ࡱ> :<9[bjbj42ΐΐ@@@@@TTTT<T/b@@@@@z1mTp0,">@l :Conceito e funes da Educao de Jovens e Adultos Mrcio Antonio Rodrigues As novas capacidades exigidas pelas transformaes da base econmica do mundo contemporneo, o usufruto de direitos prprios da cidadania, a importncia de novos critrios de distino e prestgio, a presena dos meios de comunicao assentados na micro- eletrnica requerem cada vez mais o acesso a saberes diversificados. Surgindo no contexto brasileiro uma adequao educacional que se inspirou nas Leis de Diretrizes e Bases da Educao (LDB) de 1996. Lei que tambm compreende o segmento de estudante que esto dentro da idade escolar e aqueles que esto foram. Ela nomina-os de Jovens e Adultos, ou seja, Educao de Jovens e Adultos. O ensino de jovens e adultos no Brasil, tambm conhecido como Educao de Jovens e Adultos (EJA), caracteriza-se como uma proposta pedaggica flexvel que considera as diferenas individuais e os conhecimentos informais dos estudantes, adquiridos a partir das vivncias dirias e no mundo do trabalho. A concepo posta na legislao e, portanto, que ampara as prticas pedaggicas e a organizao curricular de que a EJA uma forma de suplncia para quem no teve oportunidade de estudar no suposto perodo da vida tido como devido para a aprendizagem. A EJA, de acordo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educao de Jovens e Adultos uma categoria organizacional constante da estrutura da educao nacional, com finalidades e funes especficas: reparadora, equalizadora e permanente ou qualificadora. A proposta pedaggica da EJA visa desenvolver e constituir conhecimentos, habilidades, competncias e valores que transcendam os espaos formais da escolaridade e conduzam realizao de si e ao reconhecimento do outro como sujeito. Considera que a educao abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivncia humana, no trabalho, nos movimentos sociais, nas organizaes da sociedade civil e nas manifestaes culturais. A EJA um compromisso a ser realizado na aquisio de conhecimentos at ento obstaculizados por uma sociedade onde sobreviver esmaga a igualdade e da liberdade. Representa um desafio a ser preenchido no s por iniciativas individuais, mas tambm por programas de polticas pblicas. Muitos jovens ainda no empregados, desempregados, empregados em ocupaes precrias e vacilantes podem encontrar nos espaos e tempos da EJA, seja nas funes de reparao e de equalizao, seja na funo qualificadora, um lugar de melhor capacitao para o mundo do trabalho e para a atribuio de significados s experincias scio-culturais trazidas por eles. A EJA deve contemplar uma educao escolar que possibilite a criao de um espao democrtico de conhecimento e de postura tendente a assinalar um projeto de sociedade menos desigual. A educao de adultos torna-se mais que um direito consistindo na chave de leitura para o sculo XXI, sendo tanto consequncia do exerccio da cidadania quanto, condio para uma plena participao na sociedade. Alm do mais, um poderoso argumento em favor do desenvolvimento ecolgico sustentvel, da democracia, da justia, da igualdade entre sexos, do desenvolvimento socioeconmico e cientfico, como tambm requisito fundamental para a construo de um mundo onde a violncia cede lugar ao dilogo e a cultura de paz com base na justia. A Educao de Jovens e Adultos apresenta-nos as seguintes funcionalidades, de acordo com suas Diretrizes Curriculares: Funo reparadora: vista como uma chance slida da presena de jovens e adultos na escola e uma alternativa vivel em funo das especificidades scio-culturais destes segmentos para os quais se espera uma efetiva atuao das polticas sociais; Funo equalizadora: reentrada no sistema educacional dos que tiveram uma interrupo forada seja pela repetncia ou pela evaso, seja pelas desiguais oportunidades de permanncia ou outras condies adversas, deve ser saudada como uma reparao corretiva, ainda que tardia, de estruturas arcaicas, possibilitando aos indivduos novas inseres no mundo do trabalho, na vida social, nos espaos da esttica e na abertura dos canais de participao; Funo permanente ou qualificadora: propiciar a todos a atualizao de conhecimentos por toda a vida. Ela tem como base o carter incompleto do ser humano cujo potencial de desenvolvimento e de adequao pode se atualizar em quadros escolares ou no escolares. Mais do que nunca, ela um apelo para a educao permanente e criao de uma sociedade educada para o universalismo, a solidariedade, a igualdade e a diversidade. Para alm do conceito, baseado na legislao ou no, e suas funes a Educao de Jovens a Adultos (EJA) representa o recorte etrio e sociocultural que explicita no somente a condio de no criana do estudante, mas tambm a especificidade do jovem e do adulto no campo educacional. Portanto, lana novas provocaes para o educador que atua com essa modalidade educacional. Exigindo do educador a elaborao de novos temas de estudos e novas abordagens pedaggicas. Impulsionando o educador a buscar uma formao que lhe permita abranger o processo de constituio do conhecimento e aprendizagem entre o pblico juvenil e adulto. Referncias bibliogrficas CONSELHO NACIONAL DE EDUCAO/CMARA DE EDUCAO BSICA. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educao de Jovens e Adultos. Relator: Carlos Roberto Jamil Cury, 2000. GARUTTI, Selson. Discutindo as Diretrizes curriculares nacionais para a Educao de Jovens e Adultos. Cadernos de Pesquisa, p. 56-74, 2010. Disponvel em  HYPERLINK "http://www.utp.br/Cadernos_de_Pesquisa/pdfs/cad_pesq9/4_discutindo_diretrizes_cp9.pdf" http://www.utp.br/Cadernos_de_Pesquisa/pdfs/cad_pesq9/4_discutindo_diretrizes_cp9.pdf acesso 25 jul 2012. 23KLO . óymyT86h^h^B*CJOJQJaJfHphq 0hRp<B*CJOJQJaJfHphq hRp<CJOJQJaJhCJOJQJaJhhCJOJQJaJhv>CJOJQJaJ%h@hB*CJOJQJaJphh@B*CJOJQJaJph%h56B*CJ OJQJaJ ph%hhu56B*CJ OJQJaJ ph+h_h^56B*CJ OJQJaJ ph 3L /k$dh7$8$H$`a$gd=$dh7$8$H$`a$gdk$dh7$8$H$a$gdv>$dh7$8$H$`a$gdRp<$dh7$8$H$`a$gdRp<$dh7$8$H$`a$gdv> $dha$gd@ $dha$gd 0 2     W X ˲˟tettYMYtAhCJOJQJaJhkCJOJQJaJhu)'CJOJQJaJh^h^CJOJQJaJh^CJOJQJaJhnh^CJOJQJaJhRp<CJOJQJaJnHtH$hRp<hRp<CJOJQJaJnHtH0hfaB*CJOJQJaJfHphq 6h^h^B*CJOJQJaJfHphq 0hu)'B*CJOJQJaJfHphq '?@n{|}QRUnɶwhwhwhwhwhwhwhwhwhwhwh|/JhkCJOJQJaJhkCJOJQJaJhv>CJOJQJaJ"hu)'B*CJOJQJ]aJph(hu)'hu)'B*CJOJQJ]aJph%hu)'hu)'B*CJOJQJaJphhu)'CJOJQJaJh|/Jhu)'CJOJQJaJ6hu)'hu)'B*CJOJQJaJfHphq "n XYUV/'(ʾʾʾʾٓللللxh^CJOJQJaJhh:hfaCJOJQJaJhgJCJOJQJaJhfahfa5CJOJQJaJh^hkCJOJQJaJh=CJOJQJaJh=h=CJOJQJaJhfaCJOJQJaJhkCJOJQJaJhh:hkCJOJQJaJ(^LM$d7$8$H$a$gd$d7$8$H$a$gdRp<d7$8$H$gdRp<$dh7$8$H$`a$gdgJ$dh7$8$H$`a$gdJ'2$ & Fdh7$8$H$a$gdJ'2Z[=^deoFG|%09:DH\at̼̼̼̼̼߭rrrrrrrhJ'2CJOJQJaJnHtH$hJ'2hJ'2CJOJQJaJnHtHhJ'2CJOJQJaJhgJCJOJQJaJhh:hgJCJOJQJaJhgJCJOJQJaJnHtH$hgJhgJCJOJQJaJnHtHhgJ5CJOJQJ\aJ"hh:hgJ5CJOJQJ\aJ,tu%&@Cefpwz !"LMݺݺͫp_ShCJOJQJaJ h%hRp<CJOJQJ^JaJ#h=hRp<5CJOJQJ^JaJhRp<CJOJQJ^JaJhJ'2hRp<CJOJQJaJhgJCJOJQJaJhJ'2hJ'2CJOJQJaJ$hJ'2hCJOJQJaJnHtHhCJOJQJaJnHtH$hJ'2hJ'2CJOJQJaJnHtHhJ'2CJOJQJaJnHtHMTV\^KL h=0Jjh=Uh=h=h=5CJOJQJaJh=CJOJQJaJh=h=CJOJQJaJ21h:p^. 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