Análise de Balanço Patrimonial utilizando Indicadores Econômicos-Financeiros
 
Análise de Balanço Patrimonial utilizando Indicadores Econômicos-Financeiros
 





Análise de Balanço Patrimonial utilizando Indicadores Econômicos-Financeiros


? Tiago Martins de Carvalho
? Sérgio Duboc
? Rodrigo Martins
? Rodolfo Bezerra
? Ricardo Ferraz
? Heriberto Wagner Amanajás Pena




Belém/PA
Junho de 2010
Sumário
1. Introdução 3
2. Caracterização do setor 4
2.1. Histórico do setor no Brasil 4
2.2. Autal situação do setor de telecomunicações 5
3. Referencial teórico 6
3.1. Balanço patrimonial: Definição e importância da análise 6
3.2. Análise de Quocientes 8
3.3. Índices de Estrutura 9
3.4. Índices de Liquidez 9
3.5. Índices de prazo médio ou rotação 9
3.6. Íncices de rentabilidade 9
4. Metodologia de pesquisa 10
5. Análise dos indicadores aplicado: 12
6. Conclusão 16
7. Bibliografia 16














1. Introdução
O setor de telecomunicações é extremamente dinâmico, não apenas em se falando de desenvolvimento tecnológico, mas também de mudanças organizacionais. A fase mais recente de reestruturação do setor no Brasil aconteceu a partir de 1995. Essa reestruturação define, entre outros fatores, a quebra do monopólio estatal, a privatização das empresas de telefonia (Sistema Telebrás), o programa de ampliação e recuperação do sistema de telecomunicações com investimentos de U$ 90 bilhões em 8 anos e a substituição do Código Brasileiro de Telecomunicações pela Lei Geral das Telecomunicações (LGT ? lei 9472), em julho de 1997, que define as linhas gerais do novo modelo institucional para o setor. Essa lei aprova os processos de privatização das operações de telecomunicações no país (o sistema Telebrás foi privatizado em 1998) e promove a abertura da chamada Banda B de telefonia celular ao setor privado, com a divisão do país em regiões.
As companhias transnacionais (TNCs) se voltaram para o país depois das alterações promovidas pela LGT e da situação de rápido crescimento do mercado. Tal interesse trouxe para o Brasil empresas que atuam como prestadoras de serviços de telefonia e intensificou a presença de empresas globais fabricantes de aparelhos de telecomunicações. Essas últimas são as que mais se enquadram no perfil de empresa traçado para este trabalho, uma vez que são, atualmente, as principais responsáveis pelo desenvolvimento tecnológico na cadeia produtiva, conforme discutido posteriormente. Dessa forma, estão sendo estudados os principais fabricantes de equipamentos de telefonia que estão presentes no Brasil.
A competição global está cada vez mais acirrada e as empresas estão alterando suas configurações organizacionais para serem mais competitivas. Para tanto, este trabalho irá realizar uma análise do balanço patrimonial de uma grande empresa de telecomunicações brasileira, a Vivo. Utilizando recursos de análise de balanço, em especial a análise de quocientes, onde será feito um estudo comparativo entre grupo de elementos das demonstrações fincanceiras por meio de índices.



2. Caracterização do setor
2.1. Histórico do setor no Brasil
O Sistema de Telecomunicações Brasileiro, controlado pelo Sistema Telebrás, sob o monopólio estatal, foi privatizado em maio de 1995 e rapidamente desnacionalizado. O Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT), de 1962, documento legal que ditava as regras de funcionamento do setor, regulado pelo Ministério das Comunicações (Minicom), órgão do Poder Executivo, foi substituído pela Lei Geral de Telecomunicações (LGT), em 1997, legislação aplicada e regulada pelo Órgão regulador, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Um vigoroso e amplamente disseminado movimento de reorganização caracteriza o cenário atual das telecomunicações no mundo. Este processo teve início já nos primeiros anos da década de 80, notadamente nos EUA e Inglaterra, sendo progressivamente acompanhado por outros países da Europa Central, Ásia e América Latina. Os processos de redefinição das formas tradicionais de organização têm seguido diversificadas orientações, sugerindo um continuum que vai desde a gradual flexibilização dos monopólios e políticas de regulação a modelos que combinam a liberalização total dos mercados, a privatização e a desregulação do setor.
O Brasil convive há muito com diversos problemas no setor e inúmeras pressões no sentido da liberalização e reorganização das telecomunicações. O modelo histórico cuja base era o monopólio público foi revisado e, apesar da existência de algumas iniciativas pontuais ao longo dos últimos anos visando a reforma do setor, só recentemente o governo brasileiro apresentou uma proposta ampla de redefinição das telecomunicações no país, como veremos a seguir.
A configuração organizativa original das telecomunicações no país caracterizava-se pela extrema fragmentação do poder de outorgar concessões, na forma de exploração dos serviços, nas diretrizes e metas de ampliação ou cobertura territorial dos serviços e no estabelecimento de tarifas. Competia à União, aos Estados e Municípios a garantia da prestação do serviço, quer através da exploração direta, quer mediante outorga de concessões, conforme estabelecido na Constituição de 1946. A participação de empresas estrangeiras era predominante neste período.
A Companhia Telefônica Brasileira (CTB), subsidiária da Canadian Traction Light and Power Company concentrava, em 1957, dois terços dos telefones existentes no Brasil, os quais estavam localizados principalmente nas áreas dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. O restante estava distribuído entre a Companhia Telefônica Nacional, filial da ITT (International Telephone and Telegraph) no Rio Grande do Sul, as subsidiárias da CTB em Minas Gerais e Espírito Santo e as aproximadamente 900 concessionárias municipais então existentes.
A organização fragmentada do setor naquele momento refletia-se na ausência de coordenação e de objetivos comuns de desenvolvimento e ampliação dos serviços, gerando uma situação de extrema precariedade não condizente tanto com as fortes diretrizes governamentais de modernização da infra-estrutura do país, quanto com as preocupações de integração territorial relacionadas ao aprofundamento do ideário da segurança nacional.
Este modelo permaneceu até fins dos anos 60 ainda que, no período que compreende a década, importantes alterações foram efetivadas através da aprovação do Código Brasileiro de Telecomunicações (1962) que forneceu as bases para ações normativas (através da criação do Contel) e executivas do Estado (com a criação da Embratel, empresa que passa a operar parte dos serviços de ligações internacionais, o que caracterizou a primeira intervenção governamental direta no setor). Registra-se ainda a criação do Ministério das Telecomunicações ? Minicom, a intervenção e posterior compra da CTB e, em 1972, a criação da Telebrás.

2.2. Autal situação do setor de telecomunicações
O setor de telecomunicações brasileiro ainda precisa se aprimorar, especialmente no que diz respeito à concentração das empresas prestadoras do serviço.
Em meio às privatizações, ocorreu a modernização da infraestrutura e o incremento no acesso aos serviços, mas, em contrapartida, houve a "alta concentração do mercado em alguns poucos grupos econômicos, em sua maioria de capital originalmente estrangeiro".
As empresas fornecedoras dos serviços e estrutura no Brasil dividem-se da seguinte forma: Telefônica e Vivo (Espanha e Portugal), com 29% do mercado, seguidas pela Oi/Brasil Telecom (Brasil), com 27%; Claro/Embratel/Net (México), com 23%; TIM (Itália), com 19%; e os 2% restantes com outras empresas. Os dados são relativos ao terceiro trimestre de 2009.
Elas apresentam problemas que reduzem a capacidade do setor. Os principais obstáculos à universalização de qualidade são: preços de bens e serviços conflitantes com a renda da população, baixos indicadores de escolaridade e proficiência no uso de tecnologia, ambiente de competição pouco dinâmico e com amarras regulatórias, conflitos ligados ao uso do FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação), baixa qualidade de serviço percebida pelos usuários e diferenças regulatórias entre os serviços.
Já em relação ao crescimento das redes de telecomunicações, os problemas estão presentes na falta de fiscalização da qualidade dos serviços e na ausência de uma política setorial articulada com outras ações do estado, por exemplo, a política fiscal.
A partir de um diagnóstico do sertor, é possível perceber que a convergência entre tecnologias, bens e serviços de setores antes separados (telecomunicações, tecnologia de informação e conteúdo) e o processo global de liberalização comercial e regulatória possibilitaram transformações tecnológicas e institucionais que trouxeram reflexos na evolução recente das telecomunicações no Brasil. Houve uma nova atribuição de papéis para os setores público e privado, cabendo às empresas a exploração comercial e ao governo a formulação e a implementação de políticas, diretrizes, objetivos e metas.
Portanto, para a evolução dos serviços ocorrer é imprescindível a adoção de políticas públicas voltadas ao setor e à utilização de seus bens e serviços nos demais setores da economia. Sem isso, dificilmente as telecomunicações e os conteúdos de informação audiovisual permitirão que o país como um todo alcance e usufrua todos os benefícios, de maneira transversal, e em todo o seu potencial. Para tanto, o setor não pode depender apenas do Estado na promoção "da massificação dos serviços".

3. Referencial teórico
3.1. Balanço patrimonial: Definição e importância da análise

A Análise de Balanços é, segundo Iudícibus (1998, p. 20), "a arte de saber extrair relações úteis, para o objetivo econômico que tivermos em mente, dos relatórios contábeis tradicionais e de suas extensões e detalhamentos, se for o caso".
A análise de balanços pode ser caracterizada como uma arte, pois segundo o autor supracitado por mais que esta seja baseada no cálculo de índices extraídos das demonstrações contábeis, seus resultados não serão perfeitos e nem serão completamente confiáveis, podendo cada analista ter sua opinião individual, mesmo que sejam os mesmos índices utilizados.
Segundo Assaf Neto (2002), a análise de balanços visa relatar, com base nas informações contábeis fornecidas pelas empresas, a posição econômico-financeira atual, as causas que determinam a evolução apresentada e as tendências futuras. Em outras palavras, pela análise de balanços extraem-se informações sobre a posição passada, presente e futura (projetada) de uma empresa.
A análise dos demonstrativos contábeis é de grande importância gerencial, principalmente, para as empresas com fins lucrativos, pois é um processo de avaliação da empresa, responsável por mostrar o seu desempenho diante do mercado. O desenvolvimento da análise permite a evidenciação de dados, que serão transformados em informações úteis ao bom gerenciamento da entidade, permitindo a detectação de problemas e conseqüente busca para resolução deles.
As técnicas de análise de balanços são as ferramentas principais para o desenvolvimento da avaliação econômico-financeira de uma empresa. Porém, nem sempre tão confiáveis, pois estas sofrem constantes modificações e dependem, exclusivamente, das informações extraídas dos demonstrativos contábeis e financeiros, sendo estes responsáveis diretos pela correta ou mesmo aproximada avaliação da entidade.
As principais técnicas de análise de balanços são:
? Análise Horizontal
? Análise Vertical
? Indicadores Econômico-financeiros(quocientes)

A principal finalidade da análise gerencial é dar informações para as pessoas interessadas, referentes à:
? Demonstrar a atratividade de investimentos em ações;
? Facilitar a concessão de créditos;
? Demonstrar a capacidade de pagar suas dívidas; solvência da empresa;
? Apresentar a rentabilidade da empresa;
? Destacar a política financeira da empresa;
? Qual é a situação econômico-financeira da empresa;
? Qual sua capacidade de gerar lucros;
? Como estão sendo gerenciados seus ativos;
? Como a empresa está financiando suas atividades;
? Como a empresa está evoluindo, em termos de desempenho, ao longo do tempo.

3.2. Análise de Quocientes
É o processo de análise mais utilizado porque oferece uma visão global da situação econômica/financeira da empresa. São índices extraídos das demonstrações contábeis numa mesma época para que se possa comparar o resultado da empresa com os índices das concorrentes.
Os indicadores econômico-financeiros são apurados através de cálculos matemáticos efetuados levando em conta valores extraídos das demonstrações contábeis e financeiras em busca de números que auxiliem no processo de decisão e entendimento da real situação da empresa em seus aspectos patrimoniais, financeiros, de rentabilidade e giro, dentre outros.
O objetivo básico dos índices que serão apurados nesta etapa da análise é de evidenciar a posição da empresa de forma estática e também buscar analisar as situações futuras relacionadas com períodos subseqüentes, por meio de projeções.
Os principais índices são:
? Índices de estrutura ou endividamento.
? Índices de liquidez ou solvência.
? Índices de prazos médios.
? Índices de rentabilidade ou lucratividade.


3.3. Índices de Estrutura
Evidenciam o grau de endividamento da empresa em decorrência da origem do capital investido no patrimônio. Mostra a proporção existente entre o capital próprio e o capital de terceiros.
No Balanço Patrimonial o lado do passivo mostra a origem do capital que está a disposição da empresa enquanto o ativo apresenta onde este capital foi aplicado. Assim, o confronto entre capital próprio e capital de terceiros teremos condições de saber quem investiu mais na empresa os proprietários ou terceiros.
3.4. Índices de Liquidez
O resultado deste índice evidencia o grau de solvência da empresa em decorrência da existência ou não de solidez financeira que garanta o pagamento dos compromissos assumidos com terceiros, mostra a proporção entre os investimentos efetuados em relação aos capitais de terceiros. Em suma demonstra a capacidade da empresa de efetuar o pagamento das suas dívidas.
3.5. Índices de prazo médio ou rotação
Os índices de rotação têm grande contribuição na interpretação da liquidez e da rentabilidade da empresa a medida que servem de indicadores dos prazos médios de rotação dos estoques, do recebimento de vendas e pagamentos de compra. Seu resultado é obtido pelo confronto dos elementos da DRE com elementos do Balanço patrimonial.
3.6. Íncices de rentabilidade
Os quocientes de rentabilidade servem para medir a capacidade econômica da empresa, avaliando o desempenho econômico obtido pelo capital investido na empresa através contas de resultado.
Neste trabalho, será utilizada a análise de Quocientes, onde será feito um estudo comparativos entre os grupos de elementos das demonstrações financeiras através de índices, objetivando o conhecimento da relação entre cada um dos mesmbros do conjunto.

4. Metodologia de pesquisa
Para análise de quocientes, serão utilizados os seguintes índices:
a) Composição de endividamento (índice de estrutura)





Revela qual a proporção existente entre as obrigações de curto prazo em relação às obrigações totais, quanto a empresa terá de pagar em curto prazo para cada real do total das obrigações.
Quanto menor for este índice melhor será para a empresa, pois terá prazos maiores para saldar seus compromissos.
b) Participação de capital de terceiros



Este quociente revela qual a proporção existente entre capital de terceiros e capital próprio, isto é, quanto a empresa está utilizando capital de terceiro para cada real próprio.
Quanto menor for este quociente será melhor para a empresa, que dizer que a empresa possui mais capital próprio aplicado e menos dívida.
Quando o grau de endividamento mostrado por este quociente for elevado, normalmente a empresa encontrará dificuldade para a obtenção de empréstimos bancários e outros financiamentos porque serão poucas as garantias disponíveis para oferecer em troca.
c) Imobilização de Patrimônio



Este quociente revela qual a parcela do Patrimônio líquido foi utilizada para financiar a compra do ativo permanente, isto é, quanto a empresa imobilizou no seu ativo para cada real do PL, apresentado a existência ou não do Capital Circulante Próprio.
"Quanto menor este índice melhor para a empresa"
Um aspecto evidenciado por este quociente é a existência ou não da dependência de Capitais de terceiros para financiar o Ativo circulante; se todo o Patrimônio líquido for utilizado para financiar o ativo permanente, significará que todo o AC foi financiado com recursos de terceiros, apresentando uma situação desfavorável.
d) Liquidez geral



Mostra se os recursos financeiros aplicados no ativo circulante e no Realizável a longo prazo são suficientes para pagar as obrigações totais. Representa quanto a empresa tem de ativo circulante e longo prazo para cada real de obrigações.
Quando este quociente for igual ou superior a um, pode-se afirmar que a empresa encontra-se em condições de pagar todas as obrigações. Ou seja, Quanto maior melhor.
e) Liquidez Corrente





Revela a capacidade financeira da empresa para cumprir os seus compromissos de curto prazo, isto é, quanto a empresa tem de ativo circulante para cada real do passivo circulante. Quanto maior melhor.
f) Liquidez Seca




Revela a capacidade financeira líquida (disponibilidades/ investimentos temporários em curto prazo/ contas a receber de clientes) da empresa em cumprir suas obrigações de curto prazo. Quanto maior melhor.
g) Liquidez Imediata





O resultado deste quociente revela a capacidade de liquidez imediata da empresa para saldar seus compromissos de curto prazo; isto é quanto a empresa possui de dinheiro em caixa, nos bancos e aplicações de liquidez imediata para cada real de dívida em curto prazo. Quanto maior melhor.
5. Análise dos indicadores aplicado:
Abaixo segue o balanço patrimonial da empresa VIVO que será analizado:
Ativo 2009 (R$) Passivo 2009(R$)
Ativo Circulante R$ 7.131.322 Passivo Circulante R$ 6.866.737
Caixa e equivalentes de caixa R$ 1.223.473,00 Pessoal, encargos e benefícios sociais R$ 160.605,00
Aplicações financeiras em garantia R$ 37.475,00 Fornecedores e contas a pagar R$ 3.328.673,00
Contas a receber, líquidas R$ 2.281.126,00 Impostos, taxas e contribuições R$ 650.320,00
Estoques R$ 709.410,00 Empréstimos e financiamentos R$ 1.811.703,00
Tributos diferidos e a recuperar R$ 1.949.454,00 Juros sonbre o capital e dividendos R$ 235.786,00
Operações com derivativos(circulante) R$ 347.448,00 Provisões para contingências R$ 82.364,00
Despesas antecipadas R$ 284.814,00 Operações com derivativos R$ 39.791,00
Outros Ativos R$ 298.122,00 Outras obrigações R$ 557.495,00
Ativo Não Circulante R$ 11.294.238,00 Passivo Não Circulante 11.561.831
Realizavel a Longo Prazo R$ 11.246.903,00 Exigivel a Longo Prazo R$ 11.561.831
Aplicações financeiras em garantias R$ 47.335,00 Impostos taxas e contribuições R$ 246.517,00
Tributos diferidos e a recuperar R$ 1.531.475,00 Empréstimos e financiamentos2 R$ 3.826.385,00
Operações com derivativos(não circulante) R$ 285.303,00 Provisões para contingências2 R$ 94.483,00
Despesas antecipadas R$ 72.325,00 Operações com derivativos2 R$ 97.971,00
Outros ativos R$ 30.981,00 Outras obrigações2 R$ 179.160,00
Imobilizado, líquido R$ 6.414.085,00 Patrimônio Líquido
Intangível, líquido R$ 2.857.341,00 Capital Social R$ 5.409.318,00
Diferido, líquido R$ 55.393,00 Reservas de capital R$ 737.028,00
Reservas de lucro R$ 970.969,00

Total do Ativo R$ 18.425.560,00 Total do Passivo R$ 18.428.568,00

v Composição de Endividamento
O primeiro teste de análise contábil a ser testado é a Composição de Endividamento, onde utilizando de valores como passível circulante e exigível total, temos um índice que analisa a a proporção existente entre as obriações a curto prazo e as obrigações totais. Abaixo seguem os dados:
? Passível circulante: R$ 6.866.737
? Exigível Total: R$ 11.561.831
Ø C.E=37,26%
Este primeiro indicador mostra que a empresa terá que pagar 37,26% de suas obrigações totais a curto prazo.
v Participação de capital de terceiros
Este indicador mostrará quanto de capital de terceiros está dentro do próprio capital da empresa:
? Exigível Total: R$ 11.561.831
? Patrimônio Líquido: R$ 7.117.315
Ø C.T= 162,45%
Com este valor em mãos, podemos observar que a empresa passa por grandes dificuldades com relação a endividamento de terceiros, onde mais de 100% dos valores de patrimônio líquido atualmente são de terceiros. Houve então possívelmente um grande endividamento com bancos e outros agentes financeiros para que a VIVO pudesse continuar sendo competitiva.


v Imobilização de Patrimônio
Este indicador revelará o quanto a empresa imobilizou de seu patrimônio líquido para aquisição de um ativo permanente:
? Ativo Permanente: R$ 11.294.238
? Patrimônio Líquido: R$ 7.117.315
Ø I.P.= 158,69%
Com este valor é possível observar que a empresa imobilizou 158,69%, evidenciando assim que há uma grande participação de capital de terceiros em suas finanças, o que leva a crer o período de instabilidade econômica desta.
v Liquidez Geral
Este indicador se baseará na análise quantitativa de sanar as obrigações fincanceiras da empresa, onde mostrará se os recusros financeiros aplicados são o suficiente para pagar suas obrigações totais.
? Atico Circulante: R$ 7.131.322
? Ativo Realizável a Longo Prazo: R$ 11.294.238,00
? Passível Circulante: R$ 6.866.737
? Passível Realizável a Longo Prazo: R$ 11.561.831,00
Ø L.G.= 162,90%
Este indicador se mostrou positivo, pois é possível observar que a empresa será capaz de pagar todas suas obrigações com terceiros.
v Liquidez Corrente
Este indicador revelará a capacidade da empresa VIVO em conseguir pagar suas dívidas a curto prazo:
? Ativo Circulante: R$ 7.131.322
? Passível Circulante: R$ 6.866.737
Ø L.C.= 103,85%
Como podemos perceber, o índice se mostrou muito próximo de 100%, o que mostra a fragilidade em conseguir pagar dívidas a curtos prazos, mostrando que para cada real de passível circulante, tempos aproximadamente R$1,03 centavos disponíveis para pagamento.
v Liquidez Seca
Este indicador, similar a Liquidez corrente, revelará a capacidade da empresa de cumprir suas obrigações a curtíssimo prazo, levando em consideração o capital imobilidado de estoque:
? Ativo Circulante: R$ 7.131.322
? Estoques: R$ 709.410,00
? Passível Circulante: R$ 6.866.737
Ø L.S.= 93,52%
Podemos observar que o valor encontrado é inferior a 100%, o que revela uma incapacidade da empresa em cumprir com obrigações a curto prazo, já levando em conta disponibilidades, investimentos a curto prazo e contas a receber de clientes.
v Liquidez Imediata
Este indicador mostra diretamente a capacidade da empresa em sanar suas obrigações a curtíssimo prazo, levando em conta o dinheiro em caixa da empresa:
? Disponibilidade: R$ 1.260.948,00
? Passivo Circulante: R$ 6.866.737
Ø L.I.= 18,36%
Temos um indicador que revela a situação de risco da empresa, onde apenas R$ 0,18 do dinheiro em caixa, bancos e aplicações podem ser utilizados para pagar 1 real da dívida em curto prazo.

6. Conclusão
A partir dos indicadores estudados, podemos avaliar a situação de uma empresa em relação a suas dívidas e obrigações tanto em curtos quanto em longos prazos. Utilizando-se de métidos quantitativos e objetivos que visam mostrar a situação favorável ou não no andamento de uma empresa.
A análise de quocientes do balanço patrimonial irá nortear a aplicação financeira e o planejamento das atividades de qualquer empresa para que esta possa não só evitar falências, mas também crescer e se tornar competitiva no mercado.
7. Bibliografia
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Análise de Balanços. 7º ed. - São Paulo, Atlas, 1998.
ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e Análise de Balanços: um enfoque econômicofinanceiro. 7º ed. São Paulo: Atlas, 2002.
Concentrado, setor de telecomunicações ainda oferece serviços caros, diz Ipea; acessado em 21 de Junho de 2010; .
 
Avalie este artigo:
1 voto(s)
 
Revisado por Editor do Webartigos.com


Leia outros artigos de Heriberto Pena
Talvez você goste destes artigos também
Sobre este autor(a)
Economista e Pesquisador da Universidade do Esatdo do Pará e do Instituto de Desenvolvimento Economico, Social e Ambiental do Esatdo do Pará
Membro desde janeiro de 2011
Facebook
Mais comentados
 
Mais lidos
Informativo Webartigos.com
Receba novidades do webartigos.com em seu
e-mail. Cadastre-se abaixo:
Nome:
E-mail: