Câncer do Colo Uterino
 
Câncer do Colo Uterino
 


RESUMO

O câncer de colo do útero representa uma neoplasia maligna que ocorre com muita freqüência no Brasil causando grande número de óbitos. Vários são os fatores de risco que levam ao câncer de colo uterino e embora exista um considerável número de casos esse tipo de neoplasia pode ser prevenido principalmente quando diagnosticado precocemente. A principal forma de prevenção se dá por meio do exame citopatológico do Colo de Útero (Papanicolaou). O papel da enfermagem é de fundamental importância na educação e orientação junto à população feminina, esclarecendo possíveis dúvidas e incentivando à realização periódica do exame, contribuindo assim para uma redução no número de casos. Palavras-chave: Câncer. Colo de Útero. Prevenção. Enfermagem  

1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS:

O câncer de colo do útero representa um grave problema de saúde dentre a população feminina em todo o mundo, sendo responsável por grande número de óbitos (SÃO PAULO, 2004, p. 8).

No Brasil, estima-se que o câncer de colo de útero seja a terceira neoplasia maligna mais comum e a quarta causa de morte por câncer entre as mulheres (INCA, 2006).

O câncer de colo do útero ocorre com mais freqüência em mulheres entre 30 e 45 anos de idade, porém pode ocorrer mais precocemente, sendo vários os fatores de risco (SMELTZER e BARE, 2002).

Dentre todos os tipos de câncer, este apresenta altas possibilidades de prevenção e cura, principalmente quando diagnosticado precocemente.

O HPV é um vírus sexualmente transmissível com importante papel no desenvolvimento do câncer de colo uterino e das lesões que o antecedem. A prática de sexo seguro, realizada através do uso de preservativos, pode ser considerada como uma forma primária de prevenção a esse tipo de neoplasia (INCA, 2006).

A principal medida de controle realizada para detecção precoce da doença se dá por meio de um exame simples, porém de fundamental importância que é o Citopatológico de Colo de Útero (ou Papanicolaou). Esse exame indica a presença de lesões neoplásicas ou pré-neoplásicas, sendo possível assim interromper a evolução dessas lesões (SÃO PAULO, 2004).

As mulheres devem realizar com freqüência o exame preventivo contra o câncer de colo uterino, devem ser orientadas sobre os fatores de risco ressaltando as vantagens de uma detecção precoce da doença, deve-se esclarecer possíveis dúvidas sobre o exame de Papanicolaou, visando assim, quebrar certo "embaraço" que ainda existe por parte de algumas mulheres em realizarem o exame.

A enfermagem tem papel fundamental na prevenção do câncer de colo uterino, identificando as populações de alto risco, desenvolvendo ações de planejamento, controle e supervisão de programas de educação e prevenção, contribuindo para um diagnóstico precoce da doença.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 O CÂNCER DE COLO UTERINO

O câncer de colo de útero é uma neoplasia maligna, localizada no epitélio da cérvice uterina, oriunda de alterações celulares que vão evoluindo de forma imperceptível, terminando no carcinoma cervical invasor. Isso pode ocorrer em um período que varia de 10 a 20 anos (Barros, Marin e Abrão). Durante os últimos 20 anos, esse tipo de neoplasia invasiva diminuiu de 14,2 casos por 100.000 mulheres para 7,8 casos por 100.000 mulheres. Essa redução nos casos se deu devido à detecção precoce da doença por meio de exames preventivos (SMELTZER e BARE, 2002).

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA, 2006), no Brasil, estima-se que o câncer de colo uterino seja a terceira neoplasia maligna maiscomum e a quarta causa de morte por câncer dentre a população feminina.

A ocorrência desse tipo de neoplasia e o número de óbitosapresentam-se com diferenças regionais no País e o primeiro lugar em freqüência sedá nas regiões Norte e Nordeste (INCA, 2006).

De acordo com Smeltzer e Bare, (2002) o câncer de colo de útero inicial raramente produz sintomas. Quando ocorrem sintomas como secreção, sangramento irregular ou sangramento após a relação sexual a doença pode estar em estado avançado. A secreção vaginal no câncer de colo uterino avançado aumenta de forma gradual e toma-se aquosa e escurecida. Devido à necrose e infecção do tumor, seu odor é fétido. Pode ocorrer um sangramento leve e irregular, entre os períodos metrorragia ou após à menopausa, ou pode acontecer depois de uma pressão ou trauma brando como, por exemplo, a relação sexual. A medida que a doença vai progredindo, esse sangramento pode continuar e aumentar. O diagnóstico do câncer cervical se dá com base nos resultados anormais do esfregaço de Papanicolaou, seguido por resultados de biópsia que vão identificar a displasia grave. As infecções por HPV são usualmente implicadas nestas condições.

Os resultados da biópsia podem indicar o carcinoma in situ que tecnicamente é classificado como displasia grave e com freqüência, é referido como câncer pré-invasivo.

Quando a paciente foi diagnosticada com câncer cervical invasivo, o estagiamento clínico estima a extensão da doença, de modo que o tratamento pode ser planejado de maneira mais específica e o prognóstico seja previsto de forma razoável. O sistema de estagiamento mais amplamente utilizado é a classificação internacional e que será apresentado no tópico abaixo.A classificação TLN (Tumor, Nódulos e Metástases) também é usada na descrição dos estágios do câncer, onde T refere-se à extensão do tumor primário, N ao envolvimento de nódulos e M à mestástase ou disseminação da doença.

Os sinais e sintomas são avaliados, sendo realizados radiografias, exames laboratoriais e exames especiais, como biópsia por punção e colposcopia. Dependendo do estágio do câncer, podem ser efetuados outros exames e procedimentos para determinar a extensão e o tratamento apropriado, dentre eles podem se destacar:

- a dilatação e curetagem (D & C);

- imageamento por tomografia computadorizada (TC);

- imageamento por ressonância magnética (IRM);

- urografia intravenosa (UIV);

- cistografia e exames radiográficos baritados (SMELTZER e BARE, 2002).

2.2 FATORES DE RISCO DO CÂNCER DE COLO UTERINO

Segundo Smeltzer e Bare (2002) e INCA (2006) embora todas as mulheres sejam consideradas com risco para desenvolver o câncer de colo uterino, existe um perfil da população feminina mais vulnerável ao mesmo. Vários são os fatores de risco identificados para o câncer de colo do útero, sendo que alguns dos principais estão associados à:

- Multiplicidade de parceiros sexuais;

- Único parceiro sexual masculino com múltiplas parceiras sexuais;

- Início precoce da atividade sexual;

- Gestação em idade precoce;

- Tabagismo e álcool;

- Pouca instrução;

- Menstruação precoce e menopausa tardia;

- Baixo nível sócio-econômico;

- Higiene íntima inadequada;

- Uso prolongado de contraceptivos orais;

- Infecção cervical crônica;

- Deficiências nutricionais (baixa ingestão de vitaminas A e C);

- Idade;

- Infecção por HIV;

- Exposição ao Papilomavírus humano (HPV);

- Radiações ionizantes;

- História familiar e hereditariedade.

2.3 HPV

Segundo o INCA (2006) dentre todos os fatores de risco para o câncer de colo uterino, um merece atenção especial: o Papilomavírus humano (HPV).

De acordo com Ramos (2006) uma das características desse vírus é que ele pode ficar instalado no corpo por muito tempo sem manifestar, entrando em ação, em determinadas situações como na gravidez ou em uma fase de estresse, quando a defesa do organismo fica abalada.

Os Papilomavírus humanos são vírus da família Papovaviridae, existindo mais de 200 subtipos diferentes, mas somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos. Esse tipo de HPV está presente em mais de 90% dos casos de câncer do colo do útero (INCA, 2006).

É um vírus transmitido pelo contato sexual que afeta a área genital tanto de homens como de mulheres.

O HPV é uma família de vírus com mais de 80 tipos. Enquanto alguns deles causam apenas verrugas comuns no corpo, outros infectam a região genital, podendo ocasionar lesões que, se não tratadas, se transformam em câncer de colo do útero (RAMOS, 2006, p. 1).

De acordo com o INCA (2006) as infecções clínicas mais comuns causadas pelo HPV na região genital são as verrugas genitais ou condilomas acuminados, conhecidas popularmente como "crista de galo". Já algumas lesões sub-clínicas, se não tratadas, podem evoluir para o câncer de colo do útero.

Quando um indivíduo é infectado pelo HPV, o organismo pode reagir de três maneiras:

1- A maioria dos indivíduos (>90%) consegue eliminar o vírus naturalmente em cerca de 18 meses, sem que ocorra nenhuma manifestação clínica. 2- Em um pequeno número de casos, o vírus pode se multiplicar e então provocar o aparecimento de lesões, como as verrugas genitais (visíveis a olho nu) ou "lesões microscópicas" que só são visíveis através de aparelhos com lente de aumento. Tecnicamente, a lesão "microscópica" é chamada de lesão subclínica. Sabe-se que a verruga genital é altamente contagiosa e que a infecção subclínica tem menor poder de transmissão, porém esta particularidade ainda continua sendo muito estudada. 3- O vírus pode permanecer "adormecido" (latente) dentro da célula por vários anos, sem causar nenhuma manifestação clínica e/ou subclínica. A diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, conseqüentemente, provocar o aparecimento de lesões clínicas e/ou subclínicas (PARELLADA, 2006, p. 2).

Para o INCA (2006) a transmissão do Papilomavírus humano se dá pelo contato sexual, afetando a área genital tanto de homens como de mulheres, mas segundo Parellada (2006) não pode ser descartado a possibilidade de contaminação através de toalhas, roupas íntimas, vasos sanitários ou banheiros.

Tanto o homem como a mulher que estão infectados pelo HPV e que não possuem verrugas visíveis, na maioria das vezes desconhecem que são portadores do HPV, e que podem transmitir o vírus aos seus parceiros sexuais. No entanto, a evolução, a manifestação e o tratamento são diferentes no homem e na mulher. Isto se deve, principalmente, às diferenças anatômicas e hormonais existentes entre os sexos. Na mulher existe um ambiente mais favorável para o desenvolvimento e multiplicação do HPV, podendo ocorrer complicações mais sérias, como lesões, que se não tratadas podem evoluir para câncer (PARELLADA, 2006, p. 3).

Segundo o INCA (2006) na maioria dos casos de infecção pelo HPV em mulheres sexualmente ativas, principalmente nas mais jovens, o sistema imune desenvolve anticorpos que combatem e eliminam o vírus, levando à cura, porém, nem sempre essa defesa consegue uma eliminação completa do vírus.

Na maior parte das vezes a infecção pelo HPV não apresenta qualquer sintomatologia. Em seus estágios iniciais, as lesões causadas pelo HPV podem ser tratadas com sucesso em cerca de 90% dos casos, porém, quando não tratadas precocemente podem progredir para o câncer cervical.

Na maior parte das vezes a infecção pelo HPV não apresenta sintomas. A mulher tanto pode sentir uma leve coceira, ter dor durante a relação sexual ou notar um corrimento. O mais comum é ela não perceber qualquer alteração em seu corpo. Geralmente, esta infecção não resulta em câncer, mas é comprovado que 99% das mulheres que têm câncer do colo uterino, foram antes infectadas por este vírus (RAMOS, 2006, p. 1).

A melhor arma contra o HPV é a prevenção, através do uso de preservativos durante a relação sexual, evitando assim o contágio pelo vírus. Outra forma, ainda em desenvolvimento para prevenir a infecção pelo vírus HPV, é a vacina que age estimulando a produção de anticorpos específicos para cada subtipo de HPV. A vacina foi aprovada para comercialização no Brasil em agosto de 2006 pela Anvisa  Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O Brasil poderá incluir a nova vacina ao calendário anual de imunização, porém, há uma série de testes clínicos a serem realizados em relação à vacina (INCA, 2006).

2.4 PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO UTERINO:

Segundo Fernandes et al. (2001) as primeiras iniciativas para implantar a prevenção do câncer do colo uterino ocorreram no final da década de 60, com progressos limitados ao longo da década de 70.

Em meados da década de 80, o Ministério da Saúde implementou o Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM), objetivando aumentar a cobertura e a resolutividade dos serviços de saúde na execução das ações preventivas do câncer de colo uterino.

Em seguida, começou a municipalização da saúde e implementação do Sistema Único de Saúde (SUS) e em 1997, foi instituído pelo INCA o projeto "Viva Mulher", que tratava de um projeto piloto cujo objetivo era avaliar a baixa eficácia dos programas de prevenção existentes (FERNANDES et al., 2002).

As estratégias de prevenção secundária do câncer do colo do útero consistem no diagnóstico precoce das lesões de colo uterino antes de tornarem invasivas, a partir de técnicas de rastreamento ou screening compreendidas pelo teste de Papanicolaou, colposcopia, cervicografia e, mais recentemente, os testes de detecção do DNA do vírus Papiloma humano em esfregaços citológicos ou espécimes histopatológicos. O teste de Papanicolaou, dentre os métodos de detecção, é considerado o mais efetivo e eficiente (PINHO e FRANÇA JÚNIOR, 2003).

De acordo com Pinelli (2002) a prevenção do câncer de colo uterino deve envolver um conjunto de ações educativas com a finalidade de atingir grande parte das mulheres de risco, além da realização do Papanicolaou. Através de programas de prevenção clínica e educativa há esclarecimentos sobre como prevenir a doença, sobre as vantagens do diagnóstico precoce, as possibilidades de cura, sobre o prognóstico e a qualidade de vida não só para esse tipo de câncer, como para os demais.

Segundo Gerk (2002) e Silva et al. (2006), no Brasil, o Ministério da Saúde aconselha que o exame de Papanicolaou (citologia oncótica) em mulheres de 25 a 60 anos ou nas sexualmente ativas seja realizado a cada três anos, após a obtenção de dois exames com resultados negativos com intervalo de um ano entre eles.

"É fundamental que os serviços de saúde orientem o que é e qual a importância do exame preventivo, pois a sua realização periódica permite reduzir a mortalidade por câncer do colo do útero na população de risco" (INCA, 2006, p. 1).

2.5 O EXAME PAPANICOLAU

"O exame Papanicolau consiste na coleta de material citológico do colo do útero, sendo coletada uma amostra da parte externa (ectocérvice) e outra da parte interna (endocérvice)" (INCA, 2006, p. 1).

De acordo com o Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos (2004), o teste de Papanicolaou, também conhecido como citologia oncótica, citologia oncológica, citologia exfoliativa, Pap Test, é um método desenvolvido pelo médico George Papanicolau para a identificação, ao microscópio, de células esfoliadas do colo uterino, atípicas, malignas ou pré-malignas.

As células são colhidas na região do orifício externo do colo e canal endocervical, colocadas em uma lâmina transparente de vidro, coradas e levadas a exame ao microscópio, no qual, pessoal treinado poderá distinguir entre o que são células normais, as que se apresentam como evidentemente malignas e as que apresentam alterações indicativas de lesões pré-malignas.

Para que o teste permita a identificação de lesões malignas ou pré-malignas, o esfregaço cérvico-vaginal deve conter células representativas do ectocérvice e do endocérvice, preservadas e em número suficiente para o diagnóstico.

A responsabilidade pela coleta de material cervical e confecção do esfregaço em mulheres sem queixa ou doença ginecológica, e pela realização das ações educativas, pode e deve ser do profissional de enfermagem, prévia e adequadamente treinado, liberando o médico desta atribuição, para que se possa atingir um maior número de mulheres.

Todavia, no decorrer de uma consulta ginecológica, toda mulher que não estiver com controle atualizado, deve ter o exame colhido pelo médico que a está atendendo (MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS E ADMINISTRATIVOS, 2004).

Segundo Gerk (2002, p. 453) a mulher deve ser orientada quanto a:

- Não estar menstruada no dia da realização do exame.

- Não fazer uso de duchas e cremes vaginais pelo menos 48 horas antes do exame.

- Não manter relações sexuais pelo menos nas 48 horas que antecedem o dia do exame.

- Não realizar qualquer manipulação sobre o colo uterino antes do exame (toque vaginal, uso de soluções), por alterar o resultado.

3. METODOLOGIA DA PESQUISA

O trabalho foi realizado mediante levantamento bibliográfico de textos, livros, junto a periódicos, cartilhas e busca digital nos sites: LILACS (Literatura Latina Americana e do Caribe em Ciências da Saúde).

A busca manual por material bibliográfico foi realizado na Biblioteca do Centro Universitário Serra dos Órgãos em Teresópolis.

Foram definidos os descritores câncer de colo do útero, enfermagem, prevenção. Os critérios de inclusão foram:

- artigos científicos obtidos na íntegra;

- artigos redigidos em português.

Inicialmente obtivemos um total de total de 27 artigos científicos.

Desses 27 artigos foi realizada a leitura e selecionados 16 artigos, dos quais 13 foram obtidos na íntegra, que constituiu a nossa amostra.

4. RESULTADOS:

Ao fazermos o levantamento bibliográfico do câncer de colo uterino encontramos que diversos autores já estudam o tema e procuram soluções para que diminua e se esclareça a população feminina da importância da prevenção.

Para alguns autores e também algumas instituições como: Smeltzer & Bare (2002), INCA (2002 e 2006), Parella (2006), Fernandes et, al. (2002), Pinho e França Jr. (2003) e até o próprio Ministério da Saúde do Brasil, acham que a melhor arma contra o câncer de colo de útero é a prevenção e que um simples exame como o Papanicolaou resolveria muitos problemas e traria resultados favoráveis a população feminina.

Ao fazermos a pesquisa, conseguimos verificar que a maioria dos estudos traz a prevenção como à eficácia para o tratamento e a cura deste tipo de câncer. E também destacam que não só a coleta de material através do Papanicolaou, seja suficiente; Pinelli (2002) destaca que a prevenção de incluir ações educativas, através de programas de prevenção clínica que deixe claro a importância do diagnóstico precoce, assim como a possibilidade de cura. Para o Ministério da Saúde, segundo Gerk (2002) e Silva et al., no Brasil o exame de Papanicolaou deveria se feito em mulheres sexualmente ativas na idade de 25 a 60 anos no mínimo a cada três anos. O INCA (2006) também relata que os serviços de saúde deveriam orientar a importância da realização periódica, a fim de reduzir a mortalidade na população de risco.

O profissional enfermeiro deve estar preparado para assumir a responsabilidade de fazer programas de orientação educativa e também colher o exame de Papanicolaou, já que o Ministério da Saúde do Brasil proporciona a incentiva, destacando que haja prevenção no território contra este e os demais tipos de câncer. Segundo Ferreira e Halher; Cunha; Sakamoto (apud PINELLI, 2002), o enfermeiro ou qualquer profissional de saúde deve elaborar programas de prevenção, onde deverão seguir os cinco princípios norteados: Identificação da população de risco; busca ativa; detecção (diagnóstico precoce) e implementação de tratamento. Para todos os autores acima a educação da população é a base para as ações e prevenções. A mulher como principal beneficiária da prevenção do câncer de colo uterino deve ser esclarecida de como é feito a prevenção, quais são as etapas do exame de Papanicolaou, como descrito no Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos (2004). O Enfermeiro capacitado pode atuar junto a equipe multiprofissional e ser um elo entre a população e o serviço de saúde.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Através desse estudo concluímos que o Câncer de Colo de Útero é uma neoplasia maligna muito comum no Brasil e responsável ainda por um número elevado de óbitos dentre a população feminina.

Existem vários fatores de risco que podem desencadear o câncer de colo uterino, porém dentre os vários tipos de câncer este apresenta elevadas chances de prevenção e cura.

Sendo assim, objetivou-se orientar a população feminina quanto à importância da realização de exames preventivos e da detecção precoce da doença, esclarecendo as possíveis dúvidas em relação ao câncer de colo de útero, seus fatores de risco e principalmente quanto ao exame de Papanicolaou, sendo de fundamental importância o papel do enfermeiro na orientação a esses pacientes.

O enfermeiro é um profissional que esta em todo território e tem conhecimento cientifico, para desenvolver programas educativos de prevenção e esclarecimento deste tipo de câncer. Esperamos que num futuro próximo o enfermeiro esteja realizando este papel e colaborando para a diminuição ou erradicação deste tipo de câncer.

Foi de grande importância a realização deste trabalho tanto para nosso desenvolvimento profissional, quanto pessoal, pois ele nos trouxe muito conhecimento e mostrou caminhos pelos quais, o enfermeiro pode percorrer, cabendo a ele assumi-lo.

6. REFERÊNCIAS:

DANGELO, J. G.; FATTIMI, C. A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2003.

FERNANDES, S. M. et al. Conhecimento, atitude e prática do exame de Papanicolaou em mulheres com câncer de colo uterino. Cadernos de Saúde Pública. v. 17, n. 4, Rio de Janeiro, jul./ago. 2001.

FREITAS, S. L. F.de; ARANTES, S. L.; BARROS, S. M. O. de. Atuação da enfermeira obstetra na comunidade Anhaguera, Campo Grande (MS), na prevenção do câncer cérvico-uterino. Revista Latino-Americana de Enfermagem. v. 6, n. 2. Ribeirão Preto, abril, 1998.

GERK, M. A. de S. Prática de enfermagem na assistência ginecológica. In: BARROS, S. M. O.. MARIN, ABRÃO, A. C. F. V. Enfermagem obstétrica e ginecológica, São Paulo: Roca, 2002.

INCA. Instituto Nacional do Câncer. Câncer do colo do útero. Disponível em: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=326. Acesso em: 29 ABR. 2009.

MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS E ADMINISTRATIVOS. Coleta do Papanicolaou e ensino do auto-exame da mama. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer e Secretaria de Estado da Saúde, 2004.

PARELLADA, C. Prevenção de câncer  HPV. Disponível em: file://C:\Documents. Acesso em: 04 out. 2006.

PINELLI, F. das G. S. Promovendo a saúde. In: BARROS, S. M. O.. MARIN, ABRÃO, A. C. F. V. Enfermagem obstétrica e ginecológica, São Paulo: Roca, 2002.

PINHO, A. de A.; FRANÇA JÚNIOR, I. Prevenção do câncer de colo do útero: um modelo teórico para analisar o acesso e a utilização do teste de Papanicolaou. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil. v. 3, n. 1, Recife, jan./mar. 2003.

RAMOS, S. dos P. HPV e o câncer de colo uterino. Disponível em: . Acesso em: 29 abr.. 2009.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Saúde. Coleta do Papanicolaou e ensino do auto-exame da mama. 2. ed. São Paulo: Secretaria de Saúde, 2004.

SILVA, D. W. da. et al. Cobertura e fatores associados com a realização do exame Papanicolaou em município do sul do Brasil. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. vol. 28, n. 1, jan. 2006.

SMELTZER, S.; BARE, B. G. Brunner & Suddarth  Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 9. ed. Guanabara: Koogan, 2002. v. 3.

 
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