Custeio Baseado em Atividades ? ABC
 
Custeio Baseado em Atividades ? ABC
 


Neste artigo falaremos sobre Custeio Baseado em Atividade. O ABC surgiu por volta da década de 80 quando Kaplan e Cooper desenvolveram uma importante ferramenta para as decisões gerenciais e estratégicas, através da quais as companhias cortavam desperdícios, melhoravam os serviços, avaliavam iniciativas de qualidade e impulsionam para o melhoramento contínuo, conforme Nakagawa (2001, p 41), o surgimento do custo ABC esta ligada a administração cientifica que usou para seu desenvolvimento o estudo dos tempos e movimentos que eram observados diretamente das atividades desempenhadas pelos operários da época.

Segundo Nakagawa (2001, p 42) atividade é a combinação de pessoas, materiais, tecnologias, métodos e seu ambiente com o objetivo de produzir produtos ou serviços, podendo-se ainda dizer que a atividade pode assumir característica de um simples processamento uma transação que são na maioria das vezes materializadas através de documentos. Nakagawa (2001, p 43) faz distinção entre atividades primárias (as que cumprem a missão que lhes foi conferida) e secundarias (que do suporte as atividades primarias). Conforme Nakagawa (2001, p 27) a alocação de dos custos indiretos de fabricação (CIF) através de "rateios" sofre inúmeras criticas devido a estes causarem distorção nos custos dos produtos porque os custos podem variar de acordo com o volume de produção, crescer mais do que proporcionalmente aos custos com mão de obra ou ainda sofrem a arbitrariedade pessoal de que os utiliza porem o "rateio" é necessário para atribuir os custos aos produtos. O Custo ABC, conforme propõe Nakagawa (2001, p 28) deve fazer o "rastreamento" destes custos através da identificação das diversas rotas de consumo destes custos. Nakagawa (2001, p 31) cita que "O rastreamento feito pelo ABC tem significado de identificar, classificar e mensurar, numa primeira etapa, as maneiras como as atividades consomem recursos e uma segunda etapa como os produtos consomem as atividades de uma empresa". A importância que se dá a utilização do sistema de custeio ABC é em virtude do mesmo proporcionar informações gerenciais que auxiliam os tomadores de decisão, como por exemplo, os custos das atividades, que proporcionam os gestores atribuírem responsabilidade aos responsáveis pelas mesmas.

Para Padoveze (2004, p 308) o custo ABC é um método de custeamento que atribui primeiro os custos para as atividades e depois para os produtos conforme o uso das atividades de cada produto o que leva o autor a colocar o seguinte conceito "produtos consomem atividades, atividades consomem recursos". Padoveze (2004, p 306) diz que podemos definir um custo por atividade como sendo um método de que identifica um conjunto de custos para cada transação ou evento na organização  e este age com um direcionador de custos sendo assim os custos indireto podem ser alocados aos produtos de acordo com o numero de eventos ou transações que os produtos geram ou consomem. Para Nakagawa (2001, p 74) os direcionadores de custos (cost drivers) é uma transação que determina a quantidade de trabalho necessária para a produção de um determinado produto e serviço e tem influencia na quantidade de recursos que serão necessários para esta atividade sendo que estes podem ser usados para duas situações: direcionadores de custos de recursos que identifica a maneira como as atividades consomem recursos e serve para demonstrar o custo de cada atividade e direcionador de custos de atividades que identifica a maneira como os produtos consomem atividades e serve para demonstrar o custo de cada produto A seguir veremos as vantagens e desvantagens do ABC.

Vantagens

Informações gerenciais relativamente mais fidedignas por meio de redução do rateio;

Proporcionar melhor visualização dos fluxos dos processos;

Eliminar / Reduzir atividades que não agregam ao produto um valor percebido pelo cliente;

Identificar os produtos e clientes mais lucrativos

Melhorar significativamente sua base de informações para tomada de decisões.

Desvantagens

Gastos elevados para implantação;

Alto nível de controles internos a serem implantados e avaliados;

Levar em consideração muitos dados com informações de difícil extração;

Dificuldade de envolvimento e comprometimento dos empregados da empresa;

Não é aceita pelo fisco, gerando a necessidade de possuir dois sistemas de custeio

 Bibliografia.

NAKAGAYA, Masayuki, ABC: Custeio Baseado em Atividade, São Paulo Atlas 1994.

PADIVESE, Clóvis Luis, Controladoria Básica,1º ed.São Paulo: Pioneira Thompson,2004

 
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Sobre este autor(a)
É graduado em Gestão com especialização em Controladoria e é Técnico em Contabilidade . Reside em Fortaleza e trabalha na área de Gestão Orçamentária. Atua também com coordenador de conteúdo do Site Falando de Gestão. Site do autor www.pedropaulomorales.wordpress.com
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