Doença Sexualmente Transmissível (DST) na Terceira Idade: Educação em saúde realizada por Enfer...
 
Doença Sexualmente Transmissível (DST) na Terceira Idade: Educação em saúde realizada por Enfermeiros de UBS e UBSF
 


DOS ANJOS, Adriana
VASTI, Edimar Ernesto Goulart
CASTRO ,Rosane Belo Carvalho de

Resumo: O presente estudo trata do discurso dos enfermeiros de UBS e UBSF acerca das orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis na terceira idade. Os objetivos desse estudo são analisar as ações educativas dos enfermeiros de UBS e UBSF acerca das doenças sexualmente transmissíveis no grupo da terceira idade; identificar as orientações sobre DST realizadas pelos enfermeiros de UBS e USF e analisar a aceitação das orientações sobre as DST realizados pelos enfermeiros ao grupo da terceira idade. Trata-se de um estudo qualitativo, de natureza descritiva e exploratória. O cenário de pesquisa foram UBS e UBSF no município de Volta Redondo (RJ). Os sujeitos da pesquisa foram 40 enfermeiros que atuam em UBS e UBSF O instrumento para coleta de dados foi um questionário com três perguntas abertas, e o período para coleta de dados foi de abril a maio de 2010. Após a coleta de dados, os questionários foram analisados e as resposta foram agrupadas por categorias.

Descritores: educação para saúde, saúde do idoso, DST, ESF









I-INTRODUÇÃO


Atualmente os indivíduos da terceira idade estão tendo uma perspectiva de vida melhor e estão assumindo papeis importantes na sociedade. Com isso a atividade sexual tornou-se mais ativa, porém a falta de informação e participação pode levar as pessoas da terceira idade a contraírem as doenças sexualmente transmissíveis (DST) comprometendo a saúde. O envelhecimento como um processo natural, deve ser bem compreendido principalmente numa época, em que nosso país apresenta aumento crescente da população de idosos.
A sexualidade na velhice é um tema comumente negligenciado pela medicina, pouco conhecido e menos entendido pela sociedade, pelos próprios idosos e pelos profissionais da saúde. 1
Os profissionais de saúde prestam assistências ao ser humano desde o nascimento até a morte. E devem investir cada vez mais em estratégias educacionais na saúde do idoso para que estes tenham uma qualidade de vida melhor. Por isso as pessoas da terceira idade necessitam de informações acerca de métodos preventivos, que vão lhes proporcionar segurança em relação a sexualidade .
Este estudo apresenta como objeto o discurso dos enfermeiros de UBS e UBSF acerca das orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis na terceira idade.
A idéia de desenvolver a pesquisa surgiu a partir de experiências vivenciadas em sala de aula na Disciplina de Atenção à Saúde do Adulto e Idoso, no qual o tema foi apresentado em mesa redonda e debates. Enquanto acadêmicos de enfermagem houve a interesse em ampliar nossos conhecimentos acerca da temática para que possamos enquanto enfermeiros atuar com segurança e qualidade nas orientações sobre DST na terceira idade, levando os mesmos a terem mudanças de comportamento.
A crença da sociedade em que o amadurecer da idade e a diminuição da atividade sexual estejam ligados, tem sido responsável pela pouca atenção dada a prevenção da DST na terceira idade.
As campanhas de prevenção e educação relacionadas à AIDS devem atingir todas as faixas etárias, inclusive a terceira idade, acabando com a imagem de um envelhecimento sem relações sexuais, fazendo com que a terceira idade seja inserida nestas campanhas. ²
As infecções sexualmente transmissíveis encontram-se entre as causas mais comuns de doença no mundo, e são desconhecidas pela maioria da população idosa. ³

Existe uma grande preocupação dos órgãos governamentais nas campanhas de prevenção a DSTs, porém estas são mais focadas a população jovem, onde ainda não há foco na terceira idade. Evidenciando assim a alta incidência de DSTs nessa população.

A preocupação com o papel do idoso é relativamente recente em nossa sociedade, entretanto podemos observar uma drástica modificação ao longo do tempo de como estas pessoas são inseridas no contexto social. Um problema comum é o pensamento de que a velhice afeta somente uma parte da população e de que "os velhos se configuram como uma categoria independente do resto da sociedade, separados como grupo com características próprias" e que "A velhice separa mais os idosos do resto dos concidadãos do que outros atributos cronológicos ou sociais" 4

O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade. 5

A acepção do termo "velho" como variante de "incapaz e limitado" acaba por refletir em toda a sociedade, excluindo os idosos das mais diversas tarefas cotidianas. Baseado no estatuto do idoso, temos como objetivo a inclusão do idoso na sociedade, proporcionando a melhora da alto estima.
Entende-se por educação em saúde quaisquer combinações de experiências de aprendizagem delineadas com vistas a facilitar ações voluntárias conducentes à saúde. 6.
A educação em saúde constitui um conjunto de saberes e práticas orientados para a prevenção de doenças e promoção da saúde. 7


A Educação em Saúde contribui para o melhora da qualidade de vida de uma comunidade, levando os mesmos a uma mudança de hábitos que vão refletir positivamente na saúde e nos resultados epidemiológicos populacional. É um recurso em que o conhecimento cientificamente produzido no campo da saúde é intermediado pelos profissionais de saúde e atinge a vida cotidiana das pessoas, uma vez que a compreensão dos pacientes no processo saúde-doença oferece subsídios para a adoção de novos hábitos e condutas de saúde.


Na década de 1990 tem início a implementação da estratégia do Programa Saúde da Família (PSF) que, no contexto da política de saúde brasileira, deveria contribuir para a construção e consolidação do SUS. Tendo em sua base os pressupostos do SUS, a estratégia do PSF traz no centro de sua proposta a expectativa relativa à reorientação do modelo assistencial a partir da atenção básica. 8

O desenvolvimento de um novo modelo assistencial baseado nos princípios do PSF não implica um retrocesso quanto à incorporação de tecnologias avançadas, conforme a compreensão inicial de que o PSF corresponderia a uma medicina simplificada destinada para os pobres; antes disso, tal proposta demanda a reorganização dos conteúdos dos saberes e práticas de saúde, de forma que estes reflitam os pressupostos do SUS no fazer cotidiano dos profissionais. 9

A Estratégia Saúde da Família é um modelo de atendimento assistencial, reorientando o sistema de saúde a partir da atenção básica, criando e mantendo equipes de saúde com vários profissionais que tem como base de trabalho as unidades de saúde.



A temática poderia abordar as formas de transmissão e tratamentos das DSTs em indivíduos da terceira idade; dar voz aos indivíduos da terceira idade acerca de conhecimentos sobre DSTs; entretanto optou-se por realizar o estudo acerca do discurso dos Enfermeiros de UBS e UBSF quanto as orientações em saúde sobre DST ao grupo da terceira idade.
Diante do exposto, surgem como questões a investigar do estudo:
- Quais as orientações para educação em saúde sobre DST ao grupo da terceira idade?
- De que forma essas orientações para educação em saúde realizadas pelos enfermeiros de UBS e UBSF?
- Qual a participação do grupo da terceira idade e há aceitação quanto as orientações sobre DST?
Frente a essas indagações, com o intuito de encontrar resposta, traçamos como objetivos:
- analisar as ações educativas dos enfermeiros de UBS e UBSF acerca das doenças sexualmente transmissíveis no grupo da terceira idade;
- identificar as orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis feitas pelos enfermeiros de UBS e UBSF no grupo da terceira idade;
- analisar a aceitação das orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis realizadas pelos enfermeiros ao grupo da terceira idade.
Esperamos com este estudo contribuir para a redução dos casos de DST no grupo da terceira idade, através de informações e despertando o interesse e participação do grupo, ampliar os conhecimentos e atuações do enfermeiro de UBS e UBSF para contribuir numa melhor estratégia para a educação em saúde sobre DSTs no grupo da terceira idade, no ensino, esse estudo oferecerá conhecimentos científicos aos acadêmicos de enfermagem, oferecendo subsídios para outras pesquisa.
Desta forma, emerge como questão problema do estudo:
- Será que existem orientações para educação em saúde ao grupo da terceira idade sobre DST realizadas por enfermeiros de UBS e UBSF?

II- METODOLOGIA
Trata-se de uma pesquisa descritivas de abordagem qualitativa de natureza descritiva e exploratória que busca compreender a educação para saúde realizada por enfermeiros de UBS e UBSF acerca das DST na terceira idade.
O método descritivo foi adotado para demonstrar as orientações realizadas por enfermeiros de UBS e UBSF.
Trata-se do estudo e da descrição das características, propriedades ou relações existentes na comunidade, grupo, ou realidade pesquisada. Os estudos descritivos, assim como os exploratórios favorecem na pesquisa mais ampla e completa, as tarefas da formulação clara do problema e da hipótese como tentativa de solução. 10
As pesquisas descritivas caracterizam-se freqüentemente como estudos que procuram determinar status, opiniões ou projeções futuras nas respostas obtidas. A sua valorização está baseada na premissa que os problemas podem ser resolvidos e as práticas podem ser melhoradas através de descrição e análise de observações objetivas e diretas. As técnicas utilizadas para a obtenção de informações são bastante diversas, destacando-se os questionários, as entrevistas e as observações. 11

A pesquisa qualitativa foi escolhida pela necessidade de investigar e compreender o discurso dos enfermeiros de UBS e UBSF e pela impossibilidade de mensuração e quantificação dos resultados, e realizar uma analise subjetiva.
A pesquisa qualitativa surge diante da impossibilidade de investigar e compreender por meio de dados estatísticos alguns fenômenos voltados para percepção, à intuição e a subjetividade. Está direcionada para a investigação dos significados das relações humanas, onde suas ações são influenciadas pelas emoções e/ou sentimentos aflorados diante das situações vivenciadas no dia -a- dia. 12

As pesquisas qualitativas envolvem a observação intensiva e de longo tempo num ambiente natural, o registro preciso e detalhado do que acontece no ambiente, a interpretação e analise de dado sutilizando descrições e narrativas. Elas podem ser etnográficas, naturalistas, interpretativas, fenomenológica, pesquisa - participante e pesquisa de ação 13


O cenário de pesquisa foram UBS e UBSF do distrito sanitário norte e sul do município de Volta Redonda (RJ) onde essas unidades têm como profissionais o clínico geral, pediatra, enfermeiros, técnico e auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de saúde, Constituíram como sujeitos da pesquisa 40 enfermeiros que atuam nestas unidades.
São oferecidos nessas unidades: Inalações; Injeções; Curativos; Vacinas; Distribuição de medicamentos; Distribuição de contraceptivos (pílula, diu, etc.); Teste de gravidez; Teste do pezinho (coleta de sangue); Grupos de: hipertensos, diabéticos, planejamento familiar, Papanicolau e havendo necessidade, o paciente será agendado aos Serviços mais complexos;Teste da orelhinha.
Estratégia Saúde da Família (ESF) tem como enfoque assistencial a atenção integral, sendo a família o centro das ações. Tem inicio com o cadastramento das famílias da região. A partir desse cadastro, a equipe pode conhecer os moradores pelo nome, idade, escolaridade e saber se possuem alguma doença ou situação de risco para sua saúde.
Os membros das famílias têm direito a atendimento nas unidades onde são cadastrados: Unidades de Saúde da Família; Centros Integrados de Saúde - CIS; Centros de Promoção à Saúde. São organizados grupos de apoio e visitas domiciliares realizadas por médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Considera a promoção, prevenção, tratamento e reabilitação em saúde à partir das necessidades de saúde da população.
Tem por objetivo levar a população à busca da consciência crítica para a solução dos próprios problemas de saúde.
Nas Unidades de Saúde da Família são desenvolvidos todos os Programas já implantados na Secretaria Municipal de Saúde e a Linha do Cuidado da Criança e da Mulher é desenvolvida nos Centros Integrados de Saúde.
Os sujeitos da pesquisa foram 40 enfermeiros que atuam em UBS e UBSF. Foram excluídos os técnicos e auxiliares de enfermagem que atuam nas referidas unidades. Os participantes foram esclarecidos sobre os objetivos do estudo e após a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido(anexo1), fora realizado a pesquisa.
Seguindo as normas da resolução 196/96 sobre os aspectos éticos em pesquisa, e após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria Municipal de saúde de volta Redonda começou o período para coleta de dados que foi de abril a maio de 2010.
O instrumento para coleta de dados foi um questionário (apêndice 1), estruturado com 3 perguntas abertas onde foi preenchido no local de trabalho dos entrevistados.
A pesquisa não envolveu riscos para os sujeitos, sendo os mesmos questionados acerca da educação para saúde realizada por enfermeiros sobre DST ao grupo da terceira idade. Foram garantidos o sigilo das informações coletadas e o anonimato dos informantes, na apresentação os nomes dos participantes não serão citados sendo assim não trará riscos aos mesmos seguindo as normas da resolução 196/96 sobre os aspectos éticos em pesquisa. a pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria Municipal de saúde de Volta Redonda. O período para coleta de dados foi de abril a maio de 2010.
Após a coleta de dados os questionários foram analisados e as resposta foram agrupadas em categorias.
"Questionário é um conjunto de questões, sistematicamente articuladas que se destinam a levantar informações escritas por partes dos sujeitos pesquisados com vistas a conhecer a opinião dos mesmos sobre os assuntos de estudo". 14

III - ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

Os dados foram submetidos a analise e após examinarmos o discurso dos enfermeiros de UBS e UBSF acerca da educação para saúde sobre DST ao grupo da terceira idade e após leituras sucessivas dos depoimentos, as dadas perguntas foram agrupados em categorias.
Evidenciamos que 96.6% dos depoentes são do sexo feminino e 3,3 do sexo masculino e que 63,3% destes atuam em UBS e UBSF de 1 a 6 anos e 36,7% com período maior que 6 anos; 73,3% possuem especialização com maior foco em saúde da família e 26,7% não possuem especialização.
"O estudo é um procedimento de pesquisa importante para o processo de aprendizagem porque permite ampliar o conhecimento da realidade física, social e cultural." 15
A qualificação profissional dando enfoque a especialização é importante na carreira do enfermeiro, onde adquiri conhecimentos científicos, tornando-o capacitado para o desenvolvimento de suas atribuições para assistir a população.
Na primeira pergunta referente a existência de orientações para a educação em saúde sobre DSTs e de que forma elas são realizadas, observamos que 73,3% dos enfermeiros responderam que existe educação para saúde em relação às DSTs para o grupo da terceira idade nas unidades e só 26,7% responderam que ainda não existe porém mostraram motivação e interesse em adotar esse programa em sua unidades. Emergindo as seguintes categorias:
Categoria 1: Consulta de Enfermagem
Verificamos que os enfermeiros adotam a consulta de enfermagem para realizar educação em saúde.
"as orientações são feitas durante as consultas, na hora do preventivo." Dep13
"são feitas individualmente nas consultas de rotina (...) Dep15
"Nas consultas ginecológicas e nos grupos de mulheres" Dep. 8



A assistência sistematizada de enfermagem nos permite identificar os problemas dos idosos de maneira individualizada, planejar, executar e avaliar o atendimento a cada situação.Para tanto, direcionando a assistência para nível ambulatorial, a consulta de enfermagem é uma atividade que atende a estas questões aqui colocadas, por meio da qual a enfermeira assume a responsabilidade quanto a ação de enfermagem a ser determinada frente aos problemas detectados e estabelece a sua intervenção. 16

Na consulta ocorre uma interação entre o profissional enfermeiro e o cliente, com objetivo de promover a saúde, de prevenir doença se limitação do dano. Para que esta atividade alcance seu objetivo fim, torna-se necessário que ocorra eficazmente a interação, através do desenvolvimento da habilidade refinada de comunicação, para o exercício da escuta e da ação dialógica. Assim sendo, a consulta de enfermagem ao idoso é um pleno desenvolvimento desta habilidade que por suas características necessita de uma maior escuta e atenção. 17

Na consulta de enfermagem, o enfermeiro passa a conhecer o cliente e a sua família, através do histórico e do exame físico completo, favorecendo ao vinculo afetivo e trazendo benefícios para a promoção da saúde. O enfermeiro (a) tem um grande papel no tratamento do paciente uma boa consulta de enfermagem auxilia o processo de reabilitação que vise o auto cuidado.
Categoria 2: Orientações por Palestras
"(...) de forma dinâmica, que envolvam os participantes do grupo."Dep.4
"(...) No grupo de terceira idade do bairro com palestras e reuniões". Dep.5
"Utilizamos a metodologia de problematizarão para levá-los a refletir sobre o tema "Dep. 23

A realização de atividades ministradas por pessoas preparadas e de debates constantes, em espaços comunitários e em meios de comunicação, muito contribuem para a modificação da realidade social. 19
A execução de palestras diretamente na comunidade tem mostrado ser uma ação satisfatória, uma vez que possibilita a chegada direta do conhecimento às pessoas bem como minimiza o custo de deslocamento das pessoas, as quais são caracterizadas pela falta de acesso aos bens culturais (informação, educação) bem como aos bens materiais (recursos financeiros).20



O enfermeiro (a) que realiza ações educativas tem como objetivos a prevenção dos agravantes para a saúde, tornando o cliente habilitado para o auto cuidado e para a busca de orientações sempre que necessário.

Categoria 3: Recurso Visual


"...Através de cartazes e palestras..."Dep.26
"...Através de materiais ilustrativos..."Dep.1
"...Se dá através de orientação verbal e folders...Dep.16







Recursos visuais (RV) são importantes pontos
de apoio numa apresentação, tanto para a audiência
quanto para o apresentador. No primeiro caso, permitem
aos integrantes da audiência organizar o material
apresentado verbalmente pelo apresentador e seguir
a trilha proposta.21

Milhares de agentes de desenvolvimento em todo o mundo poderiam usar pôsteres e outros recursos visuais. No entanto, há muita falta de recursos visuais simples sobre saúde e desenvolvimento.22


Usar de recursos visuais irá facilitar muito em comunidades onde as pessoas são analfabetas, as figuras podem se tornar instrumentos educacionais muito eficazes assim possibilitando do cliente entender a mensagem a ser passada .

A segunda pergunta está relacionada a participação e a aceitação do grupo da terceira idade á educação para saúde sobre DST onde constatou que 92% dos idosos aceitam muito bem e participam dessas orientações.enquanto 8% dos idosos participam pouco por causa da timidez e resistência. Emergindo como categorias:
Categoria 1: Resistência a Mudança


"Ficam um pouco constrangidos,mas são resistentes às prevenções"Dep.30
"O grupo participa pouco ,pois existe resistência ao assunto"Dep.13
"Os idosos ainda demonstra bastante resistência em relação aos meios de prevenção.Dep.16


Resistência a Mudanças como o comportamento que pretende proteger o indivíduo dos efeitos de uma modificação real ou imaginária. 23

Mudanças são necessárias e de fundamental importância para o processo evolutivo, na busca de se conseguir melhorias em todas ou em partes do evento, ou projeto.24




A resistência é um problema que será enfrentado por quem quer que realize mudanças. Embora seja um comportamento estranho e inesperado, tem causas que podem ser compreendidas pelo fato de ser novo.

Categoria 2: Participação



"Muito boa, são aceitas com interesse e atenção" Dep.5
"Aceitação é muito boa. é um grupo participativo e que adere as informações..."Dep.23
"O grupo é participativo, são bem interessados" Dep.14



Com a participação pode ser aprendida e aperfeiçoada pela prática e reflexão. A qualidade se eleva quando as pessoas aprendem a conhecer sua realidade, a refletir, a superar contradições reais ou aparentes, a identificar premissas subjacentes, a antecipar conseqüências, a entender novos significados das palavras, a distinguir efeitos e causas. 25



A participação social está relacionada com a influência e a participação nos espaços e nas organizações da comunidade e da sociedade, tendo relação com a vida associativa e sócio-comunitária.26




A participação é importante para o aprendizado das pessoas de qualquer idade, basta querer aprender, receber estímulos e ter motivação, pois participando é adquirido conhecimento que pode transformar em ampliação das possibilidades de acesso das classes mais populares aos serviços de saúde.








REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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23-MORGAN, John S. Administração da Mudança: As Estratégias para Tirar Proveito da Mudança. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1976.
24-www.plugbr.net

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Revisado por Editor do Webartigos.com


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