Análise geográfica de territorio
 
Análise geográfica de territorio
 


RESENHA

SOUZA, Marcelo José Lopes de. 2006. O Território: Sobre Espaço e Poder, Autonomia e Desenvolvimento. CASTRO, Iná Elias de, GOMES, Paulo Cezar da Costa, CORRÊA, Roberto Lobato (Org). Geografia: Conceitos e Temas. Ed Bertrand, 8ª Edição Rio de Janeiro, Brasil, 2006.

 

                                                          Resenhista: MARTINS, Lincoln Pereira[1]

 

Marcelo José Lopes de Souza - Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1985), especialização em Sociologia Urbana pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1987), mestrado em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988) e doutorado em Geografia na área de Ciência Política pela Universität Tübingen (Alemanha) (1993). Foi professor convidado na Technische Universität Berlin (2005) e na Universidad Nacional Autónoma de México/UNAM (2008) e pesquisador convidado na Universität Tübingen (Alemanha) (1996 e 2000/2001) e na University of London (1999). Atualmente é professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

 

Segundo o artigo de Marcelo José Lopes de Souza, vem discutir uma categoria de análise que é muito importante no estudo da Geografia, o Território, que é de fundamental no conceito de espaço definido e delimitado por e a partir de relações de poder, ou seja, quem domina ou influencia o espaço.

Nestas relações ou conceitos de poder, é possível destacar superposições dentre elas: o próprio poder, violência, domincação, autoridade e competência são usados para indicar os meios pelos quais o homem domina o homem, sendo consideradas sinônimas, pois, terem a mesma função.

O poder diz respeito à habilidade humana de não apenas agir, mas agir em comum acordo, de modo que um indivíduo represente um grupo com ideais semelhantes. Politicamente falando, é insuficiente dizer, que o poder e a violência são à mesma coisa. O poder e a violência se opõem, onde um domina de forma absoluta, o outro está ausente sendo que a imposição da violência implica em perda de poder.

A palavra território normalmente evoca o termo território nacional e faz pensar no Estado em si, em grandes espaços, sem o dito patriotismo, guerras civis, em dominação e em guerras.

Os Territórios não podem ser reduzidos apenas a essas noções, a escala nacional associando-o com a figura do Estado, mas nas mais diversas escalas, sendo elas desde uma rua até mesmo uma área formada pelo conjunto de territórios de um país, podendo ser construídos ou desconstruídos em um longo período de tempo, que vão de séculos até mesmo alguns dias.

O Território surge então, na tradicional Geografia Política, como o espaço concreto em si, com seus atributos naturais e socialmente construídos de que é apropriado, ocupado por um grupo social de formas distintas. 

Portanto o espaço como matéria - prima da geografia, interpretações distintas a cerca do uso do espaço, onde há uma relação direta com o poder, ou seja, à medida que o exercício do poder sobre um determinado espaço, transformando – o em território. Então, devido à intensidade de poder que é exercido em determinado espaço, denomina – se territorialização, ou seja, um exemplo da minha casa é um espaço, convertido em território onde o meu quarto é um subespaço da minha casa sendo assim, o dono do quarto exerce um poder maior em relação ao seu pai.


[1]  Graduando do Curso de Licenciatura Plena em Geografia da Universidade Estadual de Goiás, Unidade de Quirinópolis.

 
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