CUIDADOS COM A UNIDADE DE INTERNAÇÃO DO PACIENTE
 
CUIDADOS COM A UNIDADE DE INTERNAÇÃO DO PACIENTE
 


CENTRO SUPERIOR DE ENSINO E PESQUISA
DE MACHADO ? CESEP

DIEGO ANDREAZZI DUARTE








CUIDADOS COM A UNIDADE DE
INTERNAÇÃO DO PACIENTE









OURO FINO ? MG
30 DE SETEMBRO DE 2009



1. INTRODUÇÃO


Os cuidados com a unidade de internação do cliente são de responsabilidade da equipe de enfermagem, mesmo quando realizada pela equipe de limpeza, nesse caso deve ser, orientado, fiscalizado e gerenciado pelo Enfermeiro.

A unidade de internação do cliente consiste do processo de acolhimento, na recepção, onde é realizada a admissão, devendo ter um aspecto limpo e agradável, como também em toda a umidade, corredores, quarto leito e inclusive o banheiro.

Todas as ações direcionadas a esse processo levarão no aumento do conforto e melhor estadia, melhorando também, consecutivamente os riscos e a resposta ao tratamento e cura da morbidade.


2. CUIDADOS COM OS PERTENCES DO CLIENTE


Constituinte do processo de admissão, os cuidados com os pertences do cliente devem ser considerados como uma importante ação de enfermagem. Pois em casos de internação o indivíduo pode porta objetos pessoais como: relógios pulseiras, brincos, colares, carteiras com tendo dinheiro, anéis, próteses, roupas calçados e acessórios, que devem ser guardados em locais apropriados.


2.1. Cofre ou Similares e Entrega aos Familiares


Em casos de internações citadas acima, em que o cliente possui pertences a serem guardados, a maneira mais correta e o local mais adequado de se guardar são no cofre do hospital ou similares. Onde se deve fazer o registro de todos os pertences, com testemunhas, podendo ser os próprios profissionais da instituição, embala-los em saco plástico com etiqueta contendo as identificações do paciente como: número do prontuário, nome do cliente e leito de permanência.

Em casos de transferência ou em que a família deseje pega-los, deve-se registras o acontecimento, novamente com a presença de testemunhas e assinatura do familiar rebente, seja familiar ou responsável pelo outro setor ou instituição.


3. ASPÉCTOR DO LEITO E SETOR


O setor e leito, sendo os locais de permanência do cliente, sebe-se lá por quanto tempo, dependente de seu tratamento, resposta e recuperação, deve ser um ambiente agradável, limpo e arruma, proporcionando conforto ao cliente.

Na admissão do cliente devem-se, apresentar-lo o setor, o leito em que irá ficar o banheiro, se dependente, os demais clientes do setor, os profissionais que farão os cuidados, sendo assim isso compete não somente no aspecto higiênico, sendo grande importância, mas também os éticos e morais.


3.1. Adaptação do Cliente


O ambiente hospitalar, por si só já propicia certo desconforto emocional, sendo gerado tanto pela tensão do trabalho quanto a monotonia e mudança de local.

Segundo Sawada NO, Galvão CM, Mendes IAC e Coleta JAD (1998), o paciente inserido no contexto hospitalar, sai de seu domicílio, onde possui o domínio do seu espaço e é admitido em uma unidade hospitalar, onde muitas vezes necessita dividir seu espaço territorial com pessoas estranhas, num período de crise que é a doença.

Sendo assim temos o dever de promover a adaptação do cliente o máximo possível, seja modificando o ambiente, o deixando mais agradável e harmônico ou mesmo incentivando o relacionamento interpessoal entre os pacientes de uma mesma uindade.


4. LIMPESA DO LEITO E ARRUMAÇÃO DA CAMA ANTECESEDENTE A CHEGADA DO CLIENTE


Após o processo de limpeza terminal, que é realizada em caso de alta, transferência, óbito ou mesmos em longas permanências de internação; onde será descrita com detalhes no decorrer do trabalho, sem a certeza de seguinte ocupação, exceto em internações prolongadas, não se coloca as roupas de cama, com o intuito de não suja-las, sendo assim deve-se deixar uma notificação do dia de limpeza.

Quando o cliente der entrada no hospital e estiver ainda em processo de admissão deve-se informar a equipe para que procedam as ações de acolhimento e espera do cliente, sendo entre estas a arrumação do leito, que agora sim devem ser colocadas as roupas de cama e arrumada da forma fechada, que também será descrita abaixo, aguardando o cliente.


5. LIMPEZA DE UNIDADE


A limpeza da unidade é aquela realizada em todos os utensílios que compõe a unidade do cliente. Utilizada para preparar um leito seguro e confortáveis, evitando infecções hospitalares, manter a unidade com aspecto limpo, confortável e agradável.

As últimas autorias trazem a limpeza como uma ação realizada pele equipe de limpeza, e não mais pele equipe de enfermagem, pois mesmo assim ainda compete com a responsabilidade do profissional de enfermagem, sendo assim condenado e vistoriado pelo enfermeiro. Este processo já e muito utilizado nos grandes centros de saúde.


5.1. Princípios


Os princípios são:

? Limpar sempre do mais limpo para o mais sujo;
? Limpar sempre em sentido em sentido único, removendo a sujeira dos utensílios;
? Limpar sempre, respeitando uma seqüência lógica.


5.2. Limpeza Concorrente


A limpeza concorrente é feita diariamente por todos os plantões, com a retirada de pó de toda a unidade e com a organização dos objetos pessoais do cliente.



5.2.1. Material

Todo o material deve ser organizado antecedente a realização da ação, pois evita o desperdício de tempo e trabalho do profissional, sendo que neste caso são utilizados dois materiais, que são:

? Pano úmido;
? Luva de procedimento;


5.2.2. Evolução do Procedimento

? A unidade deve ser arejada;
? Calçar as luvas de procedimento;
? A roupa suja da cama deve ser retirada;
? O pano úmido deve ser utilizado para remover o pó da cadeira, cama, da mesa de cabeceira e dos acessórios;
? Disponha a roupa de cama limpa sobre a cadeira na seqüência de sua colocação;
? Processe a arrumação da cama;
? O pano deve ser lavado quantas vezes forem necessárias.


5.3. Limpeza Terminal ou Geral


Limpeza terminal é a limpeza geral de todos os equipamentos que compões a unidade do cliente. É realizada após a alta, óbito, transferência, presença de fluidos orgânicos no leito, ou internações prolongadas.



5.3.1. Material

Todo o material deve ser organizado antecedente a realização da ação, pois evita o desperdício de tempo e trabalho do profissional, sendo que neste caso são utilizados dois materiais, que são:

? Suporte de Hamper com saco coletor;
? 3 (três) panos (um para ensaboar, um enxaguar, e um secar);
? Solução detergente ou desinfetante;
? Luvas de procedimento (quantas forem necessárias);
? 1 (uma) bacia e 1 (um) jarro com água para enxaguar o panos com água e sabão sobre a bacia (a água deve se colocada quanta vez for necessária);


5.3.2. Evolução do Procedimento

? Prepara o material;
? Calçar as luvas de procedimento;
? Soltar as roupas de cama e retire-as, colocando-as no hamper;
? Limpe todos os componentes da unidade, usando o mesmo critério, primeiro ensaboar, segundo enxaguar e terceiro secar, sempre de cima para baixo em movimentos firmes no sentido único;
? Remover todos os utensílios da mesa de cabeceira (parte interna e externa);
? Disponha a bacia, os panos e o detergente em mesa acessória;
? Limpe a mesa de cabeceira, na seqüência de, interior e exterior, sendo a parte exterior, superior, laterais, e antero-posterior, sequencialmente;
? Limpe a cadeira, na seqüência de dorso, assento e os pés;
? Limpe o travesseiro impermeabilizado e coloque-o sobre a cadeira;
? Limpe a cabeceira da cama, em seguida limpe toda a parte superior do colchão;
? Dobre o colchão na metade, face limpa com limpa e proceda à limpeza do estrado da cama no sentido da cabeceira até o meio da cama, em seguida limpe a parte de baixo do colchão;
? Volte o colchão sobre o estrado e coloque novamente o limpo com limpo e proceda a limpeza da outra parte do colchão, e a seguir limpe o estrado até a parte inferior da cama, volte o colchão para a posição normal;
? Limpe a parte inferior e toda a lateral da cama, se necessário levante o estrado para limpar a parte inferior d cama;
? Conclua a limpeza limpando os pés da cama;
? Se houver deformidades no colchão, vire-o, e arrume a cama.


5.3.3. Cuidados Especiais

O ambiente deve ser arejado durante o procedimento, abrindo as janelas e portas. As roupas de cama devem ser retiradas sempre dobrando a parte de contato com o paciente para dentro e depois, encaminhadas para lavanderia, inclusive os cobertores.

Em caso de suporte de clientes com doenças infecto-contagiosa, o ambiente e leito deve primeiro se desinfetado para depois ser limpo, lembrado que o ato de desinfecção tem o objetivo de eliminar os microrganismos patógenos, diferente da limpeza, que proporciona a eliminação da sujeira.


6. TIPOS DE CAMAS


Após a limpeza da unidade, a arrumação da cama é fundamental para propiciar o conforto e bem estar do cliente. Sendo assim o preparo da cama consiste em arrumar o leito de acordo com as características e as necessidades do cliente do cliente que irá ocupá-la.


6.1. Cama Fechada

Cama fechada é a cama simples e desocupada, que aguarda a chegada do cliente para internação. As roupas necessárias para a arrumação da cama são: um lençol de cima, um lençol de baixo, uma colcha, uma fronha, uma toalha de rosto e uma de banho.

As seqüências em que as roupas devem ser colocadas na cadeira para a troca são:

? Toalha de banho e rosto;
? Fronha;
? Colcha;
? Lençol de cima;
? Lençol de baixo.


6.2. Cama Aberta


Cama aberta é a cama que está sendo ocupada por um cliente que pode deambular após a sua internação. As roupas necessárias para a arrumação da cama são: um lençol de cima, um lençol de baixo, uma colcha, uma fronha, uma toalha de rosto e uma de banho.
A seqüência em que as roupas devem ser colocadas para a troca é:

? Toalha de banho e rosto;
? Fronha;
? Colcha;
? Cobertor se o cliente solicitar ou a temperatura ambiente estiver frio;
? Lençol de cima;
? Lençol móvel e impermeável se necessário (avaliar o grau de dependência do cliente);
? Lençol de baixo.

Lembrando que a colocação do impermeável merece uma avaliação especial, pois propicia um aquecimento inadequado para todo o dorso do cliente, podendo aumentar os riscos para lesão de pele.


6.3. Cama com Cliente

A cama com cliente, como diz o nome é aquela ocupada pelo cliente (Anexo C), onde este não pode deambular-se, no geral esta cama é realizada durante o banho no leito. As roupas necessárias para a arrumação da cama são: um lençol de baixo, um impermeável, um lençol móvel, um lençol de cima, um cobertos se necessário, uma colcha, fronha, uma toalha de rosto e uma de banho.

A seqüência em que as roupas devem ser colocadas para a troca é:

? Toalha de banho e uma de rosto;
? Fronha;
? Colcha;
? Cobertor se o cliente solicitar ou a temperatura ambiente estiver frio;
? Lençol de cima;
? Lençol móvel e impermeável se necessário (avaliar o grau de dependência do cliente);
? Lençol de baixo.



6.4. Cama de Operado


A cama de operado é feita para aguardar o cliente após o procedimento cirúrgico, no pós-operatório imediato (são as primeiras 6 horas após o procedimento cirúrgico). As roupas necessárias para a arrumação da cama são: um lençol de baixo, um impermeável, um lençol móvel, um lençol de pregas na cabeceira para aparar vômitos, um lençol de cima com cobertor e colcha em forma de envelope (para lateral ou parte inferior da cama), uma fronha (travesseiro de ser colocado na parte inferior da cama ou sobre cadeira, uma toalha de rosto e uma de banho).


7. LOCAL DE HIGIENE E ALIMENTAÇÃO


Em âmbito hospitalar indivíduo deve compartilhar do leito o seu local de descanso e conforto, reabilitação, tratamento, higiene e alimentação. Sendo assim há uma preocupação com a realização de todas estas ações sem afetar uma a outra, sendo que algumas geram uma grande exposição a riscos de contaminação e outras necessitam do mínimo possível.


7.1. Cuidados com o local de Banho do Cliente


O banheiro é um locar, onde sempre se encontra diferentes espécies de microrganismos seja nocivo ao ser humano ou não, isto se dá, por ser um local de constante contaminação, tanto de secreções com de eliminações fisiológicas, sendo que no TGI ou VR possui grande quantidade de organismos habitantes fisiológicos, chamado de Flora Bacteriana, onde são eliminados constantemente nas fezes e urina, podendo se tornar patológico ou não.

Sendo assim deve haver uma maior preocupação com o banheiro, devendo ser realizado sua limpeza diariamente, fazendo o uso de desinfetantes com o objetivo de destruir esses microrganismos existentes. Além do cuidado com o local, devemos estar sempre atentos com a exposição do cliente a ambientes de contaminação, diminuindo a permanência excessiva do cliente a determinados locais, como na realização ou promoção do banho.
Então se chega à conclusão que devemos incentivar a realização de um banho correto, com o motivo de diminuição de microrganismo, estética e conforto, mas em contra partida promover a diminuição da exposição prolongada a esse tipo de ambiente.


7.2. Cuidados com o local de Alimentação


A alimentação do paciente deve ser no leito, isso pela falta de possibilidade de outro local e principalmente pela dificuldade de locomoção em alguns casos. Para que isso ocorra o ambiente deve ser preparada em especial para ocasião à alimentação.

O alimento além de ter que possuir um aspecto agradável, colorido e com constituintes nutritivos, deve ser procedido em local adequado e agradável para o mesmo.

Ao fornecer a alimentação, antes se deve limpar a mesa de alimentação, a posicioná-la na maneira correta, sobre o cliente; e então buscar o alimento colocando-o sobre a mesa de alimentação. Avalie o grau de dependência do cliente, e se necessário proceda à alimentação o ajudando; evitando a presença de situações que poção promover a perda do apetite.

Após a alimentação os materiais devem ser recolhidos e enviados para a lavagem, o leito reorganizado e se necessário proceder à limpeza.


8. CONCLUSÃO


Entende-se que as ações de enfermagem devem ser sistematizadas e sempre com embasamento e obviedade, para a diminuição dos riscos existentes e melhor resultado obtido, superando os objetivos e as metas traçadas, para uma melhor atenção de melhoria no atendimento ao cliente.


REFERÊNCIAS

1. TARDELLI MS e SILVA SRLP. Manual de Procedimento Para Estágio em Enfermagem. Ed. Martinari. São Paulo. 2006, p. 30-40.

2. POTTER PA e PERRY AG. Fundamentos de Enfermagem. ABDR. 2005, p. 73 e 107.
3. BRUNER, Bare G e SUDDARTH, Smeltzer C. Tratado de Enfermagem Médico-Cirurgica, 10 ed.Guanabara Koogan. Rio de Janeiro. 2005. 16-18.
4. GONÇALVES, Hortência de Abreu. Manual de Monografia, Dissertação e Tese. São Paulo, 2004. 127p.5. SAWADA NO, GALVÃO CM, MENDES IAC e COLETA JAD. Invasão do Território e Espaço Pessoal do Paciente Hospitalizado: Adaptação de Instrumento para a cultura Brasileira. Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.6 no.1 Ribeirão Preto Jan. 1998.

6. OLSCHOWSKY A e DUARTE MLC. Saberes dos Enfermeiros em uma Unidade de Internação Psiquiátrica de um Hospital Universitário. Rev. Latino-am Enfermagem 2007 julho-agosto; 15(4).

7. SOUSA CL e CAMPOS GD. Condições higiênico-sanitárias de uma dieta hospitalar. Rev. Nutr. vol.16 no.1 Campinas Jan./Mar. 2003.

8. MONTEIRO MI, CHILLIDA MSP e BARGAS EB. Educação continuada em um serviço terceirizado de limpeza de um hospital universitário. Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.12 no.3 Ribeirão Preto May/June 2004.
 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Acadêmico de Enfermagem do Centro Superior de Ensino e Pesquisa de Machado. Atualmente é pesquisador acadêmico da Universidade Federal de Juiz de Fora, pesquisador acadêmico do Centro Superior de Ensino e Pesquisa de Machado e pesquisador acadêmico e integrante do Programa de Formação de Docentes da...
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