DÉFICIT DE ATENÇÃO: UM PROBLEMA DE APRENDIZAGEM
 
DÉFICIT DE ATENÇÃO: UM PROBLEMA DE APRENDIZAGEM
 


A aprendizagem é o ato ou efeito de tomar conhecimento, de tornar-se capaz de algo, graças a estudos, observação e experiências. Na busca de uma aprendizagem capaz de corresponder às expectativas de pais e professores e de uma resposta positiva a todos os estímulos feitos em sala de aula, o professor se depara com alguns estudantes que chamam sua atenção pelos traços revelados no seu comportamento: o estudante passa a impressão que vive no mundo da lua ou que não tem motivação para nada, outros, porém, mostram-se impacientes, falam muito, não conseguem ficar parados e sentados por muito tempo, podem ser líderes ou ainda rejeitados pelo grupo. A essas características comportamentais, os estudiosos (especialistas) chamam de "Déficit de Atenção" e como conseqüência pedagógica, este educando representa uma ineficiência que se reflete na dificuldade de organização e orientação, leitura deficiente com uma acentuada incapacidade para interpretar textos, falta de atenção para detalhes de formas e posições e falha no funcionamento produtivo das tarefas. O aluno com Déficit de Atenção não consegue render de acordo com a sua real capacidade, apresentando uma discrepância entre sua inteligência e sua produtividade acadêmica, seu desempenho está sempre aquém do seu verdadeiro potencial, gerando na criança auto-estima e auto-conceito pobre, fazendo-o sentir-se insuficiente e incapaz com um sentimento de fracasso. Com a pretensão de sanar e/ou minimizar o problema do Déficit, deve-se aprofundar uma investigação que forneça subsídios para auxiliar o trabalho complexo que se estende desde o processo de caracterização, historicidade, prevalência, etiologia e evolução até as implicações educacionais, propor estratégias capazes de promover uma adaptação do professor, seu método e estilo de ensinar, de forma a habilitá-lo a trabalhar de acordo com as necessidades da criança, sejam estas escolares, emocionais e/ou sociais e também fazer os encaminhamentos necessários às várias possibilidades de intervenção que pode envolver uma equipe multidisciplinar (psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos, médicos, pais, professores e a própria criança) cada profissional desenvolvendo seu papel com seu grau de importância. Os problemas de aprendizagem são os mais variados, porque o processo de aprendizagem resulta de estimulação que a criança recebe em seu lar e passa pelo decorrer da vida. A educação infantil depende muito do fator emocional em que a criança se encontra, pois em sala de aula muitas vezes ela retrata tudo o que está vivendo, seja uma simples distração na aula através de brincadeiras, ou um problema mais sério que envolva a sua vida, como por exemplo: separação dos pais; falta de carinho em casa; e/ou um novo irmãozinho que chegou; Enfim, cabe ao professor verificar o tipo de problema de aprendizagem que seu aluno está vivendo, ou seja, qual o motivo que está fazendo com que ele perca a atenção nas aulas, se distraia, retraia, ou seja, indiferente ao que está sendo vivenciado em sala de aula. Palavras-chaves: déficit de atenção; Aprendizagem, motivação, concentração.

INTRODUÇÃO

Nota-se que ter TDAH significa ser responsabilizado por coisas sobre as quais na verdade o sujeito envolvido não tem controle. Deste modo, o transtorno pode ocasionar dificuldades na manutenção de amizades, enfim, em seus relacionamentos afetivos. Neste ponto, quando as dificuldades de relacionamentos se tornam aflorados e significativas é necessário que se faça presente um psicoterapeuta, este pode ser um psicólogo ou psiquiatra, geralmente é um trabalho longo e aprofundado.

Em relação ao diagnóstico, é realizado através de uma entrevista clinica, com um, especialista, este, utiliza critérios definidos. Observa-se que a depressão e a ansiedade são tidos como alguns dos problemas enfrentados por quem possui o transtorno. Cada caso é particular, com suas singularidades, geralmente apresentam os mesmos sintomas, porém,  diferem no comportamento.

Deste modo, grande parte dos portadores, são pessoas que vivem trocando de interesses com freqüências, consequentemente, seus planos são sempre mudados, sentindo dificuldades em levar algum propósito a sério.

Neste contexto, vale ressaltar, o grau de importância da família, acredita-se que deve haver um dialogo franco estabelecendo normas de comportamentos e vendo a rotina familiar, pois é sempre favorável para a pessoa em questão.

Um segundo ponto é a Instituição Escolar, esta deve contar com profissionais capazes para lidar com a situação, a diversidade como todo. O trabalho do professor torna-se fundamental, estimulando constantemente a atenção do seu educando, criando oportunidades para que este possa desenvolver habilidades para fixar a concentração.

Em relação a turma, de preferência seria uma quantidade pequena de estudantes por sala, pois acredita-se que o trabalho do educador flui mais, em se tratando de educandos com TDAH. Ressalta-se ainda, a rotina em sala, esta tem grande valor, evitando-se mudanças em horários como também algumas regras de jogos na aula.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Déficit de Atenção é uma deficiência que deve ser diagnosticada para que o educando obtenha um melhor aprendizado sem ala de aula. Existem pessoas que passam pela fase, até mesmo na adolescência, sem ser diagnosticada. Só sendo observada na idade adulta. Passa pela vida escolar sendo "taxado" de mal comportado, desligado e/ou sem interesse e, nesse processo a pessoa passa de série em série, de professor para professor, sem ter o tratamento adequado e, o pior, sem saber que tem o problema, se considerando ou se rotulando como o pior aluno da sala, às vezes, da escola.

Assunção e Coelho (1999) defendem que:

 "[...] quando um educador respeita a dignidade do aluno e trata-o com compreensão e ajuda construtiva, ele desenvolve na criança a capacidade de procurar dentro de si mesma as respostas para os seus problemas, tornando-a responsável e, consequentemente, agente do seu próprio processo de aprendizagem".

Sabe-se que todo aprendizado começa pela família, sejam coisas simples, que a criança não tem interesse, ou coisas significativas. A criança é um ser sensível a tudo que vive, um ser em construção, sempre a procura de novos conhecimentos e descobertas.

Cada situação nova para o educando é um desafio, a partir desse momento cabe ao professor incentivá-la e motivá-la fazendo com que esta, forme uma imagem positiva de si mesma, pois, só assim, ela terá os subsídios de que necessita para passar por esta fase com segurança.

"Muitas das funções educacionais da família vêm sendo delegadas à escola, devido às alterações que ocorrem em nossa sociedade. O trabalho da mulher fora do lar, deixando a educação dos filhos bem antes dos 7 anos a cargo da escola, foi o fator decisivo de uma sobrecarga de responsabilidade para o professor" (ASSUNÇÃO E COELHO, 1999, p.210).

Em contrapartida, o professor também não consegue em um "passe de mágica" identificar os problemas de aprendizagem de seu educando, se previamente ele não obtiver os conhecimentos necessários, como os das áreas de psicologia e didática.

Segundo Piaget e Pohier (apud ASSUNÇÃO E COELHO, 1999): "[...] as crianças, do seu nascimento até os 7 anos a 11 anos, variando de criança a criança, dependendo do problema ela passa por comportamentos variados como; egocentrismo; indiferenciação; animismo; artificialismo; finalismo; imitação e afetividade auto-concentrada".

É necessário entender que o Déficit de Atenção é uma deficiência neurológica, frequentemente caracterizada por níveis de desatenção, impulsividade, hipertatividade social. Pode influenciar o comportamento de crianças e adultos, seu desempenho acadêmico, seu ajustamento social e emocional.

Para Hofacker (1999): "[...] entre os fatores que devemos considerar relevantes para os alunos, encontram-se a atenção e a concentração como a manutenção da atenção".

METODOLOGIA

Este artigo científico visou compreender o universo dos educandos que estão sofrendo com TDAH e, no entanto, algumas vezes, por falta de conhecimento científico, principalmente pelos familiares sobre o transtorno, são considerados incapazes ou preguiçosos.

 A pessoa com o transtorno possui características de distração, as impedindo de concentrar-se em projetos, que lhe foram solicitados. É importante que a escola tenha um direcionamento para trabalhar com estes sujeitos em questão.

Como embasamento teórico, o presente trabalho foi baseado em estudos científicos nas obras de Assunção e Coelho e Hofacker.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em relação ao tema exposto chega-se a verificar que todo mundo possui um pouco de desatenção, inquietude e impulsividade. Porém, quando os sintomas citados se apresentam em dose mínima e não afeta a vida do indivíduo, este desenvolve habilidades e capacidade intelectual que consegue dublar o TDAH em algumas situações do seu cotidiano.

É importante ressaltar o trabalho em equipe, sendo voltado para um só objetivo. Para tanto, se faz necessário que os profissionais envolvidos tenham a mesma compreensão sobre o problema, porém, se o grupo envolvido pensar diferente, só piora a situação da pessoa em questão.

REFERÊNCIAS

ASSUNÇÃO, Elisabete J.; COELHO, Maria Teresa.  Problema de aprendizagem. 12.ed. São Paulo: Ática, 1999. p. 232.

HOFACKER, Rosangela W.O. Déficit de atenção e a importante função de escutar. Revista Psicopedagogia. V. 18; n.48; São Paulo, 1999.

 
Avalie este artigo:
(3 de 5)
11 voto(s)
 
Revisado por Editor do Webartigos.com


Leia outros artigos de Valdirene Araújo Da Silva Souza
Talvez você goste destes artigos também
Sobre este autor(a)
Pós-graduada em Psicopedagogia e graduada em Pedagogia pela Faculdade de Ciências, Educação e Tecnologia de Garanhuns - FACETEG. Atua como professora de Educação Infantil em Instituição de Ensino de Rede Privada
Membro desde janeiro de 2009
Facebook
Informativo Webartigos.com
Receba novidades do webartigos.com em seu
e-mail. Cadastre-se abaixo:
Nome:
E-mail: