COMO TOMAR DECISÕES SEGUNDO A VONTADE DE DEUS
 
COMO TOMAR DECISÕES SEGUNDO A VONTADE DE DEUS
 


Pastor George Emanuel

·Freqüentemente o líder é chamado a tomar decisões que afetam a muitas pessoas.

·Seria maravilhoso que Deus pudesse falar aos líderes com voz audível porque assim poderíamos estar seguros de nossas decisões. Entretanto, Deus fala por meio da Sua palavra... Palavra escrita, pregada e manifesta nas verdadeiras afeiçoes espirituais do Espírito Santo.

·Muitas vezes se devem escolher entre duas opções racionáveis, e algumas vezes nos sentimos como se estivéssemos no meio de uma tormenta, ou numa tempestade de areia, andando meio que cegos.

·Se estivesse sempre claro o que os cristãos ou a igreja deveriam fazer, não necessitaríamos líderes.

·Tomar decisões quando há um sério risco de equivocar-se é parte da vida do líder cristão.

O DR.RUSSELL P. SHEDD, disse: Permanece de importância máxima que o líder saiba a mente do Senhor antes de tomar decisões que venham afetar a sua vida e a vida de outras pessoas. Todos os filhos de Deus devem ser guiados pelo Espírito (Rm 8.14) ou "andar no Espírito" (GI 5.16,25), mas é ainda mais importante que o líder seja assim liderado. Suas decisões afetam mais pessoas. Sua vida chama a atenção como um modelo exemplar...As decisões banhadas em orações são muito mais prováveis de serem corretas do que aquelas que são baseadas exclusivamente na inteligência humana. "Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas" (Pr 3.5,6). Nate Hubley, antigo presidente da Carter lnk Company, disse-me, muitos anos atrás, que ele podia escolher executivos importantes para gerenciar sua companhia somente depois de orar intensamente pela direção de Deus. Pela oração, ele era capaz de efetivamente estar seguro da assistência de Deus.

oA tomada correta de decisões na liderança depende mais da nossa vida devocional privada com Deus que de qualquer outro fator. Uma vida devocional forte é central para a liderança cristã porque muitas pessoas serão afetadas pelas decisões do líder.

·O PROCESSO DE RACIOCÍNIO

A investigação adequada é essencial antes de tomar decisões. Para isto, se usa a mesma forma de lógica como um detetive investigando um crime.Um bom detetive começa sem prejulgamento. Ele não se move de um lado a outro para provar se alguém é culpado ou inocente. Ele não diz: Não me cai bem o João. Vou provar que ele fez o crime. Simplesmente o detetive junta as pistas para ver a onde o dirigem. Da mesma forma, os líderes devem ser cuidadosos e juntar tanta informação relevante como seja passível. Muitas vezes a evidência para tomar a decisão correta será uma mescla do espiritual com o material.

1.Sua Vida Devocional.

Um líder deve manter um culto pessoal diário com um caderno para anotar o que Deus lhe está ensinando pela Palavra, durante seu culto pessoal cotidiano. A direção divina costuma vir por este meio.

No caso de uma igreja que atravessa uma determinada situação, Deus normalmente já indicou Sua vontade acerca da situação de alguns dos outros líderes por meio da Palavra. Os líderes deveriam levar muito a sério tal evidência coincidente Ainda que isto possa soar um pouco místico, não o é. Deus sim nos fala hoje por meio de Sua palavra.Orar e jejuar para buscar a vontade de Deus com respeito a decisões importantes é bíblico.

E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me,agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então,jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram.-Atos 13:2-3

2.Os Atos do caso junto com a Lógica.

Deus nos deu cérebro e espera que o usemos. Se os feitos do caso parecem merecer certa decisão, geralmente nós vamos aos feitos depois deconsultar com o Senhor. Isto significa orar a respeito e analisar se estamos quebrando algum princípio bíblico.

Os Israelitas em Josué 9 aprenderam de uma forma dura a consultar ao Senhor em tudo. Os moradores de Gibeão inventaram uma estratégia para fazer com que Josué e sua companhia fizessem uma aliança com eles. Os gibeonitas declararam ter vindo de um país muito distante e levaram pão velho e se vestiram com sapatos gastos para provar. Tudo parecia perfeitamente lógico. Que diz o texto? Josué e seus homens caíram na armadilha. Por quê? Então, os israelitas tomaram da provisão e não pediram conselho aoSENHOR. -Josué 9:14.

Evite usar somente o raciocínio humano para tomar decisões. Não permita que as reuniões de seus líderes se degenerem em meras reuniões de negócios, como se fosse uma corporação local.

3.A Multidão de Conselheiros.

Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança. Pv. 11:14.

Muitas vezes somos tentados a nos esquecer de que a Igreja é também uma organização, que tem os seus oficiais e ministérios. Geralmente quando isso ocorre, somos levados a menosprezar as decisões ministeriais, como sendo "obras de homens", portanto, concluímos: - nada valem!

Na realidade, o Ministério da Igreja deve trabalhar sob a orientação do Espírito Santo, o que não significa que eles sejam infalíveis. Todavia, os seus decretos e decisões, sendo consoantes com a Palavra de Deus, devem ser recebidos com reverência e submissão, não só pela consonância com a Palavra de Deus, mas também pela autoridade através da qual são feitos, visto que essa autoridade é uma ordenação de Deus, designada pela própria Bíblia.

Reconhecer o valor dos outros é importante em muitos aspectos. "Quem sai à guerra precisa de orientação, e com muitos conselheiros se obtém a vitória" (Pv 24.6).

1.Socializar debates socializa decisões é bíblico.

2.Quando se acerta, o pastor acerta com a Igreja.

3.Quando se erra, todos erraram.

4.Nenhum de nós é genial em tudo.

5.Há gente muito mais gabaritada que nós em muitas áreas da vida e em nossas igrejas. São melhores administradores, melhores ouvintes, melhores conselheiros, etc.

6.Se aprendermos a reconhecer e elogiar estes irmãos e seus respectivos trabalhos, deixaremos claro que estamos satisfeito e que confiamos neles, a ponto de repartimos nossa liderança.

Às vezes não temos o luxo de consultar com nossos colegas de ministério. No entanto, quando possível fazê-lo, deveríamos tirar proveito da sabedoria acumulada na tradição da Igreja, bem como buscar na excelente comunicação bidirecional entre líder e membros, uma elevada potencialidade nas decisões vitais para o grupo. Sendo assim, as pessoas poderão falar abertamente, sem medo de serem considerados críticos. Pois, tudo o que importa é assegurar que as melhores decisões sejam tomadas.

4.O Processo de Incubação.

Deus nos criou com um subconsciente, parte sublime de nosso cérebro que funciona por sua própria conta, quer dizer, que tem seu próprio tipo de lógica. Se nos esbarramos com um problema sério e complexo, podemos deixar que nosso subconsciente trabalhe por um processo que podemos chamar incubação. Simplesmente colocamos em nossa mente todos os dados relevantes e logo nos dedicamos à outra coisa. Com freqüência, a resposta virá à nossa mente um pouco depois. A incubação é um processo de uso científico na investigação, por inspiração.

Um famoso exemplo histórico é o filósofo grego Arquimedes, quem encontrou a resposta para um problema matemático difícil enquanto se banhava. Ele havia renunciado temporalmente o problema. No entanto, durante um relaxante banho, Arquimedes notou o deslocamento da água pelo seu corpo. A resposta veio de repente e clara. -Eureca! Gritou. Seu subconsciente havia estado trabalhando no problema e entregou a resposta num momento inesperado.

Não há nada místico nem estranho no processo de incubação. É um fenômeno perfeitamente natural. Nosso cérebro é como um pequeno computador. Se dermos a nosso cérebro dados suficientes, e um pouco de tempo, este fará associações que nós poderíamos ter passado por alto no princípio.

oCONCLUSÃO

Como líder, tomar decisões pode ser um processo de muita tensão porque nem sempre podemos estar seguros sobre o rumo correto a seguir. O bem-estar de outras pessoas pode estar em jogo. A tomada de decisões é essencialmente o mesmo que a orientação pessoal de Deus. A diferença é que o líder está tomando decisões que afetam não só à sua própria vida. Esta é a razão pela qual a vida devocional do líder é essencial. No entanto, a tomada de decisões não é um processo místico. Ordinariamente é uma mescla do subjetivo e o objetivo que o líder crê que Deus lhe está mostrando por meio da Palavra e o Espírito, junto com os fatos do caso.

Implicações Conclusivas:

  1. Tomar decisões como líder pode parecer arriscado porque algumas vezes nos enfrentamos com várias opções viáveis.
  1. O líder sábio juntará toda a evidência possível sobre o assunto antes de tomar decisões e assim evita as idéias preconcebidas.
  1. Para o líder, a tomada de decisões está intimamente conectada com seu caminhar pessoal com Deus.
  1. A tomada de decisões, muitas vezes se baseia em uma combinação do espiritual com o material, o subjetivo com o objetivo. Nós usamos somente a lógica para tomar decisões, dependemos da orientação divina.
  1. Agora se o tempo permite, podemos deixar que nossa mente processe tranqüilamente os fatos do caso. Algumas vezes isto nos permite ver opções que antes havíamos passado por alto.
 
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Sobre este autor(a)
George Emanuel Lira Ferreira nasceu em 8 de novembro de 1975 em Fortaleza, capital do Ceará. É Bacharel em Teologia pelo SeminárioTeológico Pentecostal do Ceará, Mestre em Bíblia pelo STF e Conferencista. Contato: [email protected]
Membro desde dezembro de 2008
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