Diretrizes estratégicas para transferência de tecnologia
 
Diretrizes estratégicas para transferência de tecnologia
 



Diretrizes Estratégicas para Transferência de Tecnologia: o caso da Embrapa


Guarany Carlos Gomes Agrônomo. Ph. D em Economia de Recursos e Alimentos.
Introdução

Nesse artigo, extraído de publicações desenvolvidas por Atrasas & Gomes (2003) e Gomes & Atrasas (2005), entre outras, abordam-se os diferentes posicionamentos ocorridos no processo de transferência de tecnologia na Embrapa para as empresas ligadas aos diversos diferentes segmentos da agropecuária.
A Embrapa é uma das instituições de ciência e tecnologia mais reconhecidas nos país pelo desenvolvimento de pesquisas aplicadas no campo da agropecuária.

Entretanto, a aplicação de novas tecnologias de produção e de práticas modernas de gestão empresarial não ocorre
em intensidade igual no espaço território brasileiro. Está fortemente relacionada à condição social, à educação, ao acesso dos produtores ao crédito, à aversão ao risco e às peculiaridades do mercado.
Desse modo, o tempo que decorre entre a geração, a transferência e a adoção de novas tecnologias pelos interessados na sua utilização é consideravelmente longo.
Além disso, o processo de transferência de tecnologia consome tempo e exige alto grau de eficiência na coordenação.
O maior dos desafios reside na complexidade e necessidade de aplicação de vultosos recursos financeiros para a transferência de tecnologias (Gomes & Atrasas, 2005).


Nesse trabalho apresentam-se a visão, os objetivos e as estratégias de transferência de tecnologias, mencionando-se diversas mudanças de abordagem desde a criação da empresa, em 1972.


Ações iniciais

Entre 1974 e 1988, a Embrapa colocou-se como uma instituição voltada principalmente para a pesquisa aplicada (Embrapa, 2003).


No período de 1973 até o final da década de 70, as ações de difusão de tecnologia foram muito intensas. Nessa época formularam-se "pacotes tecnológicos" elaborados de modo conjunto por pesquisadores, agentes de extensão rural e produtores (Embrapa, 2003).
Esses pacotes consistiam em tecnologias melhoradas desenvolvidas a partir da tecnologia existente. Na sua elaboração consideravam-se os produtos prioritários, a diversidade dos solos, as condições climáticas, o "status" do ambiente socioeconômico e os diferentes estratos de produtores.

O sistema de planejamento preconizado envolvia pesquisadores, técnicos, administradores e usuários em esforço permanente de revisão/consolidação/revisão de objetivos e metas (Souza & Trigueiro, 1989).

A Empresa inicialmente focava a sua missão no desenvolvimento da agropecuária tendo, como principais beneficiários, os produtores rurais e os consumidores.
Dado o estágio de desenvolvimento da agricultura brasileira, naquela época, a maior parte das tecnologias disponibilizadas pela pesquisa produzia impactos economicamente significativos para os produtores.

Essas foram as primeiras ações da Empresa com o objetivo de promover a produtividade da agropecuária (Souza, 1987).


O Modelo Circular

No Modelo Circular de Programação, instituído em 1979, foram estabelecidas orientações de planejamento, normas e procedimentos para alcançar maior eficiência no processo de geração e adoção de tecnologia. Essas competências foram delegadas ás Unidades de Pesquisa que coordenavam os respectivos Planos Operativos (Souza & Trigueiro, 1989).

A Embrapa propunha o desenvolvimento de ações sistemáticas e dinâmicas em articulação com os sistemas federais e estaduais de pesquisa, órgãos de assistência técnica, de extensão rural e produtores. A divulgação de resultados efetivava-se por meio da organização de eventos como dias de campo, unidades de demonstração, encontros, seminários e outros. Atenção crescente foi dispensada à mídia moderna por meio de programas televisivos, edição de revistas de comunicação técnica e científica, divulgação de informação por meio de jornais e revistas especializadas e por outros meios de comunicação social.

A filosofia aceita para a tomada de decisões era a de que a pesquisa começava e terminava no setor produtivo rural (Souza & Trigueiro, 1989).

Mediante a identificação de problemas dos produtores a Empresa oferecia respectivas soluções pela disponibilização de novas tecnologias.
A difusão de tecnologia mantinha como pressupostos a interação entre pesquisadores, agentes de extensão, produtores e órgãos de política agrícola, tendo em vista maior agilidade no processo de geração, difusão e adoção de tecnologia.

Os conhecimentos, bens e serviços, ainda que relacionados com a pesquisa biológica, eram entendidos como bens públicos, isentos de proteção intelectual.

"Transferência de tecnologia" nessa época caracterizava a apropriação de uma tecnologia de um país por outro (Embrapa, 2003) ou de uma empresa por outra. Mesmo envolvendo a venda de produtos e serviços tecnológicos e/ou a captação de recursos junto aos órgãos de financiamento de pesquisa, essas atividades não tinham a conotação de "negócio".


Fortalecimento da difusão de tecnologia

O I Plano Diretor da Empresa, com vigência entre 1988 e 1992, teve como objetivo a implementação de sistemas gerenciais modernos e a definição de uma postura institucional capaz de alavancar o desenvolvimento econômico (Embrapa, 1998).

A Embrapa assumiu a formulação de bases técnicas para, junto com os demais agentes econômicos, imprimir competitividade à produção agrícola e agroindustrial (Flores, 1990).
A Empresa pretendia obter maior integração com o SIBRATER, apoio ao desenvolvimento regional, ampliação e fortalecimento da difusão de tecnologia e integração com o setor privado.
Nesse plano propunha-se um sistema de integração intensa com a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural - EMBRATER, empresas privadas de assistência técnica, de produção de insumos e de transformação de produtos agropecuários para intensificar as ações de transferência de tecnologias.

Foram propostas, enfaticamente, ações de venda de produtos tecnológicos e ações de prestação de serviços nos mercados internos e externos a fim de que a Empresa alcançasse alguma autonomia administrativa e financeira (Souza & Trigueiro, 1989). Foram então estabelecidas estruturas direcionadas à comercialização de tecnologias.

Em 1990 ocorreu a extinção da EMBRATER acarretando o enfraquecimento do Sistema Brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural ? SIBRATER.
Ocorrida à extinção do SIBRATER, contínuas dificuldades foram impostas à extensão rural e às empresas estaduais de pesquisa em diversos Estados da Federação. Muitas dessas empresas foram extintas, transformadas ou fundidas como instituições de "pesquisa e extensão" (Embrapa, 2003).

A coordenação das unidades remanescentes do sistema foi, inicialmente, delegada à Embrapa.
Todavia, as demandas dos diferentes segmentos de produtores, escassez de recursos públicos e diversos outros desafios, tornaram necessário o estabelecimento de novas prioridades para a utilização racional dos recursos institucionais (Flores, 1990).

O comprometimento com essas intenções foi oficializado com o lançamento da edição preliminar do II Plano Diretor em 1992 e, em 1994, a versão que passou a determinar as ações da Empresa até o ano de 1998.


Novo modelo de transferência


Mudanças nos paradigmas internacionais de desenvolvimento, com repercussões no ambiente interno, determinaram a decisão de se estabelecer nova estrutura institucional e efetivar mudanças estratégicas para o desenvolvimento (Embrapa, 1994). Esses fatos determinaram as exigências do II Plano Diretor.
O sistema foi reformulado e adaptado às condições vigentes, planejado estrategicamente em conformidade com o cenário presente e os cenários futuros e padrões tecnológicos centrados na demanda. Isso exigia quantidade, qualidade, diversificação e sustentabilidade em novas decisões tecnológicas.

Em 1993 institui-se o Sistema Embrapa de Planejamento - SEP, com enfoque em P&D.
Conhecimentos, tecnologia e a sua transformação em produtos e serviços.

O processo incorporava as demandas dos usuários, clientes e beneficiários, seleção dos problemas prioritários, geração de novas idéias, avaliação de propostas, testes desempenho e a incorporação das soluções nos sistemas de produção agropecuária e agroindustrial.

As ações de transferência e adoção de tecnologias, serviços e produtos e a geração de informação sobre o desempenho desses processos passaram a ser vistas como parte inerente do processo de P&D, constituindo uma de suas etapas.

As diretrizes estratégicas estabeleciam a necessidade de cooperação e parceria com os órgãos integrantes do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária - SNPA e a integração entre o SNPA e unidades remanescentes do SIBRATER.

A Direção enfatizava o trabalho em equipes, projetos multidisciplinares, parceria interinstitucional e gestão administrativa pautada nos princípios de qualidade total. (Embrapa, 1994).

Ficou explicita a intenção de promover e agilizar a transferência mediante a promoção de marketing das informações visando reduzir o tempo entre a geração, transferência e a adoção de tecnologias (Embrapa, 1994).
As ações para transferência e adoção (difusão, licenciamento, alienação e venda), deveriam ser objetivamente conceituadas.

As atividades relativas à informação e a transferência de tecnologia foram ampliadas para produzir uma base técnica modernizante da estrutura produtiva com ênfase na otimização do uso de fatores de produção, aumento da renda, redução de riscos e a conquista de novos mercados.

O sistema enfatizava a participação, em regime cooperativo, de pesquisadores, agentes de extensão rural, especialistas de marketing, sociólogos, economistas, usuários e clientes em conformidade com as etapas de produção de tecnologias, validação, transferência ou comercialização (Embrapa, 1993) (Embrapa, 2003).
Empresa visava à ampliação e a diversificação das fontes de financiamento para obtenção de receitas próprias pela captação de recursos junto ao setor privado e a venda de tecnologias, serviços e produtos (Embrapa, 1994).


Promoveram-se também a capacitação de técnicos e produtores em transferência de tecnologia bem como a atualização sobre as tecnologias produzidas pela Empresa.

O enfoque em negócios

Em 1998, com o propósito de alinhar a Empresa estrategicamente em relação ao período 1999-2003, a Embrapa lançou o seu III Plano Diretor (Embrapa, 1998b).

A nova missão da empresa referenciava o desenvolvimento sustentável do agronegócio, em benefício da sociedade, por meio da geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologias.

As diretrizes estratégicas de P&D e transferência de tecnologia passaram a apoiar-se no conceito de negócios. Ocorreu então o fortalecimento da comunicação empresarial com o intuito de estimular o relacionamento com os clientes interno e externos. Referiam-se a uma política de administração focada em qualidade e marketing-entendido como um processo de relacionamento orientado "pelas visões e necessidades da sociedade" (Embrapa, 1998b).

O processo de transferência de tecnologia passou a enfatizar uma concepção ampla, realçando a complementaridade de papéis entre pesquisadores, produtores, extensionistas, bem como agências de governo, agronegócio (agricultura, pecuária e agroindústria), associações civis e diversas outras instituições.
Foram estabelecidas estratégias de transferência de conhecimentos e tecnologias, inclusive comercialização com o intuito de ampliar a arrecadação de recursos econômico-financeiros (Embrapa, 1998).

Essas intenções e iniciativas foram normatizadas e oficializadas na Empresa mediante diretrizes estabelecidas na publicação "Política de Negócios Tecnológicos", divulgada pela Empresa em 1998.

Enfatizou-se a comercialização, por venda ou cessão de direitos e a criação de oportunidades de negócio envolvendo sementes e outros insumos agropecuários, protótipos de máquinas, equipamentos e instrumentos, processos agro industriais, produtos de informática, serviços técnicos e de comunicação e outros.

A Empresa pretendia institucionalizar e intensificar novos mecanismos de transferência, facilitando o acesso à informação tecnológica pelo estimulo a interação entre equipes de pesquisa, agentes de assistência técnica e os usuários. Existia a expectativa de transito rápido entre bases de dados e usuários e pronta utilização da informação a ser disponibilizada mediante redes de computadores Os canais de televisão, ao lado da informática, constituiriam outro instrumento da comunicação.
Foi prevista a criação de facilidades para que as unidades de pesquisa promovessem a transferência de tecnologia mediante o desenvolvimento de empresas por processos de incubação.

Ocorreu nessa época a iniciativa pioneira do projeto TTENTAR- Transferência de Tecnologia através de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas (Ligocki et al, 1998), com a intenção de viabilizar empresas de base tecnológica agropecuária, conforme previsto nesse Plano Diretor. Contudo o projeto sofreu paralisação, vindo a ser reinicializado em 2001 mediante o desenvolvimento do "Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Novas Empresas de Base Tecnológica e à Transferência de Tecnologia" (Proeta).
Os fundamentos desse programa encontram se em trabalhos publicados pela Empresa.

A partir de 2004, em consonância com uma visão de futuro e em conformidade com modificações do cenário mundial ocorreu a necessidade de aumentar o crescimento do agronegócio, agricultura familiar e maior aproveitamento do espaço rural brasileiro, surgiram novas exigências para a ciência, pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.
Ocorrido longo período de estagnação, cresceu no país a demanda por modelos de desenvolvimento econômico com inclusão social.
Em face das mencionadas mudanças de cenário procedeu-seu a atualização do III Plano Diretor.






Estratégias inovadoras

As mais significativas diretrizes para transferência de tecnologia estabelecidas no IV Plano Diretor (EMBRAPA, 2004) enfatizavam a necessidade de uma visão estratégica inovadora para a transferência de conhecimentos e tecnologias.

Essas diretrizes foram colocadas como marcos para a transferência de tecnologia, implementada por projetos estruturantes, integrativos e sistêmicos (Gomes $ Atrasas, 2005).

As ações prioritárias procuravam:

? Estabelecimento de estratégias inovadoras para transferência e comunicação.

? Dinamização da transferência mediante processos de incubação de empresas e a viabilização de novos negócios.

? Apoio ao desenvolvimento de empresas de base tecnológica com vistas à viabilização de produtos inovadores para o agronegócio.

? Incentivar e participar da formação e reciclagem profissional e capacitar pessoal interno e externo em transferência de tecnologia.

? Fortalecimento do serviço de proteção intelectual e com vistas ao delineamento de estratégias para comercialização de novos produtos tecnológicos.

? Ênfase na estruturação de equipes, núcleos temáticos, redes sociais e outros arranjos direcionados á agricultura
familiar.

? Estabelecimento e dinamização de redes integrando os centros de pesquisa com organizações estaduais (OEPAS), universidades, cooperativas, organizações não governamentais (ONGs) e instituições públicas e privadas de P&D.

? Incentivo à estruturação de equipes, núcleos temáticos, redes integrativas e outros arranjos multi- institucionais de articulação.

A partir de 2004, foram estabelecidas e implementadas metodologias de trabalho em redes de transferência de tecnologia. Essas redes tinham o objetivo de, em consonância com as diversas linhas de pesquisa e métodos tradicionais de transferência, aumentar a eficiência do processo.

A construção e a dinamização de redes de transferência seriam organizadas pela empresa mediante a ação interativa entre suas unidades de pesquisa, as organizações estaduais e outras instituições públicas e privadas.
As estratégias para o alcance dessas realizações incluíam o desenvolvimento de metodologias e a reciclagem profissional em tecnologias agropecuárias aplicadas ao agronegócio. Estratégias específicas para a agricultura familiar incluíam métodos, veículos de comunicação apropriados às condições e interesse dos produtores.

Os procedimentos seriam revistos de modo contemplar tecnologias de comunicação emergentes e buscar o atendimento às demandas da sociedade, com a divulgação rápida e apropriada dos resultados.
Ocorreu o fortalecimento das políticas de propriedade intelectual e comercialização de produtos tecnológicos da empresa desenvolvendo, com intensidade maior, o processo de incubação de empresas de base tecnológica.

Conclusões

A transferência de tecnologias produzidas pela empresa mostrou-se eficiente para atingir o objetivo de aumentar a produção e a produtividade da agropecuária brasileira. É fato indiscutível que produziu impactos significativos no agronegócio e na agricultura familiar, proporcionando ao país uma posição de vanguarda na produção de alimentos e matérias primas para abastecimento interno e exportação.

O estabelecimento de empresas de base tecnológica, percebidas como receptoras tecnologias de produção para novos empreendedores, em parceria com incubadoras de empresas, consolidou-se e ganhou credibilidade como um novo instrumento de transferência, continuando as atividades desenvolvidas pelo Proeta.

Atualmente essas atividades estão sendo desenvolvidas em um projeto de consolidação, gestão e operacionalização da "Rede Embrapa de Incubação de Empresas de Base Tecnológica Agropecuária", conduzido pelas unidades de pesquisa da Embrapa em regime de cooperação com mais de 40 incubadoras parceiras.

Diversas redes de transferência de tecnologia estão sendo formatadas e exercitadas para estabelecer uma ampla interação entre a pesquisa, assistência técnica, produtores rurais e outros segmentos das cadeias produtivas. Dessa maneira os resultados chegam mais rapidamente ao campo e retroalimentam a pesquisa. Os projetos, dentre outros, abrangem as culturas de soja, milho, trigo e algodão e outras.
Essas atividades e outras de transferência de tecnologia e comunicação, hoje em dia, estão integradas a um programa específico denominado Macro Programa 4.

No campo da Agroenergia formatam-se plataformas voltadas para o desenvolvimento e transferência de tecnologias de produção para etanol e biodiesel (Embrapa, 2011).

O processo de transferência de tecnologia, até então voltado para ações direcionadas ao desenvolvimento da agropecuária brasileira incorporou o conceito definido como a "apropriação de uma tecnologia de um país por outro ou de uma empresa por outra" (Embrapa, 2003).
Portanto, conforme a estratégia de buscar uma atuação internacional da empresa, em suporte ao desenvolvimento da agricultura brasileira e à transferência de tecnologia prevista V Plano Diretor (Embrapa, 2008).

Seguindo esse princípio a empresa passou a atuar no processo de transferência de tecnologia ao exterior, fundamentada na demanda e no cumprimento de uma agenda política pautada pela determinação de alavancar a agropecuária na África e na América Latina.

Na América Latina forma iniciadas, desde 2008, as atividades da Embrapa Venezuela com o objetivo de facilitar a cooperação técnica e a transferência de tecnologia para a América Central, Caribe e norte da América do Sul. Essas atividades foram estabelecidas mediante acordo com o Instituto Nacional de Investigações Agrícolas da Venezuela (INIA) e com outras instituições.

Na África, mediante o apoio dos centros de pesquisa da empresa, a Embrapa desenvolve ações de transferência de tecnologia em Gana, em Moçambique, no Mali, e no Senegal.

As atuações em parceria com a Venezuela e com a África não beneficiam somente os parceiros. A esses países, cujo setor industrial é incipiente, interessa a compra de máquinas e equipamentos produzidos no Brasil (NOTÌCIAS AGRÌCOLAS, 2010).

A Embrapa Américas, instalada no Panamá em 2010, após acordo com o governo desse país, atua em pesquisa e desenvolvimento, transferência de tecnologia e negócios tecnológicos no Panamá e em El Salvador.
O Escritório da Embrapa no Panamá atende à solicitação de assessoramento na melhoria genética animais e melhorias na pesquisa agropecuária para ter melhor qualidade de sementes.

O acordo abrange a execução de projetos conjuntos em agricultura, pecuária, uso de tecnologia em pequena escala e de recursos naturais para ampliar a base de conhecimentos para o desenvolvimento sustentável da agricultura. O Panamá oferece à empresa brasileira condições que permitem o estabelecimento de linhas de pesquisa para a produção de energia derivada de bicombustíveis e o desenvolvimento de alimentos fortificados (ADMINISTRADORES, 2010).

Desde 1998, mediante ações de cooperação, a Embrapa, participa de pesquisas avançadas em laboratórios virtuais nos Estados Unidos.
Esses laboratórios virtuais hoje existem em três países da Europa e na Coréia do Sul. Diversos pesquisadores da empresa participam de pesquisas de ponta nesses países, promovendo o intercâmbio de conhecimento, na prospecção de demandas emergentes e na aprendizagem de novas técnicas  (NOTÍCIAS AGRÍCOLAS, 2010). 

O exercício de  qualquer das atividades integrantes do  projeto social da Embrapa, fora do território nacional, foi regulamentado a partir da publicação da Lei 12383 de março de 2011.

Referências

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