RESUMO

A parada cardiorrespiratória (PCR) é definida como a interrupção das atividades respiratória e circulatória efetivas. A enfermagem tem papel extremamente importante no atendimento à PCR, evento em que é indispensável a organização, o equilíbrio emocional, o conhecimento teórico-prático da equipe, bem como a correta distribuição das funções por parte destes profissionais, que representam, muitas vezes, a maior parte da equipe nos atendimentos de PCR. O intuito da realização desse artigo consiste em resgatar a fundamentação teórica na identificação e tratamento da parada cardiorrespiratória, bem como a assistência de enfermagem. Trata-se de um artigo tendo como base metodológica a bibliográfica, fundamentada através da coleta de dados em artigos científicos. Tais abordagens nos fizeram compreender melhor as etapas de uma reanimação, bem como o papel da enfermagem e do enfermeiro durante esse evento, contribuindo de forma positiva para o nosso enriquecimento teórico.

1.INTRODUÇÃO

O desenvolvimento da medicina no último século deu lugar a alterações significativas no âmbito da saúde. Com a introdução da ressuscitação cardiopulmonar (RCP), ocorreram muitos avanços no atendimento das emergências cardiovasculares e no suporte avançado de vida. Essas intervenções têm contribuído para restabelecer a circulação e melhorar a sobrevivência de vítimas de paradas cardiorrespiratórias (DALRI et al, 2008).

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A parada cardiorrespiratória (PCR) é definida como a interrupção das atividades respiratória e circulatória efetivas. A intervenção prevê a aplicação de um conjunto de procedimentos de emergência que visam restaurar a oxigenação e a circulação, isto é, a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) (LUZIA; LUCENA, 2009).
Partindo desse pressuposto, SILVA e PADILHA ( 2001), comenta que o atendimento ao paciente em PCR, requer da equipe de saúde rapidez, eficiência, conhecimento científico e habilidade técnica ao desempenho da ação. Ainda exige infra-estrutura adequada, trabalho harmônico e sincronizado entre os profissionais, pois a atuação em equipe é necessária para se atingir a recuperação do paciente

O atendimento ao paciente no suporte avançado de vida (SAVC) consiste na abordagem ABCD secundário que compreende abertura de vias aéreas, boa respiração e circulação, porém, para tanto usa-se habilidades mais avançadas para manter desobstrução de vias aéreas (intubação traqueal), monitorização cardíaca, acesso venoso e administração de medicamentos. A letra D não se refere à desfibrilação e sim a diagnóstico diferencial, objetivando dessa forma avaliação rápida e atendimento avançado, necessitando também de intervenção médica. (Lino, 2006).

A enfermagem tem papel extremamente importante no atendimento à PCR, evento em que é indispensável a organização, o equilíbrio emocional, o conhecimento teórico-prático da equipe, bem como a correta distribuição das funções por parte destes profissionais, que representam, muitas vezes, a maior parte da equipe nos atendimentos de PCR (LUZIA; LUCENA, 2009).

Este estudo é dirigido aos profissionais de enfermagem, pois são eles que estão diretamente em contato com o paciente e que muitas vezes detecta a PCR, assim, necessitam entender os fatores que norteiam tal evento.

O intuito da realização desse artigo consiste em resgatar a fundamentação teórica na identificação e tratamento da parada cardiorrespiratória, bem como a assistência de enfermagem, para que os autores da obra, acadêmicos de enfermagem, futuros enfermeiros, possam adquiram conhecimento indispensáveis para sua futura profissão. Por outro lado, consiste de fonte de estudos para outros estudantes e profissionais da área, que estejam interessados pelo tema.

Trata-se de um artigo tendo como base metodológica a bibliográfica, fundamentada através da coleta de dados em artigos científicos realizado na Biblioteca Virtual em Saúde (BIREME), que corresponde a uma base de dados com literatura científica e técnica composta por Lilacs, Medline, IBECS, Biblioteca Cochrane e Scielo.

 

2. DESENVOLVIMENTO

2.1. Referencial teórico

2.1.1 Definições de Parada Cardiorrespiratória

Hadi (2008) defini a PCR como a interrupção da atividade cardíaca em um indivíduo sem doença terminal. O indivíduo se encontra com ausência de batimentos cardíacos eficazes, ausência de respiração e inconsciente.

A parada cardiorrespiratória (PCR) é a suspensão súbita da circulação sistêmica das atividades ventricular útil e ventilatória em um indivíduo com expectativa de restauração da função cardiopulmonar e cerebral. Desta forma, defini-se a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) como conjunto de procedimentos após PCR com objetivo de manter artificialmente a circulação de sangue arterial ao cérebro e outros órgãos vitais até a ocorrência do retorno da circulação espontânea (RCE) (GUIMARÃES, et al, 2008).

2.1.2 Sinais e sintomas que antecedem a Parada Cardiorrespiratória

A consciência, o pulso e a pressão arterial são imediatamente perdidos. Pode ocorrer o esforço respiratório ineficaz, as pupilas dos olhos começam a se dilatar dentro de 45 segundos, as convulsões podem ocorrer ou não. O sinal mais fidedigno da parada cardíaca é ausência de pulso. No adulto e na criança, o pulso carotídio é avaliado (SMELTZER; BARE, 2006).
De acordo com Lino (2006), a inconsciência, ausência de pulsação carotídea e femoral, apnéia ou esboço de respiração e aparência moribunda são condições coexistentes de PCR. Outros sinais podem ser identificados, como a midríase, sugestivo de lesão cerebral, cianose nas extremidades e palidez da pele (MATSUMOTO, 2008).

2.1.3 Diagnóstico de Parada Cardiorrespiratória

O diagnóstico clínico de parada cardíaca ocorre quando o os seguintes sinais estão presentes: inconsciência, respiração agônica ou a apnéia e a ausência de pulsos. O sinal clínico essencial é a ausência de pulso (KNOBEL, 2006).

Segundo Matsumoto (2008) o diagnóstico do mecanismo cardíaco da parada cardiorrespiratória (PCR) depende da monitorização do ritmo cardíaco, sendo importantíssimo o seu reconhecimento precoce, que é necessário para efetuar o tratamento e, portanto, melhorar a sobrevida da vítima; desta forma o autor defini as modalidades de PCR em:

Assistolia: Caracteriza-se pela ausência de pulso detectável na presença de algum tipo de atividade elétrica, excluindo-se a Taquicardia Ventricular (TV) e a Fibrilação Ventricula (FV).
Fibrilação Ventricular (FV): É a contração incoordenada do miocárdio em consequência da atividade caótica de diferentes grupos de fibras miocárdicas, resultando na ineficiência total do coração em manter um rendimento de volume sanguíneo adequado.
Taquicardia Ventricular sem pulso (TV): É a sucessão rápida de batimentos ectópicos ventriculares que podem levar a acentuada deterioração hemodinâmica, chegando mesmo à ausência de pulso arterial palpável, quando, então, é considerada uma modalidade de parada cardíaca, devendo ser tratada com o mesmo vigor da fibrilação ventricular (FV).
Atividade elétrica sem pulso (AESP): É a ausência de pulso detectável na presença de algum tipo de atividade elétrica; com exclusão da TV ou FV.

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Revisado por Editor do Webartigos.com