Análise do livro didático e da prática docente de Ciências no Ensino Fundamental anos inicias
 
Análise do livro didático e da prática docente de Ciências no Ensino Fundamental anos inicias
 


Análise do livro didático e da prática docente de Ciências no Ensino Fundamental anos inicias

Tereza Cristina Martins dos Santos


Resumo: Este artigo objetivo observar, analisar e investigar o livro didático de Ciências do 3º ano, mediante a pratica docente em sala de aula, foram levantadas alguns questionamentos durante a aula de ciências desenvolvida por professores da referida série.
Essas atividades poderão ser entendidas ao analisar o livro didático como um instrumento de conceito cientifico e a sua importância para o ensino aprendizagem dos alunos, confrontando-se com a metodologia diante a pratica docente. Com base nas observações realizadas estabelecemos relatos sobre o livro didático e suas influencias frente aos conteúdos e conceitos, nas informações contidas sobre meio ambiente e os seres humanos.

PALAVRA - CHAVE: Análise, docência, conteúdos.

INTRODUÇÃO
Pretendemos, neste artigo, efetuar uma análise sobre o livro didático de Ciências do 3º ano e a prática docente, tentando compreender a importância do livro didático como instrumento de conceito cientifico, destinados a orientar o docente nas trocas de informações, propostas pelos conteúdos incorporando aspectos teóricos e metodológico vivenciando em sala de aula.
Ao iniciar sua vida escolar a criança trás consigo oriundas da família, de outros grupos de relação mais direta ou da mídia, conceitos relativos aos conteúdos propostos pelo livro de ciências como: saúde, alimentação, proteção
contra acidentes e prevenção de doenças, considerado a educação como um dos
fatores mais significativos para a promoção e a divulgação do livro didático. Neste sentido devemos ressaltar a importância do ensino de Ciências para a criança deste nível de ensino, valorizando a influencia do professor diante de sua metodologia frente a sua prática docente. O livro didático foi elaborado pelo ser humano a partir de suas necessidades, estudos históricos e não só nos ajuda a explicar essas necessidades como nos fornece pistas para entender tais importâncias do mesmo.
Segundo Carvalho (1981, p. 09),
"O conhecimento de tais confluências no passado permitirá talvez discernir melhor os momentos no presente favorecendo opções potencialmente mais fecundas de resultados futuros. É possível também que algumas causas atuantes no passado na prática docente de Ciências, em sentido positivo, cuja atuação não esteja de todo extinta, possam ser revitalizadas; e outras, já inativas passam ser respostas em ação do ensino presente, com o fim de iniciar um ciclo ascendente no setor de ensino de Ciências focalizando na argumentação do livro didático."

Embora este conceito de Carvalho avance em relação aos demais estudos históricos sobre o livro didático, como um argumento concreto de existência das concepções de ciências que são fundamentadas na proposta que leva o individuo a construção do conhecimento cientifico como processo histórico contextualizado num tempo e espaço definidos; portanto , é suscetível a mudanças. Diante disso o aluno é submetido a expor sua opinião critica mediante ao incentivo do educador.
As influências ideológicas inseridas no livro didático analisado se dão no processo de construção das ciências, em que o ser humano está preocupado com a melhoria da qualidade de vida; onde cada novo conhecimento gera conflito. Tal afirmação nos leva a perguntar: até que ponto se resolve um problema cuja solução cria novos problemas, às vezes com dimensões maiores?
A ciência pode fazer afirmações exatas acerca do futuro, é o caso, por exemplo, de novas tecnologias que degradam o meio - ambiente e põe em risco a própria sobrevivência da espécie. Muitos livros didáticos não exploram a realidade do aluno, pois os mesmos apresentam temas e ilustrações que não condiz com o estado ou região da maioria dos discentes. Nesses termos torna-se difícil a adaptação, incorporando aspectos teóricos e metodológicos na pratica docente.
Sabemos que o Brasil é um país diversificado, rico em diversidade cultural, portanto, percebe-se que a realidade do Sul não é a do é a do Nordeste. Neste sentido o livro didático faz com que o educando migrem para uma realidade que não é a sua, impossibilitando a construção do conhecimento, mediante a investigação significativa de suas experiências cotidianas.
Com base nisso pode-se apontar um problema muito presente nos conteúdos abordados pelo livro didático de ciências, onde o mesmo mediado pela intervenção do professor que sugere uma notável ênfase na transmissão dos conteúdos programáticos sem a devida consideração da leitura implícita, levando o aluno a repetir apenas o que aprendeu, não desenvolvendo o gosto pela leitura e sua compreensão diante dos fatos. A leitura é um ato que deve ser valorizado pelo docente, pois, é a partir da dela o professor pode estar avaliando os conhecimentos já construídos pelos alunos, estimulando-os a busca de informações que reafirmam ou não esses conhecimentos para ampliá-los por meio da troca de idéias, tornando um espaço privilegiado para aluno observar, formular perguntas e suposições, problematizando a realidade vivenciada.

ANALISANDO O LIVRO DIDÁTICO DE CIÊNCIAS

Conforme já assinalado, as análises ao livro didático "Terra Planeta Vida" que do ponto de vista conceitual está dentro dos parâmetros legais, subtendido como correto. O mesmo tem uma concepção sócio ? interacionistas; os conteúdos estão fundamentados nas múltiplas inter-relações físicas, químicas e biológicas que ocorrem no ambiente, tendo como pólo orientador a ação transformadora do ser humano que interfere na natureza.
Segundo Souza (1998, p. 40) enfatiza que: (...) a ciência está no cotidiano das crianças, de qualquer classe social , porque está na cultura, na tecnologia, no modo de pensar. Sendo assim o desenvolvimento de conteúdos deriva do cotidiano do aluno, partindo do conhecido para o ainda não conhecido fazendo um relação através de sua análise conceitual e transformando os interesses, os conhecimentos e as necessidades em objetos de investigação e pesquisa diante o livro citado. É importante, portanto, alicerçar o trabalho pedagógico sobre as concepções alternadas apresentando para o aluno visões pessoais do mundo e que fazem sentido do ponto de vista do indivíduo sem restringir a eles, uma vez que se parte do pressuposto de que todo bom ensino deve ultrapassar o nível de desenvolvimento já alcançado.

A PRÁTICA DOCENTE E OS CONTEÚDOS TRABALHADOS

A principal referência diante dessa prática docente, além dos conteúdos trabalhados na tese de livre docência, foi possibilitado após observações realizadas, durante o desenvolvimento da aula de ciências, acompanhado do manuseio do livro didático, onde a professora utilizou o livro acima citado como subsidio para trabalhar o conteúdo do dia ( meio ? ambiente ). A explicação dada pela professora foi interessante, porém não estimulou a participação dos alunos. Entretanto a docente considerou as experiências vivenciadas pelos alunos para desenvolver a aula, mas a mesma não conseguiu fazer a relação entre o conteúdo cientifico e as experiências empíricas dos alunos, deixando o assunto fragmentado. Essa situação infelizmente é vivenciada pela maioria dos docentes, sendo reconhecido a falta de habilidade de se trabalhar com o livro didático, resultando em métodos tradicionalistas que não estimula o aluno a ampliarem a sua concepção sobre o que eles já sabia com o conteúdo do livro.
Essa experiência possibilitou ? nos a ver o uso do livro como uma peça fragmentada, pois mediante uma visão metodológica, o conteúdo deveria ter sido explorado mais, já que o livro adotado pela professora possibilitava varias proposta para serem trabalhados.
O livro era adequado à série, com ilustrações significativas, sugestões de leitura complementar para o educando, numa visão curricular de ciências dir-se-ia que o livro é muito atualizado, complementado com leitura para traçar idéias e registrar, ler e comentar, instigando também o aluno a refletir diante dos questionamentos apresentados. O encaminhamento metodológico do referencial didático contribuiu para a sistematização das discussões que sendo bem trabalhado acrescentaria novas informações pertinentes aos assuntos abordados, avançando assim no processo de construção do conhecimento.
Apoiando-se na análise da prática docente, a professora não valorizou os pressupostos teóricos para desenvolver uma aula criativa e dinâmica que levasse os alunos a desenvolverem suas habilidades e competências, buscando entender a postura da prática docente sobre o referencial didático de ciências; foi possível diagnosticar que o docente não estava apto a manusear o mesmo como um subsidio bastante rico e sim como uma ferramenta de pouco significado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O livro analisado valoriza o cotidiano do aluno, a interdisciplinaridade, a transversalidade, propondo trabalhos temáticos com os conteúdos de ciências, não comportamentalizado, mas estruturado de forma dinâmica e evolutiva, com experimentos sem rico a saúde do educando, buscando o desenvolvimento do pensamento infantil. O referencial analisado " Terra Planeta vida" destina-se ao ensino fundamental do 3º ano e traz o logotipo de aprovação do MEC ? Ministério da Educação e Cultura ? e faz parte do Programa Nacional do Livro Didático.
O livro induz a interpretação correta, pois os conteúdos analisados constituem de fatos, conceitos procedimentais, atitudes e valores compatíveis com o nível de desenvolvimento cognitivo das crianças, tendo relevância do ponto de vista social e permitindo que o aluno compreenda as relações entre o ser humano e a natureza mediada pela tecnologia. O referencial traz algo inovador para a prática docente: suas conclusões foram indicadores de avaliação do trabalho desenvolvido em cada etapa e revela o processo de aprendizagem. Esse espaço é destinado a resumir o trabalho desenvolvido por capitulo e subtemas, tornando uma oportunidade para o aluno discutir e ampliar o conhecimento construído. O livro instiga ainda, que as atividades das seções possam eventualmente ser realizadas com a colaboração de um adulto, colega ou o professor.
Assim sendo, os resultados apresentados após a análise aponta o referido livro como o referencial teórico que pode ser trabalhado de diversas formas: registro, desenhos, dramatizações, pequenos textos, listagem de relatórios e/ ou esquemas. Nas atividades que oferecem perigo, o livro recomenda aos educadores que discutam antes com as crianças os riscos de acidentes, registre as normas de segurança necessárias e relacione esses cuidados a situações do cotidiano do aluno.
O livro traz recomendações especiais ao professor cujas informações visam auxiliar na condução das atividades; apresentam respostas que servirão de parâmetro para analise e discussão das respostas dos alunos enriquecendo desta forma a aula apresentada. A análise deste livro constitui portanto um importante passo na compreensão entre o livro didático e a prática docente frente a disciplina escolar de ciências em nossa realidade dentro do âmbito escolar.









































Referências Bibliográficas


PORTO, Amélia. Terra, Planeta vida: livro do professor. São Paulo: Ática, 2004

CARVALHO, H.G. (1981) Ensino de Ciências no primeiro grau: condicionantes históricos e comentários sobre o livro. Dissertação de mestrado. Belo Horizonte: UFMG.




 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
graduada em pedagogia e graduanda em psicopedagogia institucional. Professora do municxipio de Jacobina Bahia no ensino fundamental de 9 anos
Membro desde dezembro de 2010
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