ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: PRINCÍPIOS DO ALFABETIZAR LETRANDO
 
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: PRINCÍPIOS DO ALFABETIZAR LETRANDO
 


Gilvânia Aparecida dos SantosElenice Borba

RESUMO

Em um mesmo momento histórico, em sociedades distanciadas tanto geograficamente quanto socioeconomicamente e culturalmente sentiu-se a necessidade de reconhecer e nomear práticas sociais do ler e escrever resultantes da aprendizagem , no Brasil a discussão do letramento surge enraizada no conceito de alfabetização. Dissociar alfabetização e letramento é um único equívoco, pois alfabetização o desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, o letramento, sendo processos simultâneos.

Palavra chave

: alfabetização, letramento, aprendizagem.  

ABSTRACT In the same historical moment, in societies as far away both geographically and culturally socioeconomic felt the need to recognize and appoint social practices of reading and writing from learning, in Brazil the discussion of literacy is rooted in the concept of literacy. Disentangling literacy and literacy is only one mistake, because the development of literacy skills of reading and writing in social practices involving written language, the literacy, and simultaneous processes. Keywords: literacy, literacy, learning

INTRODUÇÃO

Há coincidência quanto ao momento histórico em que práticas sociais de leitura e de escrita emergem distanciadas geograficamente nos países de primeiro mundo a alfabetização não dominava habilidades da leitura e da escrita surgem a questão da aprendizagem básica da escrita a leitura e a escrita vinculados com a aprendizagem a partir de um conceito de alfabetização por análise da mídia (censo). Letramento é enraizado com conceito de alfabetização se confundem e se fundem prevalecendo o conceito de letramento.

As relações grafônicas são parte integrante da aprendizagem da língua escrita, os sistemas alfabéticos e ortográficos devem ser objeto de instrução direta, explícita e sistemática, com certa autonomia as práticas de leitura e escrita.

A independência e a interdependência entre alfabetização e letramento são processos paralelos e simultâneos, mas que indiscutivelmente se completam, alguns autores contestam o processo de aprendizagem devido aos estudos psicogenéticos dos anos 80. Na ambivalência dessa revolução conceitual, encontra-se o desafio dos educadores em face do ensino da língua escrita, ou seja, o alfabetizar letrando.

ALFABETIZAR LETRANDO

1.1 O que significa alfabetizar?

É tomar o indivíduo capaz de ler e escrever. A alfabetização se ocupa da aquisição da escrita, por um indivíduo ou grupo de indivíduos. É o processo pelo qual se adquire o domínio de um código e das habilidades de utiliza-lo para ler e escrever, ou seja: o domínio da tecnologia, técnicas para exercer a arte e ciência da escrita.

1.2 O que significa letrar?

É o resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais e da escrita, ou seja um conjunto de práticas sociais, que usam a escrita, enquanto sistema simbólico, enquanto tecnologia, em contextos específicos da escrita denomina-se letramento que implica habilidades várias, tais como: capacidade de ler e escrever para atingir diferentes objetivos, permitir que o sujeito interprete, divirta-se, seduza sistematize, confronte, induza, documente, informe, oriente-se, reivindique, e garanta a sua memória, garantindo-lhe a sua condição diferenciada na relação com o mundo. Compreender o que se lê.

Na ambivalência dessa resolução conceitual, encontra-se o desafio dos educadores em face do ensino da língua escrita: o alfabetizar letrando. Desenvolvendo a necessidade de associar a teoria e prática.

1.3. Quando se pode dizer que uma criança ou um adulto estão alfabetizados?

Quando um indivíduo for capaz de ler e escrever fazendo uso da leitura e da escrita, não se tem idade ou tempo certo, pois passa por um processo de aprendizagem com o tempo vai adquirindo o domínio das habilidades e técnicas entre o sistema fonológico e sistema gráfico, estabelecendo uma relação construtivista com a língua escrita e seus usos em práticas sociais. A aquisição do sistema convencional da escrita, o aprender a ler como decodificação e a escrever como codificação, a alfabetização não precede o letramento, os dois processos são simultâneos.

1.4 Quando se pode dizer que são letrados?

Quando faz uso das habilidades de ler e escrever inserindo um conjunto de práticas sociais , não apenas no conhecimento das letras e do modo de associá-las, mas usar esse conhecimento em benefício de formas de expressão e comunicação, reconhecidas e necessárias em um determinado contexto cultural, letramento depende da alfabetização, ou seja da teroria e prática, pessoas letradas e não alfabetizadas mesmo incapazes de ler e escrever compreendem os papeis sociais da escrita distinguem gêneros ou reconhecem as diferenças entre a língua escrita e a oralidade.

1.5 Quais são as condições para que o aprender a ler e a escrever seja algo que realmente tenha sentido, uso e função para as pessoas?

A exigência de um conhecimento desejável para condições de sobrevivência e conquista de cidadania, num contexto de grandes transformações culturais, sociais, políticas, econômicas e tecnológicas, os apelos de uma cultura grafocêntrica, valorização do indivíduo na identificação de habilidades da língua escrita, conhecimento e uso de aprender a ler e escrever.

1.6 Explicite o embate conceitual e ideológico do texto de Silvia Colello.

Representa um posicionamento diferente, tanto no que diz respeito as concepções implícitas ou explicitamente quanto no que tange à prática pedagógica por elas sustentadas. O contexto de produção, a língua tem resultado de uma lógica intrínseca, que pode ser aprendida por um processo único associado aos grupos mais civilizados.

O uso da escrita só é legitimo se atrelada ao padrão elitista da norma culta que pressupõe a compreensão de um flexível funcionamento linguístico, a escola tradicional pautou: aprender a falar a língua tradicional dominante, assimilar as normas da escrita. Uma prática reducionista pelo viés linguístico e autoritária pelo significado político, uma metodologia etnocêntrica que, pela desconsideração do aluno, seguido de fracasso escolar.

Em oposição, o modelo ideológico admite a pluralidade das práticas letradas, valorizando o significado cultural e contexto de produção. Rompendo o momento de aprender e fazer uso da aprendizagem, os estudos linguísticos propõe articulação dinâmica e reversível: descobrir, aprender e usar a escrita. "A escrita é importante na escola, porque é importante fora dela e não ao contrário."

CONCLUSÃO

Falar em alfabetização e letramento dentro da educação e fora dela é um assunto que não se esgotara facilmente, pois a sociedade vem impondo novos padrões de exigência, mesmo diante de novos paradigmas, métodos, teorias psicológicas precisamos nos adaptar ao novo.

Estudos sobre letramento aponta a necessidade de aproximar na educação a teoria e a prática. Indivíduos mesmo incapazes de ler e escrever compreendem papeis sociais da escrita, distinguem gêneros ou reconhecem as diferenças entre a língua escrita e a oralidade, pessoas alfabetizadas e pouco letradas. Em uma sociedade, o mais comum é que a alfabetização seja desencadeada por prática de letramento, pois indivíduos com baixo nível de letramento só tenham oportunidade de vivenciar tais práticas no ingresso na escola, com o início de alfabetização.

Ver nossos alunos como seres humanos digno de respeito, valores inserido socialmente e acima de tudo feliz.

REFERÊNCIAS

COLELLO, S. M. G. Alfabetização e Letramento: Repensando o Ensino da Língua Escrita. Disponível em: http://www.hottopos.com/videtur29/silvia.htm. Acesso em maio de 2009.

RODRIGUES, R.; GONÇALVES, J. C. Procedimentos de metodologia científica. 5. ed. Lages: Papervest, 2007.

SOARES, M. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n25/n25a01.pdf. Acesso em maio de 2009.

 
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Sobre este autor(a)
Atualmente é civil estatutária - professora - E.E.B.VIDAL RAMOS JUNIOR, efetiva - civil estatutaria - E.E.B.FRANCISCO MANFROI, graduada em Ciências de 1º Grau, Licenciada em Química, Física e Matemática pelas Universidades: Uniplac-Lages/SC e Unisul/Tubarão-SC, docente nas disciplinas de Química, Fí...
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