Diferenças e Conceitos de Flexibilidade e Alongamento
 
Diferenças e Conceitos de Flexibilidade e Alongamento
 


Conceitos e diferenças entre alongamento e flexibilidade:

Para Dantas (2005, p.95) as diferenças e definições entre alongamento e flexionamento são: o alongamento é a forma de trabalho que visa à manutenção dos níveis de flexibilidade obtidos e a realização dos movimentos de amplitude normal com o mínimo de restrição física possível e flexionamento é a forma de trabalho que visa obter uma melhora na flexibilidade através da viabilização de amplitudes de arcos de movimentos articular superiores as originais, ou seja, o alongamento visa a realização dos movimentos com mais eficácia e com menor gasto energético, ao passo que o flexionamento visa conseguir maiores arcos articulares de movimentos.

Segundo Achour Júnior (1996) existem quatro tipos de alongamentos que são:

- Alongamento Estático: move  se o membro lentamente, mantendo  se o segmento muscular determinado pela tensão muscular logo acima da amplitude do movimento habitual.

- Alongamento Passivo: é feito com a ajuda de forças externas (aparelhos, companheiros), em um estado de relaxamento da musculatura a ser alongada.

- Alongamento Ativo: é determinado pelo maior alcance do movimento voluntario, utilizando  se a força dos músculos agonistas e o relaxamento dos antagonistas.

- Alongamento Balístico: o alongamento balístico utiliza  se vários esforços musculares ativos insistidos, na tentativa de maior alcance do movimento. Para o autor, em relação à saúde, o alongamento estático é o mais indicado nos ambientes escolares e empresariais, pois o excesso de tensão muscular aumenta a pressão sanguínea e desperdiça energia mecânica, diminuindo a produtividade no trabalho, no qual os exercícios de alongamentos são utilizados para diminuir o estresse muscular.

Para Dantas (2005), o alongamento consiste em três tipos de ação:

- Estiramento: é a execução de um determinado movimento à custa da ação do antagonista, de outros grupos musculares ou da ação de terceiros. Equivale a um empreguiçamento amplo e completo.

- Suspensão: neste tipo de alongamento, não há movimento das articulações. Assim os ligamentos e os músculos que circundam as articulações são tracionados por meio da ação da gravidade.

- Soltura: consiste no balanceamento dos membros, que se realizados por outra pessoa, podem ser acompanhados de leve tração.

Segundo Dantas (1999; 1998), ao se observar o grau de flexibilidade de uma articulação, percebe  se que diversos fatores estarão concorrendo para isto, como:

- Mobilidade: no tocante ao grau de liberdade do movimento da articulação;

- Elasticidade: com referencia ao estiramento elástico dos componentes;

- Plasticidade: grau de deformação temporária que estruturas musculares e articulações devem sofrer, para possibilitar o movimento. Existe um grau residual de deformação que se mantém após cessada a força aplicada, conhecida como histeresis;

- Maleabilidade: modificações das tensões parciais da pele, fruto das acomodações necessárias no segmento considerado.

As aulas de alongamento nas academias cada vez mais aumentam seus adeptos, pois as pessoas procuram atividades físicas que proporcionem condicionamento, bem  estar, postura firme e ao mesmo tempo relaxamento (LIMA, 2003).

O trabalho que visa ao aumento da flexibilidade pode ser feito em três maneiras, segundo Dantas:

- Método ativo ou flexionamento dinâmico: consistem na realização de exercícios dinâmicos, que devido a inércia do segmento corporal, resultam num momento de natureza balística, provocando trabalho nas estruturas do movimento.

- Método passivo ou flexionamento estático: chega ao limite do arco articular forçando suavemente além desse limite e aguarda um tempo realizando um novo forçamento suave procurando alcançar maior arco de movimento possível.

- Método de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP): desenvolvido, inicialmente, com fins terapêuticos. Ele utiliza a influência recíproca entre o fuso muscular e o Órgão Tendinoso de Golgi de um músculo entre si e com os do músculo antagonista, para obter maiores amplitudes de movimento. Para o autor flexionamento estático é mais eficaz do que o método ativo, pois utiliza postura estática reduzindo a possibilidade de dano tecidual, apresenta um gasto energético menor e é capaz de reduzir e/ou prevenir a dor muscular residual. Existe muita polêmica sob qual método o processo de flexionamento é mais adequado ou mais eficaz. Mas, em vez de se preocupar com qual método é mais eficaz, a preocupação do profissional que treina a flexibilidade deve ser com a escolha da técnica mais adequada ao seu caso (DANTAS, 2005). Então, não é suficiente só fazer exercícios de alongamento, é preciso analisar como se faz e quais os momentos e meios de inserí  los nos objetivos propostos. Somente dessa forma, se consegue diminuir as ocorrências de lesões musculares, tão freqüentes nas situações de trabalho e no meio desportivo (ACHOUR JÚNIOR, 1998).

Cientistas e doutores em medicina esportiva tem afirmado que o exercício de alongamento diminui a incidência e a severidade das lesões articulares e músculo tendíneas, sendo assim, a flexibilidade vista como um dos meios mais eficientes para evitar lesões ( ELLIOTT; MESTER, 2000). Pensando nisso, é que as empresas vêm enfatizando um modelo de administração inteligente, onde funcionários saudáveis representam negócios saudáveis, com maiores lucros e retornos, desde que sejam aptas, criativas, motivadas e sadias (NASCIMENTO e MORAES, 2000).

Exercícios de alongamento bem orientados por profissionais de atividades físicas podem ser aplicados sem acompanhamento após aprendizagem da técnica, seja no lar, seja nos períodos de pausa durante o trabalho, no entanto, a presença e o acompanhamento profissional são fundamentais para o aperfeiçoamento dos exercícios. Sugere  se que realizem exercícios de alongamento pelo menos uma vez por dia. Entretanto, exercícios de alongamento com suavidade e pouco tempo de duração devem ser recomendados, várias vezes por dia para reduzir o estresse corporal e as tensões do trabalho (ELLIOTT; MESTER, 2000).

Programas de flexibilidade aplicados à população devem responder às necessidades de flexibilidade das pessoas de acordo com as exigências de trabalho e num índice considerado normal, mediante avaliação, pois não se participa de um programa de flexibilidade somente para aumentá  la, mas também para conservar os índices já existentes. Um programa de treinamento de flexibilidade pode resultar em relaxamento muscular; melhor aptidão corporal, simetria e postura, alívio de cãibras musculares, redução de risco de lesão ou de dores lombares e diminuição do estresse e da tensão (ALTER, 1999). Os exercícios devem ser analisados e ajustados periodicamente de acordo com o progresso. Com isto, garantimos uma prática segura dos exercícios, alcançando as necessidades, interesses, objetivos do individuo, buscando a continuidade, observando se ocorre dor ou desconforto ou alguma incidência de lesão (FERNANDES et al., 2005).

Para Achour Júnior (1999), exercícios de alongamento para as articulações dos dedos e punhos são fundamentais para garantir a independência dos movimentos e amenizar as tensões musculares, que prejudicam o fluxo sanguíneo normal. Alter (1999) cita que o programa de flexibilidade é um programa de aquecimento e desaquecimento, feito imediatamente antes e depois de uma atividade, para aumentar o desempenho e reduzir o risco de lesão na atividade. O programa de ginástica laboral permite essa regularidade, por ser uma atividade realizada, na maioria das vezes, diariamente, podendo ser optada por três vezes semanais.

Segundo Ramazzini (1992) isto se deve ao fato de que, para produzir vantagem mecânica, o músculo necessita de liberdade entre suas fibras e comprimento isométrico, livre de contraturas e retrações miofasciais. Os exercícios vêm permitindo uma melhora na flexibilidade do indivíduo, reduzindo o trofismo do músculo encurtado. Este efeito analgésico se dá devido a fatores intrínsecos, melhora da circulação local, maior relaxamento muscular e à extensibilidade aumentada do tecido de colágeno.

 Luíz Paulo Pereira Veronesi - veronejanes@hotmail.com

 
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Sobre este autor(a)
Pós-graduando em Musculação e Personal Trainer pela Escola Superior de Educação Física de Muzambinho (ESEFM). Graduado em Bacharel e Licenciatura pela Escola Superior de Educação Física de Muzambinho (ESEFM). Contato: veronejanes@hotmail.com
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