar-se espacialmente. Essas ações ocorrem fundamentalmente no convívio social e no contato das crianças com a história, músicas, jogos e brincadeiras etc. (p. 213)
No final da aula pediu para que organizassem os materiais e ajudou-os a colocarem as carteiras no lugar, pois segundo ela os alunos devem amar o seu espaço de aprendizagem, cuidando de sua limpeza e organização. As 11:30, através das caixas de som de todas as salas, iniciou a chamada dos alunos para ir embora. Neste momento as crianças tiveram livre acesso e escolha para pegar um brinquedo ou um livro enquanto esperavam seus pais.
Podemos perceber que todos os espaços da sala de aula são usados para o desenvolvimento da aprendizagem. A rotina é muito bem dividida de forma a propiciar aos alunos atividades que satisfaçam a sede de conhecimento e, ao mesmo tempo desenvolvam a capacidade de conhecimento critico.
Assim a tendência critica é a que mais se adéqua a ao lugar observado, pois as crianças e o professor são cidadãos, sujeitos ativos, cooperativos e responsáveis pela realização de todas as atividades da rotina do ambiente escolar.



















PLANTA BAIXA DA SALA DE AULA












RELATÓRIO DE PARTICIPAÇÃO DA X SEMANA DE PEDAGOGIA


Aos dias 31 de maio de 2010, às 19h30min iniciou-se a X Semana de Pedagogia, tendo como tema: Educação, Linguagem e Sustentabilidade.
No Galpão da Sub Secretária de Inhumas, houve a abertura do evento, com momento cultural e palestra com a Professora Graduada em Letras/Inglês; Mestre em Letras/Lingüística. Especialista em Psicopedagogia, Avaliação Institucional e Docência Universitária. Professora efetiva da UEG, falando de "Sustentabilidade: da Universidade para a comunidade".
Carla Conti pesquisadora do artigo apresentado, traz uma discussão atual e necessária sobre diversas questões que presenciamos na escola, e que são reflexo das situações vividas pelos alunos em sua comunidade, considerando que a escola deve educar e preparar os jovens para uma vida mais feliz e responsável.
Trouxe diversas discussões como: O que é sustentabilidade?O que buscamos?O que queremos?O que fazemos?
Trazendo todas essas discussões, ela fala do "aprender estar aqui", aprender a viver, a dividir, a cominucar,e o que se aprende é por meio de cultura singulares.(Morin,2005).
No debate proposto por Carla, ela diz que temos que buscar o diferente, a sermos profissionais que estaremos dispostos a agir e fazer o diferente acontecer, isso depende das nossas ações, da nossa conscientização, do respeito, no qual iremos apresentar aos diversos tipos de diversidade social, com atitudes que devem promover um ambiente de realização de atividades, fazendo com que os alunos percebam que é possível reconhecer e trabalhar em um ambiente transformado por atitudes que dependem do profissional, deixando claro, que é papel da universidade preparar o profissional na sua atuação, em um ambiente escolar, para que haja espaço também para a atuação humana.
No dia 01 de junho de 2010, às 19h30min teve inicio a palestra intitulada, Concepções de sucesso e fracasso escolar: O que o discurso dos professores revelam.
A palestra foi ministrada pela professora Tatiana Azevedo de Souza da Cunha Lima, durante a palestra a professora apresentou uma pesquisa realizada por ela durante sua tese de mestrado.
A pesquisa tinha como objetivo entender como os alunos são avaliados através das fichas de desempenho, de acordo com Tatiana ela pôde observar que muitas vezes os alunos tinham as mesmas avaliações, embora, os alunos fossem diferentes, as fichas eram iguais.
A professora ainda falou sobre alguns fatores que contribuem para o aumento do fracasso escolar como: salas lotadas, profissionais despreparados, a falta de uma biblioteca e/ou sala de leitura esses fatores são considerados escolares também tem os fatores extra-escolar que são?a entrada tardia na escola,o analfabetismo dos pais,e a falta de recurso para comprar material didático.
Tatiana termina sua palestra falando que para melhorar a realidade das escolas é necessário que haja melhor preparo dos professores, implantação de bibliotecas e salas de leituras nas escolas, em que, os alunos tenham acesso e que eles mesmos tenham oportunidades de escolher o livro que quer ler e principalmente que o sistema educacional reveja a educação diminuindo o número de alunos nas salas de aulas.
Também no dia 01 de junho de 2010, foi assistida a palestra intitulada Ampliando a Prática Pedagógica Através das Tecnologias com a professora Roberta Rodrigues de Oliveira, que é professora formadora do NTE de Inhumas.
Segundo a palestrante recursos tecnológicos não estão diretamente ligados as sistemas operacionais ligados a máquinas ou equipamentos maquinários como: computadores, data show, retroprojetor, e sim utilização de todos os ambientes da escola, como o acesso a biblioteca, a salas de leitura, trabalhar a interdisciplinaridade como: aulas de músicas com aulas de Língua Portuguesa, trabalhando, por exemplo, a variedade lingüística, ou verbos, sujeitos e pronomes, enfim uma série de conteúdos a serem abordados, é importante que o aluno tenha o direito a todos os recursos didáticos que a escola tenha a oferecer,e caso a escola não tenha,é importante que o professor proporcione momentos tecnológicos no sentido "inovador" para os alunos, trabalhando jornais, revistas atuais, tudo isso é uma tecnologia.
A professora Roberta Rodrigues, trouxe um sentido de ampliação dos recursos dentro e fora da sala de aula, como esses recursos devem ser trabalhados, e que existem diversas formas de tecnologias, e o que é importante é como elas devem e precisam ser trabalhadas.
Nos dias 02 de junho de 2010, observamos a palestra: variação lingüística, identidades e semelhanças e sala de aula.
A palestra foi ministrada pela professora Fernanda a qual começa falando que nós somos sujeitos de linguagem e que o uso e a forma da linguagem utilizada pelos falantes varia de acordo com a região, idade e sexo do falante. Na sala de aula, cabe ao professor conduzir as diferenças lingüísticas da forma mais natural, afim de oferecer um acolhimento agradável ao aluno que fala "diferente" da turma,pois,dependendo como o aluno é recebido pode causar bem ou mal estar e o mesmo pode sentir-se diferentes dos colegas o que pode prejudicar o desenvolvimento do mesmo.
Fernanda fala que uma das melhores formas de trabalhar a variação lingüística nas salas de aula é através da música, em que, o professor pode pegar exemplos de cantares de varias regiões colocar a música para os alunos ouvirem mostrando como cada cantar tem sua forma própria de contar dependendo da região que ele pertence.
Aos dias 02 de junho de 2010 na quarta-feira, no último dia da semana de pedagogia, assistimos à palestra ministrada pela Equipe Multiprofissional da Associação Pestalozzi de Inhumas, composta por diversos profissionais, como: Pedagogas, Fonoaudiólogas, Psicólogas, e assistentes de salas de aula, podemos entender qual é o serviço prestado pela a instituição.
É um serviço que a Prefeitura Municipal de Inhumas, proporciona aos deficientes cadastrados na Instituição, eles recebem atendimento como professor de apoio, ou ao menos um auxilio de como isso deve acontecer, deixaram claro que existem diversos tipos de deficiência, e explicam quais são os tipos mais comuns e suas características como: Deficiência auditiva, mental, visual, os Altistas, a equipe nos explicou a cerca de como é feito o trabalho delas, e para que todo esse trabalho seja realizado era necessário contar com o apoio dos familiares e também da comunidade com serviços voluntários, a instituição recebe fundos, mas não é suficiente para atender toda a demanda de pacientes.
Ao final da palestra, trabalharam uma dinâmica com todos os participantes,em que ,dividiram a sala em três grandes grupos e cada grupo trabalhou com um tipo de deficiência,elas destacaram como o profissional de educação deveria trabalhar com um aluno especial dentro da sala de aula,como deveria ser o auxilio a esse aluno,e com a experiência praticada em sala de aula,podemos perceber o quanto é importante o trabalho em conjunto professor e professor de apoio,tanto na hora do planejamento,quanto na realização das atividades,o quanto a interação com a sala de aula ajuda o desenvolvimento da criança.




















RELATÓRIO DO TEATRO: A BELA E A FERA

Aos dias onze do mês de maio de dois mil e dez, no Auditório Municipal de Inhumas assistimos o teatro musical: "A Bela e a Fera".
A peça teatral vem nos contar a estória de uma maldição, que irá ser desfeita quando o príncipe encontrar o seu verdadeiro amor.
Era uma vez um jovem príncipe que vivia no seu lindo castelo. Apesar de toda sua riqueza ele era muito egoísta e não tinha amigos. Numa noite chuvosa recebeu a visita de uma velhinha que lhe pediu abrigo só por uma noite. Com um enorme mau humor ele se recusou ajudar a velhinha. Porém, o que ele não sabia é que aquela velhinha era uma bruxa disfarçada. Indignada com sua atitude, ela lançou sobre ele um feitiço que o transformara numa fera horrível. Todos os seus criados haviam se transformado em objetos. O encanto só poderia ser desfeito se ele recebesse um beijo de amor.
Enquanto isso, numa vila distante dali, vivia um inventor com sua filha chamada Bela. Eles eram pobres, mas muito felizes. Bela adorava livros e histórias. Seu pai era um inventor muito atrapalhado e adorava descobrir coisas novas.
Um dia voltando da floresta foi pego de surpresa por uma forte tempestade, passou em frente a um castelo que parecia abandonado e resolveu pedir acolhida. Bateu à porta, mas ninguém o atendeu. Como a porta do castelo estava aberta resolveu entrar e se proteger da chuva. Acendeu a lareira e encontrou um a garrafa de vinho sobre a mesa. Após bebê-la acabou adormecendo. No dia seguinte uma Fera furiosa apareceu diante dele. Quis castigá-lo por invadir seu castelo e assim, o fez prisioneiro. A Fera decretou ao velho inventor que ele ficaria ali para sempre.
Então, após dias de procura Bela encontrou seu pai aprisionado no castelo e pediu para Fera soltá-lo, pois ela ficaria em seu lugar.
A Fera concordou, e o pobre inventor foi embora desolado. A jovem permaneceu com a Fera no castelo, mas não era mantida na prisão, podia ficar em um quarto ou na biblioteca, local que muito a agradava.
Bela tinha medo de morrer, mas percebia que a Fera a tratava bem a cada dia que passava.
Com o passar do tempo o monstro e Bela foram ficando mais amigos. Ele se encantava com a forma que a moça via o mundo, as pessoas e a natureza. Sentia que ela o via de forma diferente, além de sua aparência.
Bela, por sua vez, passava dias muito agradáveis no castelo, sentia-se bem lá, porém com muitas saudades do seu pobre pai. Com o passar do tempo Bela foi se apaixonando por Fera, até que um dia os dois se beijaram.
Enfim, o encanto havia se desfeito. A Fera encontrou alguém que o amava de verdade, além da sua aparência grotesca. Afinal, a verdadeira beleza está no coração.
O teatro musical nos proporcionou viajar no mundo infantil, da imaginação, com lindas cenas e com todo o encantamento de um conto de fadas, percebendo assim, a importância do teatro na educação infantil.
A fantasia do teatro infantil é fundamental para o desenvolvimento emocional da criança. É através deles que a criança desenvolve seus sentimentos, e aprende a lidar com suas emoções.
O teatro é uma das manifestações mais antigas que a humanidade conhece. Sob a forma lúdica do "faz de conta" é a primeira entrada da criança no mundo da representação. A vida é encenada a todo o momento, tenhamos ou não consciência disso, como atores ou leitores.
O teatro tem outra riqueza: é uma linguagem que necessita do trabalho coletivo para se pôr de pé. Não existe teatro sem atores, figurinos, cenário, sem público. O teatro não é uma atividade solitária. Ao mesmo tempo, o teatro é sempre artesanal e renovável. Precisa ser feito e refeito todos os dias, a cada espetáculo. No palco ou na escola cada representação é única.
Enfim, a importância do teatro infantil na alfabetização é aguçar o imaginário das crianças, além de despertar o gosto pela apreciação do teatro. Levando a criança a fazer uma viagem maravilhosa pelos caminhos do imaginário, considerando e mostrando toda a importância que tal recurso proporciona satisfatoriamente na formação pré-escolar.
O teatro infantil também consegue deixar fluir o imaginário e levar a criança a ter curiosidade, que logo é respondida no decorrer do espetáculo. É uma possibilidade de descobrir o mundo imenso dos conflitos, dos impasses, das soluções que todos vivem e atravessam, de um jeito ou de outro, através dos problemas que vão sendo defrontados, enfrentados e resolvidos pelos personagens de cada história.
Por fim, o teatro infantil exerce um grande fascínio nas crianças, são caminhos de descoberta e compreensão do mundo.









UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS
UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE INHUMAS






O MUNDO MÁGICO DE BRINCADEIRAS DE CIRCO



Dariene Fernandes Justiniano
Esthefany
Gercilene dos Reis
Luana Martins
Reigimar Cristina



Inhumas/Goiás
2010
Projeto Circo
1. Justificativa
O circo é uma das mais antigas e completas manifestações populares e artísticas,
Segundo Silva (1996)
a arte circense é,muitas vezes considerada como o espetáculo mais antigo do mundo:
O circo é o último vestígio de um saber antigo, existencial e iniciático. Esse saber, essa arte ancestral e única que é o circo, só se perpetua graças a dois mecanismos: a transmissão do saber de pai para filho, e o ensino proporcionado por uma escola. (Ziegler, J.).

Durante o espetáculo, sob uma lona colorida tem: música, teatro, danças, cenografia e figurino apropriados que encantam a platéia; um espetáculo de magia que faz até hoje a alegria, não só das crianças, como também de muitos adultos, tendo assim, um público muito diversificado.
A arte apresentada nos circos permite o desbloqueio de movimentos corporais, expressivos, estimulando- lhes desinibições no convívio social, possibilitando a incorporação de novos gestos e, enfim, facilitando a harmonização entre desenvolvimento físico, psicológico e social.
2. Objetivos
Gerais
ü Permitir as crianças vivenciar individualmente e em grupo a aquisição de habilidades e destrezas;
ü Desenvolver uma instrumentalização artística;
ü Desenvolver a criatividade a partir do universo do palhaço;
ü Resgatar valores humanos;
ü Criar uma relação com figuras do universo circense;
ü Permitir a prática no meio social;


Específicos
ü Compreender a importância dessa manifestação popular brasileira na Educação Infantil;
ü Conhecer a história circense;
ü Desenvolver movimentos corporais;
ü Apresentar movimentos corporais que expressam: alegria, cooperação, amizade e criatividade;
ü Confeccionar cartazes;
ü Realizar cenas de dramatizações, encenando o espetáculo;

3. Metodologia
ü Roda de conversa
ü Desenho
ü Pintura
ü Gráficos
ü Listas
ü Experiências
ü Leituras
ü Dramatizações
ü Fotos
ü Músicas
ü Levantamento de conhecimento prévio das crianças, sobre o circo
ü Murais

4. Cronograma
Meses Creche Pré-escola
Agosto Iremos promover um momento com músicas, e brincadeiras de roda enfatizando a figura principal do circo "O PALHAÇO". Desenvolver atividades de pintura, trabalhando o universo do palhaço, deixando que os alunos se manifestem diante dessa cultura "circense".
Setembro Recolher todo o material produzido pelos os alunos, e montar murais e gráficos, valorizando o desenvolvimento da criança, e, além disso, a valorização dessa manifestação popular brasileira que é o circo.
Iremos concluir o desenvolvimento do projeto, com exposição de todo o material recolhido e exposto juntamente com fotos, deixando a prática da manifestação popular (circo) no meio social e escolar, para que assim, possam vir a continuar o projeto.
Outubro Iremos promover e desenvolver atividades artísticas com as crianças como: pinturas, desenhos...
Trabalharemos o resgate de valores humanos, relacionando-os às figuras do mundo circense.
Novembro Confeccionaremos cartazes, desenvolveremos movimentos corporais, havendo momentos como "roda de conversa", "leituras".
Para finalizarmos o trabalho, iremos desenvolver cenas de dramatizações, trabalhando os movimentos corporais, e o resgate da cultura de circo, no meio no qual estamos inserido.

5. Avaliação
O projeto será avaliado sempre que for necessário, de forma contínua a partir da participação, desempenho, cooperativismo, integração do grupo, e principalmente o engajamento efetivo durante o desenvolvimento do mesmo, podendo ser alterado a qualquer momento, conforme as circunstâncias e necessidades apresentadas.
6. Referências Bibliográficas
SILVA, Ermínia. O circo "- sua arte e seus saberes - o circo no Brasil do final do século XIX a meados do XX. Dissertação Mestrado Março 1996, Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP.





RELATÓRIO FINAL ? DARIENE FERNANDES JUSTINIANO
























































RELATORIO FINAL ? ESTHEFANY

























RELATORIO INDIVIDUAL ? GERCILENE
Nunca me imaginei fazendo pedagogia, meu curso preferido sempre foi enfermagem, optei por pedagogia por influencia de uma amiga e até o estágio o curso não me agradava muito. Agora tenho uma nova visão a respeito do curso.
Em relação ao estagio eu estava muito ansiosa, pois queria ver na prática o que tinha aprendido na teoria, imaginava um ambiente bem diferente, principalmente em relação ao berçário, quando vi aquele ambiente triste sem brinquedos me deu um aperto no coração, mas com o passar dos dias comecei a gostar principalmente ao ver que mesmo as crianças não tendo muitos brinquedos elas são amáveis e muito carinhosas. Meu conceito sobre educação infantil era encontrar um ambiente agradável que oferecesse oportunidade para o desenvolvimento psicomotor das crianças através de brincadeiras e tarefas direcionadas possibilitando assim a interação social das crianças. Nas escolas publicas não presenciei muitos momentos que oferecessem essas oportunidades, ao contrário da particular que tudo é muito planejado e direcionado de acordo com a idade das crianças e pude observar que há uma maior interação social entre os alunos na hora das brincadeiras. Mesmo assim meu conceito sobre educação infantil continua o mesmo, pois acho que com um pouco de boa vontade dos educadores podemos oferecer uma educação voltada para o bem estar social e psicológico das crianças, mesmo com todas as dificuldades encontradas nas escolas.
O estagio em educação infantil me possibilitou ver a educação de uma outra forma, fazendo aumentar o interesse em assumir uma sala de aula ? fato que antes não tinha muito interesse. Os avanços que observei é que hoje a criança é vista como um ser em desenvolvimento e não mais como um ser vazio, onde deve ser depositado conhecimento e isso possibilitou a organização ambiental voltado para o bem estar das crianças valorizando cada etapa do desenvolvimento da mesmas. Os ranços existentes hoje, principalmente na pré- escola é a forma de organizar as cadeiras em fileiras e também algumas atitudes por parte de alguns educadores, que ainda utilizam o método em que crianças devem ficar caladas enquanto a professora fala, e muitas vezes a professora faz uma pergunta e quando o aluno responde além da sala de aula é reprimido, pois o professor não sabe valorizar o conhecimento que o aluno traz consigo.
Com relação aos itens: assiduidade, ética, interação com o grupo e interesse em promover analise crítica, considero minha prática positiva, pois mesmo com todas as dificuldades fui em todos os encontros, não tenho dificuldade em manter uma relação agradável com o grupo e todos os trabalhos realizados procuro contribuir com o grupo mantendo um posicionamento crítico.
Sim, no campo pude observar momentos de ação reflexão dos profissionais, principalmente a preocupação em oferecer um ambiente mais agradável para as crianças apesar das dificuldades enfrentadas com relação ao espaço e a escassez de brinquedos. A transição da educação tradicional para pedagogia da infância foi percebido através da organização ambiental, ou seja, o ambiente é organizado de forma a atender as necessidades das crianças com o mobiliário de tamanhos adequados e a assistencialismo, apesar de ainda aparecer principalmente no berçário é organizado de forma a dar autonomia aos bebês, já a pré-escola as crianças podem participar trazendo conhecimento do dia a dia para sala de aula, coisas que na educação tradicional era proibido.
Um professor de educação infantil deve ser uma pessoa com sensibilidade para entender as necessidades das crianças em relação ao seu desenvolvimento, assim saber reconhecer as possibilidades e dificuldades de cada um para planejar as aulas de forma a envolver todos os alunos de maneira criativa. Deve ser um professor pesquisador e estar sempre inovando em suas aulas de um jeito que não se torne repetitivo, oferecendo recursos para estimular a curiosidade e a interação dos alunos. Os saberes teóricos que contribuíram para minha formação enquanto educadora foram: uma pedagogia internacional na educação infantil (Oliveira 2002 ), a parceria com a família na educação infantil ( Oliveira 2002) e fundamentos teóricos da proposta ( Kramer 1994 ), esses saberes vieram contribuir com a minha formação positivamente pois retrata a importância do educador infantil bem como a importância da contribuição da família em parceria da escola na formação infantil.
Durante o período de estagio,pude observar que os profissionais da educação infantil devem aprimorar as seguintes habilidades e competências:rever o conceito de educação infantil e buscar oferecer um ambiente aconchegante no qual a criança possa ser atendida adequadamente em suas necessidades por exemplo no banho observei que não há dialogo com as crianças o que de acordo com (LENITA 1997),esse deve ser um momento mágico tanto para a criança quanto para o adulto e é o momento também que o profissional tem que conversar com a criança apresentando as partes do corpo de forma descontraída. A alimentação também requer uma dedicação maior dos educadores já que é um momento no qual deve ser explorado os tipos de alimentos e suas propriedades por isso deve ocorrer de forma tranquila e em ambiente adequado.
O novo contexto de educação requer um educador infantil capaz de superar os desafios por ele encontrado. Por isso ele tem que ser um profissional pesquisador e inovador de suas praticas educacionais ,os baixos salários não podem ser um obstaculo para o bom desempenho de seu trabalho assim como a infra-estrutura por mais complicada que seja, o professor deve buscar meios de realizar com eficiência seus métas dos educacionais sem ficar esperando que o governo ofereça um ambiente adequado. A composição familiar é um outro fator complicador do bom andamento do aprendizado das crianças,no entanto,é responsabilidade do professor conhecer todos os alunos muito bem e quando passar tarefa para casa explicar antes e corrigir depois para que os alunos que não tenham ajuda em casa seja capaz de ter um bom desempenho.
Diante disso pode observar que a tarefa do professor de educação infantil não é fácil por isso, acima de tudo ele tem que ser um apaixonado pelo que faz só assim irá fazer um bom trabalho.




















RELATORIO INDIVIDUAL ? REGIMAR

O Estágio Supervisionado em Educação Infantil I significa aprendizagem, ou seja, estudos práticos para aprendizagem e experiência na educação infantil e também o aprimoramento do desenvolvimento profissional.
O Estágio integrou o processo de ensino e aprendizagem, aprimorou hábitos e atitudes profissionais, proporcionou às acadêmicas a oportunidade de aplicar habilidades desenvolvidas durante o curso, fez com que conhecêssemos a realidade das escolas e creches municipais e privadas, possibilitou o confronto entre o conhecimento teórico e a prática adotada, oferecendo também diferentes caminhos às estudantes para que se defrontasse com os problemas concretos de processo de aprendizagem e da dinâmica própria do espaço escolar, buscando alternativas de solução em conjunto.
O estágio constituiu-se em oportunidade para refletir sobre a prática pedagógica, vivenciando o processo pedagógico, mobilizando competências e habilidades na análise crítica das situações, aliando os princípios éticos, estéticos, políticos e de construção da identidade individual e coletiva. Proporcionou as estagiárias, condições de independência e autonomia, buscando alternativas criativas diante das problemáticas encontradas no cotidiano escolar.
A educação infantil, de acordo com o artigo 29 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação,"tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social". É fundamental compreender a criança em sua totalidade. Uma educação para a cidadania pressupõe uma Educação Infantil como tempo e espaço onde a criança desenvolva a sua autonomia. Autonomia no sentido da criança tornar-se apta a decidir por ela mesma, reconhecendo a sua participação num grupo social.
Na primeira infância a criança cria, descobre e expressa, através de diferentes linguagens e brincadeiras, seus conceitos e conhecimentos que estão sendo construídos a partir da sua interação com o meio social e cultural em que está inserida. O Plano
Nacional de Educação Infantil estabelece que sejam resguardados, pela ação educativa, os valores socioculturais dos grupos a que as crianças pertençam, no sentido de assegurar um desenvolvimento integral em todas as dimensões.
A conquista da autonomia, como agir com responsabilidade, construindo direitos e deveres, acontece mais intensamente até os 6 anos de idade. Nesta fase, a criança desenvolve sua criatividade adaptando-se e modificando o ambiente social, procurando
inserir-se no grupo.
Na relação com o grupo, a criança organiza sentimentos e emoções. É fundamental um relacionamento verdadeiro entre professor e aluno, onde o afeto e a confiança sejam à base do desenvolvimento da auto-estima e da identidade infantil.
O ponto de partida para a reconstrução de novos conhecimentos, deve ser sempre o conhecimento já adquirido e a realidade sociocultural do aluno. Na Educação Infantil, a função pedagógica deve estar centrada na reconstrução, pela criança, do conhecimento universal construído historicamente pela humanidade, como forma de compreensão da realidade em sua totalidade e possibilidades de atuação sobre ela.
O conteúdo e as atividades trabalhados pelo professor, devem ser significativos,
percebendo-se sempre as características de cada faixa etária e o desenvolvimento de cada criança. Professor e aluno devem caminhar num clima de afeto, confiança e diálogo, numa relação de ensino/aprendizagem onde as diferenças sejam respeitadas.
O que se percebe, no cotidiano da educação infantil, é que existe, ainda, uma grande distância entre o que se pretende e o que se realiza,"quer fazer" e o que se "pode fazer."A implementação de uma proposta de caráter educacional-pedagógico que possibilite às crianças a vivência digna dos seus direitos e se contraponha ao caráter assistencialista, espontaneísta ou compensatório de educação, exige, além da vontade dos profissionais, o comprometimento político pedagógico da instituição e dos governantes, principalmente no que diz respeito à caracterização do trabalho realizado nas creches e pré-escolas.
Neste sentido, acredito que o momento atual exige que a Educação Infantil redimensione seu papel e melhore atender e delimitar as funções e objetivos destas instituições de caráter educativo que partilham com as famílias a responsabilidade de educar as crianças de 0 a 6 anos.
O Estágio Supervisionado em Educação Infantil I é uma parte do currículo das licenciaturas muito importante na formação do futuro professor por atender as expectativas do aluno em relação ao ato de ser professor.
Foi no Estágio que colocamos em prática os saberes teoricamente adquiridos durante o curso, mas o mais importante é que nas instituições observadas encontrei outros conhecimentos já constituídos pela prática de outros professores. É a partir desta interação de idéias que construímos saberes necessários para prática, assim como refletimos sobre ela.
A consciência de que estamos em estado de aprendizagem, nos lança como seres no mundo, responsáveis pelo projeto de vida de cada um, pela auto-educação aprendendo a ser, para depois ser responsável pelo projeto de vida institucional, permeado pelos saberes e por aquilo que se desconhece. Então ao seguir para o estágio as acadêmicas buscam aquilo que elas ainda não conhecem que é a prática, não podendo assumi-la sozinhas.
Compreendemos que o licenciando em estágio já é um profissional docente que irá incorporar na prática competências, saberes e habilidades de criatividade e inovação, de cooperação e de trabalho em equipe, de gestão e tomada de decisões, de aquisição e produção de conhecimentos, de expressão e comunicação, que muitas vezes ele já traz consigo, não sendo somente reprodutor de conhecimentos já estabelecidos, muitas vezes longe da prática do ofício de professor.
Trata-se de um profissional novo, construindo possibilidades de atuação na docência visando à aprendizagem multidimensional e a compreensão da prática pedagógica como um processo de investigação, de desenvolvimento e de aprimoramento contínuo; busca estabelecer relações entre as áreas do conhecimento e o contexto social que atua.
Enfim, o profissional da Educação Infantil deve ter um preparo especial, porque para a infância se exige o melhor do que dispomos. Mesmo porque, na relação pedagógica, não basta estar presente para ser um bom companheiro. O profissional de Educação Infantil deve ter um domínio dos conhecimentos científicos básicos, tanto quanto conhecimentos necessários para o trabalho com a criança pequena (conhecimentos de saúde, higiene, psicologia, antropologia e história, linguagem, brinquedo e das múltiplas formas de expressão humana, de desenvolvimento físico e das questões de atendimento em situações de necessidades especiais). Precisa ainda ter sob controle seu próprio desenvolvimento, bem como estar em constante processo de construção de seus próprios conhecimentos. Ter elaborado maduramente, a questão de seus valores, cultura, classe social, história de vida, etnia, religião e sexo.





















RELATORIO INDIVIDUAL ? LUANA

Um sonho foi abandonado, o que sonhei para o meu futuro não foi ser uma Pedagoga, e sim uma Dentista, mas me faltou recursos financeiros para realizar esse sonho. E daí surgiu à dúvida, qual curso vou fazer?Qual profissão escolher?Enfim, foram alguns meses até o vestibular e escolher Pedagogia, foi uma decisão única e exclusiva, sem interferência de terceiros, pesquisei sobre a profissão, me interessei, devido objetivo específico, que é a melhoria no processo de aprendizagem dos indivíduos, através da reflexão, sistematização e produção de conhecimentos, e foi ai que consegui me enxergar dentro de uma universidade cursando Pedagogia.
No início do curso, tudo foi novo e diferente, com o passar dos meses, fui capaz de perceber e me apropriar da importância do professor na vida de um aluno, o quanto o papel do professor é fundamental no seu desenvolvimento psicomotor, lhe proporcionando experiência diversificada e enriquecedora, que venha desenvolver as suas capacidades cognitivas, mas para que tudo isso possa acontecer, é necessário que a educação se inicie na infância e que as atividades sejam desenvolvidas de forma contínua. É necessário que o profissional de educação tenha o compromisso ético em todas as situações cotidianas dentro da escola, sabendo limitar as ações dos alunos, tratarem todos com igualdade, não fazer comparações aos alunos e sim desenvolver com os alunos ações capazes de deixá-los ser agentes de sua própria história.
O estágio supervisionado foi o primeiro contato que tive com a sala de aula na educação infantil, e que me proporcionou vivenciar todas essa realidade dentro do campo educacional me possibilitando observar o funcionamento da escola, tanto na parte administrativa ? coordenação ? quanto na sala de aula, dos alunos da comunidade e de todos os envolvidos com o cotidiano escolar. O estágio foi dividido em duas etapas, sendo que a primeira é a observação e a segunda a realização do projeto elaborado, por meio de informações coletadas durante a observação e feitas em grupo.
O contato com a realidade escolar na educação infantil, sem dúvida, nos dá a certeza de qual é o papel que o professor atuante em sala de aula, deve proporcionar para que os alunos possam se desenvolver, e além de proporcionar ao grupo, discussões sobre quais são as mudanças que devem acontecer, e o quanto essas realidades irá nos ajudar a sermos profissionais compromissados e capazes de cumprir ações transformadoras e que no futuro possa vir a atingir positivamente dentro da nossa sociedade.
As professoras que foram observadas não se hesitarão em momento algum com a nossa presença em sala de aula, e sim nos apoiaram e colaboraram com a nossa observação, nos auxiliando com informações importantes, para que fossem feitos os relatórios,a direção dos campos em que observamos,foram atenciosas e estavam sempre a nossa disposição para qualquer dúvida, nos apresentaram o projeto político pedagógico, os projetos realizados na escola.
O que o estágio me proporcionou foram momentos importantes e de muita relevância para minha vida profissional e acadêmica, enriquecendo meus conhecimentos tanto teóricos quanto práticos, me favorecendo processo dinâmico de aprendizagens em diferentes áreas de atuação no campo profissional, dentro de situações reais e que pude conhecer, compreender e observar, na realidade escolar, unindo a teoria com a prática vivenciada no estágio supervisionado,que foi meu eixo articulador.
As experiências vivenciadas no estágio ainda irá me auxiliar para desenvolver minhas competências e habilidades necessárias à aplicação dos conhecimentos teóricos e metodológicos na minha vida profissional, após concluir o curso.
Acredito que:
a educação é o único meio
realmente efetivo para a construção
de uma sociedade
mais justa e democrática,
que respeite as características
individuais de cada pessoa,
inserindo-o em seu grupo social com
respeito à sua unicidade,mas,
como parte integrante
e participativa de um todo.
(John Dewey)

E como uma futura pedagoga estarei sempre em busca.














































XI.Bibliografia Básica
ANDRADE, Luiza, SANTAMOURO, Beatriz. O que não pode faltar na creche e na pré-escola. Revista Nova Escola, São Paulo, n° 217, p. 48-57, novembro, 2008

ANDRADE, Luiza. Brincar para conhecer. Revista Nova Escola, São Paulo, 218, p.52-57, dezembro, 2008.
ANTUNES, Celso Educação Infantil prioridade imprescindível. Petrópolis: Vozes, 2004. BENCINI, Roberta. Brincadeiras não tem sexo. Revista Nova Escola, São Paulo, n° 203 p.104-108, junho/julho, 2007.
BRASIL, Ministério da Educação. Paramentos Nacionais de Qualidade para Educação Infantil ? Brasília, 2006
C. PARRA. Didática da matemática; reflexões psicopedagogicas. Porto Alegre: Artes Medicas, 1996.
ESTEBAN, Maria Teresa (Org.). Avaliação: uma pratica em busca de novos sentidos. Rio de Janeiro. DPeA, 2000.
GARCIA, Regina Leite (Org.) Revisitando a pré-escola. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1993
HOFFMANN, Jussara. Avaliação na Pré-Escola: um olhar reflexivo sobre a criança. Porto Alegre: Mediação, 2000
KRAMER, Sonia (Coord.) Com a Pré-Escola nas mãos. Ed. Ática. São Paulo, 1994.
LIMA, E. S. Conhecendo a criança pequena. São Paulo: Sobradinho, 2002.
___________. Como a criança Pequena se desenvolve. São Paulo, Sobradinho, 2001.
OLIVEIRA, Zilma Ramos de Educação Infantil: fundamentos métodos ? São Paulo: Cortes, 2002.
OSTETTO, Luciana Esmeralda. Deixando Marcas... A prática do registro no cotidiano da educação infantil. Florianópolis: Cidade Futura, 2001.
_____________. Encontro e encantamento na educação infantil: partilhando experiências de estagio. Campinas: Papirus, 2002
POLATO. Amanda. Um banho de atenção. Revista Nova Escola. São Paulo, n° 203 p. 112-113, junho/ julho, 2007.
SCHULTZ, Lenita Maria J. Professores para Bebê. In: Educativa Goiânia: Departamento de Educação UCG. 1997, p. 335-348.
SECRETARIA MUNICIPAL EDUCACIONAL Saberes sobre a infância ? A construção de uma Política de Educação Infantil. Goiânia, 2004.
WARSCHAUER, Cecília,. A roda e o Registro: uma parceria entre professor, alunos e conhecimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.

Bibliografia Complementar
AEBLI, Hans. Práticas de Ensino. São Paulo: EPU, 2005.
ANDRE, Marli E. D. A. Etnografia da Prática Escolar. Campinas, SP: Papirus, 1995.
BIANCHI, Roberto: ALBARENGA, Mariana. Manual de Orientações em Estágio Supervisionado. 3. Ed. São Paulo: Thomson Pioneira, 2004.
BRASIL, Ministério da Educação. Professores da Pré-escola. Brasília: FAE, 1991
BUZATO, Zelir Salete. Avaliações nas Práticas de Ensino de Estágio. São Paulo: Medição 2005.
CRUZ, Therezinha M. L. Didática do Ensino Religioso: estradas da vida. São Paulo FTD 1997.
FARIA, A. L. G. PALHARES, M. S. (orgs.) Educação Infantil Pós-LDB: rumos e desafios. Campinas: Autores Associados, 1999.
FERREIRA, M. C. R. MELLO, A. M. VITORIA, T. GOSUEM. A CHAGURI, A. C. (Org.) Os fazeres da Educação Infantil. São Paulo: Cortez, 2002.
KAUFMAN, A. M. Letras y Números: alternativas didáticas para jardin de infantes y primer ciclo da La EGB. Buenos Aires: Santillana, 2000.
PELLEGRINI, Denise. A vez da creche. Revista Nova Escola. São Paulo, n 132, p.18-24, maio, 2000.
PIMENTA, Selma Garrido. Estágio na Formação de Professores: unidade teoria ou prática 3. Ed. São Paulo: Cortez, 1997.












 
Avalie este artigo:
 
Revisado por Editor do Webartigos.com


Leia outros artigos de Luana Silva Martins
Talvez você goste destes artigos também