Educação e saúde: Os hábitos alimentares de jovens do ensino médio.
 
Educação e saúde: Os hábitos alimentares de jovens do ensino médio.
 


CENTRO UNIVERSITÁRIO NILTON LINS
CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
BRUNA DAYANA DE SOUZA BORGES PANTOJA









EDUCAÇÃO E SAÚDE: Os hábitos alimentares de jovens do ensino médio. Uma boa educação alimentar para estimular à mudança da qualidade de alimentação.


















Manaus
2011
BRUNA DAYANA DE SOUZA BORGES PANTOJA











EDUCAÇÃO E SAÚDE: Os hábitos alimentares de jovens do ensino médio. Uma boa educação alimentar para estimular à mudança da qualidade de alimentação.






Artigo apresentado à Profª Msc Maria de Nazaré da Disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso ? TCC, do Centro Universitário Nilton Lins, como requisito final para a obtenção do título de Licenciado em Ciências Biológicas.







Manaus
2011
SUMÁRIO


RESUMO.........................................................................................................01

1. INTRODUÇÃO.............................................................................................03

2. REVISÃO DE LITERATURA.......................................................................04

2.1. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS..............................................09

2.2 RESULTADOS............................................................................................13

3. CONCLUSÃO...............................................................................................14

4. REFERÊNCIAS............................................................................................15

















Educação e saúde: Os hábitos alimentares de jovens do ensino médio. Uma boa educação alimentar para estimular à mudança da qualidade de alimentação; mobilizando dos perigos da obesidade que possam vir a interferi no aprendizado dos estudantes de ensino médio da E. E. Profª Sebastiana Braga.
Pantoja, Bruna Dayana de Souza Borges ¹
Profª Msc Maria de Nazaré²
RESUMO
O aumento da obesidade é resultado da mudança alimentar da população registrada nos últimos anos. É uma situação que confirma a mudança do comportamento alimentar dos brasileiros, principalmente dos adolescentes. Estar acima do peso pode gerar grandes problemas para a saúde. Para isso foi necessário pesquisar a interferência de distúrbios alimentares na vida escolar dos jovens de ensino médio da Escola Estadual Profª Sebastiana Braga, que apresentavam indícios da obesidade precoce. É fato que os números da obesidade precoce só aumentam todos os dias em nossa sociedade, com consideradas ofertas de alimentação inadequada como fast-food. Foi apresentado técnicas e medidas para mobilizar e orientar os jovens no ensino médio dos perigos da obesidade na adolescência e conseqüentemente na vida adulta mostrando que o controle da obesidade deve ter início nos primeiros meses de vida, pois é nessa época que os hábitos alimentares vão se formando. Um exemplo muito pertinente dado foi separar as refeições de outras atividades, como ficar na frente do computador ou da televisão, para isso partir de princípios como estimular atividades físicas. Foi realizado um questionário com as turmas, e os resultados apontavam que mais de 70% dos alunos não se alimentam de forma correta, outros 60% não tem acompanhamento em casa e pelo menos 45% não tem incentivo, e um número assustador foi de 95% ou mais dos alunos não tem informação sobre uma alimentação saudável. Portanto, controlar os hábitos alimentares, os impulsos de comer e tirar esses jovens da zona de conforto e do sedentarismo não é tarefa fácil, por isso se faz necessário o acompanhamento durante a infância e a adolescência que exige intervenções imediatas para prevenir o aumento subseqüente do risco dessa doença e ainda do déficit de atenção e interesse escolar.
Palavras ? chave: Obesidade, adolescente, educação, dialogo, alimentação.
Graduando do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Biológicas, do Centro Universitário Nilton Lins.
² Professora Mestra Formada pela Universidade Federal do Amazonas - UFAM

ABSTRACT
The rise in obesity is the result of change people's food have risen in recent years. It is a situation that confirms the changes in feeding behavior of Brazilians, especially adolescents. Being overweight can cause major health problems. This required searching the interference of eating disorders in the school life of young high school of the State School Prof. Braga Sebastiana, who showed signs of early obesity. It is true that the numbers of early obesity only increasing every day in our society, considered offers of improper diet as fast food. Was presented techniques and measures to mobilize and guide young people in school the dangers of obesity in adolescence and adulthood thus showing that the control of obesity should begin early in life, because this time is that eating habits will forming. A very pertinent example was given separate meals for other activities such as standing in front of computer or television for that from principles such as encouraging physical activity. We conducted a questionnaire with the classes, and the results indicated that over 70% of students do not eat properly, other 60% are not followed up at home and at least 45% has no encouragement, and a frightening number was 95 % or more of students do not have information on healthy eating. Therefore, control eating habits, impulses to eat and take these young people's comfort zone and lack of exercise is not easy, so monitoring is required during childhood and adolescence, which requires immediate interventions to prevent the subsequent increase in the risk this disease and even attention deficit and interest in school.
Keywords - Keywords: Obesity, adolescent, education, dialogue, food.




1. INTRODUÇÃO
A obesidade é um problema social de nível mundial. A alimentação rica em frituras, alimentos industrializados, gorduras saturadas, fast-foods, massas, doces, pobre em nutrientes, acomodados ao sedentarismo são os maiores vilões dos jovens adolescentes que precisam de uma alimentação saudável e equilibrada. Somados ao excesso de peso de peso podem levar a várias conseqüências ao organismo: hipertensão arterial, diabetes, doenças cardiovasculares, colesterol alto, além da baixa auto-estima e ansiedade. Na televisão e outros veículos de informação como as revistas voltadas para o público jovem incentivam aos jovens, principalmente a parcela feminina, a aderirem às chamadas dietas da "moda", como por exemplo, as dietas da lua e da sopa, que prometem milagres, porém são de baixíssima caloria. Hoje no Brasil uma a cada dez jovens ou crianças esta acima do peso ou apresenta indícios de obesidade precoce. Isso se deve a associação de uma alimentação desequilibrada e atividades sedentárias como passar mais de quatro horas seguidas em frente ao computador, televisão e jogos de videogames. Os jovens são incentivados no dia ? a ? dia na televisão e outros veículos de informação em massa, a uma alimentação regrada a alimentos industrializados, frituras, fast-food, massas, doces e salgados, por serem comidas de fácil preparo e atrativos ao paladar. Porém, esse é um tipo de alimentação que é pobre em sem proteínas e nutrientes necessários que contribuem para o bom funcionamento do organismo e assim levando o indivíduo a ter um bom desempenho escolar.









2. REVISÃO DE LITERATURA
Segundo Andréia Naves, a obesidade é hoje um dos maiores problemas de saúde pública e uma das doenças crônicas não transmissíveis que, epidemiologicamente, mais cresce em todo mundo. No Brasil, os dados da Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN) de 1989 mostram que o índice obesidade na região Sudeste era de 10,5% e, na região Nordeste, de 8,7%%. Esses resultados nos levam a concluir que a prevalência da obesidade tem crescido, inclusive, nas regiões mais pobres do Brasil, principalmente nas faixas etárias mais baixas. O índice de aumento anual da obesidade entre crianças e adolescentes de 6 a 18 anos é de 0,6% ao ano nos EUA, 0,5% ao ano no Brasil e, surpreendentemente, 0,2% na China. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstram que uma a cada dez crianças brasileiras no mundo esta obesa.
Na sociedade moderna atual onde se têm oferta de alimentos industrializados, principalmente Fast-food, a oferta de novos jogos (os playstations, Nintendo ii, I-pad, entre outros) que prendem crianças, jovens e até os adultos, na frente da televisão, diminuindo a prática de atividades físicas, são fatores cruciais que contribuem para o aumento da obesidade precoce.
"Os hábitos alimentares exercem grande influência sobre a saúde, o crescimento e o desenvolvimento dos indivíduos. Estudos recentes sugerem que os padrões de ingestão dietética durante a infância e adolescência podem predizer a ocorrência de obesidade e doenças cardiovasculares na idade adulta, bem como determinar o risco de alguns tipos de câncer relacionados á dieta." (Menezes, et.al. 2009)
Segundo Fernanda Baeza Scagliusi, a obesidade, por sua caracterização e etiologia multifatorial, é uma condição que têm merecido atenção e estudos de diversas áreas de especialidades, particularmente,, a psiquiatria e a psicologia. Contudo, no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (APA, 1994), não se encontram critérios para identificação e avaliação da obesidade como transtorno psiquiátrico, mesmo na categoria de transtornos alimentares, apesar de seus portadores apresentarem perturbações comportamentais e conflitos psíquicos relacionados à alimentação. Embora, de fato, a obesidade não deva ser classificada como transtorno alimentar, alguns autores a incluem didaticamente nessa categoria pelos aspectos de funcionamentos semelhantes aos demais transtornos, pelo fato de caracterizar-se por perturbações no comportamento alimentar, apresentando síndrome psicológica associada que pode merecer intervenção médica e/ ou psiquiátrica (Flaherty, 1995).
A falta de disciplina, acompanhamento e incentivo ás crianças e jovens pode vir causar transtornos alimentares como a obesidade, tornam-se problemas psicológicos deixando crianças e jovens complexados, piorando problemas que poderiam ter sidos resolvidos com uma boa alimentação e prática de exercícios físicos.
"A adolescência é um período crítico para o desenvolvimento da obesidade, particularmente devido á predominância de atividades de lazer sedentárias e práticas alimentares inadequadas. Exemplos dessas práticas é o consumo de lanches hipercalóricos em substituição ás principais refeições e elevada ingestão de alimentos ricos em açúcar, carboidratos refinados e gordura satura, como os fast-food." (Costa, et.al. 2006).
Segundo o Drº Daniel Boarim, Não herdamos só um conjunto de genes. Herdamos um conjunto de hábitos. Adotamos os costumes da família e de nosso meio cultural. Famílias de hábitos gastronômicos passam essa herança aos filhos, que têm grande probabilidade tornarem-se obesos.
Mas há também o fator genético, sem dúvida. Já na vida intra-uterina, as células gordurosas começam a se formar se por uma razão genética essas células se multiplicam mais, a tendência para engordar será maior, e haverá também dificuldade para perder peso. Por isso há pessoas têm tantas dificuldades para emagrecer. (Boarim, 1998, p 365.)
Portanto, é muito importante que desde a gestação, que a mãe tenha bons hábitos alimentares, evitando que seu filho possa a ter problemas com alimentação, que possam causar transtornos alimentares graves. Além de incentivar os bons hábitos e prática de exercícios físicos em todas as faixas etárias de seus filhos.
"A prevalência de sobrepeso em jovens e crianças vem aumentando em grande proporção nos últimos anos e já é considerado um problema de Saúde Pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O controle da obesidade em adultos tem se mostrado pouco eficaz, indicando a necessidade de identificar jovens e crianças de risco para controle do distúrbio nutricional a fim de diminuir a ocorrência de desfechos desfavoráveis na vida adulta." (Labronici, et.al.)
Segundo Alba de Andrade Falcão, a fase da adolescência que é compreendida dos 11 aos 18 anos de idade, quando se observa acelerado crescimento em estatura, ganhos de peso e desenvolvimento das características sexuais secundárias. Durante esse período o jovem deve se moldar à sociedade. Passa do domínio familiar à vida em grupos e à fase adulta. Participa de atividades competitivas e esportivas. Fatores emocionais o levam a variações de conduta, indo da insegurança a contestação; da dependência ao desejo de libertação.
"A prevenção da obesidade infantil se inicia no pré-natal. A nutrição materna, as condições de nutrição intra-uterina e o peso de nascimento têm sido associados ao acúmulo de tecido gorduroso na infância, principalmente se houver oferta calórica excessiva, como o aleitamento artificial inadequado. Promover um ambiente saudável, tanto domiciliar como escolar, é de grande importância para prevenção da obesidade infantil." (Cunha, Organização Mundial da Saúde - OMS).
Tais características se manifestam na conduta alimentar que, quando foge ao controle, se reflete na saúde. (Falcão, 1996 p 74.)
Pode-se entender que a conduta alimentar dos jovens se reflete no acompanhamento desde a infância, pois, as crianças que conduzidas a uma boa alimentação, tem mínimas chances de se tornar um jovem com maus hábitos alimentares e sendo assim um adulto que vai passar adiante os bons hábitos alimentares.
Segundo Dr. Nataniel Viuniski, enquanto nosso estilo de vida está contribuindo para que tornemos mais pesados, os padrões de beleza exigem pessoas cada vez mais esbeltas e esbeltas. Certamente a solução para essa irreconciliável contradição passa por modificações no estilo de vida e um aumento na atividade física.
É vital que a família, a escola, os serviços de saúde estejam atentos para identificar precocemente quais são as crianças com riscos de se tornarem obesas e de uma forma carinhosa, porém segura, combater esses fatores. É sabido que no período da pré-infância e da infância, é o melhor momento para iniciar a prevenção de transtornos e distúrbios alimentares como a obesidade. Os maus hábitos alimentares e o sedentarismo ainda não estão totalmente sedimentados, além disso, a criança não sofreu ainda, o impacto de ser obesa no meio de outras crianças magras. (Viuniski, 1999 p 85.)
Como nessa fase as crianças passam a maior parte do tempo sob o controle de seus pais e/ou outros responsáveis como os avos, os tios, com babás ou em creches, é mais fácil administrar o que elas estão ingerindo. (Viuniski, 1999 p 85.)
Como dito, a relevância da importância de acompanhar os bons hábitos alimentares desde a infância, bem como influenciar a pratica de atividades físicas, fatores esses importantíssimos na prevenção de doenças no futuro incluindo distúrbios e transtornos alimentares.
Segundo Pedro Demo (1994), a educação é o conceito mais rico que conhecemos, porque ente tende a restringir-se ao aspecto formal, instrumental, metodológico, enquanto a outro abrange o desafio da qualidade formal e político ao mesmo tempo por certo, conhecimento inovador não fica apenas na forma, a prática lhe é necessário intrínseca. Mas parece claro que educação une mais facilmente a teoria e prática. Conforme as dificuldades que estabelece um programa alimentar e de exercício, conversar a respeito das necessidades de equilíbrio entre o que se come e a que deve gastar com energia para que eles colaborem consigo mesmo e controle a ingestão excessiva de alimentos.

Segundo José Martins Filho (1995), no caso de crianças que tem apetite e preciso entender o problema em profundidade e saber como está suas horas de alimentação fazendo um diário alimentar de maneira organizada para o seu bem estar.

Segundo Jane Felipe (2001), a alimentação são questões polêmicas, assim como o sono, os momentos de alimentação são, para muitas crianças e professores, momentos de stress e tortura, na tentativa de proporcionar á criança uma alimentação variada, rica em proteínas, etc.; muitos adultos acabam obrigando a criança a comer, mesmo que não goste ou não na esteja com vontade, problemas de ordem cultural acabam provocando um processo de infantilizarão da criança, questionamento se que coloca, qual deve ser a atitude da escola infantil.

Segundo o autor Junior Vasconcellos (1982), a alimentação no progresso dos povos traz um enfoque na humanidade, mostrando que a qualidade da alimentação faz do indivíduo envolvendo sua formação educacional, sua teoria nesse livro e para que a consultá-lo as famílias e de todas as pessoas que cuidam de crianças, que, por não serem profissionais da área de saúde e também educação, necessita de um manual simples claro e objetivo sobre o assunto, trás consigo em seu livro apresentado problemas e soluções educacionais.
Conforme os documentos legais que o regulamentaram (como os decretos Federais nºs
31.106/55 e 72.034/73), o programa da merenda escolar tinha como um dos seus objetivos oficiais melhorar as condições nutricionais das crianças e diminuir os índices de evasão. E repetência, com a conseqüente melhoria do rendimento escolar, a partir desses objetivos do programa da merenda, a primeira questão que se precisa abordar é a relação entre merenda, desnutrição e fracasso escolar.

Segundo Moysés, (1989): "crianças com nível socioeconômico melhor, a desnutrição pode ser resultado da presença de uma patologia orgânica grave, como cardiopatia congênita, diarréia crônica por defeitos metabólicos congênitos, etc".

Influenciar positivamente no rendimento escolar, pois, agindo sobre a "fome do dia", aumenta a capacidade de concentração nas atividades escolares. Assim, a merenda permite não sentir fome durante a aula, tendo efeito de saciar a fome durante o período de quatro horas em que a criança permanece na escola. Comer bem é o segredo das crianças que apresentam o melhor desempenho escolar.
Cientistas das Universidades de Londres e Bristol, após realizar uma pesquisa com 14 mil crianças, comprovaram que a baixa quantidade de nutrientes causa atrasos no rendimento, prejudicando o aprendizado. Os pesquisadores também levaram em conta outros fatores, que poderiam interferir no desenvolvimento infantil (como a renda e as condições familiares). Mas nenhum deles teve papel tão impactaste como a dieta. E vale lembrar que não se trata de entupir a molecada de comida, outra pesquisa, realizada este ano na Faculdade de Medicina Estadual do Rio de Janeiro, aponta que os índices de crianças obesas no Brasil não param de crescer. O controle do índice glicêmico e da carga glicêmica do café da manhã oferecido a crianças escolares influencia diretamente no rendimento delas.

Segundo Moyses (1989), "um desjejum de alto índice glicêmico e baixa carga glicêmica geram velocidade mais rápida de processo das informações". É fundamental que pais tenham esta noção, e que o nutricionista saiba prescrever uma dieta baseada nestes conhecimentos.

Uma das idéias boladas pela Dra. Andréia também segue neste sentido, de demonstrar a elaboração de refeições e cardápios criados a partir do índice glicêmico, da carga glicêmica e do índice inflamatório dos alimentos.

Muito se tem afirmado que a desnutrição ? um dos mais graves problemas sociais do
Brasil é também um dos grandes responsáveis pelo baixo rendimento escolar. Publicações já apontavam na década de 1990 (Ribeiro, 1991, 1993). Que cerca de 50% das crianças matriculadas nas primeiras séries do primeiro grau eram reprovadas em todo o Brasil.

A origem dessas idéias remonta a uma tradição de estudos em ciências humanas anos 1960, período em que as camadas populares passam a ter maior acesso às escolas públicas. (Capinan, 2010, p 9 ? 12).

Os estudos dessa época procuram mostrar que o baixo rendimento escolar das crianças de camadas populares decorria de deficiências em seu desenvolvimento biopsicossocial.
Conhecidas nos meios educacionais como teorias da privação cultural ou da carência cultural, essas teorias buscam as razões do baixo rendimento escolar nas próprias crianças e nas suas precárias condições de vida e de alimentação. (Capinan, 2010, p 9 ? 12).

2. 1. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
É fato que os números da obesidade precoce só aumentam todos os dias em nossa sociedade, com consideradas ofertas de alimentação inadequada como fast-food.
A metodologia foi realizada pesquisa de campo de forma exploratória, familiarizando o pesquisador com o fenômeno estudado. Realizando entrevistas com jovens adolescentes que apresentam distúrbios alimentares como a obesidade de forma aleatória.
Para investigar as doenças decorrentes de maus hábitos que levam a obesidade precoce, foram realizadas pesquisas bibliográficas através da imprensa escrita (jornais e revistas). Analisando o avanço dessa doença a pesquisa documentada secundária será importante, pois ela foi comparada com estatística do (IBGE), para catalogar as medidas de redução atual quadro de obesidade no Brasil, foi realizada pesquisa documental em arquivos públicos, pois é útil para se ter noção do que o Ministério da Saúde esta realizando para ajudar os jovens obesos.
Foi necessária a utilização de pesquisas qualitativas, considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzida em números. Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem. Pelo fato da utilização de entrevistas com profissionais das cantinas e, profissionais das áreas nutricionais e endocrinológicas com aplicação de formulários com perguntas referentes ao assunto, por exemplo, como anda a alimentação dos adolescentes, quais as doenças mais freqüentes, o que é indicado nesses casos e o que preciso fazer para se evitar doenças decorrentes de transtornos alimentares.
Também foi necessária a utilização de pesquisas quantitativas, pois serão aplicados questionários de múltipla escolha para saber os alimentos mais consumidos pelos adolescentes, com a intenção de saber o motivo da maneira como eles se alimentam.
Pesquisa Exploratória: para proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolvem levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que estimulem a compreensão. Assume, em geral, as formas de Pesquisas Bibliográficas e Estudos de caso.
Pesquisa Descritiva: visa descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolvem o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. Assume, em geral, a forma de Levantamento.
Pesquisa Bibliográfica: quando elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet.
Pesquisa Documental: quando elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento analítico.
Pesquisa Experimental: quando se determina um objeto de estudo, selecionam-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definem-se as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.
Levantamento: quando a pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecerem.
Técnicas e medidas que venham mobilizar e orientar os jovens no ensino médio dos perigos da obesidade na adolescência e conseqüentemente na vida adulta:
O controle da obesidade deve ter início nos primeiros meses de vida, pois já nessa época os hábitos alimentares vão se formando. É importante estimular as crianças a comer lentamente, em pouca quantidade, oferecer alimentos de melhor qualidade e separar as refeições de outras atividades, como ficar na frente do computador ou da televisão, por exemplo.
Entretanto, caso isso não ocorra, o objetivo do tratamento da obesidade na criança e no adolescente deve ser o de conseguir manter o peso adequado para altura e, ao mesmo tempo, mantendo-se o crescimento e o desenvolvimento normais. Mas, apesar das informações repassadas surge uma dúvida: Por que tantas pessoas vêm desenvolvendo um peso excessivo?
Atualmente sabe-se que a obesidade é de etiologia multicausal, ou seja, pode ser determinada por diversos fatores, que podem ser:
? Influência genética (a criança que possui pais obesos tem 80% de chance de se tornar obesa, enquanto que a proporção diminui para 40% quando apenas o pai ou a mãe é obeso ? se nenhum dos dois for obeso, ainda há 15% de chance.);
? O hábito de omitir refeições, especialmente o desjejum, juntamente com o consumo de refeições rápidas e densamente calóricas (fast-foods, salgadinhos, e doces) faz parte do estilo de vida dos adolescentes, sendo considerado comportamento importante que podem contribuir para o desenvolvimento da obesidade. O consumo alimentar como um todo não tem sido consistentemente associado ao estado nutricional;
? Estilo de vida sedentário, sendo que os jovens de hoje estão muito ligados a jogos de computador, videogames, televisão, etc. e não se importam ou não são incentivados a praticar uma atividade física (cada hora adicional de televisão acarreta em aumento de 2% na prevalência da obesidade);
? Fatores psicológicos;
? Fatores fisiológicos (endócrino-metabólicos).
A adolescência é um período da vida onde ocorrem grandes mudanças físicas e psicológicas, altamente influenciadas por fatores genéticos, étnicos, fase de muitas mudanças que são refletidas através de hábitos dos familiares e principalmente dos amigos, do convívio social, como a cultura em que este indivíduo está inserido.
A origem da obesidade adulta e suas conseqüências adversas para a saúde costumam residir na segunda infância. Crianças que ganham mais peso costumam tornarem-se adultos com peso excessivo e com um maior risco de hipertensão, glicose elevada, colesterol alto e doença cardíaca. O peso excessivo durante a adolescência está relacionando a efeitos adversos para a saúde de 55 anos depois. O obeso parece responder mais aos estímulos externos (tipo e qualidade do alimento) do que aos internos (fome e saciedade0 no que diz respeito ao apetite.
Portanto, o aumento alarmante da obesidade durante a infância e a adolescência exige intervenções imediatas para prevenir o aumento subseqüente do risco de doenças e de morte quando essas crianças se tornam adultas. Um aumento moderado de 4% a 10% no peso corporal após os 20 anos de idade está associado com um risco 1,5 vezes maior de morte por doença arterial coronariana e infarto do miocárdio não fatal.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde ? OMS, o aumento da obesidade é resultado da mudança alimentar da população registrada nos últimos anos. É uma situação que confirma a mudança do comportamento alimentar dos brasileiros.
Estar acima do peso pode gerar grandes problemas para a saúde. A obesidade pode causar doenças cardiovasculares como hipertensão e diabetes. É preciso saber controlar, para que a pessoa não tenha problemas no futuro.
De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, nos jovens, o tratamento contra a obesidade é ainda mais complicado, pois é necessária uma avaliação de qual estágio de maturidade ele se encontra. É preciso avaliar caso a caso. Para que possamos elaborar uma dieta ou reeducação alimentar saudável, por exemplo, precisamos saber a evolução da idade cronológica. Para isso partimos de princípios como as atividades físicas desenvolvidas e maturidade sexual dos jovens de ensino médio, que devem ser avaliados por um clínico geral ou um pediatra. Orientamos que a alimentação no almoço e no jantar seja feita com 50% de hortaliças, uma porção de carboidratos como arroz ou batatas, uma porção de leguminosas como feijão ou lentilha e ainda uma porção de proteína encontrada em carne vermelha ou branca. Na sobremesa, optar por frutas é a melhor opção.
Foram apresentadas técnicas e medidas para mobilizar e orientar os jovens no ensino médio dos perigos da obesidade na adolescência e conseqüentemente na vida adulta mostrando que o controle da obesidade deve ter início nos primeiros meses de vida, pois é nessa época que os hábitos alimentares vão se formando. Um exemplo muito pertinente dado foi separar as refeições de outras atividades, como ficar na frente do computador ou da televisão, para isso partir de princípios como estimular atividades físicas. Foram mostrados na forma de slides os tipos de alimentos saudáveis para serem consumidos pelos alunos além de mostrar a eles como melhor combinar esses alimentos em cada refeição, utilizando também alimentos que foi pedido aos alunos que levassem para a sala de aula.

2. 2. RESULTADOS
Após a realização de uma apresentação em slides para os alunos de 1° e 2° ano do ensino médio da E. E. Profª Sebastiana Braga, explicitando sobre os males de uma alimentação desordenada, sem qualidade e deficiente em nutrientes associados a um estilo de vida sedentário, podendo causar sérios problemas á saúde como a obesidade, que como entre outras conseqüências afetam também o rendimento escolar dos jovens. Os alunos se mostraram bastante interessados, e houve uma significativa participação. Foi realizado um questionário com as turmas, e os resultados apontavam que mais de 70% dos alunos não se alimentam de forma correta, outros 60% não tem acompanhamento em casa e pelo menos 45% não tem incentivo, e um número assustador foi de 95% ou mais dos alunos não tem informação sobre uma alimentação saudável.


3. CONCLUSÃO
Portanto, controlar os hábitos alimentares, os impulsos de comer e tirar esses jovens da zona de conforto e do sedentarismo não é tarefa fácil, o aumento alarmante da obesidade durante a infância e a adolescência exige intervenções imediatas para prevenir o aumento subseqüente do risco dessa doença e ainda do déficit de atenção e interesse escolar. O meio mais propício para facilitar a superação dessas diferenças é a Educação. Ensinar demanda criatividade, arte para atender ás necessidades e peculiaridades individuais, que vão desde o estabelecimento da intensidade e carga de exercícios, até o conhecimento corporal, item decisivo da aprendizagem no processo de emagrecer. A educação é o meio eficaz para que o aluno/paciente pense e entenda sobre sua atuação na atividade física, sabendo conduzir conscientemente o exercício e, sobretudo, incorporar o significado da atividade corporal em sua vida.














4. REFERÊNCIAS
BOARIM, Daniel de Sá Freire, 1963. Manual Prática de Tratamentos Naturais, Vol. 1 / Daniel de Sá Freire Boarim. ? 1ª Ed. / São Paulo: Edições vida Plena, 1998.
CUPPARI, L. nutrição clínica no adulto. 2ª Ed. Barueri, SP: Manole, 2005. Fonte: http//www.drashirleydecampos.com.br/notícias/11213. Publicado por: Drª Shirley de Campos.
CUNHA, L. A. Educação e desenvolvimento social no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1977.
COSTA, Eric. Dieta na infância pode influenciar desenvolvimento escolar, aponta estudo. 2008. Disponível em: http://www.tudoagora.com.br/noticia/5520/Dieta-na-infancia-pode-influenciardesenvolvimento-escolar-aponta-estudo.html Acesso: 15 nov. 2010.
FALCÃO, Alba de Andrade. Alimentar a criança: O desafio do dia-a-dia / Alba de Andrade Falcão, Lieselote Hoeschl Ornellas, Maria da Luz Fernandes Perim. ? São Paulo: Atheneu Editora Saõ Paulo, 1996.
LANCHA Junior, Antônio Hebert. Obesidade: Uma abordagem multidisciplinar/ Antônio Hebert Lancha Jr. ? Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
MAHAN, L.K.; Scott-Stump, S. Krause alimentos, nutrição e dietoterapia. 11ª Ed. São Paulo: Roca, 2005.
COLLARES, Cecília, MOYSÉS, Maria A. Educação, saúde e formação da cidadania na
Escola. Educação e Sociedade: São Paulo, n.32, p.73-87, abr. 1989.
NASSER LD. Importância da nutrição, da infância á adolescência. In. Fagiolo D, Nasser LD. Educação nutricional na infância e na adolescência. SP: RCN. Ed; 2006, p. 31-41. A.M.B Menezes foi a coordenadora geral do estudo. Todos os autores revisaram e aprovaram a versão final do artigo citado.
OBESIDADE INFANTIL E DO ADOLESCENTE, Dra. Sarah Baccarini Cunha Endocrinologista Pediátrica do Hospital São Camilo. Hospital Infantil São Camilo.
Av. Silviano Brandão, 1600 - Tel. (31) 3489.6000 - Site: http://hospitalinfantilsaocamilo.com.br/noticias_016.html
SILVA, Sandra M. Chemin da Silva. Tratado de alimentação, nutrição e Dietoterapia/ Sandra Maria Chemin Seabra da Silva, Joana D? Arc Pereira Mura. ? São Paulo: Roca, 2007.
SILVA, S.M.C.S da,.Mura, J.D.P. Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia. 1ª ed. São Paulo: Rocca, 2007.
SILVA ACA. Comportamento alimentar de adolescentes em uma escola pública de Niterói, RJ [dissertação de mestrado]. RJ: Instituto de Nutrição Josué de Castro da UFRJ; 2009.
VIUNISKI, Nataniel. Obesidade infantil: Um guia prático. ? Rio de Janeiro: EPUB, 1999. Fonte: http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttex&pid=S0021- 75572007000200010
1. STETTLER N. Comment: Theglobal epidemic of childhood obesity: is there a role for the paediatrician Obes Ver. 2004; 5 suppl 1:1-3.
2. WORLD HELTH ORGASIZATION - WHO. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Report of the WHO Consultation on Obesity. Geneva: WHO; 1998.
3. MONTEIRO CA, Mondini L, Medeiros SAL, Popkin BM. The nutrition transition in Brasil. Eur J Clin Nutr. 1995; 49: 105-13.
Fonte: http//oqueeutenho.uol.com.br/portal/2010/05/11obesidade-um-problema-que-atinge-varios-aspectos-do-indivíduo.
MENEGAZ, Alexandre: Educador físico e pesquisador ligado ao programa de atendimento ao obeso (PRATO) do Instituto de Psiquiatria (IPQ) do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).
OBESIDADE INFANTIL E DO ADOLESCENTE, Dra. Sarah Baccarini Cunha Endocrinologista Pediátrica do Hospital São Camilo. Hospital Infantil São Camilo.
Av. Silviano Brandão, 1600 - Tel. (31) 3489.6000 - E-mail: faleconosco@hospitalinfantilsaocamilo.com.br.
Site: http://hospitalinfantilsaocamilo.com.br/noticias_016.html

 
Avalie este artigo:
1 voto(s)
 
Revisado por Editor do Webartigos.com


Talvez você goste destes artigos também