ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE IDOSO COM OSTEOPOROSE
 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE IDOSO COM OSTEOPOROSE
 


BRANDÃO, Laecy Corado¹. SANTANA, Tatiane Gomes². CASTRO, Jurema Batista de Souza³. RESUMO Este artigo tem como objetivo avaliar a assistência prestada ao paciente idoso com osteoporose por meio de pesquisa bibliográfica onde foram identificados os aspectos anatômicos e fisiológicos do envelhecimento ósseo que favorecem a osteoporose, e os fatores de risco, para que a enfermagem venha a elaborar um efetivo plano de cuidados ao idoso com esta patologia. Palavras chaves: osteoporose, fraturas, descalcificação, assistência, enfermagem. ABSTRACT This article have to objective evaluate the care provided to elderly patients with osteoporosis by means of literature search were identified where the anatomical and physiological aspects of aging that promote bone and osteoporosis, and the risk factors so that the nurse will develop an effective plan of care to the elderly with this disease. Key words: osteoporosis, fractures, decalcification, care, nursing. ¹ Graduando de enfermagem pela Faculdade São Francisco de Barreiras  FASB ² Graduando de enfermagem pela Faculdade São Francisco de Barreiras  FASB ³ Graduando de enfermagem pela Faculdade São Francisco de Barreiras  FASB

1.0 INTRODUÇÃO

O envelhecimento é um processo fisiológico do desenvolvimento humano que desencadeia uma série de transformações que vem a mudar o estilo de vida do idoso. Essas alterações musculoesqueléticas surgem nesta fase são determinadas por alterações metabólicas e endócrinas que acompanham o envelhecimento.

Neste processo, o esqueleto sofre diminuição de cálcio devido ao desequilíbrio entre a absorção e reabsorção, o que leva à perda de massa óssea com conseqüente diminuição da resistência do osso que fica mais susceptível a fraturas, ocasionando a osteoporose que é um problema de saúde comum em nosso país na população idosa.

A osteoporose é classificada por diversos autores como tipo I denominada osteoporose pós-menopausa e a tipo II, a senil, sendo que ambas podem acometer o mesmo paciente desencadeando consequentemente fraturas e até a morte Assim é imprescindível que a enfermagem conheça todo esse processo fisiopatológico que acomete este cliente apoiando-se na avaliação e observação do quadro clinico a fim de otimizar o papel cuidador do enfermeiro ao idoso.

Este artigo tem como objetivo analisar a assistência prestada ao paciente idoso com osteoporose a partir dos aspectos fisiopatológicos do envelhecimento ósseo na osteoporose e fatores de risco. Este estudo partiu de pesquisa bibliográfica em livros didáticos e sites científicos onde foram selecionados após leitura analítica.

2.0 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 ANATOMIA  ESTRUTURA OSSEA

De acordo com Gyton e Hall (1998) o osso é composto por uma resistente matriz orgânica que é muito fortalecida por depósitos de sais de cálcio, e o osso compactado possui 30% de matriz e 70% de sais, porem, o osso recém formado pode ter porcentagem consideravelmente maior de matriz em relação aos sais.

Gyton e Hall (2002) afirmam ainda que a matriz orgânica do osso consiste de 90% a 95% de fibras colágenas, sendo o restante constituído por meio de uma gelatinosa homogênea substancia fundamental, e que as fibras colagenas estendem-se prematuramente ao longo das linhas de tensão e conferem ao osso sua poderosa força tensil.

Baseado em Filho e Neto (2006) com o envelhecimento o osso adquire quantidade progressiva de mineral o que aumenta a densidade constatando com a diminuição da massa óssea observada durante esse período. A rigidez característica permite a manutenção de forma corpórea, protegendo os tecidos moles e servindo de arcabouço para a medula óssea, assim como a transmissão da força muscular.

Ainda segundo o autor citado acima, o espaço extracelular ósseo esta separada do espaço extracelular sistêmico por um conjunto de células denominadas osteoblastos que cobrem as superfícies ósseas, quando não esta normalmente em atividade de remodelação. Os osteócitos, no interior da massa óssea, estão em contato entre si e com as células superficiais através dos seus prolongamentos que percorrem os canalículos ósseos então as trocas iônicas se fazem, portanto, através das células da superfície óssea osteócitos, constituindo em conjunto um sistema homeostático. (FILHO; NETO, 2006).

Pode-se distingui dois tipos de estrutura no tecido ósseo: osso cortical ou compacto e osso trabecular ou esponjoso. O osso cortical faz parte de três quartos da massa total esquelética, porem somente de um terço da superfície total, localizando-se na diáfise dos ossos longos e nas vértebras. O osso trabecular corresponde a um quarto da massa total esquelética aproximadamente dois terços da superfície total, sendo constituído de uma rede de traves entrelaçada em todas as direções, medindo de 100 a 150 mm, em continuidade com a face interna do osso cortical e limitando espaços variáveis de 500 a 1000 mm, que contem a medula óssea, ressaltando que a transição entre estes tipos de ossos é gradual no adulto. (SMELTZER; BARE, 2004).

2.2 ENVELHECIMENTO OSSEO

2.2.1 Alterações da medula óssea

Smeltzer e Bare (2004) afirmam que uma diminuição gradual e progressiva da massa óssea começa antes dos 40 anos de idade, e que a perda excessiva da densidade óssea resulta em osteoporose, prevalente em mulheres pós-menopausa e homens idosos quando submetidos a tratamentos hormonais para o câncer de próstata.

Para Filho e Neto (2006) a evolução da massa óssea durante a vida é dividida em três períodos: o primeiro inicia-se que a concepção da puberdade encerra com o fechamento das epífises; o segundo período ocorre o aumento progressivo e consolidação da massa óssea, quando se alcança à densidade óssea máxima e redução concomitante da atividade metabólica, o terceiro ocorre diminuição progressiva da massa óssea independente da raça, ocupação, hábitos alimentares, atividade física ou situação geográfica.

No homem, há perda em media de 0,3 ao ano de massa óssea cortical com diminuição maior do osso trabecular; em mulheres a perda do osso tanto cortical como trabecular é de aproximadamente 1% ao ano com aceleração num período variável de acordo com a menopausa. (FILHO; NETO, 2006).

2.2.2 Remodelação óssea

Gyton e Hall (1998) consideram que o osso esta sendo continuamente depositado pelos osteoblastos e absorvidos nos pontos onde os osteoclastos estão ativos sendo os osteoblastos encontrados na superfície externa dos ossos e nas cavidades ósseas. O osso esta sendo continuamente absorvido em presença dos osteoclastos, os quais em condições normais estão sempre ativos em cerca de 1% das superfícies ósseas.

Ainda segundo o autor acima citado, os osteoclastos, agrupa-se em pequenas massas e depois de começar a desenrolar-se, uma delas ataca o osso por três semanas, escavando um túnel cujo diâmetro varia de 0,2 a um milímetro com vários milímetros de extensão, que ao final deste período o osteoclasto desaparecem e o túnel é invadido por osteoblastos. A seguir ocorre deposição de osso durante vários meses, sendo o osso novo depositado em camadas recessivas sobre a superfície interna da cavidade até que o túnel seja preenchido.

Na osteoporose a atividade osteoblástica no osso é habitualmente menor do que o normal, com conseqüente depressão da deposição do osteóide. (GYTON; HALL, 2002).

Baseado em Filho e Neto (2006) durante a remodelação as alterações da massa óssea são pequenas e lentas, e que as diferenças entre modelagens e remodelação ósseas são muitas, porem o contraste fundamental entre estas duas fases são de caráter cíclico seguido por longos períodos de quiescência da remodelação e a continuidade do processo de modelagem. Após a parada de crescimento não existe formação de osso lamelar sem absorção prévia, sendo o somatório de todos os processos de formação e reabsorção o responsável pelo balanço de todo o esqueleto.

2.2.3 Perda do osso cortical

A porosidade óssea ligada à idade aumenta progressivamente o período ao endósteo. Assim a alteração da porção cortical mais periférica e de 1% a 2% depende não só do numero mais também do diâmetro de alguns canis de Havers. Nas Porções mais centrais, o aumento da porosidade é de 5% a 10% que é devido a um aumento dos espaços e não do seu numero determinando imagem semelhante á de osso trabecular. (FILHO; NETO, 2006).

2.2.4 Perda do osso trabecular

A perda do osso trabecular após a menopausa ocorre pela diminuição do numero de trabéculos, bem como pela diminuição de sua espessura. Inicia-se por perfuração central que vai aumentando progressivamente até se transformarem num orifício de 100 a 400 mm de largura, e que acaba acarretando a formação de bastões que são seccionados ou que eventualmente desaparecem, sendo mais grave nos pacientes com fraturas vertebrais do que em indivíduos normais de mesma idade. (FILHO; NETO, 2006).

3.0 ETIOLOGIA E EPIDEMIOLOGIA

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por massa óssea baixa e deterioração microorquetetural do tecido ósseo conduzindo a fragilidade do osso e a o aumento do risco de fratura com o aumento da expectativa de vida observando no ultimo século, tanto em paises desenvolvidos como nos paises em desenvolvimento a incidência e a prevalência da osteoporose estão aumentando consideravelmente. Estudos em dados de paises desenvolvidos mostram que o numero de indivíduos com 45 anos ou mais passou de 155 milhões em 1960 para 206 milhões em 1980, este aumento também é valido para paises em desenvolvimento.. (LANZILLO et al, 2003). Estima-se que mais de 200 milhões de mulheres no mundo tenham osteoporose. (JUNQUEIRA, 2001).

Para Freitas et al (2006) a prevalência da osteoporose varia segundo a influencia de vários fatores sobre a massa óssea e facilidade de se realizar o diagnostico, entretanto atualmente a literatura registra incidência de 50% para mulheres na oitava década de 20% para homens da mesma idade.

De acordo com Nettina (2006) alguns fatores que podem desencadear a osteoporose são: idade, inatividade, doença crônica, medicamentos (corticóides, reposição tireoideana excessiva, ciclosporina), deficiência de cálcio e vitamina D, história familiar, fumo, uso de álcool, dieta inadequada, raça, tipo corporal.

Baseado em Freitas et al (2006) a osteoporose é classificada em:

·Primário tipo I: predomina em mulheres na menopausa, perda acelerada do osso trebecular e fraturas vertebrais comuns;

·Primaria tipo II: ocorre em mulheres ou homens idosos, compromete osso cortical e trabecular, ocorrência de fraturas vertebrais e de fêmur.

·Secundárias: endocrinopatias (tireotoscicoses, hipogonadismo), drogas (glicocorticóides, anticonvulsivantes, alguns anti-ácidos), doenças genéticas, artrite reumatoide, doenças gastrintestinais, transplantes de órgãos, imobilização prolongada, mieloma múltiplo, câncer de mama, anemias crônicas, mastocitose, tratamento prolongado com heparina.

4.0 FATORES DE RISCO

De acordo Porto (2005), os fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da osteoporose são: histórico familiar, baixa densidade mineral, óssea prévia, magreza, menopausa precoce, tabagismo, consumo excessivo de café e/ou álcool, sedentário, sexo feminino, cor branca, raça caucasino ou asiática.

Para Smelzer e Bare (2004) são considerados alguns fatores individuais como idade elevada, perda óssea inicial, baixas condições médicas coexistentes e medicamentos, assim como, outros fatores de risco associados ao estilo de vida entre eles a falta de exercícios e sutentação troca e peso, dieta fraca em cálcio e vitamina D e falta de exposição à luz solar.

5.0 FISIOPATOLOGIA

Baseado em Robbin et al (2001), a osteoporose é de causa desconhecida, porém, vários fatores contribuem para a perda da massa óssea.

A osteoporose também conhecida como doença dos ossos marmóreos e doença de Abers-Schanberg consideram a natureza precisa da disfunção dos osteoclastos na maioria na maioria dos casos desconhecida, porém uma exceção é a variante associada à deficiência de aniadrase carbônica II q é essencial para os osteoclastos e células tubulares renais excretem íons hidrogênio e acidifiquem seu ambiente. A ausência dessa enzima impede os osteoclastos de solubilizarem e absorverem a matriz, além de bloquear a acidificação da urina pelas células tubulares renais (Robbins, 2000).

Robbins (2001), afirma que o tamanho da massa óssea atingida no início da vida adulta depende de fatores genéticos e que, a redução da função osteoclástica é induzido por influências endócrinas particularmente níveis séricos diminuído de estrogênios, talvez atuando através da interleucina um, resultando num equilíbrio final negativo na renovação continua do osso.

Para Filho (2000), a deficiência estrogênica na mulher e a androgênica no homem são importantes no desenvolvimento da Osteoporose, parece que ambos os hormônios estimulam os osteoblastos, porém uma vez instalada a osteoporose, os esteróides não revertem o quadro. Postula-se, também o envolvimento do paratormônio, vitamina D, distúrbios de absorção de cálcio intestinal calcitonina, todavia níveis normais de estrogênio protegem o esqueleto da ação do paratormônio.

Ainda segundo o autor acima citado, na osteoporose tipo II, postula-se que o envelhecimento torna os osteoblastos inativos, coexistindo diminuição da absorção de cálcio intestinal e conseqüentemente aumenta compensador da secreção do paratormônio.

6.0 MANIFESTAÇÕES CLINICAS

De acordo Ausiello e Goldman (2005), a osteoporose é assintomática a menos que resulte em uma fratura. Quando ocorrem, a dor é o principal sintoma, podendo ocorrer fraturas vertebrais que determinam geralmente alterações na marcha, cifose dorsal, radiculopatia e diminuição da estatura (Porto, 2005).

Baseado em Ausiello e Goldman (20005), as fraturas vertebrais por compressão em geral ocorrem após mínimo estresse (espirro, levantamento de objeto). A dor lombar geralmente se inicia de forma aguda e com freqüência se irradia para os flancos ou anteriormente, que tende a diminuir em semanas ou meses até q ocorram novas fraturas.

Ainda de acordo o autor citado a cima, paciente com fraturas que resultam em deformidade da coluna podem apresentar uma dor crônica nas costas podendo diminuir a altura e desenvolver as características de cifose dorsal ou lordose cervical conhecidas como corcunda de viúva. As fraturas de colo femoral e região intertrocantérica são consideradas as complicações mais devastadoras da osteoporose. No que se refere às fraturas de quadril estão associadas com quedas ocorrendo geralmente após um trauma ou queda.

7.0ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO

Segundo Gorzoni et al (2006) o ato de cuidar foi imprescindível à espécie humana para sua preservação e evolução, desenvolvido por meio de atividades necessárias á vida como: alimentação, criação de prole, proteção do abrigo contra intempéries, defesa do território.

"O cuidado é um fenômeno que é a base possibilidade da existência humana [...] O cuidar é a maneira do próprio ser de estruturar-se e dar-se a conhecer [...] O cuidado entra na natureza e na constituição do ser humano. O ser humano é um ser de cuidado, dedicando-se aquilo que lhe representa importância e valor e dispondo-se a sofrer e alegrar-se com quem se sente unido e ama" (BOFF, 1999, P.33-55 apud GORZO et al, 2006, p.112).

A partir desse pressuposto, evidencia-se o papel do cuidador da enfermagem em todas as fases da nossa vida e, em particular, para com o idoso, pois este requer uma maior avaliação nas atitudes em relação ao envelhecimento assegurando a qualidade de vida e uma assistência individualizada e eficaz.

A atitude da enfermeira conforme Potter; Perry (2004) advém, em parte, das experiências do trabalho bem como das atitudes de colaboradores e instituições empregadoras. A própria idade do enfermeiro quer como fator contribuinte para a quantidade de experiência, quer como fator que reflete o próprio envelhecimento da enfermeira, também contribui para o cuidado com o idoso.

Este envelhecimento fisiológico traz consigo o aumento de comorbidades pelo o desgaste ósseo acentuado no idoso, podendo resultar em fraturas decorrentes da osteoporose. "A promoção de saúde, a identificação das pessoas em risco e o reconhecimento de problemas associados à osteoporose formam a base para o cuidado".(ATKINSON; MURRAY, 1989 p. 188).

Com base nos dados da história do idoso com osteoporose, os principais diagnósticos de enfermagem segundo a NANDA são:

·Déficit de conhecimento sobre o processo de osteoporose e regime de tratamento.

·Dor aguda relacionada com a fratura e o espasmo muscular.

·Risco de constipação relacionada com a imobilidade ou desenvolvimento de íleo paralítico (obstrução intestinal).

·Risco de lesão: fraturas adicionais relacionada com a osteoporose.

7.1 Prescrições de Enfermagem

Medidas Preventivas não-farmacológicos.

Nettina (2003) explica que a prevenção da osteoporose e das fraturas conseqüentes está embasadas em:

1.Adequada nutrição: fornecer educação nutricional em relação a ingeste diária adequada de cálcio de 1.000mg ou mais (1.500mg, quando for mulher e não tiver sobre estrogênio). O cálcio pode ser obtido através do leite dos produtos lácteos, vegetais, suplementares e o uso de vinagre ao cozinhar carne com osso.

Aconselhar sobre a necessidade de vitamina D, que pode ser conseguida através de exposição à luz solar modificação do estilo de vida quanto ao uso de reduzido de cafeínas e álcool, cessando o tabagismo, ingestão de leite e suplementos vitamínicos, pois esta vitamina é necessária para a absorção de cálcio e os requisitos aumentam com a idade.

2.Bons hábitos de vida: estimular os exercícios para todos os grupos etários. Ensinar o valor da caminhada diária de 30min pelo menos três vezes por semana, em dias alternados. "Para a população idosa, a prática regular de exercícios mantém a massa muscular, melhora o equilíbrio, a mobilidade, o padrão de mancha senil e os reflexos posturais, contribuindo, definitivamente, para a prevenção de quedas".

(GORZON, 2006, p. 809).

Vale ressaltar que antes da indicação do exercício físico, o idoso deve ser encaminhado à avaliação clínica e ECG. Também é importante, para o idoso com osteoporose, a presença de um acompanhamento durante a caminhada como medida preventiva de fraturas (SMELTZER; BARE, 2004).

3.controle do ambiente para prevenção de fraturas: As fraturas de acordo com Castro; Eis; Neto (2008) são detertemidas pelas conseqüências, que, em si, não causam diretamente a morte, mas que se associam ao grande aumento de mortalidade. Os perigos ambientais, distúrbios neuromusculares e sensoriais repostas cardiovasculares diminuídos e repostas aos medicamentos são fatores que levam á queda em idosos.

A enfermagem deve incluir o paciente e a família no planejamento do cuidado e regimes de tratamentos preventivos como a avaliação do ambiente para a segurança e eliminação de perigos potenciais (tapetes soltos, escadas, ambientes cheios de móveis, brinquedos no chão, animais de estimação). Um ambiente seguro deve ter escadas iluminadas com corrimão seguro, barras de segurança no banheiro, calçados com adaptação apropriada, protetores de quadril, disposição de objetos de uso do idoso em local de fácil acesso, têm sido empregados para diminuir o impacto da queda e reduzir a incidência de fraturas (SMELTZER; BARE, 2004).

8.0 ASSISTÊNCIA A TERAPIA MEDICAMENTOSA

O ensino do paciente sobre a terapia medicamentosa é muito importante, pois como os sintomas gastrintestinais e a distensão abdominal são efeitos colaterais freqüentes dos suplementos de cálcio, a enfermeira deve instruir o paciente a tomá-los juntamente com as refeições. Também se faz necessário a ingesta de liquido a fim de reduzir o risco de cálculos renais. (POTTER; PERRY, 2004).

Smealtzer, Bare (2004) explicam que se for prescrita a terapia de reposição hormonal (TRH), a enfermeira ensina o paciente sobre a importância da adesão e triagem periódica para o câncer de mama e endometrial. O alendronato deve ser tomado de estomago vazio com água, e o paciente não deve consumir alimentos ou líquidos, nem ficar deitado durante 30 a 60 minutos. A calcitonina nasal é administrada diretamente alternando as narinas. Além destes medicamentos é necessária a associação de ingesta adequada de cálcio e vitamina D na dieta.

8.1 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO ALIVIO DA DOR E PREVENÇÃO DE FRATURAS

Segundo Porto (2000) apud Lacerda et al (2005, p. 03) "poderíamos supor que os idosos se queixassem muito mais de dor do que os jovens, sendo rotulados de poliqueixosos e hipocondríacos". O alivio da dor lombar decorrente da fratura por compressão pode ser realizado através de repouso no leito em decúbito dorsal ou decúbito lateral.

Monteiro; Faro (2006) acrescenta que o colchão deve ser firme e não-deformante. A flexão do joelho aumenta o conforto ao relaxar os músculos das costas. A enfermagem deve instruir o paciente a mover o tronco em bloco e evitar a torção e além de administrar analgésicos prescritos nos seus respectivos horários.

Embora a osteoporose primaria seja de origem diferente da osteoporose que resulta da imobilidade, é imperativo que as enfermeiras reconheçam que os clientes imobilizados podem estar em alto risco de perda óssea acelerada. A avaliação precoce do cliente bem como a consulta e o encaminhamento para médicos, nutricionista e fisioterapeutas são intervenções importantes para evitar a incapacidade nos clientes. (PORTTER; PERRY, 2004).

10.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

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PORTTER, P.A, PERRY, A.G. Fundamentos de Enfermagem. 5ªed. RJ. Guanabara, 2004.

ROBBINS, S.Let al. Fundamentos de Robbins Patologia Instrumental e Funcional. 6ªed. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2001.

 
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