CULTURA , MUDANÇA E TOMADA DE DECISÕES NA ORGANIZAÇÃO
 
CULTURA , MUDANÇA E TOMADA DE DECISÕES NA ORGANIZAÇÃO
 


MARCOS SILVA DE CARVALHO






CULTURA, MUDANÇA E TOMADA DE
DECISÕES NA ORGANIZAÇÃO





"Artigo proposto e desenvolvido pela necessidade de encontrar soluções adequadas a serem tomadas perante as diversas organizações"



Salvador BA
2011
Resumo:

A cultura organizacional se estabelece de acordo com a intensificação das relações dos seus componentes, os seres humanos. Com a convivência se identifica a formação de grupos, são estes grupos que irão enfrentar as mudanças geradas pela nova configuração do mundo, visto que a administração deve orientar e gerir os grupos sociais de maneira a motivá-los a enfrentar as dificuldades que virem a existir. O responsável pela boa administração deve utilizar o banco de dados que a tecnologia oferece, diagnosticando informações, desde o mercado, de preferência do cliente até dados referentes aos funcionários.

Palavras chave: Cultura organizacional, tomada de decisões, mudança, sistemas de informações contábil



Abstract:

Organizational culture is defined according to the intensification of relations of its components, humans. With the coexistence identifies the formation of groups, these are groups that will face the changes brought by new configuration of the world, since administration should guide and manage the social groups in order to motivate them to face the difficulties that come into existence. The person responsible for good administration should use the database, the technology offers diagnosing information from the market, customer preference data to employees.

Keywords: Organizational culture, decision making, change, information systems accountant.

1. Introdução

Este artigo trás como interesse analisar as estruturas culturais que se formam dentro de uma organização, demonstrando as relações que se estabelecem em cada grupo social formado, bem como mostrar a importância que o sistema de informação possui sendo instrumento de apoio para o administrador tomar decisões em seu gerenciamento, levando em consideração aspectos de diversas áreas sendo elas descritas no decorrer do trabalho.
Com as constantes evoluções tecnológicas que o mundo obteve, a arte de negociar mudou consideravelmente, as empresas mudaram, o mundo mudou. O cliente se tornou mais exigente, com razão, pois as empresas cresceram e com elas a concorrência aumentou respeitosamente, agora o administrador tem como referencial uma empresa de amplas dimensões, além de enfrentar as diversas exigências no que tange a preservação do meio ambiente.
É inegável que o sistema de informações se torna cada vez mais uma prioridade na empresa, pois o mercado além de todas as dificuldades que apresenta, está em mudança constante, e é tendo isto como premissa que o gestor de uma empresa deve usufruir das informações que ele possui a respeito da empresa como base de uma tomada de decisão prudente, fundamentada em fontes confiáveis oriunda dos bancos de dados que a empresa registra.
Porém tem que se colocar em pauta a importância das diversas informações que se dispõe, sendo importante, tanto as que dizem respeito a parte financeira da empresa com todo seu aparato contábil, quanto a que trata de aspectos externos como por exemplo as mudanças exigida pelo mercado, ou também as informações internas que relatam a característica da empresa, que revela a sua cultura. Todas estas informações devem ser consideradas importantes pelo administrador ao tomar decisões dentro da empresa, o qual deve estabelecer meios para que as diferentes áreas de atuação interajam harmoniosamente.
2. Desenvolvimento.

Cada ser humano, como parte de uma empresa, trás uma bagagem cultural, um conjunto de valores e pressupostos que lhe foi atribuído no transcorrer de sua vida, constituído de experiências que teve em sua vida seja através da sua criação ou qualquer outro tipo de externalidade, positiva ou negativa. Cada um deles é diferente dos outros, tudo isso ocorre a partir da cultura em que o ser humano esteja inserido.
SCHEIN (1992:12) conceitua cultura como:
Um padrão de premissas básicas compartilhadas que o grupo aprendeu à medida que resolvia seus problemas de adaptação externa e integração interna, que funcionou suficientemente bem para ser considerada válida e, portanto, para ser ensinada aos novos membros como o meio correto de perceber, pensar e sentir em relação àqueles problemas.
Ao adentrar numa empresa este cidadão deverá agir e interagir com outros compartilhando diferentes experiências, o papel da empresa é reconhecer quais são os valores de cada indivíduo, o qual deve ser efetuado pela coleta de informações que o mesmo lhe passa, pois todo momento o ser humano se comunica, através de gestos, ações até mesmo em sua indumentária.
Diante de tantas diferenças, surge o papel da organização que é observar o sentimento em cada um dos colaboradores, reconhecendo os grupos sociais que se formam a partir de determinado conjunto de pessoas com relações estáveis e objetivos comuns. Dos diversos grupos que existem cabe a empresa conduzir cada um deles de modo a extrair uma produção satisfatória, através de um líder.
Líder, pois este deve se desvincular do significado da palavra chefe onde os seus submissos o obedecem apenas por uma relação de poder, acredito que um líder perpassa tais relações seus colegas de trabalho são influenciados por ele e pela autoridade que o mesmo institui. "Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum" HUNTER, James C. O monge e o executivo, Rio de janeiro 2004
De acordo com a experiência em Hawthorne, os funcionários que passam a trabalhar em equipe desenvolvem um sentimento de pertencer a um grupo, onde quanto mais integralizado ele esteja, mais eficaz será a produção, tendo comprovado que fatores externos, como condições de trabalho são secundários. Este grupo estabelecido possui normas e regras próprias onde os seus componentes excluem qualquer um que transgrida tais regras, a partir daí podemos afirmar que a organização possui sua própria cultura.
Abraham Maslow estabeleceu um conjunto com cinco necessidades onde o ser humano passa por um processo até chegar à sua auto-realização:
? necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo;
? necessidades de segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de uma casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável, um plano de saúde ou um seguro de vida;
? necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube;
? necessidades de estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos;
? necessidades de auto-realização, em que o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser.
Considerando os fatos supracitados, cabe ao líder usar esta situação habilmente para convencer os grupos formados nas empresas a trabalharem por um objetivo comum.
Segundo Chiavenato os aspectos contidos na cultura organizacional são comparáveis à um iceberg, onde existem os aspectos formais, que representam a parte visível que pode ser definidos como os métodos, estrutura organizacional, tecnologia adotada entre outros, enquanto os aspectos informais representam a parte inferior do iceberg, a que fica submersa, e compreende os valores, crenças, sentimentos, atitudes, normas grupais. O que nos formula a idéia de que os aspectos informais constituem a parte mais sólida e menos volátil, o conjunto de valores que é estabelecido numa organização não possui a mesma facilidade de se transformar igual aos aspectos formais.
Ainda para Chiavenato, a cultura organizacional não é estável nem tampouco permanente, ela sofre mudanças com o tempo, a depender dos fatores externos e internos, e diante de um cenário dinâmico e em constante mudança no qual se encontra o mundo atual, mudar é inevitável para as empresas, porém a mudança é desconfortável, é perturbadora, pois significa ruptura de um padrão para adentrar noutro é abrir mão de um conforto adquirido para ingressar num mundo novo e desconhecido, diferente do habitual.
De acordo com as transformações que o mundo veio sofrendo, tendo como ponto de partida a primeira revolução industrial e como ponto de alavancada os avanços tecnológicos dos últimos 20 anos, pode-se afirmar que o mundo, globalizado, está cada vez mais competitivo, dando ao cliente disponibilidade de uma vasta oferta produtos e serviços, onde o diferencial perpassa o sentido de qualidade do mesmo.
No fim de todo o processo de produção, quem faz o ultimo contato com o cliente é o operário, as empresas em sua gestão de qualidade traz o marketing onde mostra que se deve identificar as necessidades do cliente para colocá-las no produto final, porém este produto final deverá ser bem oferecido, quem vai fazer isto é o vendedor, é o empregado quem vivencia o ultimo contato com o cliente, não adianta satisfazermos as necessidades de um cliente se o atendimento não seguir o mesmo padrão de qualidade.
As empresas adotam o modelo piramidal de administração herdado dos séculos de guerra e monarquia, que é composto pelos empregados, supervisores, gerentes, diretores, vice-presidentes e presidentes numa ordem hierárquica crescente, porém o que se tem observado nas organizações, é que cada nível hierárquico realiza suas tarefas para atender a necessidade do nível superior, isso nos leva a concluir que os empregados não visam satisfazer as necessidades dos clientes e sim executar suas tarefas para que agrade o nível hierárquico seguinte. Este modelo de organização, apesar de presente está ultrapassado, pois sendo a razão da empresa o cliente, cada nível hierárquico deve se preocupar em preencher as necessidades do nível inferior, dando-lhe condições de executar suas tarefas, pois só assim os empregados envolvidos na execução final do produto estarão capacitados e também preocupados em satisfazer as necessidades do cliente.
O cliente é a razão da empresa, sem ele não terá sentido manter o negócio, porém para tudo que foi mencionado é necessário que a cultura organizacional seja presente e forte, pois todos devem agir com um único objetivo, o funcionário deve se importar pela execução do trabalho, e seus superiores devem estabelecer meios para que o mesmo possa trabalhar num ambiente saudável.

Segundo Sá (1999, p.17):
"Antes que o homem soubesse escrever e antes que soubesse calcular, criou ele a mais primitiva forma de inscrição que foi a artística, da qual se valeu para também evidenciar seus feitos e o que havia conquistado para seu uso".
Deve-se saber, no entanto, qual o momento em que a empresa tem que mudar, para isso o administrador precisa estar atento tanto às informações que a empresa apresenta quanto saber o que o meio em que a mesma está inserida solicita. O administrador deve se basear nos subsídios que o sistema de informação disponibiliza, seja qualquer tipo de informação relacionada aos interesses da empresa, que pode ser interna ou externa, condição que a empresa possui para poder, a depender do que o mercado exige, escolher a melhor decisão estratégica a tomar. São vários os fatores que influenciam a tomada de decisão, por isso é necessário que se conheça a situação financeira da empresa, aí que entra o papel do sistema de informação contábil, pois, apesar de ser parte do sistema de informação em geral, possui grande importância por retratar a situação financeira da empresa, além das diversas demandas de mercado.
O sistema de informação viabilizado a partir dos avanços tecnológicos, sana um grande problema das empresas em geral, pois disponibiliza informação, interna e externa, em curto espaço de tempo. É a ferramenta que irá descrever o histórico da empresa, é a partir dele que podemos perceber quais os fatores que precisam mudar, o que o mercado pede, quais são os pontos que necessitam ser remanejados dentro da organização, no geral é através do sistema de informação contábil que o administrador detém todas as informações cabíveis para determinar a estratégia financeira que a empresa adotará.
É baseado em dados dos funcionários da empresa, seja como capacidade produtiva, habilidades, formação acadêmica, interesses na empresa, cursos externos, enfim diante de uma infinidade de informações o administrador tem a possibilidade de remanejar o cargo dos seus funcionários para que se adéqüe aos interesses da organização de modo a viabilizar o desenvolvimento da mesma.
Adquirindo informações sobre os clientes, como o que eles desejam, se suas expectativas estão sendo atendidas, se existe algo no produto que poderia ser melhorado, permite a empresa ter uma noção da demanda e adequar sua oferta de acordo com as mutações do mercado.
É baseado nessas informações citadas nos últimos três parágrafos que se destaca a importância de um sistema de informação bem elaborado dentro de uma empresa.
3. Considerações Finais
Tomar decisões dentro de uma empresa não é tarefa simples, o gestor deve estar preparado para saber como agir em todas as possíveis situações, por isso cada vez mais é imprescindível a presença de um sistema de informações consistente, pois apesar de o mercado estar em alteração constante, para administrar corretamente uma empresa precisa-se dispor de informações confiáveis e em tempo hábil. Mudar é inevitável, por isso uma cultura organizacional deve estar preparada para que o inevitável aconteça, deve ser adaptável a qualquer tipo de situação. O administrador deve levar em consideração os relatórios contábeis, os quais registram a situação da empresa, deve possuir como princípio que esta lhe dando com pessoas e as mesmas não se satisfaz apenas com o salário é necessário realização pessoal e profissional, deve saber respeitar a condição de cada um, direcionando todos, o grupo, a um objetivo comum, o objetivo da empresa. O sucesso das organizações está na maneira como as mesmas reagem aos impactos externos e isso deve ser lapidado pelo gestor. Administrar é simplesmente uma orquestra onde o maestro deve implantar harmonia em todos os componentes para que a sinfonia entoe com conformidade.















REFERÊNCIAS:


SCHEIN, E. H. Organizational culture and leadership. San Francisco: Jossey-Bass, 1992.

CHIAVENATO, Idalberto Introdução à teroria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações - 7. ed. rev. e atual. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2003

HUNTER, James C. O Monge e o Executivo Uma História sobre a Essência da Liderança. ? Rio de Janeiro: Sextante, 2004.

SÁ, A. Lopes, Teoria do pensamento Contábil.
 
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Sobre este autor(a)
bancario, 21 anos, estudante da Universidade do Estado da Bahia
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