EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRIMEIRA FASE DO ENSINO FUNDAMENTAL (4º E 5º ANOS) DA ESCOLA ESTADUAL FEL...
 
EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRIMEIRA FASE DO ENSINO FUNDAMENTAL (4º E 5º ANOS) DA ESCOLA ESTADUAL FELISMINA ? CAMPOS BELOS / GOIÁS: UTOPIA OU REALIDADE
 


ANA GIZELLE DA SILVA

anagizelles@yahoo.com.br

A vida é a maior floração do processo de evolução. As sociedades modernas por causa do consumismo ameaçam o sistema da vida, dai a urgência de uma ética da vida. Boff (1999).

Resumo

Esta é uma proposta teórico metodológica de como investigar o processo ensino/aprendizagem da Educação Ambiental (EA), nas séries finais da 1ª fase (4º e 5º anos) do Ensino Fundamental, da Escola Estadual Felismina  Campos Belos/GO. O presente artigo está subdividido em quatro etapas: Introdução (que contempla o objetivo do pré-projeto e a área de estudo); Uma breve viagem à retórica que nos faz caminhar na ciência e na EA (que discute os conceitos referentes à EA); O caminho a percorrer para se chegar ao "tesouro da educação" e ao resultado da pesquisa (apresenta a proposta metodológica da pesquisa) e por último, uma visão mais humanista e crítica sobre a educação e o mundo (onde dialogo com os autores).

Introdução

Esse artigo é fruto das discussões da disciplina Tópicos em Educação Ambiental, ministrada pela Profª Dra Sandra de Fátima, no Programa de Mestrado da UFG/CAC e do referencial teórico metodológico do pré-projeto de pesquisa em andamento. O qual tem como objetivo analisar o processo de ensino/aprendizagem da Educação Ambiental (EA), nas séries finais da 1ª fase do Ensino Fundamental (4º e 5º anos), da Escola Estadual Felismina  Campos Belos/GO, através do tripé: formação dos professores, abordagens dos livros didáticos de Geografia e Ciências em relação às questões ambientais e e percepção ambiental dos professores e estudante.

Minha pesquisa será desenvolvida na referida escola situada à Rua Nossa Senhora da Conceição s/n -Setor Aeroporto  Campos Belos  GO, envolvendo estudantes e professores das séries iniciais do Ensino Fundamental. Entrevistarei também os acadêmicos do último ano do Curso de Pedagogia da UEG de Campos Belos.

Campos Belos está localizada no Norte Goiano, distante da capital. Possui uma população de aproximadamente 19.000 habitantes, com um índice de 18% de analfabetismo.

A cidade com fronteira interestadual é considerada um pólo comercial regional, favorecida pela sua posição geográfica entre o Sudeste do Tocantins e o Norte da Bahia. É atendida pela UEG que oferece os cursos de Letras, Pedagogia, Tecnologia Agropecuária e Gestão Pública e pela UFT sediada a 20 km no município de Arraias  TO.

Vale ressaltar, que a instituição escolhida para a pesquisa difere muito pouco das demais do Estado, ou melhor, do país. E que, possui as mesmas deficiências, carências e acertos das escolas públicas nacionais.

Como afirma Leonardi (1996),

Os fatores que comprometem a continuidade das praticas de Educação Ambiental mais freqüente são antigos conhecidos nas políticas publicas: descontinuidade administrativa; falta de recursos financeiros; numero insuficiente de recursos humanos para atuar na atividade; despreparo dos professores; alta rotatividade dos professores das escolas públicas; interferências políticas.

Consciente dessa realidade e da relevância da pesquisa no processo de educação para verificação de falhas e acertos, no que tange a EA, torna-se necessário uma visão mais humanista da escola e do mundo. Para Boff (1999) A ética necessária atualmente é do cuidado, da compaixão e da responsabilidade que somente é efetiva se tiver como fonte de inspiração uma visão espiritual do mundo.

Uma breve viagem à retórica que nos faz caminhar na ciência e na EA

Somente para elucidar o subtítulo, citarei o significado de retórica segundo Latour (2000): É o nome da disciplina que, durante milênios, estudou o modo como as pessoas são levadas a acreditar em algo e a comportar-se de determinadas maneiras, e ensinou a uns como persuadir os outros.

Desde a antiguidade, cientistas e gênios estudam, analisam, criam e quebram paradigmas, para explicarem a ciência, a vida humana, o Planeta Terra... Enfim, busca-se explicação para tudo.

De acordo com Kuhn (1998) os paradigmas são parte constitutiva da ciência. Para ele o homem que luta para resolver um problema definido pelo conhecimento e pela técnica existentes não se limita simplesmente a olhar à sua volta. Sabe o que quer alcançar; concebe seus instrumentos e dirige seus pensamentos de acordo com seus objetivos.

Como se formou o paradigma atual das questões ligadas ao meio ambiente? De acordo com Pelizzoli (2002) tem haver com as mudanças que ocorreram em relação à perspectiva de mundo, sistema de valores e a construção da civilização a partir do séc. XVII.

Num processo de evolução e (re)volução industrial, cientifica e social, os modelos de sociedade foram se transformando. Entrou-se na era do Paradigma Cartesiano  "Universo como máquina, do mecanicismo e do materialismo físico, compondo um grande reducionismo" (PELIZZOLI 2002).

A razão "Cartesiana" questionada ou não, ainda permanece nas entrelinhas das relações sociais e da construção de conhecimento. Chegou o tempo do neoliberalismo, onde a concorrência passou a ser natural, ou talvez, um mal necessário. Existe competição em tudo: Blocos Econômicos, Países, Multinacionais, Pequenas Empresas, Trabalhadores e em vários outros setores.

O motor do mundo globalizado é a competitividade. E para que esse motor não pare de funcionar, é alimentado pela "corrida" tecnológica. Chegar em primeiro lugar significa teoricamente ter a maior economia. Assim, trava uma incessante e "burra" disputa econômica em todas as escalas. "O Ter substituiu o Ser".

Sobre essa questão Pelizzoli (2002) diz o seguinte:

A crise atual é a crise da civilização hegemônica, crise do que se chama "nosso paradigma dominante", ou seja, dos modelos de conceber o mundo e de nos relacionarmos, baseados na dicotomia e problemas trazidos pela Revolução Cientifica e o progresso material capitalista.

Para Gonçalves (2006) o mercado se mostrou hábil para encontrar mecanismos de remunerar os investimentos de acordo com seus riscos potenciais, o mesmo não se dá com relação aos riscos ambientais. Esse autor ainda afirma que o processo de globalização traz em si mesmo a globalização da exploração da natureza com proveitos e rejeitos distribuídos desigualmente. O estrago ambiental já foi feito. O lucro obtido com esse estrago não foi dividido entre os povos do planeta, contrastam no mundo nações ricas com sociedade altamente consumista com nações pobres de miseráveis famintos.

Para Capra (1982),

A crise atual, portanto, não é apenas uma crise de indivíduos, governos ou instituições sociais; é uma transição de dimensões planetárias. Como indivíduos, como sociedade, como civilização e como ecossistema planetário, estamos chegando a um momento decisivo.

Numa sociedade consumista como a nossa, que caminha a passos largos na transformação de cidadãos em meros consumidores, não existem inocentes se há corrupção de valores, há também quem se deixa corromper.

O caminho a percorrer para se chegar ao "tesouro da educação" e ao resultado da pesquisa

Com o intento de superar visões reducionistas, que se manifestam na vertente ecológica preservacionista da EA e de inserir uma teoria pedagógica consistente, baseada na construção do conhecimento, na ação reflexiva e consciente para mudanças éticas de comportamento, é que optei pela pesquisa numa vertente construtivista. O trabalho que ora se apresenta tem um cunho qualitativo. Gonzáles Rey (2005) diz que a Epistemologia Qualitativa defende o caráter construtivo interpretativo do conhecimento, o que de fato implica compreender o conhecimento como produção e não como apropriação linear de uma realidade.

Sato & Santos (2003) afirma que:

O reconhecimento das pesquisas qualitativas ainda enfrenta um forte aparato positivista das instituições financiadoras e das tradições das ciências naturais. A pesquisa, compreendida em seu sentido mais amplo, é uma indagação que conduz ao argumento cuidadosamente elaborado, e está em incessante inquietação na busca do conhecimento. Ela inclui a revelação, a tradição, a lógica, a intuição, a observação, a ética e a paixão. Fundamentalmente no campo da EA, deve haver o compromisso do pacto social.

Ao iniciarmos uma pesquisa, temos a nítida consciência do referencial teórico metodológico. Mas no andamento da investigação podemos alterar os procedimentos dependendo da necessidade, portanto, sabemos de onde saímos, mas não sabemos aonde chegaremos. Pensando assim, é que momentaneamente, apresento o caminho que pretendo percorrer neste trabalho.

A Educação Ambiental formal que se dá através do ambiente escolar é extremamente relevante para formação da cidadania e a reformulação de valores éticos e morais, necessários para continuidade da vida no planeta.

Para Penteado (2000):

Compreender as questões ambientais para além de suas dimensões biológicas, químicas e físicas, enquanto questões sócio-políticas exigem a formação de uma consciência ambiental e a preparação para o pleno exercício da cidadania, fundamentadas no conhecimento das Ciências Humanas.

Ratificando a idéia da autora, vale ressaltar que ninguém dá o que não tem, ou seja, é salutar a formação dos professores, para que esses munidos de conhecimento e argumentos consigam suscitar nos alunos ainda crianças o despertar de uma consciência ambiental holística.

Segundo Sato & Santos (2003),

A EA deu um salto quanti e qualitativo no cenário nacional. Embora a maioria ainda compreenda que "ambiente" seja sinônimo de "natureza", esta visão tem sido modificada ao longo dos anos, dando lugar à uma percepção mais crítica, com elementos culturais e naturais, conferindo uma preocupação social adequada na dimensão ambiental.

Fundamentada na natureza e dimensões da pesquisa em Educação Ambiental, serão utilizados recortes temáticos em diferentes saberes como a representação do meio ambiente e da própria EA. Serão empregadas como modalidades o diagnóstico, as revisões bibliográficas e a pesquisa participante.

De acordo com Barros & Lehfeld (2007) a realidade é um todo contínuo, complexo e dinâmico. Toda pesquisa parte da observação da realidade e deve retornar a ela para aplicar e testar seus resultados ou para delimitar novos fenômenos para o estudo. Ainda segundo os autores citados nesse parágrafo, o método deve ser visto como uma orientação, uma indicação de caminho e não como um roteiro formal forçado que conduz a resultados automáticos.

Os instrumentos de pesquisa serão: questionários (que possibilitam abranger maior número de pessoas, garante o anonimato e maior liberdade nas respostas) e entrevista (onde há oportunidade de obter dados relevantes e mais precisos sobre o objeto de estudo). Também será utilizado o diário de campo que é o registro de fatos verificados através de observações. Serão valorizados os processos de intervenção como a sensibilização, afetividade, contemplação, interatividade e interação nostálgica.

A aplicação técnica-metodológica visa à possibilidade de contextualizar a realidade de forma interativa e completa. Desse modo, destacam-se as situações a serem estudadas na pesquisa: Em um primeiro momento farei análise documental (bibliográficas, reportagens, internet, PCNs e outros) e estudo sobre a Educação Ambiental e a Agenda 21 Nacional, o que permitirá fundamentação teórica para o desenvolvimento do trabalho.

Lakatos & Marconi (2007) acreditam que a observação ou pesquisa participante consiste na participação real do pesquisador com a comunidade ou grupo. Ele se incorpora ao grupo, confunde-se com ele. Fica tão próximo quanto um membro do grupo que está estudando e participa das atividades normais deles.

Como optei por uma pesquisa participante para a verificação de acontecimentos e práticas pedagógicas interativas no processo estudado, me evolverei nas atividades da escola, juntamente com profess@res e estudantes. No decorrer do processo farei a análise dos livros didáticos de geografia e ciências do 4º e 5º anos.

Na seqüência, realizarei uma pesquisa de campo através de um desenho representativo do Meio Ambiente com os estudantes da escola pesquisada (Questionário 1 ), em seguida, para a averiguação da representação do meio ambiente d@s profess@res será aplicado um questionário com questões abertas (questionário 2) e por último, será realizado uma pesquisa através de um questionário investigativo em relação ao conhecimento sobre o Meio Ambiente com @s alun@s formand@s do curso de pedagogia da UEG de Campos Belos (Questionário 3).

Por fim, farei a interpretação dos resultados através de gráficos e relatórios referentes ao processo de ensino-aprendizagem relacionado à EA e a estruturação de um texto qualitativo.

Uma visão mais humanista e crítica sobre a educação e o mundo

Quando se fala em visão humanista do mundo, me remeto imediatamente ao que escreveu Leonardo Boff (2002):

De saída devemos renunciar a qualquer arrogância ou pretensão de privilégio ou de domínio. Não assistimos ao nascimento do universo. Ela não é a Terra para nós. Nós somos para a Terra. Ela não é fruto de nosso desejo. Nem precisou de nós para produzir sua imensa complexidade e biodiversidade. Nós somos resultado de processos cósmicos e planetários anteriores ao nosso aparecimento. Somos os últimos a chegar. Entramos em cena quando já haviam transcorrido 99, 98% da história do universo.

Fica aqui um chamamento a reflexão sobre as discussões a cerca das questões ambientais e das responsabilidades atribuídas a cada um. Que seja a ética a espinha dorsal do relacionamento humano.

Para Dias (2004):

Reconhecemos que estamos imersos numa era de imprevisibilidades, em meio a uma transição muito turbulenta, e precisamos estar preparados para o que vai ocorrer nos próximos anos. Reconhecemos que estamos diante de um sistema cada vez mais limitado para responder os anseios das sociedades, e que vivenciamos as diversas crises humanas  ambientais, sociais, econômicas... - que são meros sintomas de uma crise ambiental mais profunda, cuja as raízes se encontram na perda e aquisição de novos valores humanos e na carência de ética.

Ganhamos com a aquisição tecnológica, que em muito facilitou nossas atividades diárias, perdemos em qualidade de vida. As empresas ganharam na produtividade e o trabalhador perdeu seu emprego. Percebemos assim, que a globalização é uma faca de dois gumes, que está a poucos centímetros do nosso pescoço.

Valores são questionados, autores surgem com novas abordagens e a ética ambiental é aclamada para fazer parte dessa nova realidade.

Barcellos (2008) diz que:

A EA como uma exigência da pós-modernidade, está baseada na busca de metodologias de trabalho que privilegiem a construção de conhecimento com base na solidariedade, na tolerância, na paz e em um conhecimento prudente de si, para si, e que tenha como horizonte a construção de um mundo social e ecologicamente mais justo.

Gonçalves (2006) considerou todo esse processo como "ecologismo ingênuo - a mídia manipula sabiamente nos convidando a cuidar do lixo nosso de cada dia". Esse autor acredita que o período atual da globalização neoliberal, difere dos períodos que o antecede pela especificidade do desafio ambiental. E que esse desafio que enfrentamos é efeito de nossas contraditórias e assimétricas ações anteriores

Porém existe no discurso atual da globalização um "quê" completamente paradoxal, pois, nunca se falou tanto em questões ambientais como nos últimos 30 anos e nunca a destruição da natureza foi tão devastadora.

Durante muito tempo, aprendemos que natureza era o verde e que precisávamos defender a fauna e a flora. Rapidamente, esse discurso mudou, dormimos assistindo a destruição ambiental como expectadores e acordamos fazendo parte do meio ambiente. Sobre esse assunto (BERNA 2007) diz o seguinte: Os ecologistas dedicaram muito mais "a defesa de animais e plantas que aos problemas da espécie humana. Ajudaram a associar ecologia ao meio ambiente natural, onde vivem as plantas e os animais, deixando de fora o meio ambiente urbano/rural, onde vivem os seres humanos. Complementando a idéia do autor vale acrescentar uma citação do mesmo, que enfatiza seu pensamento dizendo que a atual relação de nossa espécie com a natureza reflete bastante o atual estágio de desenvolvimento das relações humanas entre nós próprios. Vivemos sendo explorados, aprendemos a explorar

A práxis de Paulo Freire identifica duas dimensões (ação e reflexão), que são análogas às duas esferas do desenvolvimento (necessidade e limitação) (SATO 2003).

Quando Paulo Freire escreveu sobre a pedagogia libertadora e humanista, estava se referindo a educação holística, onde automaticamente, incluí a ambiental. Assim sendo, se realmente existisse uma educação humanista e libertadora, não teria necessidade de se ter cunhado o termo Educação Ambiental.

Para a pedagoga Naná Mininni (2001) a palavra Educação Ambiental deveria ceder espaço para expressão educação, que integraria por si só toda a proposta educacional e ambiental.

Essa questão é muito salutar, entretanto, o processo educativo formal, se perdeu no seu objetivo, ou seja, não conseguiu acompanhar todo o desenvolvimento tecnológico e social. A educação está no ápice da desordem, @s profess@res se sentem perdidos, sem direção. O ensino não pode ser disciplinar, vista a necessidade de mudança, mas também, não existem profissionais aptos a trabalhar com a transdisciplinaridade, por que ainda não houve formação adequada de quem ensina.

Barcellos (2008) diz que:

A EA como uma exigência da pós-modernidade, está baseada na busca de metodologias de trabalho que privilegiem a construção de conhecimento com base na solidariedade, na tolerância, na paz e em um conhecimento prudente de si, para si, e que tenha como horizonte a construção de um mundo social e ecologicamente mais justo.

Caminhamos para um momento em que não teremos alternativas, ou repensamos toda a nossa conduta, ou sucumbiremos junto a todos os seres vivos. Quando falo "nós" estou incluindo todos sem distinção: educação formal, poder público, grandes empresas, sociedade civil, países ricos e pobres e outros.

Considerações finais

Fica evidente, portanto, que a EA, como uma educação holística dos cidadãos, está enfrentando grandes desafios na tentativa de uma substancial transformação. Por ser a natureza tão complexa, é impossível que apenas uma ciência consiga explicar todas as suas especificidades. O que obriga profissionais de todas as áreas a trabalharem juntos, tornando a Educação Ambiental um tema transversal, como é tratada pelos PCNs.

Assim sendo, o papel d@ profess@r como motivad@r, é fomentar idéias e ações concretas, através da sua prática pedagógica, da sua conduta, das suas produções e do seu procedimento.

Ressalta-se que o Estado tem papel primordial nesta tarefa árdua de melhoria da qualidade do ensino e da aplicabilidade das leis, que ora se encontra como receita de bolo, que ainda não foi feito. É dever da iniciativa pública e privada a abordagem sistêmica das questões ambientais, conseqüentemente, preparar os cidadãos para o novo paradigma ético e responsável que a humanidade precisa ter diante da sua casa/terra. A educação formal é fundamental nesse processo e a EA sem formas mágicas ou mirabolantes, se faz mister na nova forma de relação entre ser humano x meio ambiente x ser humano, considerando aqui, todos os seres vivos como frutos de uma mesma árvore: o cosmos.

Referência Bibliográfica

BARCELOS, Valdo. Educação Ambiental: Sobre princípios, metodologias e atitudes. RJ: Vozes, 2008.

BARROS & LEHFELD, Fundamentos de Metodologia Científica. SP: Pearson Prentice Hall, 2007.

BOFF, Leonardo. "Identidade e complexidade". In: CASTRO, Gustavo e outros (Orgs.). Ensaios de complexidade. 3. Ed., Porto Alegre: Sulina, 2002. BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano  compaixão pela terra. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999. _________. Tempo de transcendência: o ser humano como um projeto infinito. Rio de Janeiro: Sextante, 2000. _________. Ethos Mundial: um consenso mínimo entre os humanos. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.

BOLZAN, Dóris. Formação de professores  compartilhando e reconstruindo conhecimentos. Porto Alegre: Ed. Mediação, 2002.

BURSZTYN, Marcel. Ciência, Ética e Sustentabilidade  desafios ao novo século. 3ª Ed. SP: Cortez, 2002.

CAPRA, fritjot, O Ponto de Mutação. SP: Ed. Cultrix, 1982.

CARVALHO, Isabel C. de Moura. Educação Ambiental: a formação do sujeito ecológico. 3ª ed. SP: Cortez, 2008.

CAVALCANTI, Clóvis (org). Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Políticas Públicas. 3ª Ed. SP: Cortez, 2001.

CONFERÊNCIA das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Agenda 21. Brasília: Senado Federal, 1997.

DEMO, Pedro. Educar pela Pesquisa. Campinas: Autores Associados, 1996.

DIAS, Genebaldo Freire. Ecopercepção: um resumo didático dos desafios socioambientais. SP: Gaia, 2004.

____.Atividades Interdisciplinares de Educação Ambiental.3ª Ed. SP: Global,1997.

____.Educação Ambiental  princípios e práticas. 9ª ed. SP: Gaia, 2004.

EDUCAÇÃO: Teoria e Prática - vol. 9, nº 16, jan.-jun.-2001 e nº 17, jul-dez  2001.

GONÇALVES, Carlos W. Porto. Os (des)caminhos do meio ambiente. SP: Ed. Contexto, 2005.

_____________.A Globalização da Natureza e a Natureza da Globalização. RJ: Civilização Brasileira, 2006.

GONZÁLES REY, Fernando. Pesquisa Qualitativa e Subjetividade  Os processos de construção da informação. SP: Pioneira Thomson Learning, 2005.

GUIMARÃES, Mauro. A Dimensão Ambiental na Educação. 6ª ed. SP: Papirus. 2005.

_____________.A Formação de Educadores Ambientais. 3ª ed. SP: Papirus, 2007.

KUHN, Thomas S. A Estrutura das Revoluções Cientificas. SP: Ed. Perspectiva S.A. 5ª Ed. 1998.

LAKATOS & MARCONI. Fundamentos da metodologia cientifica. SP: Editora Atlas, 2007.

LATOUR, Bruno. Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade a fora. SP: Ed. UNESP, 2000.

LEFF, Henrrique. Saber Ambiental. 6ª ed. RJ: Vozes, 2008.

MEDINA, Naná Mininni e SANTOS, Elizabeth da Conceição. Educação Ambiental: uma metodologia participativa de formação. 2ª ed. RJ: Vozes, 2001.

MORIN, Edgar. Ciência e Consciência. São Paulo: Bertrand Brasil, 1996.

_______, A cabeça bem-feita  repensar a reforma reformar o pensamento. RJ: Bertrand Brasil, 2004.

PELIZZOLI, M.L. Correntes da Ética Ambiental. 2ª ed. RJ: Vozes, 2004.

PENTEADO, Heloísa Dupas. Meio Ambiente e formação de professores. 3ª Ed. SP: Cortez, 2000.

PORTILHO, Fátima. Sustentabilidade ambiental, consumo e cidadania. SP: Cortez, 2005

RUSCHEINSK, Aloísio e colaboradores. Educação Ambiental: Abordagens Múltiplas. Porto Alegre: Artmed, 2002.

SATO, M. e SANTOS, J.E. Um breve itinerário pela educação ambiental.

SATO, M. e SANTOS, J. E. A Contribuição da EA à Esperança de Pandora. 2º ed. São Carlos: Rima, 2003.

SATO, Michèle; SANTOS, José Eduardo. Tendências nas pesquisas em educação ambiental. In NOAL, F.; BARCELOS, V. (Orgs.) Educação ambiental e cidadania: cenários brasileiros. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2003.

VASCONCELLOS, M. das M. N. Educação Ambiental: ponte entre diferentes áreas de conhecimento. Dissertação de Mestrado. PUC/RJ. 1994.

VEIGA  NETO, Alfredo. Interdisciplinaridade: uma moda que está de volta? Paixão de Aprender, Porto Alegre, nº 8, Novembro, 1994.

VIOLA, Eduardo J. Meio Ambiente, Desenvolvimento e Cidadania: desafios para as Ciências Sociais. 3ª Ed. SP: Cortez, 2001.

 
Avalie este artigo:
 
Revisado por Editor do Webartigos.com


Leia outros artigos de Ana Gizelle Da Silva
Talvez você goste destes artigos também
Sobre este autor(a)
SOU LICENCIADA E BACHAREL EM GEOGRAFIA PELA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIAS. FIZ ESPECIALIZAÇÃO EM METODOLOGIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA NA FACULDADE SÃO LUIS JABOTICABAL - SP. O TEMA DA MINHA MONOGRAFIA FOI EDUCAÇÃO AMBIENTAL. SOU PROFESSORA DOS ESTADOS DO TOCANTINS E GOIÁS. HOJE FAÇO MESTRADO PELA UFG...
Membro desde julho de 2009
Facebook
Informativo Webartigos.com
Receba novidades do webartigos.com em seu
e-mail. Cadastre-se abaixo:
Nome:
E-mail: