DEFICIÊNCIA NO ENSINO DA MATEMÀTICA: A importância dessa disciplina no cotidiano escolar
 
DEFICIÊNCIA NO ENSINO DA MATEMÀTICA: A importância dessa disciplina no cotidiano escolar
 


RESUMO

Estudo descritivo com abordagem qualitativa, realizado em uma escola pública da rede municipal de ensino na cidade do Barro - CE. Tendo como objetivo de analisar a visão do professor em relação às dificuldades de aprendizagem vivenciada pelos alunos do ensino fundamental II. Busca-se através da analise do discurso, explicitar como as dificuldades no ensino da matemática é compreendida pelos profissionais de educação, bem como sua aplicação no cotidiano escolar. Na tentativa de compreender o fenômeno da deficiência de aprendizagem matemática, foi realizado um estudo bibliográfico para dialogar com os resultados obtidos da coleta de dados, realizadas com os professores. Após observar cada resposta dos entrevistados, começou-se a questionar sobre o verdadeiro papel do ensino da matemática, e seu reflexo na vida dos alunos, pois da forma como vem sendo aplicada, esta deixa evidenciada um estigma que persiste em amedrontar nossos educandos. Dentro de nossa sociedade temos valores que alimenta nossos princípios de conduta, mas ao mesmo tempo tem-se essa mesma sociedade conduzindo a escola em busca de uma mão-de-obra barata, que transforme esses homens em sujeitos sem escolha, por trás da prova existe mesmo um interesse, e que este interesse, sem dúvida alguma está ligado aos setores sociais, políticos e econômicos. portanto ,este estudo pretende contribuir para as discussões acerca das dificuldades dos alunos no ensino da matemática,apontando propostas pedagógicas com vistas a novas perspectivas.esse processo não é possível de mensuração como não é a aprendizagem do aluno.

Palavras- chaves: Aprendizagem, conhecimento, dificuldade.

ABSTRACT

I study descriptive with qualitative approach, accomplished at a public school of the municipal net of teaching in the city of the Barro - CE. Tends as objective of analyzing the teacher's vision in relation to the learning difficulties lived by the students of the fundamental teaching II. It is looked for through it analyzes her/it of the speech, expliciteis as the difficulties in the teaching of the mathematics are understood by the education professionals, as well as your application in the daily school. In the attempt of understanding the phenomenon of the deficiency of mathematical learning, a bibliographical study was accomplished to dialogue with the obtained results of the collection of data, accomplished with the teachers. After observing each answer of the interviewees, it was begun to question on the true paper of the teaching of the mathematics, and your reflex in the students' life, because in the way how it has been applied, this leaves evidenced a stigma that persists in scaring our students. Inside of our society we have values that it feeds our beginnings of conduct, but at the same time that same society is had leading the school in search of a cheap labor, that you/he/she transforms those men in subjects without choice, behind the proof you/he/she exists an interest even, and that this interest, without any doubt you/he/she is linked to the sections social, political and economical. therefore ,este study intends to contribute for the discussions concerning the students' difficulties in the teaching of the matemátics, apontand proposed pedagogic with views the new perspectivs.es process is not possible of mensuracion as it is not the student's learning.

Words - keys: Learning, knowledge, difficulty.

INTRODUÇÃO

No âmbito escolar, a educação da matemática é vista como uma linguagem capaz de traduzir a realidade e estabelecer suas diferenças. Na escola a criança deve envolver-se com atividades matemáticas que a educam nas quais ao manipulá-las ele construa a aprendizagem de forma significativa, pois o conhecimento matemático se manifesta como uma estratégia para a realização das intermediações criadas pelo homem, entre sociedade e natureza.

Este trabalho visa uma explanação geral sobre a visão do professor em relação às dificuldades de aprendizagem vivenciada pelos alunos do ensino fundamental II, em uma escola pública no município do Barro - CE.

Torna-se, porém imprescindível o aprofundamento desse conteúdo, para conhecer os fatores que interferem no processo de aprendizagem, bem como na insatisfação dos alunos frente a essa problemática, que embora comum, ainda não foi solucionada. Para tanto, é preciso rever o ensino centrado em procedimentos mecânicos, desprovidos de significados para o aluno e pensar em novas práticas, associadas ao reconhecimento de problemas, à busca e seleção de informações e à tomada de decisões, capacidades estas intrinsecamente relacionadas à construção do conhecimento matemático.

Em seu dia-a-dia, os alunos se deparam com uma série de situações e desenvolvem capacidades para enfrentá-las. Essas capacidades lhes permitem, entre outras coisas, reconhecer problemas, buscar e selecionar informações, tomar decisões e avaliar a eficácia das suas resoluções. Na escola, o ensino da Matemática pode e deve potencializar essas capacidades, ampliando as possibilidades dos alunos de compreender e transformar a realidade.

A necessidade de trabalhar essa temática surgiu, mediante a vivencia em sala de aula, e detectar os problemas de aprendizagem dos alunos advindos do ensino fundamental I na área de cálculos, pois se observou que conhecimento dos mesmos era restrito e mecanizado.
No entanto, somente através da detenção desse conhecimento pode-se constatar a importância de trabalhar esse tema para um melhor aproveitamento da matemática para sua vida cotidiana.

O estudo em andamento, além de investigar sobre as dificuldades de se trabalhar matemática nas escolas públicas tem outras metas que se formulam como eixo secundário, tais como:

Analisar as implicações da concepção das dificuldades de aprendizagem dos alunos.

Tendo como base os estudos e pesquisas realizadas até o momento, pode-se constatar a insatisfação dos alunos quanto as dificuldades de aprendizagem no ensino da matemática, surge daí a necessidade de explorar esse tema.

Considerando o exposto, o presente estudo foi realizado para que se possa ter um maior esclarecimento sobre a temática abordada, tanto para alunos como para professores e pessoas da sociedade em geral. Mas, a construção desse conhecimento pelos alunos ainda está muito longe porque a prática desenvolvida por muitos professores ainda é tradicional, e como tal não proporciona a seus alunos a possibilidade de construírem uma aprendizagem voltada para a realidade na qual estão inseridos.

A Matemática surgiu na antiguidade por necessidades da vida cotidiana, converteu-se em um imenso sistema de variedades e extensas disciplinas. Como as demais ciências, reflete as leis sociais e serve de poderoso instrumento para o conhecimento do mundo e domínio da natureza.

Percurso histórico da matemática como necessidade humana

A História da Ciência e, em particular, a História da Matemática, constitui um dos capítulos mais interessantes do conhecimento. Permite compreender a origem das idéias que deram forma à nossa cultura e observar também os aspectos humanos do seu desenvolvimento: enxergar os homens que criaram essas idéias e estudar as circunstâncias em que elas se desenvolveram.
Assim, esta história é um valioso instrumento para o ensino/aprendizado da própria matemática. Podemos entender porque cada conceito foi introduzido nesta ciência e porque, no fundo, ele sempre era algo natural no seu momento. Permite também estabelecer conexões com a história, a filosofia, a geografia e várias outras manifestações da cultura.
No Brasil, uma das mudanças sugeridas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) na forma de abordar os conteúdos de matemática, em sala de aula, é a utilização da história da matemática como recurso pedagógico. Segundo os PCN, este recurso permite que:

Ao revelar a Matemática como uma criação humana, ao mostrar necessidades e preocupações de diferentes culturas, em diferentes momentos históricos, ao estabelecer comparações entre os conceitos e processos matemáticos do passado e do presente, o professor tem a possibilidade de desenvolver atitudes e valores mais favoráveis do aluno diante do conhecimento matemático." (BRASIL, 1997, p. 45)


Partindo desse entendimento, um dos argumentos de utilizar a história no ensino de matemática, trata-se do poder motivador da histórica que promove o despertar do interesse do aluno em estudar o conteúdo matemático que lhe está sendo ensinado.

Esse argumento é sustentável na medida em que proporciona momentos de distanciamento do aspecto formal e rigoroso do conhecimento matemático. D?Ambrósio (1996, p. 31) reforça o elemento motivador da História quando afirma que "torna-se cada vez mais difícil motivar alunos para uma ciência cristalizada". Não é sem razão que a história vem aparecendo como um elemento motivador de grande importância.

A inclusão de textos históricos que abordam temáticas diferenciadas, como por exemplos: a participação da mulher na construção do conhecimento matemático; a vida e obra de matemáticos da história; a origem e significado de termos matemáticos; curiosidades e recreações matemáticas, entre outros, parecem muito relevante, tendo em vista o despertar do interesse do aluno em estudar a matemática. Essa posição é colocada por Miguel e Miorim (2005) quando esclarecem que vários autores se alinham a esse argumento, considerando que os textos históricos exercem um papel motivador no processo de ensino e aprendizagem da matemática.

O uso da História como impulsionadora do interesse do aluno para estudar Matemática tem sua ligação com o Uso Episódico defendido por Fossa (2001, p.55) quando aborda que "tem uma tendência de ser menos intensivo, freqüentemente limitando o papel da História a uma parte introdutória motivadora". É interessante esclarecer que o Uso Episódico da História nas aulas de Matemática se confunde com o Uso Ornamental, uma vez que as informações históricas se apresentam, algumas vezes, desligada do tema que está sendo abordado em sala de aula, e é feito de forma esporádica, ou seja, de forma que não tenha significado para os alunos como algo desligado de sua realidade, de seu contexto histórico sem considerar que a matemática é em suma a própria história da humanidade.

O ensino da matemática

Sabe-se que a matemática desempenha papel decisivo ao permitir, na formação do cidadão, o desenvolvimento profícuo de habilidades diversamente importantes no raciocínio lógico dedutivo, interferindo fortemente na capacitação intelectual e estrutural do pensamento.

A avaliação da aprendizagem matemática

Atualmente as escolas, na sua grande maioria, possuem uma política de avaliação de rendimento escolar centrada na dicotomia aprovação/reprovação. Neste contexto, não há espaço para uma prática de avaliação, que ajude na identificação de superação de dificuldades no processo de ensino e aprendizagem, tanto do aluno como do professor.

A avaliação na maioria das nossas escolas, públicas ou não, é eminentemente somativa, sempre preocupada com os resultados finais que levam as situações irreversíveis no que diz respeito ao desempenho dos alunos, sem que sejam levadas em conta as muitas implicações, inclusive sociais, de um processo decisório fatal do ponto de vista educativo.

A escola e alguns professores têm retirado à autonomia do aluno como meio para desenvolver a aprendizagem com maior eficiência e criatividade. Os professores com atitudes negativas não encorajam os alunos a desenvolverem e a atingirem a esta autonomia, limitando muito o desenvolvimento do pensamento crítico, isto é, os professores com atitudes negativas dão oportunidade aos alunos de persistirem em seus próprios esforços.

Portanto, é de fundamental importância que as escolas desenvolvam programas de avaliação que ajudem não apenas o aluno, mas também os professores a desenvolver atitudes favoráveis em relação à aprendizagem matemática.

É fundamental ver o aluno como um ser social e político sujeito de seu próprio desenvolvimento. O professor não precisa mudar suas técnicas, seus métodos de trabalhos; precisa sim, ver o aluno como alguém capaz de estabelecer uma relação cognitiva e efetiva, mantendo uma ação interativa capaz de uma transformação libertadora, que propicia uma vivencia harmoniosa com a realidade pessoal e social que o envolve.

De forma mais ampla a avaliação é vista como uma atividade associada à experiência cotidiana do ser humano. Esta deve está comprometida no sentido de ajudar na construção de historia pessoal e na organização social. Tem como foco central à história de vida das pessoas e das constituições.

Conforme Soares (1978);

Avaliação, sob uma falsa aparência de neutralidade e objetividade, é o instrumento por excelência de que lança mão o sistema de ensino para o controle das oportunidades educacionais e para dissimulação das igualdades sociais, que ela oculta sob a fantasia do dom natural e do mérito individual conquistado. Sua utilização tal como se dá na maior parte dos países subdesenvolvidos, não incrementa as oportunidades educacionais e sociais, mas no contrário, restringe-as e orienta-as no sentido, mais conveniente à manutenção da hierarquia social (SOARES, 1978, p.18).

Existem muitos erros no ato de avaliar. Este assume um caráter meramente classificatório e repressor, principalmente na área das exatas, pois não existe assim dinâmica de análise e interpretação dos desempenhos no processo ensino-aprendizagem.

O estigma prevalece em muitos casos. Maltrata , esconde, anula e rotula as evidências potencializadas do aluno, e muita vez marginaliza-o do continuo social e deixa-o incapaz e complexado, uma vez que o aluno é mal avaliado, pode desencadear no mesmo um sentimento de repressão na qual o mesmo inibe suas potencialidades passando a agir como incapaz de tal forma que a partir desse momento passe a não gostar, por exemplo, de matemática para o resto da vida por não ter se dado bem em um teste, que pode até não ter sido bem avaliado.

A avaliação não pode ser uma arma à disposição de profissionais incompetentes, mas um instrumento valioso em mãos competentes. Ela deve contribuir para a transformação e avanços no sentido de mostrar caminhos alternativos de melhoria do educando.

Assim, compreendemos que o professor que leciona matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental deve agir sempre como facilitador, aquele que ajuda o aluno a superar seus limites. Valendo-se de atividades e avaliações criativas que permita ao seu aluno construir a aprendizagem de forma significativa, ou seja, que o faça interagir conhecimento escolar com o meio social no qual está inserido.

As Inteligências Múltiplas de Gardner e o ensino da Matemática

No início da década de 1980, Howard Gardner, claramente explica em suas obras, as teorias das inteligências múltiplas que possui atualmente milhares de adeptos e que se constituiu como prática pedagógica de inúmeras escolas no mundo inteiro.

As repercussões do avanço científico representado pelo conhecimento do cérebro são extremamente significativas para a medicina na compreensão de disfunções mentais e para o cuidado das enfermidades e patologias cerebrais. Também na educação, que lança novas bases e, eventual diretriz, para compreender a aprendizagem, desenvolve estímulos às inteligências com o fim de cuidar dos distúrbios ligados à atenção, criatividade e memorização.
Segundo Gardner o nosso cérebro abriga oito inteligências ou capacidades, são elas:

Lingüística ou Verbal, são extremamente encontradas em profissionais como poetas, escritores, advogados, atores e outros, que fazem da palavra e das sentenças verdadeiras peças com os quais edificam a beleza do falar.

Lógico-matemática, se apresenta de forma inusitada em grandes nomes como os de Einstein, Bertrand Russel, Euclides, Pitágoras e outros. Esta capacidade é principalmente encontrada nos engenheiros e projetistas. Manifesta-se pela capacidade e sensibilidade de discernir padrões lógicos ou numéricos e a capacidade de trabalhar com longas cadeias de raciocínio. Os estímulos para seu desenvolvimento estruturaram na pessoa novas formas sobre o pensar e uma percepção apurada dos elementos da grandeza, peso, distância, tempo e outros elementos que envolvem nossa ação sobre o ambiente.

Espacial, esta muito ligada à criatividade e a concepção, no plano espacial, de sólidos geométricos. Marcante em arquitetos, publicitários e inventores, associam-se também a própria compreensão do espaço como um todo e a orientação da pessoa e seus limites.

Sonora ou Musical, esta associada com a percepção do som como unidade e linguagem. Essa capacidade se encontra de forma marcante em grandes nomes como: Mozart, Beethoven e outros. Também se apresenta de forma evidente em pessoas comuns que conseguem perceber com singularidade o acorde de uma música.

Cinestésico-corporal, é a capacidade de desenvolver movimentos que expressam a linguagem corporal. Marca de forma expressiva a capacidade de comunicação de profissionais como mímicos, mágicos, bailarinos, atletas e outros.

Naturalista, Biológica ou Ecológica, esta capacidade está estruturalmente ligada aos animais e vegetais. Se encontra presente em grandes nomes das Ciências Naturais como Darwin, Laplace, Humboldt e outros, manifesta-se em diferentes níveis de capacidade, por exemplo, do jardineiro ao paisagista, do amante da natureza a florista.

Intrapessoal, que está ligada a percepção da própria identidade, pois o indivíduo que a tem de forma aguçada tem plena compreensão do eu, pois consegue discernir e discriminar as próprias emoções.

Interpessoal, que está associada à empatia, ou seja, a relação de afetividade que se dá entre os indivíduos, tendo o outro como objeto de plena descoberta. O indivíduo que apresenta está capacidade de forma aguçada consegue perceber as mudanças de temperamentos, estados de humor, motivações e desejos das outras pessoas.

Cabe a escola estimular nos alunos essas inteligências por meio de estratégias pedagógicas (jogos, brinquedos e brincadeiras), de forma que eles consigam desenvolver suas habilidades e competências. Assim, é importante que o professor saiba como atuar pedagogicamente com seus alunos para que eles alcancem esses objetivos.

Nos dias de hoje, estudos acerca do funcionamento da mente e do cérebro vêm se tornando cada vez mais populares, pois, atualmente dispomos de novas tecnologias que são capazes de fornecer subsídios mais concretos sobre estes assuntos.

Quanto ao entendimento de como ocorre à aprendizagem da matemática, a Psicologia da Educação relaciona a proposição numa abordagem integrada do individuo humano que se dispõe a aprender matemática como alguém possuidor de uma subjetividade sempre embebida em um contexto cultural especifico, porém jamais submetida ou diretamente moldada por este ultimo.

Abordar esta mesma discussão agora de um ponto de vista metodológico implica eleger o foco de analise suficientemente circunscrito para ser pesquisado e simultaneamente, complexo pra ser representativo das situações de aprendizagem em matemática, de forma a se poder construir uma boa narrativa a cerca de pessoas envolvidas em atividades de aprendizagem da matemática.

As dificuldades no ensino de matemática

Os problemas na aprendizagem de Matemática que são apontados em todos os níveis de ensino não são novos: De geração a geração a Matemática ocupa o posto de disciplina mais difícil e odiada, o que torna difícil sua assimilação pelos estudantes.
As dificuldades de aprendizagem bem como as deficiências no ensino da matemática constituem, já há algum tempo, preocupação para os estudiosos cujas investigações são dedicadas às questões inerentes à aplicação de metodologias no ensino da matemática, assim como ao refinamento da compreensão desta ciência tão discriminada pela exatidão de seus métodos.

A falta de tempo do educador leva-o a certos impedimentos de modificar sua prática pedagógica tendo como referencial um plano que sane as dificuldades diárias. É esse obstáculo na vida profissional do professor, especificamente o de matemática, que o faz viver em constante reflexão acerca de quão grande problemática.

Segundo Floriani (2000) Resta acrescentar ainda que a união entre teoria e prática seja, talvez, uma das melhores formas de superar a mediocridade na educação escolar.

Entre as deficiências apontadas como resultado na crise do ensino destaca-se a competência matemática do aluno que não vem correspondendo às séries que estes pertencem, o que decorre naturalmente dos professores estarem a se queixar de que os níveis de conhecimentos matemáticos dos seus alunos não condizem à sua série escolar.

Freqüentemente, ouvimos professores lamentando que os alunos não gostam da matemática e que têm dificuldade de resolver pequenas operações e por isso são discriminados em sala de aula.

A matemática tradicional e a constante memorização

"Com ou sem prova, o método tradicional de ensinar resulta francamente num único tipo de aprendizagem: memorização". (KLINE, 1976 p. 22) Amplas atitudes de modificação do currículo tradicional e diversas críticas foram feitas com fundamentos relevantes quanto à aplicação de processos mecânicos enfatizados pelo currículo tradicional que apresenta mais tendências à memorização do que à compreensão.

Esta matemática "antiga" traz consigo que os alunos devem aprender por tentativa incessante de repetição para memorização do conteúdo donde dever-se-ia auxiliá-lo a compreender o fundamento lógico deste processo de aprendizagem.

De acordo com os PCN?s O ensino da matemática ainda é marcado pelos altos índices de retenção, pela formalização precoce de conceitos, pela excessiva preocupação com o treino de habilidades e mecanização de processos sem compreensão.

O educador, ao ensinar Matemática, recorre ao conhecimento incorporado dessa ciência, ao conhecimento curricular, ao conhecimento que tem dos alunos e aos processos cognitivos e afetivos deles que são presentes na aprendizagem. Utiliza também seu conhecimento instrucional na preparação, condução e avaliação do processo de ensino e aprendizagem.

Um dos obstáculos é a relação com o conhecimento do professor sobre os conteúdos matemáticos a ensinar, sobre como é que os alunos podem aprendê-los ou compreendê-los e sobre os métodos de ensino desses mesmos conteúdos.

As soluções pessoais para esse conflito dependem da forma como ele tem-se relacionado com essa ciência ao longo da sua vida pessoal e/ou profissional. Para o desenvolvimento da confiança e das concepções do docente é importante que ele amplie o domínio sobre os conteúdos matemáticos e a sua didática.

Um profissional da Educação, que conceba o ensino como uma mera transmissão de conceitos já elaborados e construídos, que considere que a aprendizagem restringe-se apenas ao envolvimento e à capacidade do aluno, talvez não leve em conta os componentes do conhecimento profissional como necessidades.

A atuação docente dependerá de sua sensibilidade para com o processo de desenvolvimento dos alunos, de suas interpretações do contexto no qual atua e de seu auto conhecimento pessoal e profissional. Talvez essas características possam ser desencadeadoras do desenvolvimento profissional.

Novos métodos de ensino da matemática
Os defensores da matemática moderna criticam o currículo tradicional por afirmarem que os estudantes aprendem a estudar matemática memorizando-a por processos mecânicos de prova, quando deveriam ser aplicados, nestes métodos, processos lógicos de raciocínio que levassem o aluno à compreensão dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento de todo o estudo. Aí sim, ter-se-ia à vista todo o raciocínio lógico por trás do método.
A abordagem lógica do processo moderno de estudos que constroem o pensamento de resolução a uma pretensa questão matemática é uma abordagem pedagógica, de excepcional utilidade e enlace às necessidades de compreensão da seqüência de atos utilizados em cada processo matemático, suprindo as dificuldades na aprendizagem da matemática.
PERCURSO METODOLÓGICO

O presente estudo foi do tipo quantitativo com abordagem qualitativa, abordando assim a partir de entrevistas semi-estruturada realizada com os professores de matemática da E.E.I. F Aluna Socorro Falcão no município do Barro - CE. A pesquisa qualitativa é descritiva.
A pesquisa foi realizada na E.E.I.F Aluna Socorro Falcão localizada a Rua Major Januário centro na cidade do Barro - CE, com os professores de matemática do ensino fundamental II.
A população foi constituída por todos os professores do ensino fundamental II, sendo definidos como amostra os professores de matemática. Todos se dispuseram a participar do estudo mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O estudo foi realizado na referida escola através de uma entrevista semi estruturada com os professores de matemática, à medida que comparecia a escola para ministrarem suas aulas.

. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Visando melhor compreender os participantes desse estudo, primeiramente serão apresentadas na tabela abaixo algumas características das respondentes, com o intuito de conhecer o perfil dos professores e categorizá-los de acordo com a sua realidade.


Tabela 1 ? Caracterização dos professores
? %
Escolaridade
Médio completo 0 0
Superior incompleto 1 25
Superior completo 1 25
Especialização incompleta 2 50
Especialização 0 0
TOTAL 4 100
Experiência na área de atuação
0-2 anos 1 25
3-5 anos 2 50
6-8 anos 0 0
9-11 anos 1 25
TOTAL 4 100

Como é possível observar na tabela acima, o quadro funcional do ensino de matemática da referida escola é pouco diversificado, pois constata-se em termos de escolaridade e experiência profissional, que a equipe é apta, pois apenas 25% do corpo docente em matemática possuem o ensino superior incompleto, a grande maioria por sua vez tem o ensino superior completo ou está cursando especialização.

No tocante a experiência profissional, uma vez que é o fator contribuinte para um ensino de qualidade, observa-se que os profissionais atuantes na disciplina de matemática na referida instituição já possui uma bagagem de experiência considerável para mudar a realidade da defasagem no ensino regular.

Apresentação das idéias centrais e discurso do sujeito coletivo

Tabela 2 ? IC e DSC em resposta a questão: Qual a sua opinião sobre o ensino da matemática no fundamental I?
Idéia central Discurso do sujeito coletivo.

Sistema educacional defasado

[...] muito deve ser feito para melhorar o ensino de matemática neste nível, pois é muito crítico o estado atual [...] deixa a desejar [...] teria que ser mais intensificado [...] é regular, o sistema de educação visa quantidade e não qualidade, busca a aprovação a todo custo e cobra isto do professor [...].


Ao analisar a respostas dos entrevistados, evidenciamos que os mesmos são conscientes quanto à qualidade do ensino, sendo que todos percebem a necessidade de uma mudança significativa no sistema educacional vigente e que o mesmo está passando por um momento critico, resultado demonstrado através de estudos realizados nas escolas públicas em todo o país com o objetivo de conhecer a realidade do ensino brasileiro, mas sabemos que o sistema nada faz para mudar essa realidade que ora está comprometendo o futuro educacional.

Tabela 3- IC e DSC em resposta a questão:Você possui alguma dificuldade em ministrar o conteúdo programático para seus alunos,justifique sua resposta?

Idéia central Discurso do sujeito coletivo

Déficit no acompanhamento pedagógico

[...] dificuldade, sinto quando os alunos desconhecem subsídios de estudos anteriores, dificultando a aprendizagem futura [...] sim, pois eles não dominam as quatro operações e tudo se torna difícil [...] sim, pois existem muitos que não conseguem assimilar o conteúdo [...] falta de interesse do aluno [...]


Ao perguntar aos professores se os mesmos possuem alguma dificuldade em ministrar o conteúdo, constatamos que esses profissionais buscam constante qualificação, através de educação continuada, mas ao atuarem percebem que a clientela não se encontra preparada para acompanhar os conteúdos do ensino fundamental II, e a partir dessa realidade, o professor angustiado tem como maior dificuldade o comprimento da matriz curricular, pois não tem como prosseguir o conteúdo, dando, contudo uma pausa no mesmo para trabalhar as dificuldades do aluno revendo todo conteúdo do ensino fundamental II.

[...] não importa se trabalhamos com crianças, jovens ou com adultos, mesmo assim devemos superar as dificuldades. E a melhor maneira de por ela lutar é vivê-la em nossa prática, é testemunhá-la, vivaz, aos educandos em nossas relações com eles. (FREIRE, 1997, p. 17).
Assim, a análise de Freire (1997) traz a tona alguns tópicos fundamentais para a prática docente, pensamentos de vital importância para a reflexão dos educadores. E é a partir da reflexão-ação-reflexão que se nota o quanto é desafiador construir uma nova concepção de vida. Ir contra a lógica educacional e econômica vigente é estar na contramão da história, é essencialmente acreditar que, o futuro desejado está contido no presente odioso.
Educar para uma nova sociedade é criar espaços para que o educando possa empreender ele próprio a construção do seu ser, ou seja, a realização de suas potencialidades pessoais e sociais. Este passa a ser não apenas um receptor passivo, mas uma fonte autêntica de iniciativa, compromisso e liberdade.

Tabela 4- IC e DSC em resposta a questão: em sua opinião, os alunos chegam preparados para a matemática lecionada no fundamental II, justifique?

Idéia central Discurso do sujeito coletivo

Alunos despreparados

[...] de forma nenhuma, muitos alunos chegam sem se quer saber ler e escrever direito, o que dificulta muito a aprendizagem e o raciocínio lógico [...] não, pois ainda existe muita deficiência no ensino [...] não como gostaríamos [...] de forma nenhuma, alguns conseguem acompanhar, outros chegam totalmente despreparados [...]

Sabe-se que a escola tem uma especificidade e uma natureza própria, a qual de acordo com os estudos de SAVIANI (1995, p.19) deve "propiciar a aquisição dos instrumentos que possibilitam o acesso ao saber elaborado (ciência), bem como o próprio acesso aos rudimentos desse saber".

Nesse contexto compreende-se que a escola precisa reconhecer seu conteúdo fundamental, enquanto escola elementar, de educação básica, ao que SAVIANI (1995, p.20) define como sendo "ler, escrever, contar, os rudimentos das ciências naturais e das ciências sociais (história e geografia humanas)".

Frente a essa exigência social da escola, percebe-se uma ruptura no sistema de ensino, pois muitas vezes se está formando não para saber que aquele determinado conteúdo é uma síntese da humanidade.

Mantêm-se, muitas vezes, conforme FREIRE (1987), uma atitude de "educação bancária", onde não se contribui para uma aprendizagem significativa para o aluno, mas apenas para o repasse do conteúdo programático como forma de atender a matriz curricular estabelecida.

Ao contrário da educação para a libertação, a concepção bancária (de conceber a educação) não exige a consciência crítica do educador e do educando, assim como o conhecimento não desvela os porquês do que se pretende saber. É por esse motivo que a educação bancária oprime, negando a dialogicidade nas relações entre os sujeitos e a realidade.
Assim, por oposição à educação "bancária", a educação para a libertação é problematizadora. Nesta concepção, o conhecimento parte da realidade concreta do homem e este reconhece o seu caráter histórico e transformador.
Na educação problematizadora não se visualiza a relação vertical do educador sobre o educando, e sim a relação horizontal e dialógica do educador com os educandos. Como conseqüência desta postura, o educador comprometido com a transformação social abre espaço à possibilidade de formar sujeitos ativos, críticos e não domesticados.

De acordo com VASCONCELOS (2003, p. 56) em "ajudar o aluno para pensar matematicamente o mundo, a aprender o movimento das quantidades no real, mas para dar fração", onde os resultados são vistos como desinteresse, baixíssimo grau de aprendizagem e desenvolvimento humano.

Com base nesses estudos teóricos realizados, percebemos na prática que os alunos estão despreparados para dar continuidade aos estudos, mas para tanto, nada é feito, apenas existe uma reclamação contínua do ciclo seguinte que o aluno não está preparado, e este repassa o aluno com o mesmo problema criando assim uma celeuma que só será percebida quando o aluno concluir o ensino médio e chegue à faculdade ou no mercado de trabalho, sem qualificação especifica.

Tabela 5- IC e DSC em resposta a questão: qual a maior dificuldade que o aluno apresenta nas aulas de matemática?

Idéia central 01 Discurso do sujeito coletivo

Ensino tradicional

[...] não saber as quatro operações fundamentais. [...] falta o domínio da linguagem básica e raciocínio para resolver as questões corretas [...] dificuldade de concentração [...] falta da tabuada tradicional [...]

Idéia central 02 Discurso do sujeito coletivo

Construtivismo

[...] interpretação de problemas envolvendo matemática [...] o entendimento do enunciado das questões [...]

Muito se discute sobre a importância de pensar a escola pública no contexto em que a mesma se encontra, definindo seu papel social como instituição responsável pela democratização do saber historicamente construído pelo homem.

Nesse contexto, os conteúdos que tradicionalmente compõem o currículo de matemática fazem parte de um corpo estruturado de conhecimentos acumulados ao longo do tempo, os quais devem ser analisados e avaliados tanto por especialistas das áreas de ensino quanto por profissionais de matemática, a respeito de sua atualização ou adaptação às necessidades locais e temporais.

ENGUITA (1990) apud in SACRISTÁN (1996, p. 17) nos remete a um questionamento frente ao que estamos fazendo no interior da escola, ao que cita:A escola é uma trama de relações sociais materiais que organizam a experiência cotidiana e pessoal do aluno com a mesma forma ou mais que as relações de produção podem organizar as do operário na oficina ou as do pequeno produtor no mercado.

Por que então continuar olhando o espaço escolar como se nele não houvesse outra coisa em que se fixar além das idéias que se transmitem?

Desta forma, pensa-se um trabalho com a intenção de colaborar através de metodologias que dão sustentação e apoio a realização de aulas que tragam para o aluno um interesse maior facilitando assim a sua aprendizagem, auxiliando o professor em suas aulas funcionando como um instrumento de apoio.

Contudo, o professor é a peça principal como mediador que é capaz de organizar o ambiente escolar tornando mais eficaz e prazeroso, que o conhecimento contextual do alunado se tornará possível criar um ambiente de prazer e entrelinha ele mostra que as atividades inovadoras possam permitir aos alunos construir o saber e coletivamente adquirir mais conhecimento.

Tabela 6- IC e DSC em resposta a questão: em sua opinião o que seria necessário fazer para que haja uma mudança significativa no ensino da matemática?

Idéia central 01 Discurso do sujeito coletivo

Inovações metodológicas

[...] trabalhar as dificuldades dos alunos no 4º e 5º ano exclusivamente, a ponto do aluno estar apto a acompanhar as séries seguintes [...] teria que ter mais estímulos aos alunos como aulas intensivas, práticas como jogos [...] aula que contenha significado para os alunos, resolução de problemas diários [...]

Idéia central 02 Discurso do sujeito coletivo

Qualificação profissional

[...] o professor ensinar muito e aluno decorar a tabuada [...] começarem desde cedo a conviver com professor que seja formado em matemática [...] ouço colegas de outras disciplinas dizerem que não gostam de matemática e que nunca aprendeu [...] já imaginou o resultado dos alunos estudarem cinco anos com um professor polivalente que às vezes não gosta de matemática, como fica esses alunos, [...]


Um fato que é bastante crítico diz respeito à má formação crônica de nossos docentes, coisa que se verifica desde o Brasil Colônia, mas que na atualidade, em momento no qual o mundo vive a égide da sociedade do conhecimento, torna mais expostos os problemas de atitude mental e capacidade formativa de nossos docentes.

Estes fatores, somados à precariedade da infra-estrutura de nossas escolas (muitas sem água encanada ou carteiras para as crianças) gera um quadro de crise no qual a tendência infelizmente não é a de melhoria.

CONCLUSÃO

É preciso lembrar que a atitude educativa autêntica não consiste somente dos problemas pedagógicos e sim encontrar a melhor solução possível, em presença dos diferentes fatores encontrados na matemática, pois somos responsáveis pela educação, e se não atuássemos de forma consistente trairíamos a nossa função humana, se não nos esforçássemos por explorar ao máximo as possibilidades que cada indivíduo tem em si.
Ao concluir esse estudo, pode se observar a forma como a matemática é trabalhada em sala de aula, e como a mesma interfere na formação de nossos alunos, determinando o desenvolvimento dos nossos educandos, todavia a aprendizagem significativa da matemática fornece subsídios aos professores para uma reflexão contínua sobre sua prática, para a criação de novos instrumentos e para a revisão de aspectos que devem ser ajustados ou considerados adequados para o processo de aprendizagem individual ou coletiva. Para o aluno a dificuldade em matemática deve ser uma tomada de consciência de seus avanços, dificuldades e possibilidades de novas aprendizagens.
Certos de que há muito a se questionar sobre o fracasso no ensino da matemática na vida dos educandos e o que se pode fazer para amenizar este grave problema educacional, encontra caminhos que devem ser trilhados, para que, desta forma, possamos tornar a matemática uma disciplina agradável e estimuladora.
Para tanto é essencial despertar tanto nos educandos como nos professores a importância que a matemática tem na construção do saber e como esta pode se tornar agradável para todos se for trabalhada de uma forma correta e estimuladora, excluindo do nosso meio a distorcida idéia de que a matemática é uma disciplina para os gênios ou que é sinônimo de fracasso para a grande maioria, desta forma será possível mudar o cenário educacional brasileiro.

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