CRIAÇÃO E MANEJO DE FRANGO DE CORTE
 
CRIAÇÃO E MANEJO DE FRANGO DE CORTE
 


Com certeza a avicultura foi um dos setores de produção que mais cresceu nestas ultimas décadas, acompanhando o crescimento tecnológico (SOUZA, et al, 2010). Toda essa evolução exigiu também um progresso no que se refere a genótipo, alimentação, sanidade, instalações confortáveis, equipamentos e manejos das aves, proporcionando potencial máximo e eficiência em produção (SANTOS et al, 2009).

O manejo das aves é realizado através de várias fases (manejo antes da chegada dos pintinhos, manejo da chegada dos pintinhos, manejo do 1º ao 11º dia manejo do 12º dia à saída do lote e manejo na retirada do lote), das quais começam antes mesmo da chegada dos pintinhos, onde há um preparo das instalações e equipamentos para seu recebimento. Embora seja de grande valia saber sobre esses procedimentos, é necessário também que a escolha da linhagem e a qualidade dos pintinhos sejam de boa procedência (LANA, 2000).

Segundo Lana (2000), é possível dizer que qualquer interferência presente em uma dessas fases, pode acarretar numa redução do desempenho da granja, determinando pouca qualidade no lote por ela produzido.

O objetivo do manejo de frango é atingir a performance desejada em termos de peso vivo, conversão alimentar e rendimento de carne com desenvolvimento ótimo das funções vitais, com critérios para uma boa produtividade e rendimento da carcaça, peito e pernas (MADEIRA et al, 2010).

MANEJO ANTES DA CHEGADA DOS PINTINHOS

Limpeza e Desinfecção de Instalações e Equipamentos

Em primeiro lugar é necessário realizar uma limpeza criteriosa, que se bem feita pode remover de 90 a 95% do material contaminante que se encontra aderido nestes locais (SANTOS et al, 2009). A água quente poderá ser mais utilizada, pois sua eficiência é maior que a da água fria. Detergentes podem ser utilizados com a função de remover sujeiras e penetrar em fendas, mas estes não devem ser misturados a outros agentes de limpeza, pois podem inativar um ou outro durante a limpeza (LANA, 2000).

Após a retirada do lote deve-se realizar a limpeza eficiente, onde se retira o resto de ração que porventura esteja no local, removem-se os equipamentos, lava-se, desinfeta (com desinfetantes que proporcionem melhor ação sobre agentes patogênicos) e expõe ao sol; retira-se a cama, molha-se e enlona o caminhão; varrem-se e lavam-se tetos, telas, paredes silos e pisos (LANA, 2000).

Após a realização da limpeza, inicia-se o processo de desinfecção, que deve ser feito ainda com as instalações úmidas, onde se aplica inseticidas de baixa toxicidade e cal hidratada com água. A grande dificuldade está em realizar a desinfecção se agredir o meio ambiente (JAENISCH et al, 2010). Segundo Santos (et al, 2009), pode-se utilizar também amônia quaternária, fenóis e cresóis e cloro. As instalações devem ficar fechadas e sem uso por aproximadamente 10 dias (LANA, 2000).

Existem alguns fatores que podem influenciar na ação do desinfetante, como por exemplo: Coeficiente fenólico do produto; diluição na qual o desinfetante é usado; temperatura e modo de aplicação e tempo de exposição (LANA, 2000), além do mais a atuação antimicrobiana pode ser afetada pela presença de material orgânico (JAENISCH et al, 2010).

Desta forma é necessário observar alguns pontos durante a escolha do desinfetante: não ser tóxico para homens ou animais, ser altamente germicida, que seja efetivo, ser não-corrosivo, ser solúvel em água, ter poder de penetração, de preferência ser inodoro e ter baixo custo (LANA, 2000).

Segundo Lana (2000), é neste período (que antecede achegada dos pintinhos), que varias atividades devem acontecer, por exemplo, o extermínio de roedores; a revisão e manutenção dos equipamentos, cortinas, telas e telhados e outros problemas que possam porventura surgir.

Instalações ou Reparo das Cortinas
Elas têm a função de evitar a entrada de água da chuva, frios e correntes de ar (SANTOS et al, 2009). Geralmente as cortinas externas são feitas de ráfia, a qual é fixada na parte inferior do galpão, no nível superior da mureta; durante o inverno, é importante que cortinas laterais também sejam fixadas junto às externas (LANA, 2000).

Cama do Aviário

Esta deve ser de boa qualidade, ou seja, ter partículas de tamanho médio e homogêneo; ter capacidade de absorver e liberar a umidade; ter baixa condutibilidade térmica; ter capacidade de amortecimento; ter umidade em torno de 20-25%; ser de baixo custo e boa disponibilidade; ter ausência de fungos e substâncias toxicas e ter a propriedade de cobrir o piso do galpão de maneira uniforme (APPLEBY et al, 2010. Durante o verão ele pode atingir 5 a 8 cm de altura e no inverno de 8 a 10 cm. Quando o volume for de 1m³, ele poderá cobrir 30m² de área com altura e 5 cm (LANA, 2000).

É importante avaliar e observar sempre as condições da cama, o objetivo é mantê-la sempre limpa, evitando a formação de placas e partes úmidas. A remoção das camas deve ser feita durante a manhã, para que ela se mantenha seca e fofa (APPLEBY et al, 2010). Existem diversos materiais utilizados na confecção das camas, os mais utilizados são: Cepilha de madeira; Casca de café; Bagacinho de cana; Capim Napier triturado e desidratado; Fenos de gramíneas; Casca de arroz e casca de amendoins (AVILA, et al 2008). De todas estas opções, a que melhor se adequar será utilizada, levando-se em consideração que ela seja de boa qualidade (LANA, 2000).

A cama só poderá ser reutilizada depois de sofrer o processo de desinfecção para receber o novo lote, em caso de problemas sanitários, ocorrido no outro lote, impede a sua reutilização. Mas caso a cama seja reutilizada, é preciso realizar alguns procedimentos básicos, como: limpeza e desinfecção; abrir o aviário para ventilação; retirar partes empastadas; proceder à queima das penas; remover a cama velha do galpão para que ela sofra fermentação em outra instalação; umedecer a cama caso ela esteja seca; retornar a cama para o galpão e desinfetá-la e removê-la varias vezes até que a umidade atinja 20 a 25% (LANA, 2000).

Criação em Círculos de Proteção
A função destes círculos é proteger os pintinhos de correntes de ar. Na sua montagem, são usadas chapas de eucatex, duratex, compensado e folhas metálicas, com uma campânula disposta no centro deste circulo (SANTOS et al, 2009). A altura destes círculos pode variar entre 0,40 a 0,60 m, com 3 m de diâmetro, com capacidade para alojar 500 pintinhos. No inverno aconselha-se a utilização de círculos duplos. Sua retirada pode ser feita a partir do 10º dia (LANA, 2000).

Sistemas de Aquecimento

O sistema de aquecimento tem por função auxiliar no aquecimento do galpão, principalmente durante o inverno. Este deve ocorrer pelo menos umas três horas antes da chegada dos pintinhos e deve permanecer ativo por pelo menos 15-20 dias. O controle da temperatura pode ser realizado por termostato (LANA, 2000).

Sistemas de Água

A água deve estar à disposição dos pintinhos a todo tempo (SANTOS et al, 2009). O fornecimento da água deve ser limpo, não estagnado e descontaminado sempre. A temperatura deve ser ideal, entre 10 a 12ºC, pois, água muito fria ou muito quente pode prejudicar o desenvolvimento dos pintinhos. Aconselha-se o uso de medidor diário de água a fim de avaliar o nível de consumo, pois um aumento ou uma diminuição repentina no seu consumo pode ser sinal de estresse, doenças ou má qualidade da ração (LANA, 2000). O importante é que a água seja sempre de boa qualidade, pois é comprovado que quando a ave perde 20% da água em seu organismo, ela vem a óbito (TOGASHI et al, 2008). Os principais tipos de bebedouro utilizados para abastecimento de água nos galpões são: bebedouro tipo pressão com bóia satélite; bebedouro pendular (1 para cada 100 frangos); tipo calha; tipo taça (1 para cada 28 frangos); tipo nipple (1 para cada 20 frangos) e tipo bóia satélite (SANTOS et al, 2009; APPLEBY et al, 2010).

Os bebedouros devem ser instalados igualmente por todo aviário. Em razão da sua praticidade os mais utilizados são os bebedouros pendulares, mas podem também facilmente desperdiçar água se usado incorretamente. À medida que se aumenta a importância da qualidade da carcaça no abatedouro, bebedouros tipo nipple com copos, passam a ser mais bem aproveitados (APPLEBY et al, 2010).

Sistema de Alimentação

Inicialmente, a melhor maneira de alimentar os pintinhos, é colocar a ração triturada sobre bandejas ou folhas de papel, mas a partir do terceiro dia, eles já podem ser transferidos para o sistema principal de arraçoamento. Os principais tipos de comedouro utilizados são: tipo bandeja ? utilizados nos primeiros 11 dias de vida na proporção de 5 para 500 pintos; tipo tubular ou semi-automático ? deve ser utilizado a partir do 11º dia e possui capacidade para 20 a 30 aves; tipo calha com corrente ? permiti acesso de 40 aves por metro de calha; tipo helicoidal ? sua capacidade é semelhante à do tipo tubular, e a disposição à do tipo calha (LANA, 2000).

Fonte: doisac.com

Criação com Equipamentos Definitivos

Segundo Lana (2000) estes são usados desde o primeiro dia à saída do lote; estes são: aquecedor infravermelho, bebedouro nipple ou pendular, comedouro automático tipo helicoidal e comedouros tubular baby e bebedouros com bóia satélite (equipamento de reforço).

Transporte dos Pintinhos para a Granja

Para um transporte efetivo, é necessário viaturas com condições adequadas para viagens longas, cujo ambiente interno seja semelhante ao do galpão, por isso é importante avaliar antes as condições climáticas, para que o transporte seja eficiente e as aves não sofram e recebam ventilação adequada durante o trajeto percorrido. Deve-se evitar mandar pintos provenientes de ovos pequenos para longas distâncias, bem como ter cuidado com ventilação excessiva para pintos muito pequenos, pois isso poderá acarretar sua desidratação (LANA, 2000).

Fonte: sitiomandarim.com.br
MANEJO DA CHEGADA DOS PINTINHOS

Avaliação da Qualidade dos Pintinhos
Para uma aquisição de pintos de boa qualidade recomenda-se optar por incubatórios idôneos que apresentem controle sanitário eficiente (SANTOS et al, 2009). O incubatório é considerado um ambiente estratégico onde o objetivo é transformar biologicamente ovos férteis em pintos, de maneira que atendam as qualidades exigidas, as expectativas da produção das aves ao menor custo possível (BARACHO et al, 2010). Os pintos de boa qualidade devem apresentar as seguintes características: serem ativos e apresentar olhos brilhantes, umbigo bem cicatrizado, tamanho e cor uniformes, canelas brilhantes e lustrosas, plumagem seca e macia, sem empastamento na cloaca (LANA, 2000). Caso haja alguma deformidade, o melhor a fazer é alojá-los separadamente (SANTOS et al, 2009).

Alojamento dos Pintos

Antes da chagada dos pintinhos, faz-se uma avaliação final das condições do galpão, o momento do desembarque dos pintos deve ser rápido e acontecer próximo ao círculo de proteção, após isso eles serão contados e pesados. Já na granja, os pintinhos devem estar solutos sob campânulas, que já estarão acesas três horas antes da chegada dos pintos, é aconselhável que pintinhos de um mesmo lote de matrizes sejam separados no mesmo aviário, com intuito de diminuir a competição entre os pintos e se mantenha a uniformidade (LANA, 2000).



MANEJO DO PRIMEIRO AO 11º DIA DE IDADE

Controle de Temperatura

Nos primeiros dias de vida é imprescindível que o sistema de aquecimento esteja ativo nos aviários, podendo a temperatura diminuir a partir do crescimento das aves. A temperatura inicial ideal é de 32º devendo abaixar 3ºC por semana. Para Nazareno (et al, 2009) a partir da quinta semana, a temperatura ideal é uma média abaixo de 24ºC . Segundo Souza (et al, 2010) quando a temperatura está mais baixa, os pintinhos estão na zona de conforto, favorecendo o consumo de alimentação e o ganho de peso.

É necessário observar o comportamento dos pintinhos, a fim de avaliar se a temperatura está correta, por exemplo, se os pintos estiverem muito espalhados, significa temperatura muito alta, ao contrário se estiverem muito próximos um dos outros, pode significar baixa temperatura (SANTOS et al, 2009).

Manejo de Cortinas

O manejo de cortinas é determinado conforme as condições do ambiente, como: temperatura, umidade e a idade das aves, nos primeiros dias elas devem estar fechadas e em dias mais quentes abertas, mas é importante que elas nunca sejam abaixadas de uma só vez, evitando-se mudanças bruscas na temperatura (LANA, 2000).

A função destas cortinas é manter a temperatura ambiente e regular a entrada de ar e saída de odores como amônia, poeira e gases no interior do galpão. Durante o inverno pode-se instalar mai cortinas laterais. O manejo correto das cortinas permite a redução de inúmeros problemas no lote (LANA, 2000).



Regulagem de Bebedouros e Comedouros

A altura dos bebedouros deve ser diariamente ajustada, para que esteja ao nível dos olhos dos frangos. O nível da água nos bebedouros deve ser regulado, para que não haja desperdício da água (APPLEBY et al, 2010). A regulagem dos comedouros por sua vez, é realizada a cada três dias, recomenda-se que a borda superior do comedouro calhe com o dorso das aves, geralmente a ração deverá ocupar 1/3 dos comedouros para que não haja desperdícios (ROLL, et al, 2010).

Fonte: criacaodeanimais.blogspot.com


Programa de Luz

Este tipo de programa é determinado em função da linhagem, região, estação do ano e manejo pré-determinado pelo produtor, os programas mais utilizados na avicultura de corte, são: Fornecimento de 18h de luz por dia; Fornecimento de 20h/luz/dia; luz diária, mas controle intermitente durante a noite; luz 24h por dia e somente luz natural. Aconselha-se a diminuição da luz diária no verão (SANTOS et al, 2009), e que a intensidade de luz para as aves seja na ordem de 10 a 15 lúmen/m² (LANA, 2000).

Programa de Alimentação

É essencial seguir um plano de alimentação bem definido. A ração deve ser peletizada, triturada ou farelada, balanceada de maneira que atenda as necessidades nutricionais das aves em cada fase de criação; a ração deve ser colocada diariamente nos comedouros e peneirada para obtenção de uma ração limpa (SANTOS et al, 2009). Sua armazenagem deve ocorrer em ambiente limpo, seco e arejado, sobre estrados e alojados longe de janelas. A forma mais segura de armazenar a ração é em silos, não podendo ultrapassar o período de 30 dias (LANA, 2000).

Manejo de cama

Nos primeiros dias o trabalho com as camas é direcionado com objetivo de evitar que elas se tornem úmidas e consequentemente ocorra formação de placas (LANA, 2000).

Densidade de Alojamento

Segundo Santos (et al, 2009), é o numero de aves por metro quadrado de piso do galinheiro. A densidade do alojamento tem influencia significativa sobre o produto final em termos de uniformidade, desempenho e qualidade, o aumento da densidade requer maior controle ambiental (SOUZA et al, 2010). A disponibilidade da área por frango dependerá de inúmeros fatores, dos quais os mais importantes são: idade do abate, clima e estação do ano e tipo de alojamento. Espera-se que em aviários abertos a densidade seja de 30 a 34 Kg/m² para pesos finais, em épocas mais quentes a densidade deve ser reduzida para 27 Kg/m² (LANA, 2000).

Manejo Sanitário

É aconselhável que se evite o trânsito de pessoas e veículos nas proximidades do galpão, porém quando isso for necessário, é importante que as pessoas estejam usando roupas e utensílios limpos e desinfetados. A limpeza e desinfecção do galpão devem ser eficientes como já foi visto e o galpão deve sofrer o vazio sanitário por um período de 10 dias (SANTOS et al, 2009; AVILA et al, 2008).

Controle de Doenças e Vacinação

O objetivo maior da vacinação é diminuir os efeitos e agravos das doenças que podem infringir a saúde e o bem-estar das aves. Ao menor sinal de estresse ou queda no consumo de água e ração, é imprescindível atenção e cuidados especiais, como mandar as aves para exames laboratoriais, se o tratamento for apropriado e imediato , há uma diminuição no aparecimento de doenças e um melhor controle da saúde das aves (LANA, 2000).

É importante ficar atento a certas doenças, como: de Marek, Bouba aviária, de Newcastle, Bronquite infecciosa e Gumboro, na hora de criar um plano de vacinação, porém, cada granja é diferente da outra e precisa, portanto, de cuidados e programas de conservação de saúde diferentes que atendam suas necessidades, em condições de bom manejo a única vacina obrigatória é a de Marek (LANA, 2000).

Descarte

São denominados descartes as aves que se encontram fora do padrão médio de desenvolvimento do lote. Este descarte deve ser feito o mais precoce possível, evitando assim perdas com ração (LANA, 2000).

Fonte: Portaldeveterinasria.com
Registros

Os registros são fundamentais para elevar os níveis de qualidade e produtividade, bem como monitorar a higiene e o controle sanitário (LANA, 2000).

MANEJO DO 12º DIA À SAÍDA DO LOTE

É nesta fase, que segundo Lana (2000), o frango atinge seu potencial máximo de desenvolvimento.

Cuidados na Troca dos Equipamentos
A troca dos equipamentos, para os definitivos deve ser feito de forma lenta e gradual, a partir do 3º dia comedouros e bebedouros já podem ser trocados por definitivos, eles devem estar ajustados ao tamanho das aves e devem estar sempre limpos (LANA, 2000).

Programa de Luz

Mantém-se o programa do inicio do manejo, importando-se sempre em observar se as lâmpadas estão queimadas e limpas e se a iluminação não está excedendo o máximo de 20 a 22 lúmens/m² (APPLEBY et al, 2010).

Manejo de Cama

São realizados os mesmos cuidados do inicio do manejo, ou seja, cuidados com empastamentos, vazamentos de bebedouros, limpeza constantes etc. (LANA, 2000).

Manejo de Ventilação

A ventilação é importante, pois fornece oxigênio, renova dióxido de carbono e outros gases tóxicos, regula a temperatura e auxilia no controle das enfermidades e da umidade. Pode-se realizar a ventilação do tipo natural ou a ventilação artificial e além destes outros fatores podem ajudar a diminuir a temperatura do galpão, como: sistemas de nebulização e aspersão de água sobre o telhado (MOREIRA et al, 2004 ).

Destino das Aves Mortas

É preciso retirar e remover diariamente as aves que estão mortas, impedindo a proliferação de micro-organismos patogênicos e a possível transmissão de doenças no interior do galpão. O método mais eficaz na eliminação destas aves é a incineração sendo inadmissível a remoção das aves mortas para valas abertas (LANA, 2000). Quando optar por uso de fossas, essas devem ser bem tampadas e mantidas secas (SANTOS et al, 2009).

MANEJO NA SAÍDA DO LOTE

Para retirada das aves, já desenvolvidas e prontas para o abate, são necessários alguns cuidados: deve-se retirar a ração umas 6 horas antes da retirada do lote, e a água só deve ser retirada no momento da apanha dos frangos (LANA, 2000).

Apanha dos Frangos

Esta operação deve ser cuidadosa, já que é o momento de maior estresse para os frangos, nesta fase podem acontecer muitas contusões, por isso deve ser supervisionada e planejada cuidadosamente, pessoas competentes devem realizar esta tarefa (SILVA & VIEIRA, 2010). Os comedouros devem ser retirados, com objetivo de evitar obstrução das aves e dos funcionários (LANA, 2000).

Deve-se reduzir a luz do aviário, e as aves devem ser pegas pelos pés e canelas, nunca pelas coxas ou asas, sendo seguras uma a uma e colocadas gentilmente nos engradados que nunca devem ser superlotados e enquanto se espera o transporte, pode-se realizar a ventilação artificial ou molhar as aves (SILVA & VIEIRA, 2010; APPLEBY et al, 2010).


Carregamento

Para facilitar e agilizar o carregamento, pode-se construir galpões com grandes portões que permitam acesso interno do veiculo (APPLEBY et al, 2010).

Transporte

Para realização de um transporte eficiente é preciso educar os motoristas, observar e avaliar as condições mecânicas dos caminhões, a distribuição dos engradados e a manutenção adequada destes (SILVA & VIEIRA, 2
.
Fonte: marcelrofeal.blogspot.com

Perda de Peso no Transporte

A perda de peso das aves pode estar diretamente relacionada ao tempo da viagem, às condições climáticas durante a viagem, o tempo de espera na plataforma, o horário do transporte e outros. Para minimizar a perda de peso, é necessário que a plataforma esteja na penumbra com uma temperatura variando entre 18 e 23ºC e ser bem ventilada (LANA, 2000).

Avaliação do Desempenho do Lote

Ao acompanhar o desempenho de cada lote, o produtor terá a chance de avaliar e quantificar a eficiência das técnicas utilizadas. Para avaliar a eficiência de produção entre lotes, pode-se utilizar o Índice de Eficiência Produtiva (IEP), este índice pode variar em função da idade de abate (IA), da viabilidade (VB), do peso médio vivo (PM), do consumo de ração (CR) e da conservação alimentar (CA), na retirada do lote (LANA, 2000).



















REFERÊNCIAS

APPLEBY, M.; BOCK, B.; BROOKS, R.; COE, B.; DOUGLASS, A.; FANATICO, A.; et al. Padrões do HFCA Para a Produção de Frango de Corte. Humane Farm Animal Care. 2010. 43p.

AVILA, V. S. de; OLIVEIRA, U. de; FIGUEIREDO, E. A. P. de; COSTA, C. A. F.; ABREU, V. M. N.; ROSA, P. S. Avaliação de Materiais Alternativos em Substituição à Maravalha como Cama de Aviário. Revista Brasileira de Zootecnia. 2008; 37(2): 273-7.

BARACHO, M. S.; NAAS, I. de A.; GIGLI, A. C. S. Impacto das Variáveis Ambientais em Incubatório de Estágio Múltiplo de Frangos de Corte. Engenharia Agrícola. 2010: 30(4); 563-77.

JAENISCH, F. R. F.; KUCHIISHI, S. S.; COLDEBELLA, A. Atividade Antibacteriana de Desinfetantes para Uso na Produção Orgânica de aves. Ciência Rural. 2010; 40(2): 384-8.

LANA, G. R. Q. Criação e Manejo de Frango de Corte. In: __________ Avicultura. São Paulo: Livraria e Editora Rural, 2000. p.41-58.

MADEIRA, L. A.; SARTORI, J. R.; ARAÚJO, P. C.; PIZZOLANTE, C. C.; SALADANHA, E. S. P. B.; PEZZATO, A. C. Avaliação do desempenho e do Rendimento de Carcaça de Quatro Linhagens de Frangos e Corte em Dois Sistemas de Criação. Revista Brasileira de Zootecnia. 2010: 39(10); 2214-21.

MOREIRA, J.; MENDES, A. A.; ROÇA, R. O.; GARCIA, E. A.; NAAS, I. A.; GARCIA, R. G.; ALMEIDA, I. C. L. Efeito da Densidade Populacional Sobre Desempenho, Rendimento de Carcaça e Qualidade da Carne em Frangos de Corte de Diferentes Linhagens. Revista Brasileira de Zootecnia. 2004; 33(6): 1506-19.

NAZARENO, A. C.; PANDORFI, H.; ALMEIDA, G. L. P.; GIONGO, P. R.; PEDROSA, E. M. R.; GUISELINI,C. Avaliação do Conforto Térmico e Desempenho de Frangos de Corte Sob Regime de Criação Diferenciado. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental. 2009: 13(6); 802-8.

ROLL, V. F. B.; DAÍ PRÁ, M. A.; ROLL, A. A. P.; XAVIER, E. G.; ROSSI, P.; ANCIUTI, M. A.; RUTZ, F. Influência da Altura de Comedouros Tubulares no Comportamento Ingestivo de Frangos de Corte. Archivos de Zootecnia. 2010; 59(225): 115-122.

SANTOS, M. W. dos; RIBEIRO, A. das G. P.; CARVALHO, L. S. A Criação de galinha Caipira: Para Produção de Ovos em Regime Semi-Intensivo. Niterói: Programa Rio Rural, 2009. 32p.

SILVA, I. J. O.; VIEIRA, F. M. C. A Ambiência Animal e as Perdas Produtivas no Manejo Pré-Abate: O Caso da Avicultura de Corte Brasileira. Archivos de Zootecnia. 2010; 59(R): 113-131.

SOUZA, V. L. F. de; BURANELO, G. S.; GASPARINO, E.; CARDOZO, R. M.; BARBOSA, M. J. B. Efeito da Automatização nas Diferentes Estações do Ano Sobre os Parâmetros de Desempenho, Rendimento e Qualidade da Carne de Frangos de Corte. Acta Scientiarum. Animal Sciences. 2010; 32(2): 175-81.

TOGASHI, C. K.; ANGELA, H. L. da; FREITAS, E. R.; GUASTALLI, E. A. L.; BUIM, M. R.; GAMA, N. M. S. Q. Efeitos do tipo de bebedouro Sobre a Qualidade da Água e o Desempenho e a Qualidade dos Ovos de Poedeiras Comerciais. Revista Brasileira de Zootecnia. 2008: 37(8); 1450-5.
 
Avalie este artigo:
(4 de 5)
6 voto(s)
 
Revisado por Editor do Webartigos.com


Leia outros artigos de José Renato Silva
Talvez você goste destes artigos também
Sobre este autor(a)
Estudante de Medicina Veterinária da Facastelo
Membro desde abril de 2011
Facebook
Informativo Webartigos.com
Receba novidades do webartigos.com em seu
e-mail. Cadastre-se abaixo:
Nome:
E-mail: