AS DIFICULDADES DO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO FUNDAMENTAL DA ESCOLA ESTADUAL CORONEL...
 
AS DIFICULDADES DO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO FUNDAMENTAL DA ESCOLA ESTADUAL CORONEL FILOMENO RIBEIRO DE MONTES CLAROS ? MG
 


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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS  C.C. H.

DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO E LETRAS

CURSO DE GRADUAÇÃO EM LETRAS/PORTUGUÊS

PROJETO DE MONOGRAFIA

AS DIFICULDADES DO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO FUNDAMENTAL DA ESCOLA ESTADUAL CORONEL FILOMENO RIBEIRO DE MONTES CLAROS  MG

Projeto de Monografia, apresentado à disciplina de Orientação de Projeto de Monografia, ministrada pelo professor Osmar Oliva. Finalidade: Desenvolvimento da monografia de conclusão do curso de Letras Português.

MONTES CLAROS  MG

MAIO DE 2009


1. INTRODUÇÃO

Este trabalho será desenvolvido com o fito de buscar soluções e/ou esclarecimentos acerca das constantes dificuldades encontradas pelos professores do Ensino Fundamental nas escolas públicas, em transmitir o ensino da Língua Portuguesa. Buscaremos compreender as motivações do problema exposto, tendo como parâmetros iniciais as idéias de que, tal impossibilidade ocorre dada a complexidade da matéria, ou dados à outros fatores, como questões sociais, falta de interesse dos alunos, falta de capacitação dos professores desta etapa, dentre outras.

Entretanto, focaremos, sendo esta a delimitação para o tema, nas dificuldades encontradas pelos professores de Português do ensino fundamental da Escola Estadual Coronel Filomeno Ribeiro.

Desta feita, a priori, é importante elucidar que, os agravantes que levam a má formação de um indivíduo na sua vida estudantil são diversos e em grande número. Tratando-se de escolas públicas em bairros periféricos, a situação se torna ainda mais insustentável. Fatores como: violência, drogas, fome e outros, não podem ser simplesmente ignorados pela escola e pelos professores, já que, entende-se que a escola tem obrigação de contribuir, não só para a formação intelectual, como também, tem o dever de contribuir com a formação moral do indivíduo. Desprezar tais fatores seria catastrófico, pois, sabe-se que para obter um aprendizado satisfatório, é necessário apreciar todo o contexto em que o aluno está envolvido, buscando metas para amenizar os problemas, porventura diagnosticados.

Alunos que já chegam de famílias desestruturadas, com um histórico de vida nada estimulante, trazem consigo um desequilíbrio emocional, remetendo toda essa angústia em cima de professores, colegas e demais pessoas no seu âmbito social.

Tendo em vista esses e demais fatores, a aprendizagem da Língua Portuguesa se torna ainda mais complexa para tais alunos, sendo que, o professor, envolto a toda esta situação de fragilidade, terá o dever de aplicar a matéria, demonstrando para os alunos que certas colocações lingüísticas e verbais, apesar de se inserirem no seu dia a dia e no seu vocabulário usual, não são adequadas e formais, provocando dessa maneira um conflito entre o conhecimento escolástico e o conhecimento de mundo do aluno, que passa a ter receio desta gramática que o coloca em situação de desconforto.

            2. JUSTIFICATIVA

O levantamento da presente pesquisa é de suma importância para demonstrar que as dificuldades na aprendizagem da Língua Portuguesa se da pelo contexto social que o aluno está inserido, em questão uma classe menos favorecida. O processo de aprendizagem em um contexto geral requer muita dedicação para ambas as parte professor e aluno. O juízo de valor que os alunos do ensino fundamental têm sobre algumas perspectivas linguísticas no seu meio cultural poderiam ser devidamente abordadas pelos professores de Língua Portuguesa, como questiona Paulo Freire "Pedagogia da Autonomia -  saberes necessários à prática educativa."  Rio de Janeiro:Paz e Terra, 1996. "Porque não discutir com os alunos a realidade concreta a que se deva associar a disciplina cujo conteúdo se ensina, a realidade agressiva em que a violência é a constante e a convivência das pessoas é muito maior com a morte do que com a vida?"(...) Os questionamentos abordados por Freire inserem-se no cunho das nossas pesquisas como fator relevante, levando em consideração que o público alvo da Escola Estadual Coronel Filomeno Ribeiro é de um bairro periférico de Montes Claros, uma comunidade carente que sofre com os problemas de marginalidade, fator contundente para a não aprendizagem da Língua Portuguesa.

A língua Portuguesa tem um papel imprescindível no processo de formação de qual quer indivíduo, sabendo dessa fundamental importância cabe aos professores da Língua em questão desenvolver um método eficaz e sólido para um ensinamento pratico da Língua Portuguesa.

Esta é a opinião de Cláudia Riolfi "Ensino de Língua Portuguesa" Pioneira Thomson Learning, 2008. que assim esclarece a questão: "Nosso desafio maior, portanto, consiste em criar um modo de ensinar a Língua Portuguesa ao aluno que já não reconhece facilmente a utilidade do bom uso da linguagem.". E ainda, no mesmo sentido complementa, que é necessário que o aluno tenha uma elaboração mais trabalhada da Língua Portuguesa, ou seja, que o aluno entenda melhor sua língua materna.

A Frustração do aluno no ensino fundamental em relação a sua língua é notada a partir do momento que ele se contrasta com uma nova colocação atribuída pelo professor em alguns termos usados constantemente pelos mesmos. Esta frustração pode ocorre também nos exercícios de leitura oral realizados dentre sala de aula como afirma Irandé Antunes no livro: "Aula de português"; encontro & interação. São Paulo, Parábola, 2003. Esclarecendo a questão assim: "Com enormes dificuldades de leitura, o aluno se vê frustrado no seu esforço de estudar outras disciplinas e, quase sempre, "deixa" a escola com a quase inabalável certeza de que é incapaz, de que é linguisticamente deficiente, inferior, não podendo, portanto, tomar a palavra ou ter voz para fazer valer seus direitos, para participar ativa e criticamente daquilo que acontece à sua volta."

Dessa maneira devemos estudar e propor um método para que sane as dificuldades expostas no corpo deste projeto, tornando-se a Língua Portuguesa mais acessível e dinâmica dentro do seu contexto inserido.

3. HIPÓTESES

As suas várias formas, regras, maneiras e situações da Língua Portuguesa provocam um excedente de dúvidas, contudo essa não seria a maior dificuldade dos alunos do ensino fundamental, pois para que eles cheguem a tal complexidade é necessário pelo menos o interesse de querer aprendê-la.

O desinteresse desses alunos se dá principalmente pelo pouco estímulo que eles têm de vida. Evidentemente, não devemos generalizar essa situação a todos os alunos, mas em um contexto geral nesse aspecto a sua grande maioria não se importar com as questões lingüísticas.

Outra hipótese que pode ser agregada às dificuldades que o aluno do ensino fundamental encontra na aprendizagem da Língua Portuguesa se da por uma mudança de fase ocorrida na sua vida, na qual a adolescência começa a chegar e a curiosidade pelo mundo começa a ser aguçada, nessa decisiva fase que cabe ao professor de Língua Portuguesa demonstrar que o uso bem empregado da sua Língua poderá ser uma porta de sucesso na vida desse aluno.

4. OBJETIVOS

4.1  Geral: 

- O objetivo do presente trabalho é demonstrar as dificuldades encontradas pelos alunos do ensino fundamental da Escola Estadual Coronel Filomeno Ribeiro referentes ao uso da Língua Portuguesa.

4.2  Específicos:

-Demonstrar que as dificuldades existentes na aprendizagem da língua acontecem principalmente pelo fato de os alunos serem uma classe menos favorecida em um bairro periférico.

-Discutir com professores e setor pedagógico as possíveis soluções já pré-existentes para sanar essas dificuldades.

-Elaborar pesquisas quantitativas para demonstrar em dados e gráficos o desempenho e a melhoria desses alunos que já fazem parte dos programas socioeducacionais desenvolvidos pela escola.

-Estipular um número de alunos de cada turma do ensino fundamental para que façam parte integrante das nossas pesquisas até a sua finalização.

- Tentar, por meio deste trabalho, contribuir com um projeto sólido para que possamos ajudar pelo menos parte desses alunos.

5. METODOLOGIA

Para a realização deste projeto, utilizaremos o método investigativo e pesquisas quantitativas na escola em questão; analisaremos a comunidade que a escola atende e o seu público alvo.

1) Teremos como base, também, alguns projetos socioeducacionais de algumas escolas na periferia, que hoje são referências no ensino de Língua Portuguesa em todo o Brasil.

2) Contaremos com a ajuda dos professores de Português da escola para a elaboração de um novo projeto socioeducacional para um melhor desempenho desses alunos.

3) Resenhas, pesquisas, fichamentos e redação dos capítulos da monografia.

4) Revisão geral da monografia e defesa de texto final.

6. PLANO DE TRABALHO

6.1  Introdução.

Na Introdução, pretendemos apontar os levantamentos de estudos já realizados em algumas escolas no Brasil referente a este trabalho, demonstrando, assim, que por maiores que sejam as dificuldades da comunidade e dos alunos pode haver possibilidades de melhorias.

6.2. Capítulo 1:

Neste capítulo, trabalharemos com alguns alunos do ensino fundamental, analisaremos algumas redações escritas por eles e o uso da linguagem verbal. Focaremos a nossa atenção na sua rotina de estudos durante algum tempo, logo após levantaremos hipóteses que buscam explicar o distanciamento desses alunos em relação a uma boa aprendizagem.

6.3. Capítulo 2:

Neste capítulo, discutiremos, a partir de teorias do ensino da Língua Portuguesa, as inovações possíveis dentro dos fatores atribuídos a não-aprendizagem da língua materna desses alunos. Faremos uma demonstração pertinente e eficaz a cerca do que é proposto, tentando, dessa forma, demonstrar que depois de uma análise distante dessas situações podemos obter um bom resultado positivo.

6.4. Conclusão:

Na conclusão, faremos as considerações finais sobre a monografia, salientando os principais pontos citados e se houve ou não algum mérito durante as observações, um breve contraponto será feito entre eles também.

7. CRONOGRAMA.

Ano 01

1º semestre/2009

Atividade/mês

Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Encontros periódicos com o orientador

X

X

X

X

Início da observação da escola e alguns textos p/ leitura

X

X

X

X

Leitura e fichamento dos textos teóricos

X

X

X

X

Discussão com o orientador dos textos lidos

X

X

X

X

                 Resenhas

X

X

Ano 01

2º semestre/2010

Atividade/mês

Julho

Agosto

Set.

Out.

Nov.

Dez.

Encontros periódicos com o orientador

X

X

X

X

Leitura e fichamento dos textos teórico-críticos

X

X

X

Discussão com o orientador sobre os textos lidos

X

X

X

Resenhas

X

X

Ano 02

1º semestre/2010

Atividade/mês

Janeiro

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Encontros periódicos com o orientador

X

X

Levantamento das pesquisas na escola

X

X

Discussão com o orientador sobre a realidade da comunidade

X

X

Ordenação das propostas de investigação e pesquisas quantitativas

X

X

Resenhas

X

Redação da Introdução e do 1º capitulo

X

X

Redação do 2º capítulo

X

X

Ano 02

2º semestre/2010

Atividade/mês

Julho

Agosto

Set.

Out.

Nov.

Dez.

Encontros periódicos com o orientador

X

X

X

Discussão com o orientador sobre os levantamentos

X

X

X

Redação da Conclusão

X

Defesa da Monografia

X

REFERÊNCIAS

ANTUNES, Irandé. Aula de Português; encontro & interação. São Paulo, Parábola, 2003,

RIOLFI, Cláudia.et al. Ensino de língua Portuguesa. _______: Pioneira Thomson Learning, 2008.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 15. ed. São Paulo : Paz e Terra, 2000.

 
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Sobre este autor(a)
Ernandes Guimarães Siqueira, nascido aos 12 dias do mês de julho do ano de 1989. Viveu a maior parte da sua vida na cidade Montes Claros ? MG, morando também em outras cidades do norte de Minas. Formou na escola Estadual Coronel Filomeno Ribeiro e logo em seguida foi para a UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ...
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