ARTIGO SOBRE A ELABORAÇÃO DE QUESTIONÁRIO PARA A COLETA DE DADOS
 
ARTIGO SOBRE A ELABORAÇÃO DE QUESTIONÁRIO PARA A COLETA DE DADOS
 


COLETA DE DADOS PARA O DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CASTANHAL-PA

                                                                                                        Waldir Gomes

INTRODUÇÃO

                   A necessidade de se adequar aos novos padrões ambientais, impostos por uma sociedade com uma consciência ambiental cada vez mais sólida, tem levado empresas e gestores municipais à adoção de um modelo produtivo e administrativo, tendo como base a sustentabilidade. Deixou de ser apenas uma opção e se tornou Um fator imprescindível.

                  Esses gestores perceberam a importância de vincular a preservação do meio ambiente à imagem da organização ou do município que dirigem. Perceberam, também, que junto com a melhoria da imagem viria o crescimento socioeconômico.   

                 Contudo, a implantação de um Programa de Gestão Ambiental em uma empresa privada ou instituição de gerência pública, como uma prefeitura, por exemplo, exige a realização de um diagnóstico ambiental para identificar as não-conformidades, ou seja, os aspectos (causas) e impactos (efeitos),  causados pela prática de ações insustentáveis. No caso das instituições empresariais esses efeitos devem ser observados nos espaços interno e externo das mesmas.

                 O primeiro documento utilizado para a realização de um diagnóstico ambiental é o questionário ou formulário para a coleta dos dados que servirão de roteiro para a realização do diagnóstico. É um documento indispensável no processo de adequação aos padrões de sustentabilidade.

                 Diante do exposto, o presente texto discorre sobre a importância do questionário para a coleta de dados, seja para a implantação de um PGA ou para fins de auditoria. Trata, também, sobre a forma de ordenação do documento, a fim de que o mesmo possa facilitar o trabalho do profissional que fará o levantamento dos dados e simula cinco perguntas que seriam utilizadas na avaliação do município de Castanhal para a implantação de um Plano de Gestão Ambiental no município.

O QUESTIONÁRIO E SUA IMPORTÂNCIA PARA A COLETA DE DADOS

                   Identificar os problemas existentes no local investigado, conhecidos como não-conformidades é o objetivo principal do diagnóstico ambiental. Para que esse objetivo seja realmente alcançado, é necessário que o questionário para a coleta das informações facilite o trabalho do investigador. Este profissional deverá realizar seu trabalho embasado nos dados obtidos pelo questionário.

                 Indagações evasivas, que não possuem relação com o objetivo do diagnóstico, poderão comprometer o resultado final do processo, ou seja, a ineficiência da auditoria ou do plano de gestão ambiental do objeto de investigação.

                Por isso, a observação é tão importante quanto à pesquisa, a fim de que o questionário possa, de fato, se transformar numa ferramental eficaz para o processo de diagnóstico ambiental. Observação e pesquisa devem estar associadas à construção do questionário.

                Abaixo apresenta-se  um questionário composto de cinco perguntas cujo objetivo é coletar os dados sobre a situação do município de Castanhal, a fim de viabilizar um diagnóstico para a implantação de um Plano Municipal de Gestão Ambiental no município. Para isso criou-se uma metodologia que consistiu em entrevistas com pessoas responsáveis pelas questões ambientais em Castanhal. Considerou-se as indagações contidas no documento para a coleta de dados, imprescindíveis para a condução do diagnóstico ambiental. Eis o questionário:

1)  O município de Castanhal já possui uma Secretaria de Meio Ambiente?

2) Já foi implantado no município o PMGRS (Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos)?

3)  Qual a destinação final dada ao lixo hospitalar e aos demais resíduos sólidos gerados nas zonas urbana e rural?

4)  Quais as políticas de proteção aos recursos naturais do município?

5)   O município possui um Plano Diretor de Arborização Urbana?

CONCLUSÃO

              O documento de trabalho, planilha, formulário ou questionário para a coleta de dados é um documento indispensável para a realização de um diagnóstico ambiental. Por isso é preciso que sua elaboração leve em conta vários aspectos, como observação minuciosa do local a ser investigado, entrevista com funcionários e pessoas responsáveis pelos diversos setores da empresa ou qualquer outro ambiente investigado e principalmente, especificar as informações procuradas.

               Esses detalhes são importantes para que se possa obter segurança no andamento da investigação e sucesso na implantação do diagnóstico ambiental. É o questionário que norteará os caminhos que deverão ser percorridos para garantir a definição da informação desejada. Seu detalhamento e clareza facilitarão o alcance dos objetivos da investigação.

               Um questionário quando constituído de indagações resumidas, estas devem levar em consideração os principais pontos a serem investigados. Em se tratando da situação ambiental de um município, como no caso tratado neste trabalho é indispensável considerar-se fatores, como:

a)    Situação legal de aterro sanitário ou localização do lixão do município investigado;

b)    Existência de plano diretor para a execução de projetos, como arborização, tratamento de esgoto, coleta seletiva de lixo etc.;

c)    Destinação dos resíduos hospitalares;

d)    Política de proteção dos recursos naturais, como vegetação, rios, igarapés, solo, fauna e flora, APP (Área de Proteção Permanente) e ARL (Área de Reserva Legal);

e)    Planejamento das áreas de ocupação urbana e apoio aos moradores de áreas de risco.

             A exploração detalhada de cada item será fundamental para a eficiência do questionário. O entrevistador, no uso de sua capacidade de percepção poderá responder algumas indagações dispensando a participação do entrevistado, por meio das perguntas livres.

            

             

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Editora Atla, 1994.

MAIA, Nilton A. Concepção e Desenvolvimento de um Protótipo de ESI e avaliação seu efeito sobre o processo de decisão de uma empresa de telefonia celular. Porto Alegre UFRGS – Dissertação de Mestrado PPGA/EA/UFRGS,1999.

MCGEE. I e Prusak, L. Gerenciamento estratégico da informação. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

GUIMARÃES, Reinaldo. Avaliação e fomento de C & T no Brasil: propostas para os anos 90. Brasília: MCT/CNPq, 1994. 177 p. (Acompanhamento e avaliação de C & T).

A PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA NO ESTADO DE SÃO PAULO. Rio Claro: FFCL Rio Claro, 1971. 3 v. Levantamento feito para verificar os núcleos de pesquisa e parque de equipamentos do estado de São Paulo.

TANAKA, Osvaldo Y.; MELO, Cristina. Avaliação de Programas de Saúde do Adolescente – um modo de fazer. São Paulo: Edusp. 2001.

                  

            

 
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